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sábado, 30 de junho de 2012

Protomártires da Igreja de Roma - 30 de Junho


Protomártires da Igreja de Roma

30 de Junho

Protomártires da Igreja de RomaDepois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso,protomártires.

O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos.

Os mártires viveram tudo em Cristo.

No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como uma seita, e inimiga, pois não adoravam o Imperador.

Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma, e a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.

Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo, junto às feras. Cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes.

E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.

O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador.”

Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!



sexta-feira, 29 de junho de 2012

São Pedro e São Paulo Apóstolos - 29 de Junho


São Pedro e São Paulo Apóstolos

29 de Junho


São Pedro e São Paulo ApóstolosHoje a Igreja do mundo inteiro celebra a santidade de vida de São Pedro e São Paulo apóstolos. Estes santos são considerados "os cabeças dos apóstolos" por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.

Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro. Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo.

Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada "aos pés de Gamaliel", um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério. Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação.

Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o "Apóstolo dos gentios".


São Pedro e São Paulo, rogai por nós!



quarta-feira, 27 de junho de 2012

Autorrealização não é conquistada no poder, explica Bento XVI

Nicole Melhado
Da Redação CN


Na sala Paulo VI, no Vaticano, o Papa recebeu fiéis e peregrinos de diversas partes do mundo

A lógica humana busca muitas vezes a autorrealização no poder, no domínio, mas a Encarnação e a Cruz “nos recordam que a plena realização está no conformar a própria vontade humana àquela do Pai, no esvaziar-se do próprio egoísmo para encher-se do amor e da caridade de Deus” e, assim, ser capaz de amar os outros. Foi o que enfatizou o Papa Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, 27.

Na Sala Paulo VI, no Vaticano, o Pontífice deu continuidade ao ciclo de catequese sobre a oração segundo as Cartas de São Paulo. Desta vez, ele refletiu sobre a Carta aos Filipenses, escrita enquanto o apóstolo estava na prisão. Mesmo diante da morte iminente ele encontra força e alegria, pois o “Apóstolo nunca afastou seu olhar de Cristo, tornando-se semelhante a Ele na morte, ‘com a esperança de conseguir a ressurreição dentre os mortos'".

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI: Oração nas Cartas de Paulo - 27/06/2012
Assim, o Santo Padre destacou que o homem não consegue se encontrar fechado em si mesmo. "É necessário ter uma escala de valores na qual em primeiro lugar está Deus, para afirmar como São Paulo: ‘julgo como perda todas as coisas, em comparação com esse bem supremo: o conhecimento de Jesus Cristo, meu Senhor’ (Fl 3,8). O encontro com o Ressuscitado lhe fez compreender que é Ele o único tesouro pelo qual vale a pena gastar a própria existência", salienta Bento XVI.


Como rezar


O Papa também especificou qual a melhor maneira de rezar, ressaltando que a oração é feita de silêncio e palavra, de canto e de gestos que envolvem a pessoa inteira: da boca à mente, do coração ao corpo inteiro.

"O ajoelhar-se diante do Santíssimo Sacramento ou colocar-se de joelhos na oração expressa justamente a atitude de adoração diante de Deus, também com o corpo. Daí a importância de fazer isso não por hábito, com pressa, mas com profunda consciência. Quando nos ajoelhamos diante do Senhor, nós professamos a nossa fé Nele, reconhecemos que é Ele o único Senhor da nossa vida”, afirmou.

Por fim, o Santo Padre aconselhou os fiéis a fixar o olhar sobre o crucifixo durante a oração, colocar-se em adoração mais vezes diante da Eucaristia e entregar a própria vida ao amor de Deus, "que se inclinou com humildade para elevar-nos até Ele".

O cristão e as mídias sociais


Da Redação CN
De acordo com uma agência de notícias inglesa, que realizou uma pesquisa sobre o comportamento de cristãos nas redes sociais, o número de fiéis que compartilham sua fé nas mídias têm crescido cada vez mais.
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Entre os cristãos entrevistados, 84% concordaram que a internet é um enorme espaço de missão, e 64% disseram que usam as mídias como o Facebook, Twitter e Youtube.
A pesquisa também apontou que cristãos de várias idades utilizam as redes sociais, sendo que 71% postam links cristãos, missionários; enquanto 73% posta conteúdo de compartilhamento da fé que professam.
Esse número se intensifica quando falamos de jovens que são mais ativos nas mídias sociais. A faixa etária de 16 a 18 anos responde por 87% das pessoas que evangelizam, intencionalmente, por esses meios.
Atenta a esse crescimento e sabendo da variedade de conteúdo que pode ser encontrado nas mídias sociais, a Igreja, por meio do Papa Bento XVI, demonstrou sua preocupação, em especial com os jovens, em relação a como um cristão deve se portar nestes canais.
“As redes sociais como Facebook, entre outras, devem ser espaços de diálogo, mas também de cautela. Por uma questão de prudência, faz bem analisar, criteriosamente, as atualizações de status, saber o que comentar em fotos, ter o discernimento para escolher o que “curtir” e o que não merece ser “curtido”, partilhar postagens que façam refletir ou sorrir, sem ferir a dignidade humana. O mais importante é que a comunicação seja “não só uma troca de dados, mas também, e cada vez mais, uma partilha”, afirma o Santo Padre.
Apesar dos números positivos, apenas 25% dos entrevistados disseram que sua Igreja local encorajava a evangelização on-line e 78% disseram que ela deveria ser mais ativa nas mídias sociais. Este é um pedido de Bento XVI, para que não só os fiéis, mas também todo o clero, esteja presente nestes meios e seja referência para os cristãos que ali estão.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro - 27 de Junho


Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

27 de Junho



Nossa Senhora do Perpétuo SocorroA devoção à Nossa Senhora do Perpétuo Socorro começou a ser propagada a partir de 1870 e espalhou-se por todo o mundo. Trata-se de uma pintura do século XIII, de estilo bizantino. Segundo a tradição, foi trazida de Creta, Grécia, por um negociante. E, desde 1499, foi honrada na Igreja de São Mateusin Merulana..

Em 1812, o velho Santuário foi demolido. O quadro foi colocado, então, num oratório dos padres agostinianos. Em 1866, os redentoristas obtiveram de Pio IX o quadro da imagem milagrosa. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro foi colocada na Igreja de Santo Afonso, em Roma. De semblante grave e melancólico, Nossa Senhora traz no braço esquerdo o Menino Jesus, ao qual o Arcanjo Gabriel apresenta quatro cravos e uma cruz. Ela é a senhora da morte e a rainha da vida, o Auxílio dos cristãos, o socorro seguro e certo dos que a invocam com amor filial.

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, rogai por nós!


Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php

terça-feira, 26 de junho de 2012

Santos João e Paulo - 26 de Junho


Santos João e Paulo

26 de Junho

Santos João e PauloOs santos que recordamos hoje pertenceram ao século IV e ali deram um lindo testemunho do martírio no ano de 362, no contexto em que a Igreja de Cristo era perseguida.

Eles pertenciam à Corte de Juliano, o Apóstata, que queria que todos os cristãos se rendessem aos deuses do Império. João e Paulo, porém, renunciaram ao cargo, e se retiraram para uma propriedade onde viveram da caridade e servindo aos pobres, testemunhando acima de tudo o amor a Deus.

Eram irmãos de sangue, mas responderam pessoalmente ao Evangelho.

O Imperador enviou uma autoridade para convencê-los a mudarem de ideia, e oferecerem sacrifícios ao deus Júpiter para não serem condenados.
Após alguns dias, os irmãos não negaram sua fé e acabaram morrendo degolados, testemunhando seu amor a Deus.

São João e São Paulo, rogai por nós!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

É Santo Agostinho, Sermão CCXLI, 2

É Santo Agostinho, Sermão CCXLI, 2: pl 38, 1134:

"A beleza das coisas fala da beleza suprema de Deus Criador".

“Interroga a beleza da terra,

interroga a beleza do mar,

interroga a beleza do ar difundida e diluída.

interroga a beleza do céu,

interroga a ordem das estrelas,

interroga o sol, que com o seu esplendor ilumina o dia;

interroga a lua, que com o seu clarão modera as trevas da noite.

interroga os animais que se movem na água, que caminham na terra,

que voam pelos ares: almas que se escondem, corpos que se

mostram; visível que se faz guiar, invisível que guia.

Interroga-os!

Todos te responderão:

Olha-nos, somos belos!

A sua beleza fá-los conhecer.

Quem foi que criou esta beleza mutável, a não ser a Beleza Imutável?”

domingo, 24 de junho de 2012

Conhecendo o Precursor

"Vais ficar mudo sem poder falar" (Lc 1,20



São Máximo de Turim
(?-c. 420), Bispo - CC Sermão 5; PL 57, 863

«Não temas, Zacarias: a tua súplica foi atendida»

Foi a oração e não o desejo sexual que levou à concepção de João Baptista. O seio de Isabel tinha passado a idade de dar vida, o seu corpo tinha perdido a esperança de conceber; apesar destas condições de desesperança, a oração de Zacarias permitiu a esse corpo envelhecido germinar ainda: foi a graça e não a natureza concebeu João. Este filho, cujo nascimento vem menos do abraço do que da oração, só poderia ser santo.

Apesar de tudo, não devemos espantar-nos por João ter merecido nascimento tão glorioso. O nascimento do precursor de Cristo, daquele que Lhe abriu o caminho, devia apresentar uma semelhança com o do Senhor, nosso Salvador. Se, portanto, o Senhor nasceu de uma virgem, João foi concebido por uma mulher velha e estéril. [...] Não admiramos menos Isabel, que concebeu na sua velhice, do que Maria, que teve um Filho na sua virgindade.


Aqui parece-me já haver um símbolo: João representava o Antigo Testamento e nasceu do sangue já arrefecido de uma mulher idosa, enquanto o Senhor, que anuncia a Boa Nova do Reino dos céus, é fruto duma juventude plena de seiva. Maria, consciente da sua virgindade, admira a criança gerada nas suas entranhas. Isabel, consciente da sua idade avançada, cora ao ver o seu ventre pesado pela gravidez; o evangelista diz, com efeito: «durante cinco meses permaneceu oculta». Temos de admirar também o facto de ser o mesmo arcanjo Gabriel a anunciar os dois nascimentos: traz uma consolação a Zacarias, que permanece incrédulo; e encoraja Maria, que encontra confiante (Lc 1,26s). O primeiro, por ter duvidado, perdeu a voz; a segunda, por ter acreditado imediatamente, concebeu o Verbo Salvador.


Jesus Cristo e São João Batista - Os Santos Primos

Evangelho - Domingo, 24 de Junho de 2012


Evangelho (Lucas 1,57-66.80)

Domingo, 24 de Junho de 2012
Natividade de São João Batista




— O Senhor esteja convosco. 
— Ele está no meio de nós. 
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus.65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.




http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?&dia=24&mes=6&ano=2012

Solenidade do Nascimento de João Batista - 24 de Junho


Solenidade do Nascimento de João Batista


24 de Junho


Solenidade do Nascimento de João BatistaCom muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou o seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho.

Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração. Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: "João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre".

O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”). Como nos ensinam as Sagradas Escirturas: "Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo" (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa.

São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse. Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: "Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista" (Mateus 11,11).


São João Batista, rogai por nós!


quinta-feira, 21 de junho de 2012

A grande ponte MARIA


Santo do Dia - São Luís Gonzaga - 21 de Junho


São Luís Gonzaga


21 de Junho

São Luís GonzagaConsiderado o "Patrono da Juventude", São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione. Recebeu por parte de sua mãe a formação cristã. Já seu pai o motivava a ser príncipe. Sua família tinha muitas posses mas, graças ao amor de Deus, Luís - desde cedo - deixou-se possuir por esse amor.

Deixar-se amar por Deus é fonte de santidade.

Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Ali descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação.

Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.

Com pouco mais de vinte anos, faleceu de uma peste que havia se espalhado em Roma.

São Luís Gonzaga, rogai por nós!


terça-feira, 19 de junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

Evangelho - Domingo, 17 de Junho de 2012


Evangelho (Marcos 4,26-34)

Domingo, 17 de Junho de 2012
11º Domingo Tempo Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo,
26Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra.
27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece.
28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga.
29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”.
30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo?
31O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra.
32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”.
33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo.




- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.


http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?&dia=17&mes=6&ano=2012

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Acalme meu passo, Senhor


Acalme meus passos Senhor!

Desacelere as batidas do meu coração, acalmando minha mente.

Diminua meu ritmo apressado com uma visão da eternidade do tempo.

Em meio às confusões do dia a dia, dê-me tranquilidade das montanhas.

Retire a tensão dos meus músculos e nervos, com a música tranquilizante dos rios de águas constantes, que vivem am minhas lembrança.

Ajude-me a conhecer o poder reparador do sono.

Ensina-me a arte de tirar pequenas férias: reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo, afagar uma criança, ler um poema, ouvir uma música preferida.

Acalme meu passo, Senhor, para que eu possa receber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaçoes ou desalentos, a Tua presença constante no meu coração.

Acalme meu passo, Senhor, para que eu possa entoar o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo e calar-me para escutar a Tua voz.

Acalme meu passo, Senhor, e inspire-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até as estrelas do meu DESTINO MAIOR.

Obrigado Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste, meu trabalho, e sobretudo pela Tua presença em minha vida.

Em nome de Jesus, Amém!

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Acalma... Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero


Dos Sermões de São Bernardino de Sena, presbítero

"É esta a regra geral de todas as graças especiais concedidas a qualquer criatura racional: quando
a providência divina escolhe alguém para uma graça particular ou estado superior, também dá à
pessoa assim escolhida todos os carismas necessários para o exercício de sua missão.
Isso verificou-se de forma eminente em São José, pai adotivo do Senhor Jesus Cristo e
verdadeiro esposo da rainha do mundo e senhora dos anjos. Com efeito, ele foi escolhido pelo
Pai eterno para ser o guarda fiel e providente dos seus maiores tesouros: o Filho de Deus e a
Virgem Maria. E cumpriu com a máxima fidelidade sua missão.
Eis por que o Senhor lhe disse:
Servo bom e fiel! Vem participar da alegria do teu Senhor! (Mt 25,21)".



                                
                                   São José, seja sempre nosso protetor.    

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nota de Falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini

Nota de falecimento, publicada originalmente no Site Oficial da Diocese de Guarulhos


É com grande consternação que comunicamos o falecimento de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, na manhã desta quarta-feira (13).
Dom Luiz estava internato no Hospital Stella Maris onde apresentava um quadro de pneumonia, que evoluiu para embolia pulmonar.
É com enorme pesar que nos despedimos de um homem que sempre lutou pelo Respeito à Vida, que não tinha medo de dedicar-se a proclamar o Evangelho. que possamos seguir com fé os tantos exemplos que nos deixou, até mesmo nos momentos mais difíceis, como ele mesmo escreveu na última postagem de seu blog:
“Desde pequeno, quando entrei no seminário, estou segurando nas mãos de Deus, para que Ele me conduza para onde quiser, que eu aceito tudo e só tenho a agradecer. Se Ele determinar que eu continue por aqui, todos nós daremos as mãos e seguraremos nas mãos de Deus para, juntos, combatermos as iniquidades e propagarmos o Evangelho por todos os telhados, através dos nossos blogs, da internet, do facebook e por todos os meios existentes.”
O sepultamento será nesta quinta, 14, às 16h00, na Catedral de Guarulhos.
Ardoroso defensor da vida, articulou diversas campanhas e ações como nas últimas eleições presidenciais, onde denunciou veementemente todos os candidados que se posicionaram a favor do aborto.
A Missa de Corpo presente será hoje, 13/jun, às 19h30, na Catedral de Guarulhos. Amanhã,  14/jun, será celabrada missa às 10h00, seguida do sepultamento na própria Catedral.

http://bellamg07.blogspot.com.br/2012/06/nota-de-falecimento-de-dom-luiz-gonzaga.html

Para se fazer uma boa confissão


Sugestão de um breve exame de consciência:

1. Mandamento: "Amar a Deus sobre todas as coisas".
Tenho dado tempo em meu dia para Deus, buscando-o pela oração, lendo sua Palavra, oferecendo-lhe
meus trabalhos e evitando todo mal?
2. Mandamento: "Não tomar seu santo nome em vão".
Sou dado a usar o nome de Deus de qualquer modo? Tenho blasfemado ou feito juramentos falsos? Fiz
promessas e não cumpri?
3. Mandamento: "Guardar domingos e festas".
Tenho honrado o dia do Senhor e os dias santificados participando da santa missa, ou tenho trocado por
outros compromissos?
4. Mandamento: "Honrar pai e mãe".
Tenho amado os meus pais, independentemente de seus aparentes defeitos? Sendo necessário, tenho
colaborado com suas necessidades materiais e espirituais?
5. Mandamento: "Não matar".
Tenho prejudicado a vida, a integridade física, fama ou honra do próximo... Tenho aconselhado ou
praticado o aborto? Tenho guardado rancor?
6. Mandamento: "Não pecar contra a castidade".
Tenho consentido em meus pensamentos ou desejos? Respeitei meu corpo ou o corpo de outras pessoas
como templo do Espírito Santo?
7. Mandamento: "Não furtar."
Tenho roubado, prejudicado no trabalho ou negócios ou desejado injustamente os bens do próximo?
8. Mandamento: "Não levantar falso testemunho".
Tenho sido leal e verdadeiro? Ou prejudicado os outros com palavras falsas, calúnias, fofocas, juízos
temerários, violação de segredo?
9. Mandamento: "Não desejar a mulher do próximo."
Tenho sido fiel a meu esposo ou esposa em meus desejos e relações com os outros?
10. Mandamento: "Não cobiçar as coisas alheias".
Tenho sido dominado pela ambição desregrada, a ponto de usar meios desonestos para alcançar alguma
vantagem financeira? Tenho sentido inveja do progresso do meu próximo?

Dicas para se fazer uma boa confissão:

1º) Aproveite o tempo em que você está na fila de confissão para examinar sua consciência a respeito de
tudo que fez ou deixou de fazer por omissão. Não tente lembrar-se quando estiver diante do padre.
2º) Confesse apenas os seus pecados, não de outras pessoas (familiares ou vizinhos).
3º) Não é necessário dizer ao confessor aqueles pecados que você não fez (não roubei, não fiz isso...)
Fale só o que, de fato, fez, inclusive as suas omissões.
4º) Não é momento de fazer inventário de tudo o que você faz de prática cristã. (Ir a missa, rezar terço,
Pedir informações, como cursos, sacramentos, missas, etc. Diga aquilo que deseja “confessar”.
5º) Ao terminar a confissão diga ao Padre: “É só isso que gostaria de confessar...”
6º) Este momento é para confissão, o que é diferente de uma “orientação espiritual”. Se precisa falar
mais com o padre, marque na secretaria um horário para você. Não se irrite se o padre lhe lembrar isso.
7º) Não venha para o confessionário apenas para pedir uma bênção. Elas são dadas em outras ocasiões
ou quando solicitamos aos sacerdotes, menos no confessionário.
8º) O sacramento que é administrado no confessionário é só o da confissão. Não vá ao confessionário à
procura de Unção dos enfermos. Para isso solicite uma visita a sua residência.
9º) Se você percebe que há, na fila, pessoa muito idosa, grávida, excepcional ou doente, seja caridoso.
Deixe que ela confesse na sua vez.
10º) Lembre-se: Sentimentos não são pecados, pois não podem ser avaliados como critérios morais.
Sentimentos são apenas sentimentos.
11º) Confesse sempre segundo a sua consciência e nunca por imposição ou desejo de outras pessoas.

Lembre-se de que não basta contar ao padre seus pecados. Você deve também estar arrependido e
firmemente decidido a não cometer mais o erro, confiando no auxílio de graça de Deus.

Santo do Dia - Santo Antônio - 13 de Junho



Santo Antônio

13 de Junho

Santo AntônioNeste dia, celebramos a memória do popular santo – doutor da Igreja – que nasceu em Lisboa, em 1195, e morreu nas vizinhanças da cidade de Pádua, na Itália, em 1231, por isso é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua. O nome de batismo dele era Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo.

Ainda jovem pertenceu à Ordem dos Cônegos Regulares, tanto que pôde estudar Filosofia e Teologia, em Coimbra, até ser ordenado sacerdote. Não encontrou dificuldade nos estudos, porque era de inteligência e memória formidáveis, acompanhadas por grande zelo apostólico e santidade. Aconteceu que em Portugal, onde estava, Antônio conheceu a família dos Franciscanos, que não só o encantou pelo testemunho dos mártires em Marrocos, como também o arrastou para a vida itinerante na santa pobreza, uma vez que também queria testemunhar Jesus com todas as forças.

Ao ir para Marrocos, Antônio ficou tão doente que teve de voltar, mas providencialmente foi ao encontro do "Pobre de Assis", o qual lhe autorizou a ensinar aos frades as ciências que não atrapalhassem os irmãos de viverem o Santo Evangelho. Neste sentido, Santo Antônio não fez muito, pois seu maior destaque foi na vivência e pregação do Evangelho, o que era confirmado por muitos milagres, além de auxiliar no combate à Seita dos Cátaros e Albigenses, os quais isoladamente viviam uma falsa doutrina e pobreza. Santo Antônio serviu sua família franciscana através da ocupação de altos cargos de serviço na Ordem, isto até morrer com 36 anos para esta vida e entrar para a Vida Eterna.

Santo Antônio, rogai por nós!



terça-feira, 12 de junho de 2012

Semeando Catequese: O Namoro na Visão Cristã Católica

Semeando Catequese: O Namoro na Visão Cristã Católica:
A fase do namoro, ideal e moralmente objetivo, é um período excepcional para o conhecimento de duas pessoas, geralmente jovens, de sexo oposto. O namoro é um período na vida dos namorados que lhes permite se conhecerem melhor. Isso é fundamental para o alicerce de uma nova família que se quer sólida.

A prática do namoro evoluiu muito nas últimas quatro décadas. Não foi uma evolução ruim. Afinal, não dá para pensar o namoro nos moldes das primeiras décadas do século passado. Com a abertura dos últimos tempos e a igualdade de direitos estabelecida entre o homem e a mulher, bem como a quebra do tabu que circundava a questão sexual, abriu-se as portas para uma nova prática do romance amoroso entre os namorados. O erro não está na abertura, mas no mau uso da liberdade, face à mentalidade do descartável que está tomando conta da sociedade.

O estilo do namoro antigo tem muito em comum com o namoro dos nossos tempos: a falta de conhecimento um do outro. O namoro antigo não permitia nenhuma espécie de contato físico; a conversa entre os dois não existia, o estar só era impossível, etc – não se conheciam. O namoro moderno e avançado permite tudo: o sexo livre, o aborto, a depravação, etc – também não se conhecem como pessoas.

O final do filme todos nós conhecemos: corações machucados, magoados e infernizados com a síndrome da dependência sexual e outros males. A sociedade ainda é machista; por isso o Pe. Zezinho tem razão quando compôs a música “Laranja Lima” e nos diz que no namoro errado é a mulher quem sofre mais. Deve ser muito triste a ressaca do pós-namoro pagão, quando a consciência advertir que a jovem foi usada ou que usou o outro simplesmente por prazer, tendo se acobertado, para tanto, na falsidade e na mentira.

Estamos vivendo um mundo carente de valores. Além da mentalidade do descartável que favorece o hedonismo utilitarista no namoro (para muitos o trivial “ficar”), temos a elaboração de um ambiente cultural de morte que se expressa na música mundana, no teatro e no cinema também mundanos que apregoam os contravalores como sendo determinantes para a felicidade. Aí está o engano, pois se trata de uma mentalidade distorcida da pessoa humana. É a crise antropológica (a pessoa humana não se interroga sobre o seu fim). É a evidente falta de consciência do que é a realidade da pessoa humana e o que é realmente a felicidade para a qual a pessoa humana foi criada.

O que fazer para viver o namoro coerente e de maneira cristã? Olhar para Jesus Cristo, o modelo antropológico perfeito. Olhar para o testemunho de tantos casais que vivem o namoro correto e santamente. Não tenho dúvidas, os casais de namorados que viveram santamente o seu namoro viverão santamente o seu casamento. Afinal, a conquista da felicidade não se dá sem sacrifício, renúncia e entrega consciente. Onde há o amor não há a dor. “Felizes os puros de coração porque verão a Deus” (Mt. 5, 8).
Prezados jovens cristãos, sejam vocês o alicerce da construção da “civilização do amor” (Paulo VI) e da concretização de uma vida feliz a partir da santidade e do respeito à pessoa do outro. Deus os abençoe.

Pe Adair José Guimarães, Diocese de Rubiataba-Go

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domingo, 10 de junho de 2012

Evangelho (Marcos 3,20-35)


Domingo, 10 de Junho de 2012
10º Domingo Tempo Comum


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os seus discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si.
22Os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu, e que pelo príncipe dos demônios ele expulsava os demônios.
23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que Satanás pode expulsar a Satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se.25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se Satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído.
27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo: tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados, como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, mas será culpado de um pecado eterno”.
30Jesus falou isso, porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. 31Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo.32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu:
“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”.



- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Origem da festa de Corpus Christi

Imagem de Destaque


Eucarista: Corpo e Sangue de Jesus

Todos os católicos reconhecem o valor da Eucaristia. Podemos encontrar vários testemunhos da crença da real presença de Jesus no Pão e no Vinho consagrados na Santa Missa desde os primórdios da Igreja.

Mas, certa vez, no século VIII, na freguesia de Lanciano (Itália), um dos monges de São Basílio foi tomado de grande descrença e duvidou da presença de Cristo na Eucaristia. Para seu espanto, e para benefício de toda a humanidade, na mesma hora a Hóstia consagrada transformou-se em Carne e o Vinho consagrado transformou-se em Sangue. Esse milagre tornou-se objeto de muitas pesquisas e estudos nos séculos seguintes, mas o estudo mais sério foi feito em nossa era, entre 1970/71, e revelou ao mundo resultados impressionantes:

A Carne e o Sangue continuam frescos e incorruptos, como se tivessem sido recolhidos no presente dia, apesar dos doze séculos transcorridos. O Sangue encontra-se coagulado externamente em cinco partes; internamente ele continua líquido. Cada porção coagulada de sangue possui tamanhos diferentes, mas todas possuem exatamente o mesmo peso, não importando se pesadas juntas, combinadas ou separadas. São Carne e Sangue humanos, ambos do grupo sanguíneo AB, raro na população do mundo, mas característico de 95% dos judeus. Todas as células e glóbulos continuam vivos. A Carne pertence ao miocárdio, que se encontra no coração (e este órgão sempre foi símbolo de amor!).


Mesmo com esse milagre, entre os séculos IX e XIII surgiram grandes controvérsias sobre a presença real de Cristo na Eucaristia. Alguns afirmavam que a ceia se tratava apenas de um memorial que simbolizava a presença de Cristo. Foi somente em junho de 1246 que a festa de Corpus Christi foi instituída, após vários apelos de Santa Juliana, cujas visões solicitavam a instituição de uma festa em honra ao Santíssimo Sacramento. Em outubro de 1264 o Papa Urbano IV estendeu a solenidade para toda a Igreja. Nessa celebração religiosa, o maior dos sacramentos deixados à Igreja mostra a sua realidade: a Redenção.

A Eucaristia é o memorial sempre novo e sempre vivo dos sofrimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo por nós. Mesmo separando Seu Corpo e Seu Sangue, Jesus se conserva por inteiro em cada uma das espécies. É pela Eucaristia, especialmente pelo Pão, sinal do alimento que fortifica a alma, que tomamos parte na vida divina, nos unindo a Cristo e, por Ele, ao Pai, no amor do Espírito Santo. Essa antecipação da vida divina aqui, na Terra, mostra-nos claramente a vida que receberemos no Céu, quando nos for apresentado, sem véus, o banquete da eternidade.

O centro da Celebração Eucarística será sempre a Eucaristia e, por ela, o melhor e o mais eficaz meio de participação no divino ofício. Aumentando a nossa devoção ao Corpo e Sangue de Jesus, como Ele próprio estabeleceu, alcançaremos mais facilmente os frutos da Redenção!
Foto
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br


http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=12810

Corpus Christi: entenda o significado dessa solenidade


Jéssica Marçal
Da Redação CN


http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286438

Nesta quinta-feira, 7, a Igreja Católica no mundo inteiro celebra uma importante solenidade que reveste o mistério central de sua fé: Corpus Christi. Neste dia, celebra-se o Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Cristo. Como tradição popular, muitos fiéis enfeitam as ruas com tapetes feitos à base de pó de serragem, com o objetivo de preparar o local para a procissão que traz o grande motivo da festa, Jesus Eucarístico. 

Esta é uma solenidade que há séculos faz parte da vida dos cristãos católicos. O assessor da Comissão Episcopal Pastoral de Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Hernaldo Pinto Farias, explicou que a festa nasceu de uma prática da devoção popular que tem início no final do século IX, mas já no século XI ao XIII está muito difundida em vários lugares da Europa. Depois, em 8 de setembro de 1264, o Papa Urbano IV, com a Bula Transiturus, instituiu esta celebração para toda a Igreja.  

De acordo com padre Hernaldo, essa prática surgiu por causa da defesa da compreensão da teologia da presença real. “Contra as heresias do início do segundo milênio, essa festa vem reforçar a posição e a orientação da Igreja sobre a presença real de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento”. 

O padre comentou ainda que a Reforma Litúrgica procurou ampliar o Missal de 1970 até o atual, utilizando a denominação de Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue de Jesus Cristo. “Ou seja, é uma solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, não só do Corpo, pra não dar esse sentido de redução da compreensão do próprio mistério do Corpo e Sangue de Cristo”, explicou. 

Importância

Para enfatizar a importância de se reconhecer em Corpus Christi uma solenidade não só do Corpo, mas também do Sangue de Cristo, padre Hernaldo recorreu à uma menção que o Papa João Paulo II, hoje beato, fez sobre o Sacramento na Carta Apostólica Mane Nobiscum Domine, de 2004. Nessa carta, o beato disse que nenhuma dimensão desse Sacramento da Eucaristia pode ser deixada de lado, esquecida. 

“Neste sentido, os textos bíblicos propostos, portanto, para esta festa nos trazem todas as riquezas deste Sacramento, como alimento, como banquete, aliança, sacramento da unidade da Igreja, do memorial da morte e da ressurreição de Cristo, não fica apenas no sentido da morte, mas revela o mistério como tal”, enfatizou o padre. 

O assessor da Pastoral Litúrgica da CNBB lembrou que o sentido maior dessa solenidade está na celebração da Quinta-feira Santa. Dessa forma, Corpus Christi é como uma repetição, uma duplicação do dia da instituição da Eucaristia, porém com um aspecto mais devocional, o que também é bem vindo para a Igreja. “A Igreja não condena, porém ela quer nos ajudar a não ficar no puro devocional, se não a gente se perde”. 

A tradição dos tapetes, por exemplo, que todos os anos tomam as ruas de diversas cidades do país para preparar a procissão que traz Jesus Eucarístico, segundo padre Hernaldo, é costume popular de reverenciar, de dar importância e exaltar a própria Eucaristia. O Padre explicou que, no entanto, a Igreja não pode parar nesse puro reverenciar.

“A gente lembra os Santos Padres que nos convidavam a olhar o Sacramento para além dele, ou seja, a gente tem que celebrar, ver o Sacramento para além daquilo que ele está mostrando enquanto realidade física, ele está revelando também todo um mistério  que esse Sacramento quer nos ajudar a viver”, ressaltou. 

Participação ativa
 
Como padre Hernaldo explicou, os tapetes de Corpus Christi já fazem parte da tradição popular. Em Lorena (SP), o professor aposentado Cláudio César de Araújo, que já foi ministro da Eucaristia e fez a experiência de ajudar nesta tradição dos tapetes, contou que é muito gratificante poder participar ativamente. 
 
“A sensação primeira é de gratidão. A gente vai mesmo por gratidão de tantas bênçãos que a gente recebe Dele (Jesus) e pelo prazer de querer deixar uma rua bem bonita e bem enfeitada para que Jesus passe por lá, é o mínimo que nós podemos fazer. É uma alegria poder participar sabendo que Jesus vai passar por ali”, relatou.
 
O aposentado acredita que a celebração de Corpus Christi é o momento que representa o respeito e o amor que se tem por Jesus, pela Sagrada Eucaristia. Ele contou que receber este Sacramento pela primeira vez marcou muito sua vida; foi seu primeiro encontro com Cristo. 
 
“Eu me lembro do entusiasmo, da alegria, da fé que eu tive quando eu recebi a Eucaristia pela primeira vez, então pra mim ali foi o meu primeiro encontro. Depois eu tive vários reencontros, então essa comunhão com Jesus é sempre, espiritualmente é sempre”.

Eucaristia: como vivenciar este mistério?

Para os católicos, a Eucaristia é o sacramento mais importante, é a centralidade da vida cristã. Tendo em vista a importância desse Sacramento, padre Hernaldo deixou dois conselhos para que esta intimidade com Jesus Eucarístico seja vivenciada não só na celebração de Corpus Christi, mas ao longo de toda a vida cristã.

“Aí entra a importância, sobretudo, do Dia do Senhor, que tem que ser cada vez mais valorizado em nossas comunidades. O domingo é o dia por excelência da Eucaristia, porque é o dia por excelência da ressurreição do Cristo. O conselho que eu dou é preparar melhor as nossas celebrações dominicais, celebrá-la com mais intensidade, sem interferências. Outro conselho, por decorrência, é o aprofundamento, o estudo da liturgia da Eucaristia”, disse o padre. 


http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=286438

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Irlanda se prepara para Encontro Eucarístico Internacional

Nicole Melhado
Da Redação CN


50º Encontro Eucarístico Internacional começa na próxima semana, entre os dias 10 e 17, em Dublin, na Irlanda
Em Dublin, na Irlanda, entre os dias 10 e 17 de junho, será realizado o 50º Encontro Eucarístico Internacional em meio às comemorações dos 50 anos do Concílio Vaticano II. O tema escolhido “A Eucaristia, comunhão com Cristo e entre nós”, foi tirado da Constituição Dogmática Lumen Gentium

Depois do Congresso Eucarístico de 1932, Dublin está pronta novamente para hospedar este momento de renovação e reconciliação, como salienta o Arcebispo da capital irlandesa, Dom Diarmund Martin, em coletiva ao programa "No Coração da Igreja", transmitido pela TV Canção Nova. 

Para ele, este encontro acontece num momento delicado para a Igreja na Irlanda que sofre pelas feridas dos casos de abusos sexuais contra menores.

“Este Congresso Eucarístico deve criar um novo clima de reflexões, de diálogo, para olhar em direção ao futuro da Igreja na Irlanda, não esquecendo o passado ou colocando-o de lado. É preciso enfrentar as realidades do passado que são tristes, mas é preciso restaurar o sentimento de alegria na Igreja irlandesa, dar esperança à Igreja”, destaca o arcebispo de Dublin.

São esperados milhares de peregrinos de mais de 100 países diferentes nas conferências gerais, que poderão participar de 150 laboratórios e grupos durante o evento.

Diálogo ecumênico

O presidente do Pontifício Comitê para os Congressos Eucarísticos, Dom Diarmund Martin, destaca ainda que o congresso será um espaço de solidariedade, partilha e de grande importância ecumênica.

“Esperamos um novo impulso para o ecumenismo, porque o primeiro dia do Congresso se baseia na unidade do Batismo que nos une a tantos irmãos que estão separados de nós, mas com os quais temos em comum a mesma fé em Cristo. O congresso de Dublin deverá ser um sinal para pegar novamente o caminho da unidade porque a unidade não é algo que podemos renunciar”, reforça.

Cerca de 80 mil pessoas são esperadas para a Missa no dia 17 de junho que será celebrada no moderno estádio de Croke Park: um momento para reafirmar a centralidade da Eucaristia na vida da Igreja e para lançar novamente a missão das comunidades cristãs.

"Em inglês tem uma frase: 'seven day wonder', um milagre em 7 dias. O congresso não pode e nem deve ser algo que começa no dia 10 e termina no dia 17 de junho. Nós, em Dublin, temos nesses últimos meses um projeto chamado ‘Dioceses em missão’, no qual buscamos alcançar aquelas pessoas que estão afastadas da Igreja e um dia depois da conclusão do congresso iniciaremos a próxima etapa”, explica o Arcebispo de Dublin.

Leia mais
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Eucaristia


Isto é o meu corpo que é entregue por vós


A Eucaristia é o último dos sacramentos da iniciação cristã, o último dos sacramentos que nos inserem na vida do Cristo morto e ressuscitado, fazendo-nos plenamente cristãos. Trata-se do maior e mais sublime de todos os sacramentos, o Sacramento por excelência – o Santíssimo Sacramento!

Como falar deste sacramento é muito complexo, dada a riqueza e a pluralidade de facetas da Eucaristia, vamos seguir o esquema do Catecismo da Igreja Católica, comentando-o e aprofundando-o. Vamos iniciar precisamente citando Catecismo: O nosso Salvador instituiu na Última Ceia, na noite em que foi entregue, o sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue, para perpetuar no decorrer dos séculos, até ele voltar, o sacrifício da cruz, e para confiar, assim, à Igreja, sua amada esposa, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da glória futura” (CIC 1323).
 
Estas palavras resumem de modo admirável o sentido e a riqueza da Eucaristia. Já aqui é interessante observar algo muito importante: quando falamos em Eucaristia não estamos pensando primeiramente na hóstia e no vinho consagrados, mas sim na Celebração eucarística, isto é, na Missa, sacrifício eucarístico do Corpo e do Sangue do Senhor, para perpetuar no decorrer dos séculos, até que ele venha, o sacrifício da cruz! Então, a Eucaristia é a Missa!
 
Mas, que significa “missa”? Onde, nas Escrituras Sagradas, se fala nela?
 
No decorrer da história este sacramento teve vários nomes, cada um deles sublinhando um aspecto deste mistério tão rico. Primeiramente chamou-se “Eucaristia”, palavra grega que significa, “ação de graças”. O termo aparece muitas vezes o Novo Testamento e refere-se à bênção de ação de graças que tantas vezes Jesus pronunciou nas suas refeições com os discípulos: “E tomou o pão, deu graças (= eucaristizou), partiu e distribuiu-o entre eles, dizendo: “Isto é o meu corpo que é entregue por vós” (Lc 22,19); “O Senhor Jesus tomou o pão e, depois de dar graças (= eucaristizar), partiu-o...” (1Cor 11,23s).
Assista: "Eucaristia fonte de amor", com padre Donizete Heleno 

 Na religião dos judeus, a bênção de ação de graças era proclamação das obras de Deus: a criação, a redenção e a santificação. Israel dava graças pelas grandes obras do Senhor em seu favor. Por isso, os cristãos, cumprindo a ordem do Senhor Jesus, celebram a Ação de Graças a Deus pela sua grande obra: ter entregado o seu Filho desde a encarnação até a consumação na cruz, tê-lo ressuscitado dos mortos e o feito assentar-se à sua direita na glória. Assim, celebrar a santa Eucaristia é bendizer e agradecer a Deus por tudo que nos fez pelo seu santo Filho Jesus.
 
Outro nome dado à Eucaristia, já no novo Testamento, foi “Ceia do Senhor” (cf. 1Cor 11,20), porque este sacramento é a celebração daquela ceia que o Senhor comeu com os seus discípulos na véspera da Páscoa. Por um lado, aquela ceia era já a celebração ritual, em gestos, palavras e símbolos, daquilo que o Senhor iria realizar no dia seguinte: ele se entregaria totalmente na cruz, iria nos dar seu corpo e seu sangue: “Comei: isto é o meu corpo que será entregue na cruz! Bebei: isto é o meu sangue que será derramado por vossa causa!” Por outro lado, esta ceia sagrada, chamada Última Ceia, já antecipava a ceia das núpcias do Cordeiro, núpcias de Cristo ressuscitado com sua Esposa, a Igreja, na Jerusalém celeste:
 
“Felizes aqueles que foram convidados para o banquete das núpcias do Cordeiro” (Ap 19,9). Participar da Ceia do Senhor é não somente participar da Ceia que Jesus celebrou como memorial de sua paixão, morte e ressurreição, mas também já antecipar, já saborear, na força do Espírito Santo, a ceia do Banquete celeste, quando o próprio Esposo, Jesus, será o alimento eterno para sua Esposa, a Igreja. Em outras palavras: é uma ceia que começa na terra e durará no céu, por toda a eternidade!
 
Mais um nome para este sacramento santíssimo: “Fração do Pão”. É um nome antigo, presente também já no novo Testamento, sobretudo nos Atos dos Apóstolos. Este rito de partir o pão, típico da ceia judaica, foi muitas vezes repetido por Jesus quando abençoava e distribuía o pão (cf. Mt 14,19; 15,36; Mc 8,6.19) e, sobretudo, na Última Ceia, quando ele partiu o pão. Através desse mesmo gesto, os discípulos reconheceram o Senhor ressuscitado: eles o reconheceram ao partir o pão (cf. Lc 24,13-35).
 
Por tudo isso, os primeiros cristãos usavam a expressão “fração do pão” para designar suas reuniões nas quais, na ceia, partiam o pão como Jesus e em memória de Jesus. Deste modo, os primeiros cristãos queriam revelar a consciência que tinham que todo aquele que come o único pão partido, pão da Eucaristia, que é o próprio Senhor ressuscitado, entre em comunhão com ele e forma com ele um só corpo, que é a Igreja: “O cálice de bênção que abençoamos não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Já que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos desse único pão” (1Cor 10,16s).
 
Um outro nome, que era caro aos santos doutores da Igreja Antiga, sobretudo os de língua grega, era “Santa Synáxis”, que significa “assembleia”, “reunião”. Isto porque a Eucaristia é para ser celebrada pela Comunidade eclesial presidida pelo ministro ordenado. Onde a Comunidade se reúne para a Eucaristia, aí está a Igreja, povo de Deus reunido no único Espírito Santo, para oferecer o único sacrifício do Filho Jesus para a glória do Pai e salvação do mundo inteiro.
Foto Dom Henrique Soares da Costa 
http://www.domhenrique.com.br

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