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terça-feira, 11 de março de 2014

As palavras de Francisco em discursos e homilias

Em quase 160 discursos e mais de 200 homilias, Papa Francisco usou linguagem simples para abordar temas essenciais
Jéssica Marçal
Da Redação CN
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Foto: Canção Nova
Em um ano de pontificado, várias foram as mensagens de fé deixadas pelo Papa Francisco em seus quase 160 discursos e mais de 200 homilias. Em destaque, temas como a paz, o diálogo inter-religioso, a situação dos refugiados, dos pobres, a transmissão da fé. Foram falas revestidas por aquilo que Francisco vem enfatizando desde que foi eleito Bispo de Roma: a cultura do encontro.
Em meio a tantas reflexões, algumas se destacaram pela ênfase dada pelo Santo Padre. Quem não se lembra da homilia marcante de Francisco, na visita a Lampedusa, em julho do ano passado? A ilha italiana recebe contínuos desembarques de migrantes, sobretudo provenientes da África, e sofre com naufrágios e consequentes mortes. Na ocasião, o Papa fez uma dura crítica ao que chamou de “globalização da indiferença”:
“A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, nos torna insensíveis ao grito dos outros, nos faz viver em bolhas de sabão, que são belas, mas são nada, são apenas uma ilusão de futilidade, do provisório, que leva à indiferença para com os outros, leva até mesmo à globalização da indiferença” (acesse íntegra da homilia)
Dificuldades sociais
Francisco também apresentou palavras enfáticas em seu discurso no Centro de Refugiados Astalli, em Roma.  Ele lamentou a situação de tantos refugiados que, ao buscarem um futuro melhor, acabam se deparando com situações de vida degradantes.
Já na visita a Cagliari, em 22 de setembro, o Papa mostrou sua preocupação com as dificuldades sociais, em especial a falta de trabalho.
“Onde não há trabalho, falta a dignidade! E este não é um problema unicamente da Sardenha (…), mas é a consequência de uma escolha mundial, de um sistema econômico que leva a esta tragédia; de um sistema econômico que tem no centro um ídolo, que se chama dinheiro”, disse o Papa em seu discurso no encontro com trabalhadores.
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Papa saúda população de Cagliari, na região italiana de Sardenha. Foto: Canção Nova Roma
Em homilia, nesta mesma cidade italiana, o Santo Padre recorreu à imagem figurada do olhar de Maria para mostrar como os fiéis devem olhar para seu irmão e saber acolhê-lo em suas necessidades.
“Olhemo-nos de modo mais fraterno! Maria nos ensina a ter aquele olhar que busca acolher, acompanhar e proteger. Aprendamos a olhar-nos uns aos outros sob o olhar materno de Maria!” (acesse íntegra da homilia)
Na visita a Assis, em outubro, a atenção com os pobres e um apelo para que o homem se livre do mundanismo, que leva à vaidade, ao orgulho, à arrogância. “Mundanismo espiritual mata! Ele mata a alma! Mata a pessoa! Mata a Igreja” (acesse íntegra do discurso)
Transmissão da fé
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Na festa do Batismo do Senhor, Francisco enfatizou que pais e padrinhos devem transmitirem a fé às crianças / Foto: Arquivo-Reprodução CTV
Às vezes, o Papa fala muito em poucas palavras. Em janeiro deste ano, na Festa do Batismo do Senhor, Francisco fez uma homilia breve, mas deixou uma mensagem profunda sobre a importância do batismo. Em uma única frase, ele resumiu sua mensagem aos pais e padrinhos presentes na celebração:
“Eu gostaria de dizer-vos somente isso: vocês são aqueles que transmitem a fé; vocês têm o dever de transmitir a fé a estas crianças. É a mais bela herança que vocês deixarão para elas: a fé! Somente isto.” (acesse a íntegra da homilia)
Dom da unidade
Reunido pela primeira vez com o corpo diplomático creditado junto à Santa Sé, em março de 2013, Francisco falou da pessoa do Papa como o homem que constrói pontes – “o Pontífice”.
“Desejo precisamente que o diálogo entre nós ajude a construir pontes entre todos os homens, de tal modo que cada um possa encontrar no outro não um inimigo nem um concorrente, mas um irmão que se deve acolher e abraçar” (acesse a íntegra do discurso)
Ainda falando aos embaixadores, Francisco utilizou o tradicional encontro de início de ano, em 2014, com o corpo diplomático para destacar a preocupação com a violência e exortar, mais uma vez, à cultura do encontro. (acesse a íntegra do discurso)

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