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sábado, 8 de março de 2014

São Paulo era machista? Não, respeita o moço!

Desculpem só agora postar algo sobre as mulheres, que aliás, parabéns pelo seu dia.

Aproveitando a deixa encontrei esse artigo no o Catequista, tudo por causa de um ateu no meu face que postou a passagem da imagem abaixo. Ótima leitura...


Os neo-ateus se acham muito sabidos. Eles não se veem assim porque são estudiosos incansáveis, gente de mente aberta… não! Eles julgam que o desprezo pelas crenças religiosas os faz automaticamente mais inteligentes; estão convictos de que meter o pau no cristianismo é demonstração de QI alto. É esse raciocínio que os leva a produzir e compartilhar nas redes sociais imagens bobalhonas como essa:

biblia_machista

Não vale a pena discutir com os neo-ateus no Facebook. Vamos explicar a questão com o propósito somente de ajudar os cristãos a entender e amar ainda mais a fé que herdaram dos santos Apóstolos. Hoje, não vamos falar de modo amplo sobre o honradíssimo e destacado papel da mulher na Bíblia, porque o post ficaria enorme. Por hora, focaremos somente nas duas citadas passagens das cartas a Timóteo e aos Coríntios.

A orientação de São Paulo de que as mulheres devem ficar caladas na igreja deve ser relativizada. Quem diz isso é ninguém mais, ninguém menos do que Bento XVI (veja aqui o discurso na íntegra). Essa passagem bíblica se refere a uma situação específica e localizada, e não tem nem nunca teve o peso de uma regra evangélica universal.

No cenário cultural daquele tempo e lugar, o Apóstolo dos Gentios viu a necessidade de dar aquela orientação à comunidade de Corinto. Mas a Igreja jamais interpretou isso como um mandamento que devesse ser aplicado em todos os tempos e lugares. A prova disso é que nossas igrejas estão repletas de mulheres catequistas – e nós falamos pelos cotovelos – além de coordenadoras de pastorais, grupos de espiritualidade e movimentos.

Em um discurso em 2007, falando sobre “As mulheres a serviço do Evangelho”, o nosso Papitcho alemão nota que São Paulo admite como algo normal que a mulher possa “profetizar” para a comunidade cristã, ou seja, falar publicamente sob a ação do Espírito Santo. Acaso o santo se contradisse? Óbvio que não!

Bento XVI também lembra que São Paulo dá a maior moral para Prisca (ou Priscila), esposa de Áquila. Em duas passagens, o nome dela é citado antes do marido, o que é bastante surpreendente e incomum para a época. São Paulo dizia que ambos eram seus “colaboradores em Jesus Cristo” (Rom 16, 3).

Na mesma carta em que cita Priscila, no melhor estilo “Zina do Curíntia”, São Paulo manda uns salves a pessoas importantes da comunidade. E se refere com apreço tanto a homens quanto a mulheres:

1. Recomendo-vos a nossa irmã Febe, diaconisa da Igreja de Cêncreas. 2. Recebei-a no Senhor, como convém a cristãos. Dai-lhe toda a ajuda de que precisar, pois ela tem ajudado muita gente e a mim também.

6. Saudações a Maria, que trabalhou muito por vós.

12. Saudai Trifena e Trifosa, que trabalharam pelo Senhor.

13. Saudai Rufo, o eleito do Senhor, e sua mãe, que é minha também.

15. Saudai Filólogo e Júlia, Nereu e sua irmã

(Romanos 16)

Na Carta aos Filipenses, São Paulo se refere a duas mulheres, Evódia e Síntique, como pessoas que lhe “ajudaram na luta pelo Evangelho”, e cujos nomes “estão no livro da vida” (Fil 4,2-3). Como bem observou Bento XVI, ele “deixa entender que as duas mulheres tinham uma função importante no interior daquela comunidade”.

catarina_de_siena

Assim como a citada passagem da Carta aos Coríntios (1 Cor 14, 34) deve ser relativizada, o mesmo pode se aplicar aos versículos da Carta a Timóteo (1 Tim 2, 11-12). A proibição de que as mulheres ensinassem os homens era justa somente em relação ao momento de instrução da comunidade daquela época e lugar. Não se trata de uma regra evangélica essencial e eterna.

Na comunidade primitiva havia já um amplo espaço de participação das mulheres, porém, isso deveria acontecer de modo prudente, sem passar por cima dos costumes. Para os homens da época, era muito vergonhoso que sua esposa lhe desse “lições” em público. Então, era preciso evitar os escândalos que prejudicassem a compreensão da mensagem cristã.

Porém, o entendimento universal da Igreja é que as mulheres podem, sim, ensinar os homens sobre as questões da fé. Do contrário, seria impossível que elas ganhassem o título de “doutoras da Igreja”, como é o caso de Santa Catarina de Sena. Esta, aliás, ensinou até mesmo a um Papa – não é demais dizer que Gregório XI era seu discípulo (lembrando que isso se deu na Idade Média).

São Paulo parte do princípio fundamental de que entre os batizados não só “não há judeu nem grego, não há escravo nem livre”, e também “não há homem nem mulher“. Ou seja, as pessoas têm igual dignidade, seja qual for o seu sexo, etnia ou condição social, pois “todos somos um só em Cristo Jesus” (Gl 3, 28). Depois dessa, uma pessoa intelectualmente honesta pode insistir na lorota de que São Paulo era machista? 

A questão central é: como pode ser machista uma Bíblia que prega que, na comunhão cristã, não há diferença entre homem e mulher? Só poderemos afirmar que a Bíblia é machista se cremos na ideia ilógica segundo a qual homem e mulher devem ser necessariamente iguais em suas funções na família, na igreja e na sociedade.

São Paulo ensina que, embora possuam igual dignidade, as pessoas têm diferentes papéis. Isso varia não só de acordo com o seu sexo, mas também conforme os dons que recebe de Deus. Afinal, nem todos são apóstolos, nem todos são profetas, nem todos realizam milagres (1 Cor 12, 27-30). Cada um no seu quadrado!

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