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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Indulgência perdoa pecado? NÃO!... entenda o que é:

Muitos já devem estar cientes de que o Papa Francisco concederá Indulgência Plenária para os participantes da JMJ. No entanto, a mídia tem citado esse fato como que "O Papa perdoará os pecados" ou "os pecados podem ser perdoados..." e entre outras formas de dizer esse fato, só que de forma errônea. Muitos possuem aquela mentalidade criada pelos livros e professores de história sobre as indulgências, onde foram criadas na Idade Média e quem comprasse elas teria o perdão dos pecados, ou pior, que garantiria a ida para o céu. Alguns chegam a ensinar que elas nem existem mais.

Vamos entender

As indulgências surgiram na era apostólica, ou seja, ainda quando os apóstolos ainda eram vivos. As indulgências eram cartas concedidas pelos que seriam martirizados, para que seus atos nobres servissem como edificação de suas almas. Logo, indulgência, que vem do latim indulgentia, que provém de indulgeo, "para ser gentil", não é perdão dos pecados e sim remissão da pena temporal, como diz o catecismo:

"A indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, (remissão) que o fiel bem-disposto obtém, em condições determinadas, pela intervenção da Igreja que, como dispensadora da redenção, distribui e aplica por sua autoridade o tesouro das satisfações (isto é, dos méritos) de Cristo e dos santos."

Um exemplo para facilitar: uma criança quebra o vaso de sua mãe. A mãe perdoa, mas o vaso não se restituirá. A indulgência é a forma de reconstituir esse vaso. Como disse Santo Tomás de Aquino, “Sendo o pecado um ato desordenado, é evidente que todo o que peca, age contra alguma ordem. E é portanto decorrência da própria ordem que seja humilhado. E essa humilhação é a pena.” (STh. 1-2, q. 87, a.1; DI, ref. 3)

Para embasar, passo esses textos bíblicos:
“‘Quanto deves ao meu Senhor?’ ‘Cem medidas de azeite’. ‘Toma a tua conta, senta-te depressa e escreve cinquenta’.” (Lc 16,6)
E de 1º Corintios 3:
"11. Quanto ao fundamento, ninguém pode pôr outro diverso daquele que já foi posto: Jesus Cristo.
12. Agora, se alguém edifica sobre este fundamento, com ouro, ou com prata, ou com pedras preciosas, com madeira, ou com feno, ou com palha,
13. a obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um.
14. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa.
15. Se pegar fogo, arcará com os danos. Ele será salvo, porém passando de alguma maneira através do fogo.
"
O primeiro mostra a redução da pena, o outro mostra no julgamento o nosso "pagamento". Nele mostramos que a edificação é a nossa vida, e nela acabamos colocando coisas sem valor, ou seja, a mancha do pecado representada pelos materiais inflamáveis que devem ser queimados para ficarmos puros.
As passagens assim , nos mostra que tem como termos através de Deus nossa pena reduzida, ou seja, as manchas da culpa em nós e que nos fazem imperfeitos para glória. A Igreja, sabiamente, determinou que atos nobres de orações e atos de caridade como indulgentes sobre nós.

Durante a Idade Média, houve um uso descontrolado dessas indulgências através da venda. Ainda naquela época foram criminalizadas e proibidas a pratica da venda, mas as indulgências continuaram a existir.

E hoje?
Para os participantes e todos que acompanharão fielmente, mesmo a distância por motivos especiais, receberão a Indulgencia.
Para alcançar a indulgência é necessário:
- Fazer uma boa confissão;
- Comungar numa celebração (de preferência no dia da ação indulgente);
- Orar pelo sumo pontífice (pai-nosso e ave-maria par o papa, pode rezar mais);
- Ter a intenção de receber a Indulgência;
- e claro: Fazer a boa ação.

Lembro que ela pode ser de lucro próprio ou oferecida para alguém falecido.
As indulgências podem ser plenárias ou parciais, ou seja, fazem a remissão total ou parcial da culpa respectivamente.


O arcebispo Claudio Maria Celli, presidente do Pontifício Conselho de Comunicação Social. "A indulgência não poderá ser obtida com a mesma facilidade com que se obtém um café da máquina", como afirmou ao jornal italiano Corriere Della Sera.

O documento papal diz que "os fiéis legitimamente impedidos poderão obter a indulgência plenária desde que cumprindo as comuns condições espirituais, sacramentais e de oração, com o propósito de filial submissão ao Romano Pontífice, participem espiritualmente nas sagradas funções nos dias determinados e sigam estes ritos e exercícios piedosos enquanto se desenrolam, através da televisão e da rádio ou, sempre que com a devida devoção, através dos novos meios de comunicação social". Ou seja: não basta seguir o papa no Twitter, tem de participar, ainda que a distância, da JMJ.

"O papa vai postar tweets do Brasil e isso produzirá frutos espirituais autênticos no coração de todos os que acompanham a distância", comenta Celli. "Então, mesmo aquele longe do Brasil vai se sentir envolvido por um vídeo ou uma mensagem. De modo que ele também estará participando da Jornada Mundial da Juventude e, portanto, também terá a indulgência."

No Twitter, os posts do papa são reproduzidos em oito idiomas. Em português, a conta é @pontifex_pt.

Mais informações sobre Indulgência em: http://blog.cancaonova.com/felipeaquino?s=indulg%C3%AAncia

João Paulo Radd
Co-criador do Saber Católico

Fontes: Biblia, Livro "Catolicos Podem ou Não Podem: Porque?" (Pe. Alberto Gambarini), Novo Catecismo da Igreja Católica, Blog do Prof. Felipe Aquino e site do Estadão.

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