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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Autorrealização não é conquistada no poder, explica Bento XVI

Nicole Melhado
Da Redação CN


Na sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa recebeu fiéis e peregrinos de diversas partes do mundo

A lógica humana busca muitas vezes a autorrealização no poder, no domínio, mas a Encarnação e a Cruz “nos recordam que a plena realização está no conformar a própria vontade humana àquela do Pai, no esvaziar-se do próprio egoísmo para encher-se do amor e da caridade de Deus” e, assim, ser capaz de amar os outros. Foi o que enfatizou o Papa Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, 27.

Na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Pontífice deu continuidade ao ciclo de catequese sobre a oração segundo as Cartas de São Paulo. Desta vez, ele refletiu sobre a Carta aos Filipenses, escrita enquanto o apóstolo estava na prisão. Mesmo diante da morte iminente ele encontra força e alegria, pois o “Apóstolo nunca afastou seu olhar de Cristo, tornando-se semelhante a Ele na morte, ‘com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos'".

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.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI: Oração nas Cartas de Paulo - 27/06/2012
Assim, o Santo Padre destacou que o homem não consegue se encontrar fechado em si mesmo. "É necessário ter uma escala de valores na qual em primeiro lugar está Deus, para afirmar como São Paulo: ‘julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor’ (Fl 3,8). O encontro com o Ressuscitado lhe fez compreender que é Ele o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria existência", salienta Bento XVI.


Como rezar


O Papa também especificou qual a melhor maneira de rezar, ressaltando que a oração é feita de silêncio e palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa inteira: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro.

"O ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento ou colocar-se de joelhos na oração expressa justamente a atitude de adoração diante de Deus, também com o corpo. Daí a importância de fazer isso não por hábito, com pressa, mas com profunda consciência. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, nós professamos a nossa fé Nele, reconhecemos que é Ele o único Senhor da nossa vida”, afirmou.

Por fim, o Santo Padre aconselhou os fiéis a fixar o olhar sobre o crucifixo durante a oração, colocar-se em adoração mais vezes diante da Eucaristia e entregar a própria vida ao amor de Deus, "que se inclinou com humildade para elevar-nos até Ele".

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