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sábado, 16 de julho de 2011

LITURGIA XVI DOMINGO COMUM. 17.07.2011.

“Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra!”

1.Intordução.
Quem de nós não gostaria de um mundo composto apenas de justos? Seria muito bom e viveríamos em paz! Será que a paz nasce da uniformidade humana ou da força de Deus que coloca em nosso coração sentimentos de paciência e de misericórdia? Aliás, a paciência e a misericórdia humanas são frutos amadurecidos da luta diária num mundo cheio de contrastes.
O Evangelho de hoje recorda-nos que justos e pecadores devem conviver até o “Dia da Colheita”; primeiro, para dar a todos a oportunidade da conversão, e, segundo, para que seja manifestada a paciência e a justiça de Deus. Deus é paciente com todos, especialmente, com o pecadores, mas é também justo, pois, dará a cada um a devida recompensa pelo que praticou ao longo de sua vida!
Jesus fala em parábolas para exigir a reflexão e a descoberta pessoal do verdadeiro sentido de sua pregação. O Reino de Deus é um dom gratuito do Pai, mas requer a colaboração de cada um para ser digno dele.

2.Palavra de Deus.
Sb 12,13.16-19 – Os “bons judeus e cristãos” se perguntam por que Deus não faz “limpeza” de uma boa vez no mundo? Deus tem paciência e dá tempo para a conversão! A paciência do amadurecimento pessoal e a paciência para a conversão do pecador! Deus não tem pressa para castigar. Quer salvar a todos!
Rm 8,26-27 – Nossa “marca registrada” é a fraqueza: nem sabemos rezar direito! Mas o Espírito Santo toma-nos em seus braços e reza por nós! Deus tem paciência com nossa fraqueza e, aos poucos, vai conduzindo-nos para o amadurecimento.
Mt 13,24-43 – Jesus fala para agricultores que conhecem o plantio do trigo e a presença de pestes daninhas.Pois, o Reino dos céus assemelha-se à semeadura de trigo onde brota, inesperadamente, a peste que prejudica o bom desenvolvimento do trigo. A lógica de Deus manda deixar que ambos cresçam juntos; a separação acontecerá no fim, na colheita!
3.Reflexão.
·         Deus é eterno, por isso, é também paciente, misericordioso e magnânimo, isto é: de coração grande! Ele não nos criou perfeitos, acabados. Colocou-nos num caminho de aperfeiçoamento e de amadurecimento. É obra de muita paciência! – que o digam os pais, educadores de seus filhos! Quanta paciência e quanta esperança para este  amadurecimento!
·         Ninguém nasce sendo portador, apenas, de virtudes ou de defeitos. Somos uma semeadura onde convivem qualidades e defeitos. Precisamos alimentar a uns (as qualidades) e podar a outros (os defeitos) e aguardar, pacientemente, a colheita definitiva no final de nossa vida! A mesma coisa acontece com o Reino de Deus no mundo: bons e justos convivem! Nós precisamos engrossar a procissão dos bons e, com isso, diminuir a dos maus! O julgamento cabe a Deus e acontecerá, com certeza, no Final dos Tempos!
·         Neste processo de educação o Espírito Santo nos dá a sua mão e nos conduz à santidade, à intimidade com o Pai celeste. É Ele quem conduz a Igreja e a cada um dos discípulos de Jesus. Permita ao Espírito Santo agir em seu coração! É mão experimentada, sábia e paciente!

“O Senhor é misericordioso e compassivo,
Ele dá alimento àqueles que o temem” (Sl 110,4).


Frei Carlos Zagonel

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