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terça-feira, 31 de março de 2015

A crise moral: massageando o ego para aliviar a consciência

Ecclesia Una  /  Ian Farias

Vivemos numa sociedade marcada por um forte estereótipo de ser a grande portadora da verdade. Homens se julgam capazes de oferecer bem e mal, verdade e mentira. Consequências desastrosas estas. Tornou-se quase que ilimitável esta capacidade racional que se põe a disposição do mal, da libertinagem e do relativismo.
Hoje pela manhã, durante o meu estágio na área de Filosofia, deparei-me com uma temática muito interessante e atual; um tema, de fato, que intriga o homem contemporâneo fazendo-o repensar o seu conceito de vida e de liberdade: Eutanásia. Moralmente e religiosamente falando ela é inaceitável, uma vez que a vida constitui-se como dom singular e particular de cada pessoa. Violar este direito é ferir a própria liberdade do homem e a sua capacidade de escolha. Tantas escolhas… Somos a todo instante oportunizados (ou tentados) a fazer escolhas que possam privilegiar o nosso ego. Nem sempre queremos o correto, afinal, para quê conviver com a verdade dura se podemos viver com uma mentira suave? É aquele famoso ditado:massageando o ego. Portanto, eu sou dono do meu corpo; eu ajo como bem achar melhor; eu tenho liberdade de escolha… eu, eu eu… Jamais se pensa no outro. Até onde vai a minha liberdade, então? Por ser dotado de um livre arbítrio eu posso ferir a liberdade e o direito de alguém?
Não quero expor aqui nenhuma visão doutrinária especificamente neste artigo, mas simplesmente desejo sublinhar um pensamento enquanto homem e cristão; um pensamento muito particular.
Procurei – depois de explicar à sala a questão da eutanásia e expor por alto o pensamento da Igreja – fazer uma leitura humana e ética da vida. A vida constitui-se não somente como dom de Deus, mas como direito inalienável de todo ser humano. Fiz então uma comparação: Um determinado sujeito, insatisfeito com a vida, resolve suicidar-se. Você é chamado ao local para que possa fazer algo. Certamente, assim quero crer, você não iria levar uma corda para entregar ao "des-graçado" (no sentido pleno da palavra: que está sem a graça; que não possui a graça). O que você poderia fazer, em seu gritante lado humano, é tornar en-graçado aquele que está sem graça, isto é, mostrar o sentido mais belo e profundo da vida; um lado que todo homem só descobrirá quando re-descobrir (ou descobrir, se ainda não conhece) o seu próprio valor. (Perdoem-me os "joguetes" com as palavras, mas elas também me en-graçam).
Tentei mostrar aos jovens que a vida é passível de uma dinamicidade natural. Colocar-se em favor da eutanasia é estar a favor do aborto, do suicídio, dos crimes hediondos, do vazio. Pobre mundo vazio! Estúpido vazio no mundo! O único vazio que eu vejo entupir… vidas, ideias, expectativas, sonhos, fé. Tudo que sobeja lacuna termina em vazio. O homem sobejou uma lacuna para Deus e perdeu sua referência de fé e de religião; sobejou uma lacuna para si e perdeu o seu sentido existencial; sobejou uma lacuna no outro e perdeu o seu sentido de unidade e respeito mútuo.
"Mas nós somos donos do nosso corpo"; "nós somos livres pelo direito de decidir"; "nós temos livre arbítrio". Eu retruco perguntando: isso é um fato? É fato que temos domínio sobre nosso corpo? Então ótimo! Posso controlar a hora que quero adoecer, hora de cortar o cabelo, hora de envelhecer ou até mesmo ser imortal. Fatos não deixam espaço para possibilidades. Fatos não apresentam margem ou lacunas. Mas é fato – e muito triste! – que o homem já não se conheça mais.


segunda-feira, 30 de março de 2015

Apascentar é, antes de tudo, ensinar a doutrina

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

É urgente redescobrir a catequese, enquanto ainda existe a chama da fé nos corações, pois, quando ela se apagar, já não sobrará nenhum remédio

No Evangelho de São Mateus, lemos as palavras de Cristo que sintetizam a missão da Igreja: "Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" (Mt 28, 19). Evangelizar é o primeiro dever. A catequese, neste sentido, reveste-se de uma importância fundamental. Dela depende o florescimento de uma nova geração de cristãos, precisamente porque é no estudo do catecismo que se sobressai o esforço do fiel para compreender a doutrina, celebrar os sacramentos, obedecer a Deus e ter vida de oração. Esses quatro elementos, chamados tradicionalmente de lex credendi, lex celebrandi, lex vivendi e lex orandi, estão intimamente ligados. Um conduz ao outro: a fé leva-me a celebrar, a celebração leva-me a viver e a vivência leva-me a rezar. Ao contrário, quando uma só dessas colunas é danificada, todo o edifício ameaça ruir.
A Igreja, ao longo dos séculos, esforçou-se amiúde para apresentar os conteúdos da fé de maneira eficaz e frutífera. Seguindo o adágio de Santo Agostinho, "creio para compreender e compreendo para crer melhor", não faltaram iniciativas louváveis por parte dos pregadores, a fim de que o cristianismo encontrasse eco em meio a sociedade. Foram mormente nos tempos de grande crise que a Igreja se destacou na evangelização. Durante o período da Reforma, quando as teses de Lutero pareciam irresistíveis e bastante convincentes, a resposta inequívoca do Concílio de Trento, com o chamado Catecismo Romano, deu novo vigor a uma doutrina aparentemente fora de moda. A fé católica, escreve Daniel-Rops, foi ensinada "com uma nitidez, uma força e uma amplitude que nunca tinha conhecido até então" [1]. Dada a quantidade de falsas interpretações que pululavam à época, também os anos pós Concílio Vaticano II exigiram a formulação de um novo catecismo, no qual os fiéis pudessem encontrar um "instrumento fundamental para aquele ato com que a Igreja comunica o conteúdo inteiro da fé, 'tudo aquilo que ela é e tudo quanto acredita'" [2].
Eis a importância do Catecismo da Igreja Católica. Não foi por menos que Bento XVI insistiu tanto nesta questão em seu pontificado. "Sacrificai o vosso tempo por ele! Estudai-o no silêncio do vosso quarto, lede-o em dois, se sois amigos, formai grupos e redes de estudo, trocai ideias na internet. Permanecei de qualquer modo em diálogo sobre a vossa fé!", exortava o então Papa [3]. No Catecismo, os fiéis têm a segurança do Magistério da Igreja e a clareza dos ensinamentos dos Santos Padres e dos Concílios. Trata-se de um remédio salutar contra as dúvidas e as heresias. A rigor, o Catecismo é o escudo dos cristãos.
Não é para admirar, portanto, que uma das grandes lutas do diabo seja contra a catequese. Ele sabe que o povo de Deus se perde por falta de instrução. Diz o profeta: "Não há conhecimento de Deus nesta terra. A maldição, e a mentira, e o homicídio, e o furto, e o adultério inundaram tudo, e têm derramado sangue sobre sangue" (Os 4, 1). Nas palavras de São Pio X, "quando não está inteiramente apagada a chama da fé, ainda resta a esperança de que se elimine a corrupção dos costumes" [4]. Uma sociedade secundada pela cultura cristã dificilmente cairá em desgraça, mesmo que essa cultura subsista em uma pequena chama. O empenho de bons cristãos pode transformar a tímida fagulha em um forte incêndio. O mesmo não se pode dizer, todavia, de uma sociedade sem qualquer resquício de fé, porque onde "à depravação se junta a ignorância da fé, já não resta lugar a remédio, e permanece aberto o caminho da perdição" [5]. Palavras proféticas de um Papa que soube interpretar os sinais dos tempos. Acaso não é a situação em que nos encontramos hoje? Um mundo cada vez mais pervertido, porque deixou Deus de lado para entregar-se às suas paixões. Um mundo onde a chama do cristianismo tende a diminuir a cada dia.
Alguns apóstolos do bom mocismo, é verdade, preferem contemporizar. "Nada de catecismo! A Igreja precisa ser mais pastoral e menos doutrinária", ponderam. Ora, mas apascentar, responderia São Pio X, é, antes de mais nada, ensinar a doutrina: "Eu vos darei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com a ciência e com a doutrina" (Jr 3, 15). É um absurdo contrapor pastoral e doutrina. Ambas só podem caminhar juntas. Foi ensinando o catecismo que São Pedro Canísio preservou a Igreja na Alemanha, em uma época cercada de contendas e incompreensões. Dele, aliás, recolhe-se um eloquente testemunho de verdadeiro método pastoral, pois soube apresentar os princípios cristãos de modo adequado a cada público. Não escondeu a verdade, mas ensinou-a com caridade:
"Eis uma característica de São Pedro Canísio: saber compor harmoniosamente a fidelidade aos princípios dogmáticos com o devido respeito por cada pessoa. São Canísio distinguiu entre a apostasia consciente, culpável, da fé, da perda da fé inculpável, nessas circunstâncias. E declarou, em relação a Roma, que a maior parte dos alemães que tinham passado para o Protestantismo não tinha culpa. Num momento histórico de fortes contrastes confessionais, evitava — é algo extraordinário — a aspereza e a retórica da ira — algo raro, como disse nessa época, nos debates entre os cristãos — e visava somente à apresentação das raízes espirituais e à revitalização da fé na Igreja. Para isto serviu o conhecimento vasto e incisivo que ele tinha da Sagrada Escritura e dos Padres da Igreja." [6]
O Catecismo nunca perderá a sua importância. E contra aqueles que dizem o contrário, fica-nos a resposta do Cardeal Joseph Ratzinger: "A atualidade do Catecismo é a atualidade da verdade novamente dita e pensada de novo. Esta atualidade permanecerá assim, muito para além das murmurações dos seus críticos" [7].
A urgência da redescoberta do Catecismo é a urgência de um mundo doente, que dá seus últimos suspiros. Entreguemo-nos, portanto, de todo coração, à evangelização, ao ensino, à catequese, enquanto ainda nos resta tempo, enquanto a última chama do cristianismo permanece acesa. Sejamos Catequistas do Novo Milênio.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf. DANIEL-ROPS. A Igreja da Renascença e da Reforma. São Paulo: Quadrante
  2. Papa Francisco, Carta Encíclica Lumen Fidei, 29 de junho de 2013, n. 46
  3. Papa Bento XVI, Prefácio ao Catecismo Jovem
  4. São Pio X, Carta Encíclica Acerbo Nimis, 15 de abril de 1905, n. 5
  5. Idem
  6. Papa Bento XVI, Audiência Geral, 9 de fevereiro de 2011
  7. Discurso do Cardeal Joseph Ratzinger ao Congresso Catequético Internacional

Milagre de São Januário acontece nas mãos do Papa Francisco

O sangue de São Januário se dissolveu em presença do Papa Francisco, no último dia 21 de março, durante visita de Sua Santidade à diocese de Nápoles, na Itália. Os restos sanguíneos do mártir padroeiro de Nápoles, geralmente sólidos, tornaram-se parcialmente líquidos depois que o Papa beijou o seu relicário.
O Cardeal e Arcebispo da cidade, Crescenzio Sepe, exibiu a ampola com o sangue do santo aos fiéis que lotaram a catedral napolitana, dizendo: "Sinal de que São Januário ama o Papa, que é napolitano como nós: o sangue já se dissolveu pela metade".





O Papa, então, comentou, com humor: "O Arcebispo disse que metade do sangue se dissolveu: vê-se que o santo nos ama pela metade. Devemos converter-nos mais para que nos ame mais."
São Januário, nascido em Nápoles, foi um bispo de Benevento, na Itália, martirizado durante a perseguição do imperador Diocleciano. Instado diante do tribunal romano a oferecer incenso aos deuses, Januário se negou, com as seguintes palavras: "Não posso imolar aos demônios, pois tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus". Mandado à fogueira, as chamas nada fizeram ao servo de Deus. Mandado à arena, para ser devorado pelos leões, estes, ao contrário, se prostraram diante do bispo e começaram a lamber-lhe os pés. Por fim, no dia 19 de setembro de 305, Januário foi decapitado.
De acordo com alguns relatos, durante um dos vários traslados de seu corpo entre Benevento e a sua cidade natal, o seu sangue foi recolhido por uma piedosa mulher e colocado em duas ampolas. Venerado desde o século V, o milagre da liquefação de seu sangue é documentado desde os anos 1400, acontecendo, desde então, periodicamente. Três datas são especiais para o fenômeno: 19 de setembro, festa de São Januário, 16 de dezembro, dia em que Nápoles foi preservada de um desastre por intermédio do santo, e o sábado anterior ao primeiro domingo de maio, que é o aniversário da primeira transladação de seu corpo.
Desta vez, porém, de modo extraordinário, o milagre ocorreu nas mãos do sucessor de São Pedro. A última vez a acontecer isto com um Sumo Pontífice foi em 1848, com o Beato Pio IX, o Papa da Imaculada Conceição e do Concílio Vaticano I.
Antes de abençoar o povo com o relicário de São Januário, o Papa Francisco fez um discurso ressaltando a centralidade de Jesus na vida da Igreja e recomendando fortemente a devoção a Nossa Senhora: "Como posso estar certo de ir sempre com Jesus? É a sua Mãe que o acompanha. Um sacerdote, um religioso, uma religiosa que não ama Nossa Senhora, que não reza a Nossa Senhora, diria também que não recita o Terço... se não quiser a Mãe, a Mãe não lhe concederá o Filho."
É certo que, como todas as graças chegam aos homens pelas mãos de Maria Santíssima, também este impressionante milagre foi obra de sua mediação maternal. Que ela, pois, conserve o Santo Padre, lhe dê vida longa, o faça santo na Terra e não o entregue à vontade de seus inimigos.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere


SANTA SÉ: CRISTÃOS NO ORIENTE MÉDIO CORREM RISCO DE EXTINÇÃO

Blog da Sagrada Família  /  JOSÉ MARIA MELO
Nova Iorque (RV) - Os cristãos estão "em risco de extinção" no Oriente Médio, a comunidade internacional intervenha o quanto antes ou será tarde demais. Foi o que disse num veemente apelo na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, o observador permanente da Santa Sé na Onu, Dom Bernardito Auza.
"A hora é grave" – afirmou o arcebispo filipino –, a própria sobrevivência dos cristãos no Oriente Médio está em risco desde o ano 2000.
Também outras comunidades étnicas e religiosas estão igualmente sofrendo "violações dos direitos humanos, torturas, assassinatos e toda forma de perseguição simplesmente por causa da fé que professam ou do grupo étnico ao qual pertencem", mas "os cristãos foram especificamente tomados de mira, assassinados ou obrigados a fugir de suas casas e vilarejos".
"Somente 25 anos atrás havia quase dois milhões de cristãos no Iraque", enquanto hoje são menos de 500 mil, recordou Dom Auza.  A situação é "insustentável" diante das ameaças de morte que sofrem por parte de organizações terroristas. Os cristãos vivem um "profundo sentimento de abandono" por parte das autoridades legítimas e da comunidade internacional.
A Santa Sé convida o mundo inteiro "a agir antes que seja tarde demais", recordando que "a comunidade internacional inteira concordou que todo Estado tem a responsabilidade primária de proteger a sua população de genocídio, crimes de guerra, crimes contra a humanidade e limpeza étnica" e – onde não pudesse ou não quisesse – "a comunidade internacional, em conformidade com a Carta das Nações Unidas, deve estar pronta para intervir a fim de proteger as populações".
O prelado recordou também que o Papa Francisco reiteradas vezes convidou a comunidade internacional "a fazer todo o possível para dar fim e prevenir ulteriores violências sistemáticas contra as minorias étnicas e religiosas". "O atraso da intervenção significará unicamente que mais pessoas morrerão, serão perseguidas ou obrigadas a fugir", advertiu o representante vaticano.
A Santa Sé manifesta "seu profundo apreço pelos países da região e por todos aqueles que trabalham incansavelmente, inclusive com risco para a própria vida, para dar assistência a cerca de dois milhões e meio de deslocados internos no Iraque, a doze milhões de sírios que precisam de assistência humanitária, dos quais quatro milhões vivem como refugiados e sete milhões e meio como deslocados internos. Procuremos ajudar esses países", exortou o Arcebispo Auza. (RL)(from Vatican Radio)
Fonte: Rádio Vaticano


Original Article: http://blogdasagradafamilia.blogspot.com/2015/03/santa-se-cristaos-no-oriente-medio.html

Encontrado em: http://www.linkscatolicos.com.br/2015/03/santa-se-cristaos-no-oriente-medio.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+blogspot%2FBeItJ+%28Guia+de+Blogs+Cat%C3%B3licos%29

sexta-feira, 13 de março de 2015

2 anos de Francisco: “pastor que se preocupa com ovelha ferida”

Padre Roger Araújo analisa a trajetória de Francisco nesses dois anos à frente da Igreja e destaca dois aspectos: a ternura e o vigor
Padre Roger Araújo
Jornalista e membro da Comunidade Canção Nova
Dois anos de pontificado do Papa Francisco
Franciscocompleta dois anos de pontificado; proximidade ao povo é uma de suas marcas / Foto: Montagem - Arquivo CN
Francisco completa dois anos de pontificado, nessa sexta-feira, 13; proximidade ao povo é uma de suas marcas / Foto: Montagem – Arquivo CN
Praça de São Pedro lotada e uma chuva se misturava a uma fumaça meio branca meio cinzenta. Há 2 anos, quando apareceu na janela da Basílica da São Pedro como o novo Pontífice da Igreja Católica, o cardeal Argentino Jorge Mario Bergolio era uma surpresa para alguns e uma incógnita para outros. A novidade não era só pela procedência (primeiro Papa do continente americano), mas o próprio nome que escolheu para si. Francisco, repleto de significados devido à sua importância num dos períodos mais críticos da história da Igreja. O pobrezinho de Assis reconstruiu a Igreja de seu tempo e, agora, o Novo Francisco é chamado a reconstruir a Igreja, começando pela cabeça dela.
Em 2 anos de pontificado, Francisco tem sido uma síntese da ternura e do vigor que a Igreja dos nossos tempos precisa. Ele não tem medido esforços para buscar as reformas de que a Igreja necessita para ser cada vez mais fiel na sua missão de evangelizar. Assumiu a Reforma da Cúria Romana como uma das prioridades do seu trabalho. A Reforma começou pela sua própria vida. Abriu mão de privilégios e direitos e tem procurado uma vida mais austera e simples na qualidade de líder máximo da Igreja. Abriu mão dos seus aposentos para viver na Santa Marta com outros cardeais. Pediu rigor nas contas e gastos do Vaticano e total transparência na vida financeira da instituição. Não passou a mão na cabeça, nos erros e nas falhas que ela tenha cometido e decretou tolerância zero em relação à pratica de pedofilia por parte de qualquer um dos seus membros.
Francisco não tem focado seu ministério em viagens apostólicas, mas as poucas que fez foi repleta de significados e esperança. A primeira delas foi por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, aqui no Brasil, com poucos meses à frente da Igreja. Ele foi ao encontro do povo, dos jovens e dos mais sofridos. Ofereceu colo, afeto e a força do diálogo a todas as esferas da sociedade. Sua presença na Coreia do Sul e também nas Filipinas foi festiva e, ao mesmo tempo, sinal de um novo tempo para a Igreja no continente asiático. Francisco foi à Terra Santa como continuação do gesto que fez os seus predecessores, porém, mais do que focar sua viagem no fato de estar nos “lugares santos”, ele buscou ser uma ponte para o diálogo tenso entre palestinos e israelenses, e mostrou que a maior força da fé cristã é a promoção da pessoa humana e a paz entre os povos.
Líderes de todos os continentes já foram ao encontro do Papa Francisco. Ele tem sido um símbolo e uma força para a superação de conflitos históricos para a humanidade. Sua mediação foi fundamental para a aproximação entre EUA e Cuba e, sobretudo, para a retirada do embargo que havia de um país sobre o outro, após décadas sem nenhum diálogo ou aproximação. No Parlamento Europeu, ele foi a voz dos países mais pobres e a presença de comunhão e solidariedade entre as nações.
No papel de líder da maior religião em números demográficos, a evangelização tem sido o carro-chefe de sua missão. Francisco não promove o sectarismo nem a exaltação da doutrina e da moral católica como o bem maior da Igreja. Francisco se preocupa com a pessoa humana. Com sua dignidade e seus valores, combate toda e qualquer forma de cultura política, econômica ou religiosa que não privilegie o ser humano e sua dignidade. Ele não veio para mudar uma vírgula da Doutrina Católica, mas questiona seus métodos e meios de aplicação para os tempos de hoje. Sua atuação pastoral revela um Papa pastor que se preocupa com a ovelha machucada e excluída. Seu maior desafio não é promover a Igreja, mas sim os valores cristãos para uma sociedade secularizada e, muitas vezes, indiferente e machucada com as religiões.

Por que ler a Bíblia?

É preciso ler todos os livros da Bíblia, entendendo que tudo converge para Jesus

A Bíblia é palavra inspirada, é Deus que se revela aos homens; em contrapartida, é necessária a fé de quem a lê. É preciso a adesão da fé para que essa palavra produza frutos na vida de quem se debruça sobre a Palavra de Deus e acredita na ação divina. E para que esta fé exista é preciso contar com o auxílio do Espírito Santo que nos direciona a Deus e nos dá o entendimento necessário para aceitar e crer na Revelação.
Por que ler a bíblia
Já nos ensinou São Jerônimo: “Ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. Não podemos ignorar Jesus. Temos de contar com o Espírito Santo, que nos conduz na leitura da Sagrada Escritura e nos põe no caminho do Cristo. Ler e acreditar na Sagrada Escritura é caminhar com o Senhor, é ouvir o Seu convite: “Vem e segue-me!”
Daí a importância de lermos a Sagrada Escritura, em especial os Evangelhos. Toda a Bíblia é Revelação de Deus. O Antigo Testamento e o Novo Testamento possuem a mesma importância, mas os Evangelhos têm um lugar de excelência, pois ali se encontra a vida de Jesus e todos os outros livros se convergem para o centro que é o Cristo.
Orienta-nos a Dei Verbum, Constituição Dogmática sobre a Revelação Divina: Ninguém ignora que entre todas as Escrituras, mesmo do Novo Testamento, os Evangelhos têm o primeiro lugar, enquanto são o principal testemunho da vida e doutrina do Verbo encarnado, nosso salvador.
É preciso ler todos os livros da Bíblia, entendendo que tudo converge para Jesus. E quando lemos os quatro Evangelhos não é diferente. É importante ler estes livros para percebermos vários aspectos da vida de Jesus. Os quatro Evangelhos se completam. Cada um possui suas características próprias e vistos em conjunto nos ajudam a conhecer e seguir Jesus.
O Evangelho segundo São Marcos, por exemplo, quer nos apresentar a pessoa de Jesus. Precisamos conhecê-Lo, pois decidimos segui-Lo. Com o Evangelho de São Mateus, considerado o mais catequético dos quatro, aprendemos ensinamentos de Jesus, pois só é possível segui-Lo se soubermos como escolher o Seu caminho nas situações da vida. O Evangelista São Lucas nos apresenta a universalidade da mensagem de Cristo. É para todos! E somos chamados a anunciar essa mensagem a todos. E, por fim, o Evangelho segundo São João, que possui uma literatura mais simbólica, pois nos propõe a fé nos mistérios de Jesus, que é Deus.
Conhecer Jesus, saber Seus ensinamentos, levar a mensagem de salvação aos outros e experimentar fé nos mistérios divinos, eis alguns dos motivos pelos quais devemos ler e estudar os Evangelhos. Além disso, nos permitir compreender que Jesus é o centro da Sagrada Escritura, e assim ler cada um dos outros livros da Bíblia com suas características próprias e relacionando-os com os demais [livros bíblicos], é um bom caminho para aceitar o convite da Igreja de que nos debrucemos gostosamente sobre o texto sagrado (Dei Verbum), ou seja, sintamos seu sabor, seu gosto na nossa vida.

domingo, 8 de março de 2015

Como vencer o vício da masturbação?

Para vencer o vício da masturbação é necessário lutar, porém existem armas e é preciso utilizar todas elas
Muitos jovens cristãos me fazem essa pergunta, pois é grande a luta deles contra esse vício. A batalha contra esse mal agrada muito a Deus, porque a pureza é uma grande virtude.
como vencer o vicio da masturbação
A masturbação não é indício de distúrbio de personalidade nem de problema mental; é um problema muito antigo na humanidade. O “Livro dos Mortos”, dos egípcios, já condenava essa prática por volta do ano 1550 antes de Cristo. Da mesma forma, pelo código moral dos antigos judeus, era considerado pecado grave.
Há homens casados que continuam a se masturbar, e isso mostra que o vício adquirido na juventude continua e prejudica o casamento.
Embora as aulas de “educação sexual” ensinem que a masturbação seja “normal” e até necessária, na verdade é contra a natureza e contra a lei de Deus. É o uso do sexo de maneira egoísta, fora do plano divino. O sexo é para a união do casal e a geração dos filhos. Na masturbação isso não acontece.
A Igreja ensina que esse é um ato desordenado. “A masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (Catecismo da Igreja Católica, §2352).
Os jovens cristãos devem lutar contra a masturbação, com calma, sem desespero e sem desânimo, sabendo que vão vencer essa luta com Deus, na hora certa. Para isso algumas atitudes são importantes:
1 – Tenha calma diante do problema. Você não é nenhum desequilibrado sexual.
2 – Corte todos os estimulantes do vício. Jogue fora todas as revistas pornográficas, todos os livros e filmes eróticos, e não fique olhando para o corpo das moças ou dos rapazes, alimentando a sua mente com desejos eróticos. Deixe de assistir a filmes e programas pornográficos ou excitantes (tv, internet, filmes etc.). Sem essa vigilância, você não conseguirá deixar o vício.
3 – Faça bom uso de suas horas de folga. Aproveite o tempo para ler um bom livro, praticar esportes, sair com os amigos, caminhar, entre outros. Não fique sem fazer nada, especialmente na cama, pois “mente vazia é oficina do diabo”.
4 – Não desanime nem se desespere nunca. Se você cair, levante-se imediatamente, peça perdão a Deus, de imediato, e retome o propósito de não pecar. Não fique pisando na sua alma e se condenando. Confesse-se logo que puder, não tenha vergonha, o padre não se assusta mais com isso. Peça a ajuda dele.
5 – Alimente a sua alma com a oração, a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. “Mosca não assenta em prato quente”. Consagre-se todos os dias a Nossa Senhora e lute, pois a masturbação, assim como todos os vícios, para ser vencida é preciso luta. E para isso existem armas que precisam ser utilizadas. Não deixe de rezar o terço. Se puder, comungue sempre.
6 – A receita de Jesus é “vigilância e oração” para não pecar. “A ocasião faz o ladrão” ou ainda “Quem ama o perigo, nele perece”.

Felipe Aquino

sábado, 7 de março de 2015

O que devemos fazer para alcançar a santidade?





O que fazer para alcançar a santidade? A resposta pode parecer bastante óbvia e simples, mas o que devemos fazer é amar com caridade sobrenatural.
Em primeiro lugar, o que é santidade? É a configuração do nosso coração ao coração de Cristo. Uma pessoa está no caminho de santidade quanto mais o seu coração se vai conformando com o de Cristo, a ponto de ela chegar ao estado de perfeição em que chegou São Paulo, quando disse: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim"[1].
A pessoa santa tem um coração que palpita em sintonia com o coração de Cristo e este, por sua vez, é ardente de amor-caridade. Neste ponto, ajuda-nos São Tomás de Aquino, explicando que existe uma diferença entre o amor natural e o sobrenatural. O amor natural é aquele da própria natureza humana: amam-se os filhos, os pais, o seu cônjuge etc. Esse amor pode ser abusado, transformando-se em idolatria. Entra, então, a necessidade do amor sobrenatural. A diferença deste para aquele está no objeto formal. A quem se pode amar, com amor sobrenatural? A Deus, a mim mesmo e ao próximo[2]: esses são os objetos materiais do amor. Mas, não basta amar a Deus com amor natural: para amá-Lo sobrenaturalmente, é preciso amá-Lo por causa d'Ele mesmo, ou seja, sem querer nada em recompensa, sem ficar pensando em seu próprio bem, mas "numa total determinação e desejo de contentar a Deus em tudo, (...) procurar, o quanto pudermos, não ofendê-lo"[3], como diz Santa Teresa de Ávila. Da mesma forma, como quando se ama a si mesmo e ao próximo: deve-se fazê-lo por um único objeto formal, que é Deus.
Nisso consiste o amor. E é crescer nesse amor o que nos fazer crescer na santidade. Algumas pessoas pensam que a santidade significa fazer coisas heroicas, mas o Aquinate, em um de seus escritos[4], esclarece que, na realidade, não é o árduo em uma obra o que nos torna santos, mas a caridade. Se fazemos uma pequena obra – a oração de uma Ave-Maria, por exemplo –, mas a fazemos com caridade ardente por Deus, estamos empreendendo algo muito mais valioso do que se lançássemos o nosso corpo às chamas ou déssemos todos os nossos bens aos pobres, mas os fizéssemos sem caridade[5].
De nada adianta, no caminho da santidade, transformar-se em um faquir, fazer grandes sacrifícios, mas se esquecer da caridade. É a caridade que dá forma a todas as virtudes, diz São Tomás[6]. Se a caridade estiver ausente, de alguma forma essas virtudes serão deformadas.
Para ser mais santo, portanto, só existe um caminho: amar a Deus de forma ardente, sincera.Santa Teresa de Ávila, em seu Castelo Interior, recorda que é isso o que se deve fazer para entrar nas moradas interiores:
"Para aproveitar neste caminho e subir às moradas desejadas, o essencial não é pensar muito – é amar muito. Escolhei de preferência o que mais vos conduzir ao amor."
"Talvez nem saibamos o que é amar, o que não me espanta. Não consiste o amor em ser favorecido de consolações. Consiste, sim, numa total determinação e desejo de contentar a Deus em tudo, em procurar, o quanto pudermos, não ofendê-lo e rogar-lhe pelo aumento contínuo da honra e glória de seu Filho e pela prosperidade da Igreja Católica."[7]
Eis acima, em poucas palavras, o que devemos fazer para ser mais santos.

Referências bibliográficas

  1. Gl 2, 20
  2. Cf. Suma Teológica, II-II, q. 25, a. 12
  3. Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior ou Moradas, Quartas Moradas, capítulo 1, n. 7. In São Paulo: Paulus, 2014. p. 75
  4. Trata-se da obra "Comentários Sobre as Sentenças de Pedro Lombardo".
  5. Cf. 1 Cor 13, 3
  6. Cf. Suma Teológica, II-II, q. 23, a. 8
  7. Santa Teresa de Jesus, Castelo Interior ou Moradas, Quartas Moradas, capítulo 1, n. 7. In São Paulo: Paulus, 2014. p. 75

    Fonte site: Padre Paulo Ricardo

segunda-feira, 2 de março de 2015

Como escolher um(a) namorado(a)?

Dicas de como escolher um namorado
Escolher um(a) namorado(a) não é uma tarefa fácil; na verdade, é exigente. Primeiro, porque se você quiser encontrar uma pessoa para namorar, terá de procurá-la. Não basta rezar e permanecer de braços cruzados. Isso não quer dizer que você tenha de sair se oferecendo por aí. É importante socializar-se, estar entre jovens, em ambientes que demonstrem aquilo que você quer assumir. Exemplo: se você quiser um cara sério, um cristão atuante na Igreja, não será em um baile funk que você irá encontrá-lo.
Como-escolher-um-namorado
Segundo: é importante conhecer um pouco essa pessoa que você está a fim de namorar antes de ficar com ela e assumir um compromisso sério. Não vá com muita “sede ao pote”; perceba, primeiro, quem ela é, pois a amizade é um filtro para escolher um(a) namorado(a).
Terceiro: lembre-se de que não existe um homem ou uma mulher perfeitos. O que existe somos nós, seres pecadores. Não queira alguém pronto. O namoro, o noivado e o casamento são, justamente, para nos ajudar a construir uma pessoa melhor para o mundo e para Deus. Agora, é claro que há virtudes e modos de pensar primordiais. Se você for uma pessoa exigente para escolher a roupa que usará num baile de formatura, deverá ser muito mais para escolher com quem dividirá a sua história de vida e os seus sonhos.
Particularmente, fui bem exigente na minha escolha e tive de esperar seis anos até namorar o Guilherme; uma longa espera que exigiu sacrifícios. Antes dessa espera, tive outros relacionamentos, mas, em um determinado momento, era preciso rompê-los, porque eu percebia que não seria bom permanecer junto deles.
Pior que terminar um namoro é casar-se com a pessoa errada. Para que você possa fazer bem uma escolha é preciso saber o que você deseja. O que você quer? Que tipo de rapaz ou de garota você quer? Que qualidade o seu(sua) namorado(a) deve ter? O que você espera dele(a)? Você não deve ter medo de pontualizar as suas prioridades e as apresentar para Deus. Reze com a sua verdade, com a solidão que assola seu coração de solteiro(a). Reze com a alegria de ter um namorado(a) maravilhoso(a). Enfim, converse com Deus com a sua mais sincera verdade.
Ao escolher um namorado(a), não se prenda às aparências físicas, pois elas passam e não sustentam um verdadeiro amor. Desça até a profundeza de sua alma e busque lá os seus valores.
O namoro é um tempo belo de conhecimento na vida de dois jovens. Começa com a amizade, ou até mesmo com a atração física, mas, com o tempo, vai saindo da superficialidade e se aprofundando. O namoro é o momento certo para escolher se é com essa pessoa que você quer passar o resto da sua vida. Como diz o professor Felipe Aquino, “o namoro é o melhor momento para um divórcio”.
Você não deve ter medo de romper um namoro se perceber que ele não o está ajudando a ser uma pessoa melhor, a construir seu caminho para o Céu. Namorar é tempo de fazer escolhas conscientes que vão além de sentimentos e emoções.
Deus abençoe a sua escolha!

domingo, 1 de março de 2015

2º Domingo da Quaresma - Domingo 01/03/2015

Primeira Leitura (Gn 22,1-2.9-13.15-18)

Leitura do Livro do Gênesis:
Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá e oferece-o aí em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.
9aChegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha, em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou”. 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”.
13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho.
15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”.

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Responsório (Sl 115)
— Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.

— Guardei a minha fé, mesmo dizendo:/ “É demais o sofrimento em minha vida!”/ É sentida por demais pelo Senhor/a morte de seus santos, seus amigos.
— Eis que sou o vosso servo, ó Senhor,/ vosso servo que nasceu de vossa serva;/ mas me quebrastes os grilhões da escravidão!/ Por isso oferto um sacrifício de louvor,/ invocando o nome santo do Senhor.
— Vou cumprir minhas promessas ao Senhor/ na presença de seu povo reunido;/ nos átrios da casa do Senhor,/ em teu meio, ó cidade de Sião!

Segunda Leitura (Rm 8,31b-34)

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 31bSe Deus é por nós, quem será contra nós? 32Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele?
33Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está à direita de Deus, intercedendo por nós?

- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.

Anúncio do Evangelho (Mc 9,2-10)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.
5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.
10Eles observaram essa ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

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