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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Palavra sem "Dono" - homilia dos dias 29 e 30/09/12


Celebramos hoje o DIA DA BÍBLIA
A Palavra de Deus sempre nos oferece uma luz
para as mais diversas situações de nossa vida.
Ela pode ser proclamada por quem Deus quer,
não é propriedade exclusiva de ninguém...

Na 1ª Leitura, vemos que a Palavra não é Monopólio de ninguém. (Nm 11,25-29)

- Moisés já idoso sente-se incapaz de continuar dirigindo o povo:
  "Sozinho não posso mais carregar esse povo".
- O Senhor lhe propõe a escolher 70 anciãos que,
  depois de ungidos pelo Espírito, o ajudariam nessa tarefa.
- Deus derramou o seu espírito sobre 70 anciãos,
  que se puseram logo a profetizar, mas não continuaram.
  E dois, que não estavam no grupo, começaram a profetizar…
- Josué vê nisso um abuso intolerável e propõe a Moisés:
  "Manda que eles se calem".
- Moisés, pelo contrário, alegra-se com o fato e afirma:
  "Oxalá todos recebessem o Espírito e profetizassem!"
  Moisés, longe de ter ciúmes, sente-se feliz
  em compartilhar com outros sua responsabilidade…
  O perigo é querer fazer tudo sozinho, ou pior não dar vez a ninguém…

* Em nossas comunidades, podemos também nos deixar levar
- pela tentação de Moisés de querer fazer tudo sozinho,
- ou pelo ciúme de Josué, de impedir o trabalho de quem não for do "grupo".

Pelo Batismo, todos recebemos a missão de ser profetas, sacerdotes e reis.
Todos somos chamados a falar em nome de Deus, anunciar o seu Reino.
Todos os batizados receberam a missão de santificar os ambientes
onde vivem e trabalham. Todos somos reis e devemos usar o poder
para cuidar com retidão de tudo e de todos como criaturas de Deus.

Na 2ª Leitura, Tiago denuncia o acúmulo de riquezas de alguns,
a custa da miséria de muitos. (Tg 5,1-6)

O Evangelho mostra que ninguém tem o Monopólio de Cristo. (Mc 9,38-43.47-48)

- Os apóstolos não conseguem expulsar o espírito mudo de uma pessoa...
- Pelo contrário, uma pessoa "fora" ao grupo consegue, em nome de Jesus...
- Os Discípulos, aborrecidos, manifestam sua insatisfação.
- JESUS rejeita o exclusivismo:
  "Não lhe proíbam... Quem não está contra, está a nosso favor".

As Leituras lembram DUAS VERDADES:

1) A PALAVRA de Deus não é monopólio de ninguém:
    deve ser anunciada por todos: "Oxalá todo o povo profetizasse"
2) O NOME de Jesus não é monopólio de ninguém:
     Mais do que pertencer ao grupo de Cristo,
     o importante é estar "em sintonia" com Jesus…
     No dizer do Papa: "Devemos ser amigos de Jesus, não donos".
     - As Igrejas separadas, que também falam em nome de Jesus,
        devemos combatê-las como inimigas,
        ou enxergá-las como possíveis parceiras no trabalho do Reino?

O REINO não pode ser um grupo fechado e fanático,
que se arroga a posse exclusiva de Deus e de suas propostas.
Deve ser uma comunidade que reconhece não ter o exclusivo
do bem e da verdade e se alegra com tantas pessoas,
que buscam a Deus com sinceridade,
praticam com lealdade o Bem, a Verdade e a Justiça,
mesmo sem pertencer ao "nosso" grupo.
- Por que ter inveja daqueles que cumprem gestos generosos
que talvez nós não tivemos a coragem para fazer?

Jesus não quer que sua IGREJA seja um gueto fechado,
mas um rebanho aberto a outras ovelhas,
que ainda não são do seu rebanho.
Deve estar sempre atenta aos sinais dos tempos,
para uma perene renovação, guiada pelo Espírito do Senhor...

- O apelo de Jesus no sentido de não "escandalizar" os pequenos
lembra a atitude que as pessoas e as comunidades devem ter
para com os "pequenos", os pobres, os que falharam, os que se afastaram,
os que têm fé sem profundidade, os marginalizados pela sociedade...
- O nosso testemunho leva-os a aderir a Cristo ou a afastar-se dele?

Os Donos da Igreja, o que fazer deles?
Em nossas comunidades cristãs, há pessoas
capazes de gestos incríveis de doação, de entrega, de serviço;
mas há, também, pessoas, preocupadas em proteger
o espaço de poder e de prestígio, que conquistaram.

São verdadeiros donos do santo e das coisas da comunidade.
Essas pessoas são responsáveis de muita gente se afastar da comunidade.
Só elas sabem, só elas são capazes, só elas dão o palpite certo.
Essa gente não está servindo à comunidade,
mas sim a si mesmo, a seu orgulho, a sua vaidade.
- Em nosso serviço na Comunidade, estamos protegendo
  os interesses de Deus, ou os nossos projetos e interesses?

Deus sempre se serviu de pessoas para anunciar a sua Palavra
e assim realizar os seus Planos de Salvação... 
- Sentimo-nos "donos" ou instrumentos da Palavra de Deus?

                                          Pe. Antônio Geraldo Dalla Costa - 30.09.2012

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Brasil: cobaia genética?

Com atraso de quase 20 anos em relação às recomendações internacionais, e à publicação de leis de biossegurança em outros países, e depois de intensas polêmicas no Congresso Nacional, o Brasil finalmente publicou, em 2005, a Lei 11.105, que regulamenta o uso de organismos geneticamente modificados (OGMs) no país. É uma lei que poderia ser aperfeiçoada em muitos pontos, mas ao menos é uma lei.

Agora, a proposta de novo Código Penal feita por uma comissão de juristas para o Senado e apresentada como Projeto de Lei 236/2012 pelo senador José Sarney, traz em uma de suas últimas linhas um verdadeiro cavalo de Troia. Sem qualquer justificativa, entre as diversas leis ou artigos de lei que revoga, estão o § 3.° do art. 5.°, e artigos 24 a 29 da Lei de Biossegurança. Isso corresponde a toda a parte penal desta lei.

Deixariam de ter qualquer sanção penal, por exemplo, a comercialização de células-tronco embrionárias humanas e a utilização de embriões humanos em desacordo com o que dispõe o art. 5.º da lei (amplamente debatido também no STF, que liberou o uso dos embriões congelados há mais de três anos ou que fossem inviáveis). Também deixa de ter sanção penal a prática de engenharia genética em célula germinal humana, zigoto humano ou embrião humano, e a realização de clonagem humana.

Ainda ficariam sem punição a liberação ou descarte de OGMs no meio ambiente, em desacordo com as normas estabelecidas pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização; assim como produzir, armazenar, transportar, comercializar, importar ou exportar OGMs ou seus derivados, sem autorização ou em desacordo com as normas estabelecidas pela CTNBio e pelos órgãos e entidades de registro e fiscalização.

Se aprovada, no novo Código Penal, essa absurda revogação, a CTNBio passaria a ser uma comissão fantasma, que produziria normas para não serem cumpridas, uma vez que não haveria qualquer sanção para quem as descumprisse.

O Brasil se tornaria um laboratório aberto para todos os tipos de experimentos genéticos, com possíveis consequências gravíssimas para a saúde humana e para o ambiente, além de abrir a porta para experimentos que desconsideram totalmente a dignidade humana, como a clonagem, a manipulação e o comércio de embriões.

Como agravante, o Brasil ainda não tem qualquer lei que regulamente a reprodução assistida. Embriões humanos podem ser produzidos em grande número e sem nenhum controle. Há enorme dificuldade em se fiscalizar o mau uso de algo (na verdade, alguém) que é literalmente invisível; se desse mau uso não resultar nenhuma sanção, é difícil imaginar até onde se pode chegar.

Essa questão tem estado ausente dos acalorados debates sobre a proposta de Código Penal por passar quase despercebida, uma vez que somente aparece como uma a mais entre inúmeras revogações que poucos terão tido tempo de estudar. Por isso, é importante que todos os que compreendem a gravidade da ausência de biossegurança, nas suas variadas vertentes, façam ouvir a sua voz para evitar esse absurdo.

Ficam também as perguntas: a quem interessa que o Brasil se torne uma terra sem lei para experimentos genéticos? Como surgiu a revogação desses artigos na comissão de juristas? Que outras surpresas ainda nos aguardam nas minúcias desse projeto de lei com mais de 500 artigos que está tramitando a toque de caixa em um Congresso esvaziado pela campanha eleitoral?


Lenise Garcia

Professora do Instituto de Biologia da Universidade de Brasília (UnB).

Papa nomeia bispos para São José do Rio Preto e Tubarão


Da Redação, com CNBB


Montagem sobre fotos/CNBB
Dom Tomé Ferreira da Silva, acima, e padre João Francisco Salm, nomeados bispos para São José do Rio Preto e Tubarão, respectivamente
O Papa Bento XVI nomeou dois novos bispos para o Brasil nesta quarta-feira, 26. Para a diocese de Tubarão (SC), foi nomeado o padre João Francisco Salm, até então ecônomo da arquidiocese de Florianópolis. Já Dom Tomé Ferreira da Silva foi nomeado bispo para São José do Rio Preto. Ele era bispo auxiliar da arquidiocese de São Paulo.
Dom Tomé sucederá a Dom Paulo Mendes Peixoto, transferido, no início deste ano, para a arquidiocese de Uberaba (MG). O bispo nomeado para São José do Rio Preto nasceu em 1961, na cidade mineira de Cristina. Foi ordenado bispo em 2005. Seu lema episcopal é “Santidade na verdade e caridade”.

Monsenhor João Francisco nasceu em 1952, em Barro Branco, São Pedro de Alcântara (SC). Estudou Filosofia e Estudos Sociais na Fundação Educacional de Brusque (FEBE), e Teologia no Instituto Teológico de Santa Catarina (ITESC).

Foi ordenado presbítero no dia 30 de junho de 1979. Em janeiro de 1980, iniciou seus trabalhos no Seminário Menor Metropolitano de Azambuja, tornando-se reitor do Seminário e do Santuário de Nossa Senhora de Azambuja, em 1984.

Em 1992, assumiu a reitoria do Seminário Teológico e a coordenação da Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Florianópolis. Foi pároco na Paróquia Santa Teresinha, em Brusque e exerceu a função de Administrador Arquidiocesano de Florianópolis, quando vacante.

Monsenhor João integrou ainda o Conselho de Presbíteros e foi coordenador de pastoral da Arquidiocese. Desde novembro de 2011 exercia a função de ecônomo da Mitra e coordenador da Cúria.

Reze e conheça a história de São Cosme e Damião


São Cosme e Damião

Eram gêmeos e filhos de uma família nobre. Nasceram por volta do ano 260 depois de Cristo, na região da Arábia e viveram na Ásia Menor. Desde jovens, manifestaram um enorme talento para a medicina, profissão a qual se dedicaram após estudarem e diplomarem na Síria.
Tornaram-se profissionais muito competentes e dignos, e foram trabalhar como médicos e missionários na Egéia.
Amavam Cristo com todo o fervor de suas almas e decidiram atrair pessoas ao Senhor por meio de seu serviço. Não cobravam pelas consultas e atendimentos que prestavam; por esse motivo, eram chamados “anárgiros”, ou seja, “aqueles que são inimigos do dinheiro, que não são comprados por dinheiro”. A riqueza que almejam era fazer da sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos perdidos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.
O coração dos irmãos ardia por ganhar vidas, e nisto se envolveram por meio da pratica da medicina. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Confiando sempre na oração, operaram verdadeiros milagres, pois, em nome de Jesus, curaram muitos doentes, vários destes à beira da morte. Eles se deixaram ser movidos por Deus e souberam conciliar o conhecimento científico com a intelectualidade e a espiritualidade na alegria e na tristeza.
Que nossa vida possa ser sempre inspirada pelo Espírito Santo como o testemunhos destes santos.
Rezemos com esta oração, pedindo a intercessão de São Cosme e São Damião
“São Cosme e São Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal. Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção, São Cosme e São Damião, conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: ‘Deixai vir a mim os pequeninos, pois deles é o Reino dos Céus’. São Cosme e São Damião, rogai por nós.
Reflita sobre a vida desses santos com padre Fernando Santamaria:
Reze também:::Oração pelos filhos

Filhos órfãos de pais vivos

A tragédia dos filhos órfãos de pais ainda vivos

Imagem de DestaqueÉ tão importante a presença do pai na vida do filho, que até o próprio Filho de Deus Encarnado quis ter um pai (adotivo) na Terra. Jesus não pôde ter um pai natural neste mundo, porque não havia homem capaz de gerar o Verbo encarnado; então, o Espírito Santo o gerou no seio puríssimo e virginal de Maria Santíssima. Mas Jesus quis ter um pai adotivo, nutrício, neste mundo, e escolheu São José, o glorioso patrono da Igreja, como proclamou o Papa Pio IX, solenemente, em 1870.

Quando José quis deixar a Virgem Maria, no silêncio da discrição de sua santidade, Jesus mandou que, imediatamente, o Arcanjo da Anunciação, São Gabriel, logo lhe dissesse em sonho: “José, filho de Davi, não temas receber Maria por tua esposa, porque o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo” (Mt 1, 20). E a José coube a honra de dar-lhe o nome de Jesus no dia de Sua circuncisão (Mt 1, 21).

Jesus viveu à sombra protetora do grande São José na vila de Nazaré e na carpintaria do grande santo. O povo O chamava de “o filho do carpinteiro”. José O protegeu da fúria de Herodes; levou-O seguro para o Egito, manteve-O no exílio e O trouxe de volta seguro para Nazaré. Depois, partiu deste mundo nos braços de Jesus quando terminou a sua missão terrena. A Igreja o declarou “protetor da boa morte”.

Ora, se até Jesus quis e precisou de um pai, neste mundo, o que dizer de cada um de nós? Só quem não teve um pai ou um bom pai deixa de saber o seu valor. Ainda hoje, com 57 anos de idade, lembro-me, com saudade e carinho, do meu pai. Quanta sabedoria! Quanta bondade! Quanta pureza! Quanto amor à minha mãe e aos seus nove filhos! Ainda hoje, com saudade e alegria, lembro-me de seus conselhos sábios.

O pai é a primeira imagem que o filho tem de Deus, por isso Ele nos deu a honra de sermos chamados "pais"; pois toda paternidade vem do próprio Senhor. Muitos homens e mulheres não têm uma visão correta e amorosa de Deus, porque não puderam experimentar o amor de seus pais; muitos foram abandonados e outros ficaram órfãos.

O pior de tudo é a ausência dos pais na vida dos chamados “órfãos de pais vivos”; e são muitíssimos. Muitos e muitos rapazes têm gerado seus filhos sem o menor amor, compromisso e responsabilidade, buscando apenas o prazer sexual de suas relações com uma moça; a qual é logo abandonada, vergonhosamente, deixando que ela “se vire” para criar o seu filho como puder.

Quase sempre essas crianças são criadas com grandes dificuldades. O peso de sua manutenção e educação é dividido quase sempre com a mãe solteira que se mata de trabalhar e com os avós que, quando existem, fazem o possível para ajudar. 


A criança, então, é criada sem o pai.  A metade de sua educação, podemos dizer, está comprometida, pois ela nunca experimentará o colo e os braços de um verdadeiro pai que a embale. Isso tem sérias consequências na vida dos jovens e adultos. Muitos deles, os mais carentes, acabam nas ruas e na marginalidade do crime, dos assaltos, roubos, das drogas e, consequentemente, na cadeia.

Não é à toa que mais de 90% dos presidiários são jovens entre 18 e 25 anos. É verdade que muitos deles tiveram um pai a seu lado, mas também é verdade que muitos não conheceram este homem que os deveria ter criado. Normalmente, um filho que tem um bom pai, amoroso, trabalhador, dedicado aos filhos e à esposa, não se perde nos maus caminhos deste mundo. 

Isso tudo é lamentável, como constatou o Papa João Paulo II
 em sua última viagem ao Brasil em 1997. Falando aos jovens no Maracanã, ele disse que, por causa do “amor livre”, “no Brasil há milhares de filhos órfãos de pais vivos”. Que vergonha e que dor para todos nós! Quantas crianças com o futuro comprometido, porque foram gerados sem amor e abandonados tristemente.

Sem um pai que eduque seu filho, a criança não pode crescer com sabedoria, fé, respeito aos outros, amor ao trabalho e à virtude. Deixar uma criança sem pai, estando este vivo, é das maiores covardias que se pode perpetrar contra o ser humano inocente que é a criança.

Hoje, infelizmente, com o advento da inseminação artificial e clínicas de fertilização, há uma geração de jovens que não conhecem seus pais, pois muitos foram gerados por um óvulo inseminado artificialmente pelo sêmen de um homem anônimo. Esses jovens não conhecem a metade de sua história e não têm uma verdadeira família. Como será o futuro desta geração de jovens? Não é à toa que a Igreja católica é contra a inseminação “in vitro”. 

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Evangelho Quatidiano

Quarta-feira, dia 26/09, da 25ª semana do Tempo Comum

Evangelho segundo S. Lucas 9,1-6. 
Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curarem todas as doenças. 
Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes, 
e disse-lhes: «Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. 
Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso. 
Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.» 
Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.

FONTE: http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Papa no Líbano: reveja as mensagens de Bento XVI no país


Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo/Reuters
O Papa Bento XVI durante celebração eucarística no Líbano neste domingo, 16, seu último dia de visita ao país
O Papa Bento XVI já está de volta a Roma depois de suaviagem apostólica ao Líbano neste fim de semana, 14 a 16 de setembro. Além de mensagens de paz levadas pelo Pontífice não só para o Líbano, mas para todo o Oriente Médio, a visita foi marcada pela entrega da Exortação Apostólica pós-sinodalEcclesia in Medio Oriente.

Em seu discurso na chegada ao Líbano na sexta-feira, 14, o Papa disse que foi ao país como “peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens”. Após a chegada, o primeiro compromisso de Bento XVI foi uma visita à Basílica de São Paulo, em Harissa, onde assinou a Exortação Apostólica pós-sinodal.

Na ocasião, o Papa destacou que a exortação visa a um verdadeiro diálogo inter-religioso, fundado na fé no Deus Uno e Criador. Tendo em vista a aplicação frutuosa do documento, o Pontífice convidou todos a não terem medo, permanecerem na verdade e cultivarem a pureza da fé.

No segundo dia de visita, sábado, 15, o Papa participou de uma Missa privada logo pela manhã. Depois fez uma visita de cortesia ao presidente da república e encontrou-se com o presidente do parlamento, com o presidente do Conselho dos Ministros e com os chefes das comunidades religiosas muçulmanas.

Ainda no sábado, Bento XVI reuniu-se com autoridades civis e religiosas e representantes do mundo da cultura do Líbano. A todos os presentes, o Papa destacou a importância de se defender a vida para alcançar a paz.

No final do dia, às 18h (horário local), o Papa encontrou-se com os jovens. Ele falou sobre os anseios e expectativas da juventude que, segundo ele, ocupa um lugar privilegiado no coração da Igreja. O Pontífice fez um apelo para que os jovens assumam o papel de protagonistas do futuro. “A Igreja precisa do vosso entusiasmo e criatividade", ressaltou.

Em seu último dia de visita ao país, Bento XVI presidiu a celebração eucarística. Na homilia, o Papa destacou que só aquele que aceita o caminho de Cristo e vive em comunhão com Ele e na comunidade é que conhece a verdadeira identidade de Cristo.  Ele lembrou ainda aos fiéis que a vocação da Igreja e do cristão é servir gratuitamente a todos e sem distinção, como o fez o próprio Senhor.

Em seguida, Bento XVI recitou o Angelus e entregou a Exortação Apostólica. O Santo Padre disse esperar que o documento possa ser um guia para avançar nos caminhos por onde Cristo precede.

Após a celebração, Bento XVI almoçou com a Comitiva Papal, despediu-se da Nunciatura Apostólica em Harissa e participou de um encontro ecumênico na sala de honra do Patriarcado Sírio-Católico de Charfet.

Na cerimônia de despedida, realizada no Aeroporto Internacional de Beirute, o Santo Padre agradeceu às autoridades civis e religiosas pela acolhida e, de modo particular ao povo libanês, que demonstrou grande entusiasmo por sua visita e o deixou com o desejo de voltar.

Ao se despedir dos fiéis, Bento XVI disse que reza a Deus pelo Líbano, para que o país viva em paz e que resista com coragem a tudo o que possa destruí-la ou ameaçá-la.

Sinal da compaixão de Jesus perante o sofrimento humano


O texto de hoje é caraterizado pela compaixão, pois tudo nasce de um sentimento espontâneo de Jesus como Homem, mas também como o Senhor da vida. Não é um pedido, não é exigência de fé, é o Senhor que tem compaixão dos órfãos e  faz justiça às viúvas. De repente, Ele levanta a voz para a viúva e lhe diz: “Não chores!”
O Autor da vida usa o verbo no presente do imperativo para dizer que aquela mãe deve parar de chorar, uma vez que não existirá mais motivo para esse lamento e dor. Quem tem Jesus deixa de sofrer a morte, e os sofrimentos do tempo presente não têm nada a ver com a glória que se há de revelar no final dos tempos, “quando tudo se consumar em todos”, dirá São Paulo. Portanto, trata-se de uma palavra de consolação que prepara uma intervenção, a qual evitará a causa do pranto.
“E então tendo-se adiantado, tocou o caixão. Os portadores param e Ele diz: ‘Jovem, a ti digo: levanta-te’. E ergueu-se o morto e começou a falar e Jesus o entregou à sua mãe”.
A ordem de Jesus é imperiosa e contundente. O verbo é imperativo passivo, o qual podemos traduzir por impessoal ou reflexivo. Jesus era Senhor dos mortos e estes Lhe obedecem assim como as forças da natureza. “Quem é este a quem os ventos e o mar obedecem?” O morto ergueu-se e começou a falar. O alento da vida se expressa, de novo, por meio da fala.
Jesus tomou o jovem pela mão e o levou até a mãe que não podia acreditar no que seus olhos estavam vendo. No ato há uma reminiscência da atitude de Elias quando, ressuscitado o filho, desceu até o andar térreo para entregá-lo à sua mãe viúva. Além de ser o Senhor da vida, Jesus atua como uma cópia de Elias, o antigo profeta, restaurador do verdadeiro culto divino a Javé entre os israelitas. Por isso, a exclamação dos presentes: “Um grande profeta há surgido! Deus visitou o seu povo!” E a fama de Jesus se espalhava por toda a parte.
Num mundo como o atual, em que a ausência do Deus criador entrega ao homem o direito de sua vida e até a faculdade de outras vidas sob seu domínio, como no caso dos fetos maternos, é bom refletir sobre este milagre de Jesus. A vida depende de quem a pode dar, não de quem a quer tirar. Destruir é fácil; porém, isso não implica direito, mas força; justiça, mas violência. O verdadeiro poder tem como base a construção do bem, da saúde e da cura. O médico cura, o criminoso mata; aí está a diferença.
Jamais Jesus destruiu um inimigo ou ameaçou um rival: “Quem soube recriminar discípulos que queriam botar fogo sobre os que não queriam hospedá-los (cf. Lc 9,54), chorou sobre Jerusalém, prevendo sua destruição (cf. Lc 19,41) e advertiu as mulheres que se compadeciam da sina fatal de seus filhos (cf. Lc 23,28)? Quem sempre usou Seu poder e Sua autoridade para fazer o bem (At 10,38)? Quem usou Sua autoridade moral para pedir perdão para os inimigos e fazer o bem aos Seus perseguidores (Lc 6, 27)? Deriva-se desta conduta uma teologia que tem como base a revolução e a luta pela justiça, a qual considera inimigos e opressores os mais favorecidos e oprimidos e com direito à retaliação os mais desprotegidos?
No episódio de hoje, vemos como Jesus atua sem ser pedido, unicamente pela Sua compaixão como ser humano. Ter piedade dos que sofrem é um exercício aprovado pela atuação de Jesus até tal ponto que opera um milagre com poderes fora do comum. Oxalá esta seja a nossa atitude perante os nossos irmãos!
Padre Bantu Mendonça

O QUE É A SEXUALIDADE HUMANA?


Antes de falarmos sobre os transtornos sexuais, tema deste mês no Destrave, é preciso ter claro o verdadeiro conceito do que é a sexualidade. Se você der uma breve pesquisada na internet, vai encontrar muitos significados. O dicionário, por exemplo, diz: 1) qualidade do que é sexual 2) Modo de ser próprio do que tem sexo.
Para algumas correntes psicológica, a sexualidade humana é uma construção que se inicia desde os primeiros anos de vida, sobretudo na relação da criança com a mãe, o pai e o ambiente que a cerca. Desta forma, a sexualidade é uma relação corpórea e psíquica e sua saúde depende muito do ambiente em que o sujeito vive.
 A Igreja Católica, “perita em humanidade” como já dizia Paulo VI, recorda, na sua doutrina, que“a sexualidade afeta todos os aspectos da pessoa humana, sua unidade de corpo e alma. Diz respeito, particularmente, à afetividade, à capacidade de amar e de procriar e, de maneira mais geral, à apitidão a criar vínculos de comunhão com os outros” (Catecismo da Igreja Católica 2332).

“O ser humano é uma forma de o espírito conviver com a matéria, da alma conviver com o corpo. É uma realidade física, mas que integra um projeto espiritual”, diz padre Paulo Ricardo, da arquidiocese de Cuiabá (MT).
“Quando a Igreja ensina que algumas práticas como a masturbação, o sexo antes do casamento, o homossexualismo, a prostituição são pecaminosas, ela está dizendo que estes atos desestruturam a pessoa, não fazem bem a ela”, conclui padre Paulo.
Confira, no vídeo abaixo, a entrevista com padre Paulo Ricardo e padre Wagner Ferreira sobre o tema sexualidade
Para o formador geral da Comunidade Canção Nova e doutor em Teologia Moral, padre Wagner Ferreira, a sexualidade humana deve corresponder ao primeiro chamado do homem, que é o amor. “Nós entendemos o amor como doação para o bem do outro. Então ,não vale a pena este amor se ele é vivido de forma egoísta, no qual eu penso apenas na minha felicidade e na minha satisfação”, diz o sacerdote.
Neste sentido, também nos indica a Sagrada Congregação para a Educação Católica no documento “orientações educativas sobre o amor humano”:
“A sexualidade deve ser orientada, elevada e integrada pelo amor que é o único a torná-la verdadeiramente humana. (…) Fora deste contexto de dom recíproco – realidade que o cristão vive sustentado e enriquecido de maneira particular pela graça de Deus – ela perde o seu sentido, dá lugar ao egoísmo e é uma desordem moral” (5-6)
Portanto, a sexualidade deve ser vista como relações afetivas, psíquicas e biológicas, mas também como um projeto espiritual ordenado para o amor. E Deus é amor.
Veja mais sobre o tema:


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

O sinal da Santa Cruz


Com a Virgem Maria aos pés da cruz

A Igreja oferece, na liturgia, a melodia da palavra e da oração para ritmar os passos da vida humana. Como na música, o tempo forte da dança da vida é dado pelo domingo, o Dia do Senhor, no qual se fazem presentes, de forma excepcional, os grandes mistérios do Cristo, em Sua Morte e Ressurreição. Os mistérios como a Encarnação do Verbo de Deus e Seu nascimento em Belém, a vida em Nazaré, no maravilhoso recôndito da família, a pregação do Evangelho, o chamado dos discípulos, os milagres, a entrada na vida cotidiana das pessoas, a prática do seguimento de Jesus na experiência dos santos, tudo isso é apresentado durante o ano para que as leis da oração e da fé iluminem os passos dos cristãos e contribuam para chamar outras pessoas à mais digna aventura humana, acolher Jesus Cristo, n'Ele acreditar e fazer-se discípulo.Neste final de semana, a delicadeza da providência nos põe diante dos olhos a festa da Exaltação da Santa Cruz, a festa de Nossa Senhora das Dores e o diálogo de Jesus com Seus discípulos, quando da profissão de fé feita por Simão Pedro (Mc 8,27-35). É tempo privilegiado para discípulos de ontem e de hoje se decidirem.A cruz, terrível instrumento de suplício, quando o Corpo Santo do Senhor a tocou, tornou-se sinal de salvação, causa de glória e honra para todos os seres humanos. Olhar na fé para o Senhor, que foi elevado da terra, é estrada de graça e de vida (Cf. Nm 21,4-9; Jo 3,13-17). O apóstolo São Paulo, que não conhece outra coisa senão Jesus Cristo, e Jesus Cristo crucificado (Cf. I Cor 2,2), identificou-se de tal modo com este mistério que pôde dizer: "Com Cristo, eu fui pregado na cruz. Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim. Minha vida atual na carne, eu a vivo na fé, crendo no Filho de Deus que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,19-20). Para ele, a escolha foi feita e caíram todos os laços com o passado: “Quanto a mim, que eu me glorie somente da cruz do nosso Senhor, Jesus Cristo. Por Ele o mundo está crucificado para mim, como eu estou crucificado para o mundo” (Gl 6,14). 

Assista também: "O Amor que brota da cruz", com Márcio Mendes


A Igreja canta com alegria e não esmagada pelo peso da cruz: “Quanto a nós, devemos gloriar-nos na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é nossa salvação, nossa vida, nossa esperança de ressurreição, e pelo qual fomos salvos e libertos”. Ao iniciar a Páscoa, na Quinta-feira Santa, proclama sua convicção, retomando a proclamação da glória da cruz: “Esta é a noite da ceia pascal, a ceia em que nosso Cordeiro se imolou. Esta é a noite da ceia do amor, a ceia em que Jesus por nós se entregou.

Esta é a ceia da nova aliança. A aliança confirmada no Sangue do Senhor”. A cruz de Jesus é estandarte de vida a ser alçado em todos os lugares, como sinal da presença dos homens e mulheres de fé. A vida resplandece onde o Cristo morto e, depois, ressuscitado - “Victor quia victima - Vencedor porque vítima” (Santo Agostinho, em Confissões X, 43) - se faz presente!
Aos pés da cruz de Jesus, estava Sua mãe, Maria, mulher altiva na sua fé (Cf. Jo 19,25-27), fiel até o fim para dizer seu segundo 'sim'; desolada e depois glorificada. Anos antes, havia recebido o anúncio da espada de dor a transpassar seu coração pela palavra de Simeão (Lc 2 34-35). A Igreja celebra a sua “festa”, pois vê, em seu mistério profundo de dor e de entrega, o chamado que se dirige a todos os homens e mulheres. Com ela somos chamados a permanecer de pé, firmes diante de todo o mistério do sofrimento existente na vida.Os discípulos de Jesus, Pedro à frente, percorreram muitas e exigentes etapas em sua formação (Cf. Mc 8,27-35) para chegarem a vislumbrar o mistério de Cristo. Pareceu-lhes sempre difícil entender que havia uma lógica diferente quando esperavam um messias vitorioso, capaz de destruir todas as forças inimigas do bem. E a trilogia deste final de semana se conclui com a provocação, oferecida pela Igreja, a que, mais uma vez, as pessoas de nosso tempo se decidam a percorrer uma estrada diferente. “A lógica de qualquer projeto humano de conquista do poder é luta-vitória-domínio.A lógica de Jesus ao invés é: luta-derrota-domínio! Também Jesus lutou - e como lutou! - contra o mal no mundo. Com efeito, o título de Jesus Cristo ressuscitado – “Senhor” – é um título de vitória e de domínio, de modo que chega a criar uma incompatibilidade com o reconhecimento de outro senhor terreno; mas se trata de um domínio não baseado na vitória, mas na cruz” (Cf. Raniero Cantalamessa, “O Verbo se faz Carne”, no prelo, Editora Ave-Maria).Concretizar esta escolha é apenas decidir-se a sair de si para amar e servir, buscando o que constrói o bem de todos, vencendo primeiro a si mesmo. Magnífica aventura! Vale a pena experimentar!

Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

"Venho ao Líbano como peregrino de paz", diz Bento XVI


Jéssica Marçal
Da Redação, com Rádio Vaticano


Arquivo
'Venho ao Líbano como peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens', disse o Papa em seu discurso de chegada ao Líbano
Em sua chegada ao Líbano nesta sexta-feira, 14, (por volta de 13h45 local, 7h45 em Brasília), o Papa Bento XVI agradeceu pelo convite e enfatizou que sua presença no país, entre outros motivos, busca reafirmar a importância da presença de Deus na vida de cada um. Ele afirmou que vai ao Líbano como “peregrino de paz, como amigo de Deus e como amigo dos homens”.

Acesse
.: NA ÌNTEGRA: Discurso de Bento XVI na chegada ao Líbano
.: Todas as notícias do Papa no Líbano
.: Programação da viagem de Bento XVI ao Líbano


O Pontífice também afirmou que a forma de viver em união, da qual o Líbano quer dar testemunho, será alcançada a partir de uma visão acolhedora e benevolente em relação ao outro e se estiver enraizada em Deus.

Bento XVI disse que não esquece os acontecimentos tristes e dolorosos que, por longos anos, perpassaram o Líbano, mas lembrou que a convivência feliz dos libaneses deve ser um exemplo de que pode haver colaboração entre diversas Igrejas, todas elas membros da única Igreja Católica, num espírito de comunhão fraterna.

“A convivência feliz de todos os libaneses deve demonstrar a todo o Médio Oriente e ao resto do mundo que, dentro duma nação, pode haver colaboração entre as diversas Igrejas – todas elas membros da única Igreja Católica – num espírito de comunhão fraterna com os outros cristãos e, ao mesmo tempo, a convivência e o diálogo respeitoso entre os cristãos e os seus irmãos de outras religiões”.

Porém, o Pontífice lembrou que este equilíbrio, às vezes, é ameaçado por pressões de partes contrárias e estranhas à harmonia e suavidade libanesas. Diante destas situações, Bento XVI acredita ser necessário dar provas de “real moderação e grande sabedoria”, fazendo prevalecer a razão sobre a paixão unilateral para que se alcance o bem comm de todos.

“Porventura o grande rei Salomão, que conhecia o rei Hiram de Tiro, não considerava a sabedoria como sendo a virtude suprema!? Por isso a pediu com insistência a Deus, que lhe deu um coração sábio e inteligente (cf. 1 Rs 3, 9-12)”.

O Papa também citou outro motivo de sua visita ao Líbano: a entrega da Exortação apostólica pós-sinodal da Assembleia Especial para o Médio Oriente do Sínodo dos Bispos, Ecclesia in Medio Oriente. “Destinada ao mundo inteiro, a Exortação propõe-se ser para eles um roteiro para os anos futuros”, disse.

O primeiro compromisso do Papa no país será uma visita à Basílica de St. Paul, em Harissa e a Assinatura da Exortação Apostólica Pós-Sinodal, logo mais, às 12h, horário de Brasília. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

A transmissão da revelação Divina

A transmissão da revelação Divina é o tema tratado nesta aula por Professor Felipe Aquino, no curso sobre o Catecismo da Igreja Católica. 

Acompanhe a sequência dos vídeos já disponíveis deste assunto clicando aqui! 



A força da Palavra de Deus cantada

Por André Florêncio
Olá! Quero começar com a seguinte história:

"Um certo homem era um grande pedreiro, um verdadeiro artista, fazia com perfeição seu trabalho. Era honesto e pontual no término de suas obras. Para ele, trabalhar era mais do que uma obrigação, era sua paixão. Tudo ele fazia com muito amor: preparava a massa, o cimento, areia, água....

Ser pedreiro era tudo na sua vida. Envolvia-se tanto com seu trabalho que, um dia, colocou seus pés dentro da massa que estava preparando e começou a sonhar. Deixou os sentimentos envolverem seus pensamentos e medos tomaram conta dele. Ficou ali pensando o que seria dele se, um dia, perdesse esse emprego. "E se eu não fizer aquela parede melhor do que outros pedreiros?". Passou tanto tempo ali que, quando percebeu, a massa já havia endurecido e prendido seus pés.



O que era sua paixão, tornou-se sua prisão.

Claro que essa história é só ilustrativa, mas era isso que Deus me mostrava em minha oração. Muitas vezes, amamos tanto nosso ministério, mas nos esquecemos que ele é só a massa para fazer a obra. Somos, sim, os pedreiros que vão edificar o Evangelho no coração das pessoas, mas o Mestre dessa obra é Deus. Amamos tanto nosso ministério, a música, a banda, que acabamos ficando presos nele. E quem perde com isso? Nós e a obra.

Presos ao nosso ministério, deixamos de cantar a Palavra de Deus e passamos a cantar a nossas palavras, nossas verdades e até coisas boas que aprendemos. Mas não estamos ali somente para passar coisas que partem de nós, estamos para proclamar a força da Palavra do Senhor para as pessoas. No entanto, se ficarmos presos ao nosso ministério, não vamos conseguir. 

Chamo de prisão nosso medo de perder "nossa Missa", "nosso" grupo de oração, medo de perder prestígio, o lugar, etc. Veja: cantamos a Palavra de Deus em nossas canções e devemos estar presos somente a elas. Temos de nos deixar envolver pela Palavra e, assim, edificar a vida dos outros como bons servidores dessa obra, na qual, repito, Deus é o Mestre. Quando estou firme na Palavra, meu canto passa a ser libertação, passa a ser presença do Senhor, ânimo para as pessoas. Quando estou firme em mim mesmo, na minha “massa”, meu canto passa a ser somente sentimento.

Não somos chamados a passar sentimentos ao povo que nos escuta, mas a verdade do Evangelho, da Palavra, levando-as a um encontro pessoal com Jesus. É uma grande missão, uma grande obra. Maior que nossos medos, receios, perdas etc. 


Canta a Palavra de Deus quem vive e/ou busca viver o Evangelho, pois sem isso nosso canto se torna uma mentira, pois o cantamos, mas o não vivemos. Não basta amar a música, porque ela só será a massa da obra. É preciso amar o Mestre da obra e fazer, cada vez melhor, nosso trabalho.

Aquele pedreiro era bom, dedicado, mas o amor dele estava todo em si e nas obras que fazia. Precisamos ser diferentes, precisamos ser dedicados, responsáveis; para isso, nosso amor todo deve estar em Deus e levarmos ao povo a força da palavra libertadora, que já nos convenceu, nos transformou e ainda precisa transformar muitos por meio de nós.

André W. Florêncio
Missionário da Comunidade Canção Nova

Líbano, o país do cedro


Por Cris Henrique – Missionária da Canção Nova na Terra Santa
Cultura, fé e tradição são características fortes do mais belo país do Oriente Médio. É um país multicultural e multirreligioso, talvez o mais aberto do Oriente Médio. Isto faz com que a sociedade trabalhe e viva junta. Todos que se sentem libaneses dividem os valores da fé e do respeito.
*Um fator interessante é que a população libanesa está em torno de 4 milhões; porém, no Brasil, esse número aumenta consideravelmente. São quase 7 milhões de libaneses e seus descendentes vivendo em território nacional.
No próximo dia 14 de setembro, o Papa Bento XVI chegará ao Líbano. A expectativa já tem tomado conta das ruas, e mesmo os muçulmanos esperam, ansiosamente, a chegada do Pontífice.
O Patriarca Maronita, monsenhor Bechara Boutros Rai, fala sobre o que espera desta visita diante do quadro catastrófico que se encontra o Oriente Médio nos últimos anos: “A Igreja existe, é presente e atuante aqui, porém temos problemas políticos e sociais. Ressalto que todos os países do Oriente Médio são de governo religioso; os países árabes são muçulmanos, a Teocracia Muçulmana. Em Israel é aTeocracia Judaica. Por tanto, vivemos, aqui, num mundo de sistema religioso, isto é, *existe uma religião de Estado. Somos a única exceção, pois vivemos a aliança entre cristãos e muçulmanos, e é no meio de toda esta realidade que nos encontramos.”
A economia do Líbano, tal como a sua qualidade de vida, já chegou a ser uma das mais prósperas de todo o Oriente, porém os conflitos internos e externos abalaram a economia do país.
Padre Aquilino Castillo, franciscano que vive no país, diz que a “chegada do Papa, é como a chegada de um vento que traz novidades, ar fresco. Um vento novo que, esperamos, faça uma revitalização também do nosso país. Com certeza, a visita do Santo Padre abrirá novas portas. Rezo para que esta visita possa estabelecer novas pontes, sobretudo de diálogo.”
O Líbano é também um lugar de refúgio para os cristãos vindos de outros lugares do Oriente Médio que se encontram em conflitos. É importante ressaltar que, hoje, esta região vive uma fase de revolução e conflitos, intitulada primavera árabe. Todo esse movimento teve início, em dezembro de 2010, quando um jovem tunisiano ateou fogo ao próprio corpo como manifestação contra as condições de vida no país.
“Os países têm necessidade de reforma política e econômica. Porém, queremos que a mudança aconteça com diálogo e não com violência como tem acontecido. Tudo aquilo que vem acontecendo tem destruído os países, tem deixado milhares de mortos. Eu sinto muito pelo que tem acontecido, de forma particular na Síria”, acentua o Patriarca Maronita.
A entrevista do monsenhor Bechara é encerrada com uma súplica para que os conflitos sejam encerrados.
“Pedimos a Deus que coloque um ponto final na guerra e nos conflitos  para que esta situação se resolva”, disse monsenhor Bechara.
“O justo florescerá como palmeira; crescerá como cedro no Líbano” Sl 92:12
Líbano, terra de cultura forte, provada pelo tempo. Belo e sofrido país, suas histórias se eternizaram. Terra de santos e mártires que conduzem nossos corações à esperança. Linda terra dos cedros, o perfume que exala de tão bela árvore atrai e marca todos que por aqui passam.
Conheça mais sobre este belo país no programa produzido pela Canção Nova presente na Terra Santa. Assista:


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Como fazer os outros melhores?


Meus queridos, neste mês, falo a vocês sobre a importância de reconhecermos no outro o seu melhor – qualidades, virtudes, o seu potencial. Assim, devemos procurar investir no outro e ajudá-lo a ser melhor! Lembre-se de que alguém, um dia, viu em você algo de especial e se ofereceu para ajudá-lo. Este ato de bondade foi determinante para a condição em que você se encontra hoje, certo?

Não podemos menosprezar as pessoas só porque pensamos diferente delas. Lembre-se de que em sua formação, por vezes, é tão artificial. Diz o sábio: “Aconselha-te com a maturidade”. Tem gente que ao falar parece estar na quarta jogada do jogo de xadrez. Temos de fugir do comportamento hipócrita como dos escribas e fariseus retratados no Evangelho. Eles faziam perguntas a Jesus somente para retorcer as Suas palavras.

Numa comparação, até engraçada, temos de fazer como o cavalo com seu rabo comprido usado para espantar as moscas, as quais, no verão, vivem atormentando suas orelhas e olhos. Devemos ‘espantar’ a mediocridade que existe em nós e acreditar no potencial de cada um ao nosso redor. Aceitar o propósito de Deus em nossa vida vai influenciar também na vida do outro - pense nisso!

Reserve alguns minutos desta semana pra ajudar alguém a ir para frente. Não deixe que as pessoas nasçam ‘originais’ e morram como ‘cópias’. Para isso, a Bíblia nos ajuda a focar nos temas centrais da Palavra: a relação de Deus para com o ser humano e a relação do ser humano para com seu próximo.

Meus amados, continuo firme acreditando que Deus vai à frente desta obra, apesar de toda a dificuldade em mantê-la ativa. Os desafios são grandes e peço a todos da Canção Nova - voluntários, colaboradores, missionários, padres e você, querido sócio evangelizador -, a nos colocarmos como São Francisco de Assis: até hoje não fizemos nada, vamos começar tudo de novo, afinal a primavera está aí para tudo renovar. A Canção Nova é como um fogão a lenha: por cima, cinzas; mas, por baixo, um braseiro prontinho para o fogo renascer. Rezemos para o sopro do Espírito Santo em nós tudo realizar.

Deus abençoe suas tarefas! Esteja aberto para acolher as surpresas de Deus em setembro, porque é Primavera!

Com carinho,

Foto: Arquivo/Cancaonova.com




Wellington Silva Jardim (Eto)
Cofundador e missionário da Comunidade Canção Nova

domingo, 9 de setembro de 2012

Santo do Dia 09/09


São Pedro Claver


São Pedro Claver
O papa Leão XIII, ao canonizar São Pedro Claver, declarou: "Pedro Claver é o santo que mais me impressionou depois da vida de Cristo".

Nasceu em Verdú, na Catalunha (Espanha) em 1580. Desejando os piedosos pais consagrar o filho ao serviço do altar, enviaram Pedro à Salsona para estudar os primeiros elementos da gramática. Com 15 anos, o Bispo de Salsona conferiu-lhe a primeira tonsura e, aos 21 anos, entrou na Companhia de Jesus em Barcelona. Pedro era devotíssimo da Virgem Maria e um profundo adorador de Jesus Eucarístico. Após os estudos, Pedro foi ordenado sacerdote e enviado como missionário à Cartagena, porto da Colômbia, onde viveu seu apostolado entre os escravos por mais de quarenta anos.

Em Cartagena, Pedro Claver estava diante de um dos três portos negreiros da América Espanhola, onde a cada ano chegavam de 12 a 14 navios carregados de escravos.

Os escravos trazidos ou "roubados" da África ficavam durante a viagem nos porões escuros do navio, que não tinham condições para abrigar seres humanos. Eram tratados com menos cuidado do que os animais selvagens, e por fim os que não morriam, eram vendidos.

Sem dúvida, o mercado dos escravos foi a página mais vergonhosa da colonização das Américas. Muitos missionários levantaram a voz contra esta desumanidade, mas sofriam perseguições e eram expulsos. O Papa proibiu repetidas vezes o comércio de escravos, mas a voz da Igreja não comovia a dureza dos comerciantes e nem das autoridades.

Durante mais de quarenta anos, a vida de Pedro Claver foi servir àqueles escravos, cuidando deles, do físico ao espiritual. Claver fazia de tudo para evangelizar um por um. Por suas mãos passaram mais de trezentos mil escravos.

No dia 3 de abril de 1622, Pedro Claver acrescentou aos votos religiosos de sua profissão mais um voto: o de gastar a vida inteira ao serviço dos negros escravos. Testificando este voto, escreveu de próprio punho:"para sempre escravo dos negros".

Vítima da caridade, acabou morrendo em 1654, com 74 anos de idade e 52 anos de vida religiosa, quando ao socorrer o Cristo excluído e chagado, pegou uma terrível peste.

Foi declarado pelo Papa Pio X especial patrono de todas as missões entre os negros.

São Pedro Claver, rogai por nós!





sábado, 8 de setembro de 2012

Um católico pode ser maçom?


Santo do Dia 08/09


Natividade de Nossa Senhora


Natividade de Nossa Senhora
Hoje é comemorado o dia em que Deus começa a pôr em prática o Seu plano eterno, pois era necessário que se construísse a casa, antes que o Rei descesse para habitá-la. Esta "casa", que é Maria, foi construída com sete colunas, que são os dons do Espírito Santo.

Deus dá um passo à frente na atuação do Seu eterno desígnio de amor, por isso, a festa de hoje, foi celebrada com louvores magníficos por muitos Santos Padres. Segundo uma antiga tradição os pais de Maria, Joaquim e Ana, não podiam ter filhos, até que em meio às lágrimas, penitências e orações, alcançaram esta graça de Deus.

De fato, Maria nasce, é amamentada e cresce para ser a Mãe do Rei dos séculos, para ser a Mãe de Deus. E por isso comemoramos o dia de sua vinda para este mundo, e não somente o nascimento para o Céu, como é feito com os outros santos.

Sem dúvida, para nós como para todos os patriarcas do Antigo Testamento, o nascimento da Mãe, é razão de júbilo, pois Ela apareceu no mundo: a Aurora que precedeu o Sol da Justiça e Redentor da Humanidade.


Nossa Senhora, rogai por nós!






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Santo do Dia 07/09


Beato Vicente de Santo Antônio


Beato Vicente de Santo Antônio
Nasceu em Algarve (Portugal) no Castelo de Albufeira, em 1590. Seus pais, Antônio Simões e Catarina Pereira, educaram-no na piedade e bons costumes e, passada a infância, enviaram-no para Lisboa onde, depois de ter revelado um talento multiforme ao longo da carreira eclesiástica, foi ordenado sacerdote aos 27 anos.
Quatro anos depois, em 1621, já estava no México, onde entrou na Ordem de Santo Agostinho. Feita a profissão, sentiu o desejo de ser missionário em terras japonesas, o que ocorreu em 1923.
Estando no Japão, Vicente mudou de traje e de nome, fazendo-se caixeiro ambulante pelas ruas de Nagasaki para poder entrar nas casas e introduzir-se nas famílias, onde converte os gentios e consola e encoraja os cristãos perseguidos. Durante anos, trabalhou na catequese, pregando a Boa Nova e administrando os Sacramentos.
Em 1629, Vicente foi descoberto e preso. Tentando fazer com que Vicente renegasse sua fé em Cristo e não obtendo êxito, seus algozes o submeteram a cinco banhos consecutivos de água a ferver até ser martirizado pelo tormento do fogo.

Beato Vicente de Santo Antônio, rogai por nós!



Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=09&dia=7

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