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sexta-feira, 14 de março de 2014

Anjos, companheiros no dia a dia

Padre Pio tinha uma devoção muito especial, delicada e respeitosa pelo Anjo da Guarda. Seu “pequeno companheiro de infância, o bom anjinho”, sempre o ajudou. Foi o amigo obediente, fiel e pontual, que, como grande mestre de santidade, exerceu sobre ele um estímulo contínuo para progredir no exercício de todas as virtudes.

Sua ação assídua e discreta foi de guia, conselho e amparo. Se, por artes do demônio, algumas cartas de seu confessor chegavam até o padre manchadas de tinta, ele sabia com torná-las legíveis, porque “o anjinho lhe sugerira que, quando a carta chegasse, a aspergisse com água benta antes de abri-la” (cf. Epistolário, I, p. 321).

Quando recebia uma carta escrita em francês, era o anjo da guarda quem lhe servia de tradutor: “Se a missão de nosso anjo da guarda é grande, a do meu é ainda maior, já que deve fazer também o papel de mestre e me ensinar outras línguas”.



Confira na Canção Nova:
:: A importância do anjo da guarda em nossa vida
:: Conheça mais sobre o Anjo da Guarda



Valia-se do auxílio do anjo para difundir seu apostolado mariano: “Gostaria de ter uma voz muito alta para convidar os pecadores de todo o mundo a amar Nossa Senhora. Mas, como isso não está em meu poder, orei e continuarei a orar ao meu anjinho para que fizesse isso por mim”.

O anjo da guarda era o amigo íntimo que, de manhã, depois de acordá-lo, louvava ao Senhor junto com ele:

“Quando a noite chega, ao fechar os olhos, vejo o véu cair e abrir-se diante de mim o Paraíso. Assim, embalado por essa visão, durmo com um sorriso de doce beatitude nos lábios e com uma perfeita calma na fronte, esperando que o pequeno companheiro de minha infância venha despertar-me para que, juntos, possamos elevar os louvores matutinos ao Escolhido de nosso coração.”


Nas investidas infernais, era o anjo da guarda, seu amigo invisível, que aliviava seus sofrimentos: “O companheiro de minha infância procura atenuar as dores que aqueles apóstatas impuros me infligem, acalentando-me o espírito de esperança”.

Quando o anjo demorava a intervir, Padre Pio, confidencialmente, sabia dirigir-lhe uma reprovação áspera e fraterna: 

“Nem imaginam como aqueles infelizes têm me machucado! Algumas vezes, tenho a impressão de que vou morrer. Sábado, pareceu que queriam acabar comigo. Não sabia nem qual santo invocar. Volto-me para meu anjo. Depois de esperar algum tempo, ei-lo, enfim, a voar ao meu redor e, com sua voz angelical, cantar hinos à Divina Majestade. Então, eu o repreendi duramente por ter demorado tanto, enquanto eu não me esquecera de o chamar em meu socorro. Para castigá-lo, recusei-me a olhar seu rosto, queria afastar-me dele, queria evitá-lo, mas ele, coitadinho, alcançou-me quase chorando, até que, elevando o olhar, vi seu rosto e o encontrei todo desgosto. 'Estou sempre perto de você', ele disse, 'nunca o abandono, esta minha afeição por você não terminará nem mesmo com a vida'”.

Padre Pio reconheceu e apreciou a função de mensageiro do amigo invisível. “Se precisarem”, dizia a seus filhos espirituais, “enviem-me o seu anjo da guarda”. Durante várias horas, de dia ou de noite, ocupava-se em ouvir as mensagens de seus filhos que tantas criaturas angelicais, obedientes, lhe traziam.

Texto transcrito do livro: 'Anjos, companheiros no dia a dia' 

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