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sábado, 31 de dezembro de 2011

2012 e o 'fim do mundo'

Qual deve ser nossa atitude?

Iniciamos o ano de 2012. Ano frequentemente presente nos últimos meses na grande mídia (páginas web, redes sociais, e inclusive nas telas de cinema), especialmente por conta de supostas profecias que preveriam o fim do mundo para os seus dias. A esta data se chegou por intermédio de um complexo emaranhado de conjecturas que levariam a crer que o fim dos tempos coincidiria com o fim do calendário Maia, ou seja, em dezembro deste ano.

Afinal, há real motivo para nos preocuparmos?

Em primeiro lugar, há que se dizer que tais supostas profecias não constituem novidades na história da humanidade. Ao longo dos séculos foram muitos os pseudoprofetas que alardearam um fim do mundo iminente gerando grande inquietação entre os mais crédulos. Perderíamos a conta se fôssemos averiguar quantas vezes o “mundo já acabou”. Na própria época em que o Senhor estava em carne mortal em meio a nós, já existiam tais suposições. A resposta de Cristo? “Daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai” (Mc 13,32).

Um cristão não deve se preocupar com estas supostas previsões, pois o mesmo Senhor, que nos revelou todo o necessário para nossa salvação e felicidade, quis preservar no mistério de Deus o dia e a hora em que este mundo teria fim. Como afirma o Catecismo da Igreja Católica (cf. n. 65), em Cristo o Pai nos disse tudo. Não haverá outra revelação além dessa. E o grande doutor místico espanhol, São João da Cruz, afirmava em sua “Subida ao Monte Carmelo”: «Ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra - e não tem outra – [Deus] disse-nos tudo ao mesmo tempo e de uma só vez nesta Palavra única e já nada mais tem para dizer. [...] Porque o que antes disse parcialmente pelos profetas, revelou-o totalmente, dando-nos o Todo que é o seu Filho. E por isso, quem agora quisesse consultar a Deus ou pedir-Lhe alguma visão ou revelação, não só cometeria um disparate, mas faria agravo a Deus, por não pôr os olhos totalmente em Cristo e buscar fora d'Ele outra realidade ou novidade».

O Magistério da Igreja, seguindo os passos de seu Fundador, decretou em 1516, no V Concílio de Latrão: “Mandamos a todos os que estão, ou futuramente estarão, incumbidos da pregação, que de modo nenhum presumam afirmar ou apregoar determinado juízo. Com efeito, a Verdade diz: 'Não toca a vós ter conhecimento dos tempos e momentos que o Pai fixou por Sua própria autoridade'. Consta que os que até hoje ousaram afirmar tais coisas mentiram e, por causa deles, não pouco sofreu a autoridade daqueles que pregam com retidão. Ninguém ouse predizer o futuro apelando para a Sagrada Escritura, nem afirmar o que quer que seja, como se o tivesse recebido do Espírito Santo ou de revelação particular, nem ouse apoiar-se sobre conjecturas vãs ou despropositadas. Cada qual deve, segundo o preceito divino, pregar o Evangelho a toda criatura, aprender a detestar o vício, recomendar e ensinar a prática das virtudes, a paz e a caridade mútua, tão recomendada por nosso Redentor.”

Sabemos, pela fé, que este mundo não é definitivo, e cremos, como rezamos frequentemente no Símbolo Apostólico, que o Senhor voltará glorioso para julgar vivos e mortos. E qual deve ser nossa atitude enquanto Ele não aparece em Sua glória? É o próprio Senhor quem nos responde: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor” (Mt 24,42). Essa deve ser, portanto, a nossa atitude: a de espera. É justamente por isso que o fim do mundo jamais deverá surpreender a um fiel cristão, que não pode temer nem a vida, nem a morte. Para ele, o fim do mundo não será uma surpresa, pois ele o espera. Espera ansiosamente o encontro final com o Senhor de sua vida, a alegria sem fim, fruto da contemplação face a face do Amado de nossas almas. Os primeiros cristãos, nossos pais na fé, desejavam ardentemente essa vinda do Senhor ao suplicarem: "Vem, Senhor Jesus!" (cf. Ap 22,20).

A esperança cristã, no entanto, não nos faz desentendermos das coisas desta terra. Ao contrário, pelo fato de esperamos novos céus e nova terra, trabalhamos intensamente para estar preparados para este dia. Diante da consciência de que este mundo - tal qual conhecemos - não durará para sempre, somos interpelados a aproveitar ao máximo cada segundo que a paciência de Deus nos concede, para nos convertermos à Sua santa vontade. Na realização livre dos planos que o Todo-poderoso sonhou desde sempre para cada um de nós está a nossa felicidade, e, em definitiva, é só isso o que importa: querer o querer de Deus.

Certa vez os amigos de um jovem santo - dizem que foi São Luiz Gonzaga - perguntavam entre si o que fariam se soubessem que o mundo acabaria naquele exato momento. As respostas foram muitas: um buscaria confessar-se o quanto antes, o outro procuraria reconciliar-se com os seus familiares, etc. A resposta do santo? “Continuaria jogando, como estou fazendo agora”. Essa tranquilidade é consequência de saber-se em cada momento na vontade de Deus. Quem nela está não se preocupa se o mundo terminará hoje ou amanhã, pois em cada momento está preparado, esperando ansiosamente o encontro último com seu Senhor.

Padre Demétrio Gomes
Diretor do Instituto Filosófico e Teológico do
Seminário Arquidiocesano São José de Niterói

Ouça podcast com padre Eliano:



Veja mais:
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Fidelidade a vida nova em Cristo

Professor Felipe Aquino, nos dá grandes orientações para o ano novo.

Saiba como foi agenda do Bento XVI em 2011

Mirticeli Medeiros
Da Redação CN


O papamóvel no meio da multidão de jovens que recebeu Bento XVI em Madri, em Agosto de 2011
Assim como nos anos anteriores, o Papa Bento XVI teve agenda cheia em 2011. O Santo Padre, após ter celebrado a tradicional Missa de Ano Novo, na Solenidade de Maria Mãe de Deus, se dirigiu cinco dias depois ao Hospital Policlínico Gemelli de Roma, onde encontrou-se com crianças enfermas. No discurso, o Papa demonstrou seu afeto aos pequenos proferindo palavras de esperança a todos os internados do hospital.

“Obrigado a vós, crianças, que me recebeis: gostaria de dizer que vos amo e estou próximo de vós com a minha oração e o meu afeto, para vos dar a força de enfrentar a doença” (Bento XVI, 06 de janeiro de 2011)

Leia mais
.: Mensagem do Papa para o Dia Mundial da Paz 2012

Em 20 de março, como bispo de Roma, o Papa foi ao encontro dos fiéis da cidade para dedicar a Paróquia de São Corbiniano, fundador da diocese de Munique, Alemanha, da qual Bento XVI foi arcebispo.

Atendendo a um convite da associação das famílias dos mártires mortos pela liberdade da Pátria, o Pontífice visitou as Fossas Ardeatinas, onde aconteceu o Massacre nazista de 1944 que deixou mais de 300 mortos, os quais eram oficiais dos grupos clandestinos de resistência militar.

“Também eu, como Bispo de Roma, cidade consagrada pelo sangue dos mártires do Evangelho do Amor, venho prestar homenagem a estes irmãos, mortos a pouca distância das antigas catacumbas”, enfatizou o Pontífice em 27 de março de 2011.

Catequeses

Em 2011, Bento XVI deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre as grandes mulheres e teólogos do período medieval, iniciado em 2010. Logo em seguida, mais precisamente em 2 de fevereiro de 2011, o Papa fez um pequeno ciclo sobre alguns doutores da Igreja começando por Santa Teresa D'Àvila. Em maio, ele iniciou o ciclo de catequeses sobre a oração, o qual ainda está sendo realizado.

Viagens pela Itália

O Papa realizou em 2011, cinco viagens em território italiano, entre as quais destacam-se a visita a Ancona, em 11 de setembro de 2011, por ocasião do Congresso Eucarístico Nacional e a visita a Assis, Itália, onde participou do Encontro de oração, reflexão e diálogo pela paz que reuniu representantes de diversas religiões, em 27 de outubro de 2011.

Viagens Internacionais

Bento XVI cumpriu quatro viagens apostólicas internacionais neste ano. A primeira foi à Croacia, de 4 a 5 de junho, a segunda foi a Madri, por ocasião da 26ª Jornada Mundial da Juventude, em agosto; a terceira foi à sua terra Natal,Alemanha, de 22 a 25 de setembro. Por fim, o Santo Padre visitou Benin, na Africa, onde entregou a sua nova Exortação Apostólica pós-sinodal Africae Munus, o Compromisso da África.

Simpatias para 2012 ?

Fim de ano se aproxima e vejo tanta coisa sem sentido que beira a esquisitice, gente que já prepara a canela e os pés pra dar 7 pulinhos em 7 ondas para ter sei lá, 7 pedidos realizados. Gente que nunca come lentilha, mas já que é para garantir a sorte borá comer tudinho. Pra ter dinheiro então, não se esqueça da romã, sim vamos à mágica: “Chupe sete sementes na noite de Réveillon, embrulhe todas num papel e guarde o pacotinho na carteira para ter dinheiro o ano inteiro”.

Fico pensando: Dar 7 pulos em 7 ondas já uma atitude de quem não está muito a fim de correr e de abraçar oportunidades. Gente que não corre com esperança e se contenta com a facilidade de dar 7 pulos em 7 ondas. O pior é que quando vir aquela “onda” de dificuldades em 2012 esta pessoa não criou em si, a têmpera para enfrentá-la, pois se contentou em “pular”. Pular dificuldades, “perrengues”, frustrações e as aquelas situações que só cabe a nós superar e não pular não é?

Será que ao comer lentilhas para garantir a sorte não estou tirando de mim mesmo, a graça de pegar em minhas mãos as chances que a vida me oferece e ter assim não uma vida de sorte, mas sim vida com sentido?

Será que o segredo da felicidade está em ter dinheiro o ano todo e ainda mais este vindo de uma planta que, me desculpe, não teve a sorte de ficar longe de mãos que a arrancaram. E agora terá que ficar em uma carteira guardada por 1 ano! Que força esta semente tem? Deve ser muito fraca, pois está submetida ao destino de ficar ali e com o desejo de ir para terra gerar vida…

Galera além das brincadeiras com estas esquisitices (não julguei ninguém ehin) vejo que não podemos entrar o ano com atitudes fracas e fáceis. É hora de assumir o ano que vem com têmpera e vontade de superar, de recomeçar. Você é capaz, você em Cristo será capaz de superar as “ondas”, tribulações e o que vier, pois Ele te garante: Coragem eu venci o mundo ( Jo 16,33)

Que tal ao invés de pular ondas, comer lentilhas e guardar sementes você fazer uma boa confissão, rezar um terço em família consagrando o ano a Virgem Maria e ainda ir a missa se alimentar do verdadeiro corpo e sangue de Cristo?

Garanto seu Ano será bem melhor, não por mágica, mas porque você assume a vida nas mãos e tem coragem de dar sentido a ela entregando-a a Felicidade que é Deus!

Eu quero um ano de valer a pena e por isso já garanto minha confissão e assim deixo para traz a vida velha de 2011 e assumo a vida nova que Deus me dá para 2012. Não se perca nas “simpatias” deste mundo, simpatize-se com Jesus que é plena felicidade!

Novo tudo novo! Quero ser feliz quero ser santo! Bora?

Tamu junto

@adriano_rvj

EVANGELHO QUOTIDIANO 31/12 - 7º Dia na Oitava do Natal


Evangelho (João 1,1-18)

Sábado, 31 de Dezembro de 2011
7º Dia na Oitava do Natal

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. 2No princípio, estava ela com Deus. 3Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. 4Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. 5E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la.
6Surgiu um homem enviado por Deus; seu nome era João. 7Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. 8Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: 9daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano.
10A Palavra estava no mundo — e o mundo foi feito por meio dela — mas o mundo não quis conhecê-la. 11Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. 12Mas, a todos os que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornar filhos de Deus, isto é, aos que acreditam em seu nome, 13pois estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.
14E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como Filho unigênito, cheio de graça e de verdade. 15Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim”. 16De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. 17Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo.
18A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Santo do Dia 31/12


São Silvestre I

São Silvestre I
Este Papa dos inícios da nossa Igreja era um homem piedoso e santo, mas de personalidade pouco marcada. São Silvestre I apagou-se ao lado de um Imperador culto e ousado como Constantino, o qual, mais que servi-lo se terá antes servido dele, da sua simplicidade e humanidade, agindo por vezes como verdadeiro Bispo da Igreja, sobretudo no Oriente, onde recebe o nome de Isapóstolo, isto é, igual aos apóstolos.

E na realidade, nos assuntos externos da Igreja, o Imperador considerava-se acima dos próprios Bispos, o Bispo dos Bispos, com inevitáveis intromissões nos próprios assuntos internos, uma vez que, com a sua mentalidade ainda pagã, não estava capacitado para entender e aceitar um poder espiritual diferente e acima do civil ou político.

E talvez São Silvestre, na sua simplicidade, tivesse sido o Papa ideal para a circunstância. Outro Papa mais exigente, mais cioso da sua autoridade, teria irritado a megalomania de Constantino, perdendo a sua proteção. Ainda estava muito viva a lembrança dos horrores por que passara a Igreja no reinado de Diocleciano, e São Silvestre, testemunha dessa perseguição que ameaçou subverter por completo a Igreja, terá preferido agradecer este dom inesperado da proteção imperial e agir com moderação e prudência.

Constantino terá certamente exorbitado. Mas isso ter-se-á devido ao desejo de manter a paz no Império, ameaçada por dissenções ideológicas da Igreja, como na questão do donatismo que, apesar de já condenado no pontificado anterior, se vê de novo discutido, em 316, por iniciativa sua.

Dois anos depois, gerou-se nova agitação doutrinária mais perigosa, com origem na pregação de Ario, sacerdote alexandrino que negava a divindade da segunda Pessoa e, consequentemente, o mistério da Santíssima Trindade. Constantino, inteirado da agitação doutrinária, manda mais uma vez convocar os Bispos do Império para dirimirem a questão. Sabemos pelo Liber Pontificalis, por Eusébio e Santo Atanásio, que o Papa dá o seu acordo, e envia, como representantes seus, Ósio, Bispo de Córdova, acompanhado por dois presbíteros.

Ele, como dignidade suprema, não se imiscuiria nas disputas, reservando-se a aprovação do veredito final. Além disso, não convinha parecer demasiado submisso ao Imperador.

Foi o primeiro Concílio Ecumênico (universal) que reuniu em Niceia, no ano 325, mais de 300 Bispos, com o próprio Imperador a presidir em lugar de honra. Os Padres conciliares não tiveram dificuldade em fazer prevalecer a doutrina recebida dos Apóstolos sobre a divindade de Cristo, proposta energicamente pelo Bispo de Alexandria, Santo Atanásio. A heresia de Ario foi condenada sem hesitação e a ortodoxia trinitária ficou exarada no chamado Símbolo Niceno ou Credo, ratificado por S. Silvestre.

Constantino, satisfeito com a união estabelecida, parte no ano seguinte para as margens do Bósforo onde, em 330, inaugura Constantinopla, a que seria a nova capital do Império, eixo nevrálgico entre o Oriente e o Ocidente, até à sua queda em poder dos turcos otomanos, em 1453.

Data dessa altura a chamada doação constantiniana, mediante a qual o Imperador entrega à Igreja, na pessoa de S. Silvestre, a Domus Faustae,Casa de Fausta, sua esposa, ou palácio imperial de Latrão (residência papal até Leão XI), junto ao qual se ergueria uma grandiosa basílica de cinco naves, dedicada a Cristo Salvador e mais tarde a S. João Batista e S. João Evangelista (futura e atual catedral episcopal de Roma, S. João de Latrão). Mais tarde, doaria igualmente a própria cidade.

Depois de um longo pontificado, cheio de acontecimentos e transformações profundas na vida da Igreja, morre S. Silvestre I no último dia do ano 335, dia em que a Igreja venera a sua memória. Sepultado no cemitério de Priscila, os seus restos mortais seriam transladados por Paulo I (757-767) para a igreja erguida em sua memória.


São Silvestre, rogai por nós!





  Fonte: 
http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=12&dia=31

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

EVANGELHO QUOTIDIANO 30/12 - Sagrada Família, Jesus Maria e José


Evangelho (Lucas 2,22-40)

Sexta-Feira, 30 de Dezembro de 2011
Sagrada Família, Jesus Maria e José

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas. 
— Glória a vós, Senhor!

22Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor.23Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24Foram também oferecer o sacrifício — um par de rolas ou dois pombinhos — como está ordenado na Lei do Senhor.
25Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor.
27Movido pelo Espírito, Simeão foi ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29“Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz;30porque meu olhos viram a tua salvação, 31que preparaste diante de todos os povos:32luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”.
33O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele.34Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição.35Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”.
36Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido.37Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. 

- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.

Santo do Dia 30/12 - Sagrada Família


Sagrada Família

Sagrada Família
Se o Natal tiver sido ao domingo; não tendo sido assim, a Sagrada Família celebrar-se-á no domingo dentro da Oitava do Natal.

Da alocução de Paulo VI, Papa, em Nazaré, 5.1.1964:

O exemplo de Nazaré:

Nazaré é a escola em que se começa a compreender a vida de Jesus, é a escola em que se inicia o conhecimento do Evangelho. Aqui se aprende a observar, a escutar, a meditar e a penetrar o significado tão profundo e misterioso desta manifestação do Filho de Deus, tão simples, tão humilde e tão bela. Talvez se aprenda também, quase sem dar por isso, a imitá-la.
Aqui se aprende o método e o caminho que nos permitirá compreender facilmente quem é Cristo. Aqui se descobre a importância do ambiente que rodeou a sua vida, durante a sua permanência no meio de nós: os lugares, os tempos, os costumes, a linguagem, as práticas religiosas, tudo o que serviu a Jesus para Se revelar ao mundo. Aqui tudo fala, tudo tem sentido. Aqui, nesta escola, se compreende a necessidade de ter uma disciplina espiritual, se queremos seguir os ensinamentos do Evangelho e ser discípulos de Cristo. Quanto desejaríamos voltar a ser crianças e acudir a esta humilde e sublime escola de Nazaré! Quanto desejaríamos começar de novo, junto de Maria, a adquirir a verdadeira ciência da vida e a superior sabedoria das verdades divinas!
Mas estamos aqui apenas de passagem e temos de renunciar ao desejo de continuar nesta casa o estudo, nunca terminado, do conhecimento do Evangelho. No entanto, não partiremos deste lugar sem termos recolhido, quase furtivamente, algumas breves lições de Nazaré.
Em primeiro lugar, uma lição de silêncio. Oh se renascesse em nós o amor do silêncio, esse admirável e indispensável hábito do espírito, tão necessário para nós, que nos vemos assaltados por tanto ruído, tanto estrépito e tantos clamores, na agitada e tumultuosa vida do nosso tempo. Silêncio de Nazaré, ensina-nos o recolhimento, a interioridade, a disposição para escutar as boas inspirações e as palavras dos verdadeiros mestres. Ensina-nos a necessidade e o valor de uma conveniente formação, do estudo, da meditação, da vida pessoal e interior, da oração que só Deus vê.
Uma lição de vida familiar. Que Nazaré nos ensine o que é a família, a sua comunhão de amor, a sua austera e simples beleza, o seu caráter sagrado e inviolável; aprendamos de Nazaré como é preciosa e insubstituível a educação familiar e como é fundamental e incomparável a sua função no plano social.
Uma lição de trabalho. Nazaré, a casa do Filho do carpinteiro! Aqui desejaríamos compreender e celebrar a lei, severa mas redentora, do trabalho humano; restabelecer a consciência da sua dignidade, de modo que todos a sentissem; recordar aqui, sob este teto, que o trabalho não pode ser um fim em si mesmo, mas que a sua liberdade e dignidade se fundamentam não só em motivos econômicos, mas também naquelas realidades que o orientam para um fim mais nobre. Daqui, finalmente, queremos saudar os trabalhadores de todo o mundo e mostrar-lhes o seu grande Modelo, o seu Irmão divino, o Profeta de todas as causas justas que lhes dizem respeito, Cristo Nosso Senhor.

João Paulo II, na Carta dirigida à família, por ocasião do Ano Internacional da Família, 1994, escreve:

A Sagrada Família é a primeira de tantas outras famílias santas. O Concílio recordou que a santidade é a vocação universal dos batizados (LG 40). Como no passado, também na nossa época não faltam testemunhas do "evangelho da família", mesmo que não sejam conhecidas nem proclamadas santas pela Igreja...

A Sagrada Família, imagem modelo de toda a família humana, ajude cada um a caminhar no espírito de Nazaré; ajude cada núcleo familiar a aprofundar a própria missão civil e eclesial, mediante a escuta da Palavra de Deus, a oração e a partilha fraterna da vida! Maria, Mãe do amor formoso, e José, Guarda e Redentor, nos acompanhem a todos com a sua incessante proteção.


Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós!







 Fonte: 
http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=12&dia=30

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Santo do Dia 29/12


São Tomás Becket

São Tomás Becket
Em 1155, Henrique II, rei da Inglaterra e de parte da França, nomeou seu chanceler Tomás Becket. Oriundo da Normandia, onde nasceu em 1117, e senhor de grande riqueza, era considerado um dos homens de maior capacidade do seu tempo. Compararam-no a Richelieu, com o qual na realidade se parecia, pelas qualidades de homem de Estado e amor das grandezas. Ficou célebre a visita que fez, em 1158, a Luís VII, rei da França.

Quando vagou a Sé de Canterbury, Henrique II nomeou para ela o chanceler. Tomás foi ordenado sacerdote a 1 de junho de 1162 e sagrado Bispo dois dias depois. Desde então, passou a ser a pessoa mais importante a seguir ao rei e mudou inteiramente de vida, convertendo-se num dos prelados mais austeros.

Convencido de que o cargo de primeiro-ministro e o de príncipe da Inglaterra eram incompatíveis, Tomás pediu demissão do cargo de chanceler, o que descontentou muito o rei. Henrique II ficou ainda mais aborrecido quando, em 1164, por ocasião dos "concílios" de Clarendon e Northampton, o Arcebispo tomou o partido do Papa contra ele. Tomás viu-se obrigado a fugir, disfarçado em irmão leigo, e foi procurar asilo em Compiègne, junto de Luís VII.

Passou, a seguir, à abadia de Pontigny e depois à de Santa Comba, na região de Sens. Decorridos quatro anos, a pedido do Papa e do rei da França, Henrique II acabou por consentir em que Tomás regressasse à Inglaterra. Persuadiu-se de que poderia contar, daí em diante, com a submissão cega do Arcebispo, mas em breve reconheceu que muito se tinha enganado, pois este continuava a defender as prerrogativas da Igreja romana contra as pretensões régias. Desesperado, o rei exclamou um dia: "Malditos sejam os que vivem do meu pão e não me livram deste padre insolente". Quatro cavaleiros tomaram à letra estas palavras, que não eram sem dúvida mais que uma exclamação de desespero. A 29 de dezembro de 1170, à tarde, vieram encontrar-se com Tomás no seu palácio, exigindo que ele levantasse as censuras que tinha imposto. Recusou-se a isso e foi com eles tranquilamente para uma capela lateral da Sé.

"Morro de boa vontade por Jesus e pela santa Igreja", disse-lhes; e eles abateram-no com as espadas.


São Tomás Becket, rogai por nós!



  Fonte: 
http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=12&dia=29

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Santo do Dia 28/12


Os Santos Inocentes

Os Santos Inocentes
A festa de hoje, instituída pelo Papa São Pio V, ajuda-nos a viver com profundidade este tempo da Oitava do Natal. Esta festa encontra o seu fundamento nas Sagradas Escrituras. Quando os Magos chegaram a Belém, guiados por uma estrela misteriosa, "encontraram o Menino com Maria e, prostrando-se, adoraram-No e, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes - ouro, incenso e mirra. E, tendo recebido aviso em sonhos para não tornarem a Herodes, voltaram por outro caminho para a sua terra. Tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: 'Levanta-te, toma o Menino e sua mãe e foge para o Egito, e fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o Menino para o matar'. E ele, levantando-se de noite, tomou o Menino e sua mãe, e retirou-se para o Egito. E lá esteve até à morte de Herodes, cumprindo-se deste modo o que tinha sido dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: 'Do Egito chamarei o meu filho'. Então Herodes, vendo que tinha sido enganado pelos Magos, irou-se em extremo e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e arredores, de dois anos para baixo, segundo a data que tinha averiguado dos Magos. Então se cumpriu o que estava predito pelo profeta Jeremias: 'Uma voz se ouviu em Ramá, grandes prantos e lamentações: Raquel chorando os seus filhos, sem admitir consolação, porque já não existem'" (Mt 2,11-20) Quanto ao número de assassinados, os Gregos e o jesuíta Salmerón (1612) diziam ter sido 14.000; os Sírios 64.000; o martirológio de Haguenau (Baixo Reno) 144.000. Calcula-se hoje que terão sido cerca de vinte ao todo. Foram muitas as Igrejas que pretenderam possuir relíquias deles.

Na Idade Média, nos bispados que possuíam escola de meninos de coro, a festa dos Inocentes ficou sendo a destes. Começava nas vésperas de 27 de dezembro e acabava no dia seguinte. Tendo escolhido entre si um "bispo", estes cantorzinhos apoderavam-se das estolas dos cônegos e cantavam em vez deles. A este bispo improvisado competia presidir aos ofícios, entoar o Inviatório e o Te Deum e desempenhar outras funções que a liturgia reserva aos prelados maiores. Só lhes era retirado o báculo pastoral ao entoar-se o versículo do Magnificat: Derrubou os poderosos do trono, no fim das segundas vésperas. Depois, o "derrubado" oferecia um banquete aos colegas, a expensas do cabido, e voltava com eles para os seus bancos. Esta extravagante cerimônia também esteve em uso em Portugal, principalmente nas comunidades religiosas.

A festa de hoje também é um convite a refletirmos sobre a situação atual desses milhões de "pequenos inocentes": crianças vítimas do descaso, do aborto, da fome e da violência. Rezemos neste dia por elas e pelas nossas autoridades, para que se empenhem cada vez mais no cuidado e no amor às nossas crianças, pois delas é o Reino dos Céus. Por estes pequeninos, sobretudo, é que nós cristãos aspiramos a um mundo mais justo e solidário.

Santos Inocentes, rogai por nós!





 Fonte: 
http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=12&dia=28

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Santo do Dia 27/12


São João Evangelista

São João Evangelista
O nome deste evangelista significa: "Deus é misericordioso": uma profecia que foi se cumprindo na vida do mais jovem dos apóstolos. Filho de Zebedeu e de Salomé, irmão de Tiago Maior, ele também era pescador, como Pedro e André; nasceu em Betsaida e ocupou um lugar de primeiro plano entre os apóstolos.

Jesus teve tal predileção por João que este assinalava-se como "o discípulo que Jesus amava". O apóstolo São João foi quem, na Santa Ceia, reclinou a cabeça sobre o peito do Mestre e, foi também a João, que se encontrava ao pé da Cruz ao lado da Virgem Santíssima, que Jesus disse: "Filho, eis aí a tua mãe" e, olhando para Maria disse: "Mulher, eis aí o teu filho". (Jo 19,26s).

Quando Jesus se transfigurou, foi João, juntamente com Pedro e Tiago, que estava lá. João é sempre o homem da elevação espiritual, mas não era fantasioso e delicado, tanto que Jesus chamou a ele e a seu irmão Tiago de Boanerges, que significa "filho do trovão".

João esteve desterrado em Patmos, por ter dado testemunho de Jesus. Deve ter isto acontecido durante a perseguição de Domiciano (81-96 dC). O sucessor deste, o benigno e já quase ancião Nerva (96-98), concedeu anistia geral; em virtude dela pôde João voltar a Éfeso (centro de sua atividade apostólica durante muito tempo, conhecida atualmente como Turquia). Lá o coloca a tradição cristã da primeiríssima hora, cujo valor histórico é irrecusável.

O Apocalipse e as três cartas de João testemunham igualmente que o autor vivia na Ásia e lá gozava de extraordinária autoridade. E não era para menos. Em nenhuma outra parte do mundo, nem sequer em Roma, havia já apóstolos que sobrevivessem. E é de imaginar a veneração que tinham os cristãos dos fins do século I por aquele ancião, que tinha ouvido falar o Senhor Jesus, e O tinha visto com os próprios olhos, e Lhe tinha tocado com as próprias mãos, e O tinha contemplado na sua vida terrena e depois de ressuscitado, e presenciara a sua Ascensão aos céus. Por isso, o valor dos seus ensinamentos e o peso de das suas afirmações não podiam deixar de ser excepcionais e mesmo únicos.

Dele dependem (na sua doutrina, na sua espiritualidade e na suave unção cristocêntrica dos escritos) os Santos Padres daquela primeira geração pós-apostólica que com ele trataram pessoalmente ou se formaram na fé cristã com os que tinham vivido com ele, como S. Pápias de Hierápole, S. Policarpo de Esmirna, Santo Inácio de Antioquia e Santo Ireneu de Lião. E são estas precisamente as fontes donde vêm as melhores informações que a Tradição nos transmitiu acerca desta última etapa da vida do apóstolo.

São João, já como um ancião, depara-se com uma terrível situação para a Igreja, Esposa de Cristo: perseguições individuais por parte de Nero e perseguições para toda a Igreja por parte de seu sucessor, o Imperador Domiciano.

Além destas perseguições, ainda havia o cúmulo de heresias que desentranhava o movimento religioso gnóstico, nascido e propagado fora e dentro da Igreja, procurando corroer a essência mesma do Cristianismo.

Nesta situação, Deus concede ao único sobrevivente dos que conviveram com o Mestre, a missão de ser o pilar básico da sua Igreja naquela hora terrível. E assim o foi. Para aquela hora, e para as gerações futuras também. Com a sua pregação e os seus escritos ficava assegurado o porvir glorioso da Igreja, entrevisto por ele nas suas visões de Patmos e cantado em seguida no Apocalipse.

Completada a sua obra, o santo evangelista morreu quase centenário, sem que nós saibamos a data exata. Foi no fim do primeiro século ou, quando muito, nos princípios do segundo, em tempo de Trajano (98-117 dC).

Três são as obras saídas da sua pena incluídas no cânone do Novo Testamento: o quarto Evangelho, o Apocalipse e as três cartas que têm o seu nome.


São João Evangelista, rogai por nós!






  Fonte: 
http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=12&dia=27

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Jesus nasceu no ano 0?

Continuando nossa série sobre a História da Igreja, Professor Felipe Aquino conta mais sobre as circunstâncias do período em que nasceu Jesus Cristo.

“A MULHER NÃO DESEJA O ABORTO”

Dra. Pilar Virgil explica por que muitas mulheres chegam a cometer o aborto e roga: “Ajudemos as mulheres para que não abortem seus filhos!”.
A equipe de reportagem do ‘Destrave’ entrevistou  a médica, especialista em Ginecologia e Obstetrícia, *Dra. Pilar Virgil, para um esclarecimento sobre a relação da mulher com o aborto. (Veja também especial sobre aborto)
Destrave: Muitas pessoas aderem ao aborto porque pensam que as mulheres podem fazer o que quiserem com o corpo, mas quando se encontram numa situação como esta não sabem como reagir e o que fazer. O que dizer a este respeito?
Dra. Pilar Virgil: Primeiramente é preciso pensar que eu não tenho um corpo, eu sou um corpo. Muitas vezes, nós pensamos: “Eu tenho um corpo”, vai ser como um brinquedo, porém, este “brinquedo” é diferente, e não é um “brinquedo”, sou eu. Portanto, o que eu faço comigo mesma é muito importante, e muitas vezes, tomamos decisões porque não nos conhecemos.
"Ajudemos estas mulheres a seguir com sua vida lhes dando onde morar,
 um lugar para trabalhar e seguir estudando", pediu Dra. Pilar

Destrave: Qual é o tipo de distúrbio que pode acontecer com uma mulher que pratica o aborto?
Dra. Pilar Virgil: O principal distúrbio ocorrido com o aborto é o que acontece com essa pessoa, porque o aborto tem vítimas. Então as consequências já conhecemos e são muitíssimas, por isso, é muito comum o desenvolvimento de certos transtornos. Porém, eu queria ir além: porque o que me importa são as consequências dos meus atos ou importa o que faço? (veja: as consequências do aborto na vida de uma mulher)
Destrave: Por que as mulheres chegam a ponto de pensar e praticar um aborto?
Dra. Pilar Virgil: Esta pergunta é fundamental: “Por que uma mulher quer fazer isso?”.
“É muito estranho encontrar uma mulher que deseja o aborto. A mulher deseja a vida”, alerta Dra. Pilar.
O que acontece com esta mulher? A mulher está só e muitas vezes não tem ninguém que a acompanhe. E diante dessa solidão tem temor. Do que tem medo? Milhares de mulheres nos têm dito ter medo de não ter onde viver, temor de não poder terminar seus estudos e de perder seu trabalho.

Portanto, esta é uma tarefa de todos. Que nós, diante desta mulher que está grávida e com medo, nos preocupemos com ela, acolhendo-a e dando-lhe um lugar onde dormir. Pais, permitam que elas continuem em sua casa e que elas continuem estudando.
É preciso dizer para esta mulher que a criança não vai competir com os seus ideais de vida. Por isso eu queria fazer um pedido: quando uma mulher se vê diante da dúvida se borta ou não ela nunca vai querer matar, pois a mulher deseja a vida. Que ajudemos estas mulheres a seguir com a sua vida lhe dando onde morar, um lugar para trabalhar e seguir estudando. Eu creio que, com esta maneira de acolher, poucas mulheres optariam por essa situação [aborto].
Assista, na íntegra, a entrevista com Dra. Pilar Virgil.

Passos para fazer uma revisão de vida

A revisão de vida precisa começar pelo lado pessoal, porque todas as outras coisas estão relacionadas a isso...

Como rever seus conceitos para começar bem o ano?

Nicole Melhado
Da Redação CN



Psicóloga Denise Petresco

A chegada de um novo ano é uma inspiração a mais para rever nossos conceitos afim de sermos pessoas sempre melhores.  Mas como fazer essa análise de maneira madura e inteligente nos diversos aspectos da vida?

Inspirada na biografia de Steve Jobs, fundador da empresa Apple, a psicóloga Denise Petresco dá algumas dicas:

1) Faça aquilo de que você gosta, mesmo que no começo pareça que não vai dar certo

Quantas vezes desistimos de uma ótima idéia, sem nem ao menos nos darmos uma chance de tentar, no primeiro obstáculo já sucumbimos. Falta perseverança, força de vontade, fé, autoestima e paciência, muita paciência.

Sempre queremos tudo para ontem, nossa ansiedade num mundo capitalista e consumista faz com que não aceitemos esperar, estamos sempre com pressa, não queremos plantar para colher e não acreditamos que fazendo a nossa parte basta esperar que Deus fará a parte Dele e colheremos os frutos.

2) Aprenda com os erros


Quantas vezes por orgulho, vaidade e até mesmo teimosia, não admitimos que erramos? Quantas vezes ficamos envergonhados ao invés de recuarmos? Por que não voltar atrás e ver o que erramos para aprender?

Muitas vezes, preferimos dizer: "Eu não levo jeito para isso, é melhor desistir". É exatamente este momento que diferencia o vencedor do perdedor, porque o vencedor não desiste, considera um desafio perceber o que errou e segue em frente. Ele jamais desiste da batalha, sabe que é errando que se aprende.

Já o perdedor, achará uma boa desculpa e desistirá! Falta a humildade de aceitar que errou, falta humildade para ver que é normal errar para aprender e pedir que Deus o ilumine no caminho certo, com a esperança de que mais cedo ou mais tarde encontrará o caminho certo para si próprio. É só uma questão de tempo.

3) Trabalhe com equipes pequenas e confie nelas

Quando trabalhamos com poucas pessoas conhecidas e de confiança, nos sentimos mais seguros e confiantes. É fundamental saber delegar o trabalho, acreditar não só em si mesmo, mas também na capacidade dos outros e respeitar o espaço de cada um. Isso aumenta a chance de haver uma sinergia maior e, consequentemente, o trabalho flui mais fácil e rende mais, aumentando as chances de sucesso.

4) Faça as perguntas certas e pense diferente do que você pensa

Quantas vezes de fato, paramos para questionar e repensar o que estamos fazendo com nossas vidas e com a vida das outras pessoas?

Num mundo capitalista e imediatista, é mais fácil comprar tudo pronto e não questionar, deixar a vida nos levar, ao invés de nós levarmos a vida.

Como podemos mudar o mundo se nem ao menos temos coragem de mudar nossos pensamentos e comportamentos?

5) Crie uma cultura corporativa, mesmo na administração doméstica 

Para melhorar nossa qualidade de vida precisamos sempre saber o que queremos, ter planejamento, estabelecer metas, montar a equipe, saber de fato quem são nossos amigos e caminhar juntos para inovar, mudar e melhorar o nosso futuro, de nossos irmãos, e consequentemente do mundo.

6) Simplifique e diga não ao supérfluo

Na nossa vida temos o péssimo hábito de complicar ao invés de simplificar, achamos que não vivemos sem o supérfluo, que já faz parte de nossas vidas. Muitas vezes esquecemos que, quando viemos ao mundo, estávamos nus, sem nada, apenas corpo e alma.

7) Guarde segredos e ajude as pessoas

Como é difícil para nós seres humanos, pobres mortais, saber guardar um segredo! Falamos o que devemos e o que não devemos, e com prazer fazemos isso. Basta um amigo dizer ‘é segredo’, e em poucos minutos o mundo todo já saberá do tal segredo. Com a chegada do Facebook e do Twiter, então, nem se fala!

Saber guardar segredos é uma virtude. É importante escutar, jamais criticar, amar e não julgar. Procure ajudar as pessoas.

8) Ouça os outros, mas não tenha medo de tomar decisões sozinho

Na vida sempre temos que tomar decisões que muitas vezes não são fáceis, ficamos em dúvida sobre que caminho seguir, sentimos insegurança e medo de errar.

Neste momento, nada melhor do que pedir conselhos, mas devemos pedir isso às pessoas certas, aquelas que podemos confiar e que vão nos encorajar e não criticar, para que tenhamos a força, a segurança e a auto-estima necessária.

É importante entender que podemos tomar nossas decisões sem medo de errar, sabendo que é normal errar para aprender e que existe um Deus que nos protege. Muitas vezes, Ele nos leva por caminhos que não compreendemos, mas tudo isso serve para que possamos crescer como seres humanos.

9) É sempre melhor pegar um caminho alternativo do que correr onde todos já estão

A inovação pode trazer bons frutos para si e para os outros. Mas isso é bem diferente de arriscar, quando fazemos algo sem pensar, sem consciência de nossos atos.

Inovar requer planejamento estratégico, estabelecimento de metas, flexibilidade, conscientização, questionamento e vontade de mudar.

10) Valorize-se 

Todos nós temos qualidades e defeitos, o problema é que esquecemos de nossas qualidades e só nos lembramos dos nossos defeitos.

O ser humano tem uma tendência a ver tudo pelo ângulo negativo, a pensar negativo, Precisamos mudar nossa forma de pensar e pensar de forma mais positiva, ser nosso amigo e não inimigo.

Pessoas que pensam positivamente tendem em acreditar mais em si mesma, ter mais autoconfiança, mais fé, segurança e autoestima para saber lidar com os problemas e transformá-los em soluções.

Essas são as idéias de Steve Jobs para ‘mudar o mundo’. Se conseguirmos, neste final de ano, pelo menos refletir sobre estas idéias, poderemos mudar nosso ‘mundo’ em 2012!

Homilia do Pe Fernando Cardoso - 26 de dezembro de 2011

Existem duas oitavas que foram conservadas na Igreja, após a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II: a oitava da Páscoa e a oitava do Natal. Neste segundo dia da oitava do Natal, de longa tradição, celebramos a festa do mártir Santo Estevão.

A respeito deste mártir Judeu, Cristão e helenista, sabemos muito pouco: apenas o que Lucas nos informa, em seus capítulos 6° e 7° dos Atos dos Apóstolos. Tratou-se de um líder de alguma comunidade Judaica Cristã, de fala grega.

Não conhecemos sua existência. Lucas, porém, descreveu-nos seu martírio, calcando-o na morte de Jesus. Isto porque era concepção Lucana, ao iniciar o segundo volume de sua obra, Os Atos dos Apóstolos, fazer com que a Igreja repetisse, o que fez Jesus durante Sua vida terrestre.

Jesus morreu perdoando Seus inimigos: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem.” A mesma coisa Estevão ao ser apedrejado: “Senhor Jesus, não lhes imputes este pecado.”

Jesus não entregou Sua vida ao sepulcro, mas nas mãos do Pai. “Pai, em Tuas mãos entrego o Meu Espírito.” A mesma coisa Estevão, ao ser apedrejado e ao morrer: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito.” E, desta maneira, a Igreja o foi transformando, aos poucos, na tradição litúrgica e Cristã, naquele que ensina como se deve morrer.

Na Idade Média, apareceu um opúsculo, conhecidíssimo e muito difundido, com o nome de “Ars Cristiana Moriendi;” ou a arte de se morrer cristamente. Pois bem, Estevão nos ensina isto.

Mas poderíamos buscar também de sua existência, o que a liturgia hoje nos oferece: a não permitir que o nosso coração seja povoado por inimigos. É possível que inimigos figadais clássicos, não tenhamos. Estes são bem mais possíveis de serem encontrados nas grandes classes; entre políticos ou entre empresários. Mas pessoas antipáticas, pessoas que não pensam como nós, pessoas que, vez ou outra, nos fizeram mal ou deixaram de nos fazer o bem que lhes estava ao alcance.

Ou ainda, pessoas que não nos toleraram, pessoas que não nos deram tempo para crescer, pessoas que não tiveram paciência para conosco; este tipo de gente, nós conhecemos. Esta galeria de personagens, cada um de nós pode, perfeitamente, fazer perfilar diante de si.

Pois bem, nesta oitava do Natal, e ainda repletos das bênçãos do Natal, nós gostaríamos, como Estevão, de oferecer, generosamente, uma absolvição individual e personalizada a cada um deles, pedindo a Deus que aja também, generosamente, para com cada um de nós que perdoamos, porque somos pecadores perdoados; perdoamos, porque Deus também nos perdoou; perdoamos, porque Deus nos perdoa constantemente e jamais nega Seu perdão, a quem se humilha diante Dele.

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