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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Namoro à distância

Nenhuma tecnologia é capaz de reproduzir sentimentos

Hoje, o mundo se tornou pequeno para o alcance da web. Ninguém tem dúvidas de que a internet é uma maneira de encontrar pessoas e estabelecer novas amizades. Os locais que eram tidos como referência para encontrar pessoas novas, como bares, praças, shopping centers, entre outros, passaram a ser substituídos ou ter como aliadas as redes de relacionamentos à sua disposição.

Apesar de todas as coisas que se falam sobre os encontros virtuais, inúmeros sites de relacionamentos se multiplicam na rede mundial de computadores. De modo comum, todos eles prometem, com o uso da tecnologia, encontrar o par perfeito para quem está sozinho. Outros oferecem a possibilidade de se viver um "affair" sem riscos. Esses, inclusive, se comprometem a forjar álibis perfeitos para aqueles que já estão compromissados num outro relacionamento.

Contudo, as pessoas que esperam ter um relacionamento amoroso, como parte de suas vidas, precisam estar muito atentas às armadilhas que podem se esconder atrás de ardilosas palavras trocadas em salas de bate-papo. Entendemos que não é difícil encontrar pessoas que, na tentativa de criar um relacionamento com alguém, tenham vivido algum tipo de situação desagradável na internet.

A proteção e o anonimato, aparentemente eficazes, oferecidos nesse meio, facilitam uma certa exposição por parte de quem se deixa levar pelas primeiras impressões causadas por quem está do outro lado do monitor, o qual nem sempre está comprometido com a verdade. Algumas pessoas usam desse meio de comunicação por reconhecer sua dificuldade de vencer a timidez ou romper com solidão. Outras se utilizam dessa tecnologia pela grande facilidade de encontrar pessoas dispostas a viver encontros sem grandes compromissos...

Todavia, há casais que se conheceram e iniciaram um namoro em salas de encontros virtuais. O sucesso, de casos semelhantes, foi garantido quando estes venceram as barreiras do distanciamento e decidiram viver as experiências do namoro fora do ambiente virtual. A internet pode até promover os encontros, mas esta não pode ser o meio de sustentação de um relacionamento. Assim, para que seja evitado qualquer esvaziamento do projeto inicial dos namorados, o casal precisará se esforçar para viver mais a realidade dos encontros pessoais.

A intenção de estabelecer um relacionamento amoroso está em encontrar alguém que se afine com nossos projetos. E isso nós vamos conhecer à medida que o namoro caminhar e amadurecer ao longo dos dias.

A pessoa que se dispõe a viver um compromisso de namoro deve estar ciente de que é na convivência do dia a dia que ela vai lidar com as diferenças do outro. É durante esse período que as intenções da pessoa com quem nos relacionamos vão aflorar e confirmar se realmente existe a afinidade que consideramos importante.

Por essa razão, acredito não ser possível afirmar que conhecemos alguém quando o relacionamento é vivido à distância, limitando-o apenas ao contato virtual ou a espaçados encontros. A ausência do contato facilmente poderá camuflar uma verdadeira reação a respeito do temperamento, das qualidades e tendências da pessoa com quem estamos nos relacionando. Pois diante de qualquer problema ou uma leve crise entre os casais - que poderiam fazer emergir do relacionamento situações que precisassem de mudanças - eles podem, simplesmente, desligar o computador em vez de resolver o impasse. Da mesma maneira, o distanciamento impedirá, também, de conhecer as virtudes que a pessoa traz consigo.

Os contatos telefônicos e os e-mails apaixonados são até importantes para a manutenção de um relacionamento, mas não substituem o valor da convivência real do dia a dia. Pois, por mais perfeito que possam ser os meios aplicados pela tecnologia, nenhum deles será capaz de reproduzir aqueles sentimentos que garantirão a realização de um sonho a dois.

Um abraço!

Dado Moura
contato@dadomoura.com

Senadores criticam suspensão de programas religiosos pela EBC

CNBB


Tereza Cruvinel, diretora-chefe da EBC
A decisão do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) de suspender a veiculação de programas religiosos em suas emissoras de rádio e TV foi discutida hoje, 29, em uma audiência pública no Senado Federal. A reunião, requerida pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ocorreu na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), do Senado.

A diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, participou da audiência, juntamente com o historiador Daniel Aarão Reis Filho, integrante do Conselho Curador da empresa.

Conforme a Resolução 02/2011, do conselho da EBC, os atuais programas religiosos veiculados pela empresa “não correspondem ao caráter plural do fenômeno religioso” no Brasil, “constituindo injustificadas preferências a religiões particulares”. Os programas afetados são de orientação católica ou evangélica.

O senador Marcelo Crivella criticou a postura da EBC em retirar os programas do ar. “A preocupação com a diversidade deve levar à acrescentar e não a retirar programas religiosos”, disse. Completando, o senador Anibal Diniz (PT-AC) afirmou que um Estado laico não é aquele que rejeita as religiões, mas o que abre portas para todos. “Tirar os programas do ar me parece repressão e intolerância”.

Já o senador Lindberg Farias Filho (PT-RJ), seguiu o mesmo tom. Segundo Lindberg, a laicidade do Estado não significa que ele seja anti-religioso, mas sim “garanta a liberdade religiosa”.

audienciapublicaebcO documento aprovado pelo Conselho Curador da EBC, também afirma que a EBC tem “caráter republicano laico” e reconhece “a importância fundamental e histórica e o caráter plural do fenômeno religioso” no Brasil. O documento esclarece ainda que “o fenômeno religioso deve continuar merecendo atenção” das TVs e rádios da EBC, porém “respeitando o critério da pluralidade máxima das vivências religiosas existentes no país”.

Com a decisão da EBC, a Secretaria Executiva do Conselho Curador retirou do ar dois programas católicos, "Santa Missa" e "Palavras de Vida" (no ar desde 1975), e o programa evangélico "Reencontro" (exibido desde 1972).

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Paulo Cezar Costa, veio do Rio de Janeiro, para acompanhar a audiência. Segundo o bispo, a audiência foi “muito boa” e serviu para ratificar o pensamento da arquidiocese. “A audiência salientou o que já pensávamos, ou seja, a EBC confundiu a laicidade do Estado. Um Estado laico deve promover e ampliar o espaço dado a todo tipo de manifestação religiosa, ao contrário do que a EBC está fazendo, que é simplesmente retirar do ar”, ressaltou.

Tereza Cruvinel e Daniel Aarão Reis Filho disseram que os programas foram excluídos por ferir, no entendimento do Conselho, a diversidade religiosa do país. Segundo Aarão Reis, a transmissão dos programas católicos e evangélicos seria "ilegal, ilegítima e injusta". Ele disse, no entanto, que há o objetivo de transmitir programas que abordem as religiões de forma a respeitar a diversidade da população brasileira.

O senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA), que presidiu a audiência, disse que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 90% da população brasileira é composta por católicos e evangélicos. “Do ponto de vista prático, se 90% estão representado em duas religiões, acho que programas de 30 anos não deveriam ser tirados do ar”, disse.

A assessoria jurídica da arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ), sob os cuidados da advogada Claudine Milione Dutra, conseguiu no dia 20, uma liminar junto à Justiça Federal, em Brasília, para manter no ar a transmissão do programa "Santa Missa" na TV Brasil.

A resolução determina que não podem mais veicular programas religiosos as seguintes rádios: Rádio Nacional AM Brasília; Rádio Nacional FM Brasília; Rádio Nacional AM Rio de Janeiro; Rádio MEC AM Rio de Janeiro; Radio MEC AM Brasília; Rádio MEC FM Rio de Janeiro; Rádio Nacional do Alto Solimões; Rádio Nacional da Amazônia; e a Radioagência Nacional. Também ficam impedidas pela decisão a TV Brasil; a NBR; e a TV Brasil – Canal Integración, que reúne programação de países sul-americanos.

Curadoria

O Conselho Curador da EBC (de todos os seus canais) é composto por 22 membros: 15 representantes da sociedade civil, quatro do Governo Federal (ministros da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República), um da Câmara dos Deputados, um do Senado Federal e um funcionário da Empresa.

Conselheiro palestino agradece apoio da Santa Sé

Radio Vaticano

O conselheiro político do Presidente da Autoridade Nacional Palestina, Nemer Hammad, teve um encontro com os jornalistas da imprensa estrangeira na Itália, no qual expos os pontos de vista do seu Governo sobre o pedido às Nações Unidas para que reconheça o território palestino como um Estado.

Sobre o pronunciamento de apoio feito por Dom Dominique Mamberti, secretário para as Relações com os Estados da Santa Sé, Hammad se disse grato.

"A Santa Sé tem, historicamente, este grande respeito pelos valores religiosos, humanitários e respeito pela vida. Eu não esqueço duas coisas: a primeira é uma frase de João Paulo II, repetida por Mahmoud Abbas na Assembleia Geral da ONU: 'Precisamos de pontes e não de muros'. A segunda a viagem de Bento XVI ao Oriente Médio. Ele viu o que significa viver nos campos de refugiados, e que este sofrimento deve ter fim. Eu acredito nesta posição da Santa Sé, a favor do direito do povo palestino ao estado soberano. A Santa Sé sabe que na Palestina não há nenhuma diferença entre um palestino cristão ou um muçulmano", afirmou.

Sobre a proposta da Santa Sé a favor de um status internacional para Jerusalém como uma proposta válida, o conselheiro palestino disse que "se este status valer para toda Jerusalém, de leste a oeste, é possível discuti-lo. Mas isso não pode ser uma coisa teórica, porque sejam os israelenses assim como os palestinos, ambos estão ligados à cidade. Acreditamos que a melhor solução, a qual apresentamos à Santa Sé, seja aquela de uma Jerusalém aberta, capital de dois Estados, porque em termos de paz é melhor pensar no melhor. Por exemplo, o oeste palestino e o leste israelense. E os lugares sagrados garantidos aos líderes espirituais, porque Jerusálem deve continuar uma cidade santa para três religiões. Penso que a internacionalização seja muito difícil".

Hammad considera ainda que as negociações com Israel devem ser baseadas nas fronteiras de 1947 ou de 1967. Sobre a primeira, Israel não está de acordo. "É preciso reconhecer as fronteiras de 1967, porque para poder negociar é necessário o reconhecimento oficial do nosso Estado sobre um território bem definido e conhecido. Isso não significa a independência um dia depois. Será preciso negociar, existem os refugiados, a questão da água, assentamentos".

O conselheiro palestino considerou que se se parte daqui para o futuro poderão existir dois Estados, um judaico e outro palestino, no entanto "daqui 20 anos nascerá uma situação diferente e deverá se pensar em um Estado binacional".

Aos jornalistas da imprensa estrangeira na Itália, Hammad disse ainda que "Israel precisa de segurança e nós de soberania". Lembrou que num recente plano estadunidense de segurança a proposta era a presença internacional das forças da OTAN dirigidas pelos EUA nas fronteiras, uso das forças da OTAN também comandadas pelos EUA para treinar as forças de ordem palestinas, além de garantir que o Estado palestino não possa haver grandes armas nem pactos militares com outros países.

Num encontro com Condoleezza Rice, o território palestino ficou definido como a Faixa de Gaza, a Cisjordânia junto com a parte leste de Jerusalém e o Mar Morto.

"Nós e o governo de Israel aceitamos isso, mas Netanyahu não reconhece", finalizou.

"Uma religião da Palavra de Deus, não do livro", diz biblista

Mirticeli Medeiros
Da Redação CN



Na exortação apostólica pós-sinodal Verbum Domini, o Papa Bento XVI salienta que “o cristianismo não é a religião do livro”
“O cristianismo não é a religião do livro”, afirma Bento XVI na exortação apostólica pós-sinodal  Verbum Domini, publicada em 30 de setembro de 2010, dia de São Jerônimo. O que o Santo Padre quis dizer com uma frase tão forte e ao mesmo tempo tão desafiadora?

O biblista italiano que participou do Sínodo dos bispos sobre a Palavra de Deus em 2008, padre Giorgio Zevini, responde a este questionamento detalhando o que o Santo Padre considera a essência da relação entre Igreja e Sagrada Escritura.

“O cristianismo é a religião da Palavra de Deus, e não do livro, não de uma palavra escrita e muda, mas do Verbo encarnado e vivente. No início do cristianismo não existia uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá vida e horizonte e, com isto, a direção decisiva”, explicou.

“Ler além do que está escrito”

A difusão de uma doutrina fundamentalista que diz basear-se na Sagrada Escritura sempre preocupou a Igreja Católica. O Papa Bento XVI durante o discurso proferido aos luteranos, na sua ultima viagem apostólica internacional à Alemanha chegou a afirmar: “Trata-se de um cristianismo de escassa densidade institucional, com pouca bagagem racional, sendo ainda menor a bagagem dogmática, e também com pouca estabilidade”. (Discurso de Bento XVI aos membros da Igreja Evangélica Alemã, 23 de setembro de 2011). O biblista também fez referências ao que o Pontífice considera uma verdadeira hermenêutica da fé, ou seja, a interpretação da fé. 


“O papa, falando da interpretação da Sagrada escritura insistiu muito sobre a exegese teológica, que valoriza não somente o sentido literal do texto, mas também o sentido espiritual, através do Espírito Santo, o verdadeiro exegeta das Sagradas Escrituras. È decisivo colher a passagem entre letra e espírito, sublinhando uma unidade interna de toda a Escritura, para uma correta hermenêutica da fé”, salientou.

Anunciar a Palavra: missão de todos

A missão da Igreja Católica é anunciar a Palavra de Deus. Não existe um “grupo restrito de anunciadores”, mas aquilo que é tarefa dos bispos, padres e diáconos é também tarefa de cada cristão. Padre Zevini fala como na terceira parte do documento chamado de Verbum Ecclesia, o Pontífice traz orientações precisas sobre a evangelização.

“A palavra de Deus envolve todos os cristãos: todos somos servos e anunciadores da Palavra. Não somos só destinatários da revelação divina, mas também portadores aos outros da Palavra de Salvação, já que esta é para todos. Naturalmente isto exige que nos deixemos envolver pessoalmente pela Palavra de Deus, conhecendo-a e fazendo-a germinar dentro de nós sob a direção do Espirito Santo”, disse.

Não duvidar daquilo que a Igreja ensina

Pois o Espírito Santo 'ensinar-vos-á todas as coisas'

"O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e recordará tudo o que vos tenho dito" (João 14,25).

Antes de Jesus sofrer a Sua Paixão, na noite da despedida, naquela última Santa Ceia memorável, deixou bem claro aos apóstolos que eles teriam a assistência permanente do Espírito Santo. Sinta-se um instante naquela Ceia e ouça-O falar naquela noite memorável da despedida: "Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Paráclito (Defensor), para que fique eternamente convosco. É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós" (João 14, 15-17).

Ora, como poderia a Igreja Católica se desviar do caminho de Deus se o Espírito da Verdade está nela e, com ela, desde o começo, e nela “permanece” sempre? Será que essa Promessa de Jesus não se cumpriu? Será que o Senhor mentiu naquela noite memorável? Não! Jesus foi enfático, o Espírito Santo não só “permanecerá convosco”, mais ainda: “estará em vós”, eternamente.

Na mesma noite da despedida, Jesus ainda disse aos apóstolos: "Disse-vos estas coisas enquanto estou convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e recordará tudo o que vos tenho dito" (João 14,25).

Ora, como pode a Igreja se enganar na sua missão de levar os homens a Deus se o Senhor lhe prometeu na última noite: o Espírito Santo "ensinar-vos-á todas as coisas"? Observe que Cristo colocou o verbo no futuro: “ensinar-vos-á”; quer dizer: todos os dias daquele dia em diante, até Ele voltar. Ele continua a ensinar a Igreja, e a Igreja aos homens.

Nem tudo que a Igreja acredita está na Bíblia, muitas coisas o Espírito Santo ensinou para ela [Igreja] no decorrer dos séculos: é a Sagrada Tradição. É por isso que cremos nos dogmas ensinados pela Igreja hoje e sempre.

Aqueles homens simples da Galileia não tinham condições de assimilar todas as verdades da fé, toda a teologia que hoje a Igreja conhece (dogmática, cristologia, liturgia, mariologia, pneumatologia, escatologia, exegese bíblica...), depois de muito estudo e reflexão. Jesus, então, lhes explicou que o Espírito Santo de Deus, o Espírito da Verdade, os guiaria à verdade no futuro. Como poderá, então, a Igreja errar se o Senhor lhe prometeu que o Seu Santo Espírito da Verdade “ensinar-vos-á toda a verdade”, desde o começo? Note que o verbo está no futuro.

Uma grande prova de que a Igreja Católica não erra, no essencial, é que, em toda a sua longa história de 2 mil anos, nunca um Papa revogou um ensinamento sobre a fé ou a moral de um antecessor seu. O mesmo aconteceu com os 21 Concílios ecumênicos (universais) que a Igreja já realizou; nunca um Concílio revogou um ensinamento de fé de outro anterior. Esta é a marca do Espírito Santo na Igreja: não há contradição.

"Fora da Igreja não há salvação", diziam os Santos Padres dos primeiros séculos da Igreja. E o Catecismo da Igreja Católica (CIC) explica o que isso significa: "Toda salvação vem de Cristo-Cabeça por meio da Igreja, que é o seu Corpo" (CIC § 846). Logo, sem a Igreja não pode haver salvação. Mesmo os não cristãos, sem culpa, podem se salvar se viverem de acordo com sua consciência, são salvos por meio da graça concedida à Igreja. Aqueles que, conscientemente, rejeitarem a Igreja, rejeitarão também a salvação. Jesus afirmou aos apóstolos, hoje nossos bispos: "Quem vos ouve, a Mim ouve, quem vos rejeita, a Mim rejeita; e quem Me rejeita, rejeita aquele que Me enviou" (Lc 10,16).

Só a eles o Senhor confiou o encargo de ensinar, sem erro, com a assistência do Espírito Santo. Por isso a Igreja é essencial.

A Igreja que Jesus fundou é a que “subsiste na Igreja Católica”, que tem 2 mil anos e nunca ficou sem um chefe, Sucessor de Pedro, que o Senhor escolheu.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Confiar sempre no Divino Pai Eterno

"A fé é o fundamento da nossa esperança", ensina padre Robson
Quando falamos em Divino Pai Eterno, não estamos falando de um santo, como muitos fiéis se enganam. Ele é o próprio Deus, Criador dos céus e da terra, parte da Trindade Santa.

A Palavra de Deus nos elucida sobre a confiança que devemos ter por Ele. “Nossos pais puseram a confiança em Vós, esperaram em Vós e os livrastes” (Salmo 21:5). É assim que Deus Pai faz a Aliança com Seu povo: pela promessa de uma vida eterna na terra prometida.

É necessário que confirmemos nossa confiança no Senhor, pois a segurança e o conforto de que precisamos só são encontrados quando nos deixamos guiar pelos ensinamentos d'Ele.

É papel dos pais orientar seus filhos nos primeiros passos do caminho de Deus, pois é impossível que eles façam as escolhas certas se nem ao menos têm conhecimento da Palavra de Deus.

A fé deve ser ensinada, ela deve ser aprendida, é dom de Deus, mas deve purificar nossa alma pelo ensinamento. E não devemos guardá-la para nós, devemos transmiti-la, ensinando principalmente para nossos queridos. É nossa obrigação ter esse zelo e jamais cair no comodismo.

Quem vai educar seu filho é você, quem vai fazer com que seu neto seja uma pessoa do bem é você e quem vai levar sua família para o céu também é você.

Nós que depositamos a nossa confiança em Deus jamais vamos morrer, não temeremos as secas, os desertos e as dificuldades impostas pela vida.

Quantas vezes não fomos alvos de calúnias, traições, decepções e julgamentos de pessoas que acreditávamos ser nossas amigas? Tudo isso é fruto da inveja, algo a que ninguém está imune, mas cabe a nós, filhos de Deus e seguidores da Sua Palavra, lidarmos com isso.




Infeliz é o homem que ama o dinheiro, pois sua ruína está garantida. Mas feliz é aquele que coloca seu tesouro no lugar certo, que confia na pessoa certa e coloca sua alegria no Senhor.

Mesmo que passemos por decepções na vida, sabemos onde encontrar alento para o espírito e segurança em meio à turbulência, pois nossa confiança está em Jesus Cristo.

A fé é o fundamento da nossa esperança, se eu espero é porque eu creio. Essa fé, que é uma luz concedida pelo Pai Eterno para brilhar dentro de nós, é sua missão. Mas não devemos nos enganar, pois ela é o instrumento para nossas boas obras, e sendo assim devemos torná-la fecunda ao anunciá-la a todos.

Devemos pedir a mesma fé que Abraão teve quando aceitou a ordem de Deus para sacrificar seu filho. E diante de todo desespero e angústia, Abraão foi capaz, enquanto caminhava até o monte, de dizer a seu filho, ao ser questionado sobre qual seria o sacrifício, “Deus proverá”.

Deus nos forja e trabalha nossa vida de acordo com o que tem reservado para nós. Cabe a nós fazer a escolha certa e aceitar de coração aberto tudo que Ele quer realizar em nossas vidas a partir de hoje.

É preciso que aceitemos nossa missão e aprendamos a viver pela misericórdia do Divino Pai Eterno. Hoje Deus nos chama para sermos fontes de luz na vida de outras pessoas. Feliz é você que crê no Senhor, porque todas as promessas de Deus serão cumpridas em sua vida!

Transcrição e adaptação: Gustavo Souza

O importante é evangelizar

Continuando o resumo do que foi a Jornada Mundial da Juventude, não posso deixar de falar do grande momento que foi o encontro com o Papa Bento XVI. Além de ser emocionante estar diante do Chefe da Igreja, do Sucessor de Pedro, no meu coração voltava a viver com mais força o ardor pela evangelização.



Bom, falando em voltar a viver, às vezes, dentro do nosso ministério nos sentimos cansados, para não dizer: esgotados, não é verdade? Isso é até comum partindo do princípio de que a evangelização requer, de fato, vontade e doação, que, muitas vezes, vão além.

Quantos de nós ministros de música e jovens em geral, que doamos nossas vidas para pregar o Evangelho, não passamos noites acordados ou dormimos pouco, gastando-nos em reuniões para preparar aquele encontro ou em ensaios intermináveis, entre outros. Tudo isso gera um cansaço físico, mas, além disso, um cansaço mental. Precisamos “voltar a viver”, pois senão vamos achando que não vale mais a pena e que a evangelização só consome nosso físico, nossa mente
É, de fato, dar sentido, mas também equilibrar-se.



Quando me vi de frente com o Papa Bento XVI, eu via um homem já idoso, mas quanto vigor naquele sorriso, senti no meu coração um renovar das forças, algo espiritual, não posso negar: o Espírito de Deus me visitou ali me chamando à atenção para a necessidade da evangelização no mundo e quanto o Senhor conta comigo. Fui encontrando em todo o meu ser missionário a vontade primeira de servir, de me entregar a Deus e à Igreja. Foi algo sobrenatural mesmo, visita de Deus. Com isso, percebi que, muitas vezes, fui dando mais importância às coisas secundárias, coisas que passam, deixando um pouco de lado a evangelização.

Quero dizer com isso: quanto tempo desperdiçamos nos desgastando com brigas, desentendimentos, até mesmo arquitetando em nossa mente planos para mostrar ao outro que ele está errado ou para corrigir, ensinar, etc.. Desse modo deixamos o primordial para viver o secundário. Não quero dizer com isso que não deve haver em nosso meio correções, advertências, etc., mas que estamos perdendo tempo brigando por poder, sendo que isso é o menos importante. Com essas brigas vamos nos desgastando e isso vai gerando em nós o desânimo, arma poderosíssima nas mãos do inimigo de Deus. Dessa forma, gastamos nossa energia no lugar errado.

Outro ponto importante: não existe músico ou servo sem vida de oração. Isso quero deixar para outra partilha. Finalizando: ver o Santo Padre trouxe em mim vida, vida nova. Talvez nunca mais o veja de novo, então preciso gastar minha energia com o que realmente é necessário. Mais do que ver o Papa, tenho a oportunidade de ver Jesus todos os dias na Sagrada Eucaristia, então que Ele seja meu ânimo.

Precisamos deixar de lado o que é supérfluo para viver o essencial. O Essencial é a evangelização, é espalhar o amor e a salvação de Jesus a todos. O restante podemos organizar sem maiores desgastes.



Na luta!
Aprendendo a cada dia. Até a próxima!

Postado por André W. Florencio - Missionário da Comunidade Canção Nova 

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Santo do Dia 23/09


São Pio de Pietrelcina

São Pio de Pietrelcina
Este digníssimo seguidor de S. Francisco de Assis nasceu no dia 25 de maio de 1887 em Pietrelcina (Itália). Seu nome verdadeiro era Francesco Forgione.

Ainda criança era muito assíduo com as coisas de Deus, tendo uma inigualável admiração por Nossa Senhora e o seu Filho Jesus, os quais via constantemente devido à grande familiaridade. Ainda pequenino havia se tornado amigo do seu Anjo da Guarda, a quem recorria muitas vezes para auxiliá-lo no seu trajeto nos caminhos do Evangelho.

Conta a história que ele recomendava muitas vezes as pessoas a recorrerem ao seu Anjo da Guarda estreitando assim a intimidade dos fiéis para com aquele que viria a ser o primeiro sacerdote da história da Igreja a receber os estigmas do Cristo do Calvário.

Com quinze anos de idade entrou no Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos em Morcone, adotando o nome de "Frei Pio" e foi ordenado sacerdote em 10 de agosto de 1910 na Arquidiocese de Benevento.

Após a ordenação, Padre Pio precisou ficar com sua família até 1916, por motivos de saúde e, em setembro desse mesmo ano, foi enviado para o convento de São Giovanni Rotondo, onde permaneceu até o dia de sua morte.

Abrasado pelo amor de Deus, marcado pelo sofrimento e profundamente imerso nas realidades sobrenaturais, Padre Pio recebeu os estigmas, sinais da Paixão de Jesus Cristo, em seu próprio corpo.

Entregando-se inteiramente ao Ministério da Confissão, buscava por meio desse sacramento aliviar os sofrimentos atrozes do coração de seus fiéis e libertá-los das garras do demônio, conhecido por ele como "barba azul".

Torturado, tentado e testado muitas vezes pelo maligno, esse grande santo sabia muito da sua astúcia no afã de desviar os filhos de Deus do caminho da fé. Percebendo que não somente deveria aliviar o sofrimento espiritual, recebeu de Deus a inspiração de construir um grande hospital, conhecido como "Casa Alívio do Sofrimento", que se tornou uma referência em toda a Europa. A fundação deste hospital se deu a 5 de maio de 1956.

Devido aos horrores provocados pela Segunda Guerra Mundial, Padre Pio cria os grupos de oração, verdadeiras células catalisadoras do amor e da paz de Deus, para serem instrumentos dessas virtudes no mundo que sofria e angustiava-se no vale tenebroso de lágrimas e sofrimentos.

Na ocasião do aniversário de 50 anos dos grupos de oração, Padre Pio celebrou uma Missa nesta intenção. Essa Celebração Eucarística foi o caminho para o seu Calvário definitivo, na qual entregaria a alma e o corpo ao seu grande Amor: Nosso Senhor Jesus Cristo; e a última vez em que os seus filhos espirituais veriam a quem tanto amavam.

Era madrugada do dia 23 de setembro de 1968, no seu quarto conventual com o terço entre os dedos repetindo o nome de Jesus e Maria, descansa em paz aquele que tinha abraçado a Cruz de Cristo, fazendo desta a ponte de ligação entre a terra e o céu.

Foi beatificado no dia 2 de maio de 1999 pelo Papa João Paulo II e canonizado no dia 16 de junho de 2002 também pelo saudoso Pontífice.

Padre Pio dizia: "Ficarei na porta do Paraíso até o último dos meus filhos entrar!"



São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!


.: Reze com São Padre Pio: Fica comigo, Senhor!





Fonte: http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/

Enfoque desfocado

Tudo na vida deve ter limites que não podem ser ultrapassados

Na mente de muitas pessoas ainda existe aquela convicção de que remédio bom tem de ser amargo. Este, sim, teria efeito garantido. O mesmo se diga sobre o uso legítimo do prazer do corpo. Muitos acham que a busca do prazer físico tem embutido em si um ressaibo pecaminoso. Esta maneira de pensar cria muitos culpados imaginários. Leva àquela falsa ideia do “eu não presto”.

Jesus, ao contrário, além de ter uma vida disciplinada, também aceitava participar de momentos de boas refeições e tomar bons vinhos. Isso não dava, no entanto, o direito aos Seus inimigos de acusá-Lo:

“O Filho do Homem é um comilão e beberrão, amigo dos pecadores” (Lc 7, 34). Trata-se dos prazeres legítimos que Deus colocou à nossa disposição. O mundo civil, nos dias atuais, está muito bem equipado com ofertas de prazer. Oferece abundância de comidas sofisticadas, até em linha popular; roupas de grande beleza; joias variadíssimas; remédios em abundância; drogas para esquecer as agruras da vida; festas para todos os gostos; exacerbação sexual. Parece que se está fixando o princípio de vida, comentado por São Paulo: “Comamos e bebamos, porque amanhã morreremos” (I Cor 15, 32).

Mas não nos iludamos. Tudo na vida deve ter limites, que não podem ser ultrapassados: comida, festas, vida sexual, esportes. Estamos na civilização da abundância, na qual as pessoas buscam sempre mais prazer. Mas as coisas boas precisam estar acompanhadas de disciplina e até de sacrifício. Basta vermos o concurso que foi realizado de Miss Universo. Procurou-se a “mulher mais linda do mundo”. Mas que enorme sacrifício que tiveram de enfrentar: pouca comida, muito exercício, concentração de várias semanas, obediência – sem discussão - aos organizadores... Tudo por um título efêmero.

Podemos viver tranquilamente os prazeres legítimos da vida, sem traumas. Mas atenção! O salmista ensina: “Deus é o meu bem” (Sl 16, 2).



Dom Aloísio R. Oppermann scj – Arc. Uberaba
domroqueopp@terra.com.br

Rio de Janeiro promove 1ª Missa com total acessibilidade

Da Redação CN, com Arquidiocese do Rio de Janeiro

Com o intuito de promover ações de inclusão social, a Arquidiocese do Rio de Janeiro promoveu nesta sexta-feira, 23, a primeira Missa com total acessibilidade no Estado, na Catedral de São Sebastião.

A Celebração Eucarística quis possibilitar que todas as pessoas com algum tipo de deficiência pudessem partipar e interagir com a Missa. Um sistema de audiodescrição para cegos foi implantado na Celebração, que contou também com intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), para auxiliar as pessoas com deficiência auditiva.

De acordo com a delegada da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB/RJ, Deborah Prates, essa atitude amplia a participação e o entendimento de pessoas com deficiência nas Celebrações.

"De forma concisa, a audiodescrição é a transformação das imagens em palavras. Com esse importante recurso de acessibilidade o cego pode, verdadeiramente, sentir-se incluído no contexto dos acontecimentos. Vale frisar que a audiodescrição amplia também o entendimento de pessoas com deficiência intelectual, idosos e disléxicos", afirmou Deborah.

Além da Missa com total acessibilidade, uma Celebração Eucarística especial será realizada neste sábado, 24, às 9h, na Igreja Santa Margarida Maria, na Lagoa, e no dia 25, haverá ainda o Encontro dos Coordenadores das Pastorais e dos Intérpretes Católicos. Mais informações pelo telefone (21) 2286-9596.

Corrente de oração é proposta para Jornada Missionária Mundial

Da Redação CN, com Agência Fides

Todos os anos, no terceiro domingo de outubro, a Igreja celebra a Jornada Missionária Mundial. Para celebrar a ocasião, a direção nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) na República Tcheca propôs a realização de uma "ponte missionária de oração".

A iniciativa propõe que, na noite do sábado, dia 22 de outubro, às 21h, todos os que quiserem, são convidados a se reunir em uma igreja ou em suas próprias casas, acender uma vela e rezar "pelas missões, pelos missionários, pelos pobres, por todos aqueles que sofrem e para que a alegria do Evangelho se difunda em toda a terra".

Sugere-se a oração do Terço Missionário ou outras orações.

Homem "perde" a vida quando se afasta de Deus, afirma Bento XVI

Beonardo Meira
Da Redação CN



O Papa Bento XVI deu mais um passo histórico no caminho ecumênico entre as Igrejas Católica e Luterana. O Pontífice visitou a Igreja do Convento dos Agostinianos em Erfurt, onde Martinho Lutero deu início ao seu estudo teológico, e participou de uma Celebração Ecumênica, na manhã desta sexta-feira, 23.

"À medida que o mundo se afasta de Deus, vai-se tornando cada vez mais claro que o homem, na petulância do poder, no vazio do coração e na ânsia de prazer e felicidade, 'perde' progressivamente a vida. O homem foi criado para a relação com Deus e precisa d'Ele. O nosso primeiro serviço ecumênico deve ser testemunharmos juntos a presença de Deus vivo e, deste modo, dar ao mundo a resposta de que tem necessidade", indicou.
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.: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI na Celebração Ecumênica em Erfurt



Papa pronuncia discurso na Igreja do ex-Convento dos Agostinianos, em Erfurt. Abaixo, concede a bênção, ao lado do pastor luterano Nikolaus Schneider
A partir das especulações que antecederam a viagem, segundo as quais falou-se diversas vezes de um "dom ecumênico" do hóspede, o Papa, o próprio Bento XVI aproveitou para esclarecer qual é a essência da fé.

"Não é preciso especificar os dons mencionados em tal contexto. A propósito, quero dizer que isto constitui um equívoco político da fé e do ecumenismo. Quando um Chefe de Estado visita um país amigo, geralmente a sua vinda é antecedida por contatos das devidas instâncias que preparam a estipulação de um ou mesmo vários acordos entre os dois Estados: ponderando vantagens e desvantagens chega-se a um compromisso que, em última análise, aparece vantajoso para ambas as partes, de tal modo que depois o tratado pode ser assinado. M
as a fé dos cristãos não se baseia numa ponderação das nossas vantagens e desvantagens. Uma fé construída por nós próprios não tem valor. A fé não é algo que nós esquadrinhamos ou concordamos. É o fundamento sobre o qual vivemos. A unidade não cresce através da ponderação de vantagens e desvantagens, mas só graças a uma penetração cada vez mais profunda na fé mediante o pensamento e a vida".


Ecumenismo e tarefa cristã

A partir de um trecho do Evangelho de São João - "Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em Mim, por meio da sua palavra (17, 20) -, o Papa salientou que Jesus está sempre diante do Pai, intercedendo por nós. "Na oração de Jesus, encontra-se o lugar interior da nossa unidade. Tornar-nos-emos um só, se nos deixarmos atrair para dentro de tal oração", indicou.

O Bispo de Roma lembrou que, em um encontro ecumênico, não se deve só lamentar as divisões e as separações, mas também agradecer a Deus por todos os elementos de unidade que conservou e incessantemente concede.

"E esta gratidão deve ao mesmo tempo tornar-se disponibilidade para não perder, no meio de um tempo de tentação e de perigos, a unidade assim concedida. A unidade fundamental consiste no fato de acreditarmos em Deus, Pai onipotente, Criador do céu e da terra; Acreditamos em Deus, no Deus concreto. Acreditamos no fato que Deus nos falou e Se fez um de nós. Dar testemunho deste Deus vivo é a nossa tarefa comum no momento atual".

Bento XVI também ressaltou que a seriedade da fé em Deus manifesta-se na vivência da sua palavra.

"Devemos, como cristãos, defender a dignidade inviolável do homem, desde a sua concepção até à morte. Sem o conhecimento de Deus, o homem torna-se manipulável. A fé em Deus deve-se concretizar-se no nosso empenho comum pelo homem. [...] A disponibilidade para dar ajuda nas necessidades deste tempo é uma tarefa essencial do cristão. [...] Hoje, a caridade cristã exige o nosso empenho mesmo pela justiça no mundo em toda a sua vastidão", salientou.

Itinerário da sexta-feira

O primeiro compromisso do Papa é com 
cerca de 15 Representantes das Comunidades Muçulmanas presentes na Alemanha, aos quais o Santo Padre dirige um discurso. O encontro acontece na Nunciatura Apostólica de Berlim, às 9h (hora local - 4h no horário de Brasília), após o Pontífice celebrar a Missa privada e saudar os colaboradores da Nunciatura. Ao final, o Papa dirige-se ao Aeroporto de Berlin-Tegel, de onde parte em direção a Erfurt.

Bento XVI chega no Aeroporto de 
Erfurt às 10h45 (hora local - 5h45 no horário de Brasília), onde é acolhido pelo Bispo, Dom Joachim Wanke, e outras autoridades civis e religiosas. Logo depois, dirige-se à Catedral da cidade,dedicada à Santa Maria. Após a adoração ao Santíssimo Sacramento e veneração do Relicário de São Bonifacio, em uma sala contígua, saúda 15 professores de Teologia na Universidade de Erfurt e assina o Livro de Ouro da Turíngia e da cidade de Erfurt na presença do Presidente e do Prefeito. Então, presta homenagem diante do túmulo do Bispo Hugo Aufderbeck. Depois, entra novamente na Igreja e venera a antiga estátua de Nossa Senhora Sedes Sapientiae. Ao deixar a Catedral, dirige-se para o antigo Convento dos Agostinianos, onde Lutero iniciou seu caminho teológico.

Na Sala do Capítulo do Convento dos Agostinianos (
Augustinerkloster) de Erfurt, às 11h45 (hora local - 6h45 no horário de Brasília), encontra-se com os representantes do Conselho Igreja Evangélica Alemã (Evangelische Kirche in Deutschland, EKD). É acolhido pelo Presidente da Igreja Evangélica Alemã, pastor Nikolaus Schneider, e pelo Presidente da Igreja Evangélica da Turíngia, Katrin Göring-Eckardt, juntamente com 15 representantes do Conselho da EKD. Após a saudação dos representantes evangélicos, Bento XVI pronuncia um discurso aos presentes.

Às 12h20 
(hora local - 7h20 no horário de Brasília), no ex-Convento dos Agostinianos, o Santo Padre participa da Celebração Ecumênica com a Igreja Evangélica na Alemanha. A celebração inicia com um canto, a oração inicial e a recitação de um Salmo lido pelo Bispo evangélico, professor Friedrich Weber, na tradução alemã de Martinho Lutero. Após a saudação da presidente do Sínodo da EKD, Katrin Göring-Eckhardt, o Papa recita a Oração pela Unidade dos Cristãos e o presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, lê a oração sacerdotal de Jesus: "Que todos sejam um" (Jo 17, 1.20-23). O Papa pronuncia um discurso aos presentes.

Após a oração dos fiéis e a oração do Pai Nosso, o presidente do Conselho da EKD invoca a bênção aronítica e, logo depois, o Papa concede a bênção na forma trinitária. Concluída a Celebração Ecumênica, Bento XVI encaminha-se para o Seminário de Erfurt, onde, às 13h20 (hora local - 8h20 no horário de Brasília), almoça com os membros do Séquito papal.

Às 16h30 
(hora local - 11h30 no horário de Brasília), Bento XVI deixa o Seminário de Erfurt e encaminha-se para o aeroporto da cidade, de onde dirige-se via helicóptero para a cidade de Etzelsbach. Na chegada, vai em direção ao Santuário de Etzelsbach, conhecido como Wallfahrtkapelle (Capela da peregrinação). Antes de presidir a celebração das Vésperas Marianas na esplanada em frente ao pequeno Santuário, o Papa andará de papamóvel em meio aos fiéis reunidos no campo da Wallfahrtkapelle. A celebração mariana inicia às 17h45 (hora local - 12h45 no horário de Brasília) e, após a saudação introdutória do Bispo de Erfurt, Dom Joachim Wanke, e a recitação das Vésperas, Bento XVI pronuncia um discurso.

Ao final da celebração das Vésperas marianas, após a Adoração Eucarística e a Bênção conclusiva, o Santo Padre venera a imagem milagrosa de Etzelsbach. Do heliporto da cidade, o Papa retorna para Erfurt, às 19h 
(hora local - 14h no horário de Brasília). Ao chegar, dirige-se para o Seminário, para o jantar em privado.

Leia mais.: Confira programa da visita.: Todas as notícias sobre a visita do Papa à Alemanha

Religiosos contribuem para construir mundo melhor, defende Papa

Leonardo Meira
Da Redação CN



O Papa Bento XVI encontrou-se com 15 representantes da Comunidade Muçulmana da Alemanha na manhã desta sexta-feira, 23. Em seu discurso, o Pontífice destacou a importância das pessoas religiosas para a sociedade.

Bento XVI encontra-se com 15 representantes da Comunidade Muçulmana da Alemanha, na Nunciatura Apostólica de Berlim
"Enquanto homens religiosos, nós oferecemos a nossa particular contribuição para a construção de um mundo melhor, reconhecendo, ao mesmo tempo, a necessidade, para a eficácia da nossa ação, de crescer no diálogo e estima recíproca", indicou.

Ele também ressaltou que a 
Igreja Católica está comprometida para que "seja dado o justo reconhecimento à dimensão pública do pertencimento religioso. [...] É preciso, contudo, atentar para que o respeito pelo outro seja sempre mantido. O respeito recíproco cresce somente sobre a base de entendimento sobre alguns valores inalienáveis, próprios da natureza humana, sobretudo a inviolável dignidade de cada pessoa".


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.: NA ÍNTEGRA: Discurso de Bento XVI à Comunidade Muçulmana


Bento XVI apontou que a sociedade não pode se sustentar a
longo prazo sem um consenso sobre valores éticos fundamentais.

"Penso que seja possível uma colaboração fecunda entre cristãos e muçulmanos. E, desse modo, contribuamos para a construção de uma sociedade que, sob muitos aspectos, será diferente daquele que trazemos conosco do passado. Enquanto homens religiosos, a partir das respectivas convicções, possamos dar um testemunho importantes em muitos setores cruciais da vida social. Penso, por exemplo, na proteção da família fundada sobre o matrimônio, no respeito à vida em todas as fases do seu natural decurso ou na promoção de uma mais ampla justiça social".

Nesse sentido, destacou a importância de se celebrar uma Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e justiça do mundo. "E 
desejamos fazer isso no próximo 27 de outubro, a 25 anos do histórico encontro de Assis, guiado pelo meu Predecessor, o Beato João Paulo II", recordou.


Muçulmanos
O Papa considerou Berlim um lugar oportuno para tal encontro não somente porque ali se encontra a mesquita mais antiga do solo alemão, mas também porque a cidade acolhe o maior número de muçulmanos com relação a todas as outras cidades da Alemanha. A partir dos anos 70, a presença de numerosas famílias muçulmanas tornou-se sempre mais um traço distintivo do país.

"Será, todavia, necessário comprometer-se constantemente para um melhor recíproco conhecimento e compreensão.
 [...] Muitos muçulmanos atribuem grande importância à dimensão religiosa. Isso, muitas vezes, é interpretado como uma provocação em uma sociedade que tende a marginalizar esse aspecto ou a admiti-lo somente na esfera das escolhas individuais de cada um", comentou.


Itinerário da sexta-feira

O primeiro compromisso do Papa é com 
cerca de 15 Representantes das Comunidades Muçulmanas presentes na Alemanha, aos quais o Santo Padre dirige um discurso. O encontro acontece na Nunciatura Apostólica de Berlim, às 9h (hora local - 4h no horário de Brasília), após o Pontífice celebrar a Missa privada e saudar os colaboradores da Nunciatura. Ao final, o Papa dirige-se ao Aeroporto de Berlin-Tegel, de onde parte em direção a Erfurt.

Bento XVI chega no Aeroporto de 
Erfurt às 10h45 (hora local - 5h45 no horário de Brasília), onde é acolhido pelo Bispo, Dom Joachim Wanke, e outras autoridades civis e religiosas. Logo depois, dirige-se à Catedral da cidade,dedicada à Santa Maria. Após a adoração ao Santíssimo Sacramento e veneração do Relicário de São Bonifacio, em uma sala contígua, saúda 15 professores de Teologia na Universidade de Erfurt e assina o Livro de Ouro da Turíngia e da cidade de Erfurt na presença do Presidente e do Prefeito. Então, presta homenagem diante do túmulo do Bispo Hugo Aufderbeck. Depois, entra novamente na Igreja e venera a antiga estátua de Nossa Senhora Sedes Sapientiae. Ao deixar a Catedral, dirige-se para o antigo Convento dos Agostinianos, onde Lutero iniciou seu caminho teológico.

Na Sala do Capítulo do Convento dos Agostinianos (
Augustinerkloster) de Erfurt, às 11h45 (hora local - 6h45 no horário de Brasília), encontra-se com os representantes do Conselho Igreja Evangélica Alemã (Evangelische Kirche in Deutschland, EKD). É acolhido pelo Presidente da Igreja Evangélica Alemã, pastor Nikolaus Schneider, e pelo Presidente da Igreja Evangélica da Turíngia, Katrin Göring-Eckardt, juntamente com 15 representantes do Conselho da EKD. Após a saudação dos representantes evangélicos, Bento XVI pronuncia um discurso aos presentes.

Às 12h20 
(hora local - 7h20 no horário de Brasília), no ex-Convento dos Agostinianos, o Santo Padre participa da Celebração Ecumênica com a Igreja Evangélica na Alemanha. A celebração inicia com um canto, a oração inicial e a recitação de um Salmo lido pelo Bispo evangélico, professor Friedrich Weber, na tradução alemã de Martinho Lutero. Após a saudação da presidente do Sínodo da EKD, Katrin Göring-Eckhardt, o Papa recita a Oração pela Unidade dos Cristãos e o presidente do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos, Cardeal Kurt Koch, lê a oração sacerdotal de Jesus: "Que todos sejam um" (Jo 17, 1.20-23). O Papa pronuncia um discurso aos presentes.

Após a oração dos fiéis e a oração do Pai Nosso, o presidente do Conselho da EKD invoca a bênção aronítica e, logo depois, o Papa concede a bênção na forma trinitária. Concluída a Celebração Ecumênica, Bento XVI encaminha-se para o Seminário de Erfurt, onde, às 13h20 (hora local - 8h20 no horário de Brasília), almoça com os membros do Séquito papal.

Às 16h30 
(hora local - 11h30 no horário de Brasília), Bento XVI deixa o Seminário de Erfurt e encaminha-se para o aeroporto da cidade, de onde dirige-se via helicóptero para a cidade de Etzelsbach. Na chegada, vai em direção ao Santuário de Etzelsbach, conhecido como Wallfahrtkapelle (Capela da peregrinação). Antes de presidir a celebração das Vésperas Marianas na esplanada em frente ao pequeno Santuário, o Papa andará de papamóvel em meio aos fiéis reunidos no campo da Wallfahrtkapelle. A celebração mariana inicia às 17h45 (hora local - 12h45 no horário de Brasília) e, após a saudação introdutória do Bispo de Erfurt, Dom Joachim Wanke, e a recitação das Vésperas, Bento XVI pronuncia um discurso.

Ao final da celebração das Vésperas marianas, após a Adoração Eucarística e a Bênção conclusiva, o Santo Padre venera a imagem milagrosa de Etzelsbach. Do heliporto da cidade, o Papa retorna para Erfurt, às 19h 
(hora local - 14h no horário de Brasília). Ao chegar, dirige-se para o Seminário, para o jantar em privado.




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