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segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael

Santos Arcanjos Miguel, Gabriel, RafaelCom alegria, comemoramos a festa de três Arcanjos neste dia: Miguel, Gabriel e Rafael. A Igreja Católica, guiada pelo Espírito Santo, herdou do Antigo Testamento a devoção a estes amigos, protetores e intercessores que do Céu vêm em nosso socorro pois, como São Paulo, vivemos num constante bom combate. A palavra “Arcanjo” significa “Anjo principal”. E a palavra “Anjo”, por sua vez, significa “mensageiro”.
São Miguel
O nome do Arcanjo Miguel possui um revelador significado em hebraico: “Quem como Deus”.Segundo a Bíblia, ele é um dos sete espíritos assistentes ao Trono do Altíssimo, portanto, um dos grandes príncipes do Céu e ministro de Deus. No Antigo Testamento o profeta Daniel chama São Miguel de príncipe protetor dos judeus, enquanto que, no Novo Testamento ele é o protetor dos filhos de Deus e de sua Igreja, já que até a segunda vinda do Senhor estaremos em luta espiritual contra os vencidos, que querem nos fazer perdedores também. “Houve então um combate no Céu: Miguel e seus anjos combateram contra o dragão. Também o dragão combateu, junto com seus anjos, mas não conseguiu vencer e não se encontrou mais lugar para eles no Céu”. (Apocalipse 12,7-8)
São Gabriel
O nome deste Arcanjo, citado duas vezes nas profecias de Daniel, significa “Força de Deus” ou “Deus é a minha proteção”. É muito conhecido devido a sua singular missão de mensageiro, uma vez que foi ele quem anunciou o nascimento de João Batista e, principalmente, anunciou o maior fato histórico: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré… O anjo veio à presença de Maria e disse-lhe: ‘Alegra-te, ó tu que tens o favor de Deus’…” a partir daí, São Lucas narra no primeiro capítulo do seu Evangelho como se deu a Encarnação.
São Rafael
Um dos sete espíritos que assistem ao Trono de Deus. Rafael aparece no Antigo Testamento no livro de Tobit. Este arcanjo de nome “Deus curou” ou “Medicina de Deus”, restituiu à vista do piedoso Tobit e nos demonstra que a sua presença, bem como a de Miguel e Gabriel, é discreta, porém, amiga e importante. “Tobias foi à procura de alguém que o pudesse acompanhar e conhecesse bem o caminho. Ao sair, encontrou o anjo Rafael, em pé diante dele, mas não suspeitou que fosse um anjo de Deus” (Tob 5,4).
São Miguel, São Gabriel e São Rafael, rogai por nós!

domingo, 28 de setembro de 2014

Não existe cristianismo sem cruz

Padre Paulo Ricardo - Christo Nihil Praeponere


Cruz 2
A cruz possui um significado inegociável para o cristianismo. É somente por meio do Cristo crucificado que se pode compreender “o poder de Deus” (cf. 1 Cor 1, 24) e a sua ação salvífica entre os homens. Por isso, na pregação evangélica de Jesus, tudo se resume a esta exortação: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me” (cf. Mt 16, 24). Não se trata de mera retórica, mas da apresentação de um dado incontestável: não há redenção sem cruz. O homem que quiser se salvar, deverá, necessariamente, apegar-se às cruzes do dia a dia, renunciando-se a si mesmo, tal qual o Filho do Homem fez no lenho da salvação.
Após aquele encontro fatídico na estrada para Damasco, São Paulo pôde perscrutar o significado autêntico da renúncia anunciada por Jesus. Viu que a lógica da cruz consiste num abandono confiante no “Evangelho da graça”, o qual nos apresenta a salvação não como prêmio que se conquista por meio de esforços puramente humanos. É dom gratuito; Deus confunde a “sabedoria” humana ao doar-se inteiramente ao homem — “o que é tido como debilidade de Deus é mais forte que os homens” (cf. 1 Cor 1, 24). São Paulo, por sua vez, fazendo frente às tendências de sua época, não deixou de anunciar aos seus interlocutores a “loucura” e o “escândalo” do madeiro santo: “Porque a linguagem da Cruz é loucura para aqueles que se perdem; mas poder de Deus para os que se salvam, isto é, para nós” (cf. 1 Cor 1, 18-23).
Nas pegadas do Apóstolo das gentes, a Igreja sempre procurou incutir na sociedade o necessário e urgente apelo do Crucificado, sobretudo quando estes esforços sofriam oposição da mentalidade pagã e autossuficiente do período. Ela testemunhou pelo derramamento de sangue — tal qual São Pedro, que se deixou crucificar de cabeça para baixo, achando-se indigno de ter uma morte igual à de Jesus —, pela vida abastada e longe das comodidades do mundo — a exemplo dos monges eremitas e dos irmãos e irmãs do Carmelo —, como também pela atualização diária e milagrosa do próprio sacrifício de Jesus, através da celebração da Santa Eucaristia. Em poucas palavras, pode-se dizer que a pregação da Igreja se fundamentou ordinariamente neste pequeno, mas não menos verdadeiro, princípio: “Quando vires uma pobre Cruz de madeira, só, desprezível e sem valor... e sem Crucificado, não esqueças que essa Cruz é a tua Cruz” [1].
Por outro lado, grande e persistente foi a oposição sofrida pelo anúncio do Cristo crucificado ao longo da história. Algo que não surpreende, todavia. Dada a realidade do pecado original, que faz com que os homens tenham os pensamentos do mundo e não os de Deus (cf. Mt 16, 23), o ser humano “é continuamente tentado a desviar o seu olhar do Deus vivo e verdadeiro para o dirigir aos ídolos (cf. 1 Ts 1, 9), trocando ‘a verdade de Deus pela mentira’ (cf. Rm 1, 25)” [2]. De fato, para uma mentalidade submissa àquilo que São João chamava de “concupiscência da carne”, “concupiscência dos olhos” e “soberba da vida”, isto é, os ídolos que o mundo oferece, a cruz pode parecer uma realidade muito pouco atraente e sem sentido [3]. Nestes dois últimos séculos, em que não raras vezes os santos padres tiveram de lidar com propostas subversivas, dentro e fora da Igreja, cuja finalidade principal era substituir o Cristo crucificado por uma concepção cristã praticamente ateia, esse drama se revela ainda mais grave.
É particularmente notório um episódio da luta de Pio XI contra a ideologia nazista. Por ocasião da visita de Hitler a Roma, tendo se espalhado, a pedido de Mussolini, as suásticas do nacional-socialismo por toda a cidade eterna, o Papa Ratti ordenou que nenhuma bandeira fosse exposta nas sacadas do Vaticano, foi para Castel Gandolfo, e mandou escrever no L’Osservatore Romano que o ar de Roma estava irrespirável e que a ele não agradava nem um pouco ficar num lugar onde havia uma cruz que não era a de Cristo. Algo semelhante ocorreu com João Paulo II, quando da sua viagem à Nicarágua, em 1983. O governo sandinista, apoiado por padres ligados à Teologia da Libertação, havia organizado um infeliz protesto contra o papa. Na missa campal, foram colocados no altar, de propósito, cartazes de guerrilheiros em vez do crucifixo. O então secretário pessoal do santo papa, Cardeal Stanislaw Dziwisz, conta em suas memórias [4]:
[...] O Santo Padre, praticamente sozinho, enfrentou o tumulto e fez frente aos provocadores. Foi inesquecível a cena em que os sandinistas agitavam suas bandeiras rubro-negras, enquanto ele, de cima do palco, opunha-se a eles, levantando na direção do céu o báculo com o crucifixo na ponta.
Também dentro da Igreja esses confrontos contra a cruz de Cristo não faltaram. Nas sessões do Concílio Vaticano II, infelizmente, muitos foram os que sugeriram o abandono do sinal da cruz durante a liturgia, por este supostamente já não mais corresponder ao espírito do homem moderno [5]. Nas universidades de teologia, por sua vez, “a maneira blasfema como então se zombava da cruz como sendo um sadomasoquismo” era de se lamentar [6]. O então padre Joseph Ratzinger, futuro Bento XVI, escreve a respeito: “Vi o rosto horrível, sem disfarce, dessa piedade ateia; vi o terror psicológico, desenfreado, com o qual se conseguia sacrificar toda consideração moral como restante de um espírito burguês, quando se tratava da meta ideológica” [7].
Como nos tempos de São Paulo, a sociedade moderna não é simpática à mensagem da cruz de Cristo. Ao contrário, há certamente aquele número de indivíduos que, ludibriados pelas promessas ideológicas, depositam a própria esperança em obras e esforços humanos, a fim de alcançar um paraíso aqui na terra. É a tentação do neopelagianismo. Mutatis mutandis, como também não pensar nos “profetas” da técnica, verdadeiros gurus do modernismo, que, “fiando-se demasiadamente nas descobertas atuais”, julgam desnecessária a mensagem evangélica, dando margem ao ceticismo e ao agnosticismo [8]? And last, but not least, que dizer das seitas e heresias que proliferam, fazendo com que o cristianismo e, por conseguinte, a Igreja deixem de ser a Mater et Magistra da sociedade, como gostava de definir São João XXIII, para se converter em uma mera instituição filantrópica ou sentimentalista?
A Igreja deve seguir o caminho do Esposo. Renegar a cruz seria como que um adultério. A tentação de apresentar um cristianismo sem cruz, no intuito de satisfazer o gosto da clientela, aos poucos, mostra-se frustrante. Sem o Cristo crucificado se perde o dom gratuito do Pai que, amando o mundo de tal maneira, entrega Seu Filho único em holocausto. É nisto que conhecemos o amor. Não há mensagem mais urgente, mais necessária, mais imprescindível para o homem que a mensagem do amor de Deus. Nenhum esforço humano, nenhuma sabedoria humana, nenhuma teologia da “libertação” ou da “prosperidade” é realmente capaz de libertar o homem e fazer com que ele progrida na santidade. É Cristo crucificado que nos traz a redenção, porque foi para isto que Ele se manifestou: “para destruir as obras do demônio” (cf. 1 Jo 3, 8).
É, pois, na morte crucificada que se encontra a verdadeira vida.
Por Christo Nihil Praeponere

Referências:

  1. Caminho, n. 178.
  2. João Paulo II, Carta Enc. Veritatis Splendor (6 de agosto de 1993), n. 1
  3. cf. 1 Jo 2, 16
  4. SVIDERCOSCHI; DZIWISZ; Gian Franco, Stanislaw. Uma vida com Karol. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007, pág. 109.
  5. WILTGEN, Ralph. O Reno se lança no Tibre— O Concílio desconhecido. Niterói: Permanência, 2007, pág. 43.
  6. RATZINGER, Joseph. Lembranças da minha vida. São Paulo: Paulinas, 2007, pág. 118.
  7. Ibidem
  8. Concílio Vaticano II, Constituição Pastoral Gaudium et spes (7 de dezembro de 1965), n. 57
http://padrepauloricardo.org/blog/nao-existe-cristianismo-sem-cruz

A Palavra de Deus semeada em nós provoca mudanças de atitudes

Deus não olha para o tamanho do pecado de cada um de nós. Ele olha, na verdade, para a nossa abertura e para a nossa conversão de vida.
Em verdade vos digo que os cobradores de impostos e as prostitutas vos precedem no Reino de Deus” (Mateus 21, 31).

A Palavra de Deus hoje anunciada é um forte chamado ao nosso coração para que façamos realmente uma verdadeira experiência de conversão e de mudança de vida. Veja bem, não adianta eu dizer que sou cristão, que sou católico, me orgulhar porque vou à Missa, porque rezo em casa, conheço a Bíblia, mas me comportar com indiferença diante das palavras de Jesus, que me chamam à conversão e à transformação de vida. Porque é deste modo que se comportaram muitos na época de Jesus. Eles ouviram o que o Senhor dizia, mas como achavam que já conheciam a vontade de Deus, comportaram-se com uma total indiferença.
Na história do Evangelho de hoje, o primeiro filho diz: “Pai, eu vou fazer a sua vontade”. Mas, quando o pai apresenta qual é a sua vontade ao filho, este simplesmente não a coloca em prática. O segundo filho, num primeiro momento, põe dificuldade, até diz ”não”, mas depois reflete melhor e deixa-se tocar pelo pedido do pai e dá a sua resposta positiva.
Quando Jesus diz que as prostitutas, os cobradores de impostos e os pecadores nos precedem no Reino de Deus porque, muitas vezes, nos sentimos justos, justificados, bons diante de Deus e não nos deixamos converter diariamente e verdadeiramente pela Palavra de Deus. Ao contrário de muitos de nós, muitos destes acolhem a Palavra, por maiores que sejam os vícios vividos ou a vida errada que já levaram, e se convertem de verdade!
Por isso, Deus não olha para o tamanho do pecado de cada um de nós. Ele olha, na verdade, para a nossa abertura e para a nossa conversão de vida. Porque, o que importa não é o tamanho do pecado, mas a grandeza da misericórdia de Deus, que tudo lava, que tudo purifica e que tudo renova, quando eu e você estamos verdadeiramente arrependidos.
Nós não devemos nos comportar, na casa de Deus, como meros espectadores! Não devemos ser alguém que ouve, que acha bonito o que se fala, mas não se deixa tocar, não se deixa converter, não permite realmente o seu coração ser mudado e transformado pela Palavra de Deus.
Que essa Palavra, hoje, semeada em nosso coração, provoque em nós mudanças de atitudes, de hábitos, de gestos, de coração, de mentalidade, para que não sejamos como o primeiro filho do Evangelho, aquele filho que diz “sim”, mas no fundo não coloca em prática a vontade do pai. Podemos ser até, no primeiro momento, duros, mas o importante é vencer a dureza e deixar a Palavra de Deus nos transformar a cada dia.
Deus abençoe você!



Fonte: http://homilia.cancaonova.com/

sábado, 27 de setembro de 2014

São Vicente de Paulo grande sacerdote

sao-vicente-de-paulo“Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e espírito e amarás ao teu próximo como a ti mesmo” (Mat 22,37.39).
Se não foi o lema da vida deste santo, viveu como se fosse. O santo de hoje, São Vicente de Paulo, nasceu na Aquitânia (França) em 1581. No seu tempo a França era uma potência, porém convivia com as crianças abandonadas, prostitutas, pobreza e ruínas causadas pelas revoluções e guerras.
Grande sacerdote, gerado numa família pobre e religiosa, ele não ficou de braços cruzados mas se deixou mover pelo espírito de amor. Como padre, trabalhou numa paróquia onde conviveu com as misérias materiais e morais; esta experiência lhe abriu para as obras da fé. Numa viagem foi preso e, com grande humildade, viveu na escravidão até converter seu patrão e conseguiu depois de dois anos sua liberdade.
A partir disso, São Vicente de Paulo iniciou a reforma do clero, obras assistenciais, luta contra o jansenismo que esfriava a fé do povo e estragava com seu rigorismo irracional. Fundou também a “Congregação da Missão” (lazaristas) e unido a Santa Luísa de Marillac, edificou as “Filhas da Caridade” (irmãs vicentinas).
Sabia muito bem tirar dos ricos para dar aos pobres, sem usar as forças dos braços, mas a força do coração. Morreu quase octogenário, a 27 de setembro de 1660.
São Vicente de Paulo, rogai por nós!

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

São Cosme e São Damião padroeiros dos farmacêuticos, médicos e faculdades de medicina

São Cosme e São DamiãoHoje, lembramos dois dos santos mais citados na Igreja: Cosme e Damião. Eram irmãos gêmeos, médicos de profissão e santos na vocação da vida. Viveram no Oriente e, desde jovens, eram habilidosos médicos. Com a conversão passaram a ser também missionários, ou seja, aproveitando a ciência com a confiança no poder da oração levavam a muitos a saúde do corpo e da alma.
Viveram na Ásia Menor, até que diante da perseguição de Diocleciano, no ano 300 da era cristã, foram presos pois eram considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Tendo em vista esta acusação, a resposta deles era sempre:
“Nós curamos as doenças, em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”
Diante da insistência, quanto à adoração aos deuses, responderam: “Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!”
Jamais abandonaram a fé e foram decapitados em 303. São considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.
São Cosme e São Damião, rogai por nós!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

São Pio de Pietrelcina fundador do hospital "Casa Alívio do Sofrimento''

São Pio de PietrelcinaEste digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione. Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.
Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário. Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de “Frei Pio” e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento. Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.
Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo. Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como “barba azul”.
Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como “Casa Alívio do Sofrimento”, que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.
Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e da paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos. Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam.
Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu.
Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice. Padre Pio dizia: “Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!”
São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

domingo, 21 de setembro de 2014

São Mateus apóstolo e evangelista

São MateusA Igreja celebra hoje, de forma especial, a vida de São Mateus apóstolo e evangelista, cujo nome antes da conversão era Levi. Morava e trabalhava como coletor de impostos em Cafarnaum, na Palestina. Quando ouviu a Palavra de Jesus: “Segue-me” deixou tudo imediatamente, pondo de lado a vida ligada ao dinheiro e ao poder para um serviço de perfeita pobreza: a proclamação da mensagem cristã!
Mateus era um rico coletor de impostos e respondeu ao chamado do Mestre com entusiasmo. Encontramos no Evangelho de São Lucas a pessoa de Mateus que prepara e convida o Mestre para a grande festa de despedida em sua casa. Assim, uma numerosa multidão de publicanos e outros tantos condenados aos olhos do povo, sentaram-se à mesa com ele e com Àquele que veio, não para os sãos, mas sim para os doentes; não para os justos, mas para os pecadores. Chamando-os à conversão e à vida nova.
Por isso tocado pela misericórdia Daquele a quem olhou e amou, no silêncio e com discrição, livrou-se do dinheiro fazendo o bem.
É no Evangelho de Mateus que contemplamos mais amplamente trechos referentes ao uso do dinheiro, tais como:
“Não ajunteis para vós, tesouros na terra, onde a traça e o caruncho os destroem.” e ainda:“Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”
Com Judas, porém, ficou o encargo de “caixa” da pequena comunidade apostólica que Jesus formava com os seus. Mateus deixa todo seu dinheiro para seguir a Jesus, e Judas, ao contrário, trai Jesus por trinta moedas!
Este apóstolo a quem festejamos hoje com toda a Igreja, cujo significado do nome é Dom de Deus,ficou conhecido no Cristianismo nem tanto pela sua obra missionária no Oriente, mas sim pelo Evangelho que guiado pelo carisma extraordinário da inspiração pôde escrever, entre 80-90 na Síria e Palestina, grande parte da vida e ensinamentos de Jesus. Celebramos também seu martírio que acabou fechando com a palma da vitória o testemunho deste apóstolo, santo e evangelista.
São Mateus, rogai por nós!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

TV Aparecida sedia debate presidencial promovido pela CNBB em setembro


APARECIDA, 29 Ago. 14 / 03:36 pm (ACI).- A CNBB - Conferência Nacional dosBispos do Brasil – realiza seu primeiro debate televisivo com os candidatos à Presidência da República. A TV Aparecida, responsável pela organização e geração de imagens, terá seu sinal retransmitido ao vivo pelas demais emissoras de TV, Rádio e Portal de inspiração católica no país. 
O encontro acontecerá no dia 16 de setembro e terá duas horas de duração (das 21h30 às 23h30). As regras e a participação dos candidatos foram acertadas com os representantes dos partidos políticos com representação na câmara dos deputados, conforme determina a Lei Eleitoral. 
O evento conta com a coordenação do jornalista Rodolpho Gamberini, com passagem pela Rede Globo, TV Cultura, Record e SBT. Padre Josafá Moraes, Diretor Geral da TV Aparecida, mediará os cinco blocos do Debate. 
No primeiro, haverá uma mensagem de abertura do presidente da CNBB, Dom Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, será feira uma pergunta única aos candidatos, elaborada pela CNBB. 
No segundo bloco, os candidatos responderão perguntas dos Bispos indicados pela CNNB que poderão também abordar temas não ligados diretamente à religiosidade, como saúde, educação, habitação, reforma política, entre outros. 
No terceiro bloco, as perguntas serão feitas por jornalistas que irão representar as emissoras de TV e Rádio de inspiração católica que estarão transmitindo o evento. 
O quarto bloco, será do confronto direto entre os candidatos, onde cada um, por sorteio, poderá fazer perguntas ao outro, com réplica e tréplica. No quinto bloco os candidatos farão suas considerações finais.   ?
“Esse debate promovido pela CNBB, confirmado para o dia 16 de setembro em Aparecida, que será transmitido pelas emissoras de TVs, rádios e portais de inspiração católica é uma forma de fortalecer a democracia e tornar mais transparente o processo eleitoral”, afirmou o cardeal Arcebispo de Aparecida Dom Raymundo Damasceno.
“O Objetivo justamente possibilitar os candidatos de expor as suas ideias, os princípios que orientam e também o seu trabalho, expor um pouco o projeto que tem sobre o Brasil, sobre o governo que fará caso seja eleito, então tudo isso vai contribuir para os eleitores conheçam melhor os candidatos. Quanto mais nós conhecemos os candidatos, quanto mais nós tomamos pé, suas propostas, quanto mais nós conhecemos um pouco do seu passado, seu trabalho, onde exerceu alguma função, o quanto melhor nós saberemos escolher, com mais discernimento, com mais elementos para esta escolha, que fará com que teremos as condições de fazer uma opção digamos mais acertada, mais correta, para o bem do país, para o bem de toda a sociedade”, afirmou ainda o Cardeal.
Para o diretor geral da TV Aparecida, padre Josafá Moraes, o evento é um marco não apenas para a capital nacional da fé, mas para todo o país.
“É a primeira vez que um debate como esse acontece fora dos grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, enfim, e com ele, queremos representar e mostrar a todos a força dos interiores do Brasil. Para a TV Aparecida é uma imensa alegria poder sediar esse evento tão importante, em parceria com todas as mídias católicas, onde juntos, somando nossas forças, podemos alcançar mais de 90% dos lares brasileiros. Os telespectadores, ao acompanhar e conhecer melhor os candidatos, poderão votar de maneira ainda mais consciente”, conclui padre Josafá Moraes, C.Ss.R.
Rede Aparecida - A TV Aparecida está entre as 14 maiores emissoras de televisão do Brasil, segundo a ANATEL. Seu sinal está disponível para todo o país pela antena parabólica. Pelo canal aberto, pode ser sintonizada em 18 estados, 16 capitais e mais de 240 municípios, cobrindo cerca de 70 milhões de pessoas. Está disponível nas principais capitais do Brasil pelo sinal digital e nas TVs por assinatura.

Nossa Senhora das Dores, nos aponta para uma Nova Vida

Nossa Senhora das Dores“Quero ficar junto à cruz, velar contigo a Jesus e o teu pranto enxugar!”
Assim, a Igreja reza a Maria neste dia, pois celebramos sua compaixão, piedade; suas sete dores cujo ponto mais alto se deu no momento da crucifixão de Jesus. Esta devoção deve-se muito à missão dos Servitas – religiosos da Companhia de Maria Dolorosa – e sua entrada na Liturgia aconteceu pelo Papa Bento XIII.
A devoção a Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.
Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.
Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

domingo, 14 de setembro de 2014

A cruz é o sinal do amor de Deus por nós

A cruz é o sinal do amor de Deus por nós, por isso nós hoje exaltamos a cruz bendita de Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual está a nossa libertação, está a nossa cura, a nossa salvação, a nossa restauração.
Ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, e toda língua proclame: ‘Jesus Cristo é o Senhor’ — para a glória de Deus Pai” (Filipenses 2,10-11).
Neste domingo, nós queremos celebrar a Exaltação da Santa Cruz. Quando exaltamos a cruz do Senhor, nós não exaltamos a cruz pela cruz, pelo contrário, a cruz em si é um sinal de maldição. O livro do Deuteronômio nos diz que: “Maldito seja todo aquele que for pregado no madeiro” (Dt 21,23).
Mas por que Nosso Senhor, o Bendito entre todos, foi pregado na cruz sagrada? A cruz se tornou verdadeiramente sagrada, porque o Senhor se consagrou com Seu sangue, vertendo naquela cruz a salvação de todos nós. Então, a maldição se tornou bênção, o maldito se tornou bendito!
Por isso nós hoje proclamamos, exaltamos e louvamos Aquele que foi pregado na cruz para a nossa salvação: Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Nós ouvimos na segunda leitura da Missa de hoje, na Carta de Paulo aos Filipenses, que Jesus Cristo se humilhou, fazendo-se obediente até a morte e morte de cruz. Foi por isso que o Pai O exaltou sobremaneira e deu a Ele o nome que está acima de todo nome.
A humilhação de Jesus Cristo, na suprema obediência, produz salvação, libertação, cura e restauração e, por isso, nós não tememos ao anunciar e pregar Jesus Cristo Crucificado. A linguagem da cruz pode parecer loucura para alguns, um escândalo para outros, mas, para nós, é o supremo poder de Deus!
Nós hoje exaltamos a cruz bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, nós olhamos para o Crucificado e n’Ele está a nossa libertação, está a nossa cura, a nossa salvação, a nossa restauração.
Digo mais a você: não tenha receio, não tenha medo de ter em sua casa, no seu carro, por onde você andar, o crucifixo bento, exorcizado. Ele não é para nós qualquer coisa de invocação ou de sortilégio; não é nada disso! Para nós, é memorial, é a lembrança, é um sacramental daquele Deus que morreu na cruz por mim e por você.
Eu fico triste quando vou à casa de um cristão e encontro flores, encontro quadro deste ou daquele artista, mas não encontro o Cristo Crucificado. Você pode dizer: “Padre, Ele não está morto na cruz!”, sim, isso é verdade, Ele ressuscitou e está vivo para a glória de Deus, mas o sacríficio d’Ele na cruz jamais pode ser apagado de nossa mente, de nossas memórias e do nosso coração.
Deus abençoe você!

Exaltação da Santa Cruz, fonte de santidade e símbolo da vitória de Jesus

Exaltação da Santa CruzNos reunimos com todos os santos, neste dia, para exaltar a Santa Cruz, que é fonte de santidade e símbolo revelador da vitória de Jesus sobre o pecado, a morte e o demônio; também na Cruz encontramos o maior sinal do amor de Deus, por isso : “Nós, porém, pregamos um Messias crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os pagãos ” (I Cor 1,23).
Esta festividade está ligada à dedicação de duas importantes basílicas construídas em Jerusalém por ordem de Constantino, filho de Santa Helena. Uma, construída sobre o Monte do Gólgota e outra, no lugar em que Cristo Jesus foi sepultado e ressuscitado pelo poder de Deus. A dedicação destas duas basílicas remonta ao ano 335, quando a Santa Cruz foi exaltada ou apresentada aos fiéis. Encontrada por Santa Helena, foi roubada pelos persas e resgatada pelo imperador Heráclio.
Graças a Deus a Cruz está guardada na tradição e no coração de cada verdadeiro cristão, por isso neste dia, a Igreja nos convida a rezarmos: “Do Rei avança o estandarte, fulge o mistério da Cruz, onde por nós suspenso o autor da vida, Jesus. Do lado morto de Cristo, ao golpe que lhe vibravam, para lavar meu pecado o sangue e a água jorravam. Árvore esplêndida bela de rubra púrpura ornada dos santos membros tocar digna só tu foste achada”. “Viva Jesus! Viva a Santa Cruz!”
Santa Cruz, sede a nossa salvação!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Natividade de Nossa Senhora, celebramos o nascimento da Mãe de Jesus

Natividade de Nossa SenhoraHoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta “casa”, que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.
Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.
De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.
Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.
Nossa Senhora, rogai por nós!

sábado, 6 de setembro de 2014

Por que batizar uma criança?

“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, como também todos os de tua casa”
O batismo é um sinal visível da realidade oculta da salvação, de acordo com o Catecismo da Igreja Católica, número 774. A Igreja ensina isso a respeito de todos os sacramentos; nesse caso, o sacramento se mostra visível pelo sinal da água, que é derramada sobre a criatura. Por meio dessa graça, a pessoa se torna filho ou filha de Deus.
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No início da Igreja, os apóstolos obedeceram ao mandato do Senhor: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). No livro dos Atos dos Apóstolos, vemos que os apóstolos foram testemunhas do principal evento da humanidade: a Morte de Jesus por amor à humanidade e Sua Ressurreição.
Os apóstolos anunciavam o Cristo, e aqueles que aderiam a Ele eram batizados. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16,16). Quando Pedro anunciou Jesus para a família de Cornélio, este e toda sua família foram batizados. Ora, será que só havia adultos na família? Quando o carcereiro fez uma experiência de Deus, o que Paulo disse a ele?“Crê no Senhor Jesus e serás salvo, como também todos os de tua casa”; depois, completou o autor dos Atos dos Apóstolos: “E, imediatamente, foi batizado, junto com todos os seus familiares (cf. Atos 16,31-33). Será que as crianças não faziam parte da família?
Jesus sempre quis bem às crianças. “Trouxeram-lhe também criancinhas, para que ele as tocasse. Vendo isso, os discípulos as repreendiam. Jesus, porém, chamou-as e disse: ‘Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas. Em verdade vos declaro: quem não receber o Reino de Deus como uma criancinha, nele não entrará’” (Lc 18, 15-17).
Podemos constatar que há batismo de crianças no tempo da Igreja primitiva, pois Jesus quer bem a elas. Se ganho algo bom, quero partilhar com os meus. Os adultos fizeram uma experiência com Jesus Salvador e foram batizados e conquistaram esse sacramento também para os seus filhos.
Em nossa Igreja, os sacramentos da iniciação são: batismo, Eucaristia e crisma, sendo o primeiro a porta de entrada para os demais. Após o batismo, os pais e padrinhos se tornam os principais evangelizadores e catequistas dos neobatizados, vão ensiná-los sobre a fé e proporcionar-lhes experiências de oração. O padrinho deve ser presente e dar testemunho de fé em Jesus Cristo, esse é o maior presente que pode e deve dar ao seu afilhado.
O batismo, além da graça da filiação divina, concede o perdão dos pecados. A criança possui pecado? Sim, ela possui o pecado original, que significa o mal cometido por Adão e Eva. Eles foram chamados à santidade original – todos os homens foram e são chamados à santidade em Adão e Eva. Uma vez que os primeiros pais pecaram pela desobediência, a santidade original foi ferida. O apóstolo São Paulo confirmou isso quando disse: “Assim como, pelo pecado de um só, veio para todos os homens a condenação…” Mas como uma criancinha pode ter pecado?
O pecado não foi cometido e sim transmitido. O Catecismo da Igreja Católica ainda ensina “é um pecado «contraído» e não «cometido» um estado, não um ato.” (n. 404), e a consequência dele é a morte da alma. Por essa razão, a Igreja confere o batismo às crianças. Que desgraça foi o pecado original! No entanto, o mesmo São Paulo continuou: “Assim também, pela obra de justiça de um só [Cristo], virá para todos a justificação que dá a vida” (Rm 5,18). Jesus Cristo concede a graça da santidade original graças à Sua Páscoa e todo aquele que O acolhe e é batizado e salvo (cf. Mc 16,16).
Enfim, o batismo é um sacramento, uma graça sobrenatural. Já ouvi testemunhos em que os pais disseram que a criança havia melhorado após o batismo ou que nasceu com problemas e tiveram de batizá-la ali mesmo no hospital, às pressas, e ela saiu de lá sadia. Não é superstição. O batismo é um sinal visível de uma graça invisível, pode e é recomendado pela Igreja, insere a pessoa na linda família cristã, perdoa o pecado original e devolve a santidade original, a qual, a partir daí, deve ser ajudada com os pais, padrinhos e pela comunidade de fé.

Padre Marcio

Não terceirize a educação dos seus filhos

Não basta matricular os filhos em atividades, abdicando de obrigações que são de inteira responsabilidade dos pais.
Uma música do padre Zezinho nos diz que nenhuma família deve começar de repente, nem terminar por falta de amor e que os filhos conheçam a força do amor. Este refrão serve também para a educação dos filhos, pois muitos pais confundem a responsabilidade e importância da aprendizagem cognitiva, ou seja, focar suas forças para contribuir com o desenvolvimento mental e moral das crianças. Para isso investem em viagens, pesquisas na internet, leitura de livros e explicações dos conceitos do mundo. É claro que tudo isso é importante e ajuda no sucesso das carreiras profissionais de todos. Mas a pergunta que não quer calar é: será só isso o papel dos pais?
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Muitos pensam que sim e acabam terceirizando essa incumbência para a escola, a babá e os professores particulares. Outra forma de fazer isso é colocar os filhos em várias atividades, como vôlei, natação, futebol, balé, inglês, entre outros, pensando que estão dando o melhor para eles e preparando-os para competirem na vida.
Não basta matricular os filhos nessas atividades, abdicando de obrigações que são de inteira responsabilidade dos pais. A formação principal deve acontecer no seio da família, com repasse de valores e condutas aceitáveis nos modelos cristãos. Esta atitude não pode ser terceirizada sem consequências danosas.
Muitos pais chegam muito cansados em casa e preferem deixar os filhos diante da TV ou nos joguinhos para que possam assistir aos seus programas favoritos sem ser incomodados. Cuidado: ao fazer isso você deixará que estes meios formem seus filhos e, com certeza, você não vai gostar depois dos resultados disso. E então não adianta chorar pelo leite derramado quando for chamado na escola por causa do mau comportamento dele ou na polícia porque ele roubou ou matou alguém.
Nessas horas a pergunta que surge é: “Como isto pôde acontecer se me matei de trabalhar para dar o melhor a meu filho!? Coloquei-o em tudo que estava ao meu alcance. Como? Como? Como?”. Para responder a esta pergunta tente lembrar quantas vezes você se sentou para conversar com seu filho e saber dos seus sentimentos, quem eram os seus colegas, quais os comportamentos inadequados que precisavam ser alinhados, porque quem ama educa. Quantas vezes você dedicou seu tempo para rezar com o seu filho, ler a Bíblia com ele e ensinar-lhe princípios de coletividade, respeito, partilha e espiritualidade? Ou este tempo foi gasto explicando a ele quais são as profissões mais promissoras e as melhores formas de ganhar na bolsa de valores? Quantas vezes você gastou horas no shopping comprando presentes para compensar a sua ausência em vez de fazer brinquedos caseiros? Ou simplesmente para dizer a ele o quanto você o ama.
O cuidado na instrução dos filhos é fundamental porque se você não o instruir para o bem, com certeza alguém o instruirá para o mal. Essa é uma escolha diária que fazemos na vida de nossos filhos para decidir quem vai ser o seu mentor: a família ou mundo.
Outra questão importante, além da terceirização da educação, é a terceirização do afeto, que acontece com pais que trabalham muito e não têm tempo para demonstrar amor aos filhos.Lembrem que tempo para filhos não tem a ver com a quantidade, mas com a qualidade deste. Quando estiver com seu filho fique 100% com ele, esqueça o trabalho que está atrasado, o telefone que chama, o WhatsApp que toca. Este tempo é de vocês.
Não existe fórmula pronta de sucesso para esse relacionamento, mas em todos eles há alguns itens que são fundamentais: amor, atenção e respeito. Bem como colocar limites e não fazer todas as vontades dos filhos e ensinar-lhes que o mundo não vai estar aí para dar tudo o que eles querem.
Exerçam a autoridade de pais com seus filhos, todos podem ajudar, mas a última palavra deve ser do casal, pois quando os problemas surgirem a responsabilidade vai ser de vocês, que vão ter que arcar juntos com eles [filhos] o seu fracasso.
Lembrem que nossos filhos não são nossos, Deus no-los deu para cuidarmos deles, para isso Ele nos deu autoridade espiritual sobre eles. Vamos exercê-la com sabedoria e amor e tudo o mais nos será acrescentado.

Ângela Abdo
Fonte: http://formacao.cancaonova.com/familia/educacao-de-filhos/nao-terceirize-a-educacao-dos-seus-filhos/

As intenções de oração do Santo Padre para setembro

2014-09-04 Rádio Vaticana
 Cidade do Vaticano (RV) – Foram divulgadas nesta quinta-feira as intenções de oração do Santo Padre para o mês de setembro:
A intenção universal é: “Para que os portadores de deficiência mental recebam o amor e a ajuda que necessitam para levar uma vida digna”.
Para a evangelização: “Para que os cristãos, inspirados pela Palavra de Deus, se empenhem no serviço aos pobres e aos sofredores”. (JE)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Beata Teresa de Calcutá, dedicava sua vida aos mais pobres

Beata Teresa de Calcutá“Qualquer ato de amor, por menor que seja, é um trabalho pela paz.”Mais do que falar e escrever, Madre Teresa vivenciou este seu pensamento.
Nascida a 27 de agosto de 1910 em Skoplje (Albânia), foi batizada um dia depois de nascer. A sua família pertencia à minoria albanesa que vivia no sul da antiga Iugoslávia. Seu verdadeiro nome era Agnes Gonxha Bojaxhiu.
Pouco se sabe da sua infância, adolescência e juventude, porque Madre Teresa não gostava de falar de si própria. Aos dezoito anos, surge-lhe o pensamento da consagração total a Deus na vida religiosa. Obtido o consentimento dos pais, e por indicação do sacerdote que a orientava, entrou, no dia 29 de setembro de 1928, para a Casa Mãe das Irmãs de Nossa Senhora de Loreto, situada na Irlanda.
O seu sonho, no entanto, era a Índia, o trabalho missionário junto aos pobres. Cientes disso, suas superioras a enviaram para fazer o Noviciado já no campo do apostolado. Agnes então partiu para a Índia e, no dia 24 de maio de 1931, faz a profissão religiosa tomando o nome de Teresa. Houve na escolha deste nome uma intenção, como ela própria diz: a de se parecer com Teresa de Jesus, a humilde carmelita de Lisieux.
Foi transferida para Calcutá, onde seguiu a carreira docente e, embora cercada de meninas filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saía às ruas: os bairros pobres da cidade cheios de crianças, mulheres e idosos cercados pela miséria, pela fome e por inúmeras doenças.
No dia 10 de setembro de 1946, dia em que ficou marcado na história das Missionárias da Caridade (congregação fundada por Madre Teresa) como o “Dia da Inspiração”, Irmã Teresa, durante uma viagem de trem ao noviciado do Himalaia, depara-se com um irmão pobre de rua que lhe diz: “Tenho sede!”. A partir disso, ela tem a clareza de sua missão: dedicar toda sua vida aos mais pobres dos pobres.
Após um tempo de discernimento com o auxílio do Arcebispo de Calcutá e de sua Madre Superiora, Irmã Teresa sai de sua antiga congregação para dar início ao trabalho missionário pelas ruas de Calcutá. Começa por reunir um grupo de cinco crianças, num bairro pobre, a quem começou a dar escola. Pouco a pouco, o grupo foi crescendo. Dez dias depois, eram cerca de cinquenta crianças.
Os inícios foram muito duros, mas Deus ia abençoando a obra da Irmã Teresa e as vocações começaram a surgir, precisamente entre as suas antigas alunas. Em 1949, Madre Teresa começa a escrever as constituições das Missionárias da Caridade e a 7 de outubro de 1950 a congregação fundada por Madre Teresa é aprovada pela Santa Sé expandindo-se por toda a Índia e pelo mundo inteiro.
No ano de 1979 recebe o Prêmio Nobel da Paz. Neste mesmo ano, o Papa João Paulo II a recebe em audiência privada e torna Madre Teresa sua melhor “embaixadora” em todas as Nações, Fóruns e Assembléias de todo o mundo.
Com saúde debilitada e após uma vida inteira de amor e doação (vida esta reconhecida por líderes de outras religiões, presidentes, universidades e até mesmo por países submetidos ao marxismo), Madre Teresa foi encontrar-se com o Dono e Senhor de sua vida a 5 de setembro de 1997. Seu velório arrastou milhares de pessoas durante vários dias.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 19 de outubro de 2003, Dia Missionário Mundial.
Beata Teresa de Calcutá, rogai por nós!
Fonte: http://santo.cancaonova.com/

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