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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

APRECIAÇÃO FINAL DO SÍNODO DOS BISPOS DE 2012


As crônicas enviadas durante as três semanas do Sínodo focalizavam um determinado momento de sua realização, relatando o que passava naquele momento, como é próprio de uma crônica. Sem pretender fazer uma ampla síntese, o que seria impossível dada a extensão e complexidade dos temas tratados, pretendo agora relatar aquilo que me pareceu mais importante no conjunto desse grande evento.
A experiência vivida nesses 22 dias é única e incomparável. Foi uma participação intensa de comunhão eclesial em escala mundial, de uma Igreja viva e pujante, a pesar das dificuldades de hoje. Estava presente a Igreja inteira, representantes de todos os extratos eclesiais em nível da totalidade do Povo de Deus, tanto jerarquia, como fieis leigos. Sendo "dos Bispos" é lógico que a presença maciça era deles, que realmente conduziram, trabalharam, tomaram decisões como responsáveis primeiros da Igreja. Entretanto, estavam presentes também sacerdotes, religiosas e religiosos, leigas e leigos comprometidos com a evangelização. A Igreja Católica não é apenas os de rito latino; os católicos ortodoxos orientais estavam presentes em peso. Havia igualmente os "delegados fraternos", de outras igrejas cristãs, preocupadas também com os desafios da evangelização. Chamou a atenção, não tanto a profundidade da reflexão e de decisões, mas, sobretudo o testemunho de experiências realizadas em todas as partes do mundo. na busca de novas formas e modos de evangelizar.
Acima de um Sínodo, coloca-se apenas a realização de um Concílio Ecumênico. O Sínodo, tal como a Igreja o celebra hoje, tinha inicialmente uma dupla finalidade: manter vivo e aceso o espírito do Concílio Vaticano II e ser expressão da Colegialidade Episcopal. Quanto à primeira finalidade, ele esteve intimamente ligado ao Vaticano II não só por celebrar seus 50 anos, mas por sua estrutura, dinâmica interna, realização e conclusões. Pode-se dizer que o Sínodo "é um filho do Concílio"; a assembleia sinodal reafirmou, não tanto explicitamente, mas nos fatos e no temas tratados, a firme adesão aos ensinamentos do Concílio.
Com relação à segunda finalidade, ser expressão da colegialidade episcopal, ela fica um tanto obscurecido, dado seu caráter apenas consultivo. Ou seja: as célebres Proposições, documento mais importante, não têm autoridade em si mesmas. São apenas sugestões deixadas na mão do Sumo Pontífice para que ele, e seus auxiliares mediatos e imediatos, elaborem, dentro de um ano mais ou menos, um documento oficial (a exortação apostólica). Aquela tão suspirada descentralização do governo da Igreja, partilhando um pouco o excesso de responsabilidade e de poder que se concentra na pessoa do Papa, não se realiza plenamente. De outro lado, o Sínodo foi uma manifestação inequívoca da comunhão e afeto episcopal, do zelo, paixão e entusiasmo com os quais cada bispo assume a responsabilidade por todas as igrejas, e não apenas por sua diocese.
Houve uma plena sintonia com os sérios problemas que hoje assolam a humanidade, tudo, naturalmente visto à luz da evangelização para a transmissão da fé, que era o polo gerador de todos os temas tratados. O inusitado gesto de enviar uma delegação à Síria, em plena guerra civil e fratricida, levando não só ideias e exortações, mas também mediação político-diplomática e auxílio econômico, mostrou o quanto a Igreja está mergulhada em toda sorte de sofrimento humano. Isso ressoou muitas vezes e de diversos modos na aula sinodal, sobretudo com o testemunho de inúmeras ações criativas para que a mensagem de Jesus torne-se realmente Boa-Nova e palavra de salvação para todos.
Ficou claro também que tudo o que a Igreja faz deve ser fruto de uma profunda confissão e profissão de fé em Cristo Jesus, que com seu Evangelho, revela a proximidade de Deus em nossas vidas. Ela mesma em primeiro lugar é destinatária dessa Palavra de Deus, e daí a contínua conversão de si mesma e a vontade de, por todos os meios, quer pelo ministério da Palavra como dos sacramentos, ser a anunciadora da salvação para um mundo que se mostra cada vez mais secularizado, afastado de Deus e mergulhado no materialismo.
A expressão nova evangelização foi entendida em seu múltiplo significado, sempre e a partir da ação do Espírito Santo e do primado da graça. Ela é, em primeiro lugar, um grande chamado para todos os fiéis renovarem a própria fé, tanto na adesão pessoal e profunda à pessoa de Jesus (confissão da fé), como no testemunho de vida à luz do Evangelho (profissão de fé). A nova evangelização tem aí seu fundamento e garantia de sucesso, e não em projetos, planos, e programas, por mais importantes que eles também sejam.
Em segundo lugar significa o interesse de propagar sempre mais o Evangelho de Jesus entre todos os povos. Diante das urgências internas da vida eclesial, não pode ficar em segundo plano a missio ad gentes, o caráter missionário da Igreja, algo que pertence à sua natureza. Isso implica um retorno contínuo ao primeiro anúncio (querigma), a proclamação do mistério de Jesus Salvador: sua encarnação, tornando-se um de nós, sua, paixão, morte redentora e glorificação. Esse quérigma (conteúdo essencial da fé) deve estar presente no início da proclamação do Evangelho e reevocado continuamente em toda pregação e catequese. O drama que a Igreja vive hoje é que muitas nações, cristãs em épocas passadas, hoje estão longe de Deus, vivem como se Ele não existisse, e como se a Igreja fosse uma das tantas expressões religiosas sem sentido nenhum para o mundo de hoje. É difícil admitir, mas precisamos nos convencer de países outrora cristianíssimos (sobretudo na Europa) hoje são terra de missão, de anúncio primeiro, de evangelização, no sentido mais próprio e estrito da palavra.
Nova evangelização, em terceiro lugar, expressa a preocupação da Igreja por inúmeros cristãos que se tornaram sacramentalmente cristãos, mas vive como se fossem pagãos, afastados da Igreja e da prática cristã. Para eles é necessária uma nova conclamação, um novo apelo e, naturalmente, novas formas de pastoral, de catequese com métodos diferentes.
Diante desse quadro, as expressões "missão continental", "uma Igreja em permanente estado de missão", e "conversão pastoral" tão nossas latino-americanas foram integradas no vocabulário desse Sínodo. Os documentos de Aparecida foram continuamente citados; de fato, aqui na América Latina e Caribe, nós já nos debruçamos e procuramos soluções pastorais para os grandes problemas para os quais o Sínodo agora se voltou, em escala mundial.
Mas o Sínodo não ficou apenas em generalidades: desceu à consideração de problemas concretas e urgências pastorais como a necessidade de diálogo entre o Evangelho e cultura (pensamento moderno, ciência, universidades), a missão importantíssima dos leigos cristãos no processo da nova evangelização, o valor e o testemunho da vida religiosa e contemplativa no nosso mundo secularizado, a nova evangelização e os direitos humanos, a liberdade religiosa, o direito e dever de proclamar o evangelho, a promoção humana, a opção pelos pobres, o serviço da caridade, o cuidado com os idosos e doentes, migrações, valor e atualidade da doutrina social da Igreja.
Olhando mais para a vida interna da Igreja foram tratados temas como: a urgente necessidade de conversão da própria Igreja (pastores e fiéis), a santidade dos evangelizadores, a alegria com que o evangelho deve ser testemunhado, a iniciação cristã com seus três sacramentos, a catequese (sobretudo com adultos), os catequistas e o reconhecimento de seu ministério, o valor do Catecismo¸ a recuperação do sentido sagrado do domingo, a situação de muitos cristãos que vivem em contínuas ameaças por causa da fé (perseguições e martírio), a urgência da educação, a via da beleza como caminho de evangelização. A última parte das Proposições aborda o tema dos "agentes e participantes da Nova Evangelização": a diocese e pastoral orgânica, a paróquia como um dos eixos da nova evangelização, a beleza da liturgia e um grande apelo para os padres no aprendizado e aperfeiçoamento da ars celebrandi (arte de celebrar), a recuperação do valor do Sacramento da Penitência para todos cristãos, particularmente para os que retornam à Igreja, o importante papel dos fieis leigos (especial relevo às mulheres) e os movimentos de diversos tipos, a piedade popular, as peregrinações, a família cristã com suas crises e desafios, os jovens para os quais a Igreja olha com preocupação sim, mas com muita esperança, o diálogo ecumênico, inter-religioso, diálogo entre fé e ciência, os novos cenários urbanos, oátrio dos gentios (espaço de diálogo com os não crentes), o cuidado com o meio ambiente, etc.
As Proposições devem ser consideradas o documento principal do Sínodo; foi autorizada a publicação não oficial (oficiosa) de sua versão em inglês, que já está na internet. Um crítico ironizou as 58 proposições, citando o provérbio latino: "parturiunt montes, nascetur ridiculus mus" (engravidam-se as montanhas e nasce um ridículo ratinho). É desconhecer a densidade de cada uma delas, e muito mais a natureza do Sínodo. Em segundo lugar a Mensagem, de conteúdo denso, linguagem estimulante e bem comunicativa, é também documento do Sínodo; ela insiste no otimismo que deve tomar conta dos discípulos de Jesus e não o desânimo ou derrotismo diante das grandes dificuldades de evangelizar o mundo de hoje. Elas devem ser transformadas em novas oportunidades de anúncio do Evangelho. Fazem parte também do Sínodo as duas homilias de Bento XVI pronunciadas na abertura e na conclusão do Sínodo. São grandes meditações, a partir da Palavra de Deus, sobre o tema central do Sínodo.
O Papa tem falado frequentemente da "desertificação espiritual" que vive o mundo de hoje. No deserto, as estrelas brilham mais na noite escura; assim também deve brilhar mais o Evangelho no deserto espiritual do mundo de hoje, para que todos sejam por ele iluminados. Nesse sentido, é invocada a proteção de Maria, estrela da Evangelização e modelo supremo de discípulo de Jesus.
Para mim, a participação no Sínodo foi mais de enriquecimento pessoal do que de colaboração; consegui, sim, junto com outros, deixar algo numa proposição a respeito da catequese, catequistas e catecismo. Mas a riqueza recebida foi muito maior. Despeço-me de todos, agradecendo a paciência em seguir esses relatos e esperando ter contribuído para um maior conhecimento imediato do que ocorria por aqui. Auguro que todos possam também se enriquecer com mais esse impulso evangelizador provocado pelo Sínodo e lançar-se com o entusiasmo de sempre e mais ardor na transmissão da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Igreja.
Roma, 30 de Outubro de 2012, terça feira
Pe. Luiz Alves de Lima, sdb.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Notícias do Sínodo dos Bispos 21 - Pe. Lima


APROVADAS AS PROPOSIÇÕES E ENCERRADAS AS SESSÕES DO SÍNODO
Uma reviravolta no texto sobre catequese... muito melhor! 
Chegamos finalmente à última sessão da XIII Assembleia Geral Ordinária dos Bispos. Foram 22 sessões plenárias e 4 reuniões dos Circuli Minori.Ouvimos um total de 429 intervenções (discursos). O Sínodo produziu 2 grandes documentos: a Mensagem ao Povo de Deusum pouco longa, mas cheia de conteúdo e numa linguagem bastante coloquial, incisiva, esperançosa e otimista. E o elenco das 58 Proposições(ao final foi acrescentada mais uma), texto de muito conteúdo, e consequentemente com linguagem mais formal, declarativa e um tanto técnica. Elas recolhem o que de melhor foi abordado ao longo das três semanas de trabalho.
Conforme uma prática já consolidada desde o primeiro sínodo e posteriormente confirmada, essa assembleia episcopal não faz um documento, do tipo, por exemplo, das Diretrizes Gerais ou do Diretório Nacional de Catequese. De fato, essas Proposições não possuem uma finalidade em si, mas são entregues ao Papa para que ele, assessorado pela Comissão Permanente para o Sínodo, renovada nessa Assembleia por votação, redija umaExortação Apostólica a ser apresentada a toda a Igreja. Daí o segredo e a reserva sobre tal documento. A outra razão, mais citada, é que o Sínodo é um organismo consultivo e não tem poder de decisão... Isso, a meu ver, enfraquece aquela finalidade de colegialidade pela qual o Sínodo foi criado!
As proposições são grandes afirmações, em linguagem sintética, a respeito de um problema importante referente ao tema principal, no nosso caso, aNova Evangelização para a transmissão da fé. E por serem "entregues" ao Papa, são cercadas do máximo segredo... como já tive oportunidade de falar.
Mas, no mundo de hoje, é difícil guardar segredo. Por isso, desde que Bento XVI assumiu o pontificado romano, ele autorizou a publicação, em versão oficiosa e não oficial, dessas Proposições. Assim, já está sendo veiculado na Internet o elenco das 58 Proposições, inicialmente em inglês (língua em que foram escritas, pois o Relator Geral, Dom Donald W. Wuerl, é americano), e logo em seguida certamente surgirão traduções, se é que já não foram feitas! Pelo que consta, nem o Osservatore Romano e muito menos outro órgão oficial da Santa Sé irão publicadas: são reservadas ao Papa! Ele esteve presente quase o tempo todo, e hoje,na alocução ao meio dia (no Angelus), disse:
"De minha parte, ouvi e tomei nota de muitos itens de reflexão e muitas propostas que, com a ajuda da Secretaria do Sínodo e de meus colaboradores, procurarei colocar em ordem e elaborar, para oferecer à toda a Igreja, uma síntese orgânica e indicações coerentes. Podemos dizer que deste Sínodo sai reforçado o empenho pela renovação espiritual da mesma Igreja, para poder renovar espiritualmente o mundo secularizado. Tal renovação virá da redescoberta de Jesus Cristo, da sua verdade e da sua graça, do seu rosto, tão humano e ao mesmo tempo tão divino, sobre o qual resplandece o mistério transcendente de Deus".
A última sessão foi bastante longa. Inicialmente, o Secretário Geral comunicou os três nomes indicados pelo Papa para completar o Conselho Permanente do Sínodo: Card. Donald William Wuerl (relator geral desse Sínodo), o Card. Salvador Fisichella e Dom Pedro Herkulan Malchuk, ofm, arcebispo de Kiev. Informa que dos 12 grupos linguísticos vieram 529 propostas de alterações nas 57 proposições, que agora são 58; foram integradas na medida em que corrigiam, aperfeiçoavam ou ampliavam o texto anterior.
A seguir, tanto o Relator Geral (D. W. Wuerl), como o Secretário Especial (P.-M. Carré) prosseguiram a leitura, iniciada ontem, das Proposições, em sua segunda edição definitiva. Durante a leitura nós, assessores, tivemos o privilégio de receber uma cópia... milagre! E também fomos somente nós que ficamos com elas, pois a cópia que os bispos receberam foram devolvidas ao final, com a própria votação. Assim, pudemos acompanhar melhor e perceber mais concretamente onde houve alterações.
Terminada a longa e pausada leitura, houve a votação eletrônica, com três alternativas: Placet (voto positivo),  Non placet (voto negativo) e Absentio(abstenção). Dos 260 padres sinodais, no máximo 251 votaram, pois um ou outro se ausentava por algum motivo, ou mesmo já tinham viajado, ou se emaranhavam nas teclas do controle (hipótese mais plausível)...
A sala do Sínodo é muito bem equipada com os modernos recursos eletrônicos, como já acontece em muitos lugares. Do próprio lugar, através de uma espécie de controle remoto, cada um fazia sua votação e o resultado era imediatamente exibido nos telões. Houve aprovação de todos as proposições. Deve ter havido alguma falha nos equipamentos, pois sempre havia 1 voto negativo ou uma abstenção, até para Proposições que falavam da Santíssima Trindade como fonte da Nova Evangelização, ou sobre Nossa Senhora, Estrela da Nova Evangelização... isso chegou a provocar risos entre os votantes...
Como já disse, o que mais me chamou a atenção (e nem poderia deixar de ser...), foi o número 29 que, na redação anterior falava apenas do catecismo.Fiquei contentíssimo, pois a proposta que eu fizera no grupo linguístico foi plenamente acolhido, e, também pela "pressão" de outros grupos, aproposição ficou totalmente reformulada. O texto que falava do catecismo foi bastante reduzido, ficando no final, e acrescentados, no início, três parágrafos, para nós, importantíssimos, pois falam da catequese, do catequista e ainda (surpresa!), acrescentou uma abertura para o reconhecimento do ministério do catequista. Certamente foi a Proposição que mais recebeu radical mudança, o que explica também o elevado número de votos negativos (mas nem tanto...)
De fato, no momento da votação deste no. 29, que trata da catequese, participaram 250 votantes. Foi aprovado por larga maioria, ou seja: 229 placet, 17non placet e 3 Abstenções. Aliás, todas as proposições foram aprovadas assim, com ampla maioria. Outras proposições que receberam pouquíssimosnon placet foram: 17. Preâmbulos da fé e teologia da credibilidade: 18 non placet e 5 abstenções; 18. NE e mídia: 16 non p. e 2 abs.; 20. NE e via da beleza: 15 non p. e 6 abs.; 30. A teologia: 19 non p. e 2 abs.; 33. Sacramento da Penitência e NE: 12 non p. e 2 abs.; 37. O Sacramento da Confirmação na NE: 18 non p. e 6 abs.; 38. A Iniciação Cristã e NE: 13 non p. e 5 abs.; 40. O novo Conselho para a NE:16 non p. e 8 abs.;  43. Os dons hierárquicos e carismáticos: 20 non p. e 7 abs.; 46. A cooperação de homens e mulheres na Igreja: 17 non p. e 6 abs.; 52. Diálogo ecumênico: 14 non p. e 4 abs.; 53.Diálogo entre as religiões: 20 e 5 abs.; 54. Diálogo entre ciência e fé: 14 non p. e 2 abs.; 55. Átrio dos gentios: 20 e 3 abs.; 56. O cuidado da criação: 11non p. e 3 abs.
Além desse no. 29, sobre a catequese, catequistas e catecismo, há vários outros que tocam no tema da catequese, como o no. 28 A catequese de adultos, que recebeu 240 placet, 8 non p.e 2 abs.; o no. 37. O Sacramento da Confirmação na NE: 18 non p. e 6 abs.; e ainda o no. 38. A Iniciação Cristã e a Nova Evangelização: 13 non p. e 5 abs. Ao falar da família, no no. 48, os pais e os avós são exortados a educarem as crianças e adolescentes na fé. Por fim, quando se fala da formação sacerdotal no no. 49 A dimensão pastoral do ministério ordenado, pede-se que os futuros sacerdotes sejam formados "na capacidade de comunicar-se na catequese".
Na sessão da tarde, a última das 22 que tivemos, além dos discursos formais de agradecimentos, saudações e augúrios, o Papa espontaneamente tomou a palavra e confirmou que a escolha dos 6 novos cardeais, foi para ampliar mais a representação da catolicidade da Igreja, pois a maioria deles são de regiões onde não há representação cardinalícia. E a segunda notícia, para nós foi mais importante. Disse Bento XVI que, depois de muito refletir, rezar e consultar seus assessores, ele resolveu fazer pequena modificação nas competências de duas Congregações da Cúria Romana: passar o cuidado dos seminários para a Congregação para o Clero (estava antes na Congregação para a Educação Católica) e passar a animação da catequese (que estava na Congregação para o Clero), para o novo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização. Tais notícias foram recebidas com muito aplauso, e eu, pessoalmente, achei excelente, pois a catequese encontra, dentro da estrutura governamental da Igreja, um lugar bem mais significativo e próprio, pois profundamente ligado à Evangelização. Esta notícia estava na primeira página do Osservatore Romano de hoje, e, naturalmente já circulando na Internet! O encarregado por desse Pontifício Conselho para a Nova Evangelização é Dom Salvador Fisichella, teólogo bastante conceituado nos dias de hoje.
Apresento novamente o título das 58 Proposições aprovadas, pois houve modificações significativas, assinaladas com o tipo itálico:
Introdução: 1. Documentos a serem enviados ao Papa; 2. Agradecimentos do Sínodo. 3. Sobre as Igrejas Católicas Orientais para a NE.
Capítulo I: A Natureza da Nova Evangelização
4. A Santíssima Trindade, fonte da Nova Evangelização
5. A Nova Evangelização e a inculturação
6. A proclamação do Evangelho
7. Nova Evangelização como aspecto da missão permanente da Igreja\\
8. Testemunhas num mundo secularizado
9. A Nova Evangelização e o Primeiro Anúncio
10. O direito de proclamar e ouvir o Evangelho
11. A Nova Evangelização e a leitura orante da Sagrada Escritura
12. Os documentos do Concílio Vaticano II
Cap. II: O contexto do Ministério da Igreja hoje
13. As provocações da nossa época
14. A Nova Evangelização e a Reconciliação
15. A Nova Evangelização e os direitos humanos
16. A liberdade religiosa
17. Os preâmbulos da fé e a teologia da credibilidade
18. A Nova Evangelização e as comunicações sociais
19. A Nova Evangelização e a promoção humana
20. A Nova Evangelização e a via da beleza
21. As migrações
22. A conversão
23. A santidade e os novos evangelizadores
24. A doutrina Social da Igreja
25. Cenários urbanos da Nova Evangelização
Capítulo III - As respostas pastorais para as circunstâncias de hoje
26. As Paróquias e outros contextos eclesiais
27. A educação
28. A catequese de adultos
29. A catequese, os catequistas e o catecismo
30. A Teologia
31. A Nova Evangelização e a opção pelos pobres
32. Os enfermos
33. O Sacramento da Penitência e a Nova Evangelização
34. O domingo e dias festivos
35. A Liturgia
36. A dimensão espiritual da Nova Evangelização
37. O Sacramento da Confirmação na Nova Evangelização
38. A Iniciação Cristã e a Nova Evangelização
39. A piedade popular e a Nova Evangelização
40. O Pontifício Conselho para a promoção da Nova Evangelização
Capítulo IV - Agentes e participantes da Nova Evangelização
41. A Nova Evangelização e a Igreja Particular
42. A atividade pastoral integrada
43. Os dons hierárquicos e carismáticos
44. A Nova Evangelização na Paróquia
45. O papel dos fieis leigos na Nova Evangelização
46. A cooperação dos homens e das mulheres na Igreja
47. A formação dos Evangelizadores
48. A família cristã
49. A dimensão pastoral do ministério ordenado
50. A vida consagrada
51. Os jovens e a Nova Evangelização
52. O diálogo Ecumênico
53. O diálogo inter-religioso
54. O diálogo entre ciência e fé
55. O átrio dos gentios
56. O meio ambiente
57. A fé cristã que deve ser transmitida
Conclusão: 58. Maria, Estrela da Nova Evangelização.
Roma, 28 de Outubro de 2012, Domingo - ENCERRAMENTO DO SÍNODO
Pe. Luiz Alves de Lima, sdb.

domingo, 28 de outubro de 2012

COMO FAZER A BOA NOTÍCIA ECOAR NA VIDA DOS CRISTÃOS?


Na vida concreta, evangelização e catequese se misturam. Mas, para torná-las mas frutuosas, é possível e necessário distinguir, pelo menos do ponto de vista didático, estas duas expressões da única dinâmica da fé. A evangelização é o anúncio inculturado e atualizado da Boa Notícia de Deus, assim como foi experimentada e proposta por Jesus de Nazaré. E a catequese é, etimologicamente, fazer com que o Evangelho produza eco, é o aprofundamento mais sistemático e articulado deste anúncio substancial.
O Instrumentum Laboris do próximo Sínodo dos Bispos observa que, não sendo uma ação individual mas  comunitária e ecleisal, a transmissão da fé não deveria se preocupar em encontrar estratégias comunicativas eficazes nem com a seleção dos destinatários, mas refletir adequadamente sobre o próprio sujeito da evangelização (cf. IL, § 39). Ou seja, a Igreja deve refletir e encontrar em si mesma parte das causas que dificultam a aceitação do Evangelho e o seu enraizamento na cultura atual.
Esta é uma tarefa urgentíssima e exigente, mas chamar isso de ‘nova evangelização’ não parece apropriado. A palavra que a Igreja dirige a si mesma, aos diferentes grupos que a compõem, não se chama propriamente evangelização, mas catequese. É verdade que alguém deve repropor permanentemente a Boa Notícia de Jesus Cristo aos membros da Igreja, mas isso configura um processo permanente de educação da fé, com diferentes etapas e recursos variados. E quando se trata de remover os obstáculos que a vida dos fiéis, mas também as velhas tradições e pesadas estruturas, interpõem à credibilidade do seu anúncio, o que se necessita não é de evangelização mas de conversão pessoal e de mudança estrutural, e esse é um percurso que também merece ser pensado com atenção e profundidade. Sendo verdade que a catequese e a conversão não se reduzem à simples escolha de estratégias, também o é que sem caminhos, percursos ou instrumentos adequados a Palavra de Deus não produz eco na vida e na sociedade, e a conversão permanente e necessária da Igreja não passa de intenção vazia e proposta escapista.
No Instrumentum Laboris pede-se também que os Bispos Sinodais se interroguem seriamente se a falta de fecundidade da evangelização e da catequese do nosso tempo não seria acima de tudo um problema eclesiológico e espiritual. Poderia acontecer que os métodos usados pela catequese, no contexto de uma cultura secularizada, não estejam levando a uma fé madura e à sua transmissão. E recomenda-se que os Bispos reflitam sobre como desenvolver uma catequese que articule convenientemente fidelidade à revelação e fidelidade à pessoa humana culturalmente situada; que seja integral na transmissão fiel do núcleo da fé e, ao mesmo tempo, saiba falar às pessoas de hoje, escutando suas interrogações e animando suas buscas (cf. IL, § 104).
Esta é uma questão absolutamente fundamental, mas os problemas começam exatamente na idéia de pessoa humana e no conceito de fé e de revelação que a Igreja veicula! Quem ousar entrar nesse campo se defrontará com ‘minas’ espalhadas por todos os lados, com visões abstratas e tremendamente moralistas, legalistas e institucionalizadas. Mesmo que alguns discursos queiram mostrar diversamente, a prática hegemônica da hierarquia católica demonstra que ela não se dá bem com pessoas humanas e comunidades eclesiais maduras, autônomas, questionadoras, criativas. Da mesma forma, teme projetos de catequese e de evangelização que procuram encarnar a Boa Notícia de Jesus Cristo nas buscas e lutas humanas de hoje e traduzí-la numa linguagem minimamente compreensível ao nosso tempo.
Se a fé dos fiéis católicos e das comunidades eclesiais é infantil, imatura e impotente, isso não se deve prioritariamente à sua falta de boa vontade ou aos seus limites. O problema é estrutural, e tem sua origem numa instituição eclesiástica que prefere repetir fórmulas antigas e vazias de sentido e tem medo da inovação; que canoniza os fiéis obedientes e submissos e estigmatiza aqueles que questionam e propugnam por novas expressões da fé e por sua encarnação na cultura atual, assim como pela renovação de estruturas eclesiásticas anacrônicas e às vezes anti-evangélicas.
Itacir Brassiani msf

Santo do Dia 28/10/2012


São Simão e São Judas Tadeu

28 de Outubro



São Simão e São Judas TadeuCelebramos na alegria da fé os apóstolos São Simão e São Judas Tadeu. Os apóstolos foram colunas e fundamento da verdade do Reino.

São Simão:

Simão tinha o cognome de Cananeu, palavra hebraica que significa "zeloso".

Nicéforo Calisto diz que Simão pregou na África e na Grã-Bretanha. São Fortunato, Bispo de Poitiers no fim do século VI, indica estarem Simão e Judas enterrados na Pérsia.

Isto vem das histórias apócrifas dos apóstolos; segundo elas, foram martirizados em Suanir, na Pérsia, a mando de sacerdotes pagãos que instigaram as autoridades locais e o povo, tendo sido ambos decapitados. É o que rege o martirológio jeronimita.

Outros dizem que Simão foi sepultado perto do Mar Negro; na Caucásia foi elevada em sua honra uma igreja entre o VI e o VIII séculos. Beda, pelo ano de 735, colocou os dois santos no martirológio a 28 de outubro; assim ainda hoje os celebramos.

Na antiga basílica de São Pedro do Vaticano havia uma capela dos dois santos, Simão e Judas, e nela se conservava o Santíssimo Sacramento.

São Judas Tadeu:

Judas, um dos doze, era chamado também Tadeu ou Lebeu, que São Jerônimo interpreta como homem de senso prudente. Judas Tadeu foi quem, na Última Ceia, perguntou ao Senhor: "Senhor, como é possível que tenhas de te manifestar a nós e não ao mundo?" (Jo 14,22).

Temos uma epístola de Judas "irmão de Tiago", que foi classificada como uma das epístolas católicas. Parece ter em vista convertidos, e combate seitas corrompidas na doutrina e nos costumes. Começa com estas palavras: "Judas, servo de Jesus Cristo, e irmão de Tiago, aos chamados e amados por Deus Pai, e conservados para Jesus Cristo: misericórdia, paz e amor vos sejam concedidos abundantemente". Orígenes achava esta epístola "cheia de força e de graça do céu".

Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa), sendo rei Abgar. Terá evangelizado a Mesopotâmia, segundo Nicéforo Calisto. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo da Líbia.

Conta-se que Nosso Senhor, em revelações particulares, teria declarado que atenderá os pedidos daqueles que, nas suas maiores aflições, recorrerem a São Judas Tadeu.

Santa Brígida refere que Jesus lhe disse que recorresse a este apóstolo, pois ele lhe valeria nas suas necessidades. Tantos e tão extraordinários são os favores que São Judas Tadeu concede aos seus devotos, que se tornou conhecido em todo o mundo com o título de Patrono dos aflitos e Padroeiro das causas desesperadas.

São Judas é representado segurando um machado, uma clava, uma espada ou uma alabarda, por sua morte ter ocorrido por uma dessas armas.


São Simão e São Judas Tadeu, rogai por nós!


.: Oração para se rezar nas situações difíceis







Liturgia - 28 de Outubro de 2012


Primeira leitura (Jeremias 31,7-9)

Domingo, 28 de Outubro de 2012
30º Domingo do Tempo Comum

Leitura do Livro do profeta Jeremias:

7Isto diz o Senhor: “Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’.
8Eis que eu os trarei do país do Norte e os reunirei desde as extremidades da terra; entre eles há cegos e aleijados, mulheres grávidas e parturientes: são uma grande multidão os que retornam.
9Eles chegarão entre lágrimas e eu os receberei entre preces; eu os conduzirei por torrentes d’água, por um caminho reto onde não tropeçarão, pois tornei-me um pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito”.


- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.



Segunda leitura (Hebreus 5,1-6)

Domingo, 28 de Outubro de 2012
30º Domingo do Tempo Comum


Leitura da Carta aos Hebreus: 

1Todo sumo sacerdote é tirado do meio dos homens e instituído em favor dos homens nas coisas que se referem a Deus, para oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. 
2Sabe ter compaixão dos que estão na ignorância e no erro, porque ele mesmo está cercado de fraqueza. 3Por isso, deve oferecer sacrifícios tanto pelos pecados do povo, quanto pelos seus próprios. 
4Ninguém deve atribuir-se esta honra, senão o que foi chamado por Deus, como Aarão. 
5Deste modo, também Cristo não se atribuiu a si mesmo a honra de ser sumo sacerdote, mas foi aquele que lhe disse: “Tu és o meu Filho, eu hoje te gerei”. 6Como diz em outra passagem: “Tu és sacerdote para sempre, na ordem de Melquisedec”.


- Palavra do Senhor. 
- Graças a Deus.





Evangelho (Marcos 10,46-52)

Domingo, 28 de Outubro de 2012
30º Domingo do Tempo Comum


— O Senhor esteja convosco
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 46Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho. 
47Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!”
48Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!”
49Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!”
50O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus. 
51Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!”
52Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.


- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 27 de outubro de 2012

"Quero ver de novo"


Nos momentos de trevas em nossa vida,
a Palavra de Deus é sempre uma Luz,
que ilumina a nossa caminhada na fé.

Na 1ª Leitura, Jeremias anuncia um sinal de  luz  
para o povo sofrido, que vivia nas trevas do exílio:
"Coxos e cegos, mulheres grávidas e que deram à luz" retornam à pátria,
guiados por Deus, que cuida deles com cuidados de pai. (Jr 31,7-9)
- É um apelo à esperança e confiança em Deus.

A 2ª Leitura destaca que Jesus é o Sumo Sacerdote,
mediador entre Deus e a Humanidade. (Hb 5,1-6)

No Evangelho, Jesus dá a um cego a luz da visão e da fé. (Mc 10,46-52)

O núcleo central do evangelho de Marcos, que refletimos nesse ano,
é uma caminhada de Jesus para Jerusalém, onde será morto e ressuscitará.
No texto de hoje, temos o último Milagre e última Catequese de Jesus, encerrando sua caminhada para Jerusalém.  

Os APÓSTOLOS estavam "cegos" e necessitavam de "Luz":
aceitavam Jesus como Messias, mas não aceitavam a cruz.

- Perto de Jericó, um cego, sentado "à beira da estrada",
informou-se de que Jesus estava passando e gritou por socorro:
"Filho de Davi, tem piedade de mim". ("Filho de Davi": título messiânico)
- CRISTO parou e chamou-o.
- O cego jogou longe o manto e as moedas, e "saltou" ao encontro de Jesus.
- Cristo tomou a iniciativa: "O que você está querendo?"
- "Mestre, eu quero ver de novo", respondeu o cego.
- E Jesus afirmou: "Vai, a tua fé te salvou".
- E o cego, duplamente "iluminado" por Cristo,
   tornou-se um seguidor de Jesus no caminho a Jerusalém.

Esse episódio, mais do que uma crônica, é uma CATEQUESE BATISMAL:
   - JESUS se manifesta, passa pelo caminho do cego...
   - O CEGO não vê, mas percebe a presença do Senhor e acolhe o convite...
   - Trava-se o diálogo...
   - O cego recebe a visão da fé e segue Jesus pelo caminho até o Calvário.

+ Quem era o cego Bartimeu?
Um cego, à beira do caminho, marginalizado como tantos ainda hoje...
O encontro aconteceu "ao longo do CAMINHO". ("Caminho": cristianismo)
O cego não estava no caminho, estava à margem da religião e da vida.
No final, também Bartimeu seguiu Jesus "no caminho".

* A Cura de Bartimeu é mais do que a história de um cego...
   É o caminho da FÉ, dos que querem VER e SEGUIR Jesus.
+ O que faz o cego?

- Está atento à passagem de Cristo...
- Toma consciência de sua situação e decide sair dela.
- Supera o medo, a vergonha, começa a gritar, pede ajuda:
- Não desanima diante das contrariedades, continua procurando a Luz…
  mesmo quando o povo manda que se cale…
- E quando Jesus o chama: dá um pulo, joga o manto para longe e
  corre ao encontro daquele que podia restituir a vista.
- Saiu da margem do caminho e se pôs no caminho com o Mestre.

* Joga fora o Manto, em que recolhia as esmolas...
   Para o pobre mendigo, o manto era a sua riqueza, a sua casa, o seu abrigo.
- Quais são os obstáculos que impedem tanta gente, que quer enxergar,
  de se aproximar mais de Cristo e de sua Igreja?
  Talvez as nossas discórdias internas, a falta de unidade dos cristãos,
  talvez uma falta de acolhimento, também uma linguagem complicada,
  talvez um chamado mais carinhoso?

* Dá um "Salto" ao encontro de Jesus:
   É um gesto significativo "pular" para um cego que "não vê"...
   Mas Bartimeu entendeu que Cristo podia curá-lo.
   Por isso, jogou o manto, deu um "Pulo" e se aproximou de Jesus.

+ Que tipos de pessoas o cego encontra?
- Uns atrapalham: tentam abafar o seu grito... mandam que se cale...
- Outros ajudam, animam: "Coragem, ele TE CHAMA..."
- Jesus ESCUTA o grito sofrido e confiante do cego, PÁRA e LIBERTA:
  Da margem, Jesus o coloca no centro do caminho.
  Dá  a luz da VISÃO e a luz da .

+ E Nós o que podemos fazer?

 1) Descobrir as nossas cegueiras:
     Cegos são todos os que "não vêem" no seu coração as coisas importantes,
      não reconhecem a presença e o amor de Deus e vivem na escuridão.
      - Quais são as nossas cegueiras, que devemos apresentar a Cristo,
        para que ele nos cure e nos dê a verdadeira Luz?

2) Perseverar na Oração como Bartimeu.
    - Somos pacientes e perseverantes na oração?

3) Seguir Jesus no Caminho:
   Na Igreja primitiva, "o Caminho" significava o cristianismo.
   Os "seguidores do Caminho" eram os cristãos.
   O cego curado seguiu Jesus pelo caminho, tornou-se um "Discípulo".
   Para ser "Discípulo" precisa querer VER e decidir CAMINHAR.
   Não basta a euforia do primeiro encontro.

Façamos nossa, a oração do cego: "Mestre, eu quero ver de novo!…"

                                                Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa

COM OLHOS NOVOS



A cura do cego Bartimeu é narrada por Marcos para urgir as comunidades cristãs a sair da sua cegueira e mediocridade. Só assim seguirão Jesus pelo caminho do Evangelho. O relato é de uma surpreendente atualidade para a Igreja dos nossos dias.
Bartimeu é “um mendigo cego sentado à beira do caminho”. Na sua vida sempre é de noite. Ouviu falar de Jesus, mas não conhece o Seu rosto. Não pode segui-lo. Está junto ao caminho por onde Ele passa, mas está fora. Não é esta a nossa situação? Cristãos cegos, sentados junto ao caminho, incapazes de seguir Jesus?
Entre nós é de noite. Desconhecemos Jesus. Falta-nos luz para seguir o Seu caminho. Ignoramos para onde se encaminha a Igreja. Não sabemos sequer que futuro queremos para ela. Instalados numa religião que não consegue converter-nos em seguidores de Jesus, vivemos junto ao Evangelho, mas fora. Que podemos fazer?
Apesar da sua cegueira, Bartimeu capta que Jesus está a passar próximo dele. Não hesita um instante. Algo lhe diz que em Jesus está a sua salvação: “Jesus, Filho de David, tem compaixão de mim”. Este grito repetido com fé vai desencadear a sua cura.
Hoje ouve-se na Igreja queixas e lamentos, críticas, protestos e mutuas desqualificações. Não se escuta a oração humilde e confiada do cego. Esquecemo-nos que só Jesus pode salvar esta Igreja. Não nos apercebemos da Sua presença próxima. Só acreditamos em nós.
O cego não vê, mas sabe escutar a voz de Jesus que lhe chega através dos Seus enviados: “Animo, levanta-te, que te chama”. Este é o clima que necessitamos criar na Igreja. Animar-nos mutuamente a reagir. Não continuar numa religião convencional. Voltar a Jesus que nos está a chamar. Este é o primeiro objetivo pastoral.
O cego reage de forma admirável: solta o manto que lhe impede levantar-se, dá um salto no meio da sua escuridão e aproxima-se de Jesus. Do seu coração só brota uma petição: “Mestre, que possa ver”. Se os seus olhos se abrem, tudo mudará. O relato conclui dizendo que o cego recobrou a vista e “o seguia pelo caminho”.
Esta é a cura que necessitamos hoje, os cristãos. O salto qualitativo que pode mudar a Igreja. Se muda o nosso modo de ver Jesus, se lemos o Seu Evangelho com olhos novos, se captamos a originalidade da sua mensagem e nos apaixonamos com o Seu projeto de um mundo mais humano, a força de Jesus irá arrastar-nos. As nossas comunidades conhecerão a alegria de viver seguindo-o de perto.

 Pe. José Antonio Pagola
Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez

LITURGIA – 30º DOMINGO COMUM - 28.10.2012.


“Eu sou a luz do mundo,
Quem me segue terá a luz da vida!”
1.Introdução.
     O profeta Jeremias identifica sinais de esperança para o Povo sofrido de Israel. Deus mesmo vai conduzi-lo no retorno para a pátria. Vai traçar caminhos que passam junto a fontes de água límpida. Ele vai amparar os fracos, os coxos, as mulheres grávidas. Será uma procissão festiva dos “Pobres de Javé” regressando para sua Terra Natal.
      Haverá sinais verdadeiros de esperança no horizonte de nosso povo brasileiro, de nossa comunidade? As eleições não deixam de ser um dos sinais de esperança! O povo é persistente na esperança! Haverá sinais de esperança no seu horizonte pessoal? Quem sabe, de superar um vício, de conseguir uma casa própria, um emprego estável, uma Igreja mais fervorosa e apostólica! Quais são os sinais de esperança existentes em nosso horizonte?
      Os Apóstolos não viam sinais de esperança na decisão de Jesus, mas o “cego de Jericó” aclama Jesus como sua única esperança de cura. E Jesus o curou de sua cegueira! Jesus é nossa única esperança nesse “mundo torto” que nós mesmos construímos!
2.Palavra de Deus.
   Jr. 31,7-9 – O profeta Jeremias consolou o Povo de Israel com a alvissareira notícia de que seria libertado e conduzido para a Terra Natal pela mão carinhosa do próprio Deus! Ele mesmo vai levá-los aos cursos de água limpa e através de caminhos retos e planos.
   Hb 5,1-6 – O Povo de Israel conhecia os sacerdotes, descendentes de Aarão, mas, aqui, é anunciado um novo e eterno sacerdote, compassivo e que se oferece a si mesmo para nossa salvação. Jesus é o novo, o eterno, o compassivo e definitivo Sacerdote de Deus para nós.
   Mc 10,42-56 – Jesus caminha na direção de Jerusalém, onde será morto e, depois, ressuscitará. Os próprios Apóstolos não entendem a atitude de Jesus. São cegos! Mas, um cego, sentado à beira da estrada, reconhece Jesus como Salvador. Grita por Ele até ser curado! Ele entra na procissão e canta louvores a Deus!  Os sarados não enxergam, mas o “cego de Jericó” entende e segue os caminhos de Jesus.
3.Reflexão.
·         Duas ideias se impõem à nossa cabeça quando meditamos a esperança messiânica, desenhada na Bíblia: a figura de um “Messias sofredor”, e o partido que Deus toma em favor dos pobres!O “Servo do Senhor” é um “Servo sofredor” que resgata seus irmãos pelo sofrimento! Em Israel os preferidos de Javé são os coxos, os deficientes físicos, as mulheres grávidas...  enfim, os pobres! Quem seriam, hoje, seus preferidos?
·         Os Apóstolos tinham dificuldade de aceitar um “Messias sofredor”! E nós conseguimos entender as preferências de Deus pelos que sofrem injustiças e carregam a cruz do sofrimento? O sofrimento é incompreensível para os filósofos e os cristãos que não penetram profundamente na dinâmica da misericórdia divina. Nós, os cristãos, temos necessidade de conversão para sermos discípulos de Jesus, seguidores de suas pegadas e marchar até Jerusalém com Ele.
·         Jerusalém é o caminho para a glória, mas passa pelo Calvário! Somos cegos e  precisamos de cura e libertação para seguir Jesus cantando  louvores a Deus.Tomara sintamos necessidade de luz como ele sentia. Seu grito de dor era sinal expressivo de sua fé no poder de Jesus.
·         O Sacerdote verdadeiro, descrito na Carta aos Hebreus, é a realização do “Servo Sofredor, Salvador do Povo, previsto pelo Profeta Isaías. É a realização da profecia: “Tu és meu Filho, hoje te gerei! (Sl 2,7) “Tu és sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Sl 110,4). O sofrimento faz parte da dinâmica do amor divino.
Frei Carlos Zagonel.

SEJAMOS SOLÍCITOS COM AQUELES QUE ESTÃO LONGE.


(Jr 31,7-9; Sl 125/126; Hb 5,1-6; Mc 10,46-52)
O mês que a Igreja dedica à oração e à animação missionárias vai chegando ao fim. Irmãos e irmãs extraordinários/as nos acompanharam nesse período: Santa Teresinha, São Francisco, Santa Teresa, São Lucas, Santo Inácio de Antioquia... Eles/as nos estimulam, cada um/a a seu modo, a discernir nossa vocação na Igreja e a assumir nossa missão no mundo. Como cristãos, não podemos ficar sentados à beira da estrada. Diante da Palavra de Deus que nos chama, precisamos levantar com coragem, jogar para trás aquilo que nos amarra, pedir que Jesus abra nossos olhos, e pôr o pé na estrada do dom, para que todos os seres humanos sejam reconhecidos em sua dignidade. Não esqueçamos que Deus continua fazendo grandes coisas por nós e deseja fazer muito através de nós. Que nossas comunidades, a exemplo dos discípulos que encorajam o cego Bartimeu, sejam solícitas com aqueles que estão longe, cooperando criativamente com a missão.
“Estava sentado à beira do caminho.”
Somos movidos pelo desejo, não importa o nome com o qual venha batizado. Alguns preferem chamá-lo sonho ou utopia; outros/as falam de vocação; outros/as ainda usam a palavra aspiração, projeto. O fato é que esse dinamismo, por um lado, nos arranca para fora de nós mesmos/as e quebra os grilhões que nos amarram ao presente, e, por outro, revela que somos seres inconclusos e inquietos, cidadãos de pátrias que (ainda) não existem e contemporâneos de um tempo que está por vir.
O desejo insaciável de plenitude faz com que a pessoa humana se coloque a caminho e com ele se fusione. Apagar este desejo ou substituí-lo pela rasteira satisfação proporcionada pelo consumo de bens fugazes equivale a começar a morrer. O ser humano só fica sentado à beira da estrada quando ainda não alcançou sua própria maturidade ou quando tem roubada a sua dignidade. Só quem ousa caminhar para além da situação presente é capaz de recusar uma vida sustentada por esmolas.
O desejo mobilizador e criador é o lugar do encontro com Deus. Quem busca Deus fora desta insaciável sede de plenitude acaba encontrando ou fabricando ídolos que só fazem amedrontar os viventes e devorar vidas. É Deus quem nos fez assim, do pó da terra e do sopro divino. E é nessa abertura que nada pode preencher que ele costuma vir ao nosso encontro, acolhendo-a não como sinal de nossos limites, mas como expressão do infinito que nos habita.
“Senhor, salva teu povo!”
É do fundo desta condição de criaturas desejantes que brota a verdadeira oração. Mas também aqui a vertigem da liberdade e o império da satisfação das necessidades imediatas podem nos levar longe de nós mesmos/as e nos jogar na condição de mendigos que se contentam com as migalhas mal-humoradas de homens e deuses. E em vez de pessoas dignas, convivas que partilham de pé a refeição da vida, viramos pigmeus humilhados, sentados à beira da estrada da vida.
É na oração que revelamos nossos verdadeiros e mais profundos desejos. O que é que andamos pedindo nas orações pessoais e celebrações comunitárias? Dirigimo-nos a Deus como se ele fosse um substituto do falido sistema de saúde, pedindo-lhe que não deixe que a doença se hospede em nós ou nos nossos familiares? Ou confiamos a ele a frágil economia da nossa família e imploramos que dê segurança às nossas poupanças? Talvez cheguemos até a pedir paz, segurança e sucesso à nossa Igreja na concorrência com as demais denominações...
Pobres desejos!... Não passam de necessidades, reais ou fantasiosas, geradas no ventre do medo. Não é suficiente pedir com insistência: é preciso desejar e pedir com ousadia grandes coisas! Venha a nós o vosso Reino! Seja feita a vossa vontade! Não nos deixes cair em tentação! Renova a face da terra! Faz raiar um novo dia! Que o novo céu e a nova terra comecem de uma vez e queimem com sua brasa ardente nossos medos e nossa mesquinhez. Envia teu Espírito, Senhor!
 “Filho de Davi, tem compaixão de mim!”
O cego Bartimeu, que pedia esmolas na margem da estrada, soube discernir no murmúrio do povo a passagem daquele que o ajudaria a mudar definitivamente seu pobre destino. Ele começou pedindo compaixão àquele que carregava no DNA e na história familiar as esperanças dos pequenos. Começou reconhecendo dolorosamente que viver sentado à beira do caminho não é vida. Antes de manifestar propriamente um desejo, expressou sua própria condição de dor e alienação.
Apesar da contrariedade inicial dos que o circundam e seguem, Jesus pára e se dirige àquele que está à margem: “O que você quer que eu faça por você?” Há pouco um homem havia perguntado o que deveria fazer para possuir a vida eterna, e outros dois haviam pedido o privilégio de sentar à direita e à esquerda de Jesus na glória. Qual é o desejo que grita nas entranhas do cego? Uma esmola? Um manto para acolher os dons e cobrir o corpo machucado? Uma orientação espiritual?
“Que queres que eu te faça?”
Encorajado pelos discípulos, o cego balbucia uma prece vem do fundo da condição humana, um pedido que espanta todos os medos e exorciza todas as limitações: “Mestre, eu quero ver de novo!” Neste pedido, Bartimeu resume todas as suas necessidades e desejos: nem saúde perfeita, nem vida longa, nem esmola polpuda, mas ver claramente as coisas, avaliar com retidão os acontecimentos, vislumbrar o Reino de Deus chegando como graça, reconhecer a presença de Deus nos pequenos e grandes gestos de serviço solidário. É isso que ele pede. Mas isso seria tudo?
Um jovem rico havia voltado atrás entristecido porque era refém dos próprios bens (cf. Mc 10,17-22). Os filhos de Zebedeu continuaram amarrados aos sonhos de poder. Mas Bartimeu se livra do seu único meio de sobrevivência – o manto onde o povo jogava suas moedas – e se aproxima de Jesus. E é essa fé ativa e dinâmica que abre seus olhos. “Pode ir, a sua fé curou você!” Ele não vai para casa, como seria de se esperar, mas faz-se discípulo e segue Jesus, coisa que o jovem rico não conseguira.
Nossos olhos se abrem enquanto caminhamos para Jerusalém, na fidelidade ao mestre e profeta Jesus. Percebemos e demostramos que nossos olhos estão abertos e que vemos realmente quando, como Bartimeu, nos unimos a Jesus e seguimos com ele para o ataque final à ordem iníqua. Os ricos se afastam abatidos, os discípulos da primeira hora se atrapalham, mas Bartimeu é tranformado em discípulo e militante. Os primeiros se revelam os últimos, e os últimos se tornam os primeiros!
“E foi seguindo Jesus pelo caminho.”
Quem segue Jesus se assemelha a uma criança. É com o próprio Jesus de Nazaré aprendemos o que significa receber o Reino de Deus como uma criança, pois ele encarna a atitude essencial da criança: confiança nos outros, abertura àquilo que pode ser, alegria e gratidão pelas coisas que acontecem, curiosidade e desejo de aprender, despreocupação consigo mesmo. E com ele aprendemos também a desenvolver, como São Paulo, uma madura solicitude para com aqueles que estão longe.
É verdade que a criança pode também imaginar Deus como uma espécie de Papai Noel, que traz presentes aos que pedem, ou como um ser Todo-poderoso, que tem o poder de impedir que nos aconteçam coisas desagradáveis. Esta é uma uma forma infantil de fé. Infelizmente, alguns adultos têm uma fé infantil: imaginam que Deus pode manipular os eventos a favor daqueles que o pedem gentilmente, ou esperam que Deus faça por eles aquilo que eles mesmos deveriam fazer.
Jesus de Nazaré, peregrino no santuário das dores humanas! Escuta e atende o grito que brota das entranhas da terra e dos corações que não venderam sua humanidade por dinheiro vil. Abre os nossos olhos, para que te reconheçamos passando em nossos caminhos. Desamarra nossos pés, para que sigamos teus passos. Converte a  tua Igreja, para que ela não ignore ou reprima os desejos e sonhos que movem a humanidade. Desperta em nós a solicitude por aqueles/as que estão longe, e novas formas de cooperação missionária na Igreja. E não permitas que ninguém cale em nós o grito desse desejo, mais profundo que todas as profundezas, mas forte que todas as razões, mais glorioso que todas as luzes, mais vivo que todas as cores, mais nobre que todas as honras. Assim seja! Amém!
P. Itacir Brassiani msf

Onde nasceu Jesus?


from Semeando Catequese 



Outubro está no fim e já começamos a ver o comércio se preparando para o Natal, então vamos também começar a preparar nossos corações, com esta linda reflexão:

ONDE NASCEU JESUS?


Perguntemos a Maria Madalena onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:
- Jesus nasceu em Betânia.
Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.




Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus. E ele nos responderá:
- Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis, entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-lo, pois sabia que somente Ele é a fonte inesgotável de Amor.




Perguntemos a Pedro quando se deu o nascimento de Jesus. E ele nos responderá:
- Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou minha consciência  para a verdadeira vida.







Perguntemos a Paulo de Tarso quando se deu o nascimento de Jesus. E ele nos responderá:
- Jesus nasceu na estrada de Damasco quando, envolvido por uma intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava:
- Saulo, Saulo, porque me persegues?
E na cegueira, passei a enxergar um mundo novo, quando eu lhe disse: 
- Senhor que queres que eu faça?




Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus. E ela nos responderá:
- Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo de Roma, ouvi o povo gritar: 
- Negue! Negue! E o soldado, com a tocha acesa, dizendo: 
- Este teu Cristo ensinou-lhe apenas morrer?
Foi neste instante, que sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude, com toda certeza e sinceridade dizer: 
- Não, não me ensinou só isso. Jesus ensinou-me também a Amá-LO!


Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus. E ele nos responderá:
- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que Ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o Filho de Deus.
Só então compreendi o sentido das palavras: - Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida!


Perguntemos a João Batista onde e quando nasceu Jesus. E ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que chegando ao Rio Jordão, pediu-me que o batizasse. E, ante a meiguice de seu olhar e a majestade de sua figura, pude ouvir a mensagem do Alto:
- “Este é meu filho amado, no qual pus a minha complacência”. (Matheus 17,5)
Compreendi que chegara o momento de Ele crescer e eu diminuir, para a Glória de Deus Pai!



Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus. E ele nos responderá:
- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou meu túmulo e disse: 
- Lázaro! Levanta.
Neste momento compreendi, finalmente quem Ele era: A Ressurreição e a Vida!



Perguntemos a Judas onde e quando nasceu Jesus. E ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e à sua condenação. Compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos.



Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus e ela nos responderá: 
- Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha.
Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei maior do Amor!

E PARA NÓS? QUANDO JESUS NASCEU?

Deixai o Menino Deus, nascer em seu coração neste dia. Que Ele venha trazer Amor e Paz, a nós que experimentamos viver a lei maior do Amor..

O Senhor te abençoe e te guarde! 
O Senhor te mostre a sua face e conceda-te sua graça! 
O Senhor volva o seu rosto para ti e te dê a paz!
(Números 6,24-26)


fonte: Semeando Catequese

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