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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Evangelho - 3º Domingo da Quaresma - 28/02/2016

Anúncio do Evangelho (Lc 13,1-9)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam.
2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo.
4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’
8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Por que é necessário fazer ação de graças após a comunhão?

Há quem diga não ser necessário fazer ação de graças depois de ter recebido a comunhão. Se a celebração eucarística já é, como indica a palavra grega εὐχαριστία, uma "ação de graças", não seria essa prática repetir o que já foi feito na Missa?
O que está em questão, na verdade, mais do que um "jogo de palavras", são a natureza do sacramento da Eucaristia e como ele age na alma dos que o recebem. Segundo Santo Tomás de Aquino, "este sacramento produz em relação à vida espiritual o efeito que a comida e a bebida materiais produzem a respeito da vida corporal" (S. Th., III, q. 79, a. 1).
Um dos pontos defendidos pela chamada "nutrição funcional" é que as pessoas não são simplesmente o que comem, mas o que conseguem absorver dos alimentos que ingerem. Assim, de nada adianta consumir produtos nutritivos, se não se aproveitam as substâncias que eles contêm. Analogamente, há muitas pessoas participando da mesa eucarística, sem todavia aproveitar de seus frutos: embora realmente recebam Jesus – porque é Ele quem está presente na hóstia consagrada, com Seu corpo, sangue, alma e divindade –, o divino hóspede passa por suas almas sem deixar rastro, porque elas não se abrem à Sua ação. Infeliz e desgraçadamente, são muitas as comunhões, mas poucas as almas comungantes; muitos que recebem Nosso Senhor, mas poucos que verdadeiramente se unem a Ele.
A Teologia nos ensina que a presença de Cristo na Eucaristia "perdura enquanto subsistirem as espécies do pão e do vinho" [1]. Isso quer dizer que, nos poucos minutos em que as aparências do pão permanecem indigeridas, logo após a comunhão, Jesus Cristo está fisicamente unido a quem comunga, tocando todo o seu ser com a Sua divina humanidade. Essa ação acontece ex opere operato, isto é, por força do próprio sacramento: Deus verdadeiramente envia a Sua graça, bastando que nos disponhamos a recebê-la.
Não é suficiente, portanto, que a pessoa se ponha em contato com Cristo, se não reconhece, com a fé, a grandeza de quem a visita, e não trata com amor este esposo que vem chamá-la à união Consigo. Assim como eram muitos os que circundavam Jesus, mas somente a hemorroíssa foi curada, porque tocou com confiança na fímbria de Seu manto (cf. Jo 5, 25-34). Se o problema de alguns é com a linguagem, se a expressão "ação de graças" gera incômodos, procure-se um outro termo ou mesmo que não se use nenhum, contanto que seja dada a devida atenção ao divino hóspede das almas.
Ao receber o corpo puríssimo e mansuetíssimo de Cristo, peçamos a Ele que nos cure de nossa impureza e irascibilidade, e nos ajude a viver a castidade e a mansidão de coração. Ao ver a Sua sapientíssima e amorosíssima alma unida à nossa, supliquemo-Lhe que nos cure de nossa ignorância e de nossa má vontade, iluminando a nossa inteligência com a Sua luz e fortalecendo a nossa vontade com o Seu ardentíssimo amor. Só não desperdicemos esse tempo oportuno, em que Deus nos visita maravilhosamente na humanidade de Seu divino Filho.

Referências

  1. Papa São João Paulo II, Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia (17 de abril de 2003), n. 25 (DH 5092).

Como faço para ouvir a Deus?

Você já ouviu a voz de Deus? Como faço para ouvir a Deus e saber se realmente é Ele quem fala?

No início da Bíblia, encontramos um verbo vinculado a Deus em todo o Livro Sagrado: “Deus disse” (Gn 1,3). Ao longo de toda a Escritura, podemos observar que o Senhor mantém uma relação íntima com o homem, a qual é baseada no diálogo. O próprio Livro da Bíblia é um meio que Ele usa para nos falar. Mas você já ouviu a voz de Deus? Como saber se realmente é Ele quem fala, e não nós mesmos? Ele fala apenas com pessoas perfeitas?
Como faço para ouvir Deus - 1600x1200
Podemos nos assustar ao observarmos a vida dos santos e notar o nível de diálogo que eles mantinham com o Senhor. Santa Teresa, por exemplo, em certa ocasião em que viajava, caiu em uma poça de lama. Então, olhou para o céu e disse: “Senhor, por que tantas dificuldades no caminho se estou cumprindo Tuas ordens?”. O Senhor lhe respondeu: “Teresa, não sabes que é assim que trato os meus amigos?”. Ela retrucou: “Ah, Senhor, então é por isso que tens tão poucos!”.

Deus quer estar perto do homem

Deus deseja ser próximo do homem, criar intimidade e amizade com ele. Observemos, por exemplo, a relação de Deus com Adão. Ao criá-lo, o Senhor permitiu que ele desse nome a toda criação e o alertou sobre o fruto proibido. O Senhor Deus também lhe disse: “Não é bom que o homem esteja só; vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (cf. Gn 2,15s). Vejamos a proximidade com que o Senhor conservava o homem! Ele nos criou para convivermos em Sua intimidade.
Existe um caminho a ser seguido para chegar a uma escuta íntima de Deus, porém, é um caminho, não uma fórmula, pois há grande erro em buscar uma uniformidade quando queremos escutar o Senhor. Ele nos fez únicos e nos ama com um amor particular, portanto, fala-nos de forma individual. O Senhor usa da linguagem à qual estamos acostumados, fala no idioma que compreendemos.

Vamos, então, observar alguns passos importantes nessa experiência:

– Buscar Deus. Isso é obvio, mas precisa ser dito. Não ouviremos o Senhor se não o buscarmos. Deus é uma pessoa, e quando queremos dialogar com uma pessoa, procuramos meios para chegar a ela. Busque momentos para estar com o Senhor, só com Ele, sem celular, sem música nem leitura, apenas com o Pai. “Quando rezar, entre no seu quarto, feche a porta e reze ao seu Pai” (Mt 6,6).
– Fale o que você quer falar. Muitos sofrem, pois ficam com a cabeça cheia durante a oração, pensam em muitas coisas, veem muitas situações e se distraem facilmente. O que pode nos ajudar é, ao chegarmos à capela, falarmos para Deus tudo o que queremos, gastar uns dez minutos de limpeza da mente, falar do cansaço, do trabalho, da família, e, após isso, silenciar um pouco.
– O desejo de ouvir, às vezes, atrapalha. Muitas vezes, criamos ansiedade e expectativas que nos atrapalham. A tensão não colabora para que nosso coração encontre o coração de Deus. É importante que haja liberdade em estar com Ele, sem obrigações nem cobranças. Não cobre Deus para que fale, e não se cobre uma atitude ou a necessidade de fazer alguma coisa. Esteja livremente junto d’Ele.
-Silencie. Estamos falando de diálogo, uma grande dificuldade da relação humana, pois não aprendemos a ouvir o outro. A agitação e o ritmo acelerado que a sociedade vive nos deixam sempre apressados, querendo tudo para agora. Assim, não deixamos as pessoas falarem, antecipamo-nos à fala do outro, queremos adivinhar o que ele vai dizer. Do mesmo jeito que agimos com as pessoas, na agitação, transferimos para Deus. Após um momento de oração, de dizer tudo o que quer a Deus, é importante dar tempo para que Ele fale, é necessário silenciar no ambiente e em nosso coração. O princípio de uma boa escuta é dar tempo para o outro falar.
Leia também:

Deus realmente falou comigo?

Deparamo-nos, às vezes, com essa dúvida. Para isso, precisamos sempre ter em mente que o Senhor não se contradiz. Por isso, se aquilo que ouvirmos for contra alguma lei que Ele já instituiu, contra o amor ao outro ou contra a Igreja, ficará fácil saber que não vem d’Ele.
Conforme criamos intimidade com o Senhor, reconhecemos com mais rapidez Sua voz em nossa consciência. Ele também nos fala nos fatos, na Bíblia, por meio de uma música ou por intermédio de outra pessoa. Particularmente, eu já O ouvi num momento de contemplação a Jesus Eucarístico. O Senhor também já falou diretamente ao meu coração. Em um outro momento, Ele respondeu minha pergunta por meio de um fato: eu queria saber se era da vontade d’Ele que algo acontecesse em minha vida, e as coisas se esclareceram de tal forma, que eu vi a mão de Deus agindo sobre mim.
Diante das experiências que trago, há um ponto importantíssimo que prova, realmente, se Deus falou comigo. Quando Ele fala, Suas palavras ecoam por muito tempo, e o que Ele diz se cumpre. “O que disse, executarei; o que concebi, realizarei” (Isaías 46,11). Deus é fiel ao que diz, e o que Ele fala fica gravado em nós, não se apaga, porque Sua voz ecoa em nossa existência.
O Senhor deseja cultivar, com cada um de Seus filhos, uma relação pessoal e íntima. Reze e peça essa intimidade ao Espírito Santo, pois Ele é o mediador.
Que o Senhor nos dê um coração aberto e ouvidos atentos à Sua voz.


Paulo Pereira

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

brasão do Papa Francisco
Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016
Terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Boletim da Santa Sé
“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).
As obras de misericórdia no caminho jubilar
1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada
Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.
Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.
2. A aliança de Deus com os homens: uma história de misericórdia
O mistério da misericórdia divina desvenda-se no decurso da história da aliança entre Deus e o seu povo Israel. Na realidade, Deus mostra-Se sempre rico de misericórdia, pronto em qualquer circunstância a derramar sobre o seu povo uma ternura e uma compaixão viscerais, sobretudo nos momentos mais dramáticos quando a infidelidade quebra o vínculo do Pacto e se requer que a aliança seja ratificada de maneira mais estável na justiça e na verdade. Encontramo-nos aqui perante um verdadeiro e próprio drama de amor, no qual Deus desempenha o papel de pai e marido traído, enquanto Israel desempenha o de filho/filha e esposa infiéis. São precisamente as imagens familiares – como no caso de Oseias (cf. Os 1-2) – que melhor exprimem até que ponto Deus quer ligar-Se ao seu povo.
Este drama de amor alcança o seu ápice no Filho feito homem. N’Ele, Deus derrama a sua misericórdia sem limites até ao ponto de fazer d’Ele a Misericórdia encarnada (cf. Misericordiӕ Vultus, 8). Na realidade, Jesus de Nazaré enquanto homem é, para todos os efeitos, filho de Israel. E é-o ao ponto de encarnar aquela escuta perfeita de Deus que se exige a cada judeu pelo Shemà, fulcro ainda hoje da aliança de Deus com Israel: «Escuta, Israel! O Senhor é nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças» (Dt 6, 4-5). O Filho de Deus é o Esposo que tudo faz para ganhar o amor da sua Esposa, à qual O liga o seu amor incondicional que se torna visível nas núpcias eternas com ela.
Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai «a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado» (Evangelii gaudium, 36), aquele primeiro anúncio que «sempre se tem de voltar a ouvir de diferentes maneiras e aquele que sempre se tem de voltar a anunciar, duma forma ou doutra, durante a catequese» (Ibid., 164). Então a Misericórdia «exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar» (Misericordiӕ Vultus, 21), restabelecendo precisamente assim a relação com Ele. E, em Jesus crucificado, Deus chega ao ponto de querer alcançar o pecador no seu afastamento mais extremo, precisamente lá onde ele se perdeu e afastou d’Ele. E faz isto na esperança de assim poder finalmente comover o coração endurecido da sua Esposa.
3. As obras de misericórdia
A misericórdia de Deus transforma o coração do homem e faz-lhe experimentar um amor fiel, tornando-o assim, por sua vez, capaz de misericórdia. É um milagre sempre novo que a misericórdia divina possa irradiar-se na vida de cada um de nós, estimulando-nos ao amor do próximo e animando aquilo que a tradição da Igreja chama as obras de misericórdia corporal e espiritual. Estas recordam-nos que a nossa fé se traduz em actos concretos e quotidianos, destinados a ajudar o nosso próximo no corpo e no espírito e sobre os quais havemos de ser julgados: alimentá-lo, visitá-lo, confortá-lo, educá-lo. Por isso, expressei o desejo de que «o povo cristão reflicta, durante o Jubileu, sobre as obras de misericórdia corporal e espiritual. Será uma maneira de acordar a nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, e de entrar cada vez mais no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina» (Ibid., 15). Realmente, no pobre, a carne de Cristo «torna-se de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga… a fim de ser reconhecido, tocado e assistido cuidadosamente por nós» (Ibid., 15). É o mistério inaudito e escandaloso do prolongamento na história do sofrimento do Cordeiro Inocente, sarça ardente de amor gratuito na presença da qual podemos apenas, como Moisés, tirar as sandálias (cf. Ex 3, 5); e mais ainda, quando o pobre é o irmão ou a irmã em Cristo que sofre por causa da sua fé.
Diante deste amor forte como a morte (cf. Ct 8, 6), fica patente como o pobre mais miserável seja aquele que não aceita reconhecer-se como tal. Pensa que é rico, mas na realidade é o mais pobre dos pobres. E isto porque é escravo do pecado, que o leva a utilizar riqueza e poder, não para servir a Deus e aos outros, mas para sufocar em si mesmo a consciência profunda de ser, ele também, nada mais que um pobre mendigo. E quanto maior for o poder e a riqueza à sua disposição, tanto maior pode tornar-se esta cegueira mentirosa. Chega ao ponto de não querer ver sequer o pobre Lázaro que mendiga à porta da sua casa (cf. Lc 16, 20-21), sendo este figura de Cristo que, nos pobres, mendiga a nossa conversão. Lázaro é a possibilidade de conversão que Deus nos oferece e talvez não vejamos. E esta cegueira está acompanhada por um soberbo delírio de omnipotência, no qual ressoa sinistramente aquele demoníaco «sereis como Deus» (Gn 3, 5) que é a raiz de qualquer pecado. Tal delírio pode assumir também formas sociais e políticas, como mostraram os totalitarismos do século XX e mostram hoje as ideologias do pensamento único e da tecnociência que pretendem tornar Deus irrelevante e reduzir o homem a massa possível de instrumentalizar. E podem actualmente mostrá-lo também as estruturas de pecado ligadas a um modelo de falso desenvolvimento fundado na idolatria do dinheiro, que torna indiferentes ao destino dos pobres as pessoas e as sociedades mais ricas, que lhes fecham as portas recusando-se até mesmo a vê-los.
Portanto a Quaresma deste Ano Jubilar é um tempo favorável para todos poderem, finalmente, sair da própria alienação existencial, graças à escuta da Palavra e às obras de misericórdia. Se, por meio das obras corporais, tocamos a carne de Cristo nos irmãos e irmãs necessitados de ser nutridos, vestidos, alojados, visitados, as obras espirituais tocam mais directamente o nosso ser de pecadores: aconselhar, ensinar, perdoar, admoestar, rezar. Por isso, as obras corporais e as espirituais nunca devem ser separadas. Com efeito, é precisamente tocando, no miserável, a carne de Jesus crucificado que o pecador pode receber, em dom, a consciência de ser ele próprio um pobre mendigo. Por esta estrada, também os «soberbos», os «poderosos» e os «ricos», de que fala o Magnificat, têm a possibilidade de aperceber-se que são, imerecidamente, amados pelo Crucificado, morto e ressuscitado também por eles. Somente neste amor temos a resposta àquela sede de felicidade e amor infinitos que o homem se ilude de poder colmar mediante os ídolos do saber, do poder e do possuir. Mas permanece sempre o perigo de que os soberbos, os ricos e os poderosos – por causa de um fechamento cada vez mais hermético a Cristo, que, no pobre, continua a bater à porta do seu coração – acabem por se condenar precipitando-se eles mesmos naquele abismo eterno de solidão que é o inferno. Por isso, eis que ressoam de novo para eles, como para todos nós, as palavras veementes de Abraão: «Têm Moisés e o Profetas; que os oiçam!» (Lc 16, 29). Esta escuta activa preparar-nos-á da melhor maneira para festejar a vitória definitiva sobre o pecado e a morte conquistada pelo Esposo já ressuscitado, que deseja purificar a sua prometida Esposa, na expectativa da sua vinda.
Não percamos este tempo de Quaresma favorável à conversão! Pedimo-lo pela intercessão materna da Virgem Maria, a primeira que, diante da grandeza da misericórdia divina que Lhe foi concedida gratuitamente, reconheceu a sua pequenez (cf. Lc 1, 48), confessando-Se a humilde serva do Senhor (cf. Lc 1, 38).
Vaticano, 4 de Outubro de 2015
Festa de S. Francisco de Assis
FRANCISCUS

Em Missa, Papa celebra Jubileu da Cúria Romana

Papa presidiu Missa na Basílica de São Pedro para celebrar o Jubileu da Cúria Romana, no contexto do Ano da Misericórdia

Jéssica Marçal
Da Redação CN
Membros da Cúria, do governatorato e de instituições ligadas à Santa Sé celebram Jubileu com o Papa / Foto: L'Osservatore Romano
Membros da Cúria, do governatorato e de instituições ligadas à Santa Sé celebram Jubileu com o Papa / Foto: Reprodução CTV
No contexto do Ano da Misericórdia, o Papa Francisco celebrou nesta segunda-feira, 22, o Jubileu da Cúria Romana. O Santo Padre presidiu a Missa na Basílica de São Pedro no dia em que se celebra a cátedra desse apóstolo, primeiro Papa da Igreja católica.
A festa de hoje, segundo o Papa, reúne membros da Cúria, do governatorato e das instituições ligadas à Santa Sé para celebrar o Jubileu da Misericórdia como comunidade de serviço.
“Vós, quem dizeis que eu sou?”, essa pergunta de Jesus ressoa ainda hoje, disse Francisco. Uma pergunta cheia de amor do Cristo que convida a renovar a fé Nele, reconhecendo-O como Senhor da vida. “O nosso pensamento e o nosso olhar estejam fixos em Jesus Cristo, início e fim de toda ação da Igreja. (…) Ele é a ‘pedra’ sobre a qual devemos construir”.
ano-misericordia-noticiasAo professar essa fé em Jesus, o Papa lembrou à Cúria o dever de corresponder ao chamado de Deus, ou seja, aos pastores é pedido que tenham Ele mesmo como modelo, Aquele que sempre cuida do seu rebanho e vai atrás da ovelha perdida.
“Faz bem também a nós, chamados a sermos Pastores na Igreja, que a face de Deus, Bom Pastor, nos ilumine, nos purifique, nos transforme e nos reconstitua plenamente renovados à nossa missão. Que também nos nossos ambientes de trabalho possamos sentir, cultivar e praticar um forte sentido pastoral, antes de tudo para com as pessoas que encontramos todos os dias”.
Francisco pediu que Deus livre a Cúria Romana da tentação que a afasta dessa essência de sua missão. Ele convidou todos os presentes a redescobrir a beleza de professar a fé no Senhor Jesus, sem se esquecerem da misericórdia.
“A fidelidade ao ministério se conjuga bem com a misericórdia da qual queremos fazer experiência. Na Sagrada Escritura, fidelidade e misericórdia são um binômio inseparável (…) e justamente em sua reciprocidade e complementaridade se pode ver a presença do Bom Pastor”, concluiu o Papa.

Padre Lombardi deixa a Rádio Vaticano depois de 25 anos

2016-02-22 Rádio Vaticana

Cidade do Vaticano (RV) – O jesuíta Federico Lombardi, 73 anos, deixa a direção da Rádio Vaticano no próximo dia 29 de fevereiro. No âmbito das reformas da mídia do Vaticano, o Prefeito da Secretaria das Comunicações, Mons. Dario Edoardo Viganò, nomeou segunda-feira (22/02), o Dr. Giacomo Ghisani como diretor administrativo e jurídico da Rádio. 
Áudio:
Padre Federico Lombardi chegou à “Rádio do Papa” em janeiro de 1991 como Diretor de Programação e em 2005 foi nomeado Diretor Geral. O sacerdote italiano permanece na direção da Sala de Imprensa da Santa Sé. 
A reforma da mídia vaticana começou com a incorporação de Rádio Vaticano; Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, Sala de Imprensa da Santa Sé, Serviço Internet Vaticano, Centro Televisivo Vaticano; L’Osservatore Romano; Tipografia Vaticana; Serviço Fotográfico; e Livraria Editora Vaticana, sob a nova Secretaria das Comunicações. 
O Conselho dos 9 Cardeais (C9) constituído pelo Papa para assistí-lo na reforma de toda a Cúria, dispôs que em 2016 se formalize a fusão entre a Rádio e o CTV. Esta união já foi iniciada com a produção e a distribuição de áudio e vídeo das cerimônias papais e outros eventos vaticanos.  
Em relação às atividades das redações linguísticas e do pessoal da Rádio Vaticano, a responsabilidade permanece nas mãos do padre jesuíta polonês Andrzej Majewski.
(CM)

(from Vatican Radio)

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Evangelho - 2º Domingo da Quaresma - 21/02/2016

Anúncio do Evangelho (Lc 9, 28b-35)

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 28bJesus levou consigo Pedro, João e Tiago, e subiu à montanha para rezar. 29Enquanto rezava, seu rosto mudou de aparência e sua roupa ficou muito branca e brilhante.
30Eis que dois homens estavam conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. 31Eles apareceram revestidos de glória e conversavam sobre a morte, que Jesus iria sofrer em Jerusalém.
32Pedro e os companheiros estavam com muito sono. Ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com ele.
33E, quando estes dois homens se iam afastando, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que estava dizendo.
34Ele estava ainda falando, quando apareceu uma nuvem que os cobriu com sua sombra. Os discípulos ficaram com medo ao entrarem dentro da nuvem.
35Da nuvem, porém, saiu uma voz que dizia: “Este é o meu Filho, o Escolhido. Escutai o que ele diz!”
36Enquanto a voz ressoava, Jesus encontrou-se sozinho. Os discípulos ficaram calados e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Juventude e Religião

Católica: É como se declara um pouco mais da metade da juventude brasileira. Informações do IBGE apontam tendencial e veloz redução do número de jovens católicos. A manter-se o ritmo de decréscimo, em mais uma década, provavelmente, os jovens católicos já sejam minoria. Aumenta o número de jovens cristãos evangélicos, e de outras crenças e cultos. Cresce também o número de jovens que se declaram sem religião; mas apenas 1% diz não crer em Deus. Isso significa que outras igrejas, religiões e seitas satisfazem os anseios espirituais juvenis. A preocupação dos católicos não se deve voltar exclusivamente aos componentes quantitativos, mas à qualidade da formação e da adesão à comunidade eclesial dos jovens membros.

Luiz Fernando Conde Sangenis
isangenis@uol.com.br

Texto copiado da folhinha do Sagrado Coração de Jesus.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Oração da Fé

Senhor Deus, Criador do Céu e da Terra! Poderoso é o vosso nome, grande é a vossa misericórdia! Em nome do vosso Filho, Jesus Cristo, recorro a Vós, neste momento, para pedir bençãos para minha vida. Que vossa divina luz incida sobre mim, com vossas mãos retirai todo mal, todos os problemas e todos os perigos que esteja ao meu redor. Que as forças negativas que me abatem e me entristecem se desfaçam ao sopro de vossa benção. O vosso poder destrua todas as barreiras que impedem o meu progresso. E do céu vossas virtudes penetrem no meu ser, dando paz, saúde e prosperidade. Que meus passos sejam dirigidos por Vós para que eu não tropece na caminhada da vida. Meu viver, meu lar e meu trabalho sejam por Vós abençoados. Entrego-me em vossas mãos poderosas, na certeza de que tudo vou alcançar. Amém.

Seleção de Maria Imaculada do Carmo Valente
Viçosa/MG

Copiado da folhinha do Sagrado Coração de Jesus 


terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O que é Quaresma


Fonte Revista Brasil Cristão 


Jesus e os doentes

Lendo os Evangelhos percebemos de imediato como os doentes são os prediletos de Jesus. A atitude de Jesus é reveladora do amor de Deus, rico em misericórdia, que tem predileção por seus filhos(as) que sofrem e que tem maior necessidade de ajuda. Através de suas ações e palavras Ele vence todas as forças do mal que deformam sua imagem no ser humano, com obra-prima da criação. Ao definir sua missão como sendo de "trazer vida e vida em abundância", Ele deseja que todos os seres humanos gozem de saúde em todas as suas dimensões, física, social, psíquica e espiritual. A saúde integral é sinal por excelência de vida plena. As curas milagres miraculosas revelam seu amor pela humanidade ferida e no ser humano saudável manifesta-se a glória de Deus.

Leo Pessini, Camiliano 
pessini@saocamilo-sp.br

Texto copiado da folhinha do Sagrado Coração 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Evangelho 1º Domingo da Quaresma - 14/02/2016

Anúncio do Evangelho (Lc 4,1-13)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. 2Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias. Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome. 3O diabo disse, então, a Jesus: “Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se mude em pão”. 4Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem’”
5O diabo levou Jesus para o alto, mostrou-lhe por um instante todos os reinos do mundo 6e lhe disse: “Eu te darei todo este poder e toda a sua glória, porque tudo isto foi entregue a mim e posso dá-lo a quem quiser. 7Portanto, se te prostrares diante de mim em adoração, tudo isso será teu”.
8Jesus respondeu: “A Escritura diz: ‘Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás’”.
9Depois o diabo levou Jesus a Jerusalém, colocou-o sobre a parte mais alta do Templo e lhe disse: “Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo! 10Porque a Escritura diz: ‘Deus ordenará aos seus anjos a teu respeito, que te guardem com cuidado!’ 11E mais ainda: ‘Eles te levarão nas mãos, para que não tropeces em alguma pedra’”.
12Jesus, porém, respondeu: “A Escritura diz: ‘Não tentarás o Senhor teu Deus’”.
13Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus, para retornar no tempo oportuno.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Quaresma e Campanha da Fraternidade

A Quaresma é um tempo de preparação para os mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. É um tempo privilegiado para o jejum, a esmola é oração, buscando-se nessa força transformadora da graça de Deus e a sua vontade para as nossas vidas. Na Quaresma, a Igreja também reflete sobre práticas que nos levam a mudanças no modo de pensar e agir. No Brasil a CNBB apresenta aos fiéis a Campanha da Fraternidade como proposta evangelizadora preparação para a Páscoa. A CF "tem a missão de despertar o espírito comunitário e cristão; educar para vida em fraternidade; e renovar a consciência da responsabilidade social" (Boletim online da CNBB, 19/02/2013). Em 2016 a CF é ecumênica e trata do tema " Casa comum: nossa responsabilidade", com o lema "Quero ver o direito brotar como fonte e correr qual riacho que não seca" (Am 5,24).

Quaresma

A Quaresma é um período de introspecção e reflexão. É momento de voltar nosso olhar e nosso coração ao Deus de bondade, é momento de conversão pessoal e comunitária. Na Quaresma temos a oportunidade de retomar a plena comunhão com Jesus e a Igreja, para participar de forma intensa de sua paixão e ressurreição.
A Quaresma é um tempo de gestarmos nossa Páscoa, de avaliarmos nossas fraquezas, mas também
nossas virtudes, a fim de sermos convencidos do amor de Deus. A Quaresma é tempo de se reconhecer, ressignificar a imagem de Deus e de seu amor por nós, bem como perceber o que a falta desse amor nos causa.
A Quaresma também é um período de encontros. Quantas pessoas Jesus encontra pelo caminho durante as liturgias que acompanhamos neste período? Qual é a mensagem que Jesus espalha ao longo do caminho do Calvário?

Fonte: http://www.anchietanum.com.br/

Convém namorar por medo de ficar sozinho?

Muita gente namora por medo de ficar sozinho

Uns assim o fazem, porque simplesmente não conseguem passar um tempo sem uma companhia amorosa, vivem uma dependência de afeto. Outros lançam-se na primeira oportunidade de relacionamento devido à pressão cultural – família ou amigos que constantemente cobram, principalmente as mulheres –, que praticamente os obriga a ter um namorado.
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Foto:  Daniel Mafra/cancaonova.com
Também há aqueles que, quando passam por um longo período sem nenhum affair, vão se deixando tomar pelo temor de se tornarem “solteiros para sempre”.
Não podemos deixar de citar os que, conforme os números de aniversários aumentam, pensam: “É agora ou nunca! Se não, vou ficar para trás!” ou “Já estou ficando muito velho!” (este último exemplo, muitas vezes, é dito por pessoas bem jovens, as quais nem acreditamos que já estão pensando assim).

Menos exigente na hora da escolha

Existem várias pesquisas que abordam o tema: “Namorar por medo de ficar só”. Entre as causas e consequências desse temor podemos citar o medo de estar só, que faz a pessoa ficar menos exigente, a pessoa torna-se cada vez menos criteriosa para entrar num relacionamento, ou seja, desmerece a si mesma diante do outro para ter a compensação afetiva.
Podemos também mencionar o indivíduo que engata um namoro atrás do outro para, sozinho, não ter de confrontar-se com si mesmo e deparar-se com suas fragilidades.
Interessante que, em todos os exemplos citados, notamos que a pessoa busca preencher uma lacuna que há em seu coração ou uma deficiência na impressão que tem de si mesma e diante dos outros. Em resumo, são pessoas que não estão bem; então, começam a namorar para suprir algo básico que lhes falta: aceitação e amor próprio.
É como pedir um favor a alguém faminto e prometer recompensá-lo com alimento. Para ele, isso não chega a ser uma livre escolha, mas uma prioridade. Isso nada tem a ver com a verdadeira liberdade interior.
Todos temos uma vocação, uma força interior que deseja amor, companhia e afeto de alguém especial para compartilhar a vida.
“A vocação de amar uma pessoa única de forma esponsal também está inscrita em nossa natureza humana desde a criação. ‘Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar que lhe corresponda’ (Gn 2, 18). Ou seja, temos sim, uma carência de encontrar a pessoa que irá nos completar. Contudo, deve haver um equilíbrio nisso: devemos viver a espera na calma e na esperança, considerando e estimando o dom precioso de querer amar e ser amado que existe em nós” (Livro ‘As cinco fases do namoro‘).
Só será feliz no namoro quem conseguir, antes, estar de bem com si mesmo, ter a justa medida de si; em outras palavras, possuir-se, ou seja, amar a si mesmo, pois ninguém pode dar amor se não o tem em seu interior.
Entretanto, estar bem com si próprio, priorizar, considerar e estimar o dom precioso que porta antes de começar um novo relacionamento só será possível se o indivíduo tiver um encontro com o amor de Deus. Pois esse é o verdadeiro, infindável e único amor que nunca nos decepcionará.
Você pode ter pensado agora: “Nossa! De repente, este texto ficou muito desencarnado, espiritual demais!”. Mas, antes de se decidir a sair do post, leia o seguinte:
Dias atrás, ouvi de uma moça que ela não aguentava mais essa história de “primeiro, encontrar-se com Deus. Ela deu um tempo da sua vida para o Senhor, fez tudo o que sabia que Ele queria, inclusive estava vivendo a castidade. No entanto, já fazia mais de um ano que ela não “beijava na boca”. Então, onde estava o prometido dela? Ela resolveu desistir de uma vida em Deus, porque já não tinha nem as migalhas de afeto dos rapazes. Sua vida promíscua, de alguma forma, saciava-a ainda que momentaneamente.
Leia também: 
Respondi a ela que, muitas vezes, é isso que fazemos: vivemos segundo os mandamentos de Deus, porque acreditamos que Ele nos atenderá. Assim, juntamos a lista daquelas condições sofríveis que citei no início – dependência de afeto, pressão cultural, muito tempo sem namorar ou os anos que passam – e o “barganhar” com o Altíssimo, numa tentativa a mais de preencher o vazio interior. Deus acaba sendo mais uma “muleta” em que apoiamos o nosso coração decepcionado com os amores terrenos.
Disse-lhe ainda que ela não poderia, outra vez, entregar-se àqueles “amores de mentirinha”, porque isso seria desistir de si mesma, entregando suas pérolas aos porcos; e que um encontro pessoal com o amor de Deus não tem nada a ver com isso que ela estava fazendo, quando vivia os desígnios do Senhor por uma obrigatoriedade que impôs a si mesma. Não era uma entrega de coração, de quem obedece porque ama; e era este último exemplo que Jesus verdadeiramente queria dela.

Deus quer o seu coração!

Essa moça me questionou: “Como é esse amor? Se não é fazendo o que Ele manda, como vou encontrar o amor de alguém que está no Céu?”. Respondi que, assim como ela gostaria de ser encontrada pelo amor de um homem, que ela começasse a desejar ser encontrada pelo amor de Jesus. Que começasse a Lhe pedir para se sentir tão amada, mas tão amada por Ele, a ponto de apaixonar-se também por Jesus Cristo. “Assim como você já teve, um dia, um sentimento de paixão por um homem, peça ao Espírito Santo que lhe dê o dom de apaixonar-se por Nosso Senhor”.
Isso não tem nada de desencarnado, de “espiritualóide”, porque é real e totalmente acessível a nós seres humanos.
Eis que ela argumentou: “Eu não sei se consigo desejar isso, apaixonar-me por alguém que não vou ter contato físico, ser encontrada por um amor que não me dará família nem filhos, que nunca terei o prazer e as sensações da carne. Para mim, isso tudo me faz ter a impressão de que devo me contentar só com um amor espiritual”.
Respondi-lhe: “Aí é que está! Nós, muitas vezes, só conseguimos interpretar o amor como fogo da paixão, mas os amores que perduram se fazem mais pela solicitude, entrega e sacrifício recíproco dos amados, diálogo e profunda amizade, do que por ‘paixonite’ e forte atração. E isso tudo Jesus pode ter contigo”. Primeiramente, é o amor de Deus que a encontrará. Não será a consequência de nada que ela fizer ou deixar de fazer em sua vida que a fará ter a experiência de ser encontrada. Mas se decidir querer e começar a pedir, ainda que não sinta um desejo de Deus em seu coração, Ele a encontrará e, diante de Seu amor, mudará o coração dela e a visão que tem de si mesma. Apesar de ser um amor divino, é mais vibrante que o amor humano. Então, ela se convenceu.
Segundo me disse depois, ela tem pedido, todos os dias, em sua oração, que o amor de Deus a encontre e lhe dê uma visão apropriada de si mesma.
Narrei essa conversa com a devida autorização da outra parte, porque creio que os questionamentos dessa moça sejam os de muita gente na mesma situação.
Você também pode não sentir um desejo de Deus em seu coração, mas basta decidir que quer mudar a situação em que se encontra hoje, principalmente se, ao olhar para seus relacionamentos, não se sentir preenchido ou ter colhido muitas decepções.
Jesus está interessadíssimo em conquistá-lo. Seja conquistado pelo Amor.
Não tenha medo de viver um tempo sozinho. Lembre-se de que, na verdade, você não está só. Não tenha medo de se apaixonar por Aquele que é o Amor encarnado; peça um encontro pessoal com o Senhor. Ele o encontra para amá-lo e, amando-O, dar-lhe o verdadeiro valor que você tem e merece. Daí sim, você estará pronto para viver um amor humano.
Deus o abençoe!

Sandro Arquejada

Via Canção Nova

Aborto e microcefalia, o massacre em nome do bem estar

Aborto e microcefalia, o massacre em nome do bem estar de poucos

Após o surto de microcefalia no país, onde se especula (não existe prova científica até o momento) ter relação com o Zika Vírus transmitido pelo Aedes aegypti, um grupo formado por advogados, acadêmicos e ativistas, declarou à imprensa, na semana passada, que está se preparando para entrar com uma ação junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo o direito ao aborto de bebês com microcefalia. Os oportunistas pró-aborto mais uma vez mostram de que natureza pertencem suas ideias.
Aborto e microcefalia, o massacre em nome do bem estar
Para o grupo, as mulheres teriam o direito de abortar os filhos deficientes, pois elas não “…poderiam ser penalizadas pelas consequências de políticas públicas falhas”.
Os grupos pró-vida do Brasil não foram pegos de surpresa com essa declaração, sabem muito bem que os pró-aborto ficam na espreita como víboras esperando a oportunidade para capturar a presa mais frágil, pois é da natureza delas. Como é também da natureza humana original defender suas crias, principalmente as mais frágeis.
Não se iludam! Não estão preocupados com os tais “direito das mulheres”, isso é o que dizem deles mesmos. Se assim estivessem, defenderiam as mulheres mais indefesas, que ainda estão no ventre de suas mães.

O que querem com o aborto?

Na prática e sem exagero algum, o que querem junto ao STF é justamente a implantação de um eugenismo, a mesma prática adotada por Hitler em seu regime Nazista, que implica basicamente no poder de escolher quem não tem direito de viver, fazendo assim uma seleção. As crianças com “defeito” seriam condenadas à morte por terem cometido o “crime” de não serem produtivas, não se adequarem aos padrões de saúde estabelecidos pela “casta dominante” ou por implicarem numa grande mudança nos hábitos da sociedade.
Recentemente, foi publicada uma reportagem no site da BBC sobre a história de uma jovem chamada Ana Carolina Cáceres, 24 anos, com microcefalia, que se formou em jornalismo. Como conclusão de curso, ela escreveu um livro. Ana Carolina diz na matéria: “Sou plena, feliz e existo, porque minha mãe não optou pelo aborto”.
Lia também: 

O que define a dignidade da pessoa?

Não existe um ser humano mais humano que outro. Ser e humanidade são inatos e não adquiridos. Não existe gradualismo de valor. Um bebê nascido não passa a ter mais valor ou dignidade do que aquele que ainda não nasceu. Não é o tempo de existência que define sua dignidade, mas a própria natureza do seu ser.
Não existe diferença substancial entre um feto no ventre materno e uma criança recém-nascida. A única diferença é o tempo e a nutrição.

Porta aberta ao massacre

Nota-se que a microcefalia só é detectada a partir da 24º semana, ou seja, o aborto se daria com um bebê bem desenvolvido e viável fora do útero, sofrendo sensivelmente a dilaceração própria do procedimento abortivo.
Caso se torne “lícito” abortar bebês por terem malformação congênita, seguindo a mesma lógica, o que impediria de se reivindicar o abortamento para os que possuem outras síndromes, como Down, Síndrome de Turner etc.? O que impediria o aborto de uma criança por possuir uma grave ou leve deficiência física? Absolutamente nada!
Estaria aberta a porta para um massacre eugenista de proporções jamais vistas. E tudo isso em nome do bem-estar.
No regime nazista, foi documentado, além dos abortos de gestações adiantadas, também a eutanásia em crianças recém-nascidas; depois os abortos foram ampliados, o que resultou no registro dessa prática em crianças de até seis anos de idade, detectadas como difíceis de educar, por urinarem na cama até muito tarde ou por possuírem orelhas deformadas.

Discriminação injusta

Criança com deficiência deve ser amparada e não abortada. O aborto, nesse caso, retrata o verdadeiro preconceito e discriminação injusta.
Os que querem o aborto, antes de pensarem em políticas públicas contra os focos do mosquito transmissor, devem pensar em como as vítimas da microcefalia e suas famílias seriam amparadas, em como poderíamos desenvolver mais rapidamente a vacina contra o vírus etc.; mas pensam, em primeira instância, como poderíamos nos livrar dessas crianças de uma vez por todas.
Quando se estabelece tamanha injustiça contra inocentes e indefesos, não tenho dúvida, declara-se guerra contra Deus. Uma nação que permite tamanha crueldade está atraindo uma maldição sobre si, porque assim diz o Senhor: “…Ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe pois a vida, para que vivas com a tua posteridade”(Deuteronômio 30,19).
E ainda: “Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes” (Mateus 25,40)
Tiba Camargos – Missionário da Comunidade Canção Nova

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