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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pornografia: seus efeitos e sua derrota

Há quem compare o poder viciante da pornografia à dependência de drogas como a cocaína
A pornografia tem um efeito devastador no cérebro humano, pois suas imagens ficam gravadas em nossa mente e nos acompanham durante anos ou durante toda a vida. Há quem compare seu poder viciante ao de drogas como cocaína. O interessante é que uma simples olhada em imagens, vídeos pornográficos ou fotos sensuais podem inocular, em nossa mente, um efeito constante, ou seja, basta fechar os olhos e ter acesso àquilo que foi visto, registrado.
Lembro-me de que, infelizmente, meu presente de sete anos de vida, isso mesmo, 7 anos (uma criança!), foi um revista pornográfica dada pelo meu padrinho de batismo. Digo a você que, até hoje, as cenas daquela revista estão em minha mente, tal o poder devastador da pornografia. Lógico que, hoje, por um processo de autoconhecimento e de muita oração perante Deus, essas cenas não me controlam mais, porque eu escolho olhar para minha futura esposa buscando, nesse relacionamento, a pureza à qual sou chamado a viver. Mas, por muito tempo, o “ideal” de mulher e de amor que havia em minha mente era o daquela revista.
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A pornografia não só é um pecado, mas é uma profunda deturpação do que é um homem e uma mulher de verdade. A pornografia cria a ilusão do prazer, a alienação do outro como um dom e sujeito de dignidade. A pornografia cria a fantasia de que o ser humano é uma máquina a ser manipulada na obtenção máxima de prazer, custe o que custar.
Olha-se o corpo (muitas vezes, alterado pelo ‘Photoshop’ ou pelos mais modernos meios de edição de vídeos), mas não se percebe o coração.
Se você é viciado em pornografia, quero chamar a sua atenção para a ilusão que vive, pois nunca terá, na vida real, a promessa daquela revista e daquele vídeo. Esse vício o jogará na amargura do irrealizado e, assim, o fará perder a promessa de uma vida humana digna de respeito e doação. Ele tirará de você a capacidade de amar de verdade, pois fará seus olhos e mente parar naquilo que é vazio e montado. Infelizmente, muitos pais (no meu caso, o padrinho) incentivam seus filhos, principalmente os homens, a ver material pornográfico. Triste esse caminho! Na verdade, não estamos sendo educados para o amor verdadeiro, mas para a ilusão de que o prazer responderá às angústias de nosso coração! Não…
E se meu filho já estiver viciado em pornografia? O que fazer?
Uma boa conversa é o começo. Não parta para a censura e para a reprovação de imediato. Converse com ele sobre as motivações que o levaram a acessar tal material. Gaste tempo com ele, fale da realidade do amor e abra os olhos de seu filho frente à mentira e ilusão que a pornografia cria. Mostre-lhe o quanto é desumano a vida de mulheres e homens que se colocam como artistas do “pornô”. E o quanto uma simples imagem pornográfica marca para sempre sua mente. Pergunte para ele se quer fazer da sua futura esposa e mãe de seus filhos uma dessas mulheres que ele vê na revista ou no filme.
Pesquisas têm mostrado que adolescentes expostos à pornografia apresentam respostas emocionais traumáticas, relações sexuais em idade precoce, um aumento do risco de doenças sexualmente transmissíveis e um desenvolvimento de compulsões sexuais e perversões. Sem contar relacionamentos afetivos apenas objetivos, ou seja, o ser humano como objeto e não sujeito. Sexo por sexo!
Vamos a algumas dicas para deixar o vício da pornografia:
1- Assumir que está ferido
Muitas pessoas pensam que a pornografia é algo inofensivo ou apenas uma satisfação de curiosidade. De fato não! Somos visuais, e as imagens entram em nosso cérebro fazendo verdadeiras catástrofes. É preciso assumir tal fraqueza, encarar que não se tem controle referente a isso, pois só assim saberá o quanto foi atingido e o tamanho da ferida!
2- Buscar ajuda
Não há como querer vencer sozinho. Depois de assumir o problema, é hora de buscar ajuda. Encontrar alguém maduro afetivamente, com quem você possa se abrir, dizendo de suas fraquezas. Um bom diretor espiritual e um confessor ajudarão muito! Pecado se vence na confissão! Às vezes, até um processo de terapia é interessante, caso seu vício esteja muito enraizado.
3- Armar-se
Eu disse, acima, sobre pessoas e ajuda, mas é preciso, de sua parte, armar-se. Ter uma vida de oração e sacramentos, ler a Palavra de Deus e buscar a Eucaristia. A adoração a Jesus Eucarístico é um bom remédio também. Ficar, ali, durante alguns minutos, vendo o Senhor e apresentando a Ele sua mente e seus desejos vai, aos poucos, limpar a sujeira que entrou pelos seus olhos.
 4- Decisão firme
Não há como vencer a batalha dormindo com o inimigo. É preciso desfazer-se de toda possibilidade de pornografia. Jogue fora revistas, filmes, imagens etc. Às vezes, é preciso romper com as pessoas que o motivam ao vício. Não dá para, em meio à guerra, ficar em território inimigo!
 5- Sempre ativo
Nós sabemos e sentimos quando estamos prestes a cair no pecado. Não tem essa de “eu não sabia que ia dar nisso”. Ninguém cai do nada no precipício. Sempre é um passo de cada vez. Quais são as suas fragilidades? Quando está mais sensível? Sabendo disso e se tornando ativo nessas horas, evitará cair ladeira abaixo.
 6- Não é pecado sentir
Às vezes, na luta contra o pecado, as pessoas se tornam obcecadas e pensam que até o que sentem é pecado. Não é assim! O pecado está em “consentir” e não em “sentir”. Quando vejo uma mulher bonita, sinto sua beleza entrar em meus olhos. Isto não é pecado. Pecado é quando eu pego essa beleza, que entrou em mim, e a manipulo, desejo-a e a deixo dominar meus pensamentos. No entanto, o que posso fazer, ao sentir isso, é louvar a Deus por minha afetividade viva e ativa, louvá-Lo pela beleza da criação e da criatura. Canalizar o desejo em Deus!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Material completo da Campanha da Fraternidade 2015 para Download - Via CNBB

Mensagem do Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade 2015

Queridos irmãos e irmãs do Brasil! 
Aproxima-se a Quaresma, tempo de preparação para a Páscoa: tempo de penitência, oração e caridade, tempo de renovar nossas vidas, identificando-nos com Jesus através da sua entrega generosa aos irmãos, sobre-tudo aos mais necessitados. Neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, inspirando-se nas palavras d'Ele «O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos» (Mc 10,45), propõe como tema de sua habitual Campanha «Fraternidade: Igreja e Sociedade». 
De fato a Igreja, enquanto «comunidade congregada por aqueles que, crendo, voltam o seu olhar a Jesus, autor da salvação e princípio da unidade» (Const. Dogmática Lumen gentium, 3), não pode ser indiferente às necessidades daqueles que estão ao seu redor, pois, «as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo» (Const. Pastoral Gaudium et spes, 1). Mas, o que fazer? Durante os quarenta dias em que Deus chama o seu povo à conversão, a Campanha da Fraternidade quer ajudar a aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a Sociedade - propostos pelo Concilio Ecumênico Vaticano II - como serviço de edificação do Reino de Deus, no coração e na vida do povo brasileiro. 
A contribuição da Igreja, no respeito pela laicidade do Estado (cfr. Idem„ 76) e sem esquecer a autonomia das realidades terrenas (cfr. Idem, 36), encontra forma concreta na sua Doutrina Social, com a qual quer «assumir evangelicamente e a partir da perspectiva do Reino as tarefas prioritárias que contribuem para a dignificação do ser humano e a trabalhar junto com os demais cidadãos e instituições para o bem do ser humano» (Documento de Aparecida, 384). Isso tilo é uma tarefa exclusiva das instituições: cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com quem me relaciono. E de modo concreto, ó preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados. Lembremo-nos que «cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre c socorri-lo» (Exort. Apost Evangelii gaudium, 187), sobretudo sabendo acolher, «porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com eia — um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos» (Discurso no Comunidade de Varginha, 25/7)2013). Assim, examinemos a consciência sobre o compromisso concreto c efetivo de cada um na construção de uma sociedade mais justa, fraterna e pacifica. Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz «Eu vim para servir» (cf. Mc 10, 45), nos ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso, faço votos que e caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nos-a que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. A todos e a cada um, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, envio de todo coração a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim. 
Vaticano, 2 de fevereiro de 2015. 

O mundo sobrenatural dos anjos

Entenda como seu anjo o protege
Que nossos olhos se abram para ver os anjos. “Não tenhas medo! Os que estão conosco são em maior número do que os que estão com eles” (2Rs 6,16). Todas as vezes que oramos ou cantamos em línguas, somos rodeados por miríades e miríades de anjos. Para entender melhor, vamos ler um trecho do Segundo Livro dos Reis, que fala a respeito de Eliseu. O rei de Aram estava em guerra contra Israel, e cada vez que ele deliberava com seus oficiais a colocação de uma emboscada, o homem de Deus mandava alguém avisar ao rei de Israel:
“Cuidado! Não passes por aquele lugar, pois os arameus estão ali emboscados”. O rei de Israel enviava então gente ao lugar acerca do qual o homem de Deus o avisara e ficava espreitando. Isso aconteceu nem uma nem duas, mas várias vezes. (cf. 2Rs 6,8-10) Ora, o rei da Síria estava enfurecido contra o povo de Deus e queria exterminá-lo. Começa, então, a armar ciladas.

Eliseu ia e avisava o rei de Israel: “Não vá por aquele lugar, pois o rei da Síria armou uma cilada”. O povo de Israel obedecia o que o Senhor falava pelo profeta, e o rei sírio fazia papel de bobo. Perturbado diante de tantas tentativas frustradas, mandou chamar seus servos e disse-lhes: “Há algum traidor em nosso meio. Toda emboscada que eu armo contra o povo de Deus é desfeita: o povo de Israel não passa por lá. Há alguém nos traindo aqui, porque eu não conto a ninguém os meus planos; apenas mando realizar as emboscadas, e o povo de Israel acaba sabendo”. Os servos explicaram: “Não, meu Senhor, não se trata de nenhum traidor; mas é o homem de Deus, Eliseu, que sabe todas essas coisas. O Deus de Israel lhe revela, e ele conta ao rei. Será inútil lutar contra eles, porque tem, em seu meio, o homem de Deus”.
O rei, em vez de se render diante da ação do Senhor, ficou mais enfurecido ainda e esbravejou: “Vamos cercar esse tal homem de Deus, Eliseu”. Então, ordenou que seus guerreiros procurassem pelo profeta e o cercassem. Isso, segundo o rei, deveria ser feito à noite, para que ninguém o soubesse. No dia seguinte, iniciaram o ataque. A Escritura nos conta assim: “Mandou para lá cavalos e carros e a parte mais forte do exército. Chegaram à noite e cercaram a cidade. Levantando-se ao amanhecer, o criado do homem de Deus saiu e viu o exército cercando a cidade, e os cavalos e os carros, e comunicou lhe: ‘Ai, meu senhor, o que faremos?’ Ele respondeu: ‘Não tenhas medo. Os que estão conosco são em maior número do que os que estão com eles’. Eliseu orou: ‘Senhor, abre-lhe os olhos para que veja’. E o Senhor abriu os olhos do criado, de modo que ele viu a montanha cheia de cavalos e carros de fogo em redor de Eliseu. (2Rs 6,14-17)
O mundo sobrenatural dos anjos
O que vemos aqui relatado não é uma exceção, é regra! Quando o povo é do Senhor, invoca-O e é fiel a Ele, acontece o mesmo que aconteceu com o profeta Eliseu. O que ele disse a seu servo, hoje o Senhor diz a nós: “Não tenhas medo! Os que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles”.
Devemos saber que as forças do mal estão a nosso redor e o que querem é acabar conosco, atingir nossas famílias, desviar nossos filhos, destruir nossos casamentos e nossas comunidades. É um jogo sujo: o demônio semeia discórdia – um fala uma coisa, o outro entende ao contrário. Astuto, ele assim cria confusão e nos divide.
O diabo e seus anjos decaídos agem como o rei da Síria. Não fazem guerra, mas guerrilha; armam ciladas. Ninguém pode ser ingênuo. Covardemente, o inimigo atinge nossa família ou a nós mesmos em pontos fracos que, infelizmente, possuímos. Se seu ponto fraco é o “pavio curto”, você facilmente perde a paciência e se encoleriza. Se é a fragilidade no campo da pureza, da castidade, ele vai rastejar por aí até jogar você no chão. Porém, “Não tenhas medo! Os que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles”. Guardemos essa certeza no coração.
Quem está conosco são os anjos de Deus. Enquanto os anjos malignos estão a nosso redor, querendo destruir-nos, assediando nossas casas e famílias, assediando-nos na rua, no trânsito, em nosso serviço e nos colocando em perigo, graças a Deus os que estão conosco, e em número maior, são os anjos de Deus. Veja como se deu o fato: percebendo que seu servo não estava tendo a visão espiritual e sentia medo, Eliseu pediu a Deus: “Abre-lhes os olhos, e que ele veja”. O Senhor abriu os olhos do servo e este viu um número imenso de carros de fogo e cavalos na montanha, ao redor de Eliseu. Se tivéssemos visão espiritual, iríamos nos ver rodeados de anjos, louvando a Deus, intercedendo e lutando a nosso favor.
Infelizmente, fomos os primeiros a relaxar e começamos a pensar que os anjos são coisas de criança. No momento em que deixamos de contar com eles a ponto de desacreditar de sua existência, abrimos espaço para a tentação, que entra para dominar e mentir. É urgente o resgate de nossa fé a respeito dos anjos.
O céu não é um lugar, mas é onde Deus está. E onde Ele está, os anjos e os santos estão próximos a nós. Nosso físico foi criado para viver num ambiente envolvido de oxigênio. Sem ele, começamos a nos sentir mal, perdemos forças, não temos mais reflexos. Igualmente, fomos feitos para viver num ambiente espiritual, respirando o “oxigênio espiritual”. Se não tomarmos posse dessa atmosfera sobrenatural, que está a nosso redor, daremos ao inimigo toda liberdade de usar falsificações.
Nossa própria sede das realidades espirituais – que foi posta em nós por Deus – acaba nos levando a procurar, em lugares errados, o sobrenatural de que necessitamos. É por isso que muita gente acaba se “bandeando” para o espiritismo em todas as suas formas, para as religiões afro, para o ocultismo e todo o tipo de práticas esotéricas.

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