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quarta-feira, 18 de maio de 2011

Papa pede que cristãos e judeus se unam para o bem da humanidade

Nicole Melhado

Da Redação CN, com Rádio Vaticano (Tradução equipe CN Notícias)



A Papa Bento XVI destacou a importância da mutua cooperação entre judeus e cristãos à delegação do B’nai B’rith International
Judeus e cristãos podem contribuir juntos para o bem da humanidade e responder aos desafios da sociedade atual. É o que acredita o Papa Bento XVI, e é o que ele ressaltou no encontro na manhã desta quinta-feira, 12, com uma delegação do “B’nai B’rith International”, organização judia fundada em Nova Iorque, em 1843, que entre vários objetivos, luta contra o racismo e o antissemitismo.



“Existem muitos modos no qual os judeus e os cristãos podem cooperar para melhorar o mundo”, em conformidade a vontade de Deus “para o bem da humanidade”, enfatizou o Papa.



Além da ajuda aos pobres, Bento XVI destacou que “o comum testemunho de fé profundamente enraizada” na certeza que cada homem e mulher foi criado a imagem de Deus e, assim, possui “uma dignidade inviolável” é a coisa mais importante que os judeus e os cristãos podem fazer juntos. 



“Esta convicção é o mais seguro fundamento para o empenho, por parte de todos, na defessa e promoção dos direitos inalienáveis de cada ser humano”, disse o Santo Padre.



O Pontífice recordou o encontro do Comitê Internacional composto por Católicos e Judeus, em fevereiro em Paris, onde foi expresso o desejo pela unidade entre eles, afim de enfrentar juntos os grande desafios do mundo que muda rapidamente e o “dever religioso” de combater a pobreza, a injustiça, a discriminação e a negação dos direitos humanos universais.



O Santo Padre lembrou também que no recente encontro ocorrido em março, em Jerusalém, entre delegações do Grão-Rabinato de Israel e da Comissão da Santa Sé para os relacionamentos religiosos com o judaísmo, foi destacada a necessidade de “promover uma cuidadosa compreensão do  papel da religião na vida nas sociedades de hoje”, capaz de corrigir uma visão “somente horizontal”, e consequentemente incompleta “da pessoa humana e da convivência social”. 

  

É preciso superar essa visão materialista da vida humana para um re-despertar da espiritualidade, afirma Bento XVI.



“A vida e o trabalho de todos os crentes deveria dar constante testemunho do transcendente e apontar para a realidade invisível que encarnamos na convivência amorosa e misericordiosa guiada ao exito final da história” e não importa o quanto seja difícil e ameaçador essa viagem ao longo do percurso. Através do profeta Jeremias, concluiu o Papa, é possível ter essa certeza. “Eu, de fato, conheço os projetos que fiz sobre seus olhar, disse o Senhor, projetos de paz e não de desventura, para conceder-vos um futuro pleno de esperança”.

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