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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel, RafaelMiguel, Gabriel e Rafael amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro
Com alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra “Arcanjo” significa “Anjo principal”. E a palavra “Anjo”, por sua vez, significa “mensageiro”.
São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: “Quem como Deus”.Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. “Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu”. (Apocalipse 12,7-8)
São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa “Força de Deus” ou “Deus é a minha proteção”. É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré… O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: ‘Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus’…” a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.
São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome “Deus curou” ou “Medicina de Deus”, restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. “Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus” (Tob 5,4).
São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!
Se o vídeo não carregar, acesse: http://santo.cancaonova.com/santo/santos-arcanjos-miguel-gabriel-e-rafael/

Fonte: CN


COMO SABER A PESSOA CERTA PRA MIM?

Eu sempre acreditei que Deus poderia colocar jovens adequadas em meu caminho; e posso dizer que valeu a pena esperar 
Há 2 anos, escrevi para o Destrave um artigo intitulado “Esperar pela pessoa adequada”. Nele, apresentei a ideia de que não vale a pena se entregar às paixões, às “ficadas” ou aos namoros visando o prazer, pois a espera em Deus é muito valiosa e os frutos surgirão no tempo certo.
O que vem a seguir é a continuação daquilo que havia sido escrito. Quero dizer que, naquela época, eu estava solteiro; hoje, estou namorando. Mas vamos começar do início. Quem me ajuda, nesse momento, a elaborar o resumo dessa história é ela, a Renata.
Eu sempre acreditei que Deus poderia colocar jovens adequadas em meu caminho. Temos a opção de escolher – bem ou mal -, pois somos livres. Mas como saber qual delas poderia ser aquela que eu estava procurando?
Foi então que, a conselho de uma jovem muito próxima a mim, escrevi uma carta para Deus. Essa ideia foi inspirada no livro “O glorioso encontro”. Sinceramente, eu estava confiante que o Senhor iria zelar pelo meu pedido e quis ir além. Em uma Missa, entreguei a Nossa Senhora meu pedido e comprometi-me a servir e a esperar por um ano. Não foi um acordo, mas um meio que encontrei de deixar nas mãos dela o meu desejo. Para mim não foi nada fácil.
Não posso negar que, por muitas vezes, eu repensava o assunto. Apareceram diversas oportunidades. Entretanto, consegui cumprir  o compromisso apesar de minhas limitações humanas como ansiedade, frustração e dúvida.
Praticamente um ano depois de minha conversa com Nossa Senhora, eu conheci a Renata. Mas como saber que ela seria a minha namorada? Pedi a Nossa Senhora, no tempo de espera, que ela me apresentasse um sinal para que eu reconhecesse a pessoa certa. Acredito que não foi simplesmente meu olhar que encontrou algo. Ia além disso. Por vezes, eu vi a Renata relacionada a algum momento com Maria. Um exemplo disso foi quando a vi carregando uma imagem de Nossa Senhora em seus braços e vindo em minha direção no dia de nosso primeiro encontro!
arte-namoro-artigos
Quanto a ela, Deus havia lhe mostrado, por meio de orações, que ela encontraria no momento certo um rapaz. Ela, assim como eu, também teve sua espera no Senhor. Também enfrentou diversas situações. Como dizem por aí, não foi exatamente um “amor à primeira vista”, mas algo que amadureceu com o tempo.
O diálogo nos períodos de amizade e de “caminho de namoro” foi essencial para tomar a decisão de namorar. Sim, pois é necessário um período de discernimento antes do namoro. Nesse tempo que demos um ao outro, é que realmente descobrimos diversos pontos importantes em comum – lembrando que há diferenças entre nós. Isso tudo nos apontou que poderíamos iniciar uma linda caminhada  juntos.
Estamos namorando há 8 meses. Confesso que é uma época incrível de alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. Por enquanto, um prelúdio do que há de vir. Aponto a você, caro(a) leitor(a), que o fato de namorar com ela não significa que alcançaremos o casamento. Antes, é preciso vivermos bem tudo isso para chegarmos até lá, sermos conscientes, colocarmos Deus em primeiro lugar em todas as coisas. Por outro lado, uma coisa é certa para nós dois: por mais distante que esteja o altar, nós olharemos não um para o outro, mas para a mesma direção. Visamos o sacramento do matrimônio e a construção de uma Igreja Doméstica. E quanto mais buscamos Deus, mais nos encontramos, mais o amor cresce em nosso coração.
Por isso, eu digo a vocês: valeu a pena esperar!

Fonte: DESTRAVE

domingo, 27 de setembro de 2015

A diferença entre a Bíblia católica e protestante

Demoraram alguns séculos para que a Igreja Católica chegasse a forma final da Bíblia com os 73 livros

Em vários Concílios, ao longo da história, a Igreja, assistida pelo Espírito Santo (cf. Jo 16,12-13) estudou e definiu o Índice (cânon) da Bíblia; uma vez que nenhum de seus livros traz o seu Índice. Foi a Igreja Católica quem berçou a Bíblia. Garante-nos o Catecismo da Igreja e o Concílio Vaticano II que: “Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir que escritos deviam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados” (Dei Verbum 8; CIC,120). Portanto, sem a Tradição da Igreja não teríamos a Bíblia. Santo Agostinho dizia: “Eu não acreditaria no Evangelho, se a isso não me levasse a autoridade da Igreja Católica” (CIC,119).
A diferença entre a Bíblia católica e a protestante
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Por que a Bíblia católica é diferente da protestante?

Esta tem apenas 66 livros porque Lutero e principalmente os seus seguidores, rejeitaram os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Baruc, Eclesiástico (ou Sirácida), 1 e 2 Macabeus, além de Ester 10,4-16; Daniel 3,24-20; 13-14. A razão disso vem de longe. No ano 100 da era cristã, os rabinos judeus se reuniram no Sínodo de Jâmnia (ou Jabnes), no sul da Palestina, a fim de definir a Bíblia Judaica. Isto porque nesta época começavam a surgir o Novo Testamento com os Evangelhos e as cartas dos apóstolos, que os judeus não aceitaram. Nesse Sínodo, os rabinos definiram como critérios para aceitar que um livro fizesse parte da Bíblia, o seguinte:
1 – Deveria ter sido escrito na Terra Santa;
2 – Escrito somente em hebraico, nem aramaico e nem grego;
3 – Escrito antes de Esdras (455-428 a.C.);
4 – Sem contradição com a Torá ou lei de Moisés.
Esses critérios eram puramente nacionalistas, mais do que religiosos, fruto do retorno do exílio da Babilônia em 537aC. Por esses critérios não foram aceitos na Bíblia judaica da Palestina os livros que hoje não constam na Bíblia protestante, citados anteriormente. Mas a Igreja católica, desde os apóstolos, usou a Bíblia completa. Em Alexandria no Egito, cerca de 200 anos antes de Cristo, já havia uma influente colônia de judeus, vivendo em terra estrangeira e falando o grego. O rei do Egito, Ptolomeu, queria ter todos os livros conhecidos na famosa biblioteca de Alexandria; então mandou buscar 70 sábios judeus, rabinos, para traduzirem os Livros Sagrados hebraicos para o grego, entre os anos 250 e 100 a.C, antes do Sínodo de Jâmnia (100 d.C). Surgiu, assim, a versão grega chamada Alexandrina ou dos Setenta, que a Igreja Católica sempre seguiu.
Essa versão dos Setenta, incluiu os livros que os judeus de Jâmnia, por critérios nacionalistas, rejeitaram. Havia, dessa forma, no início do Cristianismo, duas Bíblias judaicas: a da Palestina (restrita) e a Alexandrina (completa – Versão dos LXX). Os Apóstolos e Evangelistas optaram pela Bíblia completa dos Setenta (Alexandrina), considerando inspirados (canônicos) os livros rejeitados em Jâmnia.
Ao escreverem o Novo Testamento, utilizaram o Antigo Testamento, na forma da tradução grega de Alexandria, mesmo quando esta era diferente do texto hebraico. O texto grego “dos Setenta” tornou-se comum entre os cristãos; e portanto, o cânon completo, incluindo os sete livros e os fragmentos de Ester e Daniel, passaram para o uso dos cristãos. Das 350 citações do Antigo Testamento que há no Novo, 300 são tiradas da versão dos Setenta, o que mostra o uso da Bíblia completa pelos apóstolos.
Verificamos também que nos livros do Novo Testamento há citações dos livros que os judeus nacionalistas da Palestina rejeitaram. Por exemplo: Rom 1,12-32 se refere a Sb 13,1-9; Rom 13,1 a Sb 6,3; Mt 27,43 a Sb 2, 13.18; Tg 1,19 a Eclo 5,11; Mt 11,29s a Eclo 51,23-30; Hb 11,34 a 2 Mac 6,18; 7,42; Ap 8,2 a Tb 12,15. Nos séculos II a IV, houve dúvidas na Igreja sobre os sete livros por causa da dificuldade do diálogo com os judeus. Mas a Igreja, ficou com a Bíblia completa da versão dos Setenta, incluindo os sete livros.
Após a Reforma Protestante, Lutero e seus seguidores rejeitaram os sete livros já citados. É importante saber também que muitos outros livros, que todos os cristãos têm como canônicos, não são citados nem mesmo implicitamente no Novo Testamento. Por exemplo: Eclesiastes, Ester, Cântico dos Cânticos, Esdras, Neemias, Abdias, Naum, Rute. Outro fato importantíssimo é que nos mais antigos escritos dos papas da Igreja (patrística) os livros rejeitados pelos protestantes (deutero-canônicos) são citados como Sagrada Escritura.

Será que a Igreja se enganou?

Assim, São Clemente de Roma, o quarto papa da Igreja, no ano de 95 escreveu a Carta aos Coríntios, citando Judite, Sabedoria, fragmentos de Daniel, Tobias e Eclesiástico; livros rejeitados pelos protestantes. Ora, será que o papa S. Clemente se enganou e com ele a Igreja? É claro que não. Da mesma forma, o conhecido Pastor de Hermas, no ano 140, faz amplo uso de Eclesiástico e de Macabeus II; Santo Hipólito (†234), comenta o livro de Daniel com os fragmentos deuterocanônicos rejeitados pelos protestantes e cita como Sagrada Escritura: Sabedoria, Baruc, Tobias, 1 e 2 Macabeus.
Fica assim, muito claro, que a Sagrada Tradição da Igreja e o Sagrado Magistério sempre confirmaram os livros deuterocanônicos como inspirados pelo Espírito Santo. Vários Concílios confirmaram isto: os Concílios regionais de Hipona (ano 393); Cartago II (397), Cartago IV (419), Trulos (692). Principalmente os Concílios ecumênicos de Florença (1442), Trento (1546) e Vaticano I (1870) confirmaram a escolha.
No século XVI, Martinho Lutero (1483-1546) para contestar a Igreja, e para facilitar a defesa das suas teses, adotou o cânon da Palestina e deixou de lado os sete livros conhecidos, com os fragmentos de Esdras e Daniel. Lutero, quando estava preso em Wittenberg, ao traduzir a Bíblia do latim para o alemão, traduziu também os sete livros (deuterocanônicos) na sua edição de 1534, e as Sociedades Bíblicas protestantes, até o século XIX incluíam os sete livros nas edições da Bíblia.
Neste fato fundamental para a vida da Igreja (a Bíblia completa) vemos a importância da Tradição da Igreja, que nos legou a Bíblia como a temos hoje. Disse o último Concílio: “Pela Tradição torna-se conhecido à Igreja o Cânon completo dos livros sagrados e as próprias Sagradas Escrituras são nelas cada vez mais profundamente compreendidas e se fazem sem cessar, atuantes.” (DV,8).
Se negarmos o valor indispensável da Igreja Católica e de sua Sagrada Tradição, negaremos a autenticidade da própria Bíblia. Note que os seguidores de Lutero não acrescentaram nenhum livro na Bíblia, o que mostra que aceitaram o discernimento da Igreja Católica desde o primeiro século ao definir o índice da Bíblia. É interessante notar que o papa São Dâmaso (366-384), no século IV, pediu a S.Jerônimo que fizesse uma revisão das muitas traduções latinas que havia da Bíblia, o que gerava certas confusões entre os cristãos.
São Jerônimo revisou o texto grego do Novo Testamento e traduziu do hebraico o Antigo Testamento, dando origem ao texto latino chamado de Vulgata, usado até hoje.
Professor Felipe Aquino

Missa, com Papa Francisco, conclui VIII Encontro Mundial das Famílias

Papa Francisco salienta a importância dos gestos concretos de amor, em Missa que conclui o VII Encontro Mundial das Famílias
Da Redação CN
Míriam Bernardes
Na Santa Missa conclusiva do VIII Encontro Mundial das Famílias que aconteceu neste domingo, 27, às 17h (horário de Brasília), no B. Franklin Parkway na Filadélfia, Papa Francisco disse: “Deus semeia a sua presença no nosso mundo, porque “é nisto que está o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou primeiro.” (1 Jo 4, 10)
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Santa Missa com Papa Francisco no B. Franklin Parkway na Filadélfia. Foto: Reprodução CTV
O Pontífice destacou também que a santidade, assim como a felicidade, está ligada aos pequenos gestos que, mesmo sendo mínimos, fazem toda a diferença na vida do outro. E chama de gestos miraculosos as ações simples como a bênção antes de dormir, o abraço ao retornar de um dia de trabalho praticados por mãe, avós, pai, filho e acompanhados de ternura, afeto.
“O amor exprime-se em pequenas coisas, na atenção aos detalhes de cada dia que fazem com que a vida tenha sempre sabor de casa. A fé cresce, quando é vivida e plasmada pelo amor. Por isso, as nossas famílias, as nossas casas são autênticas igrejas domésticas: são o lugar ideal onde a fé se torna vida e a vida se torna fé.”
No decorrer de sua fala, relembrou do cuidado e paciência que é necessário ter com as crianças e os avós e interrogou os presentes; “Eu lhes digo como pergunta, para que respondam: ‘Em minha casa se grita ou se fala com amor e ternura?Essa é uma boa maneira de medir nosso amor.’”
E continuou, após salientar sobre o desejo de Jesus, que coloquemos em prática os gestos de amor, sinais da presença vida Dele e operante no nosso mundo: “Como estamos a trabalhar para viver esta lógica nas nossas famílias e nas nossas sociedades? Que tipo de mundo queremos deixar aos nossos filhos (cf.Laudato si’, 160)? Não podemos responder, sozinhos, a estas perguntas. É o Espírito que nos chama e desafia a responder a elas com a grande família humana.”
Francisco fez o convite para que as famílias se abram aos milagres do amor e superem o escândalo do amor mesquinho e desconfiado, fechado em si mesmo, sem paciência com os outros e renovem sua fé na Palavra de Deus.
Caminhando para a finalização da homilia, o Santa Padre falou: “Que o senhor nos dê a graça de sermos profetas da família, profetas do Evangelho do amor!”
Assista ao trecho da homilia:

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O que torna um ateu mais susceptível à crença?

A reflexão sobre a morte torna ateus mais susceptíveis à crença, mostra pesquisa da Universidade de Otago, na Nova Zelândia




“Pra que viver? Viver pra quê? Será viver ou padecer? Viver sem Deus não é viver. É padecer”. O trecho em aspas faz parte de uma poesia que escrevi no colegial. Certo professor de filosofia, ateu e anticristão, pediu que escrevêssemos algo sobre a vida. Busquei mil maneiras de escrever sem mencionar algo relacionado à religião para evitar algum tipo de represália, mas concluí que a vida sem Deus é um caminho de frustração. Sem a presença de Deus, nossa existência parece seguir para um fim triste, o da morte. Ao contrário do que muitos pensam, Cristianismo não significa isolamento em si mesmo para um encontro intimista com Deus ou solidão, ser cristão significa abertura para uma vida em comunidade.
O que torna um ateu mais susceptível a crença
Foto: Arquivo Canção Nova 

Relato sobre um ateu

Em 2009, trabalhei na cobertura da visita do Papa Bento XVI à Jordânia. A convite do reinado jordano, embarquei com mais dois colegas da TV Canção Nova, Nelson Perroni e Renata Vasconcelos, para o trabalho jornalístico. Depois de quase duas semanas intensas ao lado de jornalistas de mundo todo, fui surpreendido por um profissional da maior rede de TV brasileira que se declarava ateu. A minha surpresa foi quando ele disse que estava edificado com nossa cobertura realizada com tanto profissionalismo. “Não imaginava que televisão católica levasse jornalismo a sério”, disparou ele. E completou o desabafo dizendo que cresceu em uma família ateia e nunca se interessou por religião, mas naquela viagem percebeu o quanto lhe fazia falta o contato com o Sagrado ou ao menos um pouco de conhecimento da fé.
Esse algo que o jornalista reconhecia sentir falta, pode ser a busca do sentido narrada pelo psiquiatra austríaco ViktorFrankl. Ele escreveu um livro em que retrata suas memórias psicológicas e reflexões sobre a experiência em Auschwitz. Frankl defende que as pessoas precisam dar significado à vida e não viver em busca de sucesso ou felicidade. A teoria da logoterapia sustenta que o impulso fundamental humano é encontrar “o significado potencial da vida em quaisquer condições”. Ao contrário do filósofo Jean-Paul Sartre que dizia que a “vida é insuportável”, Frankl afirmava que “a vida nunca se torna insuportável por causa das circunstâncias, mas somente por falta de significado e de propósito”.

O que torna um ateu mais susceptível à crença?

A reflexão sobre a morte torna ateus mais susceptíveis à crença. A afirmação é resultado de uma pesquisa da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, realizada em 2012. O estudo publicado no site Sciencedaily mostra que quando as pessoas não religiosas pensam na própria morte, inconscientemente, ficam mais receptivas em relação à fé. Já os religiosos tornam ainda mais crentes diante da dor.

Deus existe?

Na busca por responder se Deus existe, São Tomás de Aquino apresenta cinco vias para se chegar a essa resposta. Em sua obra Suma Teológica, afirma que a própria estrutura do ser humano exige que o conhecimento comece pelos sentidos. Portanto, as cinco vias sugeridas são:
1 – Via do movimento: o mundo está em movimento, porém é movido por um primeiro motor imóvel;
2 – Via da causa eficiente: existência de uma causa primeira para conseguir explicar a cadeia de causas que acontecem no mundo;
3 – Via do contingente e do necessário: defende a existência de um ser necessário na qual dependem todos os seres contingentes;
4 – Via dos graus de perfeição: há um ser máximo no qual todos os seres presentes no mundo participam com Ele em diferentes graus de perfeição;
5 – Via do governo das coisas: existe um arquiteto inteligente que governa, coordena ou dá uma finalidade a todas as coisas no mundo.
Certa vez li, na internet, uma frase atribuída a João Paulo II. A citação dizia mais ou menos assim: “não questiono o porquê dos ateus não acreditarem em Deus, mas me questiono sobre o vazio que essas pessoas vivem”. Atualmente, o Papa Francisco tem motivado os cristãos a viver a cultura do encontro. Esse passo adiante contribui para o cultivo dos laços de valores e solidariedade para com aqueles carentes de fé. Lembrando o colega que conhecemos lá na Jordânia, brota gratidão por ter contribuído com nosso trabalho de informação, mas de maneira especial, a partir do nosso testemunho, ter acrescentado algo na vida daquele cara que se dizia ateu e que passou a perceber que lhe faltava algo.
Nunca mais nos encontramos, mas sempre me recordo dele e dirijo orações para que aquele “vazio” seja preenchido pela presença de Deus. Além disso, torna-se uma motivação a mais para crescer como um profissional consagrado a Deus na Canção Nova.
Rodrigo Luiz dos Santos
Via Canção Nova

Quem é o Arcanjo Gabriel?

Gabriel Arcanjo é o anunciador por excelência das revelações divinas
De todos os anjos, de todas as hierarquias, Gabriel, Rafael e Miguel são os únicos que a Igreja os reconhece pelos nomes e estão revelados na Sagrada Escritura. Os Arcanjos pertencem à terceira hierarquia (Principados, Arcanjos e Anjos) e são responsáveis por executar as ordens de Deus, por isso estão mais perto de nós.
Quem é o Arcanjo Gabriel - 940x500
Gabriel Arcanjo é o anunciador por excelência das revelações divinas. Seu nome significa “Emissário do Senhor” ou “Deus é meu protetor” ou ainda “Homem de Deus”. O Antigo Testamento já retrata sua presença trazendo boas novas da parte do Altíssimo, explicando a Daniel a visão que este profeta teve (cf. Dn 8, 16ss), e depois o destino favorável ao povo de Israel quando este estava no exílio (cf. Dn 9, 21ss).
No Novo Testamento, é Gabriel quem anuncia ao sacerdote Zacarias que Isabel, sua mulher, lhe daria um filho profeta: João Batista (cf. Lc 1, 13ss). Coube ainda ao Arcanjo Gabriel proclamar a maior notícia de todos os tempos para nós, seres humanos, a encarnação e o nascimento do Filho de Deus em nosso meio (cf. Lc 1, 26ss) para nos salvar.
Gabriel conhecedor dos mais profundos mistérios de Deus, foi quem anunciou a Maria que que ela era cheia de graças e a escolhida para ser a Mãe do Salvador. Pelas palavras do Arcanjo, Nossa Mãe e Senhora foi entendendo a ação do Espírito Santo nela e, assim, foi se preparando para sua missão. Também foi da saudação angélica, que temos hoje, uma das orações mais difundidas e queridas do catolicismo, a Ave-Maria “Alegra-te, cheia de graça! O Senhor está contigo” (Lc 1, 28).
Então, diante de tudo isso, lhe pergunto: Você está precisando de boas novas vindas de Deus? Qual é a grande notícia que você aguarda ou que necessita para este tempo?
O próprio anjo diz sobre si mesmo: “Eu sou Gabriel, e estou sempre na presença de Deus. Eu fui enviado para falar contigo e anunciar-te esta boa nova” (Lc 1, 19). Creia nisso! Se você pedir, ele virá e comunicará o que Deus quer de você, pois é desejo do Senhor transmitir Seus planos a nós: “O Senhor não faz coisa alguma sem revelar seus planos aos profetas, seus servos” (Am 3, 7).
Deus quer entrar e interagir em sua vida, transmitindo-lhe sabedoria e discernimento, quer cuidar de você com carinho e amor. E para isso, usa de Seus mensageiros, os anjos. Como Arcanjo da revelação, Gabriel conhece a nossa realidade e os aspectos que nos envolvem.
Reze! E que as orações e devoções a este servo tão próximo do trono de Deus façam desprender do Céu uma chuva de promessas, profecias e mensagens do Senhor para sua vida! Que, a exemplo de Nossa Senhora e dos profetas, a força da revelação, proclamada por esse servo angélico, prepare e impulsione sua alma para a missão e as novidades que hão de vir.
São Gabriel Arcanjo, rogai por nós!
Leia mais:

Sandro Arquejada

Via Canção Nova

Método de Ovulação Billings e a saúde reprodutiva da mulher

Método de Ovulação Billings e saúde reprodutiva
Muitas pessoas pensam que o Método de Ovulação Billings serve apenas para quem quer engravidar ou espaçar uma gravidez, além disso ele ajuda a mulher a monitorar sua saúde reprodutiva.
Todas as mulheres têm direito a um sistema reprodutor sadio. O objetivo deste texto é alertar as instrutoras do Método de Ovulação Billings para o significado das mudanças dos padrões de muco e sangramento do normal, necessitando encaminhamento para a conduta correta. Ressalta também a importância do bom ensinamento que insiste no registro cuidadoso e de confiança de observações válidas, que sempre são espelho do padrão hormonal subjacente. Deste modo, são descobertos indicadores valiosos de anormalidade que, de maneira importante ajudarão o médico na conduta do caso.
Por isso o simples fato de a mulher manter o registro diário próprio, a leva a ser observadora e reconhecer o que é normal e o que é anormal, necessitando de atenção.Isso é conhecimento muito útil para seu esposo, que aprende a entender aquelas necessidades da sua esposa relacionadas fisicamente ao seu sistema reprodutor, e também para o médico solicitado para proteger sua saúde e corrigir qualquer anormalidade.
Fonte: Ensinando o Método de Ovulação Billings- Evelyn L. Billings e John J. Billings
Via Canção Nova

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Sete características que a mulher procura no homem

A lista pode ser extensa, mas existem sete características que a maioria das mulheres procuram em um homem 




A mulher, quando procura um homem para se relacionar, seja amizade, namoro ou casamento, ela traz consigo alguns valores essenciais nessa escolha. É semelhante à experiência de escolher uma roupa para o baile de formatura ou uma festa esperada. Gastam-se horas pesquisando modelos, cores e tipos de tecido, até encontrar o vestido ideal. Se fazemos essa seleção com vestuários, muito mais deveríamos fazer com as pessoas que entrarão em nossa intimidade e deixarão suas marcas, sejam elas positivas ou negativas. Agora, quando o assunto é namoro, essa lista de prioridades fica ainda mais extensa.
Sete caracteristicas que a mulher procura no homem
Foto: Edna Carvalho
Muitas vezes, por não encontrar esse “homem”, as mulheres vão diminuindo os itens prioritários que são essenciais num relacionamento saudável. Portanto, atenção homens, vou elencar sete características que a maioria das mulheres procuram em vocês.

1. Íntimo de Deus

O homem temente a Deus se relaciona de maneira íntima com Ele e vive lutando para viver Seus mandamentos. É um homem de oração, que coloca o Senhor no centro de sua vida e, como consequência, de suas escolhas. É o líder espiritual que nada contra a correnteza das ideologias anticristãs. “Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é a força salvadora de Deus para todo aquele que crê (…)” (Rm 1,16).

2. Esteriótipo físico

A mulher não se detém necessariamente ao estético, a questão é quando ela se sente “mexida” por algum rapaz. É a famosa frase: “Ele mexe comigo”, é algo químico, biológico, que não tem muita explicação. É aquele “Q”, do tipo: “Hum, ele é diferente, eu me sinto atraída por ele!”. A atração física é um dos ingredientes que a mulher procura, mas não o único, como nos recorda o Papa emérito Bento XVI: “(…) a partir da atração inicial e do ‘sentir-se’ bem com o outro, educai-vos a ‘amar’ o outro, a ‘querer o bem’ do outro”.

3. Trabalhador

Essa é uma característica fundamental, pois a mulher se sente protegida ao lado de um homem que corre atrás do sustento do lar. “O trabalhador merece o seu salário” (1 Tm 5,18). Se quando solteiro o rapaz já busca a sua independência financeira e compra as suas coisas pessoais, é sinal de que quando se casar terá condições de permanecer sustentando a família. O homem, que é passivo, não luta por um emprego, não quer se estabelecer na vida, é preguiçoso.

4. Fiel

“Aquele que é fiel será muito louvado” (Pr 28,20a). A fidelidade é uma característica primordial, pois a confiança é algo que se conquista com o tempo e, uma vez perdida, é muito difícil ser reconquistada. A Teologia do Corpo, de São João Paulo II, diz que um dos maiores medos da mulher é ser abandonada ou trocada por outra. Portanto, namorados, sejam fiéis às suas namoradas, e caso vocês queiram romper com o relacionamento, façam isso antes de se envolverem com outras mulheres. Para os casados, a fidelidade é um compromisso assumido diante de Deus e dos homens. É mais sério ainda!

5. Honesto

O homem honesto é aquele que conquista tudo que pode sem o peso na consciência de ter passado as pessoas para trás. A honestidade no relacionamento é essencial para a construção de uma família cristã. O homem que mente para a mulher não é digno de confiança. É preciso honestidade no sentir, no falar e no agir.

6. Cavalheiro/Romântico

A maioria das mulheres traz em si a fantasia do príncipe encantado ou do Don Juan. Na vida real, há homens normais, que podem ser cavalheiros e românticos. Alguns exemplos para ilustrar o que quero dizer: abrir a porta do carro, puxar a cadeira para a mulher se sentar, surpreendê-la com uma rosa e uma carta de amor, levá-la para passear, carregar as malas pesadas em seu lugar e usar, com frequência, as palavras “perdão”, “obrigada” e “com licença”. O bom humor acrescenta muito ao relacionamento e ajuda a surpreender a amada. O amor se alimenta de admiração e gestos concretos de amor.

7. Autoconfiante

O homem autoconfiante é aquele que passa segurança, pois sabe usar a razão na hora de agir. Não é um cara “viajado”, que vive no mundo da lua e não tem metas na vida. É o cara proativo, que tem iniciativas e não se deixa levar por qualquer ideologia e comentários. O homem autoconfiante é emocionalmente maduro e não tem crises de ciúmes exagerados. É seguro de si, pois sabe que quem o conduz é o próprio Deus!
Espero que essas sete características o ajudem, homem de Deus, a encontrar a sua Maria. Lembrando que para encontrá-la você deve ser um José. É como o cara que procura uma princesa para namorar e se casar. A pergunta que lhe faço é: “Você tem sido um príncipe?”.

Quem cometeu suicídio está condenado?

O suicídio não é querido por Deus, porque Ele é o Senhor da vida
Primeiro e antes de tudo, precisamos ter claro que o nosso Deus é o Deus da vida – “escolha, pois, a vida e viverás” (Dt 30). Não é à toa que Ele é chamado é de Criador, pois criou todas as coisas. E como é bom ler a narrativa da criação e ouvir que o Senhor contemplou a Sua obra e viu que tudo era bom! (cf. Gn 1,25). Por fim, ao criar o ser humano, Deus viu que era muito bom (Gn 1,31). Ou seja, a pessoa humana, o homem criado por Deus é muito bom, a criação do homem foi algo bom que o Senhor fez, por isso possui valor, dignidade e nobreza, porque foi querido e criado por Ele.
Quem cometeu suicídio está condenado
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com
Sendo assim, todo atentado contra a vida humana é um mal, um pecado grave. Isso nos ensina o Catecismo, porque viola algo sagrado: a vida do homem. E esta é um dom, um valor, uma graça que veio do Alto, por isso ninguém tem o direito de tirá-la de alguém nem de si mesmo. Atentar contra a vida do outro ou contra a própria vida fere profundamente a caridade, o amor ao próximo e o amor a si mesmo, que deve ser cultivado como nos ensinou Jesus Cristo (Mt 22,39).
“Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, que lha deu e que dela é sempre o único e soberano Senhor” (Catecismo da Igreja Católica n. 2280). Assim, cada um deve guardar, preservar a sua própria vida. Já no livro da criação, o Senhor confiou ao homem o cuidado sobre as coisas criadas, entre elas o próprio homem está incluído.

O suicídio não é querido por Deus, porque Ele é o Senhor da vida, é o Criador de todas as coisas, que quis e quer o bem de tudo e de todos. Ele não se aguentou de tanto amor, por isso nos fez, e somos frutos do amor d’Ele. Assim, não devemos matar o amor do Pai em nós.
“O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. […] Ofende igualmente o amor do próximo, porque quebra injustamente os laços de solidariedade com a sociedade familiar, nacional e humana, em relação às quais temos obrigações a cumprir.” (CIC 2281)
Está evidente que nosso instinto é de sobrevivência, de buscar viver. Aquele que se suicida imagina que solucionará seus problemas, porém criará outros. Se aquele que tinha a própria vida soubesse quanto mal faz para os seus familiares, quanto tempo leva para amenizar o sentimento de culpa de um pai, de uma mãe, um irmão ou parente, não cometeriam tal ato. Os acompanhadores espirituais que o digam!
Apesar da gravidade de tal pecado, a Igreja não condena os suicidas. Eles são vistos com misericórdia. “Distúrbios psíquicos graves, angústia ou medo da provação, do sofrimento ou da tortura podem diminuir a responsabilidade do suicida. […] Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida” (CIC 2282-2283).
Padre Márcio do Prado
Via Canção Nova

Amai os vossos inimigos!!!

Evangelho (Dia 10/09/15 - 23ª Semana Comum - Lc 6,27-38)

Naquele tempo, falou Jesus aos seus discípulos: 27“A vós que me escutais, eu digo: Amai os vossos inimigos e fazei o bem aos que vos odeiam, 28 bendizei os que vos amaldiçoam, e rezai por aqueles que vos caluniam. 29 Se alguém te der uma bofetada numa face, oferece também a outra. Se alguém te tomar o manto, deixa-o levar também a túnica.
30 Dá a quem te pedir e, se alguém tirar o que é teu, não peças que o devolva. 31 O que vós desejais que os outros vos façam, fazei-o também vós a eles. 32 Se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Até os pecadores amam aqueles que os amam. 33 E se fazeis o bem somente aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis? Até os pecadores fazem assim. 34 E se emprestais somente àqueles de quem esperais receber, que recompensa tereis? Até os pecadores emprestam aos pecadores, para receber de volta a mesma quantia. 35 Ao contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai sem esperar coisa alguma em troca. Então, a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo, porque Deus é bondoso também para com os ingratos e os maus.
36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será posta no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
Precisa nem refletir... Jesus disse tudo ;)

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Como Maria, nos abramos para a graça de Deus

Maria é companheira, é modelo e escola de serviço e entrega a Deus, ao Seu Reino. Ela é modelo de solicitude para com o próximo e suas necessidades.
José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo” (Mateus 1, 20).

A alegria que a Igreja nos dá, hoje, é de celebrarmos a Natividade de Nossa Senhora, o dia em que Maria veio ao mundo. Maria, como a aurora resplandecente, veio para resplandecer o amor divino no seu filho que seria gerado. É para nós um sinal do amor de Deus, da escolha amorosa que o Senhor fez por cada um de nós!
Quando exaltamos Maria pensamos que só exaltamos a figura, a pessoa dela, mas o que exaltamos, na verdade, é aquilo que Deus fez e realizou na pessoa dela, a correspondência que ela mesmo teve com a graça de Deus.
Por isso, hoje, celebrar o aniversário, o nascimento da Bem-aventurada Virgem Maria é celebrar a vida daquela que correspondeu à graça de Deus, que nela habitou.
O dia do nosso nascimento é muito importante porque, marca e inaugura a nossa vida neste mundo. O mais importante é celebrar a vida como um todo, não importa em que pé está a nossa vida, mas hoje somos convidados a olhar para a Virgem Maria como luz resplandecente onde a graça de Deus se faz presente. E dizer: ‘Maria, assim como tu, eu também quero fazer resplandecer na minha vida a graça divina!’. Não importa o tamanho da graça que recebemos de Deus; Maria recebeu muito e também correspondeu muito.
Pode ser que fomos chamados não com a mesma intensidade do compromisso e responsabilidade de Maria, mas o pouco compromisso é muito para nós, o importante é corresponder àquilo que Deus nos chamou!
Maria é companheira, é modelo e escola de serviço e entrega a Deus, ao Seu Reino. Ela é modelo de solicitude para com o próximo e suas necessidades. Hoje, queremos olhar para ela e pedir: ‘Mãe de Deus nos ajude, com sua vida, com seu exemplo, a crescermos na escola de Jesus!’.
A primeira coisa: ouvir seu filho. É a mãe quem escuta o filho, seu filho Jesus. É a mãe quem se abre para a graça de Deus. E à medida em que se abre, a graça se torna mais transbordante, excedente de bênçãos e excelência divina. Porque, ela [Maria] se abriu e a graça transbordou em sua vida.
Vamos nos abrir para a graça de Deus, não vamos nos fechar, não vamos diminuir essa graça que Deus quer derramar em nossas vidas. Permitamos que a graça e o amor de Deus sejam transbordantes em nossa vida!
Que Maria, Mãe e Senhora Nossa, nos ensine a viver a dinâmica do Reino de Deus!
Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo

Sacerdote da Comunidade Canção Nova, jornalista e colaborador do Portal Canção Nova.
.http://homilia.cancaonova.com/

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