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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Conheça mais sobre a Palavra de Deus

Dei Verbum: Um documento sobre a Revelação


Um documento importantíssimo do Concílio Vaticano II é a Constituição Dogmática Dei Verbum sobre a Revelação. Nossa tentação é pensar logo que este documento fala sobre a Bíblia. Errado! Para o Cristianismo, a revelação não é a Bíblia, não é um livro, mas uma Pessoa: Jesus Cristo, rosto e Palavra de Deus para nós, cheio de graça e de verdade. E mais, não um Jesus qualquer, fruto simplesmente de uma pesquisa ou da opinião de algum erudito. O Jesus Cristo real, vivo e vivificante é aquele crido, adorado, vivido e testemunhado pela Igreja. É ele a Revelação! A Dei Verbum compõe-se de um proêmio, isto é, uma introdução e seis capítulos. Vamos a eles.

Já na sua introdução, o documento deixa claro que o Concílio (e a Igreja) coloca-se debaixo da Palavra de Deus, que é Jesus Cristo (cf. DV 1). Depois, no capítulo I, passa a tratar do que é a Revelação Divina: Deus, livremente no Seu amor e sabedoria, quis revelar-se aos homens por meio de Jesus Cristo para chamá-los a participar da vida divina. Então, o Senhor Deus não quer revelar coisas, mas deseja revelar Seu coração amoroso.

A Revelação é um diálogo de Deus com a humanidade por meio de Sua Palavra eterna feita carne: Jesus. Este diálogo é para nos levar à vida com Deus, à vida eterna, nossa plenitude (cf. DV 2). Depois, a Dei Verbum mostra como a Revelação foi sendo preparada ao longo da história, preparando para Jesus: na própria criação, o Senhor já se manifesta pela sua amorosa providência, na eleição de Abraão, nosso Pai na fé, na aliança com Israel e na palavra dos profetas. Assim, o Senhor foi preparando Israel e a humanidade para Jesus Cristo (cf. DV 3). Finalmente, chega Jesus, plenitude da revelação: Ele é a própria Palavra de Deus feita gente, feita carne. N'Ele, o Senhor se deu a nós totalmente (cf. DV 4).

Ainda neste capítulo, primeiro coloca-se a questão: como receber esta revelação de Deus? Qual a nossa atitude, a nossa resposta? A Dei Verbum responde: “A Deus revelador, é devida a obediência da fé!” (DV 5). Em outras palavras: a Revelação deve ser acolhida com fé, com aquela abertura amorosa e disponível que atinge e engloba a pessoa como um todo. A Revelação não é um conjunto de informações para a inteligência, mas Alguém que vem ao nosso encontro e a quem devemos acolher com todo o nosso ser. No entanto, a Revelação inclui também verdades reveladas que devem ser cridas, porque foram reveladas por Deus (cf. DV 6).

Assista também: "O que é a Dei Verbum?", com Denis Duarte

O capítulo II trata da transmissão da Revelação. Eis as ideias mais importantes: Cristo, Revelação do Pai, confiou-a aos apóstolos que pregaram, viveram e, por inspiração do Espírito Santo, colocaram por escrito a mensagem salvífica. Para que essa mensagem de salvação continuasse viva na Igreja, os apóstolos deixaram os bispos como seus sucessores e guardiões da verdade salvífica, contida na tradição oral e na Sagrada Escritura (cf. DV 7). Quanto à tradição apostólica, ela abrange tudo aquilo que coopera para a vida santa do povo de Deus e para o aumento da sua fé. Onde está a tradição? Na doutrina, na vida e no culto da Igreja, que é guiada pelo Espírito Santo.

Compete aos bispos, em comunhão com o Papa, o discernimento da tradição apostólica, a qual vai sempre progredindo na Igreja sob a inspiração do Santo Espírito (cf. DV 8). Ainda quanto à tradição, ela está intimamente unida à Sagrada Escritura, pois ambas dão testemunho do mesmo Cristo. Escritura e tradição devem ser recebidas e veneradas com igual reverência (DV 9). Compete aos bispos, em comunhão com o Papa, a interpretação última seja da Escritura seja da tradição: eles receberam autoridade de Cristo para isso e nesse discernimento são guiados pelo Espírito Santo (cf. DV 10).

O capítulo III afirma que a Escritura é toda ela inspirada por Deus, pois os seus autores escreveram por inspiração do Espírito Santo, de modo que, mesmo que cada autor dos livros bíblicos tenha seu estilo e sua visão, o autor final da Escritura é o próprio Deus e a Bíblia é realmente palavra d'Ele que nos transmite a verdade para a nossa salvação. Não se trata de verdade científica ou histórica, mas a verdade sobre o Senhor, sobre o homem e sobre o sentido da vida e do mundo (cf. DV 11).

Por isso mesmo, a interpretação correta da Palavra de Deus requer que se conheça a cultura do povo da Bíblia, a mentalidade e intenção do autor sagrado, bem como o gênero literário em que tal ou qual obra foi escrita. Sem contar que toda interpretação deve estar de acordo com o Magistério da Igreja (cf. DV 12). Uma coisa é certa: seja o simples crente, seja o estudioso erudito, deve procurar o sentido último da Escritura em Cristo e procurar interpretá-la no mesmo Espírito Santo que a inspirou e a entregou à Santa Igreja (cf. DV 21).

Depois, no capítulo IV, a Dei Verbum recorda que o Antigo Testamento éPalavra de Deus e prepara para o Cristo e, por isso, somente pode ser bem compreendido à luz de Cristo. No capítulo V, fala do Novo Testamento, mostrando que ele é mais excelente que o Antigo, porque é o cumprimento em Cristo daquilo que o Antigo anunciava. Ensina também que os evangelhos são de origem apostólica e contêm uma interpretação segundo a fé e inspirada pelo Espírito da vida, palavras e missão de Jesus Cristo.

Finalmente, o capítulo VI recorda a veneração que a Igreja tem pelas Sagradas Escrituras como Palavra de Deus e exorta os fiéis a que se alimentem dessa Santa Palavra para o bem de sua vida espiritual e da sua vida moral. Também recorda que a Sagrada Escritura deve ser a alma da Teologia. Exorta os ministros sagrados a que preguem a Palavra, sobretudo cuidando bem das homilias na Santa Missa. A celebração da Eucaristia é o lugar por excelência para se proclamar e escutar a Palavra de Deus, pois aí, a Palavra anunciada, que é Jesus Cristo, faz-se carne que alimenta e dá vida. A salvação anunciada na Escritura é celebrada na Páscoa Eucarística.

Eis, em linhas gerais, a belíssima Dei Verbum.

Dom Henrique Soares da Costa 
http://www.domhenrique.com.br

CNBB apresenta versão oficial da tradução do Hino do Ano da Fé


CNBB


CNBB
CNBB divulga a versão oficial do Hino da Fé para o Brasil.
Após um cuidadoso trabalho de tradução e revisão, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga a versão oficial do Hino da Fé para o Brasil. Trata-se de uma iniciativa das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia e para a Doutrina da Fé, para que a canção seja usada pela Igreja no Brasil durante este Ano da Fé.

.: Clique aqui para conhecer a letra e as partituras do Hino Oficial do Ano da Fé.: Veja todas as notícias sobre o Ano da Fé

A seguir, reproduzimos o texto enviado pelas comissões, com um breve comentário sobre a canção.

CREIO, Ó SENHOR!
Breve comentário ao hino do Ano da Fé

Conhecemos bem o quanto a música e o canto são importantes para a compreensão e o aprofundamento das ideias, e o quanto são úteis para a divulgação de campanhas e de projetos. Seguindo o convite do Santo Padre, “queremos celebrar este Ano de forma digna e fecunda” (PF, 8). Por isso, o Ano da Fé não poderia ficar sem seu hino. Dele esperamos que ajude a marcar este “tempo de particular reflexão e redescoberta da fé” (PF, 4).

Divulgado pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização, o hino circulou rapidamente pela internet, inclusive em uma versão portuguesa. Os assessores das Comissões Episcopais Pastorais para a Liturgia e para a Doutrina da Fé prepararam esta versão brasileira. Depois de avaliada pelos presidentes dessas Comissões e pelo Secretário Geral da CNBB, tornamos pública, para que seja usada pela Igreja no Brasil durante este Ano da Fé.

A súplica do pai que apresentou seu filho para ser curado por Jesus – “Eu creio, mas aumentai a minha fé” (Mc 9,24) – é assumida por todos nós. Desse modo, o hino é um grande pedido pela renovação e pelo crescimento da fé. Há uma particularidade a ser notada: a primeira parte da súplica está no singular: “creio, ó Senhor”. E a segunda parte está no plural: “aumenta nossa fé”. Assim se destacam os vários aspectos da fé, que são aprofundados pelo Papa no número 10 da Porta Fidei: ao mesmo tempo ela é pessoal e eclesial, é um ato pessoal e tem conteúdo “objetivo”.

Outro elemento que se destaca pela repetição é a expressão “caminhamos”, que ocorre no início de cada estrofe. Na mesma Porta Fidei, Bento XVI nos recorda que, uma vez atravessado o limiar da porta, por meio do batismo, abre-se diante de nós um caminho que dura a vida toda e que se conclui com a passagem para a vida eterna (PF, 1). O povo brasileiro se identifica muito com as romarias, peregrinações, procissões e caminhadas. Elas são um símbolo da peregrinação espiritual que toda a nossa existência cristã: “não temos aqui cidade permanente, mas andamos à procura da que está para vir” (Hb 13,14). O modo como caminhamos é destacado de modo diferente a cada nova estrofe: cheios de esperança, frágeis e perdidos, cansados e sofridos, sob o peso da cruz, atentos ao chamado, com os irmãos e as irmãs. É um caminho feito em companhia, desafiador, é certo, mas dirigido pelas marcas dos passos de Nosso Senhor, como bem recorda a estrofe 4.

O caminhar da Igreja é marcado, portanto, pelos mistérios da vida de Cristo, reflexos do grande Mistério Pascal. Na sequência, nos são recordados: o Advento, o Natal, a Quaresma, a Páscoa, Pentecostes e o Reino definitivo. Do mistério do Filho de Deus feito homem é que a Igreja vive permanentemente. É a comunhão com Ele que orienta e anima toda a caminhada eclesial ao longo da história e, na grande comunhão dos santos, é também o que anima cada um dos fieis, pessoalmente.

Alguns títulos de Cristo são evocados, junto com os mistérios. Filho do Altíssimo, estrela da manhã, mão que cuida e que cura, o Vivente que não morre, Palavra, esperança da chegada. Desse modo o Mistério do Filho de Deus feito nosso irmão impregna toda a existência dos cristãos, na Igreja. Assim ele nos anima no caminho e nos conduz para a meta.

Esse caminhar é feito em companhia. Como companheiros são recordados, na sequência das estrofes: os Santos que “caminham entre nós”, Maria, “a primeira dos que creem”, os pobres que “esperam à porta”, os humildes que “querem renascer”, a Igreja que “anuncia o Evangelho”, o mundo, no qual se encontram sinais do Reino que “está entre nós”. Esta grande companhia de fé nos permite muitas e profundas reflexões: a comunhão dos santos, o significado da presença da Mãe de Jesus na vida da Igreja, os pobres, nos quais podemos servir ao próprio Cristo e pagar-lhe amor com amor, o espírito das bem-aventuranças expresso nos “humildes”. Como resume a última estrofe, trata-se da companhia de fé, de esperança e de amor que é a Igreja.

A consciência de que o hino expressa a súplica da Igreja que quer ser renovada na fé é expressa nos termos com os quais se conclui cada estrofe: pedimos, oramos, invocamos, suplicamos, rogamos, clamamos. A renovação eclesial e o impulso para a nova evangelização, objetivos principais do Ano da Fé (PF, 7-8), não serão alcançados simplesmente por nosso esforço. São dons da graça divina, que devemos suplicar com humildade e buscar com toda energia.

Valha-nos sempre a proteção da Virgem Maria, bem-aventurada porque acreditou (Lc 1,45).

domingo, 11 de novembro de 2012

Oração Oficial da JMJ Rio 2013

Ó Pai, enviaste o Teu Filho Eterno para salvar o mundo e escolheste homens e mulheres para que, por Ele, com Ele e nEle, proclamassem a Boa-Nova a todas as nações. Concede as graças necessárias para que brilhe no rosto de todos os jovens a alegria de serem, pela força do Espírito, os evangelizadores de que a Igreja precisa no Terceiro Milênio.

Ó Cristo, Redentor da humanidade, Tua imagem de braços abertos no alto do Corcovado acolhe todos os povos. Em Tua oferta pascal, nos conduziste pelo Espírito Santo ao encontro filial com o Pai. Os jovens, que se alimentam da Eucaristia, Te ouvem na Palavra e Te encontram no irmão, necessitam de Tua infinita misericórdia para percorrer os caminhos do mundo como discípulos-missionários da nova evangelização.

Ó Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho, com o esplendor da Tua Verdade e com o fogo do Teu Amor, envia Tua Luz sobre todos os jovens para que, impulsionados pela Jornada Mundial da Juventude, levem aos quatro cantos do mundo a fé, a esperança e a caridade, tornando-se grandes construtores da cultura da vida e da paz e os protagonistas de um mundo novo.

Amém!

Desejo do ser humano por Deus é tema de reflexão do Papa


Jéssica Marçal
Da Redação CN

Arquivo
'Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma', disse Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 7
Na Catequese desta quarta-feira, 7, o Papa Bento XVI prosseguiu suas reflexões propostas para o Ano da Fé e focou sua meditação no desejo que o ser humano tem de Deus, um desejo misterioso que o homem traz em si. Como está escrito no Catecismo da Igreja Católica, este é um desejo que “está inscrito no coração do homem”.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI – 07/11/2012

.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé.: Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé

Bento XVI lembrou que, através do amor, o homem e a mulher experimentam a grandeza e a beleza da vida e da realidade. “Se isso que experimentam não é uma simples ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, até a renúncia a mim mesmo”, disse.

O Santo Padre destacou também como as experiências humanas, como amizade e a experiência do belo, mostram que cada bem experimentado pelo homem vai em direção ao mistério que envolve o próprio homem; “cada desejo que tem vista para o coração humano se faz eco de um desejo fundamental que não é nunca plenamente satisfeito”.

O Papa lembrou ainda que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção, mesmo quando ele caminha em caminhos extraviados.  “Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de começar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não faz nunca faltar a sua ajuda”.

E todos são, de acordo com o Papa, peregrinos para a pátria celeste. Isso, no entanto, não significa sufocar o desejo que está no coração do homem, mas sim libertá-lo. “Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma, fé que é uma graça de Deus”.

Evangelho (Marcos 12,38-44)


Domingo, 11 de Novembro de 2012
32º Domingo do Tempo Comum


— O Senhor esteja convosco. 
— Ele está no meio de nós. 
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor! 

Naquele tempo, 38Jesus dizia, no seu ensinamento a uma grande multidão: “Tomai cuidado com os doutores da Lei! Eles gostam de andar com roupas vistosas, de ser cumprimentados nas praças públicas; 39gostam das primeiras cadeiras nas sinagogas e dos melhores lugares nos banquetes. 40Eles devoram as casas das viúvas, fingindo fazer longas orações. Por isso eles receberão a pior condenação”.
41Jesus estava sentado no Templo, diante do cofre das esmolas, e observava como a multidão depositava suas moedas no cofre. Muitos ricos depositavam grandes quantias. 
42Então chegou uma pobre viúva que deu duas pequenas moedas, que não valiam quase nada. 
43Jesus chamou os discípulos e disse: “Em verdade vos digo, esta pobre viúva deu mais do que todos os outros que ofereceram esmolas. 44Todos deram do que tinham de sobra, enquanto ela, na sua pobreza, ofereceu tudo aquilo que possuía para viver”.

 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 10 de novembro de 2012

Dar sem medida


A Liturgia desse domingo nos fala do espírito
com que devemos fazer as nossas OFERTAS.
Dá muito quem dá tudo, mesmo que esse tudo seja pouco.

Duas viúvas são protagonistas nas leituras de hoje.

Na 1a Leitura, temos o Exemplo da viúva de Sarepta. (1 Rs 17,10-16)

O povo vivia numa época difícil de seca e fome.
O Profeta Elias chega à cidade de Sarepta, morto de fome e sede...
Encontra uma viúva a quem lhe pede água e pão.
- Ela dispunha apenas de um punhado de farinha e um pouco de azeite...
Ela oferece tudo o que tem e Deus abençoa a sua generosidade:
proporciona alimento, para ela e para o filho, durante todo o tempo da seca.

* Deus não abandona quem dá com alegria.
A generosidade, a partilha e a solidariedade não empobrecem,
pelo contrário, são geradoras de vida.

A 2ª Leitura nos apresenta o Exemplo de Cristo, o Sumo Sacerdote,
que se doa inteiramente pela salvação da Humanidade. (He 9,24-28)

O Salmo convida a confiar no Deus da vida, que ampara a viúva e o órfão
e confunde o caminho dos opressores. (Sl 146)

No Evangelho, vemos o Exemplo de outra viúva. (Mc 12,38-44)

Jesus senta-se perto da caixa de esmolas no templo e observa:
- De um lado, uma pobre viúva, oferece discretamente duas moedinhas;
- Do outro, gente importante dá solenemente grandes quantias...
Jesus censura o gesto dos fariseus e louva a GENEROSIDADE da viúva.
A oferta da viúva era pequena, mas era tudo o que ela tinha.
Deus não calcula a quantia que damos, mas o amor com que damos.

Duas viúvas, simples e humildes, revelam a grandiosidade dos pequenos gestos. Toda oferta que brota do coração tem valor incalculável aos olhos de Deus.
A hospitalidade da primeira é compensada pelo milagre de Elias
e a humilde generosidade da segunda merece de Jesus um grande elogio.

+ Se Jesus viesse hoje em nossa igreja, o que ele enxergaria?

- A que grupo nós pertenceríamos?
- Quais as pessoas que mais oferecem na comunidade?
  O Padre, os ministros, os animadores das pastorais? É difícil responder...
  Mas eu tenho a certeza, que muitas pessoas humildes,
  silenciosas, muito ocupadas, oferecem à comunidade
  um serviço semelhante à oferta da viúva:
  oferecem com sacrifício TUDO o que podem...
  E Deus não se deixa vencer em generosidade...
- E se Jesus olhasse as nossas OFERTAS, o que teria a dizer?
São ofertas generosas, dadas com alegria, como gesto de amor e de fé,
ou é um jeito para se livrar de uns trocadinhos?
Podemos dar uma esmola material, podemos partilhar nosso tempo,
nossos conhecimentos ou até nossa alegria com um sorriso.

E se olhasse o nosso DÍZIMO?
É uma oferta para retribuir a Deus um pouco do muito que recebemos
e assim participar na manutenção da nossa religião?
Ou apenas nos lembramos quando precisamos de um serviço da comunidade,
dando a idéia que é uma taxa para comprar algum sacramento?

- Na Bíblia, encontramos com freqüência uma verdade:
  Deus, embora criador de todo o universo,
  sempre quer e exige ofertas da parte dos homens.
- Assim já nas primeiras páginas da Bíblia, encontramos os homens
  oferecendo em sacrifício as primícias de seus trabalhos, 
  como homenagem de gratidão a Deus.
- Encontramos: Abel e Caim oferecendo um sacrifício a Deus. (Gn 4)
  Deus aceitou o de Abel e rejeitou o de Caim...
- No Antigo Testamento: tinham taxas fixas: o DÍZIMO...
- Primeiros cristãos: punham os bens em comum...

A Igreja retomou o Dízimo, como um dos PRECEITOS,
que os nossos católicos esquecem com muita facilidade.

O costume do dízimo foi introduzido por Deus.
No Livro de Malaquias, Deus se queixa de quem o "enganava",
por não pagar "integralmente"...  (Ml 3,6-10)
    à Será que ainda hoje há gente, que continua enganando?

QUANTO se deve dar?
Deus não nos dá uma taxa fixa. Deixa a critério de nossa generosidade.
Entre os Antigos, dava-se o Dízimo (10%),
atualmente muitos cristãos dão o Centésimo (1%) da renda familiar,
outros o correspondente a um dia de trabalho por mês...
Deve ser uma verdadeira oferta, não apenas uma esmola insignificante...

No Evangelho, vimos muitos ricos colocando grandes quantidades,
e a única pessoa que impressionou a Cristo foi a pobre viúva,
que não pôs muito, mas deu tudo o que tinha, e com alegria.

Dízimo não é doação apenas de dinheiro.
Podemos dar também o nosso tempo, em favor da comunidade...
Tudo pode ser feito com gestos muito simples, como o da viúva...
- Como partilhamos aquilo que somos e temos?

A Escritura nos garante: "Deus ama a quem dá com alegria". (2Cor 9,7)

                                                              Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Bispo comenta papel das novas comunidades na Nova Evangelização


Jéssica Marçal, com colaboração de André Luiz
Da Redação CN

Arquivo
Dom Roberto Lopes, presidente do Conselho das Novas Comunidades da arquidiocese do Rio de Janeiro
Começa nesta sexta-feira, 9, o Congresso Nacional das Novas Comunidades, reconhecidas pela Santa Sé como uma nova forma dos leigos se empenharem na evangelização. O evento é organizado pela Fraternidade das Novas Comunidades do Brasil e traz como tema “A graça dos Carismas”.

O tema é discutido ao mesmo tempo em que a Igreja vive o Ano da Fé, celebra os 50 anos do Concílio Vaticano II e 20 anos de promulgação do Catecismo da Igreja Católica. Para o presidente do Conselho das Novas Comunidades da arquidiocese do Rio de Janeiro, Dom Roberto Lopes, tais ocasiões tornam o tema oportuno.

“O tema realmente vem em um bom momento em que refletir sobre a graça dos carismas é verificar que nós temos que estar sempre vivendo a fidelidade do carisma do fundador, o carisma fundacional de cada um, daqueles que o receberam através do Espírito Santo”.

O bispo também explicou que o Congresso sempre busca ser um momento de revitalização, de voltar às fontes. “Com certeza, aqueles que participam retornam para casa com mais alegria, com mais entusiasmo para dar continuidade à evangelização”.

E no evento deste ano não será diferente. Dom Roberto explicou que o Papa, os cardeais, os bispos e as Igrejas particulares podem contar com a contribuição das novas comunidades e dos movimentos eclesiais. “Por isso que refletir sobre a graça dos carismas é verificar a beleza onde cada um, cada uma das comunidades tem essa riqueza de contribuir para a nova evangelização”.

Novas comunidades, Igreja, Nova Evangelização

Sínodo dos Bispos, realizado em Roma no último mês, já abordou em diversas intervenções a questão das novas comunidades, inclusive o seu papel na nova evangelização. Para Dom Roberto, as novas comunidades estão encontrando o seu espaço na Igreja aos poucos. Ele também acredita que o Congresso vai abordar muito as discussões do Sínodo.

“Esses carismas vêm justamente ao encontro nesse momento histórico que nós estamos vivendo em todos os continentes. Então é uma resposta, na realidade vem somar e, ao mesmo tempo, colaborar com o reino de Deus.

Para o bispo, as novas comunidades vão ser grandes protagonistas dentro dessa nova evangelização. Ele acredita, inclusive, que o resultado final do Sínodo, ou seja, o documento final que será redigido pelo próprio Papa Bento XVI em breve, vai apresentar essa expectativa, não só da Igreja de Roma, mas também das Igrejas particulares, desse envolvimento e entusiasmo.

“Cada um desses carismas vem como profetismo de querer animar e ir ao encontro daqueles irmãos que se sentem frios diante da presença de Cristo, a sua vivência na fé. As novas comunidades têm justamente essa alegria, esse entusiasmo. (...) Com certeza o documento que o Papa irá nos enviar será dentro desta linha desse grande entusiasmo e dessa nova alegria de ser profeta no mundo”.

Carismas


As novas comunidades possuem semelhanças entre si, como a vontade de servir Jesus Cristo. Ao mesmo tempo, vivem uma diversidade de carismas, ou seja, cada comunidade evangeliza de uma forma, sempre determinada por inspiração do Espírito Santo.

Para Dom Roberto, essa diferença de carismas é algo enriquecedor para a Igreja.  “A beleza da diversidade dos carismas é que se completam segundo as necessidades de cada Igreja particular, a maneira como isso vai se expressar, seja no meio da comunicação, como na Canção Nova, ou a questão também da maneira como a Shalom faz, dentro dos seus serviços diversificados, dentro da comunidade”.

Dom Roberto lembrou que essa diversidade de carismas facilita inclusive a inserção dos leigos na evangelização. “O próprio Vaticano II, que estamos completando 50 anos, (...) vai mostrando que é justamente esse ‘ser leigo’, ser batizado, que quer ratificar o seu batismo dentro de uma vocação específica que esses carismas oferecem”.

O bispo destacou ainda que esse leque de carismas dá tranquilidade, de forma que cada um pode se encontrar confortavelmente dentro daquilo que é compatível com o seu perfil de vida, sem ficar “engessado”. Ele informou que o Brasil, inclusive é um dos países onde mais ter surgido as novas comunidades.

“Existe esse espaço maravilhoso dentro da Igreja e que vai encantando. É por isso que tantas comunidades novas, com muitas vocações, fazem questionar de novo aqueles que, por ventura, não ingressaram em uma comunidade tradicional histórica, mas são capazes de dar um passo dentro dessa maneira nova de ser consagrado, mas permanecendo leigo. Isso que é bonito”.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Você pode ser santo

Deus quis fazer-nos participantes da Sua santidade


Somente Deus é santo! A Ele toda a glória e adoração! É isso que dizemos em cada celebração eucarística: Santo, Santo, Santo! Desta maneira, nós celebramos a transcendência do Senhor que está acima de tudo e do qual tudo depende. Diante do Deus Santo e, neste sentido, do Totalmente Outro, a nossa proclamação acaba por emudecer-se, pois diante d'Ele cessam as palavras humanas: “à medida que nos aproximamos do cimo, as nossas palavras diminuirão e, no final da subida a essa montanha, nós estaremos totalmente mudos e plenamente unidos ao Inefável” (Pseudo-Dionísio Areopagita, Teologia Mística, c.3).

Não obstante, Deus quis fazer-nos participantes da Sua santidade. Por Seu desígnio salvador, nós fomos consagrados no momento do nosso batismo e nos aproximamos da montanha da santidade. A partir daquele momento, a santidade para nós pode ser descrita como um processo no qual confluem a graça de Deus e a generosa correspondência humana. Neste processo tem lugar uma luta constante na qual um filho de Deus vai se parecendo, cada vez mais, com o seu Pai-Deus à espera de que um dia se manifeste a plena semelhança com a divindade no próprio ser da criatura.

A santidade é acessível a todos, porque Deus quer que todos os homens e mulheres sejam santos, isto é, participem da Sua vida e de Seu amor. O Pai deseja que, por meio da ação do Espírito Santo em nós, nos pareçamos cada vez mais com Seu Filho Jesus Cristo. Em resumo, a santidade é o desenvolvimento da nossa filiação divina: “desde agora somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. Sabemos que quando isto se manifestar, seremos semelhantes a Deus, porquanto O veremos como Ele é” (1 Jo 3,2).

Como se pode observar, a serpente astuta que aparece no livro do Gênesis, enganando os nossos primeiros pais, não estava tão equivocada: podemos ser como deuses, ou seja, podemos ser divinizados pela graça de Deus e nos parecermos com Ele já aqui nesta terra, e depois, eternamente no céu. O erro da serpente não estava nesta afirmação – sereis como deuses –, mas no método para alcançar esse objetivo. A serpente demoníaca propôs o orgulho e a desobediência para alcançar a divinização. Nada mais contraditório! O caminho é justamente outro: a humildade e a obediência acompanhadas da mais nobre de todas as virtudes: a caridade.

Assista também: "Santidade é fazer a vontade de Deus", com padre José Augusto

“Deus é amor” (1 Jo 4,8.16) e nós podemos amar, “mas amamos, porque Deus nos amou primeiro” (1Jo 4,19). A santidade se mede pelo amor: quem mais ama é mais santo; quem menos ama é menos santo; quem não ama nada, não é santo. De tudo isso é fácil concluir que a santidade não é algo exterior, caricaturesca, rígida, sombria ou até mesmo triste. Não! O santo é uma pessoa com uma profunda vida interior, com uma grande unidade de vida, uma pessoa coerente, flexível, cheia de luz e de alegria. Uma pessoa santa é um ser humano bem normal no seu dia a dia, mas os outros intuem que leva dentro de si algo diferente: o amor de Deus atuante e atualizador. Se o Senhor, o Totalmente Outro, quis fazer-se um de nós, quanto mais nós, sendo o que somos, devemos ser nós mesmos! Que sejamos cada vez mais simples, amemos de verdade, façamo-nos próximos aos outros seres humanos. Nós estamos, efetivamente, inseridos na grande massa humana, nós somos como os outros. E, no entanto, Deus nos conhece pelo nome, nos fez Seus filhos e quer ver-nos um dia com Ele no céu.

Santidade! Esse é o segredo que o cristão deve ter para aproximar muitas pessoas de Deus. Mas, por favor, não vamos mostrar a santidade como uma coisa esquisita, rara, estranha. Vamos ser bem normaizinhos: comemos, bebemos, trabalhamos, saímos com os amigos e… até tomamos uma cervejinha (com moderação!). Na verdade, nós somos as pessoas verdadeiramente normais, porque a vivência das virtudes humanas (prudência, justiça, fortaleza, temperança etc.) e sobrenaturais (fé, esperança e caridade) vai não somente nos divinizar, mas também nos humanizar cada vez mais. Quem quer ser uma pessoa humana verdadeiramente realizada tem mais que olhar para aquele que é Perfeito Homem, Jesus Cristo, e unir-se a Ele para ser divinizado por Ele, que é Perfeito Deus.

Quem são os santos? Uns bem-aventurados, os felizes desta terra. Quem pode ser santo? Todos. Como ser santo? Basta se unir a Deus pelos sacramentos da oração e duma luta contínua para dar gosto ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Qual é a finalidade de uma pessoa santa? Unir-se ao Santo dos santos e arrastar livremente muitas outras pessoas que lutaram para alcançar a santidade, a felicidade, a plenitude da vida.

Padre Françoá Costa
Diocese de Anápolis (GO)

Papa destaca que o amor a Deus e ao próximo são inseparáveis


Jéssica Marçal
Da Redação CN

Rádio Vaticano
'Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis e estão em relação recíproca', disse o Papa no Angelus deste domingo, 4
Reunido com os fiéis na Praça São Pedro, em Roma, neste domingo, 4, o Papa Bento XVI rezou a oração mariana do Angelus. Na ocasião, o Santo Padre explicou que o Evangelho do dia (Mc 12,28-34) nos propõe novamente uma reflexão sobre o ensinamento de Jesus: o amor a Deus e ao próximo, amores que são inseparáveis.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Angelus – 04/11/2012


“Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis e estão em relação recíproca. Jesus não inventou nem um nem outro, mas revelou que eles são, no fundo, um único mandamento, e o fez não somente com a palavra, mas, sobretudo, com o testemunho: a Pessoa própria de Jesus e todo o seu mistério encarnam a unidade do amor a Deus e ao próximo, como os dois braços da Cruz, vertical e horizontal”.

Mas antes de ser um mandamento, Bento XVI lembrou que o amor é um dom, uma realidade que Deus nos faz conhecer e experimentar. Isso para que o amor possa germinar dentro de nós, como uma semente, e se desenvolver em nossa vida.

O Papa destacou também que, se o amor de Deus criou raízes profundas em uma pessoa, então esta é capaz de amar também aquele que não merece, assim como é o amor de Deus por nós. Ele tomou como exemplo o pai e a mãe, que amam sempre seus filhos, e não somente quando eles merecem.

Outro aspecto ressaltado pelo Papa foi o fato de que com Deus se aprende a querer sempre o bem e nunca o mal. Aprende-se também a olhar para o outro não só com os olhos da pessoa humana, mas também com os olhos de Deus

“Um olhar que vem do coração e não para na superfície, vai além das aparências e capta os anseios mais profundos do outro: de ser ouvido, de uma atenção gratuita; em uma palavra: de amor”.

Por fim, pela intercessão da Virgem Maria, Bento XVI rezou “para que cada cristão saiba mostrar a sua fé no Deus único e verdadeiro com um claro testemunho de amor ao próximo”.

Leia mais
.: Todas as notícias sobre o Ano da Fé.: Bento XVI concede Indulgência plenária por ocasião do Ano da Fé

sábado, 3 de novembro de 2012

Caminho da Santidade


Homilia do final de semana 3 e 4/10/12
Na reza do "Creio", professamos uma verdade:
"Creio na Comunhão dos Santos".
Hoje, na festa de TODOS OS SANTOS,
vamos aprofundar essa Verdade.

Os textos bíblicos nos falam dessa realidade:

A 1a leitura nos garante que os Santos são muitos. (Ap 7,2-4.9-14)

O número 144.000 é simbólico: 12x12 mil: significa todo povo de Israel...
e mais uma grande multidão de todos os povos e línguas...
O Caminho da santidade está aberto a todos que vivem os valores do Reino.

A 2a Leitura afirma que somos Filhos de Deus:
O Amor de Deus como Pai nos transforma em filhos
e nos chama a viver como irmãos.  (1 Jo 3,1-3)
Ser Santo é viver em comunhão com o Pai e o Filho.

No Evangelho, Cristo nos aponta o caminho para ser Santo:
Viver as Bem-aventuranças…  (Mt 5,1-12)

+ Quem são os santos:

- Para muitos, Santos são pessoas já mortas,
  que realizaram no passado fatos surpreendentes na vivência da fé.
  Pessoas privilegiadas que já nasceram santas...  milagreiras...
  declaradas santas pela Igreja e hoje homenageadas em nossos altares...

- Na Bíblia, no princípio, o título de santo era só para Deus.
  Ainda hoje no Glória, recitamos: "Porque só vós sois santo".

- Em Cristo repousa o Espírito de Santidade…
  Ele irradia a Santidade de Deus e transmite a sua santidade à Igreja
  por meio dos Sacramentos, que trazem ao homem a vida de Deus.

- Esta doutrina era tão viva nos primeiros séculos,
  que os membros da Igreja não hesitaram em chamar-se "os santos"
  e a própria Igreja era chamada de "Comunhão dos Santos".

- A SANTIDADE cristã manifesta-se, assim,
  como uma participação na vida de Deus,
  que se realiza com os meios que a Igreja oferece,
  em particular com os Sacramentos.

- A SANTIDADE: não é fruto do esforço humano,
  que procura alcançar Deus com suas forças,
  Ela é Dom do Amor de Deus e Resposta do homem à iniciativa de Deus.
  É GRAÇA recebida e TAREFA a cumprir...

- A SANTIDADE não é uma realidade conseguida apenas no passado
  por umas pessoas privilegiadas, vivendo longe do mundo...
 
- SANTOS são pessoas como nós, que ainda hoje vivem a santidade de Deus,
  pelo testemunho de sua fé e fidelidade ao projeto de Jesus;
  homens e mulheres que lutam para serem justos e pacificadores,
  pobres e compassivos, puros de coração,
  segundo o espírito das Bem-aventuranças.

- Pessoas de todo o tipo, desde o bom ladrão,
  que se salvou no finalzinho por um gesto de solidariedade
  com o companheiro de Cruz,
  até vidas inteiras dedicadas ao próximo.
  Ninguém será santo depois de morto, se não o foi quando vivo.

+ A Festa de hoje nos lembra duas realidades:

1) O Mundo da Santidade:
Mundo imenso, onde os santos são inumeráveis.
- Mundo maravilhoso, onde muitos desses santos são nossos parentes,
nossos amigos, gente grande e crianças que conhecemos.
- Mundo feliz realizando-se na vida de trabalho e sofrimento,
de sonhos e realizações.
- Mundo de portas abertas, que cresce sem parar,
e, cada dia que passa, vê chegar novos eleitos.

2) A Nossa vocação à Santidade
O Mundo dos santos não é estranho para nós.
Pelo contrário, todos somos chamados à Santidade,
todos somos chamados a alcançar no mundo de hoje a plenitude da vida,
que está nessa íntima união com Deus, fonte de toda a vida.
 "Todos os cristãos são chamados pelo Senhor à perfeição da santidade". (LG31)

+ O Objetivo dessa Festa:

- Homenagear todos os Santos que morreram no Senhor, conhecidos ou não...
- Apresentar o ideal da SANTIDADE, como possível ainda hoje e
  ardentemente desejado por Deus:
  "Esta é a vontade de Deus, a nossa Santificação". (1 Ts 4,3)

+ A Santidade é participar da vida de Deus, que é "o Santo".
   E sendo nós pecadores, supõe um processo de conversão permanente...

- Para sermos santos, Cristo nos deixou alguns meios:
  à Os Sacramentos... a Igreja... a Oração … a Palavra de Deus

* Nas famílias, em que não há cinco minutos para a Oração e
   para a Palavra de Deus, poderemos esperar frutos de santidade?

  Acolhamos o Apelo de Deus à Santidade…
  e que os Santos sejam nossos modelos e intercessores nessa caminhada

                                     Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

02 de Novembro: Sobre o Dia dos Fiéis Defuntos


02.11.2012 - Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no séc. VII, e em Fulda (Alemanha) no séc. IX.
O fundador da festa foi Santo Odilon, abade de Cluny, o qual a introduziu em todos os mosteiros de sua jurisdição, entre os anos 1000 e 1009. Na Itália em geral, a celebração já era encontrada no fim do séc. XII e, mais precisamente em Roma, no início do ano de 1300. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos.
Neste dia, a Igreja especialmente autoriza cada sacerdote a celebrar três Missas especiais pelos fiéis defuntos. Essa prática remonta ao ano de 1915, quando, durante a Primeira Guerra Mundial, o Papa Bento XV julgou oportuno estender a toda Igreja esse privilégio de que gozavam a Espanha, Portugal e a América Latina desde o séc. XVIII.
NA TRADIÇÃO DA IGREJA
Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago - afirma: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (“De monogamia”, 10).
O prelado atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do Cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja” (“De anima” 51; PR, ibidem).
São Cipriano (†258), Bispo de Cartago, refere-se à oferta do Sacrifício Eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos seus antecessores bispos (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém” (Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem).
Falando da vida de Cartago, no século III, afirma Vacandart, sobre a vida religiosa: “Aí vemos o clero e os fiéis a cercar o altar [...] ouvimos os nomes dos defuntos lidos pelo diácono e o pedido de que o bispo ore por esses fiéis falecidos; vemos os cristãos [...] voltar para casa reconfortados pela mensagem de que o irmão falecido repousa na unidade da Igreja e na paz do Cristo” (“PR”, ibidem).
São Gregório Magno (540-604), Papa e Doutor da Igreja, declara:
“No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (cf. Mt 12,31). Dessa afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (dial. 4, 39).
São João Crisóstomo (349-407), Bispo e Doutor da Igreja, afirma:
“Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelos sacrifícios de seu pai (Jó 1,5), porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. 1Cor 41,15). E “Os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (“In Philipp”. III 4, PG 62, 204).
São Cirilo, Bispo de Jerusalém (†386), recorda:
“Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima” (“Catequeses. Mistagógicas”. 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38).
“Da mesma forma, rezando nós a Deus pelos defuntos, ainda que pecadores, não lhe tecemos uma coroa, mas apresentamos Cristo morto pelos nossos pecados, procurando merecer e alcançar propiação junto a Deus clemente, tanto por eles como por nós mesmos” (idem).
“Em seguida [na oração Eucarística], mencionamos os que já dormiram: primeiro os patriarcas, profetas, apóstolos, mártires, para que Deus em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração. Depois, rezamos pelos nossos santos pais e bispos falecidos, e em geral por todos os que já dormiram antes de nós. Acreditamos que esta oração aproveitará sumamente às almas pelas quais é feita, enquanto repousa sobre o altar a santa e temível vítima” (idem)
“Quero, neste ponto, convencer-vos por um exemplo. Sei que muitos dizem: “Que aproveita à alma que passou deste mundo, em pecado ou sem ele, se a recordo na oferenda?” Se um rei, porventura, banir cidadãos subversivos, mas depois os súditos fiéis tecem uma coroa e a oferecem ao rei pelos que estão cumprindo pena, não é certo que lhes concederá o perdão do castigo? Da mesma forma, nós, oferecendo a Deus preces pelos mortos, sejam ou não pecadores, oferecemos, não coroa tecida por nossas mãos, mas Cristo crucificado por nossos pecados; assim, tornamos propício o Deus amigo dos homens aos pecados nossos e deles” (idem)
Santo Epifânio (†403), Bispo da ilha de Chipre, diz:
“Sobre o rito de ler os nomes dos defuntos (no sacrifício) perguntamos: que há de mais nisso? Que há de mais conveniente, de mais proveitoso e mais admirável que todos os presentes creiam viverem ainda os defuntos, não deixarem de existir, e sim existirem ao lado do Senhor? Com isso se professa uma doutrina piedosa: os que oram por seus irmãos defuntos abrigam a esperança (de que vivem), como se apenas casualmente estivessem longe. E sua oração ajuda aos defuntos, mesmo se por elas não fiquem apagadas todas as dívidas [...]. A Igreja deve guardar este costume, recebido como tradição dos Pais [...] a nossa Mãe, a Igreja, nos legou preceitos, os quais são indissolúveis e definitivos” (“Haer”. 75, c. 8: pág. 42, 514s).
Os “Cânones de Santo Hipólito (160-235)”, que se referem à Liturgia do século III, contêm uma rubrica sobre os mortos [...] “[...] Caso se faça memória em favor daqueles que faleceram [...]” (“Canones Hippoliti, em Monumenta Ecclesiae Liturgica; PR”, 264, 1982).
Serapião de Thmuis (século IV), Bispo, no Egito, compôs uma coletânea litúrgica, na qual se pode ver a intercessão pelos irmãos falecidos:
“Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: “Santifica essas almas, pois Tu as conheces todas; santifica todas aquelas que dormem no Senhor; coloca-as em meio às santas Potestades (anjos); dá-lhes lugar e permanência em teu reino” (“Journal of Theological Studies” t. 1, p. 106; PR , 264, 1982).
“Nós te suplicamos pelo repouso da alma de teu servo (ou de tua serva); dá paz a seu espírito em lugar verdejante e aprazível, e ressuscita o seu corpo no dia que determinaste” (“PR”, 264,1982).
As Constituições Apostólicas, do fim do século IV, redigidas com base em documentos bem mais antigos, no livro VIII da coleção, relata:
“Oremos pelo repouso de (citar nome), a fim de que o Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as faltas voluntárias e, por sua misericórdia, lhe dê o consórcio das almas santas”.
SOBRE AS INDULGÊNCIAS
Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências – Papa Paulo VI, 1967, diz:
“A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo”, enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus (“Dei Verbum”, 8) e ( DI, 1).
“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (“Norma” 1).
“Assim nos ensina a revelação divina que os pecados acarretam como conseqüência penas infligidas pela santidade e justiça divina, penas que devem ser pagas ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e, sobretudo, mediante a morte, ou então no século futuro [...]” (DI, 2).
“Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados” (Catecismo da Igreja Católica, 1498).
CONDIÇÕES PARA GANHAR A INDULGÊNCIA PLENÁRIA
Para si ou para uma alma
1 – Confessar-se bem, rejeitando todo pecado;
2 – Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção;
3 – Rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, Ave Maria e Glória e
4 – Visitar o cemitério e rezar pelo falecido.
Obs.: – Fora da semana dos falecidos, o item 4 pode ser substituído por: Terço em família diante de um oratório, Via-Sacra na igreja; meia hora de adoração do Santíssimo ou meia hora de leitura bíblica meditada.
Fonte: www.cleofas.com.br      
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
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Dia dos Fiéis Defuntos - Tempo de oração em favor dos que partiram
02/11/2012
Um dia após a Solenidade de Todos os Santos, a Igreja celebra a Comemoração dos fiéis defuntos.
A data teve origem no início do século XX, durante a primeira guerra mundial, quando o papa Bento XV concedeu a todos os sacerdotes a faculdade de celebrar três missas neste dia. Por isso a liturgia do dia contém três Missas diferentes.

Devemos evitar o nome Finados, pois se origina do latim fine+ar - acabar, findar (1) – usada pelos pagãos que creem na morte como o fim de tudo.

Após celebrar a Igreja Triunfante, lembramo-nos dos fiéis defuntos, aqueles que, marcados com o sinal da fé, partiram deste mundo e esperam a purificação total para entrarem na glória de Deus – a Igreja Padecente.

Na ressurreição, Cristo venceu a morte, então por que devemos temê-la? Como podemos nos unir a Cristo, senão pela morte do corpo?

Por isso São Paulo diz, na carta aos Filipenses: "Para mim, viver é Cristo, e morrer é lucro." (Fl 1,21). Portanto, este é um dia em que devemos nos lembrar de nossos entes queridos com saudade, não com tristeza, pois a morte, para o cristão, deve significar a passagem para a vida eterna com Deus.

De acordo com o Missal Cotidiano, devemos rezar constantemente pelos nossos irmãos falecidos, pois “subsiste no homem, mesmo quando morre em estado de graça, muita imperfeição, muita coisa a ser mudada, purificada do antigo egoísmo” (2).

A liturgia das três missas, toda voltada à intercessão pelos mortos, lembra a ressurreição e a vida eterna como recompensa àqueles que creem e seguem os ensinamentos de Cristo.

Na terceira Missa, a oração depois da comunhão, suplica: “Ó Deus, pela Eucaristia que celebramos, derramai vossa misericórdia sobre os Vossos filhos e filhas falecidos; e aos que destes a graça do batismo, concedei-lhes a plenitude da alegria eterna”.

Que neste dia, por intercessão da Virgem de Fátima, a misericórdia de Deus leve ao céu todos os nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da vida eterna.

Por Andrea Cammarota        http://www.arquidiocesedebrasilia.org.br

Deus do Impossível - Círculo de Abraão

Oi galerinha tudo bem? se der pra vocês assistirem e curtirem o vídeo da banda Círculo de Abraão será uma honra para nós, esse é o link:
http://www.youtube.com/watch?v=xahQHqVvnr0

Flávio Bessa

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Santidade acontece a partir de escolhas simples, explica padre


Kelen Galvan
Da Redação CN

Arquivo Canção Nova
Acima, Padre Carlos e, abaixo, Adriano Gonçalves
Nesta quinta-feira, 1º, a Igreja Católica celebra a Solenidade de Todos os Santos em honra a todos os santos e mártires, conhecidos e desconhecidos.

Falar em santos normalmente nos remete à algo distante, visto que nos recordamos dos santos dos altares, tão conhecidos por seus feitos e milagres. Mas a santidade é algo simples, possível para todos.

"Santidade é viver a cada dia os ensinamentos de Jesus, buscando a pureza do coração, da mente e da alma. A santidade vai acontecendo no dia a dia à medida que vamos vivendo na simplicidade do Evangelho e, principalmente com o que Jesus mais pede: o ato de caridade, que é o amor concretizado, tornado prática", explica o pároco da Paroquia São Francisco de Paula, em Lavrinhas (SP), padre Carlos Alberto Victal.

O sacerdote explica que os santos foram santos porque praticaram muito o bem para com os outros. "À medida que eu esqueço de mim, e por amor ao Senhor e aos meus irmãos, pratico esse pequeno ato de caridade, de bondade, de ajuda às pessoas, atos de perdão no dia a dia, aí vai acontecendo a graça da santidade".

"Se nós olharmos os pequenos santos canonizados por João Paulo II todos eles praticaram atos de caridade simples, como o caso dos beatos Jacinta e Francisco, os pastorinhos de Fátima. O que eles fizeram além de rezar o terço, praticar pequenas caridades e bondades para com o outro, e pequenos sacrifícios de jejum e renúncia no dia a dia, oferecendo tudo pela conversão dos pecadores? Fazendo isso eles se tornaram beatos e estão quase sendo santos", destacou.

O jovem Adriano Gonçalves, autor do livro "Santos de Calças Jeans" e missionário da Canção Nova, diz que gosta de traduzir santidade por felicidade, com isso, todas as vezes em que a pessoa está vivendo uma felicidade autêntica e cuja fonte é Deus, ela está tendo um comportamento santo.

"O esporte que pratico, o filme que assisto, a música que ouço, quando tudo isso pontencializa o meu ser filho de Deus estou trilhando um caminho de santidade. Deus nos fez para felicidade eterna, mas nem por isso nos privou de uma 'penumbra de felicidade aqui'. Preciso descobrir no cotidiano as oportunidades de marcar com selo de céu", explica o jovem.

Adriano recorda que o Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil, em 2007, afirmou que santidade "é viver intensamente a vida", e intensamente é mesmo que "curtir". "Mas sempre com a pergunta básica: esta curtição me faz mais de Deus? Mais do próximo? E mais de mim mesmo? Me faz livre de verdade ou me amarra a correntes de prisão?", destaca.

"O mundo de hoje precisa de santos", afirma padre Carlos, "de pessoas que vivam a fidelidade ao Evangelho, aos mandamentos, a fidelidade em Jesus. Esse é um diferencial muito grande no mundo de hoje, onde praticamente a fé esfriou, onde os cristãos não mais buscam essa vida de santidade, mas vivem o corre-corre do dia a dia, e ainda os acontecimentos que o mundo propõe. O santo não, ele vai viver nesse mundo, nesses tempos, o que o Evangelho de nosso Senhor propõe, aí está o grande desafio". 

Papa destaca que fé não deve ser vivida de forma individualista


André Luiz
Da Redação CN


O Papa Bento XVI continuou nesta quarta-feira, 31, as reflexões sobre a fé católica propostas por ele para o Ano da Fé. Na catequese de hoje o Santo Padre exortou os fiéis a não se deterem numa fé individualista, mas enraizada na fé da Igreja. 
Ao iniciar a reflexão, o Pontífice fez três questionamentos que nortearam toda a catequese. “A fé tem um caráter somente pessoal, individual? Interessa somente a minha pessoa? Vivo a minha fé sozinho?”
Segundo o Papa, a fé professada não é resultado de uma reflexão pessoal e solitária, nem produto de um pensamento excêntrico. Ao contrário, “é fruto de uma relação, de um diálogo, no qual tem um escutar, um receber e um responder; é o comunicar com Jesus que me faz sair do meu “eu” fechado em mim mesmo para abrir-me ao amor de Deus Pai.”
Bento XVI disse que o cristão não está impedido de viver uma intimidade com a Pessoa de Cristo. Deve sim buscar no silêncio do seu coração o encontro com o Mestre. Porém, lembra o Papa, “nossa fé é verdadeiramente pessoal, somente se é também comunitária: pode ser a minha fé somente se vive e se move no “nós” da Igreja, só se é a nossa fé, se é a fé comum da única Igreja.”
“Não posso construir a minha fé pessoal em um diálogo privado com Jesus, porque a fé é doada a mim por Deus através de uma comunidade crente que é a Igreja e me insere assim na multidão dos crentes em uma comunhão que não é só social, mas enraizada no amor eterno de Deus,” reforça o Papa. 
Por fim , o Santo Padre, recordou que todo cristão deve reconhecer a necessidade de ter na Igreja a confirmação da fé. Num mundo onde o individualismo orienta as relações pessoais, o Papa lembra que a fé é um convite para todos serem “povo de Deus”, serem Igreja.
“Um cristão que se deixa guiar e plasmar pouco a pouco pela fé da Igreja, apesar de suas fraquezas, suas limitações e suas dificuldades, torna-se como uma janela aberta à luz do Deus vivo, que recebe essa luz e a transmite ao mundo.”

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