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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cantar pelada, só no chuveiro – um testemunho de fé

julieta_musical
Tem dado o que falar a inusitada atitude de Maria Luce Gamboni, uma bela cantora de 18 anos. A jovem italiana foi selecionada para o papel principal em um grande musical: “Romeo & Giulietta – Ama e cambia il mondo”. Ela encarnaria Julieta, mas saiu fora assim que soube que, mais do que uma bela voz, teria que mostrar seus paranauê ao público.
O episódio ocorreu na semana passada. Não havia nada no contrato que indicasse cenas de nudez. Porém, dez dias antes da estreia, o diretor disse que a cena de amor entre Romeu e Julieta deveria ser o mais realista possível. Ao saber que teria que fazer isso com uma camisola muito transparente, Maria Luce pediu que ao menos pudesse usar uma roupa íntima por baixo, mas não houve concessões. Ela não topou e teve que abandonar o espetáculo.
“Queria dirigir-me aos meus colegas e às mulheres, porque me senti um objeto nas mãos daqueles que queriam usar a mim e à minha feminilidade para o seu próprio êxito. Eu perdi porque não consegui o que pedia, mas ganhei porque, acima do dinheiro e dos meus sonhos, preferi o meu pudor”. (Maria Luce Gamboni)
- Fonte: Infovaticana (tradução nossa)
maria_luce
Maria Luce Gamboni
Uiiiiiii… Essa foi bem no saco dos diretores tarados! Muitos senhores poderosos do showbiz não podem ver uma moça bonita e sonhadora, que logo se aproveitam de sua imaturidade para convencê-la de que só alcançará sucesso jogando sua dignidade aos porcos. E não são poucas as tolinhas que se deixam enredar.
A grande maioria das cenas de nudez em peças de teatro e filmes são sexualmente apelativas ou desnecessárias. E Maria Luce, sozinha, se negou a entrar nesse forte esquema. O musical poderia levá-la a assegurar sua carreira e viabilizar o seu sustento por meio da música. Mas ela não se dispôs a trair seus valores em nome disso.
A jovem é católica, atua como voluntária em um hospital e frequenta a sua paróquia.
“Aceitar usar aquela roupa significaria negar os princípios em que creio, fortemente radicados na minha consciência de católica e de mulher.”
“Não tenhamos medo de impor nossas próprias ideias, pensar sempre com a própria cabeça e não se deixar levar. Em suma, ser capaz de saber renunciar à oportunidade, quando se entende que a experiência não é adequada, justa em si mesma.” (Maria Luce Gamboni)
- Fonte: Infovaticana (tradução nossa)
Ela está pondo em prática o que o Papa Francisco pediu aos jovens: ter coragem de ir contra a corrente. Ter fé em Jesus é dar crédito à Sua promessa de que, seguindo-O, teremos o cêntuplo ainda nessa vida, e depois a vida eterna. Sendo fiéis a Ele NÃO PERDEMOS NADA. Aos olhos do mundo, em um primeiro instante, parece que perdemos. Mas Cristo não mente!!!
“Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Sim, jovens; ouvistes bem: ir contra a corrente. Isto fortalece o coração, já que ir contra a corrente requer coragem e Ele dá-nos esta coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira…”
- Papa Francisco, homilia em 28/04/2013
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Maria Schneider
É interessante fazer um paralelo com a história de outra Maria, a atriz francesa Maria Schneider. Aos 19 anos, ela não teve forças para seguir seu coração e repelir as propostas “artísticas” do diretor Bernardo Bertolucci. E por isso se arrependeu amargamente, até o último dia de sua vida: “Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito não”.
Ao lado de Marlon Brando, Maria Schneider foi protagonista do famoso “O Último Tango em Paris” (1972), que causou escândalo na época por, nas cenas de sexo, ter ultrapassado os limites até então aplicados nos filmes do chamado “cinema de arte”. Em uma entrevista ao jornal britânico “Telegraph”, a atriz contou que as cenas mais punk não estavam previstas no script.
“Ninguém pode forçar alguém a fazer algo que não está no script. Mas eu não sabia isso. Eu era muito jovem. Então, eu fiz a cena e chorei. Minhas lágrimas em cena eram verdadeiras” – revelou. Após todas as manipulações e humilhações que sofreu durante as filmagens de “O Último Tango…”, ela nunca mais foi a mesma. Sua vida foi marcada por escândalos, dependência de drogas e uma tentativa de suicídio.
Mas o que isso tem a ver conosco? Shófens, fiquem espertos: desde os seus primeiros estágios ou empregos, é bem possível que sejam pressionados a cumprir tarefas ou a adotar posturas que contrariam os ensinamentos da Igreja. A maioria vende a alma, justificando que, de outro modo, ficará sem emprego.
Pensa, gente! Quem nos dá o sustento? Quem é Aquele que sabe quantos fios de cabelo têm na nossa cabeça? Quem é Aquele que garantiu que nada faltará a quem busca, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça? Acaso o teu deus é o teu patrão? O teu deus é o dinheiro?
Que a Virgem Maria cubra o mundo com seu manto, para que o exemplo de Maria Luce se reproduza na Igreja em larga escala. Mais do que um entusiasmante testemunho de pudor, ela deu um testemunho de FÉ.
“Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa da Boa Notícia, vai salvá-la.”
- Marcos 8,35
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