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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Cantar pelada, só no chuveiro – um testemunho de fé

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Tem dado o que falar a inusitada atitude de Maria Luce Gamboni, uma bela cantora de 18 anos. A jovem italiana foi selecionada para o papel principal em um grande musical: “Romeo & Giulietta – Ama e cambia il mondo”. Ela encarnaria Julieta, mas saiu fora assim que soube que, mais do que uma bela voz, teria que mostrar seus paranauê ao público.
O episódio ocorreu na semana passada. Não havia nada no contrato que indicasse cenas de nudez. Porém, dez dias antes da estreia, o diretor disse que a cena de amor entre Romeu e Julieta deveria ser o mais realista possível. Ao saber que teria que fazer isso com uma camisola muito transparente, Maria Luce pediu que ao menos pudesse usar uma roupa íntima por baixo, mas não houve concessões. Ela não topou e teve que abandonar o espetáculo.
“Queria dirigir-me aos meus colegas e às mulheres, porque me senti um objeto nas mãos daqueles que queriam usar a mim e à minha feminilidade para o seu próprio êxito. Eu perdi porque não consegui o que pedia, mas ganhei porque, acima do dinheiro e dos meus sonhos, preferi o meu pudor”. (Maria Luce Gamboni)
- Fonte: Infovaticana (tradução nossa)
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Maria Luce Gamboni
Uiiiiiii… Essa foi bem no saco dos diretores tarados! Muitos senhores poderosos do showbiz não podem ver uma moça bonita e sonhadora, que logo se aproveitam de sua imaturidade para convencê-la de que só alcançará sucesso jogando sua dignidade aos porcos. E não são poucas as tolinhas que se deixam enredar.
A grande maioria das cenas de nudez em peças de teatro e filmes são sexualmente apelativas ou desnecessárias. E Maria Luce, sozinha, se negou a entrar nesse forte esquema. O musical poderia levá-la a assegurar sua carreira e viabilizar o seu sustento por meio da música. Mas ela não se dispôs a trair seus valores em nome disso.
A jovem é católica, atua como voluntária em um hospital e frequenta a sua paróquia.
“Aceitar usar aquela roupa significaria negar os princípios em que creio, fortemente radicados na minha consciência de católica e de mulher.”
“Não tenhamos medo de impor nossas próprias ideias, pensar sempre com a própria cabeça e não se deixar levar. Em suma, ser capaz de saber renunciar à oportunidade, quando se entende que a experiência não é adequada, justa em si mesma.” (Maria Luce Gamboni)
- Fonte: Infovaticana (tradução nossa)
Ela está pondo em prática o que o Papa Francisco pediu aos jovens: ter coragem de ir contra a corrente. Ter fé em Jesus é dar crédito à Sua promessa de que, seguindo-O, teremos o cêntuplo ainda nessa vida, e depois a vida eterna. Sendo fiéis a Ele NÃO PERDEMOS NADA. Aos olhos do mundo, em um primeiro instante, parece que perdemos. Mas Cristo não mente!!!
“Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Sim, jovens; ouvistes bem: ir contra a corrente. Isto fortalece o coração, já que ir contra a corrente requer coragem e Ele dá-nos esta coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira…”
- Papa Francisco, homilia em 28/04/2013
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Maria Schneider
É interessante fazer um paralelo com a história de outra Maria, a atriz francesa Maria Schneider. Aos 19 anos, ela não teve forças para seguir seu coração e repelir as propostas “artísticas” do diretor Bernardo Bertolucci. E por isso se arrependeu amargamente, até o último dia de sua vida: “Se eu pudesse voltar no tempo, teria dito não”.
Ao lado de Marlon Brando, Maria Schneider foi protagonista do famoso “O Último Tango em Paris” (1972), que causou escândalo na época por, nas cenas de sexo, ter ultrapassado os limites até então aplicados nos filmes do chamado “cinema de arte”. Em uma entrevista ao jornal britânico “Telegraph”, a atriz contou que as cenas mais punk não estavam previstas no script.
“Ninguém pode forçar alguém a fazer algo que não está no script. Mas eu não sabia isso. Eu era muito jovem. Então, eu fiz a cena e chorei. Minhas lágrimas em cena eram verdadeiras” – revelou. Após todas as manipulações e humilhações que sofreu durante as filmagens de “O Último Tango…”, ela nunca mais foi a mesma. Sua vida foi marcada por escândalos, dependência de drogas e uma tentativa de suicídio.
Mas o que isso tem a ver conosco? Shófens, fiquem espertos: desde os seus primeiros estágios ou empregos, é bem possível que sejam pressionados a cumprir tarefas ou a adotar posturas que contrariam os ensinamentos da Igreja. A maioria vende a alma, justificando que, de outro modo, ficará sem emprego.
Pensa, gente! Quem nos dá o sustento? Quem é Aquele que sabe quantos fios de cabelo têm na nossa cabeça? Quem é Aquele que garantiu que nada faltará a quem busca, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça? Acaso o teu deus é o teu patrão? O teu deus é o dinheiro?
Que a Virgem Maria cubra o mundo com seu manto, para que o exemplo de Maria Luce se reproduza na Igreja em larga escala. Mais do que um entusiasmante testemunho de pudor, ela deu um testemunho de FÉ.
“Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa da Boa Notícia, vai salvá-la.”
- Marcos 8,35
- See more at "O Catequista": http://ocatequista.com.br/archives/11205#sthash.ieSmIPw7.dpuf

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

São Simão e São Judas Tadeu

Celebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino.
São Simão:
Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa “zeloso”.
Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia.
Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.
Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos.
Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.
São Judas Tadeu:
Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor:“Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?” (Jo 14,22).
Temos uma epístola de Judas “irmão de Tiago”, que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: “Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente”. Orígenes achava esta epístola “cheia de força e de graça do céu”.
Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia.
Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu.
Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.
São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.
São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Santo Antônio de Sant’Anna Galvão

Conhecido como “o homem da paz e da caridade”, Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu no dia 10 de maio de 1739, na cidade de Guaratinguetá (SP).
Filho de Antônio Galvão, português natural da cidade de Faro em Portugal, e de Isabel Leite de Barros, natural da cidade de Pindamonhangaba, em São Paulo. O ambiente familiar era profundamente religioso. Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política.
O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio, com a idade de 13 anos, à Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas.
Em 1760, ingressou no noviciado da Província Franciscana da Imaculada Conceição, no Convento de São Boaventura do Macacu, na Capitania do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote no dia 11 de julho de 1762, sendo transferido para o Convento de São Francisco em São Paulo.
Em 1774, fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência, hoje Mosteiro da Imaculada Conceição da Luz, das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição.
Cheio do espírito da caridade, não media sacrifícios para aliviar os sofrimentos alheios. Por isso o povo a ele recorria em suas necessidades. A caridade de Frei Galvão brilhou, sobretudo, como fundador do mosteiro da Luz, pelo carinho com que formou as religiosas e pelo que deixou nos estatutos do então recolhimento da Luz. São páginas que tratam da espiritualidade, mas em particular da caridade de como devem ser vivida a vida religiosa e tratadas as pessoas de dentro e de fora do “recolhimento”.
Às 10 horas do dia 23 de dezembro de 1822, no Mosteiro da Luz de São Paulo, havendo recebido todos os sacramentos, adormeceu santamente no Senhor, contando com seus quase 84 anos de idade. Foi sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, e sua sepultura ainda hoje continua sendo visitada pelos fiéis.
Sobre a lápide do sepulcro de Frei Galvão está escrito para eterna memória: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822″.Sob o olhar de sua Rainha, a Virgem Imaculada, sob a luz que ilumina o tabernáculo, repousa o corpo do escravo de Maria e do Sacerdote de Cristo, a continuar, ainda depois da morte, a residir na casa de sua Senhora ao lado de seu Senhor Sacramentado.
Frei Galvão é o religioso cujo coração é de Deus, mas as mãos e os pés são dos irmãos. Toda a sua pessoa era caridade, delicadeza e bondade: testemunhou a doçura de Deus entre os homens. Era o homem da paz, e como encontramos no Registro dos Religiosos Brasileiros: “O seu nome é em São Paulo, mais que em qualquer outro lugar, ouvido com grande confiança e não uma só vez, de lugares remotos, muitas pessoas o vinham procurar nas suas necessidades”.
O dia 25 de outubro, dia oficial do santo, foi estabelecido, na Liturgia, pelo saudoso Papa João Paulo II, na ocasião da beatificação de Frei Galvão em 1998 em Roma. Com a canonização do primeiro santo que nasceu, viveu e morreu no Brasil, a 11 de maio de 2007, o Papa Bento XVI manteve a data de 25 de outubro.
Santo Antônio de Sant’Anna Galvão, rogai por nós!

domingo, 20 de outubro de 2013

Jornada Missionária Mundial

Quando começamos a ser missionários?

A Igreja inteira recebe e comunica ao mundo a mensagem do Papa Francisco para a Jornada Missionária Mundial, que se celebra neste fim de semana. Dentre tantas riquezas das palavra do Papa, colhemos alguns preciosos ensinamentos úteis para a compreensão do mandato missionário, que alcança todos os cristãos (Cf. Mensagem do Papa Francisco).

A fé é um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para O conhecermos e amarmos. Deus nos ama! Mas a fé pede a nossa resposta pessoal, a coragem de nos confiarmos a Deus e vivermos o Seu amor, agradecidos pela Sua infinita misericórdia.

É um dom que não se pode conservar para si mesmo, mas deve ser partilhado; se o quisermos conservar apenas para nós mesmos, tornamo-nos cristãos isolados, estéreis e combalidos. O anúncio do Evangelho é um dever que brota do próprio ser discípulo de Cristo e um compromisso constante que anima toda a vida da Igreja. "O ardor missionário é um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial" (Bento XVI, Exortação Apostólica Verbum Domini, 95).

Toda a comunidade é adulta quando professa a fé, celebra-a com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do próprio recinto para levá-la até as "periferias", sobretudo, a quem ainda não teve a oportunidade de conhecer Cristo. Às vezes, estão relaxados o fervor, a alegria, a coragem, a esperança de anunciar a todos a mensagem de Cristo e ajudar os homens do nosso tempo a encontrá-Lo. 

Assista: Conheça o trabalho dos missionários na Ilha de Marajó 

Por vezes, há ainda quem pense que levar a verdade do Evangelho seja uma violência à liberdade. A propósito, são iluminadoras estas palavras de Paulo VI: "Seria certamente um erro impor qualquer coisa à consciência dos nossos irmãos. Mas propor a essa consciência a verdade evangélica e a salvação em Jesus Cristo, com absoluta clareza e com todo o respeito pelas opções livres que essa consciência fará, é uma homenagem a essa liberdade" (Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi,80).

A Igreja não é uma organização assistencial, uma empresa, uma ONG, mas uma comunidade de pessoas, animadas pela ação do Espírito Santo, que viveram e vivem a maravilha do encontro com Jesus Cristo e desejam partilhar esta experiência de profunda alegria, partilhar a mensagem de salvação que o Senhor nos trouxe. É justamente o Espírito Santo que guia a Igreja neste caminho.

Diante do desafio lançado pelo Santo Padre, nosso país, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2013 e a Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio 2013), faz a sua Campanha Missionária, refletindo sobre “Juventude em Missão”, com o lema tirado do profeta Jeremias: “A quem eu te enviar, irás” (Jr 1,7), que recorda que Deus continua a chamar e a enviar pessoas para anunciar a Boa Notícia de Jesus a todos os povos.

A missão é a principal razão de ser da nossa Igreja e seus missionários e missionárias representam uma grande riqueza. Pela Campanha Missionária, toda a comunidade cristã é convidada a renovar seu compromisso batismal em conformidade ao mandato de Jesus Cristo: “Ide e fazei discípulos todas as nações” (Mt 28,19).

Há algumas contribuições a serem oferecidas ao impulso missionário da Igreja pelos cristãos das diversas idades, estados de vida, classes sociais ou vocações. O ponto de partida é a certeza de que o tesouro da fé é oferecido para ser compartilhado como o mais decisivo talento de nossa existência. Cristão que se preze há de ser militante, empenhado com todas as suas forças para testemunhar o Evangelho. Por isso, cabe-lhe a responsabilidade de fermentar os ambientes em que vive com os valores que fazem a diferença e são bebidos na fonte da Palavra de Deus. Começamos a ser missionários quando o mundo ao nosso redor se torna melhor com nossa presença.

Entretanto, há muitas pessoas, especialmente jovens, rapazes e moças, convocados diretamente pelo Senhor a uma vocação missionária específica. Sim, esta é a ocasião para um chamado vocacional específico, feito hoje com toda força. Não posso me furtar a esta responsabilidade, tendo a certeza de que muitos deles serão tocados pelo convite que faço, em nome do Senhor: "Ide para a minha vinha" (Mt 20,4). O primeiro convite se repete ao longo da jornada de trabalho e no correr da vida, mas chega a hora da resposta, para arregaçar as mangas e começar o trabalho pelo anúncio e testemunho do Evangelho. Desejo que esta Jornada Missionária Mundial veja muitos jovens procurarem suas Paróquias para darem a resposta pedida na Jornada Mundial da Juventude. Há muitas periferias geográficas e existenciais que clamam pela resposta generosa de novos missionários!

Outra contribuição, e não menos importante, para as missões, é indicada por Jesus, quando contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de orar sempre, sem nunca desistir: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, e lhe pedia: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: 'Não temo a Deus e não respeito ninguém. Mas esta viúva já está me importunando. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha, por fim, a me agredir!'" E o Senhor acrescentou: "Escutai bem o que diz esse juiz iníquo! E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,1-8). O mundo nos parece ruim ou até perdido? Respondamos com oração insistente e constante. O Pai do Céu não nos abandona e vem ao encontro de nossas necessidades! Oração de louvor, oração de ação de graças, pedido de perdão e súplica! Está em nossas mãos e em nossos lábios, por vontade do próprio Senhor.

Enfim, a Igreja se une, em todo o mundo, na Jornada Missionária Mundial, para oferecer com generosidade a ajuda material necessária aos inúmeros campos de missão, espalhados pelo mundo inteiro. O Brasil inteiro acolhe o apelo do Papa e participa com generosidade da Coleta Missionária. É nosso modo para ir mais longe, ajudando a manter os que, em nome das diversas Dioceses, mas antes ainda, em nome de Deus, evangelizam conosco e em nosso nome.

Rezemos! Ó Deus, quisestes que a vossa Igreja fosse o sacramento da salvação para todas as nações, a fim de que a obra do Salvador continuasse até o fim dos tempos. Despertai nos corações dos vossos fiéis a consciência de que são chamados a trabalhar pela salvação da humanidade até que de todos os povos surja e cresça para vós uma só família e um só povo. Amém!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Papa Francisco convida fiéis a rezar com insistência

Rádio Vaticano



 “A luta contra o mal é dura e longa, requer paciência e resistência”. Foi o que recordou o Papa Francisco, na mensagem que precedeu a oração mariana do Angelus, aos milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro.

“Assim – explica o Santo Padre – há uma luta que deve ser levada avante todos os dias. Deus está ao nosso lado, a fé n’Ele é a força, e a oração é a expressão da fé”.

Inspirando-se na parábola da viúva que pede com insistência a um juiz desonesto para ter justiça, o Papa observa: “Clamar dia e noite” a Deus! Impressiona-nos esta imagem da oração. Mas vamos nos perguntar: por que Deus quer isso? Ele já não conhece as nossas necessidades? Que sentido tem “insistir” com Deus? Esta é uma boa pergunta, que nos faz aprofundar um aspecto muito importante da fé: Deus nos convida a rezar com insistência não porque não sabe do que precisamos, ou porque não nos ouve. Pelo contrário, Ele ouve sempre e sabe tudo sobre nós, com amor.

Acesse
.: Matéria completa do Angelus, no papa.cancaonova.com

No nosso caminho cotidiano, - continuou o Papa Francisco, especialmente nas dificuldades, na luta contra o mal fora e dentro de nós, o Senhor está ao nosso lado; nós lutamos com ele ao lado, e a nossa arma é precisamente a oração, que nos faz sentir a sua presença, a sua misericórdia, a sua ajuda.

Mas a luta contra o mal é difícil e longa, exige paciência e resistência - como Moisés, que tinha que levantar os braços para fazer vencer o seu povo (cf. Ex 17,8-13 ) . É assim: há uma luta que deve continuar a cada dia; Deus é o nosso aliado, a fé n’Ele é a nossa força, e a oração é a expressão da fé.

Por isso, Jesus nos garante a vitória, mas pergunta: "O Filho do homem quando vier, encontrará fé sobre a terra?” (Lc 18:08 ). Se se apaga a fé, se se apaga a oração, e nós caminhamos nas trevas, nos perdemos no caminho da vida, disse o Papa.

Francisco continuou dizendo que devemos aprender da viúva do Evangelho a rezar sempre, sem se cansar:

“Era notável esta viúva! Ela sabia lutar pelos seus filhos! E penso em tantas mulheres que lutam por sua família, que rezam, que não se cansam jamais. Uma recordação, hoje, todos nós, a essas mulheres que com o seu comportamento nos dão um verdadeiro testemunho de fé, de coragem, um modelo de oração. Uma recordação a elas! Rezar sempre, mas não para convencer o Senhor com a força da palavras! Ele sabe melhor do que nós do que precisamos! A oração perseverante é ao invés a expressão de fé em um Deus que nos chama a lutar com ele, cada dia, cada momento, para vencer o mal com o bem”.

YouCat dedica capítulo inteiro para ressaltar o valor da oração


Rezar é conversar com Deus
O tema desta semana doPodcast da Redação CN é o que o YouCat (Catecismo Jovem da Igreja) orienta sobre a oração e como devemos orar.
No quarto capítulo dessa obra, os jovens podem apreciar uma leitura simples e clara a respeito da importância da oração na vida cristã e uma série de outros questionamentos sobre a forma adequada de rezar. Para dialogar conosco sobre esse assunto convidamos Renan Félix, seminarista da Comunidade Canção Nova e um dos responsáveis pela implantação e divulgação do projeto “YouCat School” na região.
Ouça, na íntegra, o Podcast da Redação:
O seminarista acredita que a oração é o momento em que conversamos com Deus de maneira simples e confessamos todas as nossas alegrias, angústias e sofrimentos, pois é uma conversa entre amigos. Jesus nos conhece profundamente, desta maneira a oração se dá quando o nosso coração se direciona para Deus.
“Para mim, a oração é uma elevação do coração, um singelo olhar para o céu, um clamor de gratidão, o amor no meio da provação e da alegria” (Santa Teresinha do Menino Jesus).
Renan destaca que a oração acontece quando nossa vida está totalmente pautada por um diálogo com Deus. Ressaltando que existem instantes em que paramos para realizar um momento de oração e nos preparamos para isso com a ajuda de preces escritas e da Palavra de Deus, mas existem outras situações em que dialogamos com o Senhor em nosso coração.
“A oração é este encontro de dois corações que se amam acima de tudo. É o bate-papo de um Amigo com o outro que não tem muitas formalidades. Em meu relacionamento com Jesus, eu particularmente costumo brincar que, de vez em quando, nós brigamos com Deus porque não O entendemos. Mas tudo isso com a liberdade de quem sabe que não está falando com um Senhor que está longe e, sim, perto de nós, conhecendo a nossa realidade”, afirma o seminarista.
Rezar é dialogar com Deus sobre todas as coisas, pois Ele é o nosso grande, fiel e melhor Amigo. Por isso é preciso estreitar os laços com Jesus pela oração. Para aqueles jovens que possuem alguma dificuldade de orar e precisam dar o primeiro passo, a Igreja lançou o ‘YouCat Orações’. Este livro traz uma sequência de orações diárias para que a juventude possa crescer na fé que professam.
É importante que a juventude conheça os ensinamentos da Igreja e seja o fermento de um mundo melhor.
Saiba mais:

Quem quer o milagre tem que saber esperar

Padre Bruno
Foto: Maria Andréia/CN

Desde o início deste acampamento, estamos trabalhando com a ideia de que nós precisamos ser curados em muitas coisas, mas a nossa maior necessidade é de uma fé viva; o que precisamos mesmo é conversão. Deus dará o milagre? Sim, ele agirá na hora certa, mas hoje ele te pede uma coisa: que você saia daqui com um desjo de conversão.

A liturgia nos dá de presente este modelo de homem fiel que foi Abraão, um homem que foi fiel até o fim confiando nas promessas de Deus, como nos diz o salmista “o Senhor se lembra sempre da aliança”.

E São Paulo vai nos recordar que a promessa de Deus continua valendo para toda a descendência de Abraão, tanto para aqueles que estão debaixo da lei como para aqueles que se firmam na fé de Abraão. Por isso o próprio apóstolo vai dizer que Abraão 'esperou contra toda esperança'.

Nós precisamos sair daqui com esta fé alicerçada na esperança, em saber que Deus está agindo mesmo que você não o sinta por perto. Mas a gente, por vezes, entra numa incredulidade muito grande, nos esquecemos das promessas do Senhor. Mas Deus não, ele não é como os homens, “o Senhor se lembra sempre da aliança”, Ele é fiel.

E de nosa parte, como ser fiel a Deus? Sendo dócil à Palavra, á aquilo que ele nos pede através da Sua Palavra. Por isso que eu insisto que precisamos conhecer a Palavra de Deus. O Senhor quer suscitar em nós o 'ir para águas mais profundas', ou seja, Ele quer que saiamos da superfície, que mergulhemos de cabeça.
Milagres acontecem sim, mas para aqueles que esperam
Foto: Maria Andréia/CN


Nós estamos em tempos que precisamos dar um passo à frente, sair dessa caixinha que você criou, sair do seu mundo. Nós estamos neste mundo mas não somos dele. Como posso esperar milagres na minha vida se estou em pecado, se estou sujo? Como o Espírito Santo vai morar num templo sujo, abandonado?

Esta semana, pra quem participou das missas todos os dias, a Palavra de Deus foi só exortação, literalmente a liturgia desta semana pode ser resumida num ditado popular 'por fora bela vola, por dentro pão bolorento”. Quem participou das missas nesta semana viu que foi só 'lapada'.

No entanto Deus não olha a nossa pequenez, nossos pecados, Ele olha para nossa decisão de querer ser melhor. Deus conhece o nosso coração e o desejo de vida nova. Pouco importa o que você viveu ontem, o que importa é o seu desejo de mudança hoje. Saia deste acampamento com o desejo de buscar uma fé sólida, uma fé que move montanhas. O que importa é a nossa atitude, uma ação.

Se você quer que o milagre aconteça na sua vida, erga a cabeça, venha para fora, porque você é um escolhido de Deus. Mas viva pelo poder de palavra, não se acostume mais com as migalhas do mundo.

Milagres acontecem sim, mas para aqueles que esperam. Esperar significa ter paciência, e quem tem paciência 'Ele logo agirá'. A vitória, a cura a libertação é questão de tempo. Mas o que vai me dar esta capacidade de esperar é o alicerce na Palavra. E não sei a hora e nem o dia, mas quando ela chegar eu direi 'glória a Deus, a minha bênção chegou!'

Mas nós não sabemos esperar minha gente, porque somos imediatista. A fé católica te ensina a esperar as demoras de Deus, sabe te orientar neste processo de purificação. Da sua parte o que precisa acontecer é esta capacidade de ter uma fé viva, uma fé convicta, que não para nas nossas limitações.

Assim como Deus escolheu Davi, um jovem que estava esquecido no seio de sua família, cuidando dos animais quando Samuel visitava a casa de Jessé para buscar o rei de Israel. Deus hoje diz 'eu escolhi você!'

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Padre Bruno 

Missionário da Comunidade Canção Nova

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

São Lucas

Estamos em festa na liturgia da Igreja, pois lembramos a vida e o testemunho do evangelista São Lucas. Uma figura simpática do Cristianismo primitivo, homem de posição e qualidades, de formação literária e de profundo sentido artístico divino. Nasceu em Antioquia da Síria, médico de profissão foi convertido pelo apóstolo São Paulo, do qual se tornou inseparável e fiel companheiro de missão. Colaborador no apostolado, o grande apóstolo dos gentios em diversos lugares externa a alta consideração que tinha por Lucas, como portador de zelo e fidelidade no coração. Ambos fazem várias viagens apostólicas, tornando-se um dos primeiros missionários do mundo greco-romano. Tornou-se excepcional para a vida da Igreja por ter sido dócil ao Espírito Santo, que o capacitou com o carisma da inspiração e da vivência comunitária, resultando no Evangelho segundo Lucas e na primeira história da Igreja, conhecida como Atos dos Apóstolos. No Evangelho segundo Lucas, encontramos o Cristo, amor universal, que se revela a todos e chama Zaqueu, Maria Madalena, garante o Céu para o “bom” ladrão e conta as lindas parábolas do pai misericordioso e do bom samaritano. Nos Atos dos Apóstolos, que poderia também se chamar Atos do Espírito Santo, deparamos com a ascensão do Cristo, que promete o batismo no Espírito Santo, fato que se cumpre no dia de Pentecostes, e é inaugurada a Igreja, que desde então vem evangelizando com coragem, ousadia e amor incansável todos os povos.
Uma tradição – que recolheu no séc. XIV Nicéforo Calisto, inspirado numa frase de Teodoro, escritor do séc. VI – diz-nos que São Lucas foi pintor e fala-nos duma imagem de Nossa Senhora saída do seu pincel. Santo Agostinho, no séc. IV, diz-nos pela sua parte que não conhecemos o retrato de Maria; e Santo Ambrósio, com sentido espiritual, diz-nos que era figura de bondade. Este é o retrato que nos transmitiu São Lucas da Virgem Maria: o seu retrato moral, a bondade da sua alma. O Evangelho de boa parte das Missas de Maria Santíssima é tomado de São Lucas, porque foi ele quem mais longamente nos contou a sua vida e nos descobriu o seu Coração. Duas vezes esteve preso São Paulo em Roma e nos dois cativeiros teve consigo São Lucas, “médico queridíssimo”. Ajudava-o no seu apostolado, consolava-o nos seus trabalhos e atendia-o e curava-o com solicitude nos seus padecimentos corporais. No segundo cativeiro, do ano 67, pouco antes do martírio, escreve a Timóteo que “Lucas é o único companheiro” na sua prisão. Os outros tinham-no abandonado. O historiador São Jerônimo afirma que Lucas viveu a missão até a idade de 84 anos, terminando sua vida com o martírio. Por isso, no hino das Laudes rezamos:“Cantamos hoje, Lucas, teu martírio, teu sangue derramado por Jesus, os dois livros que trazes nos teus braços e o teu halo de luz”. É considerado o Padroeiro dos médicos, por também ele ter exercido esse ofício, conforme diz São Paulo aos Colossenses (4,14): “Saúda-vos Lucas, nosso querido médico”.
São Lucas, rogai por nós!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Santo Inácio de Antioquia

Neste dia deparamos com a fé ardente, doação completa e amor singular ao Cristo do mártir Inácio, sucessor de São Pedro em Antioquia da Síria, que desde a infância conviveu com a primeira geração dos cristãos.
Como Bispo foi muito amado em Antioquia e no Oriente todo, pois sua santidade brilhava, tanto que o prenderam devido a sua liderança na religião cristã, durante o Império de Trajano, por volta do ano 107.
Chamado Teóforo – portador de Deus – Inácio, ao ser transportado para Roma, sabia que cristãos de influência na corte imperial poderiam impedi-lo de alcançar Cristo pelo martírio, por isso, dentre tantas cartas que enviara para as comunidades cristãs, a fim de edificar, escreveu em especial à Igreja Católica em Roma: “Eu vos suplico, não mostreis comigo uma caridade inoportuna. Permiti-me ser pasto das feras, pelas quais me será possível alcançar Deus, sou trigo de Deus e quero ser moído pelos dentes dos leões, a fim de ser apresentado como pão puro a Cristo. Escutai, antes, as feras, para que se convertam em meu sepulcro e não deixem rasto do meu corpo. Então serei verdadeiro discípulo de Cristo”.
Nesta mesma carta há uma preciosa afirmação sobre a presença de Cristo na Eucaristia: “Não encontro mais prazer no alimento corruptível nem nos gozos desta vida, o que desejo é o pão de Deus, este pão que é a carne de Cristo e, por bebida, quero seu sangue, que é o amor incorruptível”.
Santo Inácio escreveu sete cartas: Epístola a Policarpo de Esmirna, Epístola aos Efésios, Epístola aos Esmirniotas, Epístola aos Filadélfos, Epístola aos Magnésios, Epístola aos Romanos, Epístola aos Tralianos.
Santo Inácio foi, de fato, atirado às feras no Coliseu em Roma no ano 107, e hoje intercede para que comecemos a ter a têmpera dos mártires a fim de nos doarmos por amor.
Santo Inácio de Antioquia, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Bondade

via Padre Alírio José Pedrini scj 

O fruto da bondade é filho natural do fruto do amor-caridade. Aquele que se sente muito amado por Deus e pelos irmãos, e os ama deveras, sempre será uma pessoa bondosa. Será bondosa, porque experimenta pessoalmente a bondade de Deus em sua vida a ponto de poder exclamar:”Como Deus é bom para mim”! “Como Deus é bom para todos”! “Quanto bem Ele me faz”! “Quanto bem Ele nos faz”! Por essa experiência da bondade de Deus, seu coração se abre para querer ser um pouco como Deus é para ela. Esse desejo de ser bom é satisfeito pela ação do Espírito Santo que “infunde” um pouco da bondade de Deus no coração humano. Este cresce em sua capacidade de ser bom e de fazer sempre e só o bem, porque é o Espírito Santo que está produzindo o fruto da bondade neste coração.
            Bondoso é todo aquele que sempre e só faz o bem, e faz aquilo que é bom. A bondade é o modo como tratamos as outras pessoas, querendo-lhes sempre todo o bem.  A bondade  faz o bem, desinteressadamente, às pessoas. A pessoa que só faz o bem é porque tem um bom coração.
            Quem possui o fruto da bondade naturalmente transborda por suas palavras, por seus atos, por sua vida, a bondade de seu coração. Ele não é apenas bom para com aqueles que são bons ou que lhe demonstram sua bondade. É bom para todos. Faz o bem a todos. Mesmo àqueles que lhe fazem mal. Aliás, Jesus ensinou isso quando disse em Mateus 5,44 “Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos perseguem e caluniam”.
.           O fruto da bondade é reconhecido pela gratuidade. A pessoa bondosa faz sempre e só o bem, gratuitamente, sem buscar ou esperar recompensas. A bondade gera uma necessidade deveras interessante no coração da pessoa: a necessidade de fazer o bem. Há uma inclinação interior ao bem. Isto é obra do Espírito Santo.
            Lemos em Lucas 6,33 as palavras de Jesus que nos mostram essa gratuidade: “E se fazeis o bem aos que vos fazem o bem, que recompensa mereceis? Pois o mesmo fazem também os pecadores”. E em Lucas 6,35 “Pelo contrário, amai os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem daí esperar nada. E grande será a vossa recompensa e sereis filhos do Altíssimo, porque ele é bom também para com os ingratos e maus”.

Fonte: http://dehonbrasil-aliriopedrini.blogspot.com.br/

A FIDELIDADE

Via Padre Alírio José Pedrini scj 

O nome “fidelidade” tem ligação com fé. Do latim, “fides” e “fidélitas”. Também esse fruto é “descendente” do amor-caridade. Quando um coração se sente muito amado por Deus-Trindade e pelos irmãos, e corresponde a esse amor decididamente, ele se torna rigorosamente fiel. Porque tem compromissos de amor com Eles, não quer decepcionar e nem ofender, não cumprindo todos os compromissos assumidos com Eles, e por isso, naturalmente se torna fiel.
            A Fidelidade é uma qualidade que o Espírito Santo molda em nosso coração de cristãos, que nos faz fiéis em todos os compromissos, as promessas e os deveres para com Deus e o próximo. Este fruto nos leva a sermos fiéis ao Senhor, ao próximo e a nós mesmos.
            A fidelidade nos leva a sermos honestos e fiéis nos dízimos, nas ofertas, na observância do domingo; nos deveres matrimoniais, familiares e sociais; nos relacionamentos com os amigos e associados; no pagamento das dívidas; no dar ao próximo aquilo que lhe pertence.
            A fidelidade nos torna fiéis conosco mesmos, não nos vendendo por preço algum, não abrindo mão dos valores espirituais, familiares, morais, sociais e comunitários. “Os que permanecerem fiéis até a morte receberão a Coroa da Vida”.

Fonte: http://dehonbrasil-aliriopedrini.blogspot.com.br/

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Santa Teresa de Ávila (Santa Teresa de Jesus)

Com grande alegria lembramos, hoje, da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada “Doutora da Igreja”: Santa Teresa de Ávila (também conhecida como Santa Teresa de Jesus). Teresa nasceu em Ávila, na Espanha, em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim que, quando criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires a ponto de ter combinado fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados; mas nada disso aconteceu graças à vigilância dos pais. Aos vinte anos, ingressou no Carmelo de Ávila, onde viveu um período no relaxamento, pois muito se apegou às criaturas, parentes e conversas destrutivas, assim como conta em seu livro biográfico. Certo dia, foi tocada pelo olhar da imagem de um Cristo sofredor, assumiu a partir dessa experiência a sua conversão e voltou ao fervor da espiritualidade carmelita, a ponto de criar uma espiritualidade modelo. Foi grande amiga do seu conselheiro espiritual São João da Cruz, também Doutor da Igreja, místico e reformador da parte masculina da Ordem Carmelita. Por meio de contatos místicos e com a orientação desse grande amigo, iniciou aos 40 anos de idade, com saúde abalada, a reforma do Carmelo feminino. Começou pela fundação do Carmelo de São José, fora dos muros de Ávila. Daí partiu para todas as direções da Espanha, criando novos Carmelos e reformando os antigos. Provocou com isso muitos ressentimentos por parte daqueles que não aceitavam a vida austera que propunha para o Carmelo reformado. Chegou a ter temporariamente revogada a licença para reformar outros conventos ou fundar novas casas.
Santa Teresa deixou-nos várias obras grandiosas e profundas, principalmente escritas para as suas filhas do Carmelo : “O Caminho da Perfeição”, “Pensamentos sobre o Amor de Deus”, “Castelo Interior”, “A Vida”. Morreu em Alba de Tormes na noite de 15 de outubro de 1582 aos 67 anos, e em 1622 foi proclamada santa. O seu segredo foi o amor. Conseguiu fundar mais de trinta e dois mosteiros, além de recuperar o fervor primitivo de muitas carmelitas, juntamente com São João da Cruz. Teve sofrimentos físicos e morais antes de morrer, até que em 1582 disse uma das últimas palavras: “Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer”. No dia 27 de setembro de 1970 o Papa Paulo VI reconheceu-lhe o título de Doutora da Igreja. Sua festa litúrgica é no dia 15 de outubro. Santa Teresa de Ávila é considerada um dos maiores gênios que a humanidade já produziu. Mesmo ateus e livres-pensadores são obrigados a enaltecer sua viva e arguta inteligência, a força persuasiva de seus argumentos, seu estilo vivo e atraente e seu profundo bom senso. O grande Doutor da Igreja, Santo Afonso Maria de Ligório, a tinha em tão alta estima que a escolheu como patrona, e a ela consagrou-se como filho espiritual, enaltecendo-a em muitos de seus escritos.
Santa Teresa de Ávila, rogai por nós!

BENIGNIDADE

via Padre Alírio José Pedrini scj 


O nome “benignidade” vem de “bem”, “benigno”. A benignidade é um fruto do Espírito que também nasce do amor-caridade. Quando a pessoa ama a alguém, quanto maior for esse amor, maior será o bem que deseja e quer para o amado. E por isso procura “minimizar”  o grau e a culpa dos erros, das fraquezas, dos pecados, das misérias das pessoas. A pessoa que tem esse fruto, sempre procura “minorar”, “minimizar” e “absolver” aqueles que erram de qualquer modo. A benignidade está associada à ideia de misericórdia, de amabilidade, de brandura e de compaixão.
        O contrário da benignidade é a facilidade de denunciar, julgar e condenar com rigor exagerado aqueles que cometem algum erro. São aqueles que de “um mosquito fazem um camelo”. São os exagerados diante dos erros alheios. Uma pequena falta é considerada por eles como se fosse um grande crime. Por detrás desses exageros sempre está o orgulho.
     A pessoa que tem benignidade faz o contrário. Movida pelo amor e pela compreensão, pela misericórdia e pela bondade, sempre procura desculpar, explicar, minimizar, absolver o erro e o culpado. Deus é um “Juiz Benigno”. A sua misericórdia supera o juízo, nos diz a escritura.
        Na base da benignidade humana está a humildade. O Orgulho é o oposto da benignidade. Os que tem temperamento colérico, se não receberam o fruto da benignidade, pecam muito contra esse fruto.

Fonte: http://dehonbrasil-aliriopedrini.blogspot.com.br/

MANSIDÃO

via Padre Alírio José Pedrini scj 

O fruto da mansidão também é filho do amor-caridade. Porque a pessoa vive a experiência de sentir-se amada por Deus-Trindade e pelos irmãos, e de sentir-se amando-os com alegria e felicidade, naturalmente ela se torna mansa.
            A mansidão do coração faz com que a pessoa não seja agressiva, compulsiva, ofendendo, ferindo, agredindo o próximo, mas também tem a capacidade de não se deixar ferir, ofender com facilidade. Imaginemos uma almofada fofa coberta de veludo. Se lhe dermos um soco, ela não nos machuca e nem se ofende. Ela permanece a mesma, fofinha como antes. Assim é o coração manso: não ofende e nem se deixa ofender com facilidade.
            Pensemos num boi manso... num cavalo manso... num cordeiro manso. Podemos lidar com eles com facilidade e sem medo, pois não tem reações agressivas. Assim é a pessoa mansa.
            Mansidão tem muito a ver com bondade e humildade. Porque o coração é bom, trata as pessoas com mansidão, evitando por todos os meios de ofender, magoar, ferir, fazer sofrer.

            O discípulo de Jesus que é cheio do Espírito abrigará também esse fruto em seu coração. Dois exemplos: Vemos na vida de São Pedro essa diferença. Primeiro, o Pedro impulsivo e até violento antes do Pentecostes, e depois o Pedro amável e submisso quando ficou cheio do Espírito Santo.  Moisés, antes de ter uma experiência íntima com Deus, agia de forma brusca e violenta, chegando a matar um egípcio. Depois que conheceu a Deus tornou-se o homem mais manso de toda a terra (num. 12:3). Pela convivência com Jesus ressuscitado, vamos descobrindo sua mansidão que tanto nos cativa, e depois seguimos o seu pedido: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O AUTODOMÍNIO

via Padre Alírio José Pedrini scj

O Autodomínio é a capacidade que facilita a uma pessoa de ter domínio sobre si mesma, no campo de sua vontade, controlando e dirigindo com a sua vontade seus desejos, vontades, paixões e sentimentos. Quem tem autodomínio sabe e consegue se controlar. Quem não o tem, fica refém de seus sentimentos, desejos, vontades e paixões. Existe um autodomínio humano, conquistado por exercícios constantes e bem dirigidos no âmbito da vontade. Há pessoas com vontade férrea e outros com vontade frágil.
O fruto do autodomínio é obra do Espírito Santo. É um presente valioso. Porque o Espírito Santo sabe que o pecado original enfraqueceu a nossa vontade e por isso, muitas vezes “não conseguimos fazer o bem que queremos e acabamos fazendo o mal que não queremos”, Ele vem em nosso socorro e produz em nós esse fruto tão precioso.
            O fruto do autodomínio é irmão gêmeo do dom infuso da Fortaleza,  o qual, aliás, já foi explicitado acima. O Espírito Santo injeta uma força em nossa vontade que a torna mais inclinada ao bem, decidida na escolha do bem, e pronta para realizar o bem e tudo o que for bom. A diferença entre o dom e o fruto citados está em que o dom da fortaleza fortalece a vontade na busca do bem, daquilo que é bom, do que verdadeiro e do que é justo, em relação a Deus, a si mesmo e ao próximo. Ao passo que o autodomínio se restringe ao domínio de si mesmo, de sua interioridade, de suas manifestações emocionais, de seus desejos, vontades, tendências e paixões.


SAIBA O QUE É UMA NOVENA




Você, provavelmente, já fez uma novena pedindo uma graça a seu santo de devoção.
Mas já parou para pensar qual é o verdadeiro sentido dessa prática e como ela deve realmente ser feita?

O que é novena?

Novena é uma prática de espiritualidade que fazemos durante nove dias, geralmente para um santo a fim de que ele nos ajude a entrar em contato com Deus pedindo por uma causa. A novena nos ajuda a rezar.

Novena é um contrato com Deus?

Não há contrato nenhum, pois o apóstolo Paulo diz que Jesus pagou a nossa dívida; Ele aniquilou o "documento" que nós devíamos, então, novena não é nenhuma espécie de barganha.
o contrário, ela nos ajuda a manter uma perseverança na oração para que Deus apresse a graça que Ele quer nos dar. Mas de maneira nenhuma é uma barganha, porque o Senhor sabe o que é melhor e mais necessário para nós.
Não fazemos contratos com Deus, porque, num contrato, as duas partes têm que cumprir uma obrigação, no entanto, o Senhor não tem nenhuma obrigação conosco; pelo contrário, Ele já nos deu a vida de Seu Filho, já nos salvou.


As pessoas, ao fazerem uma novena, muitas vezes apenas recitam uma oração prendendo-se a um papel. Mas como a novena pode contribuir verdadeiramente para o exercício da fé?


Existem três virtudes teologais, que são a fé, a esperança e a caridade.
Onde é que a novena mais me ajuda a exercitar a minha fé?
Na esperança, porque ela nos motiva a perseverar. Então, ao rezar durante nove dias por uma causa, eu estou perseverando na fé por aquilo que eu acredito, pedindo àquele meu amigo santo para interceder por mim junto a Jesus, a fim de que a graça possa acontecer. Por isso, não posso ficar só nas orações programadas, pois elas precisam me ajudar como se fossem um exercício. Durante todo o dia você pode conversar com o santo para o qual você está fazendo a novena.

"Novena não é nenhuma espécie de barganha com Deus"

Muitas vezes, ao iniciar uma novena, as pessoas também fazem promessas ao santo. No entanto, muitas vezes, após o pedido atendido, a promessa é esquecida. É pecado não pagar promessa?

Se eu combino algo com um amigo muito 'chegado', ele me dá a palavra dele e eu lhe dou a minha, mas se ele não cumprir a palavra dada, eu vou ficar muito chateado.
Neste sentido, eu vejo que o santo já está no céu, mas sou eu quem está aqui.Então, se eu não cumpro a minha palavra, isso demonstra uma inconstância na minha personalidade.
Se eu dou a minha palavra, preciso cumpri-la; porque se a minha prática de espiritualidade foi profunda, ela vai gerar em mim um compromisso.

Geralmente, a promessa tem de ser um ato de louvor, de ação de graças, um agradecimento ao amigo santo. Mesmo quando eu não alcanço as graças pedidas, devo pagar as promessas; é um meio de continuar exercitando a minha perseverança e o meu compromisso em relação à minha oração. Deus sempre cumpre a palavra d'Ele, e mesmo quando somos infiéis, Ele é fiel.


Há algum problema em fazer mais de uma novena ao mesmo tempo com intenções diferentes?

Eu acredito que não, pois a Palava de Deus diz "orai sem cessar". Então, não há nenhuma proibição de fazer novenas a amigos santos diferentes nem por causas diferentes. Pelo contrário, eu acredito que quanto mais rezarmos, melhor será. A oração deve gerar em nosso coração a conversão e a mudança de vida, porque a novena deve nos levar a pensar em nossas atitudes.
Quando você terminar uma novena, não se esqueça de se perguntar: "Que fruto de conversão essa novena provocou em minha vida?". Mesmo que ele seja muito pequeno, você já vai ter alcançado uma grande graça de Deus.


É correto fazer uma promessa para outros pagarem?

Eu não acho correto, mas, ao mesmo tempo, a nossa mãe, nosso tio, ou alguém que a tenha feito, tinha apenas a consciência de nos motivar a reconhecer em Deus uma graça que nós alcançamos. Mas não é bom fazer promessas para os outros. Façamos, então, promessas junto com as pessoas. Então, não fique chateado, pense assim: "Qual era o sentido da minha mãe, do meu tio ou amigo ao pedir que eu pagasse a promessa no caso de eu conseguir a graça?" Cumpra-a, você não vai perder nada fazendo isso.


Nem sempre o fiel alcança a graça pela qual fez novena, e isso pode gerar grande frustração e perda de fé. O que fazer quanto a isso?

Precisamos deixar que a novena exercite a nossa fé e como eu já disse , ela nos ajuda na perseverança, por isso, precisamos continuar rezando. Nem sempre Deus vai nos dar a graça que pedimos, porque Ele tem a visão do todo, para o Senhor tudo é [tempo] presente.
Então, Ele nunca vai nos dar algo que nos prejudique, principalmente que coloque a nossa salvação em risco. Será que também não é uma graça quando Ele não nos dá algo? O que Ele quer nos ensinar com isso? Providência é sabedoria de Deus, que rege todas as coisas. Mesmo quando Ele não nos dá [o que pedimos], também é providência.


É possível fazer novena e pedir uma graça ao santo devoto pela internet?

Eu acho possível sim. Todas as vezes em que eu posto uma oração ou novena no meu blog, eu penso nas pessoas que estão no trabalho, que não têm condições de parar ou não têm a novena em suas mãos naquele momento. Então, elas vão parar um momento do seu serviço para rezar.
O Senhor nos pede que a nossa oração seja cheia de frutos de contemplação. Eu acredito que, quando nós rezamos em casa, na Igreja ou na frente do computador, Deus vê o nosso coração. O seu coração, naquele momento está conectado em Deus por meio daquela oração na internet. E o Senhor nos atende por meio da intercessão dos santos, sim!


Diante de tantas necessidades, algumas muito particulares, que cuidados o internauta deve ter na hora de fazer os seus pedidos e deixar seus comentários na web?


Devemos tomar cuidados, porque, claro, há muita gente boa [na internet], mas quando você posta seu comentário no blog, ele vai se tornar público, porque vai estar na internet. Por isso, peço às pessoas que evitem colocar nomes completos ou escrever sobre problemas bem particulares.
Coloquem apenas as iniciais dos nomes ou apenas o primeiro nome.
Também não coloque o seu problema com muitos detalhes, se estes forem comprometedores para que você não fique exposto. Deus conhece o seu coração.
Como existem pessoas muito boas usando a rede, há também outras que não têm a mesma intenção que a nossa.





Fonte: Padre Luizinho - em entrevista concedida a rádio canção nova

São Calisto I

Os Papas da Igreja são por excelência os Príncipes do Cristianismo, e hoje lembramos um dos Príncipes da Fé que mais se destacou entre os primeiros Papas: São Calisto I.
Filho de uma humilde família romana, nasceu em 160. Administrador dos negócios de um comerciante, Calisto passou por grandes dificuldades, pois algo saiu de errado no trabalho, chegando a ser flagelado e deportado para a ilha da Sardenha, onde como condenação enfrentou trabalhos forçados nas minas, juntamente com cristãos condenados por motivos de fé.
Sem dúvida, com a convivência com os cristãos que enfrentavam o martírio, pois o Cristianismo era considerado religião ilegal, Calisto decidiu seguir a Jesus. Mais tarde muitos cristãos foram resgatados do exílio e a comunidade cristã o libertou.
O Santo de hoje colaborou com o Papa Vítor e depois como diácono ajudou o Papa Zeferino em Roma, pois assumiu, com muita sabedoria, a administração das catacumbas, na Via Ápia, que eram aqueles cemitérios cristãos, que se encontravam no subsolo por motivos de segurança, e também serviam para celebrações litúrgicas, além de guardar para a ressurreição os corpos dos mártires e dos primeiros Papas.
Com a morte do Papa Zeferino, o Clero e o povo elegeram Calisto como o sucessor deste, apesar de sua origem escrava. Foi perseguido, caluniado e morreu mártir, quando acabou condenado ao exílio. Segundo a tradição mais segura, morreu numa revolta popular contra os cristãos e foi lançado a um poço.
Durante os seis anos de pastoreio zeloso e santo, São Calisto I condenou a doutrina que se posicionava contra a Santíssima Trindade. Até o seu martírio defendeu a Misericórdia de Deus, que se expressa pela Igreja, que perdoa os pecados dos que cumprem as condições de penitência, assim, combatia Calisto os rigoristas que condenavam os apóstatas adúlteros e homicidas.
São Calisto I, rogai por nós!

sábado, 12 de outubro de 2013

Nossa Senhora da Conceição Aparecida

Com muita alegria nós, brasileiros, lembramos e celebramos solenemente o dia da Protetora da Igreja e das famílias brasileiras: Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
A história de Nossa Senhora da Conceição Aparecida tem seu início pelos meados de 1717, quando chegou a notícia de que o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida e Portugal, Governador da Província de São Paulo e Minas Gerais, iria passar pela Vila de Guaratinguetá, a caminho de Vila Rica, hoje cidade de Ouro Preto (MG).
Convocados pela Câmara de Guaratinguetá, os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves saíram à procura de peixes no Rio Paraíba. Desceram o rio e nada conseguiram.
Depois de muitas tentativas sem sucesso, chegaram ao Porto Itaguaçu, onde lançaram as redes e apanharam uma imagem sem a cabeça, logo após, lançaram as redes outra vez e apanharam a cabeça, em seguida lançaram novamente as redes e desta vez abundantes peixes encheram a rede.
A imagem ficou com Filipe, durante anos, até que presenteou seu filho, o qual usando de amor à Virgem fez um oratório simples, onde passou a se reunir com os familiares e vizinhos, para receber todos os sábados as graças do Senhor por Maria. A fama dos poderes extraordinários de Nossa Senhora foi se espalhando pelas regiões do Brasil.
Por volta de 1734, o Vigário de Guaratinguetá construiu uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745. Mas o número de fiéis aumentava e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (atual Basílica Velha).
No ano de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
O Papa Pio X em 1904 deu ordem para coroar a imagem de modo solene. No dia 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor. Grande acontecimento, e até central para a nossa devoção à Virgem, foi quando em 1929 o Papa Pio XI declarou Nossa Senhora AparecidaPadroeira do Brasil, com estes objetivos: o bem espiritual do povo e o aumento cada vez maior de devotos à Imaculada Mãe de Deus.
Em 1967, completando-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário de Aparecida a Rosa de Ouro, reconhecendo a importância do Santuário e estimulando o culto à Mãe de Deus.
Com o passar do tempo, a devoção a Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi crescendo e o número de romeiros foi aumentando cada vez mais. A primeira Basílica tornou-se pequena. Era necessária a construção de outro templo, bem maior, que pudesse acomodar tantos romeiros. Por iniciativa dos missionários Redentoristas e dos Senhores Bispos, teve início, em 11 de novembro de 1955, a construção de uma outra igreja, a atual Basílica Nova. Em 1980, ainda em construção, foi consagrada pelo Papa João Paulo ll e recebeu o título de Basílica Menor. Em 1984, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou oficialmente a Basílica de Aparecida Santuário Nacional, sendo o “maior Santuário Mariano do mundo”.
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, rogai por nós!

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