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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Os Sete Dons do Espírito Santo

- Os Sete Dons do Espírito Santo

VAMOS ENTERDER MELHOR ESTES DONS:
a) Saberia. Ela nos leva ao verdadeiro conhecimento de Deus e a buscar os reais valores da vida. O homem sábio e a mulher sábia é aquele(a) que pratica a justiça, tem um coração misericordioso, ama intensamente a vida, porque a vida vem de Deus.
b) Inteligência. Este dom nos leva a entender e a compreender as verdades da salvação, reveladas na Sagrada Escritura e nos ensinamentos da Igreja.
Ex. Deus é Pai de todos; em Jesus, Filho de Deus, somos irmãos ...
c) Ciência. A capacidade de descobrir, inventar, recriar formas, maneiras para salvar o ser humano e a natureza. Suscita atitudes de participação, de luta e de ousadia, frente a cultura da morte.
d) Conselho. É o dom de orientar e ajudar a quem precisa. Ele permite dialogar fraternalmente, em família e comunidade, acolhendo o diferente que vive em nosso meio. Este dom capacita a animar os desanimados, a fazer sorrir os que sofrem, a unir os separados ...
e) Fortaleza. É o dom de tornar as pessoas fortes, corajosas para enfrentar as dificuldades da fé e da vida. Ajuda aos jovens a ter esperança no futuro, aos pais assumirem com alegria seus deveres, às lideranças a perseverarem na conquista de uma sociedade mais fraterna.
f) Piedade. É o dom da intimidade e da mística. Coloca-nos numa atitude de filhos buscando um dialogo profundo e íntimo com Deus. Acende o fogo do amor: amor a Deus e amor aos irmãos.
g) Temor de Deus. Este dom nos dá a consciência de quanto Deus nos ama. "Ele nos amou antes de tudo". Por isso, precisamos corresponder a este amor.
Para que o Espírito Santo nos conceda seus dons pedimos:
Vem, Espírito de Deus,
enche os nossos corações com tua graça.
És o sopro de Deus
que dá vida ao que está morto,
que dá vida ao nosso ser
e que nos tira do túmulo da preguiça e
do comodismo.
És fogo que queima o que está errado em nós,
que aquece nosso coração para amar,
que ilumina nossa mente para entender.
Faze-nos conhecer Jesus Cristo
que veio revelar o amor do Pai.
Faze-nos conhecer o pai e sua bondade infinita.
Faze-nos tuas testemunhas,
instrumentos nas tuas mãos
para que os corações dos homens se transformem
e assim a terra se renove.
Para que reine a justiça e a paz,
a solidariedade e o amor.
Para que o Reino de Deus se estenda cada dia mais Amém.
Ir. Marlene Bertoldi
BIBLIOGRAFIA:
Secretariado Regional Sul II, Espiritualidade do Catequista.
CODINA, Victor, IRARRAZAVAL, Diego. Sacramentos de Iniciação, Vozes, Petrópolis.
http://www.pime.org.br/catequese/cateqmjdinsete.htm

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

CNBB divulga nota sobre ética e programas de TV

ConsepFev2011


O Conselho Episcopal Pastoral da CNBB (Consep) divulgou uma nota no final da tarde desta quarta-feira, 16, manifestando-se sobre o “baixo nível moral que se verifica em alguns programas das emissoras de televisão”.  Os bispos citam especialmente os reality shows “que têm o lucro como seu principal objetivo”.
Após destacar a importância da TV para a sociedade brasileira, reconhecida pelo prêmio Clara de Assis de Televisão dado pela CNBB anualmente, os bispos lamentam que “serviços prestados com apurada qualidade técnica e inegável valor cultural e moral” sejam “ofuscados” por programas como os reality show.

Para os bispos, os reality shows “atentam contra a dignidade da pessoa humana, tanto de seus participantes, fascinados por um prêmio em dinheiro ou por fugaz celebridade, quanto do público receptor que é a família brasileira”.

A nota se dirige tanto às TVs quanto ao Ministério Público, aos pais, mães,  educadores, anunciantes e publicitários, conclamando cada um desses atores a refletir sobre sua responsabilidade em relação à qualidade dos programas na televisão.

Fonte: CNBB

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Confissão e oração são armas poderosas contra o mal

A luta entre o bem e o mal é travada todos os dias dentro de nós e nem sempre é fácil resistir às tentações do maligno. O que fazer para fortalecer a fé? A confissão e a oração são armas poderosas que podem ajudá-lo a enfrentar os problemas em Deus e não desistir do caminho da santidade.

Durante o acampamento de cura e libertação “Livrai-nos do mal” - que acontece na sede da Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), até domingo, 20 -, foi montada uma estrutura especial para atender os peregrinos.



Os confessionários funcionam das 8h às 15h, no sábado; e das 7h30 às 11h30, no domingo. Cerca de treze padres estão atendendo os fiéis. Só na parte desta manhã por volta de 140 pessoas tinham se confessado no local.


O padre salvista Leão Pedro, que atende as confissões, explica que o perdão de Deus, por meio deste sacramento, tem o poder de nos libertar das prisões do pecado. “Em Mateus 16, 19, diz: 'O que ligares na Terra será ligado no céu, e o que desligares na Terra será desligado no céu'. Pela confissão somos desligados do pecado e passamos a ser ligados na graça de Deus”.

A Casa de Maria também busca ajudar os peregrinos. Oferecendo atendimento pessoal e aconselhamento, ela funciona neste evento das 8h30 às 14h, nos dois dias. Aproximadamente 120 pessoas devem passar pelo local até amanhã.

A mineira Diva de Oliveira, de 42 anos, foi atendida durante o evento e afirma se sentir mais leve. “Eu gostei muito desse momento de oração, consegui ser libertada de mágoas e ressentimentos que estavam no meu coração há muito tempo”, testemunhou.

Além da Casa de Maria e dos confessionários, o fiel também pode ter um momento especial com Maria, na Ermida Mãe Rainha; e adorar Jesus Sacramentado, na Capela Sagrada Família. “A oração é a chave da graça, é a porta das bençãos que se abre a nós”, explicou a cofundadora da Canção Nova, Luzia Santiago, que lança seu DVD “Livrai-nos do mal” durante o acampamento.

A missionária salienta ainda que, por meio da oração, é possível permanecer em Deus, estar sempre em contato com Ele, o que ajuda a não pecar. “A oração nos assegura de estarmos vigilantes e, assim, Deus, constantemente, nos dá a graça de perceber o que é o mal e o que é o bem, para que possamos escolher o bem”.

Papa explica que santidade sacerdotal exige oferta completa de si

Leonardo Meira
Da Redação



O Papa Bento XVI recebeu em audiência diversos integrantes do Pontifício Colégio Filipino, que comemora 50 anos de fundação em 2011, na manhã deste sábado, 19.

"Estou confiante de que todos vós sereis inspirados pelo mistério de Cristo e abraçareis o chamado do Senhor à santidade, que requer de vós, como padres, nada menos que a oferta completa de vossas vidas e trabalhos para Deus", ressaltou o Sucessor de Pedro.

O Pontífice salientou que o Colégio é uma casa de formação que permite que muitos sacerdotes filipinos obtenham as graduações nas ciências sagradas e sirvam melhor a Igreja em todo o mundo.

"Encorajo-vos a crescer na fé, a lutar pela excelência em vossos estudos e a aproveitar todas as oportunidades que vos são oferecidades para obter maturidade teológica e espiritual, de tal forma que estejam bem equipados, treinados e encorajados para o que vos espera no futuro", afirmou.

O Santo Padre também salientou que uma completa formação sacerdotal não inclui apenas a esfera acadêmica, mas principalmente a história viva de uma Igreja com o testemunho luminoso dos mártires, cujos sacrifícios se configuraram perfeitamente com a pessoa de Jesus Cristo.

"Não esqueçais do afeto do Papa por vós e por vossa terra natal", concluiu o Papa.

Ama teu próximo e compartilha o teu "milho"

O amor começa com as pessoas mais próximas a nós

Sabemos que devemos amar, porém, muitas vezes, não encontramos o caminho para começar a fazê-lo. Conhecemos o objetivo, no entanto, nem sempre está em nossas mãos a estratégia.

A resposta achamos no Novo Testamento:

Jesus disse: "Ama teu próximo"... É dizer, ao mais perto, o que está a seu alcance fazer por ele.

São Paulo, por sua parte, expressa: "Ama a todos, porém, especialmente os irmãos na fé" (Gal 6, 10).

São Pedro: quando o pescador de Cafarnaum teve êxito naquela pesca tão abundante, cujas redes quase se romperam, não capturou todos os peixes para si, mas compartilhou seu sucesso com seus companheiros que estavam do outro lado da orla. O milagre consistiu em que a barca dos outros também ficara repleta, sem que a de Pedro tivesse menos peixes.

Em uma ocasião, um jovem repórter perguntou a um fazendeiro na Argentina se ele poderia revelar o segredo do porquê, ano após ano, vencera o concurso nacional para o melhor produtor de milho. O lavrador, muito simples, confessou:

- "É que eu compartilho minhas sementes com os vizinhos".

- "Mas por que você compartilhar suas sementes com seus vizinhos, se eles também entram na mesma competição?", retrucou o repórter.

- "Veja, jovem, - disse o agricultor olhando para aqueles imensos campos – o vento que vai daqui para lá logo regressa de lá para cá e leva o pólem do milho maduro de um campo a outro. Se meus vizinhos cultivassem um milho de qualidade inferior, a polinização cruzada degradaria a qualidade do minha plantação [milho]. Se vou semear um bom milho, devo ajudar para que meus vizinhos também o façam".

O amor começa com as pessoas mais próximas a nós; é com elas que começamos a compartilhar "nossos milhos" para formar um tecido do corpo, onde se vive o Reino de Deus.

O Bom Samaritano não foi chamado para salvar todos os moribundos, apenas um foi encontrado na estrada (cf. Lucas 10, 33-35).

Aqueles que pretendem viver bem, devem apoiar aqueles que estão perto deles. E quem optar por ser feliz deve ajudar seus irmãos e amigos a encontrar a felicidade, porque a fortuna de cada um está hipotecada ao bem-estar daqueles que o cercam. Os países que querem progredir, devem incentivar os seus vizinhos a fazer o mesmo também.

Não é construindo cercas ou muros nas fronteiras que faremos progressos, mas compartilhando o "milho" da nossa alegria, paz e desenvolvimento com o mais próximo. Desta forma, vamos crescer pessoalmente e juntos com mais força.

Senhor Jesus, Tu participaste Tua divindade conosco, para nos ensinar a viver como filhos de Deus. Ensina-nos a partilhar a nossa humanidade com os outros, nossos dons e talentos, o nosso material, espiritual e intelectual.

Eu quero aprender a compartilhar o "milho" do meu tempo, minha capacidade de ouvir, a minha solidariedade, e os segredos de meus sucessos e triunfos com aqueles mais próximos a mim. Não me deixe, Senhor, construir muros para defender-me, porque eles me afastam de meus irmãos, que são Seus filhos.

Que o vento impetuoso do Teu Espírito Santo leve, daqui para lá e de lá para cá, a riqueza do melhor de nós mesmos, começando com aqueles mais próximos a nós.

José H Prado Flores
Pregador internacional, fundador e diretor internacional
das Escolas de Evangelização Santo André

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Número de sacerdotes e batizados no mundo aumenta, revela Anuário

Leonardo Meira
Da Redação, com informações do Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé (tradução de CN Notícias)

Entre 2008 e 2009, o número de católicos no mundo aumentou 1,3% (de 1,166 para 1,181 bilhão). Já o total de sacerdotes cresceu 0,34% (de 409.197 para 410.593). Os dados fazem parte do Anuário Pontifício, divulgado na manhã deste sábado, 19.

O volume revela várias novidades sobre a vida da Igreja Católica no mundo. Confira as principais.


Fiéis batizados

O aumento absoluto de fiéis foi de 15 milhões, mas a distribuição do número de católicos é diferente da populacional – isto é, nem sempre a maior concentração de pessoas é sinônimo de quantidades maiores de cristãos.

Nas Américas, de 2008 a 2009, a população total correspondeu a 13,6% do total de habitantes no planeta. Por sua vez, o continente concentra 49,4% da população católica do mundo. Na Ásia, onde os habitantes correspondem a 60,7% da população mundial, o número de católicos está na ordem de 10,7% do total. Já na Europa, onde o número de habitantes é apenas três pontos percentuais inferior à América, a população católica corresponde a apenas 24% - praticamente metade do número de fiéis presentes nas Américas. Tanto para os países africanos quanto para os da Oceania, o peso da população sobre o total mundial não difere muito do número de católicos (15,2% e 0,8%, respectivamente, para a África e Oceania).


Clero
A população sacerdotal permanece com uma onda de crescimento moderada, iniciada no ano 2000, após um longo período de resultados bastante decepcionantes. O número dos sacerdotes, seja diocesanos, seja religiosos, aumentou 1,34% ao longo dos últimos 10 anos, passando de 405.178 em 2000 para 410.593 em 2009.

O aumento deriva do crescimento de 0,08% do clero religioso e ao aumento de 0,56% do diocesano. O decrescimento percentual afetou somente a Europa (-0,82% para os diocesanos e -0,99% para os religiosos), dado que nos outros continentes o número de sacerdotes como um todo aumentou. Com exceção da Ásia e da África, o clero religioso diminuiu em todos os lugares.

Já o número de Bispos no mundo passou – de 2008 a 2009 – passou de 5002 a 5065, com um aumento de 1,3%.O continente mais dinâmico é o africano (1,8%), seguido da Oceania (1,5%), enquanto Ásia (0,8%) e Américas (1,2%) estão abaixo da média geral. Para a Europa, o aumento é de cerca de 1,3%.

Os diáconos permanentes aumentaram 2,5%, passando de 37.203 em 2008 para 38.155 em 2009. A presença dos diáconos melhorou na Oceania e na Ásia em ritmos elevados: na Oceania, onde os diáconos não chegam ainda a 1% do total, o aumento foi de mais de 19%, chegando a 346 diáconos em 2009. Na Ásia, o incremento foi de 16%.
Mas o aumento mais considerável registra-se também nas áreas onde a presença já é quantitativamente mais relevante. Nas Américas e na Europa, onde, em 2009, residiam cerca de 98% dos diáconos permanentes do mundo, o crescimento foi de, respectivamente, 2,3% e 2,6% com relação a 2008.

O número dos candidatos ao sacerdócio no mundo cresceu 0,82%, passando de 117.024 em 2008 para 117.978 em 2009. Grande parte desse aumento atribui-se a Ásia e a África, com ritmos de crescimento de 2,39% e 2,20%, respectivamente. A Europa e as Américas registraram uma contração, respectivamente, de 1,64% e 0,17% no mesmo período.

Uma diminuição foi registrada entre os religiosos professos. Em 2008, eram 739.068; em 2009, eram 729.371. A crise, portanto, permanece, exceto na África e Ásia, onde há um aumento nos números.


Estrutura
Em 2010, foram erigidas pelo Santo Padre 10 novas Sedes Episcopais, 1 Exarcado Apostólico e 1 Vicariato Apostólico. Também foram elevadas: 1 Diocese a Sede Metropolitana; 2 Prelaturas a Dioceses; 2 Prefeituras e 1 Administração Apostólica a Vicariatos Apostólicos.

Os dados estatísticos, referentes ao ano de 2009, fornecem uma análise sintética das principais dinâmicas referentes à Igreja Católica nas 2956 circunscrições eclesiásticas do planeta.


O Anuário
Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja) informa sobre os aspectos salientes que caracterizam a atividade da Igreja Católica nos diversos Países e nos Continentes em particular.

O Anuário Pontifício 2011 foi apresentado ao Papa Bento XVI na manhã deste sábado, 19, pelo secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone, e pelo Substituto da Secretaria de Estado para Assuntos Gerais, Dom Fernando Filoni.

A redação do novo Anuário esteve aos cuidados do encarregado do Escritório Central de Estatística da Igreja, monsenhor Vittorio Formenti, do professor Enrico Nenna e de outros colaboradores.

Já o complexo trabalho de imprensa foi, por sua vez, gerenciado pelos padres Pietro Migliasso, SDB, Antonio Maggiotto,SDB, e Giuseppe Canesso, SDB, respectivamente Diretor-Geral, Diretor-Comercial e Diretor-Técnico da Tipografia Vaticana. O volume estará disponível em brave para venda nas livrarias.

O Santo Padre agradeceu pela homenagem, mostrando vivo interesse pelos dados ilustrados e desejando expressar Sua gratidão a todos aqueles que colaboraram para a nova edição do Anuário.

Leia mais
.: Anuário Pontifício 2010: estatísticas da Igreja no mundo

Os dedos teclam o que está no coração

Na era digital estamos sedentos de ouvir Deus falar

Recentemente, um artigo publicado na edição on-line da revista Science tentou responder quantas informações há dando voltas ao mundo. O número é algo impressionante: 295 exabyte, ou seja, “315 vezes todos os grãos de areia da face da terra”, segundo os cálculos de uma agência de notícias.

Um outro dado interessante é que quase todas essas informações são frutos da era digital e estão armazenadas em servidores ou na nossa troca de informações por intermédio de aparelhos tecnológicos, como celulares, GPS's e televisores.

Duas perguntas me vieram ao pensamento: “Como contaram os grãos de areia da face da terra?” e “Para onde caminha a humanidade com tantas palavras?”.

De fato, estamos na era da informação, sendo plasmados pela cultura “high-tech”, pelo sistema “very fast” (muito rápido). Comemos rápido, andamos apressados, trabalhamos de modo ligeiro, convivemos pouco, vivemos estressados – sinta-se livre para colocar mais sinônimos.

Mas, talvez, o perigo maior não esteja na quantidade ou na velocidade da informação em si, mas na seleção das verdadeiras palavras, no discernimento do que estou recebendo, porque o receptor de todos esses “bytes” é o homem.

Em nossa cultura digital, nem tudo o que transborda é verdadeiramente uma palavra que preencha o coração do homem. Uma prova disso é que temos 5 mil "amigos" ou seguidores nos nossos perfis de redes sociais e quando deitamos a cabeça no travesseiro parece que a solidão também faz parte do nosso grupo de "followers" (seguidores). Talvez, se fizessem uma pesquisa, constatassem que o aumento de palavras (informações) no mundo também é proporcional ao aumento do vazio interior do homem, pois “[O Verbo] era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (Jo 1, 9-11)

Sim, estamos sedentos de ouvir Deus falar. No fundo do coração e de sua consciência, o ser humano quer Deus e O procura; mas “como invocarão aquele em quem não têm fé? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão falar, se não houver quem pregue?” (Rom 10, 14).

Eis aqui o desafio que nos é proposto por Bento XVI: mostrar o Rosto de Cristo nesta cultura digital. Teclar o que está contido num coração conquistado por Jesus, mostrar que o pedido da humanidade ainda está contido na prece que fazemos em cada Eucaristia: “Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei salvo”.

Em meio a "exabytes" de vozes, guardemos "A Palavra" e fiquemos com Jesus Cristo, para que o mundo seja salvo. Basta o Verbo, o Filho de Deus, revelado a nós e transbordado por nosso intermédio para que, também, essa cultura “high-tech” sinta o suave “perfume de Cristo” (cf. II Cor 2, 15).

Esta é a profecia que devemos levar ao mundo digital, pois, se a boca fala do que está cheio o coração, os dedos teclam o que também está nele.

“Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós” (Atos 17, 27)

Convido você para atender o apelo de Bento XVI no mundo digital. Vamos fazer uma "Revolução Jesus" na internet e ecoar a Palavra de Deus que diz "Desperta, tu que dormes! Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará" (Ef 5, 14).

Daniel Machado
conteudoweb@cancaonova.com

Uma prova de amor

Quem exige tal comprovação apenas confirma sua imaturidade

Para saber se existe amor entre duas pessoas não é necessário fazer alguns testes. Um relacionamento verdadeiro não altera nosso organismo a ponto de algo ser detectado num exame laboratorial, nem pode ser medido pela quantidade de presentes valiosos que recebemos. Podemos nos encantar com a beleza de alguém, mas seus atributos e sua performance na intimidade não nos garantem que tal pessoa seja aquela que esperamos ser o (a) esposo (a) perfeito (a).

Quando compramos um produto, queremos nos certificar da garantia de qualidade desse item que estamos levando para casa. Contudo, num relacionamento a dois, a garantia de estarmos sendo correspondidos não se dará por meio de loucas manifestações de amor em público ou da pressão psicológica do namorado que insiste em querer uma “prova de amor”. Qualquer proposta que desrespeite os direitos da outra pessoa apenas reforça a imaturidade do relacionamento e também da pessoa que exige tal comprovação. Há outras maneiras de provar que amamos alguém sem usar as palavras ou forçar uma situação na qual apenas um seja beneficiado.

A atenção e o zelo pelo outro tendem a colocar a pessoa amada sempre em primeiro lugar. Entre casais que dizem se amar não pode haver sentimentos ou atitudes de egoísmo. Há namorados que poderiam afirmar milhões de vezes amar a namorada, entretanto, nem sempre seus gestos refletem o que é falado, pois, com atitudes, muitas vezes, grosseiras, expõem-na a situações vexatórias, tanto em gestos como em palavras. Alguns nem mesmo se preocupam em reservar momentos oportunos para tratar de assuntos que dizem respeito somente ao casal. Em algumas circunstâncias, tratam a pessoa amada como alguém sem direito a expressar sua vontade ou opinião. Há outros ainda que tentam convencer a namorada de que, para provar o seu amor, eles deveriam viver a intimidade.

Um namorado honesto não vai exigir da namorada nada em troca para que ele possa amá-la ou respeitá-la ainda mais.

Se o namorado deseja provar seu amor para a namorada ou vice-versa, penso que melhor seria, para ambos, aprenderem a ser suportes um para o outro, especialmente quando a pessoa amada não estiver vivendo uma boa fase em sua vida. Que o casal de namorados saiba ouvir ou procure entender o momento que o (a) outro (a) está vivendo ou, se for necessário, até mesmo adverti-lo (a) quando houver divergência de opiniões; porque nem sempre ele ou ela é o dono da verdade. Quem ama cuida e deseja o melhor para o outro. Se uma correção pode ajudar no crescimento da pessoa, por que não fazê-la?

A prova de que somos realmente amados aparecerá no crescimento e na maturidade que o namoro traz para a nossa vida.

Parafraseando a amiga Márcia Cohen, a melhor prova de amor que alguém poderia conceder à namorada seria, primeiramente, provar que a ama não pedindo nada como comprovação ou troca.

Que os gestos de afabilidade e carinho sobressaiam e provem por si que você é a pessoa que a namorada esperava encontrar. Do contrário, ainda que fosse dada uma prova de amor, essa pessoa não seria a mais indicada com quem ela gostaria de fazer seus votos eternos para a vida conjugal.

Um abraço!

Dado Moura
contato@dadomoura.com

A verdadeira tristeza vem do pecado

Jesus veio para tirar o pecado do mundo

Em Gênesis, no capítulo 2, a Bíblia diz que Deus criou o homem e a mulher lhes dando a liberdade de poderem comer tudo o que eles encontrassem no jardim do Éden, simbolizando a amizade d'Ele com o ser humano. É a mesma coisa de quando temos um amigo e o colocamos dentro de casa: abrimos o coração e entregamos tudo a essa amizade, estabelecendo uma cumplicidade. Foi isso que aconteceu com o homem e a mulher, o Altíssimo deu tudo a eles. Deu-lhes o dom de imortalidade, dom da ciência e todos os outros dons. Foi quando o demônio veio e pela vaidade começou a dizer-lhes que deveriam comer a fruta proibida e os instigou a desobedecerem a Deus.

Por que ele foi tentar a mulher e não o homem? Porque a mulher influenciaria o homem mais facilmente do que o diabo, pois o homem é influenciável pela mulher. Assim como uma mulher pode levá-lo à perdição, ela também pode levá-lo à salvação. Quantos homens foram salvos por uma mulher e quantos caíram pelas mulheres.

Adão e Eva desobedeceram e quiseram ser como o Criador, assim como o demônio invejava a Deus. “O salário do pecado é a morte” (cf. Rom 3,23), entrando o pecado veio a morte para a humanidade por intermédio de um homem.

A perdição é você perder Deus, por isso as pessoas falam "perdido". O inferno é a pessoa viver sem Deus. O pecado entrando por um homem era necessário que outro Homem morresse por nós. O demônio sequestrou-nos de Deus Pai. O pecado entrou no mundo e daí entrou a morte, e a humanidade se separou do Senhor.

Os santos doutores nos ensinaram que quando pecamos nos separamos de Deus, e hoje já se tem o perdão pela morte de Jesus Cristo. Por pura vaidade e fraqueza, ficar longe de Deus, num lugar que só tem choro, tristeza e escuridão e nada parece ficar bem. A consequência do pecado vem de gerações, Deus encheu Adão e Eva de riquezas, mas as perdemos. Assim como nosso pai é rico e perde todo dinheiro e nós seremos pobres, com a consequência do pecado de Adão e Eva nós perdemos toda riqueza e dons que eles tinham e ainda tivemos a consequência do pecado original.

A cruz é a imagem mais concreta e valiosa do Cristianismo. Jesus se fez Homem, nos amou e morreu por nós. Quando nós dizemos que Deus não nos ama, isso é uma blasfêmia. “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados” (I João 4, 10). Deus nos amou tanto que nos deu Seu Filho Jesus. A nossa culpa foi assumida por Cristo. Para que nenhum de nós fosse pregado na cruz, Ele se fez crucificar-se para nos salvar. O amor é mais forte que a morte.

Assim como por um homem entrou o pecado, por outro Homem entrou a salvação. Jesus rasgou nossa culpa quando foi crucificado por nós e isso acontece quando somos batizados; todo batizado que crer na salvação será salvo, mas se for batizado e não crer será como morto.

Nós como cristãos temos o dever batizar nossos filhos assim que nascerem para terem a salvação. Por que deixar seu filho até 20 anos sem batizar? Para que perguntar se ele quer ser batizado ou não, se o que está em jogo é a salvação eterna dele? Você vai perguntar-lhe, quando ele ainda é pequeno, se ele quer tomar vacina para não ficar doente? Lógico que não, é obvio. Pais, por que não batizar seus filhos assim que estes nasçam? “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte”? (Rom 6, 3). Não sabeis que aquele que é batizado participa da ressurreição de Cristo?

Quantas crianças nascem mortas e mesmo no hospital você pode batizá-la com água, quando não há tempo de levá-la ao sacerdote; pois é necessário batizar para o bebezinho ir direto para o céu. “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4, 12). Não há salvação fora do nosso batismo.

“Ide e pregai o Evangelho por todas as nações”. Quantas pessoas estão em outras religiões, mas é necessário pregar a todos, mesmo que já tenham uma religião, porque não há salvação sem o sacramento da Igreja.

João Batista anunciou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, e Nosso Senhor Jesus Cristo veio exatamente para ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus nos deixou Sua doutrina, o sermão da montanha, a confissão, o jejum, esmola que são remédios para a nossa salvação.

A primeira coisa que Cristo fez, depois que ressuscitou, foi aparecer para os apóstolos e instituir o sacramento da confissão. “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (João 20, 22). O Senhor quis dar o perdão com o derramamento do Seu Sangue.

Jesus veio para tirar o pecado do mundo, por isso a primeira coisa a fazer é confessar os pecados. Deus quer que você vá até aquele homem pecador que é o padre, mas instituído pela Igreja e por Jesus Cristo com o poder de lavar seus pecados. Não abuse da confissão. Seja transparente. Se for confessar, não deixe pecado para trás porque é um sacrilégio você deixar pecado escondido, é um pecado maior ainda [do que não confessá-lo]. Não minta para o padre porque é a mesma coisa que mentir para Deus. A verdade dói, mas liberta, assim como o que arde cura e o que aperta segura, a verdade não nos deixa na ignorância.

Para arrancar o pecado do mundo é necessária a confissão, e ao fazê-la você vai ser muito feliz! Santo Agostinho dizia: “Tua tristeza vem dos teus pecados, deixe que sua santidade seja tua alegria”.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Homilia dia 13/02/11

Do Padre Fernando J. C. Cardoso

“Não julgueis”- diz Jesus - que vinha abolir a lei e os profetas. “Não vim aboli-los, mas vim dar-lhes cumprimento. Nem um jota sequer passará da lei, sem que tudo seja cumprido.” Este é um dos versículos mais obscuros do Evangelho de Mateus, e de todo o Novo Testamento. E isto por um motivo simples: aqui, Jesus afirma que não veio abolir a Torá de Moisés, o Pentateuco, não veio abolir os seiscentos e treze preceitos que lá estão contidos. E esta afirmação de Jesus está contrária, ou é contrária, ao que diz Paulo. Paulo nos afirma que fomos tornados livres com relação à Lei Mosaica. Aqui está um exemplo de uma prática que parece contradizer um texto; e um texto que não é colocado em prática.

É preciso acrescentar mais. Nenhuma das grandes Igrejas Cristãs exige o cumprimento dos seiscentos e treze preceitos que compõem a Torá ou a Lei de Moisés. Como resolver esta questão espinhosa? É possível que haja contradições no interior do Novo Testamento? Eu diria honestamente que sim, desde que sejam contradições penúltimas, e não destruam o que é último e o que é definitivo. Este texto, que hoje a Igreja nos faz pronunciar e proclamar, provavelmente são versículos criados pela própria Comunidade, após a morte e ressurreição de Jesus, e colocados, por ela, na boca de Jesus. Estes versículos parecem supor que, na Comunidade de Mateus, para a qual este Evangelho foi diretamente escrito, havia muitos judeus, observantes não apenas da lei de Cristo, mas também da lei de Moisés.

Nós podemos resumir tudo dizendo o seguinte: Jesus, em Sua vida, não aboliu a Torá de Moisés, não lhe aboliu os seiscentos e treze preceitos. Porém, era livre na Sua pregação, nas Suas curas e nas Suas discussões, e resolvia casos concretos, sem apelar para a autoridade dos antigos, dos escribas e dos fariseus. Mateus se situa ainda num meio termo após a páscoa de Jesus. Ele parece não abandonar a Lei Mosaica, em vigência ao que tudo indica em sua Comunidade, mas insiste sobre o que é mais importante: o amor e a misericórdia. Paulo finalmente deixa de lado os seiscentos e treze preceitos. Aceita, no entanto, o Decálogo, a fé, a esperança, a caridade e os dons do Espírito Santo. Devemos dizer que venceu, nas grandes Igrejas Cristãs, o Paulinismo. E todos nós, hoje, seguimos Paulo e seu modo de pensar o Decálogo, a fé, a esperança, o amor e os Dons do Espírito Santo em nós. Porém, este texto é precioso porque mostra que, dentro da Comunidade de Jesus, existem diferenças que podem ser vividas. E isto nos faz respeitar um modo distinto do outro, numa visão ecumênica da fé Cristã.

Padre Fernando Cardoso sobre a fidelidade à Doutrina

[Publico transcrição do pe. Fernando Cardoso, de São Paulo, em programa que foi ao ar pela Rede Vida, onde Sua Reverendíssima fala sobre a missão do sacerdote católico.
O programa original está aqui; os créditos pela transcrição são do Francisco Dockhorn, a quem agradeço.]

TRANSCRIÇÃO DO PROGRAMA O PÃO NOSSO DE CADA DIA, EXIBIDO PELA REDE VIDA DE TELEVISÃO DIA 27/05/09.
Padre Fernando J. C. Cardoso
Arquidiocese de São Paulo

Ontem eu iniciei uma meditação sobre o perfil do verdadeiro Pastor de almas, aproveitando-me do testamento espiritual de Paulo.

Hoje gostaria de aprofundar ainda mais no tema e encerrá-lo; dois são os traços característicos do Apóstolo que nos são legados por Lucas no texto que se lê como primeira leitura.

Em primeiro lugar, o pastor de almas deve ser capaz e estar pronto, para ensinar a verdadeira doutrina. Hoje, como nos tempos de Paulo, a Igreja possui um único Evangelho, e ela não tem o direito de adulterá-lo, de aguá-lo, de diminuir as suas exigências para torná-lo mais atraente ao mundo moderno.

Atenção: o Evangelho não está em liquidação, e a Igreja de Cristo tem a promessa de seu fundador de estar presente na humanidade até o final dos tempos. Ela também não está em estado de término, liquidando o pouco que tem.

Nós possuímos um corpo de doutrinas que deve ser solidamente conhecido por um Sacerdote, e não é à toa que ele estuda filosofia e teologia durante cinco, seis ou sete anos, e deve ser esta doutrina transmitida na sua inteireza e na sua clareza a todos os fiéis que lhe são confiados.

Um bom Sacerdote faz isto na catequese, nos círculos bíblicos, na pregação, no aconselhamento espiritual e até mesmo dentro de um confessionário.

Ai do pastor de almas que não pregar Jesus Cristo, ou não pregar Cristo, como quer a Igreja católica que Ele seja apresentado, porque nenhum de vocês nos buscam por aquilo que nós somos pessoalmente. Quando nos procuram, buscam em nós um ministro da Igreja católica e deseja dele receber uma palavra autorizada e clara da Igreja católica.

Se nós nos desvinculássemos da Igreja católica, ninguém nos procuraria por aquilo simplesmente que somos.

Paulo nos deixa um último exemplo antes de se despedir dos cristãos e dos presbíteros de Éfeso, ele não foi um dinheirista, ele não foi uma pessoa ávida de bens materiais; “Estas mãos – diz ele no texto – proveram o meu sustento e o sustento daqueles que estavam comigo e em tudo vos demos o exemplo de como deveis proceder”.

Uma vez mais o óbolo, a esmola, o pedido que faço: uma oração profunda sentida, que parta do intimo do coração para que o povo católico desta nação tenha a presença de sacerdotes à sua altura, tenha a presença de Santos Sacerdotes, que não meçam esforços para apresentar na inteireza, Jesus Cristo à sua comunidade.

A CRUZ SAGRADA SEJA MINHA LUZ !!! : BAIXE PREGAÇÃO TEMA: BUSCAI O ESSENCIAL /...

Blog: A CRUZ SAGRADA SEJA MINHA LUZ !!!
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Saiba o que deve e o que não deve ser feito na celebração da Missa

A instrução Redemptionis Sacramentum, descreve detalhadamente como se deve celebrar a Eucaristia e o que pode ser considerado "abuso grave" durante a cerimônia. Aqui lhes oferecemos um resumo das normas que o documento recorda a toda a Igreja.

No Capítulo I sobre a “ordenação da Sagrada Liturgia” afirma que:

Compete à Sé Apostólica ordenar a sagrada Liturgia da Igreja universal, editar os livros litúrgicos, revisar suas traduções a línguas vernáculas e vigiar para que as normas litúrgicas sejam fielmente cumpridas.
Os fiéis têm direito a que a autoridade eclesiástica regule a sagrada Liturgia de forma plena e eficaz, para que nunca seja considerada a liturgia como propriedade privada de alguém.
O Bispo diocesano é o moderador, promotor e custódio de toda a vida litúrgica. A ele corresponde dar normas obrigatórias para todos sobre matéria litúrgica, regular, dirigir, estimular e algumas vezes também repreender.
Compete ao Bispo diocesano o direito e o dever de visitar e vigiar a liturgia nas igrejas e oratórios situados em seu território, também aqueles que sejam fundados ou dirigidos pelos citados institutos religiosos, se os fiéis recorrem a eles de forma habitual.
Todas as normas referentes à liturgia, que a Conferência de Bispos determine para seu território, conforme as normas do direito, devem se submeter a recognitio da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, sem a qual, carecem de valor legal.

No Capítulo II sobre a “participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia”, estabelece que:

A participação dos fiéis leigos na celebração da Eucaristia, e nos outros ritos da Igreja, não pode ser equivalente a uma mera presença, mais ou menos passiva, mas deve ser valorizada como um verdadeiro exercício da fé e da dignidade batismal.
A força da ação litúrgica não está na mudança freqüente dos ritos, mas, verdadeiramente, em aprofundar na palavra de Deus e no mistério que se celebra.
Entretanto, não se diz necessariamente que todos devam realizar outras coisas, em sentido material, além dos gestos e posturas corporais, como se cada um tivesse que assumir, necessariamente, uma tarefa litúrgica específica; embora convenha que se distribuam e realizem entre várias pessoas as tarefas ou diversas partes de uma mesma tarefa.
Alenta a participação de leitores e acólitos que estejam devidamente preparados e sejam recomendáveis por sua vida cristã, fé, costumes e fidelidade ao Magistério da Igreja.
Recomenda a presença de crianças ou jovens coroinhas que realizem algum serviço junto ao altar, como acólitos, e recebam uma catequese conveniente, adaptada a sua capacidade, sobre esta tarefa. A esta classe de serviço ao altar podem ser admitidas meninas ou mulheres, segundo o parecer do Bispo diocesano e observando as normas estabelecidas.
No Capítulo 3, sobre a “celebração correta da Santa Missa” especifica sobre:

A matéria da Santíssima Eucaristia

O pão a ser consagrado deve ser ázimo, apenas de trigo e feito recentemente. Não podem ser usadas cereais, substâncias diferentes do trigo. É um abuso grave introduzir em sua fabricação frutas, açúcar ou mel.
As hóstias devem ser preparadas por pessoas honestas, especialistas na elaboração e que disponham dos instrumentos adequados.
As frações do pão eucarístico devem ser repartidas entre os fiéis, mas quando o número deste excede as frações deve-se usar hóstia pequenas.
O vinho do Sacrifício deve ser natural, do fruto da videira, puro e sem corromper, sem mistura de sustâncias estanhas. Na celebração deve ser misturado com um pouco de água. Não deve ser admitida, sob nenhum pretexto, outra bebida de qualquer gênero.

A Oração Eucarística

Só podem ser utilizadas as Orações Eucarísticas do Missal Romano ou as aprovadas pela Sé Apostólica. Os sacerdotes não têm o direito de compor orações eucarísticas, mudar o texto aprovado pela Igreja, nem utilizar outros, compostos por pessoas privadas.
É um abuso que algumas partes da Oração Eucarística sejam pronunciadas pelo diácono, por um ministro leigo, bem como por um só ou todos os fiéis juntos. A Oração Eucarística deve ser pronunciada em sua totalidade, e somente, pelo sacerdote.
O sacerdote não pode partir a hóstia no momento da consagração.
Na Oração Eucarística não se pode omitir a menção do Sumo Pontífice e do Bispo diocesano.

As outras partes da Missa

Os fiéis têm o direito de ter uma música sacra adequada e idônea e que o altar, os paramentos e os panos sagrados, segundo as normas, resplandeçam por sua dignidade, nobreza e limpeza.
Os textos da Liturgia não podem ser mudados.
A liturgia da palavra não pode ser separada da liturgia eucarística, nem celebradas em lugares e tempos diferentes.
A escolha das leituras bíblicas deve seguir as normas litúrgicas. Não está permitido omitir ou substituir, arbitrariamente, as leituras bíblicas prescritas nem mudar as leituras e o salmo responsorial com outros textos não bíblicos.
A leitura evangélica fica reservada ao ministro ordenado. Um leigo, ainda que seja religioso, não deve proclamar a leitura evangélica na celebração da Missa.
A homilia nunca poderá ser feita por um leigo. Tampouco os seminaristas, estudantes de teologia, assistentes pastorais nem qualquer membro de alguma associação de leigos.
A homilia deve iluminar desde Cristo os acontecimentos da vida, sem esvaziar o sentido autêntico e genuíno da Palavra de Deus, por exemplo, tratando apenas de política ou de temas profanos, ou usando como fonte idéias que provém de movimentos pseudo-religiosos.
Não se pode admitir um “Credo” ou Profissão de fé que não encontre nos livros litúrgicos devidamente aprovados.
As oferendas, além do pão e do vinho, também podem compreender outros dons. Estes últimos devem ser colocados em um lugar conveniente, fora da mesa eucarística.
A paz deve ser dada antes de distribuir a sagrada Comunhão, lembrando que esta prática não tem um sentido de reconciliação nem de perdão dos pecados.
Sugere-se que o gesto da paz seja sóbrio e seja dado apenas aos mais próximos. O sacerdote pode dar a paz aos ministros, permanecendo no presbitério. Para não alterar a celebração e do mesmo modo se, por uma boa causa, deseja dar a paz a alguns fiéis. O gesto de paz é estabelecido pela Conferência de Bispos, com o reconhecimento da Sé Apostólica, “segundo a idiossincrasia e os costumes do lugar”.
A fração do pão eucarístico deve ser feita somente pelo sacerdote celebrante, ajudado, se for o caso, pelo diácono ou por um concelebrante, mas nunca por um leigo. Esta começa depois de dar a paz, enquanto se diz o “Cordeiro de Deus”.
É preferível que as instruções ou testemunhos expostos por um leigo sejam feitas fora da celebração da Missa. Seu sentido não deve ser confundido com a homilia, nem suprimi-la.

União de vários ritos com a celebração da missa

Não se permite a união da celebração eucarística com outros ritos quando o que será acrescentado tem um caráter superficial e sem importância.
Não é lícito unir o Sacramento da Penitência com a Missa e fazer uma única ação litúrgica. Entretanto, os sacerdotes, independentemente dos que celebram a Missa, sim podem escutar confissões, inclusive nos mesmo lugar onde se celebra a Missa. Isto deve ser feito de maneira adequada.
A celebração da Missa não pode ser intercalada como acrescentado a uma ceia comum, nem se unir com qualquer tipo de banquete. A Missa não deve ser celebrada, salvo por uma grave necessidade, sobre uma mesa de jantar, ou na sala de jantar, ou no lugar que seja utilizado para uma recepção, nem em qualquer sala onde haja alimentos. Os participantes da Missa não podem sentar-se à mesa durante a celebração
Não está permitido relacionar a celebração da Missa com acontecimentos políticos ou mundanos, ou com outros elementos que não concordem plenamente com o Magistério.
Não se deve celebrar a Missa pelo simples desejo de ostentação ou celebrá-la segundo o estilo de outras cerimônias, especialmente profanas.
Não devem ser introduzidos ritos tirados de outras religiões na celebração da Missa.

No capítulo 4, sobre a “Sagrada Comunhão”, são apresentadas disposições como:

Estando em consciência de estar em pecado grave, não se deve celebrar nem comungar sem antes recorrer à confissão sacramental, a não ser que seja por um motivo grave e não haja oportunidade de confessar-se.
Deve-se vigiar para que não se aproximem à sagrada Comunhão, por ignorância, os não católicos ou, até mesmo, os não cristãos.
A primeira Comunhão das crianças deve ser sempre precedida da confissão e absolvição sacramental. A primeira Comunhão sempre deve ser administrada por um sacerdote e nunca fora da celebração da Missa.
O sacerdote não deve prosseguir a Missa até que tenha terminado a Comunhão dos fiéis.
Somente onde a necessidade o requer, os ministros extraordinários podem ajudar o sacerdote celebrante.
Pode-se comungar de joelhos ou de pé, segundo estabeleça a Conferência de Bispos, com a confirmação da Sé Apostólica.
Os fiéis têm sempre direito a escolher se desejam receber a Comunhão na boca, mas se o que vai comungar quiser receber o Sacramento na mão, a Comunhão deve ser dada.
Se existe perigo de profanação, o sacerdote não deve distribuir aos fiéis a Comunhão na mão.
Os fiéis não devem tomar a hóstia consagrada nem o cálice sagrado por si mesmo, muito menos passá-los entre si de mão em mão.
Os esposos, na Missa matrimonial, não devem administrar-se de modo recíproco a sagrada Comunhão.
Não deve ser distribuída de maneira de Comunhão, durante a Missa ou antes dela, hóstias não consagradas, outros comestíveis ou não comestíveis.
Para comungar, o sacerdote celebrante ou os concelebrantes não devem esperar que termine a comunhão do povo.
Se um sacerdote ou diácono entrega aos concelebrantes a hóstia sagrada ou o cálice, não deve dizer nada, quer dizer, não pronuncia as palavras “o Corpo de Cristo” ou “o Sangue de Cristo”.
Para administrar aos leigos a Comunhão sob as duas espécies, devem levar em conta, convenientemente, as circunstâncias, sobre as quais devem julgar em primeiro lugar os Bispos diocesanos.
Deve excluir totalmente a administração da Comunhão sob as duas espécies quando exista perigo, até mesmo pequeno, de profanação.
A comunhão não deve ser administrada com cálice aos leigos onde: 1) seja tão grande a quantidade de vinho para a Eucaristia e exista o perigo de que sobre tanta quantidade de Sangue de Cristo, que deva ser consumida no final da celebração»; 2) o acesso ordenado ao cálice só seja possível com dificuldade; 3) seja necessária tal quantidade de vinho que seja difícil poder conhecer sua qualidade e proveniência; 4) quando não esteja disponível um número suficiente de ministros sagrados nem de ministros extraordinários da sagrada Comunhão que tenham a formação adequada; 5) onde uma parte importante do povo não queira participar do cálice por diversos motivos.
Não se permite que o comungante molhe por si mesmo a hóstia no cálice, nem recebe na mão a hóstia molhada. A hóstia que a ser molhada deve ser feita de matéria válida e estar consagrada. Está absolutamente proibido o uso de pão não consagrado ou de outra matéria.

No capítulo 5, sobre “outros aspectos que se referem à Eucaristia”, esclarece que:

A celebração eucarística deve ser feita em lugar sagrado, a não ser que, em algum caso particular, a necessidade exija outra coisa.
Nunca é lícito a um sacerdote celebrar a Eucaristia em um templo ou lugar sagrado de qualquer religião não cristã.
Sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo sacrifício em latim.
É um abuso suspender de forma arbitrária a celebração da Santa Missa em favor do povo, sob o pretexto de promover o “jejum da Eucaristia”.
Reprova-se o uso de copos comuns ou de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor artístico, ou simples recipientes, ou outros copos de cristal, cerâmica, e outros materiais, que podem quebrar facilmente.
A vestimenta própria do sacerdote celebrante é a casula revestida sobre o alva e a estola. O sacerdote que se reveste com a casula deve colocar a estola.
Reprova-se o não uso das vestimentas sagradas, ou vestir apenas a estola sobre o cíngulo monástico, ou o hábito comum dos religiosos, ou a vestimenta comum.
No capítulo 6, o documento trata sobre “a reserva da Santíssima Eucaristia e seu culto fora da Missa”. E nos lembra que:

O Santíssimo Sacramento deve ser reservado em um sacrário, na parte mais nobre, insigne e destacada da igreja, e no lugar mais apropriado para a oração.
Está proibido reservar o Santíssimo Sacramento em lugares que não estão sob a segura autoridade do Bispo ou onde exista perigo de profanação.
Ninguém pode levar a Sagrada Eucaristia para casa ou a outro lugar.
Não se exclui a oração do terço diante da reserva eucarística ou do santíssimo Sacramento exposto.
O Santíssimo Sacramento nunca deve permanecer exposto sem suficiente vigilância, nem sequer por um período muito curto.
É um direito dos fiéis visitar freqüentemente o Santíssimo Sacramento.
É conveniente não perder a tradição de realizar procissões eucarísticas.

O capítulo 7 versa sobre “os ministérios extraordinários dos fiéis leigos”.
Ali o documento especifica que:

As tarefas pastorais dos leigos não devem assemelhar-se à forma do ministério pastoral dos clérigos. Os assistentes pastorais não devem assumir o que propriamente pertence ao serviço dos ministros sagrados.
Somente por verdadeira necessidade pode-se recorrer ao auxilio de ministros extraordinários na celebração Liturgia.
Nunca é lícito aos leigos assumir as funções ou as vestimentas do diácono ou do sacerdote, ou outras vestes semelhantes.
Se habitualmente há um número suficiente de ministros sagrados, não se podem designar ministros extraordinários da sagrada Comunhão. Em tais circunstâncias, os que foram designados para este ministério, não devem exercê-lo.
Está reprovado o costume de sacerdotes que, apesar de estar presentes na celebração, abstêm-se de distribuir a comunhão, encomendando esta tarefa a leigos.
Ao ministro extraordinário da sagrada Comunhão nunca está permitido delegar a nenhum outro a administrar a Eucaristia.
Os leigos têm direito a que nenhum sacerdote, a menos que exista verdadeira impossibilidade, rejeite celebrar a Missa em favor do povo, ou que esta seja celebrada por outro sacerdote, se de diferente modo não se pode cumprir o preceito de participar da Missa, no domingo e outros dias estabelecidos.
Quando falta o ministro sagrado, o povo cristão tem direito a que o Bispo, na medida do possível, procure que se realize alguma celebração dominical para essa comunidade
É necessário evitar qualquer confusão entre este tipo de reuniões e a celebração eucarística.
O clérigo que foi afastado do estado clerical está proibido de exercer a potestade da ordem. Não está permitido celebrar os sacramentos. Os fiéis não podem recorrer a ele para a celebração.

Qualquer católico tem direito a expor uma queixa por um abuso litúrgico, ao Bispo diocesano ou o Ordinário competente de igual direito, ou à Sé Apostólica, em virtude da primazia do Romano Pontífice.

Fonte: ACI Digital

Por que a masturbação é um pecado?

O assunto é polêmico, e merece uma atenção especial, principalmente quando parte de um jovem de 16 anos. A masturbação é um pecado? Essa foi a pergunta feita durante o programa "Trocando Idéias" dessa semana.


O jovem não quis se identificar, mas pediu ajuda dizendo: "tenho 16 anos, estou no auge da puberdade e é difícil. Estou apreensivo, pois não quero 'ficar pecando'. Eu também preciso me confessar com um padre ou só com Deus?"


Para responder ao jovem, o apresentador Ricardo Sá dirigiu a pergunta ao convidado da noite, Padre Joãozinho, que afirmou que sim, masturbação é um pecado, "exatamente porque ela desvia a sexualidade do seu verdadeiro fim que é a comunhão".



O sacerdote ressalta que o ato da masturbação, é o uso errado da sexualidade. O sexo foi feito para a partilha, se masturbar então é absolutizar o prazer naquele ato sexual. Aquilo que foi feito para a comunhão é feito na solidão.


É preciso ficar atento pois esse pecado é uma mancha, e pode ir crescendo, se transformando numa ferida, se tornando um vício, e pior, virando um hábito compulsivo.
"Há pessoas que chegam num nível masturbatório tão grande que é inapto quase para a comunhão", alerta o padre.


Ricardo Sá, completa a resposta, contando uma aconselhamento que fez a uma mãe que tinha um filho com esse problema: "se ele pensa em tocar pra frente a vida dele, casar-se e ter uma vida sexual saudável, ele precisa parar de ser masturbar-se." Ele explicou que quanto mais o homem se masturba, mais ele se torna um candidato a ter ejaculção precoce, o que resultaria, entre outras coisas, em muitos problemas na vida sexual do casal.



.: Sobre o convidado:

João Carlos Almeida, mais conhecido como Padre Joãozinho, faz parte da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, fez pós-graduação em psicopedagogia. Formou-se bacharel em teologia pela PUC-RJ, fez mestrado em teologia no Instituto Santo Inácio, em Belo Horizonte. Doutorado em Teologia Sistemática e em Educação.
Atualmente é diretor geral e professor na Faculdade Dehoniana. Desenvolve ampla atividade no campo da pregação de retiros, palestras, cursos, assessorias e shows de evangelização.

Bento XVI explica qual a grande novidade trazida por Jesus

Da Redação, com Rádio Vaticano


No Ângelus deste domingo, 13, o Papa Bento XVI prosseguiu sua reflexão acerca da leitura do "Sermão da Montanha", dentro da liturgia de hoje. De acordo com o Santo Padre, depois das Bem Aventuranças, Jesus proclama a nova Lei, a sua Torah. "De fato, o Messias, deveria trazer também a revelação definitiva da Lei. E Jesus declara: 'Não pensem que eu vim abolir a Lei e os profetas: Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento'", destacou.

"Mas em que consiste a plenitude da lei de Cristo e a superior justiça que Ele exige?" questiona o Pontífice.
Ao ressaltar que a novidade de Jesus significa, essencialmente, o fato que Ele preenche os mandamentos com o amor de Deus e com a força do Espírito Santo, Bento XVI afirma que os fiéis, pela fé em Cristo, podem se abrir à ação do Espírito Santo, que os torna capazes de viver o amor divino. "Todo preceito se torna verdadeiro como uma exigência do amor e todos se unem num único mandamento: amar a Deus com todo seu coração e amar o teu próximo como a ti mesmo", complementa.
A partir da citação da Carta de São Paulo aos Romanos - "A plenitude da lei é o amor" (cf. Rm 13,10) - o Papa recordou o lamentável caso de quatro crianças ciganas que morreram queimadas, na semana passada, na periferia de Roma, enquanto dormiam numa cabana que pegou fogo. "Uma sociedade solidária e fraterna, mais coerente no amor, ou seja, mais cristã, não poderia ter evitado um evento tão trágico?", perguntou Bento XVI. "E esta pergunta vale para todos os outros acontecimentos dolorosos, mais ou menos conhecidos, que acontecem diariamente em nossas cidades e países", acrescentou o Pontífice.

Bento XVI continuou ainda sua reflexão sobre a liturgia de hoje: "Talvez não seja uma coincidência que a primeira grande pregação de Jesus se chame 'Sermão da Montanha'! Moisés subiu ao monte Sinai para receber a Lei de Deus e levá-la ao povo eleito. Jesus é o Filho de Deus que desceu do céu para nos levar ao céu, a Deus, ao caminho do amor".
Por fim, o Santo Padre destaca que Jesus é o caminho e o povo de Deus deve segui-lo "a fim de colocar em prática a vontade de Deus e entrar em seu Reino, na vida eterna". Ele destacou ainda que somente uma criatura já chegou ao topo da montanha: a Virgem Maria. "Graças à união com Jesus, a sua justiça foi perfeita", concluiu Bento XVI, que convidou os fiéis a seguirem os passos de Maria, para que ela guie seus passos na fidelidade à Lei de Cristo.
Após a oração mariana do Ângelus, o Papa saudou em várias línguas os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro e os convidou a serem promotores de uma civilização que ama a vida, respeitando e protegendo-a segundo a vontade do Criador.
O Santo Padre invocou a proteção da Virgem Maria, Nossa Senhora de Lourdes, a todos os enfermos do mundo inteiro e para as pessoas que os assistem.

Temperança: uma arma contra nossos impulsos

Ela assegura o domínio da vontade sobre os instintos

Ter domínio sobre os impulsos não é nada fácil. Inúmeras vezes fazemos afirmações que nem sempre somos capazes de cumprir. É um doce que comemos quando estamos fazendo dieta, é um palavrão que falamos, é um julgamento errado que fazemos, enfim, são inúmeros os desvios de conduta que, infelizmente, todos os dias cometemos. Quando menos esperamos estamos desacreditados de nós mesmos, de nossos bons propósitos.

Como é decepcionante cair nos mesmos erros, confessar quase sempre os mesmos pecados, viver como se estivéssemos em uma montanha-russa, ora em cima na busca pela santidade, ora embaixo, humilhados pelos pecados!

Porém, para vencer estes maus hábitos, é necessário uma virtude chamada "temperança", em outras palavras também conhecida como "sobriedade" ou "austeridade", que é a virtude moral que modera a atração pelos prazeres e procura o equilíbrio no uso dos bens criados. Ela assegura o domínio da vontade sobre os instintos e mantém os desejos dentro dos limites da honestidade, ou seja, é o controle sobre nossos impulsos, apetites e desejos, conforme nos ensina o Catecismo da Igreja Católica, número 1809.

Para se ter uma ideia da importância da temperança no caminho de santidade, o Papa João Paulo II, em uma de suas catequeses sobre as virtudes, nos ensinou que: "O homem temperante é aquele que é senhor de si mesmo, aquele em que as paixões não tomam a supremacia sobre a razão, sobre a vontade e também sobre o coração, assim a virtude da temperança é indispensável para que o homem seja plenamente homem, ou seja, o homem temperante, antes de qualquer outra coisa, respeita a própria dignidade".

A temperança é, portanto, uma virtude indispensável para a maturidade do homem, pois é por intermédio dela que nos tornamos pessoas inteiras, ou seja, capazes de retamente buscarmos a santidade.

Neste processo, é importante reconhecer a nossa condição humana, sobretudo, ter a sensibilidade de identificar nossas fraquezas, investigar as causas de nossas quedas, e não temê-las, pois, na maioria das vezes, elas são mascaradas por prazeres. Assim, muitos se tornam escravos dos desejos e não vencem o desafio da sobriedade.

Ainda nos ensina o Catecismo da Igreja Católica que, para chegarmos à plenitude das virtudes, sobretudo à sobriedade, à temperança, é necessário assumirmos o dom da salvação, trazida por Cristo, suplicando a graça necessária para perseverarmos na conquista das virtudes e sempre recorrendo aos sacramentos. Dessa forma, cooperaremos com o Espírito Santo no intuito de fazer o bem e evitar o mal.

Para vencer nossos impulsos, apetites e desejos, é necessário o esforço humano amparado pela graça de Deus. Com maturidade, reconhecer nossa condição humana e, a partir daí, darmos passos rumo a uma decisão sincera a favor da sobriedade, evitando todos os excessos. Dessa forma, não seremos mais escravos, mas sim homens livres e inteiros, capazes de viver plenamente nossa condição de filhos amados de Deus, criados à imagem e semelhança d'Ele.

Ricardo Gaiotti Silva
Advogado, missionário da Comunidade Canção Nova
ricardo@geracaophn.com

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Relatório sobre a frequência de visitas

O Saber Católico está tendo uma frequência de visita diárias variantes entre 20 a 80 (51,59 Visitas /dia). Semanalmente entre 280 a 480. Mensalmente entre 1300 a 1800. (relativo aos últimos dados)
Desde 04/07/09 (início da coleta de informações) estamos com 19.163 visitas até o dado momento. Dessas, quase 17.969 são das Américas, 1004 da Europa, 119 da África, 43 da Ásia, 4 da Oceania e 24 de regiões não identificadas. A cidade de maior número de visitas é São Paulo-SP com 2.364, e a cidade européia de maior acesso é Lisboa-POR com 202. O número de cidades que acessaram o blog foram 775, fora as não identificadas.
Agradeço a todos pela preferência. Evangelizem divulgando o Blog. Tenha acesso aos nossos outros contatos:
E-mail:
Twitter: http://twitter.com/sabercatolico
Comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=92489313

Oração pela Própria Vocação

Jesus, obrigado pela minha vida, saúde e alegria. Abençoa meus pais, irmãos e amigos.
Eu gosto muito das pessoas que ajudam a comunidade. Acho muito bonita a vida e o trabalho de meus pais, dos Padres, das Irmãs e dos Irmãos, dos Missionários e Missionárias.
Eu quero te pedir que muitas crianças e jovens sejam chamados para ajudar a comunidade.
Jesus, ajuda-me a escolher a vocação certa. Ilumina-me para que eu possa ser feliz. Amém.
(Elaborada por crianças)

Queres ser Padre, Irmã(o) Religiosa(o)?
Se você for de Porto Alegre, escreva para:
CAV - Comissão Arquidiocesana de Vocações, Pr. Mons. Emílio Lottermann, 96 - CEP 90560-050 Porto Alegre - RS      Fone: (51) 222-3988

Se você é de outra cidade, procure o pároco de sua igreja para maiores informações.

Jesus chamou colaboradores após atenta escuta do Pai, explica Papa

Gracielle Reis
Da Redação

 “O primeiro ato foi a oração [pelos discípulos]: antes de os chamar, Jesus passou a noite sozinho, em oração, à escuta da vontade do Pai, numa elevação interior acima das coisas de todos os dias”. É desta forma que o Papa Bento XVI explica como Jesus chama os seus “colaboradores” para que respondam à vocação, conforme apresentou na Mensagem para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, divulgada, nesta quinta-feira, 10.

Acesse
.: Mensagem do Papa para o 48º Dia Mundial de Oração pelas Vocações

O Dia de Oração acontecerá em 15 de maio, no 4º Domingo de Páscoa, e terá como tema "Propor as vocações na Igreja local" e, no documento apresentado hoje, o Santo Padre incentiva as Igrejas locais a se empenharem na “arte de promover e cuidar das vocações”.
Bento XVI ressalta ainda que toda vocação parte, em primeiro lugar, de um diálogo de intimidade com Deus e, que apesar de exigente, o chamado tem como objetivo seguir os passos do Crucificado e Ressuscitado. “A proposta, que Jesus faz às pessoas ao dizer-lhes 'Segue-Me!', é exigente e exaltante: convida-as a entrar na sua amizade, a escutar de perto a sua Palavra e a viver com Ele; ensina-lhes a dedicação total a Deus e à propagação do seu Reino “, destaca.
O chamado pelas vocações continua atual, mas parece estar “sufocado por outras vozes”. É o que ressalta Bento XVI ao encorajar todos aqueles que trabalham com as vocações para que as incentivem e levem aos jovens a se aprofundarem em sua relação com Deus: “É preciso que cada Igreja local se torne cada vez mais sensível e atenta à pastoral vocacional, para [os adolescentes e os jovens] crescerem numa amizade genuína e afetuosa com o Senhor, cultivada na oração pessoal e litúrgica; para aprenderem a escuta atenta e frutuosa da Palavra de Deus”.
Deste modo, segundo o Pontífice, quando os jovens entram neste diálogo íntimo com Deus e Sua Palavra, o resultado será a descoberta que a vocação não significa uma anulação da pessoa vocacionada. “Entrar na vontade de Deus não aniquila nem destrói a pessoa, mas permite descobrir e seguir a verdade mais profunda de si mesmos”, esclarece.
Por fim, o Papa enfatiza que o cuidado com as vocações é favorecido quando se busca a unidade e comunhão com a Igreja. Além disso, afirma que os momentos de vivência comunitária são o ambiente propício para que os jovens despertem “o sentido de pertença à Igreja e a responsabilidade em responder, com uma opção livre e consciente, ao chamamento para o sacerdócio e a vida consagrada”.

Leia mais
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Não há “confissão pelo iPhone”, enfatiza o diretor da Sala de Imprensa vaticana

O diretor da Sala de Imprensa vaticana, padre Federico Lombardi, falou hoje sobre duas questões, respondendo as perguntas de alguns repórteres: a chamada “confissão pelo iPhone” e a preparação de um Motu Proprio para a transferência de uma competência técnico-jurídica da Congregação para o Culto Divino ao Tribunal da Rota Romana.

Recentemente, tem-se falado de um aplicativo do iPhone para ser utilizado para a confissão: padre Lombardi explicou, para evitar qualquer equívoco, que “é essencial compreender que o Sacramento da Penitência exige necessariamente uma relação de diálogo pessoal entre o penitente e o confessor e a absolvição por parte do confessor presente. Isso não pode ser substituído por qualquer aplicação informática”. Portanto, “não podemos falar em qualquer forma de ‘Confissão pelo iPhone’.

Em um mundo no qual, todavia, muitas pessoas usam o apoio informático para ler e refletir (por exemplo, os textos também para rezar…)”, padre Lombardi enfatizou que “não se pode impedir que alguém reflita na preparação para a confissão com a ajuda de ferramentas digitais, no passado se usava folhas de papel para fazer os textos e perguntas escritas, meios que ajudavam a examinar a própria consciência. Neste caso, se trata de um auxílio pastoral digital que qualquer um poderia achar útil, sabendo bem que não é, de modo algum, um substituto para o Sacramento [da confissão]. Naturalmente – observou o porta-voz do Vaticano – também é importante que haja uma verdadeira utilidade pastoral e não se trate de um comércio alimentado por uma importante realidade espiritual e religiosa como um Sacramento”.

Com relação à outra questão, padre Lombardi confirmou que “já há algum tempo se estuda um Motu Proprio para dispor a transferência de uma competência técnico-jurídica – como, por exemplo, sobre a dispensa para o casamento ‘válido e não consumado’ – da Congregação para o Culto Divino do Tribunal da Sacra Rota (Tribunal supremo da Igreja). Mas – afirmou – não existe qualquer fundamento nem razão para ver nisso uma intenção de promover o controle do tipo ‘restritivo’ por parte da Congregação na promoção da renovação litúrgica desejada pelo Vaticano II”.

Fonte: Rádio Vaticano

O sexo nos planos de Deus

Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo

Você sabe qual o sentido do sexo no plano de Deus? O sexo une e é benéfico para o relacionamento. Todavia, Deus Pai é categórico ao propor que ele seja feito apenas dentro do matrimônio. O Senhor não inclui em Seus planos a vivência do sexo fora ou antes do casamento. A vivência sexual entre o homem e a mulher tem dois sentidos no plano divino: unitivo e procriativo. O Criador disse para o casal: "Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra" (cf. Gn 1,28), e ela não está cheia ainda. Falta muito para enchê-la e, para isso, o Senhor deu ao casal a vida sexual.

Deus não quer sexo sem vida, mas também não quer vida sem sexo. Ele não quer que se tenha vida sexual e se impeça a vida de acontecer. Vida sem sexo, gerada num tubo de ensaio, gerada por fertilização, inseminação artificial, não está nos planos de Deus. Para que haja o ato sexual deve haver corações abertos à vida. Essa é a dimensão da procriação. Não há nada mais lindo neste mundo do que a maternidade e a paternidade.

O ser humano é gerado pelo ato sexual, o ato da vida. Para o casal, ele é uma fonte de vida, por isso é um ato grandioso e digno. Contudo, no mundo, o sexo encontra-se maltratado, sujo, profanado, prostituído, comercializado e, dessa forma, é comum na mente de algumas pessoas a imagem desse ato [sexo] como algo impuro, ruim.

Não, o sexo é algo belo! Há pessoas que, antes de praticarem o ato sexual, viram o crucifixo de costas, retiram as imagens sagradas do quarto, porque não compreendem a dignidade desse ato.

Além do aspecto procriativo do sexo, resta ainda o aspecto unitivo, ou seja, que une o casal. Deus disse para o casal: "Sereis uma só carne" (cf. Mc 10,8), e esta expressão significa: "Serão um só coração, uma só alma, terão um só projeto de vida, serão um". É o que o Todo-poderoso quer para o casal. Ele quer que, no momento de gerar um filho, o casal seja um. Um pelo ato sexual, que é exatamente a celebração do amor conjugal.

O sexo para o casal é a celebração mais profunda do amor conjugal, o ápice do amor. O sentimento amoroso pode ser expresso de inúmeras maneiras: dando uma flor para a pessoa amada, um abraço, um telefonema quando se está longe... Porém, a forma mais intensa, mais profunda e radical de expressá-lo é através do ato sexual, no qual não estão mais presentes as palavras; estão os corpos, a sensibilidade, os corações entregando-se um ao outro.

Do livro 'A Cura da nossa Afetividade e Sexualidade' - Editora Canção Nova
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

'Tudo posso n'Aquele que me fortalece'

Não há um ser humano 'grande' sem preparo

"Tudo posso n’Aquele que me fortalece". Não é uma frase por acaso, ela nasceu de um contexto.

Aquilo que não cai pela força do tempo é porque está fincado no chão com raízes profundas. "Tudo posso n’Aquele que me fortalece" é uma frase bonita, todos nós teríamos o direito de dizê-la, mas para que ela realmente aconteça dentro de nós ela precisa ter bastidores, o tempo de preparo.

Por que a Igreja nos pede uma hora de jejum antes da comunhão? Para que nosso corpo se prepare para receber Jesus. O tempo de preparo é importante para o crescimento de uma pessoa.

A destruição do ser humano começa quando colocamos soldados para trabalharem de modo contrário ao que nos salva. Deus não tem outro desejo para a humanidade, a não ser salvá-la, para que esta possa dizer: "Tudo posso n’Aquele que me fortalece".

Não existe possibilidade de sermos grandes como homens de fé se não soubermos viver o tempo da espera. O meu "tudo posso" está em conexão com minha atitude, eu acolho para minha carne o desejo de Deus para minha vida.

As forças que o enfraquecem batem à sua porta e são sedutoras. Para estar em Deus é preciso viver o exercício da vontade, e a graça de Deus fortalece a nossa vontade para que possamos dizer “não” ou “sim”.

Não há um ser humano “grande” sem preparo. Chega dessa ilusão de acharmos que chegaremos a algum lugar sem luta! O vício nos humilha, vemos no carnaval uma juventude bonita, mas humilhada. Homens e mulheres jogados pelo chão como se fossem animais; e retirar uma pessoa dessa situação é difícil, mas muitas comunidades, como Bethânia, fazem esse trabalho. Os traficantes só pensam em ganhar seu dinheiro, eles não estão interessados na capacidade de seu filho dizer "não" às drogas.

Nós nos esquecemos de que devemos nos preparar para ser pais, mães, ter uma boa família, assim como padre se prepara para ser um bom padre. Quando nós temos uma sociedade despreparada o resultado é catastrófico.

“Tudo posso n’Aquele que me fortalece”, essa frase tem que ter o sacrifício nosso de cada dia. Às vezes, acho que estamos amortecidos, as coisas ruins estão acontecendo e não fazemos nada. Não podemos fazer nada se Deus está fora de nossa vida.

Não adianta nada você oferecer a regra para quem não quer obedecer, se antes, você não oferecer amor a essa pessoa. Se o vício nos escraviza precisamos propor o que nos liberta. Quando você descobre que Jesus lhe ensina coisas boas, que não há nada melhor nesta vida do que saber que Ele o ama e lhe quer bem, você se sente bem.

“Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas lá de cima, e não às da terra. Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória” (Colossesenses 3, 1-4).

Quando queremos alguma coisa, nós lutamos. O vício só vai embora, quando queremos ser libertos de verdade. Quer livrar-se da depressão? Queira isso de verdade, com todos os sacrifícios que serão exigidos de você para se libertar.

Nós, muitas vezes, queremos um Cristianismo "light", uma vida "light"... Não queremos sacrifícios. Eu tenho medo da religião que nos acomoda. O nosso sacrifício de Quaresma, por exemplo, tem que estar ligado a algo em nós que precisa de mudança, nós sabemos aquilo que nos aprisiona e não nos deixa ir para o céu.

Eu quero alcançar a libertação a que eu tenho direito. Ninguém pode tratá-lo como lixo, por isso você tem que ser seletivo naquilo que entra em seu coração.

Onde seus pés estão presos? O que o impede de dizer “tudo posso”? Está lhe faltando preparo? Peça a Deus que o fortaleça para iniciar esse tempo de preparo em sua vida. Muitas vezes, só podemos dizer “tudo posso” quando alguém segura a nossa mão.




Padre Fábio de Melo

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