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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Santo do Dia - 31/10


Santo Afonso Rodrigues, Confessor
Natural de Segóvia, foi comerciante e pai de família. Tendo perdido a esposa e os filhos, ingressou na Companhia de Jesus como simples irmão coadjutor. Durante quase quarenta anos foi religioso exemplar, exercendo o humilde mister de porteiro. Dotado de dons sobrenaturais e carismas, desenvolveu grande apostolado, chegando a possuir numeroso grupo de discípulos, entre os quais São Pedro Claver. Deixou escritos que revelam uma sabedoria nada livresca, muito verdadeira e profunda.

(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)



domingo, 30 de outubro de 2011

Santo do Dia - 30/10

São Frumêncio

A história do santo de hoje se entrelaça com a conversão de uma multidão de africanos ao amor de Cristo e à Salvação. São Frumêncio nasceu em Liro da Fenícia. Quando menino, juntamente com o irmão Edésio, acompanhava um filósofo de nome Merópio, numa viagem em direção às Índias. A embarcação, cruzando o Mar Vermelho, foi assaltada e só foram poupados da morte os dois jovens, Frumêncio e Edésio, que foram levados escravos para Aksum (Etiópia) a serviço da Corte.

Deste mal humano, Deus tirou um bem, pois ao terem ganhado o coração do rei Ezana com a inteligência e espírito de serviço, fizeram de tudo para ganhar o coração da África para o Senhor. Os irmãos de ótima educação cristã, começaram a proteger os mercadores cristãos de passagem pela região e, com a permissão de construírem uma igrejinha, começaram a evangelizar o povo. Passados quase vinte anos, puderam voltar à pátria e visitar os parentes: Edésio foi para Liro e Frumêncio caminhou para partilhar com o Patriarca de Alexandria, Santo Atanásio, as maravilhas do Ressuscitado na Etiópia e também sobre a necessidade de sacerdotes e um Bispo. Santo Atanásio admirado com os relatos, sabiamente revestiu Frumêncio com o Poder Sacerdotal e nomeou-o Bispo sobre toda a Etiópia, isto em 350.

Quando voltou, Frumêncio foi acolhido com alegria como o "Padre portador da Paz". Continuou a pregação do Evangelho no Poder do Espírito, ao ponto de converterem o rei Ezana, a rainha, e um grande número de indígenas, isto pelo sim dos jovens irmãos e pela perseverança de Frumêncio. Quase toda a Etiópia passou a dobrar os joelhos diante do nome que está acima de todo o nome: Jesus Cristo.

São Frumêncio... rogai por nós!

sábado, 29 de outubro de 2011

Divulgação da JMJ recebe prêmio de eficácia publicitária

Mirticeli Medeiros
Da Redação CN

Equipe que recebeu o prêmio de eficácia publicitária da JMJ
A comunicação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) foi premiada pela Associação Espanhola de Ouro e Eficácia dos Meios. O evento que reúne milhares de jovens católicos a cada edição, recebeu a audiência de 55 milhões de pessoas em todo o mundo durante a última JMJ de Madri, que aconteceu no último mês de agosto. 

A internet foi um dos protagonistas na difusão da JMJ, com meio milhão de seguidores no Facebook e mais de 6 milhões de visitas na página oficial do evento.

De acordo com o boletim oficial, divulgado pela assessoria de imprensa do evento, todos os espaços comerciais que se referiam à Jornada Mundial da Juventude foram distribuídos gratuitamente por 65 meios de comunicação locais, nacionais e internacionais.

Cristão deve caminhar contra a corrente, afirma Bento XVI

Leonardo Meira
Da Redação CN


Bento XVI durante visita à África, em março de 2009
O Papa Bento XVI recebeu os Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (Ceast) em audiência na manhã deste sábado, 29. Os prelados africanos fazem sua visita ad Limina Apostolorum e encontraram-se com o Pontífice na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano.

"Os cristãos respiram o espírito do seu tempo e sofrem a pressão dos costumes da sociedade em que vivem; mas, pela graça do Batismo, são chamados a renunciar às tendências nocivas imperantes e a caminhar contra a corrente guiados pelo espírito das Bem-aventuranças", ressaltou.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI


Nesta linha, o Papa abordou três obstáculos onde naufragam a vontade dos santomenses e angolanos que aderiram a Cristo.

1 - "amigamento" - contradiz o plano de Deus para a geração e a família humana. O número de matrimônios católicos naquela região é bastante pequeno, tanto que a Conferência Episcopal escolheu o matrimônio e a família como prioridades pastorais do triênio em curso. "O amor esponsal deve ser único e indissolúvel como a aliança entre Cristo e a sua Igreja. Este tesouro precioso deve ser salvaguardado, custe o que custar", afirma Bento XVI;
2 - coração dos batizados ainda dividido entre o cristianismo e as religiões tradicionais africanas - um efeito abominável dessa realidade é a marginalização e mesmo o assassinato de crianças e idosos, a que são condenados por falsos ditames de feitiçaria. O Papa propõe um trabalho conjunto das comunidades eclesiais afetadas pelo problema. "Aflitos com os problemas da vida, não hesitam em recorrer a práticas incompatíveis com o seguimento de Cristo", indica;
3 - resquícios de tribalismo étnico palpáveis nas atitudes de comunidades que tendem a fechar-se, não aceitando pessoas originárias de outras partes da nação - Bento XVI recorda que, na Igreja, como nova família de todos os que acreditam em Cristo, não há lugar para qualquer tipo de divisão. "Ao redor do altar, reúnem-se homens e mulheres de tribos, línguas e nações diversas, que, partilhando o mesmo corpo e sangue de Jesus-Eucaristia, se tornam irmãos e irmãs verdadeiramente consanguíneos", explica.


Próxima visita
O Santo Padre indicou que o anúncio da alegria da fé é o serviço comum dos Pastores. Nesse sentido, falou sobre sua decisão de proclamar um Ano da Fépara que a Igreja inteira "possa oferecer a todos um rosto mais belo e credível, transparência mais clara do rosto do Senhor".

Bento XVI recordou que, em novembro, fará uma visita apostólica ao Benim para entregar a Exortação Apostólica fruto da Segunda Assembleia para a África do Sínodo dos BisposEle também lembrou com alegria de sua visita à África, em março de 2009, "durante a qual pude encontrar-me convosco e, convosco, celebrar Jesus Cristo no meio de um povo que não se cansa de O procurar, amar e servir com generosidade e alegria. Guardo aquele povo no coração e, de certo modo, esperava a vossa vinda para ter notícias dele", disse.

Como discernir o que é sinal de Deus?

O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus designíos

Desde o início, Deus se comunica com o ser humano de forma a não somente transmitir mensagens, mas fazendo doação de Si mesmo a nós. "Por uma vontade absolutamente livre, Deus revela-se e dá-se ao homem” (Catecismo da Igreja Católica, art. Nº 50).

O Senhor usa de vários meios para nos transmitir Seus designíos e Sua Pessoa. Temos como alguns exemplos os anjos que são Seus mensageiros; os dons do Espírito Santo; a Sagrada Escritura e também a Eucaristia, sacramento de máxima entrega.

Não bastasse tudo isso, ainda há a "comunicação do amor de Deus" através de sinais. São acontecimentos que significam algo mais que o simples andamento ou consequência de fatos. Deus nos fala nas entrelinhas das ocorrências incomuns ou da rotina. Até mesmo Jesus percebeu cada passo de Seu ministério em eventos comuns que poderiam passar despercebidos, desde a falta de vinho numa festa de casamento (cf. Jo 2,1-12) até quando se aproximava o tempo certo da “Sua entrega na cruz”. Porém, é necessário ter cuidado e discernir sinceramente se estamos diante do que é um apontamento do Senhor ou se estamos nos aproveitando de um acontecimento qualquer para justificar algo que temos no coração.

Preferimos nos enganar, nomeando forçosamente simples ocorrências como resposta do Alto, dada a grandiosidade do desejo. Desviamo-nos de uma verdadeira leitura da orientação divina, nos deixando levar por ideias fixas e obstinação de coração. Quando estamos com a mente e sentimentos tomados, parece que tudo conspira e confirma na direção tanto do objeto de desejo como para traumas, complexos e impressões que trazemos. Assim, no futuro, só nos decepcionaremos com o Senhor e buscaremos culpar os homens que não nos pareceram favoráveis.

Para interpretar corretamente a fala de Deus é importante, primeiramente, nos desfazermos dos nossos apegos e conceitos tendenciosos, estarmos livres para aceitar aquilo que não nos é agradável, as exortações e a direção do que Ele quer consertar em nossa vida.

Outro ponto é cultivar uma íntima amizade com o Senhor, peça a graça de amá-Lo independente dos favores. Gaste tempo em Sua companhia e saiba que a iniciativa de sinais será sempre Dele; o que não nos isenta da necessidade de termos uma constância na oração e de nos relacionarmos com o Senhor.

Depois que Deus mesmo se encarrega do sucesso do empreendimento e da graça que Ele quer conceder, Jesus ordena a dois de Seus discípulos: ”Ide a essa aldeia que está defronte de vós. Entrando nela, achareis um jumentinho atado, em que nunca montou pessoa alguma; desprendei-o e trazei-mo. Partiram os dois discípulos e acharam tudo como Jesus tinha dito” (Lc 19,30-32). Os fatores do outro lado, no campo da missão, encontram elementos correspondentes à ordem dada por Jesus, mas isso não significa que essa providência se manifeste no primeiro momento. Deus enviou Moisés ao faraó, mas o soberano do Egito foi resistente em libertar o povo do Senhor. Podemos encontrar barreiras que o Altíssimo sinaliza como sendo Sua vontade para nós.
Na verdade, aprenderemos a interpretar corretamente os sinais com um treinamento. Com o passar do tempo, se mantivermos uma amizade verdadeira com Deus e nos exercitarmos nesse processo de intuir, empreender na ordem divina e prestar atenção aos resultados, aprenderemos a olhar um fato, desde o início, e saber se é realmente um sinal do Senhor.
O Deus a quem seguimos é bondoso e quer fazer aquilo que é o melhor para nós, por isso está em constante comunicação.

Ele é fiel e nos conduz. "Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá" (At 5, 38).

Sandro Ap. Arquejada-Missionário Canção Nova
sandroarq@geracaophn.com

Clame ao Pai - Ele te escuta!

A cofundadora da Comunidade Canção Nova, Luzia Santiago, fala da transformação que pode acontecer nas pessoas a partir do momento que se aceita a vontade de Deus.

Santo do Dia - 29/10

São Narciso, Bispo e Confessor (+ Jerusalém, 212)

Já era octogenário quando o elegeram bispo de Jerusalém. Algum tempo depois, foi acusado de um ato infame por três caluniadores que, para dar credibilidade a seu depoimento chamaram sobre si a cólera de Deus, porque um deles disse: "Que eu seja queimado vivo se estiver mentindo!"; outro disse: "Que a lepra me devore se eu não estiver falando a verdade!"; e o terceiro: "E eu que fique cego se não for verdade o que digo! ". Assim caluniado, São Narciso se retirou de Jerusalém sem dizer aonde ia, e foi viver recolhido na oração e no isolamento. Novo bispo tomou posse em seu lugar, depois outro e mais outro. Entretanto, aos três caluniadores aconteceram os castigos que eles pediram para si mesmos: o primeiro morreu carbonizado num incêndio com sua família, o segundo morreu leproso e o terceiro perdeu a visão. Anos depois, São Narciso retornou a Jerusalém e foi recebido festivamente, reassumindo com glória suas funções. Segundo o historiador Eusébio, viveu até os 119 anos.

(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Santo do Dia - 28/10

São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos e Mártires

Os dois Apóstolos são, desde tempos imemoriais, venerados conjuntamente nesta data. São Simão, também chamado Zelota e Cananeu, é o Apóstolo sobre o qual as Escrituras contêm menos informações. Segundo uma antiga tradição, era aparentado com Nosso Senhor e foi crucificado pelos judeus. São Judas Tadeu era irmão do Apóstolo São Tiago o Menor, sendo ambos filhos de Cleófas e de Maria, primos de Nosso Senhor. Há notícias de mais dois filhos do mesmo casal, um dos quais de nome Simão (que alguns autores identificam com o Apóstolo celebrado neste dia). São Judas Tadeu pregou a Boa Nova do Evangelho em várias regiões do Oriente Próximo e é autor de uma Epístola. Não há informações seguras sobre o local e as condições em que verteu seu sangue por amor ao Divino Mestre.

(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Morte cerebral é tema de videoconferência neste sábado

Rádio Vaticano

Os mistérios da morte cerebral serão discutidos por meio de uma videoconferência na qual Padre Hélio Luciano, da Comissão de Bioética da CNBB e doutorando em Bioética pela Faculdade de Medicina do Campus Biomédico de Roma, apresentará suas últimas constatações sobre o tema. Tudo acontecerá num ambiente virtual aberto ao diálogo construtivo, já que os participantes poderão interatuar com o sacerdote enviando perguntas e comentários em tempo real.

A morte cerebral é um dos temas abordados na dissertação de mestrado em Teologia Moral que o Padre Hélio Luciano faz concomitantemente ao seu doutorado em Roma. Durante a videoconferência, o sacerdote apresentará questões morais levantadas pelo President’s Council on Bioethics no documento Controversies in the determination of Death, um documento dos Estados Unidos que muda os argumentos para a defesa da morte encefálica como morte.

"Há um ano pesquiso sobre o assunto para minha tese doutoral sobre os Comitês Éticos Nacionais nos países em via de desenvolvimento com especial ênfase sobre a América Latina. O interesse pelo assunto cresceu e a discussão precisa contar com vozes comprometidas com a defesa da vida", relata Padre Hélio Luciano.

A conferência poderá ser vista neste sábado por meio do site http://congressoprovida.com.br/transmissao-ao-vivo a partir das 15h (horário de Brasilia).

A mãe de todas as virtudes

É preciso saber que nem todo bem nos faz bem

O mundo de hoje vive uma grande crise de virtudes. Cresce de modo assustador o grande problema dos vícios, seja ele de qual natureza for: vícios de drogas, entorpecentes, cigarro, álcool, entre outros. Esse tipo de conduta chegou a atingir um ponto tão alarmante que, muitas vezes, temos vergonha de fazer a coisa certa. Não é permitido mais fazer o certo, pois se o fizermos, estamos "errados" no conceito do mundo. Além dos vícios físicos, ainda há os vícios da alma. Pensa-se: "Perdoar? Imagine! Eu não preciso de ninguém!"

As pessoas pensam que a virtude deve se dobrar diante do vício; mas é exatamente o contrário que precisa acontecer: é o vício que deve se dobrar diante da virtude. Por isso há uma necessidade muito grande da presença da temperança em nossas vidas.
Hoje, vamos nos aprofundar naquela que é considerada a mãe das virtudes: a prudência. Não existe nenhuma outra coisa se esta não existir.
Pensa-se que prudência é cautela, mas não é isso que a Sagrada Escritura nos ensina. Prudência não é sinônimo de cautela, mas é ver e perceber aquilo que realmente é importante; é perceber as coisas a partir da luz de Deus e dar a resposta certa no momento certo. Prudência não é medo, é discernimento. Ela não só nos manda ficar, mas também nos manda ir.

A sabedoria é fruto da prudência, as duas são a mesma coisa. Compreendemos o que é preciso fazer, vamos lá e o fazemos. Mas para tomar essa atitude precisamos enxergar. O prudente sabe contornar as situações. Vejamos o exemplo da "Parábola das dez virgens prudentes" que se encontram em Mateus 25,1-13:

“Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram. No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprardes para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: 'Senhor, senhor, abre-nos!' Mas ele respondeu: 'Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora'”.

Essa passagem bíblica nos mostra bem o que é a prudência. Às vezes, mesmo que tenhamos vontade de ser solidários, não podemos dar algo que vai nos faltar. Muitas vezes, damos de graça aquilo que nos era necessário. Prudência é fruto de Deus, é virtude que vem do Alto.

É fácil saber o que tem de ser feito, a que horas fazer e como fazer? Claro que não. Para cada momento existe uma decisão diferente. Não é sempre a mesma resposta. Se você dá sempre uma mesma resposta para todos os seus problemas, está na hora de ser mais prudente.
Escolher entre o que é bom e ruim no nosso mundo é fácil. Se eu lhe oferecer um pudim cheio de terra e um limpo, qual você vai escolher? É claro que o pudim limpo. Ninguém quer aquilo que não é bom. Por que as pessoas escolhem coisas ruins, então? A escolha entre o bem e mal é questão apenas de inteligência, nos lembra Santo Inácio de Loyola.

Por isso, escolher entre o bem e o mal é questão apenas de sobrevivência. Mas a vida não está baseada simplesmente na escolha do bem. É preciso saber que nem todo bem nos faz bem, nem todo bem faz bem a todos. Isso é o discernimento, é preciso saber escolher entre o bem e o bem devido. Se olhamos, por exemplo, o açúcar, ele é um bem, é bom, mas não faz bem a quem é diabético nem a quem se recupera de cirurgias, ou seja, nem todo o bem nos faz bem o tempo todo.

Escolher entre o bem e o bem devido é questão de prudência. Para ser feliz é preciso saber romper com o apego às coisas que são incompatíveis com nossa vida. Essa é a vontade de Deus. Precisamos amadurecer para escolhas difíceis como essa, escolher entre tudo que é bom e encontrar a vontade de Deus, o bem que nos é devido. Acertar nessa escolha é questão de realização.

A prudência é a mãe de todas as virtudes, é nela que nos encontramos com o Senhor. Ser de Deus não é fácil, mas é possível. Peça a Jesus Cristo prudência para as suas decisões. Amém.

Texto produzido a partir da pregação de nov/2008

Padre Xavier
Comunidade Canção Nova

DEUS TEM A ÁGUA QUE NOS SACIA


Nós cristãos, agraciados pelos carismas do Espírito, somos chamados a vivificar em obras os dons que recebemos de Deus. Essa manifestação dos carismas acontece das mais variadas formas, seja exercendo algum serviço na paróquia que frequentamos ou sendo referência e ponto de apoio em nossos lares (o que na maioria das vezes é o mais difícil).
Independente do “para que” fomos chamados, sabemos que o ato de servir está sujeito também à acomodação. Por consequência, surge o “qualquer jeito”. Sirvo de qualquer jeito, sou de qualquer jeito. Muitas vezes, nossos dons são sufocados pelo ritmo intenso das atividades diárias: faculdade, trabalho, projetos, entre tantas outras coisas. E acaba faltando tempo.
A primeira semente a não dar frutos é aquela que Deus nos deu. Falta-nos tempo para cultivá-la. Surge, por consequência, a justificativa de tantos irmãos: “não me sinto mais motivado, não é mais do mesmo jeito”. Com certeza não é! Não vivemos estagnados no tempo; Deus não age por conveniência, Ele age por necessidade. E a ação d’Ele surge quando você já fez a sua parte. Pela fé, crescemos no Senhor, no Seu amor. Vivemos em constante mudança esperando por Aquele que é perfeito.
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (I Coríntios 13,11)
Como você tem tratado o dom que recebeu? Tem buscado regar diariamente a semente lançada por Deus em você? Nenhum ser humano sobrevive sem água, nenhum dom é manifestado em sua plenitude sem perseverança, sem cuidado. É Jesus mesmo quem nos diz:
“Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber’ , tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva.” (Jo 4,10)
“Deus tem essa água que nos sacia, Ele tem a motivação que precisamos”
Deus tem essa água que nos sacia, Ele tem a motivação que precisamos. Então, agora cabe a nós pedir e ser saciados, ter Fé e manifestá-la em obras. É fácil? Impossível é que não é. Rever nossos passos também é necessário. Algumas reflexões nos permitem identificar a erva daninha que teima em nascer ao nosso lado e sufoca os bons frutos que temos a dar. Não podemos nutrir a vida que Deus nos deu com pensamentos de “não é mais como era antes”, pois nunca vai ser, irmão. Vivemos em constante movimento, passivos às mudanças externas e internas, mas Deus continua vivo e presente em nossa vida; é Ele quem quer “fazer novo aquilo que você já faz ou fez”.
O primeiro a ser atingido pelo serviço que se exerce na igreja é aquele que o faz. Se o faz bem, certamente a graça passará primeiro por ele. Não queira aparecer mais do que Deus, não busque reconhecimento, não use seus dons para se promover; mantenha sua essência, pois ela certamente é santa.
Um dos artigos do Portal Canção Nova cita um trecho do livro “Words of inspiration”. O Beato João Paulo II diz neste:
“Muitos sabem o que você faz e o admiram e o valorizam por isso. Mas a sua verdadeira grandeza está naquilo que você é. O que você é na essência talvez seja menos conhecido e pouco entendido. Essa verdade só pode ser compreendida à luz da nova vida, revelada em Cristo. Somente n’Ele você será uma nova criatura”.
É nessa certeza que devemos viver. Não paremos no tempo, cresçamos também no amor de Deus; bebamos dessa água viva que Ele nos oferece, alimentemo-nos da Eucaristia e da Palavra , busquemos a motivação diária que Ele está disposto a nos dar. “Pedi e recebereis”.
Deus tem sempre um novo a fazer em nossa vida!
Márcia Sena
Grupo de Oração Vencedores por Cristo

A Igreja no início do Século XVII

Os acontecimentos no início do Século XVII que envolveram a Igreja Católica é o tema abordado por Professor Felipe Aquino, no programa Palavras de Fé, sobre a "História da Igreja".

Diálogo inter-religioso, sinônimo da paz

No dia 27 de outubro, o Papa Bento XVI se reuniu em Assis, na Itália com cristãos de outras denominações e líderes de grandes tradições religiosas para rezar pela paz. Em janeiro desse ano, no seu discurso para o Dia Mundial da Paz, o Papa anunciou que participaria desse encontro e afirmou que as religiões têm a capacidade de ser fator importante de unidade e concórdia para toda humanidade.

Existe uma série de motivos para se dar atenção a essa reunião. O primeiro ponto significativo é o imagético. Em geral, quando se pensa em expressões religiosas diferentes ocupando um mesmo espaço, vem à tona a figura do conflito, não apenas no campo das ideias, mas por vezes o de violência extrema. Vendo representantes de diferentes manifestações religiosas juntos com um mesmo objetivo, torna-se possível visualizar a paz que essas denominações e tradições religiosas propõem.

Outro ponto de importância é de cunho antropológico, pois a proposta é de diálogo entre essas religiões. Se não há conversa com o outro acontece um fechamento que pode gerar medos e preconceitos. Mas num verdadeiro diálogo há uma predisposição de abertura ao próximo, acolhendo-o e respeitando a sua especificidade. E essa relação com o diferente proporciona, ao mesmo tempo, autoconhecimento. Justamente porque esse convívio religioso não significa perda de identidade, mas deixar-se conhecer, as características próprias são melhor entendidas e assim reforçadas.

Sendo assim, numa convivência, especialmente a religiosa, é tão importante a tolerância. É preciso conhecer o outro, identificar suas fronteiras e, dessa maneira, tolerar os limites. Com essa atitude, não se trata apenas de ser condescendente com algo que não se pode impedir, mas, sobretudo, de uma boa disposição em ouvir e refletir sobre opiniões diferentes – e a partir daí crescer num convívio que visa ao bem comum.

Assim, partimos para a importância sociológica desse diálogo inter-religioso. Conversar com outras religiões e denominações é dialogar com outras culturas, com outras sociedades. É perceber que o outro também possui riquezas e que, por isso, essas diferenças não são ameaças, mas valores que ampliam a visão de mundo para ambos os lados. Por isso, as religiões têm condições de oferecer à sociedade humana seus valores, promovendo a solidadriedade e a paz.

Alguns dos conflitos mundiais têm motivação religiosa e conflitos cotidianos, em lugares em que supostamente se vive a liberdade religiosa, também (como o preconceito, por exemplo). Esses líderes juntos e se dispondo dialogar, numa tentativa de perceber, superar e aprender com as diferenças e, sobretudo, em busca de propostas para a paz entre os homens – eis um grande exemplo para que o mundo todo se conscientize de que, independentemente da opção religiosa, somos todos irmãos!

Denis Duarte
Especialista em Bíblia, Cientista da Religião e professor de Antropologia da Religião na Faculdade Canção Nova

Clame ao Pai Ele te escuta!

A cofundadora da Comunidade Canção Nova, Luzia Santiago, fala da transformação que pode acontecer nas pessoas a partir do momento que se aceita a vontade de Deus.

Terrorismo em nome da religião é a pior violência, diz Papa

Nicole Melhado
Da Redação CN



Papa Bento XVI cumprimenta
 líderes de diversas religiões em Assis

Quando o Beato João Paulo II se encontrou pela primeira vez com os líderes religiosos, 25 anos atrás, o mundo sofria com a Guerra Fria. Para o Papa Bento XVI, embora a ameaça de uma grande guerra não é evidente hoje, o mundo está cheio de discórdias, e o terrorismo em nome de uma religião se mostra a forma mais cruel de violência.
“Sabemos que, frequentemente, o terrorismo tem uma motivação religiosa e que precisamente o carácter religioso dos ataques serve como justificação para esta crueldade monstruosa, que crê poder anular as regras do direito por causa do 'bem' pretendido. Aqui a religião não está ao serviço da paz, mas da justificação da violência”, disse o Papa, nesta quinta-feira, 27, em seu discurso na Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo, que reúne cerca de 300 representantes de diversas religiões, na cidade italiana de Assis.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Discurso do Papa para Jornada pela Paz em Assis

.: Cobertura do Encontro do Papa com líderes religiosos em Assis.: Fotos do encontro em Assis no Flickr

Para Bento XVI a liberdade é um grande bem, mas o uso da liberdade sem orientação transformou-se em violência.

“A grande causa da danificação do inimigo justifica qualquer forma de crueldade. É posto de lado tudo aquilo que era comummente reconhecido e sancionado como limite à violência no direito internacional”, salientou

A crítica da religião, a partir do Iluminismo, alegou repetidamente que a religião seria causa de violência e assim fomentou a hostilidade contra as religiões, recordou o Pontífice. Para ele, o fato da religião motivar a violência é algo que, “enquanto pessoas religiosas, nos deve preocupar profundamente”.

“Devemos enfrentar estas questões, se quisermos contrastar de modo realista e credível o recurso à violência por motivos religiosos. Aqui situa-se uma tarefa fundamental do diálogo inter-religioso, uma tarefa que deve ser novamente sublinhada por este encontro”, enfatizou o Santo Padre.

O Papa lembrou que no passado, muitas pessoas também recorreram à violência em nome da fé cristã, algo que sem sombra de dúvida, contraria a verdadeira natureza desta fé, algo que a  “reconhecemo-lo, cheios de vergonha”.

“O Deus em quem nós, cristãos, acreditamos é o Criador e Pai de todos os homens, a partir do qual todas as pessoas são irmãos e irmãs entre si e constituem uma única família. A Cruz de Cristo é, para nós, o sinal daquele Deus que, no lugar da violência, coloca o sofrer com o outro e o amar com o outro. O seu nome é 'Deus do amor e da paz' (2 Cor 13,11). É tarefa de todos aqueles que possuem alguma responsabilidade pela fé cristã, purificar continuamente a religião dos cristãos a partir do seu centro interior, para que – apesar da fraqueza do homem – seja verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo”, disse o Papa.

Segundo Bento XVI, ao se colocar acima de Deus, o homem se vê como um juiz superior justificando o uso da violência de acordo com seus interesses pessoais e uma vez que a violência se torna uma coisa normal, a paz fica destruída e, nesta falta de paz, o homem destrói-se a si mesmo.

“Mas o 'não' a Deus produziu crueldade e uma violência sem medida, que foi possível só porque o homem deixara de reconhecer qualquer norma e juiz superior, mas tomava por norma somente a si mesmo.


Drogas: outra grande ameaça a humanidade

O domínio das drogas tem destruído principalmente a juventude. Para o Santo Padre o uso é gerado por um anseio “desenfreado e desumano” na busca pela felicidade, que na verdade está em Deus. E esta ausência de Deus leva à decadência do homem e do humanismo.

Muitos assumem que Deus existe, mas acreditam que não precisam de alguma religião. Estas pessoas procuram a verdade, procuram o verdadeiro Deus, salientou o Papa, um Deus cuja imagem não raramente fica escondida nas religiões, devido ao modo como eventualmente são praticadas.

“Que os agnósticos não consigam encontrar a Deus depende também dos que creem, com a sua imagem diminuída ou mesmo deturpada de Deus. Assim, a sua luta interior e o seu interrogar-se constituem para os que creem também um apelo a purificarem a sua fé, para que Deus – o verdadeiro Deus – se torne acessível”, afirmou.

Trata-se de nos sentirmos juntos neste caminhar para a verdade, de nos comprometermos decisivamente pela dignidade do homem e de assumirmos juntos a causa da paz contra toda a espécie de violência que destrói o direito.

“Concluindo, queria assegura-vos de que a Igreja Católica não desistirá da luta contra a violência, do seu compromisso pela paz no mundo. Vivemos animados pelo desejo comum de ser 'peregrinos da verdade, peregrinos da paz'”, disse o Papa.

Santo do Dia - 27/10

São Frumêncio, Bispo e Confessor (+ Etiópia, séc.IV)

Natural da Índia e levado como escravo para o Egito, foi sagrado bispo em Alexandria, por Santo Atanásio. Empenhou-se na evangelização da Etiópia, sendo considerado o apóstolo daquele império.

(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)

São Gonçalo de Lagos

Este santo português nasceu em Lagos, no Algarve, por volta do ano de 1370. Veja o vídeo:

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Sexo

Na visão cristã, ele não é como hoje muitos querem fazer crer

Há, felizmente, mais de 600 sites católicos na Internet e grande é a oportunidade para se responder às inúmeras questões sobre a religião, filosofia e história.
Por outro lado, percebe-se um profundo desconhecimento da Bíblia Sagrada, pois algumas questões, se o Livro Santo fosse lido, relido, estudado, não seriam colocadas. Uma delas é onde está escrito, na Bíblia, que não se pode usar o sexo fora do casamento. Esquecem-se de que os mandamentos dados pelo próprio Deus a Moisés são a vereda da libertação. Entre eles estão o sexto e o nono mandamentos: 'Não pecar contra a castidade' e 'Não desejar a mulher do próximo' (cf. Ex 20,2-17; Deut 5,6-21).

Jesus, em inúmeras passagens de Sua pregação, urgiu o cumprimento destes preceitos; é só ler com atenção o Evangelho. Isto foi muito bem entendido, tanto que diz São Paulo: 'Nem os impudicos, nem idólatras, nem adúlteros, nem depravados, nem de costumes infames, nem ladrões, nem cobiçosos, como também beberrões, difamadores ou gananciosos terão por herança o Reino de Deus (lCor 6,9; Rom 1l,24-27). O Apóstolo condena a prostituição (1Cor 6,13ss, 10,8; 2Cor 12,21; Col 3,5). É preciso, de fato, sempre evitar os desvarios da carne. O corpo do cristão, criado pelo Ser Supremo e informado por uma alma espiritual, é santificado, consagrado ao Senhor pelos sacramentos, sobretudo, pelo batismo, confirmação e sagrada comunhão.

O batizado é membro do corpo místico de Cristo, pois o corpo é santuário de Deus que habita nele pela graça batismal. Cumpre, então, ao discípulo de Jesus conservar o seu corpo em pureza e santidade. O corpo humano é, realmente, uma das obras mais extraordinárias de Deus. Nele, tudo é bom e valioso. Nele, não existe nada que seja desprezível ou pecaminoso. Além de todas as maravilhas que encantam os cientistas, este corpo é, de fato, o Templo do Espírito Santo (1Cor 3,16s; 2Cor 6,16). Cristo foi claro: 'Se alguém me ama, meu Pai o amará. Viremos a Ele e faremos n'Ele nossa morada' (Jo 14,23).

Ora, guardar castidade significa fazer um reto uso das faculdades sexuais que Deus colocou no nosso corpo. A castidade é uma atitude correta diante do sexo, ou seja, conservar e usar as forças do sexo dentro do plano de Deus. Para isto é mister perceber qual é o sentido profundo e valor exato da sexualidade. Deus preceituou que o homem deixaria o pai e a mãe e se uniria à sua mulher, formando uma só carne (Gên 2,24). Ele havia dito: 'Não é bom que o homem esteja só, far-lhe-ei uma auxiliar igual a ele (Gen. 2,18). O Criador abençoou Noé e seus filhos e lhes ordenou: 'Sede fecundos, multiplicai, enchei a terra'(Gên. 9,1).

O sexo está destinado, portanto, à união e ao crescimento no amor, possibilitando a criação de uma nova vida humana. Na visão cristã, o sexo não é como hoje muitos querem fazer crer, algo que se possa usar fora dos planos divinos. Ele foi feito para o matrimônio e o matrimônio foi elevado à sua prístina dignidade por Jesus Cristo, como está claríssimo no Evangelho (Mt 5,32).

Jesus proclamou: 'Bem-aventurados os puros, porque eles verão a Deus'. Muitos, felizmente, são os jovens que, imbuídos do Espírito Santo, se conservam puros até o dia do casamento, apesar de toda esta onda de erotismo que envolve, infelizmente, o mundo de hoje.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Peça à Deus a pessoa certa

Corremos o risco de nos desapontar com as pessoas, principalmente em relacionamentos. Assim, Salette Ferreira te convida e pedir para Deus a pessoa certa.

"Ecumenismo é prioridade deste Pontificado", destaca Cardeal Koch

Da Redação CN, com Rádio Vaticano


Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch
O ecumenismo é "absolutamente" uma prioridade deste Pontificado.

"O Papa o reiterou desde o dia da sua eleição. De fato, pode-se dizer que o Santo Padre exerce, desde então até hoje, um primado ecumênico", ressalta o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, numa longa entrevista concedida ao diário francês "La Croix", nas vésperas do Encontro de Assis 2011, conforme reporta a agência católica Sir.

O Cardeal Koch fala de um "primado ecumênico" do Papa no "diálogo do amor e no diálogo da verdade", e isso é testemunhado pelo fato de "numerosos protestantes, anglicanos, ortodoxos desejarem encontrá-lo, falar e aprofundar a sua relação com ele".

"O Papa deseja um aprofundamento espiritual do ecumenismo e não uma negociação de tipo contratual, como se faz nos negócios", acrescenta. O purpurado detém-se sobre algumas questões ecumênicas. Em relação ao diálogo com as Igrejas ortodoxas, o Cardeal Koch observou que "a diversidade no seio das Igrejas ortodoxas representa, por vezes, uma dificuldade para o progresso do diálogo. Eis o motivo pelo qual olhamos com muita atenção para a perspectiva de um futuro Sínodo pan-ortodoxo. Esse evento é desejável, uma vez que reforçaria uma sinodalidade prática e realista entre as Igrejas ortodoxas".

Em relação a um possível encontro entre o Papa e o Patriarca de Moscou e de todas as Rússias, o Cardeal afirma: "Pessoalmente, parece-me que a situação entre Moscou e Roma jamais tenha sido tão boa como hoje, no que tange à relação pessoal entre o Papa e o Patriarca. Eu mesmo disse ao Patriarca que, a meu ver, tal encontro seria um sinal da providência".

Por fim, o Presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos falou do Encontro de Assis: "Todas as Igrejas, todas as religiões e os agnósticos concordarão em dizer que a irmã das religiões não é a violência, mas a paz. Bem sabendo que se trata de um Dia de reflexão e de oração, e não de uma oração comum".

João Paulo II será tema da Conferência do Conselho para a Saúde

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

A 26ª Conferência Internacional do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde realiza-se no Vaticano, de 24 a 26 de novembro. O presidente desse organismo vaticano, Dom Zygmunt Zimowski, anuncia que o tema desta edição será "A Pastoral da Saúde a serviço da vida à luz do magistério do Beato João Paulo II".

"Achamos justo dedicar a João Paulo II a edição 2011 da Conferência Internacional desse organismo fundado por ele, em 1985", salienta Dom Zimowski. O evento contará com a participação de agentes de pastoral, cientistas, médicos e estudiosos de várias partes do mundo que darão sua contribuição nesse campo.

"Para recordar a grandeza de João Paulo II na vida terrena, bem como no sofrimento e na morte, organizamos uma celebração solene em sua honra", explica o presidente do Pontifício Conselho.

O presidente emérito do organismo vaticano, Cardeal Fiorenzo Angelini, e o Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Stanislaw Dziwisz, durante muitos anos secretário particular do Beato João Paulo II, darão sua contribuição teológico-pastoral.

Em São Paulo, líderes religiosos se unem à encontro de Assis

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

Enquanto o Papa Bento XVI estiver reunido, nesta quinta-feira, 27, em Assis, na Itália, com os líderes de diferentes tradições religiosas para uma jornada de oração pela paz, em todo o mundo serão realizadas também celebrações. Aqui no Brasil, na cidade de São Paulo, as lideranças religiosas estarão juntas para um ato Inter-religioso, às 14h, no tradicional Convento São Francisco, no Largo São Francisco. Durante todo o dia haverá uma tenda em frente ao Convento para explicar às pessoas o significado deste encontro.

O evento ficou conhecido, especialmente dentro da Ordem Franciscana, como o "Espírito de Assis".

Segundo Frei Fidêncio Vanboemmel, ministro provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição, com sede em São Paulo, o evento será um "gesto simbólico de comunhão universal" em prol da paz. "Desejamos reunir representantes de diferentes tradições religiosas da cidade de São Paulo para realizarmos juntos uma vigília silenciosa e um pronunciamento em favor da paz. Também queremos ser 'Peregrinos da Verdade e Peregrinos da Paz', lema que acompanhará o encontro dos representantes das várias tradições religiosas naquele mesmo dia na cidade de Assis, na Itália”, explicou.

Representantes do Cristianismo (Igrejas Católica, Luterana, Presbiteriana e Anglicana) do Judaísmo, do Budismo, do Islamismo, do Candomblé, da Umbanda, e do Espiritismo já confirmaram presença.

“Ao longo do dia desejamos fazer da Igreja São Francisco um espaço de vigília silenciosa pela paz, onde homens e mulheres de boa vontade possam se sentir acolhidos. Na praça, entre a Igreja e a Faculdade de Direito, vamos armar uma tenda branca onde desejamos distribuir folhetos com reflexões para uma cultura da Paz”, acrescentou o Ministro Provincial.

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O pecado consumado gera a morte

Quem Diz que não tem pecado é um mentiroso segundo a carta de Santiago. Mas o amor de Deus é muito maior que tudo isso.

Papa em Assis: Encontro pela Paz acontece amanhã

Leonardo Meira
Da Redação CN, com Rádio Vaticano



Bento XVI participará de Jornada pela Paz em Assis
"Peregrinos da verdade, peregrinos da paz" é o título da Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo, que acontece nesta quinta-feira, 27, em Assis (Itália). O evento marca os 25 anos do encontro similar, convocado por João Paulo II. Como naquela ocasião, também agora o Papa estará presente. Já na manhã desta quarta-feira, 26, Bento XVI presidiu a um Encontro de Oração na Praça de São Pedro, com a presença dos membros das Delegações que estarão em Assis.

A terra de São Francisco está se preparando com vigílias de oração e funções religiosas para a Jornada, que confirma a cidade como capital mundial da paz, conforme indica um comunicado divulgado pelo Convento de Assis. Muitos jornalistas e peregrinos são aguardados para a chegada do Papa. Foram montados 2 centros de acolhida, cinco salas de imprensa e 10 telões na Praça da Basílica Superior e Inferior de São Francisco, na Porciúncula e na Praça de Santa Maria dos Anjos. “A peregrinação a Assis encontra seu sentido mais verdadeiro por ser o local em que São Francisco viveu e propôs incansavelmente sua mensagem de paz e bem”, continua o comunicado.

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Cerca de 300 expoentes de várias crenças se reunirão com o Papa na cidade. Os chefes das principais delegações farão o trajeto entre Roma e Assis, de trem, juntamente com Bento XVI.

"O evento realizado há 25 anos deixou uma marca indelével aqui. Tudo depois foi inspirado no chamado 'espírito de Assis', ligado à figura de São Francisco. A nossa comunidade, portanto, sentia uma grande exigência de que o Papa relançasse a profecia 25 anos depois. Estamos realmente honrados de ser uma comunidade que se encontra novamente no centro da atenção da Igreja e do mundo", afirma o Arcebispo de Assis, Dom Domenico Sorrentino.

Ele também revela que foi assumido o compromisso de realizar, em todo dia 27 de outubro, um evento para relançar esta mensagem de paz: "É um trabalho que pretendemos fazer e para o qual estamos constituindo inclusive um organismo de coordenação com o mundo franciscano".

Uma das novidades desta edição do Encontro de Assis é a presença de intelectuais agnósticos, convidados pelo Pontifício Conselho para a Cultura. "O conceito de verdade, neste último período histórico, sofreu uma profunda transformação em relação à concepção tradicional. A concepção clássica afirma que a verdade é uma realidade em si, objetiva, que nos precede e nos excede. Agora, ao invés, o conceito de verdade é muito subjetivo. Por isso creio que devemos, ainda, reencontrar a grande concepção clássica e cristã de verdade, e, hoje, muitos homens de cultura estão caminhando nessa direção", explica o presidente do dicastério vaticano, Cardeal Gianfranco Ravasi.


CNBB

O assessor da Comissão Episcopal para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB, padre Elias Wolff, está presente em Assis.

"É uma caminhada conjunta em busca do diálogo, da cooperação entre as religiões e a oração pela paz e a justiça no mundo. Este evento tem, de fato, um significado de continuidade. Aqueles esforços que a Igreja Católica está fazendo desde o Concílio Vaticano II são para o reconhecimento do valor das tradições religiosas que buscam de fato, com sinceridade, orientar as pessoas para Deus, para o Divino, para a transcendência. Na declaração Nostra Aetate, a Igreja Católica afirma que nada rejeita do que há de bom e verdadeiro nas tradições religiosas, reconhece a existência de verdade nestas tradições, e onde há verdade, há a ação do Espírito de Deus. De modo que este encontro dos líderes religiosos com o Papa em Assis é uma expressão concreta daquele ensinamento do Concílio Vaticano II e está na tradição iniciada por João Paulo II em 1986: a tradição de estar junto com líderes de outras religiões, refletir juntos, estar em momento de congraçamento, de conhecimento mútuo, fortalecimento das religiões, da amizade. E cada um a partir de sua fé, de seu credo, fazer a oração pela paz e pela justiça no mundo”.


Budistas e muçulmanos da Tailândia

Uma delegação tailandesa também estará presente em Assis. A guiá-los estará o Bispo de Nakhon Ratchasima, Dom Joseph Chusak Sirisut, também Presidente da Comissão para o Diálogo Cultural e Religioso.

Desse grupo proveniente da Thailândia, farão parte líderes budistas e muçulmanos, entre os quais a fundadora de um importante Centro Budista, aberto em 1987, Mae Che Sansanee Sthirasuta, que há 30 anos dedica-se à promoção da paz e da harmonia. Também o médico muçulmano e membro da Comissão para o Diálogo inter-religioso, Suthep Loh-la-moh.

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