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quinta-feira, 31 de março de 2011

Santo do Dia - 31/03

31 de Março

São Benjamim

São Benjamim
Nasceu no ano de 394 na Pérsia e, ao ser evangelizado, começou a participar da Igreja ao ponto de descobrir sua vocação ao diaconato.

Serviu a Palavra e aos irmãos na caridade, chamando a atenção de muitos para Cristo.

Chegou a ser preso por um ano, sofrendo, e se renunciasse ao nome de Jesus, seria solto. Porém, mesmo na dor, na solidão e na injustiça, ele uniu-se ainda mais ao Cristo crucificado.

Foi solto com a ordem de não falar mais de Jesus para ninguém, o que era impossível, pois sua vida e seu serviço evangelizavam.

Benjamim foi canal para que muitos cegos voltassem a ver, muitos leprosos fossem curados e assim muitos corações duvidosos se abriram a Deus.

Foi novamente preso, levado a público e torturado para que renunciasse à fé. Perguntou então ao rei, se gostaria que algum de seus súditos fosse desleal a ele. Obviamente que o rei disse que não. E assim o diácono disse que assim também ele, não poderia renunciar à sua fé, a seu Rei, Jesus Cristo.

E por não renunciar a Jesus, foi martirizado. Isso no ano de 422.

São Benjamim, rogai por nós!


quarta-feira, 30 de março de 2011

Santo do Dia - 30/03

São João Clímaco, Confessor

Era originário da Palestina. Viveu algum tempo num mosteiro situado no Monte Sinai. Depois retirou-se para a solidão, num local mais afastado situado numa extremidade do monte, e ali viveu 40 anos em oração e penitência.

Contava já 75 anos quando foi convidado a retornar ao mosteiro, que necessitava de um abade. Aceitou e foi abade exemplar.

A fama de sua santidade chegou a Roma, e o Papa São Gregório Magno mandou-lhe uma carta, na qual lhe pedia orações e oferecia um donativo para a hospedaria de peregrinos que São João Clímaco fundara.

Escreveu o livro Escada do Paraíso, que o Martirológio Romano designa como "verdadeira suma de espiritualidade monástica".

(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)


Santo do Dia - 29/03

Santo Eustásio, Confessor

Foi discípulo e sucessor de São Columbano, como abade do Mosteiro de Luxeil, no qual viviam 600 monges.

(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)



segunda-feira, 28 de março de 2011

Santo do Dia 28/03

São Guntrano

São Guntrano Guntrano teve muitos descaminhos, muitas opções erradas. Teve muitas mulheres e muitos filhos. Como todo ser humano buscou a felicidade, porém, em lugares errados.

Um homem social, político e de grande influência, mas com o coração inquieto e desejoso de algo maior.

Deu toda sua herança para um sobrinho e se decidiu a viver uma radicalidade cristã, ou seja, viver o chamado à santidade.

Então, Guntrano passou a ouvir a Palavra de Deus e a acolher os conselhos dos bispos. Governou na justiça, a partir dos bons conselhos recebidos. Viveu a renúncia de si mesmo para abraçar a cruz e fazer a vontade de Deus.

Faleceu com 68 anos, depois de consumir-se no amor a Deus e aos irmãos, sendo cristão na sociedade.

São Guntrano, rogai por nós!

Santo do Dia 27/03

 São Ruperto

27 de Março

São Ruperto O santo de hoje foi um grande apóstolo da Baviera, Alemanha. A pedido do rei, foi convidado a evangelizar a França, e fez este belo trabalho. Após ser eleito bispo, a corte da Baviera o chamou, convidando-o também a evangelizar aquelas terras.

Juntamente com o apoio do rei pôde ter o apoio de muitos religiosos, inclusive de sua irmã, que também era consagrada.

São Ruperto evangelizou a muitos, fazendo a Boa Nova chegar às altas autoridades, ao ponto do sucessor do rei já ser evangelizado.

Antes de sua última Santa Missa, sua irmã ouviu sua oração de entrega: “Pai, em Tuas mãos eu entrego o meu espírito”.

Em toda sua vida, e também na morte, viveu entregue a Deus.

São Ruperto, rogai por nós!

sábado, 26 de março de 2011

Santo do Dia 26/03


São Bráulio

São Bráulio
O santo de hoje, foi bispo de 631 a 651.

Nasceu em uma família muito sensível à vontade do Senhor: uma irmã foi para a vida religiosa e tornou-se abadessa. Outro irmão foi para uma Abadia e outro, chegou a bispo.

Depois de entrar para uma vida de oração e contemplação numa abadia, Bráulio conheceu em Sevilha Santo Isidoro, escritor e santo.

Fecundo escritor e grande pastor, São Bráulio foi escolhido para bispo em Saragoça, participando ativamente em três Concílios de Toledo.

São Bráulio, rogai por nós!


sexta-feira, 25 de março de 2011

Santo do Dia 25/03


Anunciação do Senhor

Anunciação do Senhor
Neste dia, a Igreja festeja solenemente o anúncio da Encarnação do Filho de Deus. O tema central desta grande festa é o Verbo Divino que assume nossa natureza humana, sujeitando-se ao tempo e espaço.

Hoje é o dia em que a eternidade entra no tempo ou, como afirmou o Papa São Leão Magno: "A humildade foi assumida pela majestade; a fraqueza, pela força; a mortalidade, pela eternidade."

Com alegria contemplamos o mistério do Deus Todo-Poderoso, que na origem do mundo cria todas as coisas com sua Palavra, porém, desta vez escolhe depender da Palavra de um frágil ser humano, a Virgem Maria, para poder realizar a Encarnação do Filho Redentor:

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem e disse-lhe: ‘Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.’ Não temas , Maria, conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Maria perguntou ao anjo: ‘Como se fará isso, pois não conheço homem?’ Respondeu-lhe o anjo:’ O Espírito Santo descerá sobre ti. Então disse Maria: ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tu palavra’" (cf. Lc 1,26-38).

Sendo assim, hoje é o dia de proclamarmos: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14a). E fazermos memória do início oficial da Redenção de TODOS, devido à plenitude dos tempos. É o momento histórico, em que o SIM do Filho ao Pai precedeu o da Mãe: "Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade" (Hb 10,7). Mas não suprimiu o necessário SIM humano da Virgem Santíssima.

Cumprindo desta maneira a profecia de Isaías: "Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco" (Is 7,14). Por isso rezemos com toda a Igreja:

"Ó Deus, quisestes que vosso Verbo se fizesse homem no seio da Virgem Maria; dai-nos participar da divindade do nosso Redentor, que proclamamos verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Por nosso Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo".

quinta-feira, 24 de março de 2011

Santo do Dia 24/03

24 de Março

Santa Catarina da Suécia

Santa Catarina da Suécia
Nasceu na Suécia, de família ligada aos reis. Sua mãe era Santa Brígida, que após o falecimento do esposo, se tornou uma peregrina até instalar-se em Roma.

Catarina foi formada na Abadia de Bisberg, permanecendo ali até casar-se. Não demorou muito tempo e seu esposo veio a falecer. Tinha um coração rendido a uma intimidade profunda com Deus, abriu-se a uma consagração total e foi viver junto de sua mãe em Roma, onde permaneceram por 23 anos.

Tornou-se Abadessa em Valdstena, onde permaneceu até sua morte em 1381.

Santa Catarina da Suécia, rogai por nós!



quarta-feira, 23 de março de 2011

Medite a Dolorosa Paixão de Cristo

Homilia do Pe Fernando Cardoso - 23 de março de 2011

Jesus, no texto evangélico de Mateus, hoje encontra-Se a caminho de Jerusalém, a cidade da paixão. Os discípulos o acompanham, mas num quadro contrastante e desconcertante, Mateus os mostra ávidos de grandeza. Desta feita são os dois irmãos Tiago e João, filhos de Zebedeu. Através da mãe, que serve de interlocutora, desejam obter um favor de Jesus. Que querem? Nada menos que sentar-se um à direita e outro à esquerda no Reino de Deus, que Jesus anunciava próximo em Sua pregação.

“Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que estou para beber?” Por cálice nós entendemos o destino severo e doloroso que esperava Jesus. “Podemos” – respondem os dois de maneira afoita e impensada. Jesus conclui: “Meu cálice efetivamente bebereis, quanto a sentar-se à minha direita ou minha esquerda, é reservado ao Pai que está nos céus.

O importante para nós hoje, é que o cálice de Jesus estes dois, mais tarde, convertidamente beberam, cada um a seu modo. De Tiago, sabemos que foi o primeiro dos doze a ser martirizado. Ele foi decapitado por ordem de Herodes Agripa I, entre 41 e 44 da nossa era. Quanto a João, não estamos bem informados a respeito do como teria sido martirizado e, a seu modo, bebido também ele do cálice de Jesus.

Nós não queremos ter esta pretensão; sentarmos à direita ou à esquerda. Porém, o cálice de Jesus nós precisamos beber. Um salmo diz o seguinte: “Beberam o cálice do Senhor, e se tornaram amigos de Deus.” Aquele que for capaz de beber o próprio cálice como Jesus bebeu o Seu, aquele que unir sua cruz à cruz de Jesus, aquele que não poupar esforços e for capaz de renegar-se a si mesmo e tomar a própria cruz, este também tornar-se-á, como Tiago e João mais tarde, amigo de Deus. Agora, no entanto, trata-se de beber o cálice. E a Quaresma ensina-nos como beber este cálice com paciência, com amor e, sobretudo, com esperança.

Santo do Dia 23/03

23 de Março

São Turíbio de Mongrovejo

São Turíbio de Mongrovejo
De origem espanhola, nasceu no ano de 1538. Cresceu muito bem educado dentro de uma formação cristã e humana, estudou Direito e prestou muitos serviços nessa área, sempre buscando dar testemunho cristão no ambiente em que se encontrava.

Turíbio ajudou até o rei Felipe, mas o chamado à vida dedicada ao Senhor, dentro do ministério sacerdotal, falou mais forte. Renunciou à sua profissão e, como sacerdote, foi escolhido bispo e enviado ao Peru. Era um homem apostólico.

Deparou-se com muitas injustiças: indígenas oprimidos, pobres abandonados. Então ele, no anúncio e na denúncia, passou a ser respeitado e ouvido por muitos.

Sem interesses e sem comungar com o poder opressor, ele deixou um marco para toda a América: de que o mundo precisa de santos, e isso só é possível na misericórdia, no amor, na verdade, no anúncio e na coragem de denunciar.

Depois de uma grave enfermidade, faleceu em 1606.

São Turíbio, rogai por nós!


sexta-feira, 18 de março de 2011

A Campanha da Fraternidade 2011 foi lançada na PUC Minas

Campanha da Fraternidade
A Campanha da Fraternidade 2011 foi lançada na PUC Minas na unidade Betim no dia 18 de março com palestra do frade dominicano mineiro Frei Betto. A campanha, aberta pela CNBB em 9 de março, e pela Arquidiocese de Belo Horizonte no dia 12, tem como objetivo sensibilizar e orientar todos para a gravidade do aquecimento global, o uso racional das energias, desenvolvimento, preservação da Amazônia, agronegócio, biodiversidade, a água, as mudanças climáticas e motivar a participação em iniciativas que visem a preservar a vida no planeta.

Na unidade em Contagem, a campanha foi lançada no dia 15 de março, com o haitiano Igenel Jean-Baptiste, membro da organização não governamental Tek Kole, que debateu o tema Fraternidade e a Vida no Planeta. No Barreiro, o lançamento ocorreu no dia 16, com palestras para a comunidade acadêmica, com participações dos professores Paulo Agostinho Nogueira Baptista, diretor acadêmico da unidade, e Eugênio Batista Leite, pró-reitor da PUC Minas Betim. O coordenador da Pastoral na Universidade da unidade, professor Salustiano Alvarez Gomez, também participou das atividades.

No dia 21, no campus Coração Eucarístico, haverá mesa-redonda com os professores Sheilla Brasileiro do Curso de Pedagogia e Otávio de Avelar Esteves do Curso de Engenharia de Energia. O tema será Diálogos Interdisciplinares sobre o Planeta Terra e acontecerá das 9h às 10h30, no auditório 2 do prédio 5. A atividade é uma iniciativa da Secac, por meio da Pastoral na Universidade.

Mais informações: 3319-4327 ou pastoralcoreu@pucminas.br.
17/03/2011

terça-feira, 15 de março de 2011

Retiro da primeira semana da Quaresma

Piedade Senhor, pois pecamos contra vós

A Quaresma tem a função de iniciar o caminho para a Páscoa. Sua missão é uma preparação que já antecipa e faz saborear os bens pascais. Começamos uma estrada de quarenta dias, um tempo da graça de Deus.

A primeira tentação de Jesus no deserto é a prova da fome, que recorda a fome do povo hebreu no deserto (Ex 16).
Um povo que murmura contra Deus. É a tentação da riqueza, da busca exclusiva ou excessiva dos bens materiais. O Senhor sai vencedor da provação, pois Ele não vive somente de pão, mas também da Palavra de Deus.
Depois vem a tentação do prodígio, querer transformar o poder de Deus em magia, colocando-o a serviço dos próprios interesses. Isto quer dizer pôr Deus à prova, tentar a Deus!
O povo no deserto também pediu prodígios, mas Jesus, em seu deserto, resiste à tentação!
Sua confiança no Pai é total (Dt 6,14-16). A provação continua quando Jesus é tentado a adorar um ídolo. Há muito tempo, outros adoraram um bezerro de ouro e agora Jesus se recusa heroicamente a prostrar-se diante de Satanás.

Ser fiel à nossa condição humana, sem mur murar contra o Senhor! É uma aventura maravilhosa a ser percorrida com a graça de Deus, que nos acompanha. Alguém nos toma pela mão, conduzindo nos ao porto seguro. Durante esta semana, é hora de passear pelos recantos de sua história, sem medo de enxergar muitos pontos escuros, deixando agora que a Palavra de Deus a ilumine. Converse com o Senhor sobre suas lutas mais frequentes e busque fontes de discernimento para crescer. Há quanto tempo você não confronta sua vida com a graça de Deus no Sacramento da Penitência? Já aproveitou alguma ocasião para conversar com uma pessoa mais firme na fé que possa ajudar? A semana de Retiro Popular começa na Missa Dominical, que será preparada com a leitura dos textos da Liturgia:
Na primeira semana da Quaresma, escolha um dia para fazer, de acordo com suas condições pessoais, o exercício do jejum ou um gesto de penitência ligado ao que você tem em alimento. Não se trata de negar o valor dos alimentos, mas escolher o que mais lhe convém para o crescimento da vida cristã. É bom dar aos pobres o correspondente à sua renúncia. Pode ser com a doação de uma cesta ou alguns mantimentos a quem necessita.



Roteiro diário

Oração: Reze esta oração, composta pelo papa Paulo VI. Pouco a pouco, você saberá repeti-la com calma e ser acompanhado por ela muitas vezes durante o ano.

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja! Um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus! Um coração grande e forte para amar a todos, para servir a todos, para sofrer por todos! Um coração grande e forte, para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa! Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário! Um coração cuja felicidade é palpitar com o coração de Cristo e cumprir, humilde, fiel e firmemente a vontade do Pai. Amém.

Leitura orante da Palavra de Deus: Leia o texto indicado para cada dia, escolhendo o Evangelho do dia ou uma das leituras indicadas pela Igreja.

Gestos penitenciais: Três práticas acompanham nossa Quaresma: a oração, a penitência ou jejum e a caridade. Acolha nossas propostas e exercite a criatividade, descobrindo e atualizando estas práticas em sua vida diária.

Dia 13 de março, primeiro domingo da Quaresma
“Piedade, ó Senhor, tende piedade, pois pecamos contra vós”.
Gn 2,7-9;3,1-7
Sl 50 (51),3-4.5-6a.12-13.14.17 (R/. cf. 3a)
Rm 5,12-19
Mt 4,1-11



Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém - PA

Pobreza

Não pode ser considerada somente como antônimo de riqueza

A riqueza e a pobreza não se distinguem apenas por elementos econômicos; sem dúvida, esses elementos constituem referências básicas, porém, há outros aspectos a considerar como, por exemplo, a face social, a expressão ética, o caráter moral e a dimensão religiosa. Com efeito, riqueza e pobreza situam pessoas, grupos e povos em lugares e posições muito diferentes, criando, em muitos casos, um verdadeiro fosso que, socialmente, os distancia. De conformidade com a concepção ética que têm as pessoas, a luta pelo aumento da riqueza e o interesse pela manutenção da pobreza são considerados totalmente normais; sem o alicerce dos valores morais, justifica-se "a exploração do homem pelo homem"; se faltar a dimensão religiosa na vida das pessoas, o materialismo e o consumismo levam à exclusão social.

A intervenção dos poderes públicos, por intermédio de políticas públicas pertinentes, faz avançar a qualidade de vida da população; sua omissão nessa matéria deixa marcas comprometedoras. Embora se constate, no Brasil dos últimos, um índice de crescimento da qualidade de vida da população, ainda permanece muito distoante o quadro da realidade social, de modo que muitos se encontram "abaixo da linha da pobreza". No Brasil: conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), "a proporção de brasileiros em pobreza absoluta (...) é de 28,8%. Segundo a regra adotada pelo referido instituto, estão em pobreza absoluta os membros de famílias com rendimento médio por pessoa de até meio salário mínimo mensal". Segundo as estatísticas sociais e econômicas, "A taxa de pobreza está caindo desde 2003 no Brasil". Conforme relatório do Banco Mundial (Bird), "Enquanto as desigualdades de renda se agravaram na maioria dos países de renda média, o Brasil assistiu a avanços dramáticos tanto em redução da pobreza quanto em distribuição de renda"(...). "A desigualdade permanece entre as mais altas do mundo, mas os avanços recentes mostram que nem sempre o desenvolvimento precisa vir acompanhado de desigualdade".

O magistério da Igreja tem clareza sobre o que é a pobreza, como ensina João Paulo II: "O espírito de pobreza vale para todos e cada um necessita colocá-lo em prática, de acordo com o Evangelho". Bento XVI diz o que não é a pobreza: "É este ponto decisivo, que nos faz passar ao segundo aspecto: há uma pobreza, uma indigência, que Deus não quer e que é ‘combatida’ – como diz o tema da atual Jornada Mundial da Paz; uma pobreza que impede as pessoas e as famílias de viverem segundo sua dignidade; uma pobreza que ofende a justiça e a igualdade e que, como tal, ameaça a convivência pacífica. Nesta acepção negativa cabem também as formas de pobreza não material que se reencontram justamente nas sociedades ricas e progredidas: marginalização, miséria relacional, moral e espiritual" (cf. Mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2008, 2). Na Sagrada Escritura, veem a pobreza, diferentemente, os bons e os maus: "É boa a fortuna, quando não há pecado na consciência; mas péssima é a pobreza, na opinião do ímpio" (Eclo, 13,30). Jesus considera bem-aventurados os pobres (cf. Mt 5,3).

A pobreza tem sua dignidade; há pobres, por convicção, que também a têm porque assimilam o valor da pobreza, incorporando-a ao seu "modus vivendi". A pobreza não pode ser considerada tão somente como antônimo de riqueza; por conseguinte, ela não é definida, propriamente, como falta de dinheiro e de bens. É claro que a face econômico-financeira é a identificação mais imediata da pobreza. Torna-se antievangélico, em qualquer tempo e lugar, o estado de pobreza que chega ao nível da miséria porque atinge a dignidade humana.

Dom Genival Saraiva
Bispo de Palmares - PE

Por que viemos ao mundo?

Amar é nossa missão primeira aqui na terra

Tudo começou assim: recebi um e-mail de uma jovem pedindo-me ajuda, pois precisava falar a um grupo a respeito da missão que assumimos neste mundo, e não sabia por onde começar. Foi interesante, porque era justamente sobre isso que eu havia refletido durante o “estudo da Palavra” naquela manhã. A partir do Evangelho de João 7, respondi-lhe, com base em minha reflexão, mais ou menos o que partilho aqui.
Podemos partir do princípio de que somos filhos amados de Deus, criados por Ele, com amor e para amar. Digo inclusive para você que tem uma história difícil e sabe por exemplo que não foi esperado por seus pais; também nesse caso, a afirmativa não muda: Deus o quis! Por isso foi além da razão e dos planos humanos e o criou por amor. Consideremos ainda que, ao nos criar, o Senhor imprimiu em nosso ser o desejo de amar e ser amados, porque Deus é amor e nos fez à Sua imagem e semelhança. Fazer essa decoberta fundamenta a nossa fé e dá mais sentido à nossa existência.
Jesus Cristo, o Homem mais famoso da história, impressionava multidões com Seus discursos e Suas obras, porque Ele sabia que era amado pelo Pai. Sabia de onde veio, qual Sua missão neste mundo e para onde iria.
Portanto, creio que, como cristãos, uma de nossas prioridades, antes de pensar em realizar uma determinada missão, é descobrir quem somos diante de Deus, de onde viemos e para onde vamos. Com essa experiência, certamente vamos perceber também que amar é nossa missão primeira aqui na terra. Missão que pode ser expressa de várias maneiras, seja nos papéis que assumimos, seja nos relacionamentos que temos e em tudo mais que a Divina Providência nos permitir viver. No entanto, a essência do chamdo não muda: Deus nos criou para amar.
Por isso vai aqui uma dica: se hoje você percebe a necessidade de assumir uma missão, seja ela qual for, procure antes refletir sobre quem é você. Volte às suas origens, acolha sua história, por mais difícil que esta seja e reconcilie-se com ela. Sua história é seu alicerce. Lembre-se de que, na raíz da sua criação, está a iniciativa amorosa de Deus. Procure também rever sua vida hoje; analise suas atitudes, seus relacionamentos e suas escolhas, sempre considerando que Deus o criou para o amor. Reflita ainda a respeito das suas metas para o futuro, seus sonhos e ideais, lembrando que, neste mundo, tudo é passageiro e o que conta no final é o que somos e não o que fizemos.
Aliás, corremos o sério risco de passar a vida fazendo coisas e nos esquecendo de sermos pessoas; e o que nos leva, muitas vezes, a isso é justamente o acúmulo de atividades que assumimos, algumas até desnecessárias. Assim, naturalmente, lidamos com a pressa e a falta de tempo para quase tudo, inclusive para nos relacionarmos com nós mesmos, o que é fundamental para uma vida sadia.
Por incrível que pareça, em nossos dias, ter uma agenda preenchida virou "status". É como se isso fosse garantia de utilidade no planeta. Mas Deus nos desafia a irmos além. O cristão precisa ter consciência de que não vale pelo que faz, mas sim pelo que é. Se para expressar o amor de Deus às criaturas, ele realiza obras neste mundo, ótimo. Conhecemos inúmeros testemunhos de pessoas que se tornaram imortais por seus benefícios expressos em obras. Mas pode observar que as obras consideradas imortais geralmente têm como base o amor.
Recordo-me, por exemplo, de Santa Teresa de Lisieux, ela não realizou grandes feitos aos olhos humanos, nem edificou monumentos, tampouco tinha a agenda “lotada”. Viveu na clausura do Carmelo e morreu com apenas 24 anos. No entanto, foi eleita a Padroeira das Missões, doutora da Igreja e influencia até hoje a vida de inúmeras pessoas. Sabe por quê? Porque ela, desde cedo, fez a experiência do amor de Deus e assim descobriu sua missão. Sabia de onde veio, porque estava aqui na terra, e para onde iria. Ela mesma conta-nos, em em sua autobiografia, que desejava fazer muitas coisas por amor a Jesus, neste mundo, mas teve a graça de descobrir o essencial. "Percebi que o amor encerra em si todas as vocações, que o amor é tudo, abraça a todos os tempos e lugares, numa palavra, o amor é eterno. Então, delirante de alegria, exclamei: Ò Jesus, meu amor, encontrei afinal minha vocação... No coração da Igreja minha mãe, eu serei o amor e desse modo serei tudo".
Quem dera cada um de nós também possa fazer essa experiência e, assim, encontrar o rumo certo para nossa missão como peregrinos aqui na terra. Já que fomos criados por amor e para amar, procuremos amar concretamente hoje. Como? Deus mesmo nos mostrará.

Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com

Igreja no Brasil já se prepara para o 7° Mutirão de Comunicação

Renata Igrejas
CN Notícias, Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro vai sediar o 7° Mutirão Brasileiro de Comunicação, que pretende reunir comunicadores, acadêmicos e representantes de pastorais. O evento, que acontece no 2º semestre deste ano, será realizado na Pontifícia Universidade Católica (Puc-Rio).

Assista à reportagem



Se navegar é preciso, se comunicar é fundamental. E para a Igreja Católica no brasil, as novas tecnologias são grandes aliadas do trabalho de evangelização.

Para o coordenador de pós-graduação em Comunicação Social da Puc-Rio, professor Miguel Pereira, os meios de comunicação vão além do papel de apenas informar.
O Muticom deste ano acontece em um dos locais mais tradicionais do Rio, a Puc do Rio de Janeiro. A universidade foi uma sugestão do Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, para a realização do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação. E para tratar dos temas diversidade e mobilidade, o local não poderia ser melhor.

Equipamentos, laboratórios e todo o Departamento de Comunicação da Puc estão à disposiçao do evento, que vai transmitir ao vivo toda a programação.

E além da programação na universidade, também será transmitido, em todos os dias do evento, um momento de oração no Santuário do Cristo Redentor.

Eleito novo Patriarca da Igreja Maronita e de todo Oriente

Da Redação, com site oficial da Igreja Maronita

O novo Patriarca Maronita e de todo o Oriente, Sua Beatitude Bechara Rai, foi eleito nesta terça-feira, 15, após seis dias de reuniões à portas fechadas, na sede Patriarcal em Bkerke, no Líbano. Por volta das 11h (hora local), os sinos anunciaram o encerramento das votações e logo depois foi feito o anúncio oficial a todos os fiéis que aguardavam.

Bechara Rai nasceu em 25/01/1940, na cidade de Hemlaya, no Monte Líbano. Ingressou na Congregação Maronita Mariamita onde fez seus votos perpétuos em 30/07/1962. Realizou seus estudos no Líbano entre os anos de 1962 à 1975, onde doutorou-se em Direito Canônico.

Realizou diversas atividades antes do Episcopado dentre elas: Pároco da Igreja de Cristo Redentor e Adonis, em Zouk, Juiz da 1ª vara do Tribunal Eclesiástico Maronita no Líbano e Presidente do Tribunal Patriarcal.

Como Bispo foi Vigário Patriarcal em Bkerke, e em 1990 foi eleito Bispo de Byblos. Assumiu diversos cargos na Igreja Maronita no Líbano e em Roma. Em 2010 foi nomeado pelo Papa Bento XVI, Secretário geral do Sínodo das Igrejas Orientais em Roma.

No dia 15 de março de 2011, após 6 dias de votações na sede Patriarcal em Bkerke, foi eleito pelos Bispo reunidos, Patriarca Maronita e de todo o Oriente.

O que fazer para vencer as tentações? (Com Podcast)

Antigamente, a Quaresma era o período durante o qual, através da penitencia e da provação, os catecúmenos se preparavam para receber o batismo na noite de Páscoa.

A Liturgia sempre coloca Jesus no Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma vencendo as tentações do Demônio (cf. Mt 4,1-11). O Nosso Senhor e Mestre não só vence, mas nos dá as dicas para vencer também o nosso inimigo e as tentações pequenas e grandes que enfrentamos todos os dias. O objetivo desta reflexão de hoje será avaliar a nossa defesa e aumentar as nossas resistências frente às tentações e celebrar a vitória com o Senhor Jesus. JESUS NOS ENSINA A VENCER AS TENTAÇÕES!




O Senhor derrotou o inimigo através da Docilidade ao Espírito Santo, pois “no deserto, ele era guiado pelo Espírito”, da Palavra“A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem”; da Oração: “Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus”; doJejum: Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome”e pela Adoração:“Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás”. Exercendo Sua autoridade que vinha de uma vida coerente e santa. Isso fica bem claro na leitura deste Evangelho.
De maneira semelhante como o antigo povo de Israel partiu durante quarenta anos pelo deserto para ingressar na terra prometida, a Igreja, o novo povo de Deus, prepara-se durante quarenta dias para celebrar a Páscoa do Senhor. Embora seja um tempo penitencial, não é um tempo triste e depressivo. Trata-se de um tempo especial de purificação e de renovação da vida cristã para poder participar com maior plenitude e gozo do mistério pascal do Senhor.
Jesus Cristo dando inicio a caminhada do Novo povo de Deus se dirige ao deserto como lugar de encontro com Deus, lugar de recolhimento, onde Ele se revela, onde se escuta Sua Palavra. E diferente do antigo povo da Aliança que sucumbe a tentação, se revolta, tem saudade das cebolas do Egito, onde eles tinham o que comer, mas eram escravos. Jesus vence a tentação, vence o demônio pela oração, pelo jejum através da Palavra e da Obediência ao Pai.
A Quaresma é um tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. Este caminho supõe cooperar com a graça, para dar morte ao homem velho que atua em nós. Trata-se de romper com o pecado que habita em nossos corações, nos afastar de todo aquilo que nos separa do Plano de Deus, e, por conseguinte, de nossa felicidade e realização pessoal.
No pórtico da Quaresma recém-começada, encontramos Jesus tentado pelo diabo. A Bíblia tem vários nomes para este personagem, mas em todos subjaz a mesma incumbência da sua missão: o que separa o que arranca; diabo, dia-bolus: o que divide. O demônio – no meio do mundo que o ignora e o torna frívolo – está mais presente que nunca: nos medos, nos dramas, nas mentiras e nos vazios do homem pós-moderno, aparentemente descontraído, brincalhão e divertido.
Com Jesus, como com todos, o diabo procurará fazer uma única tentação, ainda que com diversos matizes: romper a comunhão com Deus Pai. Para este fim, todos os meios serão aptos, desde citar a própria Bíblia até fantasiar-se de anjo da luz. As três tentações de Jesus são um exemplo muito atual: da tua fome, converte as pedras em pão; das tuas aspirações, torna-te dono de tudo; da tua condição de filho de Deus, coloca a tua proteção à prova. Em outras palavras: o dia-bolus buscará conduzir Jesus por um caminho no qual Deus ou é banal e supérfluo, ou é inútil e nocivo.
Prescindir de Deus porque eu reduzo minhas necessidades a um pão que eu mesmo posso fabricar, como se fosse minha própria mágica (1ª tentação). Prescindir de Deus modificando seu plano sobre mim, incluindo aspirações de domínio que não têm a ver com a missão que Ele me confiou (2ª tentação). Prescindir de Deus banalizando sua providência, fazendo dela um capricho ou uma diversão (3ª tentação).
Isso se torna atual se formos traduzindo, com nomes e cores, quais são as tentações reais (!) que separam – cada um e todos juntos – de Deus e, portanto, dos outros também. A tentação do deus-ter (em todas as suas manifestações de preocupação pelo dinheiro, pela acumulação, pelas “devoções” a loterias e jogos, pelo consumismo). A tentação do deus-poder (com todo o leque de pretensões de ascensão, que confundem o serviço aos demais com o servir-se dos demais, para os próprios interesses e controles). A tentação do deus-prazer (com tantas, tão infelizes e, sobretudo tão desumanizadoras formas de praticar o hedonismo, tentando censurar inutilmente nossa limitação e finitude).
Quem duvida de que existem mil diabos, que nos encantam e seduzem a partir da chantagem das suas condições e, apresentando tudo como fácil e atrativo, nos separam de Deus, dos demais e de nós mesmos?
Jesus venceu o diabo. A Quaresma é um tempo para voltarmos ao Senhor, unindo novamente tudo o que o tentador separou. Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a abstinência quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. (Prefácio do 1° Domingo da Quaresma).
Clique em comentários e deixe a sua reflexão e  seus pedidos de orações.
Oremos: Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar o Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda Palavra que sai de vossa boca para vencer ao pecado, a nós mesmos e ao diabo. Por Cristo, nosso Senhor. Amém
Minha benção fraterna.
Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

Homilia do Padre Fernando Cardoso - 15 de março de 2011

Após transmitir a seus leitores a oração de Jesus, o Pai Nosso, o Evangelista coloca nos lábios de Jesus a seguinte exortação: “Se vós perdoardes de coração àqueles que vos ofenderam, vosso Pai celeste vos perdoará também. Caso, no entanto, alguém não perdoe, não será perdoado pelo Pai celeste.” Eis a única petição do Pai Nosso – perdoai as nossas ofensas – que merece, ao final, um comentário de Jesus Cristo. Nós somos chamados, quaresmalmente, a perdoar aqueles que nos ofenderam.

É possível que nós, simples mortais, não tenhamos grandes inimigos. Grandes inimigos costumam ter grandes empresários, homens de negócios, políticos de toda espécie. Acredito que a grande maioria de nós não seja nada disso. Mas pessoas antipáticas, pessoas que nos fizeram ou causaram algum mal, pessoas que nos deixaram de fazer o bem, pessoas que não nos aceitaram como somos, pessoas que não tiveram paciência conosco, pessoas que não souberam esperar nosso crescimento; estas pessoas existem. E hoje, o Evangelista pede-nos que percorramos, tranquilamente, a galeria antipática de todos estes. E, para sermos perdoados pelo Pai do Céu, que demos também uma absolvição a cada um e a cada uma dessas pessoas que ficaram, de uma maneira ou de outra, aquém de nossas expectativas, ou decididamente fizeram-nos sofrer. Não é possível ir a Deus, também sem um perdão generoso a cada um deles.

O perdão de Deus é infinitamente maior, e a nossa dívida com o Pai celeste é desproporcional às dívidas que outras pessoas possam ter a nosso respeito. Mas um perdão incondicional, que deve ser transmitido sempre que possível de maneira externa, nós devemos manifestar àqueles que, como eu acabo de dizer, causaram-nos e nos causam mal. Na vida dos grandes Cristãos e dos grandes Santos, houve sempre exemplos edificantes de perdão desinteressado. E, muitas vezes, uma nova etapa na existência só pode acontecer se houver um perdão incondicional precedente.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Fazei-nos, ó Deus, viver a vossa Palavra!

Cantinho da Celinha: Fazei-nos, ó Deus, viver a vossa Palavra!:

"Senhor Jesus, Redentor nosso, somos teus servos, somos teus amigos!

Tua Palavra nos alimenta. Ela é nosso sustento em meio às alegrias e preocupações desta vida.
Nela, encontramos esperança para caminhar,
forças para perdoar,
sustento para socorrer,
coragem para anunciar Tua misericórdia, Tua justiça e Tua paz.
Fica conosco, Jesus!
Não deixes que a transformemos em adorno de nossa casa, estudo de antiguidades, receita para sucesso imediato e descomprometido.
Envolve-nos hoje, com a Palavra que converte, une e conduz à missão.
Recebe-nos, um dia, com a Palavra que salva, perdoa e ressuscita.


Amém."

domingo, 13 de março de 2011

Homilia do Pe Fernando Cardoso 13 de março de 2011

Neste primeiro domingo da Quaresma, de longa tradição, proclama-se aos fiéis na Igreja, um texto sinótico que fala das tentações de Jesus. Desta feita nós o lemos em Mateus. Jesus foi realmente tentado? A resposta hoje é afirmativa; Jesus foi tentado ao longo de Sua vida pública. As tentações de Jesus, reais e não fictícias, foram tentativas de Satanás em desviar Jesus do destino que Lhe era traçado por Deus Pai, isto é, o destino do Justo sofredor. A este ponto, a pergunta pode ser modificada. Mas existe mesmo o tentador; existe o diabo? Na verdade, existem muitos cristãos e católicos que não crêem no diabo. É preciso fazer uma distinção; crer no diabo não é a expressão feliz. Nós cremos em Deus, porque crer significa colocar a confiança absoluta em, e nós, evidentemente, não colocamos nossa confiança absoluta em Satanás. Neste sentido, não cremos em Satanás. Aceitamos, no entanto, sua existência através dos textos da Revelação e sobretudo os textos do Novo Testamento.

Esta questão da existência ou não de Satanás parece a muitos uma discussão de biblioteca, uma discussão cerebrina, uma discussão sem grandes conclusões. Na verdade, Satanás não se importa com pessoas medíocres, com pessoas que estão na lama do vício e do pecado; estes são seus, estes já estão da sua parte e trabalham em função de Satanás. Satanás aparece em toda a sua virulência na vida dos Santos, na vida daqueles que desejaram converter-se verdadeira e definitivamente para Deus. Satanás aparece na vida daqueles que, definitivamente, despediram-se de todos os vícios e de todos os pecados; estes abandonam o império de Satanás e isto faz sim com que o demônio se assuste; perder súditos.

Na verdade, a Igreja coloca-nos este texto diante dos olhos para que cada um de nós leve a sério esta presença sinistra. Não é preciso temê-lo, mas também não brinquemos com o fogo. Repito; basta que uma pessoa queira deveras converter-se, para que sinta a força virulenta das tentações e as insinuações do mal na própria vida. Este, longe da biblioteca, dos livros e das discussões teológicas, experimenta a força negativa de Satanás.

sábado, 12 de março de 2011

Homilia do Pe Fernando Cardoso 12 de março de 2011

Ontem uma pergunta a Jesus: “porque os teus discípulos não jejuam?” Hoje outra pergunta: “porque – desta vez aos discípulos – o vosso Mestre come com publicanos e pecadores?” Um grande escândalo para aqueles fariseus, ver Jesus, sentado à mesa em intimidade, com um grupo de publicanos coletores de imposto, gente de moral duvidosa, e outros tantos pecadores, homens e mulheres. Jesus sai em defesa dos próprios discípulos. Em primeiro lugar uma resposta de bom senso: “Eu não sou chamado para os que estão com saúde, mas vim para os que necessitam de médico.” Em segundo lugar, uma resposta mais teológica: “Eu não vim chamar justos, mas pecadores.”

A Igreja nos faz ler este texto neste sábado quaresmal para nos chamar atenção sobre este ponto delicado; cada um de nós deve sentir-se um grande e miserável pecador. E se esta for a sensação verdadeira dentro de cada um, podemos esperar em Jesus o médico. É muito melhor mostrar a Jesus as próprias chagas, a própria miséria e a impotência em abandoná-las, a continuar, de certa maneira, a justificar os próprios pecados, a justificar a própria mediocridade de vida, a justificar, em última análise, um comportamento fechado, egoísta e pequeno diante de Deus.

É verdade, nós não nos escandalizamos mais com a presença de pecadores a nosso redor, e a própria Igreja deve aprender a conviver neste mundo em estado de mistura; ela estará sempre em estado de mistura porque justos e pecadores estarão sempre mesclados neste mundo. Porém, ela nos ensina, a partir de hoje e deste texto, que o melhor é não buscar justificativa para nossa mediocridade, para o nosso vício e para o pecado. O melhor, nesta quaresma, é manifestar toda esta úlcera interna que carregamos a Jesus Cristo; Ele é médico, Ele nos compreende e Ele é capaz de trazer-nos o remédio necessário. Este remédio há de ser a conversão radical neste tempo quaresmal.

Felicidade, onde moras? -Pe Fábio de Melo

O caminho da Páscoa do Senhor

O que mais nos afasta de Deus é o pecado

A Quaresma, com início na Quarta-feira de Cinzas, é um tempo litúrgico muito importante para a nossa caminhada cristã. Ajuda as pessoas e as comunidades eclesiais a se prepararem dignamente para a celebração da Páscoa do Senhor.

O período quaresmal é tempo sobremaneira apropriado à conversão de vida e à renovação interior. Aliás, não há Quaresma sem conversão. Converter-se é separar-se do mal e voltar-se para o bem. É mudar radicalmente de vida e de critérios. A conversão radical insere-se no coração da vida. Exige gestos concretos de amor e de misericórdia, de partilha fraterna e de justiça. Podemos dizer que o cristão é um convertido em estado de conversão, pois a conversão dura enquanto perdurar nosso peregrinar neste mundo.

Converter-se é procurar viver todos os dias a “vida nova”, da qual Cristo nos revestiu, transformando-nos n'Ele, para fazer um só corpo com Ele e com os irmãos.

Há em nós atitudes que devem morrer. Converter-nos, a cada dia, exige morrer aos poucos, sepultar-nos com Cristo para ressuscitarmos com Ele.

O amor de Deus chama-nos à conversão, a renunciar a tudo o que d'Ele nos afasta. O que mais nos afasta de Deus é o pecado. Pecar é estar no lugar errado, longe da amizade e da graça de Deus.

A conversão quaresmal significa, portanto, crescer na prática das virtudes cristãs. Somos sempre catecúmenos em formação permanente, progredindo no conhecimento e no amor de Cristo.

Ao longo da Quaresma, somos convidados para contemplar o Mistério da Cruz, entrando em comunhão com os sofrimentos de Cristo, tornando-nos semelhantes a Ele na Sua Morte, para alcançarmos a Ressurreição dentre os mortos (cf. Fl 3, 10-11). Isso exige uma transformação profunda pela ação do Espírito Santo, orientando nossa vida segundo a vontade de Deus, libertando-nos de todo egoísmo, superando o instinto de dominação sobre os outros e abrindo-nos à caridade de Cristo (cf. Bento XVI, Mensagem da Quaresma 2011).

O período quaresmal é ainda tempo favorável para reconhecermos a nossa fragilidade, abeirando-nos do trono da graça, mediante uma purificadora confissão de nossos pecados (cf. Hb 4, 16). Na Igreja “existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da penitência” (Santo Ambrósio). Vale a pena derramar essas lágrimas com uma boa confissão sacramental.

Jesus convida à conversão. Este apelo é parte essencial do anúncio do Reino de Deus: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova” (Mc, 1, 15).

O itinerário quaresmal é um convite à prática de exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna e às obras de caridade (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1438). É igualmente um tempo forte de escuta mais intensa da Palavra de Deus e de oração mais assídua.

Quanto mais fervorosa for a prática dos exercícios quaresmais, tanto maiores e mais abundantes serão os frutos que colheremos e hauriremos do mistério de nossa redenção.

Também a vivência da Campanha da Fraternidade ajuda a fazermos uma boa preparação para a Páscoa. A CNBB propõe para este ano o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como Lema: “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22).

Maria Santíssima, Mãe do Redentor, guie-nos neste itinerário quaresmal, caminho de conversão ao encontro pessoal com Cristo ressuscitado.

Com o coração voltado para Cristo, vencedor da morte e do pecado, vivamos intensamente o período santo e santificador da Quaresma.

Dom Nelson Westrupp, SCJ
Bispo Diocesano de Santo André (SP)

Você é uma pessoa atenta ás visitas de Deus?

Como acreditar naquilo que não toco?

Ter fé não é um ato mágico; exige de nós esforço

"A fé é o complemento aperfeiçoado da razão" (Manuel García Morente).
Nem sempre ter fé é fácil, muitas e muitas vezes, o fato de acreditar em Deus exige de nós uma alta capacidade de raciocinar e ponderar aquilo que é provável, possível ou impossível. Por que digo isso?!

Na sociedade em que vivemos a concepção de fé é completamente deturpada. Como se para tê-la fé, precisássemos parar de raciocinar ou pensar em tudo o que nos acontece. Como se o fato de termos fé tirasse de nós a capacidade de questionar o mundo ao nosso redor e até, muitas vezes, a nossa própria crença.
Afinal, a fé precisa passar pelo processo de construção e desconstrução; a fé que tínhamos quando crianças, precisa ser desconstruída, para construirmos uma fé madura. Para esse processo acontecer, a própria vida traz os seus desafios, suas frustrações, suas alegrias, seus fracassos e seus sucessos. A própria vida é matéria-prima para o amadurecimento da nossa fé. Nunca poderemos tocar a Deus somente usando da razão, mas com ela podemos intuí-Lo; a partir disso, a fé nos leva a dar um salto de qualidade e atribuir a Deus um papel que somente a razão não nos permite fazer.
Para facilitar o entendimento do que digo, Deus não realiza um milagre do “nada”. Ele sempre parte do esforço do homem, mesmo que esse esforço seja uma simples oração. Para acontecer um milagre é necessário nossa participação. Deus Pai se revela, mas também se faz necessário um esforço do homem. Quando conhecemos uma pessoa e a elegemos como especial para nós, é natural o processo de conhecê-la e dar-se a conhecer. Na experiência com o Altíssimo acontece algo semelhante: O buscamos e Ele se revela a nós; O procuramos mais, Ele se revela mais ainda. Nunca paramos de conhecê-Lo.
Agora, se mesmo com toda essa argumentação o ato de ter fé lhe parecer muito difícil, quero convidá-lo para, de maneira muito sincera, olhar para o que está ao seu redor e perceber os “rastros de Deus”. Veja o pôr-do-sol em uma praia, o voo dos pássaros, a terna relação entre mãe e filho e, com certeza, você perceberá que são fatos e gestos que fogem de uma explicação cientifíca ou racionalista, permeados pela beleza e o afeto que surgem de Deus. Na sua vida, olhe com coragem e perceba os momentos que, muitas vezes, são difíceis e doloridos, mas Deus, de alguma maneira se deixa ser encontrado.
Dê a Deus o crédito que a Ele é devido, sabendo que ter fé não é um ato mágico, mas ao contrário, exige de nós um esforço enorme. Porque acreditar em Deus é simples, mas não fácil. Exatamente porque se a vida fosse feita de coisas fáceis, nunca conseguiríamos ser homens e mulheres de verdade. Ter fé significa, acima de tudo, relacionar-se com Aquele que deseja que o busquemos com toda a nossa força e o nosso coração: Deus!

Luis Filipe Rigaud
cn.luisfilipe@gmail.com

Como ser uma mulher de Deus?

Papa destaca importância da cidadania e da liberdade religiosa

Nicole Melhado
Da Redação, com Boletim da Santa Sé (Tradução equipe CN Notícias)

O Papa Bento XVI recebeu neste sábado, 12, os membros da Associação Nacional das Comunidades Italianas (ANCI) e destacou, em seu discurso, a importância da cidadania, tema amplamente refletido pela Igreja e pelo governo italiano, ressaltando que a cidadania constitui um dos âmbitos fundamentais da vida e da convivência entre as pessoas. 
 
“Hoje a cidadania se coloca, justamente, no contexto da globalização, que se caracteriza, entre outras coisas, pelos grandes fluxos imigratórios. Diante desta realidade é preciso saber ligar solidariedade e respeito às leis, para que a harmonia social não seja perturbada e se tenha consideração pelos princípios de direito e pela tradição cultural também religiosa”, enfatizou o Santo Padre. 

Bento XVI ressaltou aos prefeitos, que deles é requisitado sempre uma especial dedicação ao serviço público que esses prestam aos cidadãos, sendo eles promotores da colaboração, da solidariedade e da humanidade. 

O Pontífice ressaltou também a importância da combinação entre solidariedade e subsidiariedade, porque “a subsidiariedade sem a solidariedade se esgota no particularismo social, e do mesmo modo, sem a solidariedade a subsidiariedade torna-se um assistencialismo que humilha os necessitados”. 

Em seu discurso, parabenizando os 150 anos da associação, o Papa destacou que “a multiplicidade dos sujeitos, das situações, não está em contradição com a unidade da Nação” e “a unidade e pluralidade são, em diversos níveis,  incluindo a eclesial, dois valores que se enriquecem mutuamente, se são tidos no correto e recíproco equilíbrio”.

O Santo Padre lembrou que a Igreja não pede por privilégios, mas pede o poder para desenvolver sua missão e um efetivo respeito pela liberdade religiosa. “Infelizmente, em outros países, as minorias cristãs são frequentemente vítimas de discriminações e perseguições”, destacou o Papa. 

A proposta aprovada pelo Conselho Nacional Italiano em 11de fevereiro, segundo Bento XVI, tem “o caráter inegável da liberdade religiosa fundamentada na livre e pacífica convivência entre os povos”.

Dicas de penitência para a Quaresma

sexta-feira, 11 de março de 2011

Vídeo da Campanha da Fraternidade 2011

História da Campanha da Fraternidade

A Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II. O primeiro documento conciliar aprovado foi sobre a Liturgia. O documento Lumen Gentium, constituição dogmática sobre a Igreja - sua natureza e missão evangelizadora - foi também dos primeiros documentos refletidos e aprovados pelo Concílio. Surgiu de um discurso do Cardeal Suenens, no final da primeira sessão. Foi aprovado no final do Concílio.

A primeira das Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano, após o período conciliar, em Medellín (1968), foi convocada para a implementação do Concílio, no Continente. A reflexão sobre a realidade latino-americana levou a Igreja a enfrentar o desafio da pobreza e da urgente presença transformadora nas estruturas sociais. A Conferência de Puebla, dez anos depois, acentuou ainda mais a dimensão social da fé e da vivência cristã, a fim de superar a situação de marginalização, opressão e exclusão em que vive a maioria do povo, criando-se um clima de comunhão e participação.

Os temas da Campanha da Fraternidade, inicialmente, contemplaram mais a vida interna da Igreja. A consciência sempre maior da realidade sócio-econômico-política, marcada pela injustiça, pela exclusão e por índices sempre mais altos de miséria, fez escolher como temas da Campanha aspectos bem determinados desta realidade em que a Fraternidade está ferida e cujo restabelecimento é compromisso urgente de fé. A partir do início dos encontros nacionais sobre CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.

Alguns pontos de referência na escolha dos temas são:


Aspectos da vida da Igreja e da sociedade (eventos especiais, como centenário da Rerum Novarum em 1991 - Solidários na Dignidade do Trabalho; ano da família em 1994 - A Família, como vai?);


Desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira;

As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e documentos do Magistério da Igreja Universal;

A Palavra de Deus e as exigências da Quaresma.

Ao longo dos mais de trinta anos, podem ser destacadas as seguintes fases nos seus temas:

1a FASE: EM BUSCA DA RENOVAÇÃO INTERNA DA IGREJA


Renovação da Igreja

CF-64 Tema: Igreja em Renovação
CF-66Lema: Lembre-se: você também é Igreja

CF-65 Tema: Paróquia em Renovação
Lema: Faça de sua paróquia uma Comunidade de fé, culto e amor

Renovação do Cristão

CF-66 Tema: Fraternidade
Lema: Somos responsáveis uns pelos outros

CF-67 Tema: Co-responsabilidade
Lema: Somos todos iguais, somos todos irmãos

CF-68 Tema: Doação
Lema: Crer com as mãos

CF-69 Tema: Descoberta
Lema: Para o outro, o próximo é você

CF-70 Tema: Participação
Lema: Participar

CF-71 Tema: Reconciliação
Lema: Reconciliar

CF-72 Tema: Serviço e Vocação
Lema: Descubra a felicidade de servir

2a FASE: A IGREJA PREOCUPA-SE COM A REALIDADE SOCIEAL DO POVO, DENUNCIANDO O PECADO SOCIAL E PROMOVENDO A JUSTIÇA (VATICANO II, MEDELLÍN E PUEBLA)

CF-73 Tema: Fraternidade e Libertação
Lema: O egoísmo escraviza, o amor liberta

CF-74 Tema: Reconstruir a Vida
Lema: Onde está teu irmão?

CF-75 Tema: Fraternidade é Repartir
Lema: Repartir o Pão

CF-76 Tema: Fraternidade e Comunidade
Lema: Caminhar juntos

CF-77 Tema: Fraternidade na Família
Lema: Comece em sua casa

CF-78 Tema: Fraternidade no Mundo do Trabalho
Lema: Trabalho e justiça para todos

CF-79 Tema: Por um mundo mais humano
Lema: Preserve o que é de todos

CF-80 Tema: Fraternidade no mundo das Migrações Exigência da Eucaristia
Lema: Para onde vais?

CF-81 Tema: Saúde e Fraternidade
Lema: Saúde para todos

CF-82 Tema: Educação e Fraternidade
Lema: A verdade vos libertará

CF-83 Tema: Fraternidade e Violência
Lema: Fraternidade sim, violência não

CF-84 Tema: Fraternidade e Vida
Lema: Para que todos tenham Vida

3a FASE: A IGREJA VOLTA-SE PARA SITUAÇÕES EXISTENCIAIS DO POVO BRASILEIRO

CF-85 Tema: Fraternidade e fome
Lema: Pão para quem tem fome

CF-86 Tema: Fraternidade e terra
Lema: Terra de Deus, terra de irmãos

CF-87 Tema: A Fraternidade e o Menor
Lema: Quem acolhe o menor, a Mim acolhe

CF-88 Tema: A Fraternidade e o Negro
Lema: Ouvi o clamor deste povo!

CF-89 Tema: A Fraternidade e a Comunicação
Lema: Comunicação para a verdade e a paz

CF-90 Tema: A Fraternidade e a Mulher
Lema: Mulher e homem: imagem de Deus

CF-91 Tema: A Fraternidade e o Mundo do Trabalho
Lema: Solidários na dignidade do trabalho

CF-92 Tema: Fraternidade e Juventude
Lema: Juventude - caminho aberto

CF-93 Tema: Fraternidade e Moradia
Lema: Onde moras?

CF-94 Tema: A Fraternidade e a Família
Lema: A família, como vai?

CF-95 Tema: A Fraternidade e os Excluídos
Lema: Eras tu, Senhor?

CF-96 Tema: A Fraternidade e a Política
Lema: Justiça e paz se abraçarão!

CF-97 Tema: A Fraternidade e os Encarcerados
Lema: Cristo liberta de todas as prisões!

CF-98 Tema: Fraternidade e Educação
Lema: A serviço da vida e da esperança!

CF-99 Tema: Fraternidade e os desempregados
Lema: Sem trabalho... Por quê?

CF-2000
Ecumênica Tema: Dignidade Humana e Paz
Lema: Novo milênio sem exclusões
Na celebração do Grande Jubileu da Encarnação a Campanha da Fraternidade foi realizada pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC).

CF-2001 Tema: Campanha da Fraternidade
Lema: Vida sim, drogas não!

CF-2002 Tema: Fraternidade e Povos Indígenas
Lema: Por uma terra sem males

CF-2003 Tema: Vida, dignidade e esperança
Lema: A Fraternidade e as pessoas idosas

CF-2004 Tema: Água, fonte de vida
Lema: Fraternidade e Água

CF-2005 Tema: Felizes os que promovem a paz
Lema: Solidariedade e Paz

CF-2006 Tema: Fraternidade e pessoas com deficiência
Lema: "Levanta-te, vem para o meio”(Mc 3,3)

CF-2007 Tema: Amazônia e Fraternidade
Lema: Vida e missão neste chão

CF-2008 Tema: Fraternidade e Defesa da Vida
Lema: "Escolhe, pois, a Vida" (Dt 30,19)

CF-2009 Tema: Fraternidade e Segurança Pública
Lema: A paz é fruto da justiça (Is 32, 17)

CF-2010 Tema: Economia e Vida
Lema: Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro (Mt 6,24)

CF-2011 Lema: A criação geme em dores de parto (Rm 8,22)
Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta
Objetivo Geral:
Contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

Homilia do Pe Fernando Cardoso - 11 de março de 2011

Alguém perguntou certa vez a Jesus: porque os teus discípulos não jejuam, enquanto jejuam os discípulos de João Batista e dos fariseus? Esta pergunta poderia ser feita a nós, no início desta quaresma. Na verdade, a Igreja foi gradualmente eliminando a lei do jejum. Esta obrigação praticamente não existe mais, subsistindo apenas em dois dias por ano: quarta-feira de cinzas, que já passou, e sexta-feira Santa. No entanto, não existe lei e, sobretudo dispensa canônica, que nos dispense efetivamente de irmos a Deus por inteiro, isto é, não apenas com o nosso espírito, mas com o nosso corpo também.

O corpo, na verdade, nada mais é do que a maneira de exprimir-se do próprio espírito. Quem é cristão deve sê-lo não apenas espiritualmente, não apenas teoricamente, não apenas em suas idéias, mas na verdade de seu ser completo; em seu corpo também. Jejuar, diminuir o ritmo da alimentação, manter durante algum tempo um estômago semi vazio; em primeiro lugar auxilia enormemente a própria prática da oração. Em segundo lugar, quem jejua com relação a alimentos, mas também com relação a diversões que o mundo oferece, imagens de televisão, cinemas, filmes, distrações; quem jejua com a própria língua, diminuindo um pouco o volume de suas conversas, este vai a Deus com seu corpo também. Este, ao jejuar, ensina a si mesmo, didaticamente, que este mundo não o faz feliz de maneira acabada e plena.

Quem é capaz de dizer não a um determinado alimento, a uma determinada bebida, a uma determinada diversão, a um determinado passa-tempo, a uma determinada conversa inútil, para dedicar-se mais a Deus, fala com a verdade do próprio ser, que não é apenas um espírito mas um espírito encarnado, que este mundo não é capaz de realizá-lo definitivamente. Quem não faz isto, de certa maneira ilude-se porque, ao mesmo tempo em que diz, teoricamente, com a mente, eu sou de Cristo, na verdade corpórea de seu ser, enche-se com tudo aquilo que o mundo atualmente pode oferecer e não deixa, de maneira concreta também, espaço para Deus. Não existe lei canônica que nos dispense de ir a Deus não só com nosso espírito, não só com nossa mente, mas também com a verdade corpórea que vivemos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Homilia do Pe Fernando Cardoso

10 de março de 2011

Aqueles que desejarem adquirir, para enriquecimento pessoal e espiritual, as minhas pregações durante o Retiro de Carnaval, peço visitem o meu site pessoal.

Jesus, neste segundo dia da quaresma, fala-nos a respeito de Seu fim, o fim que O espera. O Filho do Homem deve sofrer muito, Ele será rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, deve ser conduzido à morte e ressurgir ao terceiro dia. Esta é a realidade de Cristo; este foi Seu destino, diante do qual Ele não hesitou. Mas depois de nos mostrar Seu destino pessoal, Jesus nos diz: “se alguém quiser vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome a cruz de cada dia e me siga.” Três ordens dadas por Jesus.

Em primeiro lugar, renegar-se a si mesmo, isto é, dizer não, e não definitivo, à parte pior de nós mesmos, àquela parte não evangelizada, àquela parte que, de forma nenhuma, em nós, está destinada a ter um acabamento na glória. Segunda exortação: Lucas insiste na cruz de cada dia porque, à época em que escrevia este texto, provavelmente a Igreja gozasse de paz e não se falava em martírio ou derramamento de sangue. Mas para quem não é martirizado, resta a cruz de cada dia, resta a porta estreita, para a qual nos convida Jesus nesta vida, porque é larga a outra que conduz à perdição. A este propósito, e a esta altura, poderíamos realizar, ou fazer, a seguinte pergunta: eu já sofri alguma coisa pela minha fé? Seria de se temer se a resposta fosse negativa: eu, até hoje, nada sofri pela minha fé. A terceira e última exortação de Jesus àqueles que querem, com Ele, realizar uma quaresma profunda, é segui-lo; segui-lo na leitura diária do Evangelho; segui-lo com tranqüilidade mas deixando que Suas palavras penetrem a fundo o coração, como aquela chuva mansa, continuada, perseverante, que cai na terra e a vai, pouco a pouco, embebendo e fecundando. É desta maneira que somos convidados a seguir Jesus nesta Quaresma.

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