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quarta-feira, 30 de junho de 2010

É fácil seguir Jesus?

Somos humanos e passíveis de erros e imperfeições

A Santa Eucaristia é a celebração do serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo pela humanidade.

O início da narrativa do Evangelho do décimo terceiro domingo do Tempo Comum é uma introdução solene da viagem de Jesus a Jerusalém. É o começo de Sua volta ao Pai e Ele apresenta Suas condições para quem quer segui-Lo. Mas não é tão fácil e simples seguir esse Jesus, que pôs o pé na estrada. Dois discípulos precisam ser "exorcizados” quanto ao preconceito racial e à intolerância religiosa. Outros são provocados a abandonar segurança, a rever prioridades e a romper laços familiares para pertencer a uma família que não se constitui a partir dos laços de sangue.

As palavras de Jesus neste Evangelho são dirigidas a todos os cristãos. Ele exige tudo de todos para sermos cristãos. Não podemos nos apegar nem mesmo à nossa alma, que é uma de nossas posses; devemos nos desapegar de tudo e seguir Cristo. Desde que dirijamos nossa vida para Deus, não devemos nos perturbar. É preciso vencer os prazeres carnais e conduzir nossa vida da melhor maneira, abandonando todo o restante para Aquele que tem o poder de fazer tudo o que quiser.

O Senhor nos conhece. Ele sabe que não nos transformamos de uma hora para outra. Mas o nosso objetivo deve ser ir nos aperfeiçoando até chegar ao ideal cristão. Não é fácil, mas é possível. Só depende de nos tornarmos cristãos autênticos. E, justamente porque não é fácil, é que é importante, valioso.

Somos humanos e passíveis de erros e imperfeições, mas também somos divinos, porque fomos criados à imagem e semelhança de um Deus uno e trino, que fez o Cristo se tornar humano entre nós a fim de que aprendêssemos a assumir a divindade em nosso interior.

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Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

Papa ensina qual é o "segredo" da santidade

Leonardo Meira
Da Redação CN

Bento XVI colocou a figura de São José Cafasso ao centro da Catequese desta quarta-feira, 30, indicando-o como uma das figuras de santos sacerdotes que são luzes na história da Igreja.

Sobre a santidade de vida do sacerdote italiano que viveu no século XIX, o Papa ensinou:

"O seu segredo era simples: ser um homem de Deus; fazer, nas pequenas ações diárias, 'aquilo que pode resultar na maior glória de Deus e na salvação das almas'. Amava de modo total o Senhor, era animado por uma fé profundamente enraizada, sustentada por uma profunda e prolongada oração, vivia uma sincera caridade para com todos".

Acesse.: Catequese de Bento XVI sobre São José Cafasso
.: OUÇA a Catequese do Papa (em italiano)


Cafasso atuou sobretudo como formador de padres no "Internato Eclesiástico de São Francisco de Assis", em Turim. Por mais de 25 anos foi diretor espiritual de Dom Bosco, fundador dos Salesianos, e de outros santos fundadores de institutos religiosos.

"O tipo de padre que Cafasso encontrou no Internato e que ele próprio contribuiu para reforçar - sobretudo como Reitor - era aquele do verdadeiro pastor, com uma rica vida interior e um profundo zelo no cuidado pastoral: fiéis à oração, engajados na pregação, na catequese, dedicados à celebração da Eucaristia e ao ministério da confissão [...]. Uma feliz expressão de São João Bosco resume o significado do trabalho educativo naquela Comunidade: 'no Internato, aprendia-se a ser sacerdotes'".




Ensinamento e direção

O Santo Padre explicou que o ensinamento de Cafasso nunca foi abstrato, mas ligado à experiência viva da misericórdia de Deus e do profundo conhecimento da alma humana, adquirido através do longo tempo que permanecia no confessionário e na direção espiritual.

Além disso, o Pontífice destacou que a relação de aconselhamento entre Cafasso e Dom Bosco é um modelo a ser seguido:

"O primeiro não se impôs sobre o segundo, mas o respeitou na sua personalidade e o ajudou a ler qual era a vontade de Deus sobre ele. Queridos amigos, é este um ensinamento precioso para todos aqueles que estão comprometidos na formação e educação das jovens gerações e é, também, uma forte lembrança de o quanto é importante ter um guia espiritual na própria vida, que ajude a compreender o que Deus quer de nós".

São José Cafasso também desenvolveu seu apostolado junto aos encarcerados de Turim, que, na época, viviam em lugares desumanos e desumanizantes. Por mais de 20 anos acompanhou os detentos, primeiro através de grandes pregações e, depois, privilegiando as conversas pessoais.

Uma atenção especial era dedicada aos condenados à morte: "Ele acompanhou ao patíbulo, depois de ter-lhes confessado e administrado a Eucaristia, 57 condenados à morte. Os acompanhava com profundo amor até o último suspiro de sua existência terrena", recordou o Papa.

Cafasso morreu em 23 de junho de 1860. O Venerável Servo de Deus Papa Pio XII, em 9 de abril de 1948, proclamou-o patrono das prisões italianas, e com a Exortação apostólica Menti nostrae, de 23 de Setembro de 1950, o propôs como modelo aos sacerdotes comprometidos na Confissão e direção espiritual.

Por fim, Bento XVI expressou:

"Queridos irmãos e irmãs, São José Cafasso seja uma lembrança para todos a intensificar o caminho rumo à perfeição da vida cristã, a santidade; em particular, recorde aos sacerdotes a importância de dedicar tempo ao Sacramento da Reconciliação e à direção espiritual, e a todos a atenção que devemos ter com relação aos necessitados".

O Espírito Santo quer nos dar a coragem de Nossa Senhora

Olá, internautas! Que bom estarmos juntos em mais um grupo de oração on-line. Hoje nós vamos mais uma vez caminhar com Nossa Senhora e pedir a Deus a coragem de Maria. Ela que recebeu a notícia de que iria ficar grávida sem ter tido nenhum contato com São José nem com homem algum, simplesmente pelo milagre de Deus.



Claro, na sociedade em que ela vivia, ela precisava ter muita coragem para dizer ''sim'' a Deus naquela situação, porque se ela fosse pega grávida, sem saber quem era o pai, naquele meio, ela seria apedrejada e morta. Mas ela resolveu correr o risco porque confiava em Deus, era uma mulher de coragem. Quando ela ficou perturbada com aquela notícia do Anjo Gabriel, que disse a ela: "Não tenhas medo, Maria, encontraste graça diante de Deus".

Quais são os medos que habitam o seu coração? Coloque-se, neste momento, na presença de Deus.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Coloque agora os seus medos nas mãos de Deus, coloque os medos que habitam o seu coração, os sentimentos de pavor. Você que está com síndrome do pânico, você que está sem coragem de enfrentar uma vida nova, vá pedindo: "Senhor, enche-me de coragem, eu preciso". Você que está desanimado, sem forças, peça a Deus que, com o Seu Espírito Santo, venha enchendo o seu coração de coragem. A coragem, que é a força do coração, nos impulsiona a irmos em frente nos projetos e desejos de Deus.

Peça que o Espírito Santo infunda em você a coragem para ser cristão no mundo de hoje, coragem para assumir a sua fé, sem ter medo do que seus amigos vão dizer. "Senhor, dá-me coragem de romper com as amizades que têm me desviado do Seu caminho". O Senhor coloca em meu coração que Ele toca em você que é jovem e está amarrado em amizades que o têm desviado do caminho d'Ele, que têm até influenciado no seu comportamento. "Espírito Santo, dá-me a coragem de romper com essas amizades, ainda que eu tenha de ficar sozinho por uns tempos".

Você que precisa de coragem para largar as drogas, que precisa de coragem para deixar aquele relacionamento afetivo que tem destruído você, não tenha medo! Deus está com você!

Aquela coragem que você precisa ter para pedir perdão a alguém e até mesmo para perdoar, diga: "Espírito Santo, enche-me de coragem!"

Você que vai prestar um concurso e está com medo e cheio de insegurança, vá pedindo: "Espírito Santo, encha-me da coragem de Nossa Senhora, que enfrentou todos os desafios para fazer a Sua vontade". Você que está sem coragem, peça a cura desses medos, dessa insegurança, dessa sensação de impotência.
Deus está com você. Vamos em frente! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Muito obrigado a você sócio que contribui com esta obra de evangelização! Continue nos ajudando e você que ainda não é um sócio venha se associar. Deus o abençoe!


Salette Ferreira
Comunidade Canção Nova

Matrimômio, caminho de santificação

Os matrimônios de hoje precisam amadurecer nesta realidade

Quando se fala em santificação precisa-se refletir sobre este termo enquanto processo que temos de passar a vida toda para atingi-lo. Ser santo é um processo: o lindo, mas doloroso, processo de santificação. E isso acontece na nossa vida, no cotidiano de nossa existência.

A pessoa casada experimenta de forma muito real este processo na sua vida, pois o matrimônio é um caminho certo para se alcançar a santidade. Começa pelos primeiros anos de casados com a adaptação à outra pessoa: os conceitos dela, a forma de viver e se comportar que passa de um viver individual para um viver a dois; os seus defeitos e imperfeições, que se confrontam com os nossos; a saída da casa dos pais ou de sua própria casa. Todos os conflitos resultantes dessa adaptação são sofrimentos que levam à santificação.

Com o passar dos anos começam outros processos, pois a pessoa muda de costumes e adquire outras manias e formas de pensar. Algumas delas se alienam, se fecham em si mesmas tornando-se egoístas e individualistas; outras se abrem demais e esquecem que estão casadas. Nascem os filhos e as dificuldades continuam a crescer: preocupações, doenças, noites sem dormir, perdem muitas vezes o foco no próprio matrimônio, ficando os filhos como barreiras para o encontro amoroso. Tudo isso é matéria-prima para a santificação dos cônjuges. O problema é quando a pessoa desiste de ser santa e resolve jogar fora a sua maior oportunidade de santificação: quem Deus colocou ao seu lado.

Vejo que os matrimônios de hoje precisam amadurecer nesta realidade: a santificação pessoal de cada pessoa: o esposo, a esposa e os filhos. Mas também isso não é desculpa para que continuem acontecendo as brigas, as discussões enormes, as agressões físicas e morais. Precisamos, sim, investir na própria concepção de pessoa: querer ser melhor para viver melhor com o(a) outro(a), aprender a perdoar e a receber perdão e acolher as dificuldades como formas de santificação que a Divina Providência nos proporciona.

Deus abençoe você.


Diácono Paulo Lourenço
http://blog.cancaonova.com/diaconopaulo/

Bispos avaliam ação evangelizadora da Igreja no Brasil

Natália Jael
Canção Nova Notícias


Os bispos do Regional Sul 1 da CNBB estão reunidos no Santuário Nacional em Aparecida (SP), até quinta-feira, 1º, para a Assembléia anual do estado de São Paulo. Eles avaliam as ações que já foram tomadas em cada diocese, e os rumos da missão continental.

Assista à reportagem



Uma reunião para avaliar e refletir a ação evangelizadora da Igreja em todo país. Com esse objetivo cerca de 50 bispos participam da Assembléia Regional dos Bispos do estado de São Paulo que começou nesta terça-feira, 29, no Santuário Nacional de Aparecida.

Com duração de três dias, a reunião serve como uma apresentação do que foi realizado nas dioceses paulistanas. Para isso relatórios econômicos e sociais do trabalhos de cada diocese serão apresentados e disponibilizados para análise e debate, uma ação que ajuda a fortalecer o trabalho dos bispos.

Foram apresentados aos bispos as diretrizes e metas da missão continental. Um projeto da Igreja para expandir a ação evangelizadora da palavra de Deus e alcançar todos os âmbitos da Igreja.

Para o Arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno, o trabalho realizado pelos bispos serve de modelo e incentivo para que todos os membros da igreja permaneçam em constante missão.

Sou livre, mas nem tudo me convém!

Você pertence a Deus. Ele é seu Pai, e não o colocou neste mundo por acaso. Você é gerado nesta vida para a eternidade. Foi para isso que Ele o criou.

Em nossos tempos, os sequestros são uma triste realidade. Quanto mais importante for a pessoa sequestrada, maior o valor do resgate. Veja bem! Você foi resgatado por um alto preço: o sangue de Jesus. Não foi um valor qualquer, foi a vida do filho de Deus. Uma vez resgatados por Deus, precisamos assumir o resgate e a nova vida, com muita gratidão. Veja o que a Palavra de Deus nos diz:

"'Tudo me é permitido', mas nem tudo me convém. 'Tudo me é permitido', mas eu não me deixarei escravizar por nada. Os alimentos são para o ventre, e o ventre para os alimentos, e Deus destruirá estes e aquele. Mas o corpo não é para a devassidão, ele é para o Senhor e o Senhor é para o corpo. Ora, Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também pelo seu poder. Não sabeis porventura que os vossos corpos são membros de Cristo?" (I Cor 6,12-15a).

Temos a liberdade dos filhos de Deus, mas nem tudo nos convém. Pelo contrário: a dignidade de filhos de Deus nos obriga. Como filho de Deus sou livre, mas nem tudo me convém. Porque sou filho, não posso me deixar escravizar por nada e por ninguém. Sou livre! Sou filho de Deus!

Se você ainda está preso ao vício do cigarro, da bebida, das drogas, Deus tem um plano de transformação para sua vida. Mas ele só acontecerá a partir da leitura diária da Palavra de Deus. A minha grande transformação está na Palavra de Deus, na Eucaristia e no terço diários. Nossos momentos com o Senhor não devem acontecer somente quando há tristeza, angústia ou dor. Precisamos estar com Ele em todos os instantes da nossa vida.

Deus transformará seu coração como transformou o meu pelo poder do Espírito Santo. Ninguém consegue largar o cigarro, a cerveja, a maconha, a cocaína, a prostituição, se não for pelo poder do Espírito Santo. Deixe que Ele faça parte da sua vida, do seu coração, do seu dia a dia! Você foi comprado por um alto preço: o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus.

Trecho do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta Feira, dia 30 de Junho de 2010

Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Hoje a Igreja celebra : Santos Protomártires da Igreja de Roma, 64-67,  S. Marçal, bispo, séc. III
image Saber mais sobre os Santos do dia 


Leituras

Comentário ao Evangelho do dia feito por : Concílio Vaticano II 
«Rogaram-Lhe que Se retirasse daquela região»


Evangelho segundo S. Mateus 8,28-34.
Chegado à outra margem, à região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho.
Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?»
Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos.
E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.»
Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, entraram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas.
Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos.
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região.
Da Bíblia Sagrada

terça-feira, 29 de junho de 2010

Solenidade de São Pedro e São Paulo

Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica


“Eis os santos que, vivendo neste mundo, plantaram a Igreja, regando-a com seu sangue. Beberam do cálice do Senhor e se tornaram amigos de Deus”.

Meus queridos Irmãos,

Celebramos hoje, 29/06, a festa das duas colunas da Igreja: São Pedro e São Paulo. Pedro: Simão responde pela fé dos seus irmãos (cf. Evangelho de Mateus 16,13-19). Por isso, Jesus lhe dá o nome de Pedro, que significa sua vocação de ser “pedra”, rocha, para que o Senhor edifique sobre ele a comunidade daqueles que aderem a ele na fé. Pedro deverá dar firmeza aos seus irmãos (cf. Lc 22,32). Esta “nomeação” vai acompanhada de uma promessa infalível: as “portas” (que correspondem à cidade, reino) do inferno (o poder do mal, da morte) não poderão nada contra a Santa Igreja de Cristo, que é uma realização do “Reino do Céu” (de Deus). A libertação da prisão ilustra esta promessa na primeira Leitura. Cristo lhe confia também “o poder das chaves”, ou seja, o serviço de “mordomo” ou administrador de sua casa, de sua família, de sua comunidade ou cidade. Na medida em que a Igreja é a realização, provisória, parcial, do Reino de Deus, Pedro e seus sucessores, os Papas, são administradores dessa parcela do Reino de Deus. Eles têm a última responsabilidade do serviço pastoral. Pedro, sendo aquele que responde “pelos Doze”, administra ou governa as responsabilidades da evangelização. E recebe, ainda, o poder de ligar e de desligar, o poder de decisão, de obrigar ou deixar livre. Não se trata de um poder ilimitado, mas da responsabilidade pastoral, que concerne à orientação dos fiéis para a vida em Deus, no caminho de Cristo.

Paulo aparece mais na qualidade de fundador carismático da Igreja. Sua vocação se dá na visão de Nosso Senhor Jesus Cristo no caminho de Damasco: de perseguidor, transforma-se em mensageiro de Cristo, “apóstolo”, grande pedagogo da missão e da vida do Senhor. É Paulo que realiza, por excelência, a missão dos apóstolos de serem testemunhas do Ressuscitado até os confins da terra. As cartas a Timóteo, escritas da prisão de Roma, são a prova disso, pois Roma é a capital do mundo, o trampolim para o Evangelho se espalhar por todo o mundo civilizado daquele tempo. São Paulo é o apóstolo das nações. No fim da sua vida, pode oferecer uma vida como oferenda adequada a Deus, assim como ele ensinou. Como Pedro, Paulo experimentou Deus como Aquele que nos liberta da tribulação.

Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. Os artistas da iconografia católica colocaram as chaves da Igreja em sua mão, para distinguir o seu encargo de possuidor das chaves da salvação. Paulo foi morto decapitado por ser cidadão romano, o que o impedia de ser crucificado. Os artistas da iconografia católica lhe põem sempre na mão uma espada, além de um livro, para simbolizar as várias epístolas teológicas que legou para a Igreja de Cristo.

Por isso o Evangelho nos fala da confissão de fé de Pedro e a promessa de Jesus para seu futuro. Jesus apelidara Simão de Cefas, que, em aramaico, significa "pedra". O apelido pegara a ponto de todos o chamarem de Simão Pedro ou simplesmente de Pedro. Pedro assim será o fundamento da Igreja, do novo Povo de Deus. A pedra na Bíblia significava e significa a segurança, a solidez e a estabilidade, como régio és meu penedo de salvação. Mas Jesus sabia que, sendo criatura humana, Pedro, por mais fiel que Lhe fosse, seria sempre uma criatura fraca. Por isso, se faz de Pedro o fundamento, reserva para si todo o peso e todo o equilíbrio da construção e sem a qual o inteiro edifício viria abaixo.

O simbolismo das chaves é claro. A chave abre e fecha. Possuir a chave significa garantia, propriedade, poder de administrar. Isaías tem uma profecia sobre a derrubada do administrador. Sobna e sua substituição pelo obscuro empregado Eliaquim. Põe na boca de Deus estas palavras: “Colocarei as chaves da casa de Davi sobre seus ombros: ele abrirá e ninguém fechará, ele fechará e ninguém abrirá”(cf. Is 22,22). O texto aproxima-se muito à promessa de Jesus, até mesmo na escolha de um humilde pescador para administrar a nova casa de Deus. Assim como Eliaquim não se tornou o dono da casa de Davi, também Pedro não será o dono da nova comunidade. O dono continuará sempre sendo o próprio Deus. Em linguagem jurídica, diríamos que Pedro tornou-se o fiduciário de Cristo. O binômio ligar-desligar repete o abrir-fechar das chaves. Pedro recebe o direito e a obrigação de decidir sobre a autenticidade da doutrina e comportamento dos cristãos diante dos ensinamentos de Jesus. Esta missão de todos os Papas, sucessores de Pedro, que bem podem ser definidos como os guardiões da verdade e da caridade. Celebrar São Pedro, para os cristãos, é também celebrar o Papa.

Pedro e Paulo representam duas dimensões da vocação apostólica, diferentes, mas complementares. As duas foram necessárias, para que pudéssemos comemorar hoje os fundadores da Igreja Universal. Esta complementaridade dos carismas de Pedro e Paulo continua atual na Igreja de Cristo hoje: a responsabilidade institucional e criatividade missionária, responsabilidade de todos nós!

Rezemos, pois, pelo nosso Santo Padre Bento XVI que para fiel a missão de ter o serviço da caridade de dirigir a Igreja de Cristo nos interpele para seguirmos a missão de Pedro e de Paulo para sermos testemunhas de Cristo no mundo. Amém!

Padre Wagner Augusto Portugal

Inauguração da maior imagem católica do mundo

Papa afirma que dano mais grave para a Igreja é "poluição da fé"

Leonardo Meira
Da Redação CN

 "Se pensamos nos dois milênios de história da Igreja, podemos observar que - como havia prenunciado o Senhor Jesus (cf. Mt 10, 16-33) - nunca faltaram para os cristãos as provações, que em alguns períodos e lugares assumiram o caráter de verdadeiras e próprias perseguições. Essas, no entanto, apesar do sofrimento que provocam, não constituem o perigo mais grave para a Igreja. O dano maior, de fato, provém daquilo que polui a fé e a vida cristã dos seus membros e das suas comunidades, afetando a integridade do Corpo Místico, enfraquecendo a sua capacidade de profecia e testemunho, manchando a beleza de seu rosto".

Essa foi a indicação crucial de Bento XVI durante a homilia na Missa da  Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, celebrada na Basílica de São Pedro na manhã desta terça-feira, 29.

Acesse.: Homilia de Bento XVI  na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo
.: FOTOS: Solenidade de São Pedro e São Paulo

Logo no início, o Papa disse que o tema dos textos bíblicos da Liturgia do dia "se poderia resumir assim: Deus está próximo de seus fiéis servidores e os livra de todo o mal, e livra a Igreja das forças negativas".

A partir da promessa de Jesus à Igreja - "as forças do inferno não prevalecerão" -, o Santo Padre afirmou que essa realidade vale não somente para as históricas perseguições que resultaram no martírio de Pedro e Paulo, "mas vai além, desejando assegurar a proteção sobretudo contra as ameaças de ordem espiritual".

Nesse sentido, o Pontífice destacou que é possível afirmar que existe uma garantia de liberdade assegurada por Deus à Igreja, tanto dos laços materiais - que podem prejudicar a missão - quanto dos males espirituais e morais - que podem afetar a credibilidade.

Dirigindo-se aos 38 Arcebispos Metropolitanos nomeados no último ano, que participaram do rito de imposição do pálio - entre os quais dois brasileiros -, o Papa salientou que a comunhão com Pedro e seus sucessor é garantia de liberdade, seja com relação aos poderes constituídos, seja "no sentido da plena adesão à verdade, à autêntica tradição, de tal forma que o Povo de Deus seja preservado de erros concernentes à fé e à moral", indicou.

O Santo Padre também referiu-se à promessa de Jesus - de que as portas do inferno não prevalecerão sobre a Igreja - em um sentido ecumênico:

"A partir do momento que, como citei há pouco, um dos efeitos típicos da ação do Maligno é exatamente a divisão no interior da comunidade eclesial. As divisões, de fato, são sintomas da força do pecado, que continua a agir nos membros da Igreja mesmo após a redenção. [...] A unidade da Igreja está enraizada na sua união com Cristo, e a causa da plena unidade dos cristãos - sempre a se buscar e renovar, de geração em geração - é, então, sustentada pela sua oração e sua promessa".


A Celebração

Concelebraram a Eucaristia com o Papa os 38 Arcebispos Metropolitanos que, durante o Sagrado Rito, receberam a imposição do Pálio diante da Confissão de São Pedro.

No final da Missa, o Papa recitou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, destacando que a profissão de fé de Pedro no diálogo com Jesus - "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo" (Mt 16, 16) - "não é uma declaração fruto de raciocínios lógicos, mas uma revelação do Pai ao humilde pescador da Galileia".


A Delegação Ortodoxa

Como de costume, por ocasião da Festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Padroeiros da Cidade de Roma, esteve presente na Santa Missa uma Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, composta por Sua Eminência Gennadios (Limouris), Metropolita de Sassima, subsecretário da  Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa no seu conjunto e vice-moderador do Comitê central do Conselho Ecumênico de Igrejas (Genebra); Sua Eminência Bartholomaios (Ioannis Kessidis), Bispo de Arianzós, Assistente do Metropolita da Alemanha; Reverendo Diácono Theodoros Meimaris, da Sede patriarcal do Fanar.

O grupo participou da celebração das Vésperas na noite desta segunda-feira, 28, que foi presidida pelo Papa na Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Leia mais.: Papa preside Missa na Solenidade de Pedro e Paulo, no dia 29
.: Bento XVI diz que São Pedro e São Paulo são fundamentos da Igreja
.: Anúncio do Evangelho é serviço que Igreja presta à humanidade.: Papa vê esperança de avanço contínuo no diálogo Católico-Ortodoxo

Missa pela construção da igreja do Pai das Misericórdias

Da Redação CN

 Em agradecimento aos Sócios Evangelizadores que já contribuíram com a construção da igreja do Pai das Misericórdias, a Canção Nova realiza no dia 9 de julho, às 10h, uma Missa em ação de graças pelas obras no local. A Celebração Eucarística, que acontece na sede da comunidade católica, em Cachoeira Paulista (SP), será presidida pelo bispo da diocese de Lorena (SP), Dom Benedito Beni dos Santos.

:: Veja + fotos da construção da igreja

A data escolhida representa o marco da construção, quando em 9 de julho de 2008, foi preparado o terreno e feita a locação topográfica da obra. A cerimônia, transmitida pelo Sistema Canção Nova de Comunicação, também vai contar com a presença dos cofundadores da comunidade, Luzia Santiago e Wellington Silva Jardim (Eto). A Missa será celebrada dentro do canteiro de obras, por essa razão o Departamento de Infraestrutura recomenda aos peregrinos que venham com calçado fechado para evitar acidentes.

Sobre a igreja do Pai das Misericórdias

A inspiração para a construção de uma igreja na sede da Canção Nova nasceu em 2002, com o fundador da comunidade, monsenhor Jonas Abib. Em 2004, após a finalização do Centro de Evangelização Dom João Hipólito de Moraes (que também foi construído com a Campanha do Ouro), o desejo de construir o espaço aumentou e se tornou realidade no dia 8 de dezembro de 2007 - quando foi inaugurada a pedra fundamental da igreja do Pai das Misericórdias.

A construção da igreja é um símbolo da força e união de um povo, um projeto pensado com o objetivo de manter a simplicidade da Canção Nova e sua religiosidade. O local escolhido para a construção marca a realeza de Deus, pois é um ponto alto que poderá ser avistado até mesmo da principal rodovia federal do país: a Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo. A igreja, projetada para comportar cerca de 10 mil peregrinos, tem o formato de uma mão, fazendo alusão ao cuidado de Deus com os Seus filhos e a Sua disponibilidade de sempre ajudá-los.

:: Saiba mais sobre a construção da igreja

Doações


Para ajudar na construção, envie sua doação em ouro e o seu testemunho para uma das Casas de Missão da Canção Nova ou via Sedex para o endereço:

Fundação João Paulo II
Caixa Postal 57
CEP: 12630-000
Cachoeira Paulista (SP)

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Catequese sobre O Papa

Padre Demétrio

"Seguir o Papa é a certeza de estarmos em comunhão plena com Cristo"


Neste dia 29 de junho a Igreja comemora o Dia do Papa por ocasião da Solenidade de São Pedro e São Paulo1. Para falar um pouco mais sobre a figura e o ministério do Sumo Pontífice o portal cancaonova.com entrevistou, por telefone, padre Demétrio Gomes2, sacerdote da Arquidiocese de Niterói (RJ), diretor espiritual do Seminário Arquidiocesano São José da mesma diocese e diretor do Instituto Filosófico e Teológico do referido seminário, onde leciona os cursos de Filosofia e de Teologia. O sacerdote também cursa o mestrado de Direito Canônico no Pontifício Instituto Superior em Direito Canônico do Rio de Janeiro, agregado à Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma.

No áudio abaixo você confere, na íntegra, esta entrevista


cancaonova.com: Por que hoje é considerado o Dia do Papa?

Padre Demétrio: Hoje dia 29 de junho é considerado o Dia do Papa porque hoje nós celebramos o martírio destas duas colunas da Igreja Católica: São Pedro e São Paulo; e especialmente por ser o martírio de São Pedro nos focamos em seus sucessores, os Papas. Nós não sabemos a data exata desses martírios, mas se estima que tenha sido entre os anos 64 e 68, ou seja, na data do grande incêndio de Roma por Nero, sendo que no ano 68 foi o ano da morte deste imperador romano. No ano de 64 Nero, com a intenção de fundar uma nova cidade com o seu nome, incendiou a cidade romana e logo correu o boato de que teria sido o imperador que realizou esse incêndio, mas este [imperador] colocou a culpa nos cristãos e logo desencadeou-se uma grande perseguição contra estes. Uma lenda chamada  "Quo Vadis" diz que Pedro (na época ele morava em Roma) tenta fugir com medo e mais uma vez abandonar o seu Senhor. Narra essa lenda que, ao já  estar saindo da cidade de Roma, o apóstolo encontra novamente Nosso Senhor indo em direção a Roma e Lhe pergunta: "Senhor, aonde vais?" ("Quo vadis, Domine?") e o Senhor lhe responde: "Estou indo a Roma para ser outra vez crucificado" e Pedro logo percebe o recado que Nosso Senhor queria lhe dar, ou seja, que ele [Pedro] deveria sofrer o martírio pelo seu Senhor, o qual antes havia dado a vida por ele. Pedro então volta para Roma e é martirizado, pedindo para ser crucificado de cabeça para baixo porque se diz não ser digno de ser crucificado como o seu Senhor. E ali, em solo romano, Pedro derrama o seu sangue, que é semente para o crescimento da Igreja Católica.



cancaonova.com: Onde aparece na Sagrada Escritura o fundamento do poder de Pedro e dos seus sucessores, os Papas?

Padre Demétrio: Existem várias passagens da Escritura, no Novo Testamento, que narram o fundamento do poder de Pedro e seu primado, por exemplo: Mateus 16,16-19, onde aparece Jesus conferindo ao apóstolo a promessa do primado. Temos também Lucas 22, onde aparece a oração feita por Jesus a Pedro dizendo do seu papel com relação aos outros apóstolos. E o capítulo 21 do Evangelho de São João onde se confirma este primado de Pedro.

Podemos pegar a passagem do capítulo 16 de São Mateus, a partir do versículo 16, onde temos a confissão de Pedro: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. E logo depois Jesus faz uma revelação a Pedro seguida de uma promessa: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”.

Podemos ver alguns elementos desta Palavra em que Jesus confere o poder ao apóstolo Pedro.


1º Vemos que só a Pedro Jesus chama de bem-aventurado: "Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi carne e sangue quem te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu". E logo depois muda o nome de Simão para Pedro, e na Sagrada Escritura a mudança de nome implica uma nova missão, uma alteração de missão. A palavra Pedro vem do Grego "Petros" que é uma forma masculinizada do feminino "Petra", que significa Rocha; em aramaico se diz "Kepha", Pedro é a Rocha, fundamento sólido sobre o qual Jesus vai fundar a Sua "Ecclesia", a Sua Igreja que vai se tornar o novo povo de Deus. A Igreja é de quem? De Pedro? Não, a Igreja é de Cristo, ela é fundamentada sobre a rocha que é Pedro, mas a Igreja é de Cristo, Ele é o fundador.

"Eu te darei as chaves do Reino dos Céus". Na Sagrada Escritura é preciso entender bem o contexto do termo "conferir as chaves". Trata-se de uma expressão rabínica que confere a Pedro toda responsabilidade sobre a casa de Deus aqui na terra. Jesus continua: "tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”, ou seja, implica toda autoridade doutrinal e disciplinar de Pedro sobre a Igreja. E a promessa toma muito mais força quando Jesus diz explicitamente que todos os atos de Pedro vão ser confirmados no céu. Este poder também foi dado aos Apóstolos em conjunto, ao que chamamos de "Colégio Apostólico". No entanto, Pedro tem este poder sozinho, por ele só. Este poder passa para os seus sucessores. Assim como os Bispos são sucessores dos Apóstolos, o Papa é o sucessor de Pedro. A palavra Papa, que nós usamos para chamar o sucessor de Pedro, é originária do grego e significa "Pai", e esses sucessores do primeiro Bispo de Roma são os Vigários de Cristo, ou seja, aqueles que atuam em nome de Cristo. Santa Catarina de Sena no Séc. XIV chamava o Papa de "O doce Cristo na terra".





cancaonova.com: Seria então o Santo Padre um líder religioso como os demais líderes da humanidade?

Padre Demétrio: O Papa é certamente um líder religioso, mas não como os demais líderes, porque, como nós vemos nas Sagradas Escrituras o Papa não está à frente da Igreja por ele mesmo, mas por um poder conferido pelo próprio Deus encarnado. Jesus Cristo escolhe um homem com suas limitações, com debilidades naturais, como Pedro, um rude pescador, provavelmente sem muita formação humana, covarde, porque nega o seu Senhor nos momentos de maior dificuldade, e provavelmente nega o seu Senhor à beira do seu martírio em Roma. E mesmo com essas fragilidades humanas Deus o escolhe para mais uma vez se confirmar aquilo que São Paulo dizia:  "Deus escolhe os fracos para confundir os fortes". Por essa razão, o apóstolo Pedro não é um líder que está à frente da Igreja porque ele quer, porque houve uma votação democrática e votaram nele, mas porque é o próprio Deus que o escolhe para colocá-lo à frente de Sua Igreja e depois dele [Pedro] os seus sucessores, que são o fundamento visível da unidade da Igreja Católica. Seguir o Sumo Pontífice é a certeza de estar em comunhão plena com Cristo, por isso se diz que o Papa é fundamento visível da unidade.

Confira uma catequese em forma de slide sobre a pessoa e a figura do Papa



cancaonova.com: Muitos criticam o Santo Padre dizendo que a Igreja precisaria rever alguns pontos para adaptar-se ao mundo moderno, aceitando a ordenação de mulheres, o casamento homossexual, a liberação do aborto, entre outros. Por que o Papa não pode mudar essas posturas?

Padre Demétrio: Essa é uma crítica comum não só dos tempos de hoje, mas de todos os tempos, ou seja, que o Papa precisa se abrir, que a Igreja é muito fechada, que a Igreja tem posturas medievais, que precisa se adaptar ao mundo moderno. Mas quem pensa assim não tem ideia de que o Papa não é o dono da Igreja, o Papa é o servidor de algo muito maior que o Senhor lhe confiou. O Papa é aquele que recebeu o depósito da fé ("Depositum fidei"), um conjunto de verdades que ele deve guardar e proteger. Ele é um servo da verdade, como o Papa Bento XVI escolheu como o seu lema: "Cooperadores da verdade", o Papa é um colaborador da verdade, ele guarda um tesouro que não é dele,  que lhe foi confiado pela tradição que passou de séculos. Portanto, o Santo Padre não pode mudar esta verdade para adaptá-la ao mundo, como se isso fosse fazer com que ela [verdade] fosse bem quista pelos homens. Contudo, a verdade é única, ela não muda com o tempo. Por essa razão, o Sumo Pontífice não pode mudar a seu bel-prazer a verdade que lhe foi confiada por Cristo, ele não tem este poder, ele deve custodiar esta verdade ainda que venha a lhe custar a própria vida, como aconteceu com muitos Papas no início do Cristianismo.


cancaonova.com: Por que as pessoas não entendem isso?

Padre Demétrio: Isso é difícil de entender pelos homens de hoje, porque estes já não possuem fé. Para o homem moderno que não tem fé jamais lhe será possível entender a missão do Sumo Pontífice. Quem não tem fé não vai entender este poder que lhe foi conferido pelo próprio Cristo. Quem não tem fé não vai entender que o Papa tem assistência do Espírito Santo para proclamar, sem erro, aquilo que o Senhor lhe confiou como verdade. Portanto, um requisito indispensável para entender e amar a figura do Santo Padre é que nós tenhamos fé; quando o homem perde a fé ele perde a credibilidade que ele deveria dar à figura do Romano Pontífice, o Santo Padre.


cancaonova.com: O que poderíamos fazer de concreto para manifestar a veneração e a comunhão com o Santo Padre?

Padre Demétrio: Penso que um grande presente que poderíamos dar ao Santo Padre no dia de hoje e todos os dias seriam as nossas orações; todos os dias lembrar de rezar pelo Papa "o doce Cristo na terra". Oferecer por ele os nossos sacrifícios; na Santa Missa rezar por ele, também nas nossas orações pessoais lembrar dele e das suas intenções. Assim como os primeiros cristãos rezavam por Pedro quando ele estava no cárcere, também nós devemos acompanhá-lo [atual Papa] dobrando os nossos joelhos e rogando a Deus por tudo o que sofre hoje o Papa Bento XVI, as críticas dos homens, daqueles que não entendem a verdade de Cristo. Por outro lado, também devemos conhecer aquilo que o Santo Padre fala, porque ele é a garantia de estarmos em comunhão plena com Cristo. Portanto, conhecer os documentos que o Papa escreve, lê-los, estudá-los, ler e escutar as homilias do Santo Padre, ouvir os seus discursos e catequeses, acompanhá-lo pelo menos espiritualmente nas suas viagens apostólicas. Estar sempre em comunhão com o Papa é a garantia de estarmos em comunhão com Cristo; nós temos de também ajudar outros católicos para que caminhem seguindo os passos de Pedro aqui na terra, porque esta é a garantia de estarmos seguindo Cristo aqui na terra.

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1Por questões pastorais, para uma participação mais expressiva do povo de Deus, a Igreja do Brasil, de acordo com as normas litúrgicas, transfere a Solenidade do martírio de São Pedro e São Paulo para o domingo

2Padre Demétrio Gomes também assessor do Setor Juventude da Arquidiocese de Niterói, e diretor espiritual do Grupo de Casais Famílias em Cristo. Membro da Sociedade Internacional Tomás de Aquino (SITA – Brasil), além de administrar o portal presbiteros.com, um site de grande referência na formação do clero católico.

Grandes Heresias: O Monofisismo

Cardeal Eusébio Oscar Scheid completa 50 anos de sacerdócio

Da Redação CN, com CNBB

O Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Eusébio Oscar Scheid, celebra, no próximo dia 3, o Jubileu de Ouro de sua Ordenação Presbiteral. A Missa será na Catedral de São Dimas, em São José dos Campos (SP). Além de Dom Moacir Silva, atual bispo diocesano de São José dos Campos, confirmaram presença o Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Dom Dimas Lara Barbosa, Dom João Corso, Dom Hilário Moser, Dom Murilo Krieger e Dom Wilson Tadeu.

Dom Eusébio recebeu o segundo grau do Sacramento da Ordem em 1960, em Roma, onde fazia o doutorado em Teologia. Atuou como professor universitário em São Paulo, na capital e em Taubaté, até ser consagrado bispo em 1981. Foi o primeiro bispo de São José dos Campos, onde permaneceu por 10 anos. Ali, fundou o Instituto de Filosofia Santa Teresinha, instalou também a residência teológica Padre Rodolfo.

No dia 23 de janeiro de 1991 foi nomeado arcebispo de Florianópolis. Tomou posse da arquidiocese no dia 16 de março do mesmo ano. Nesta arquidiocese criou o Seminário de Teologia “Convívio de Emaús” e o Seminário de Filosofia “Edith Stein”; inaugurou o Instituto Social João Paulo II e instituiu a Escola de Ministérios.

No consistório de 21 de outubro de 2003, presidido pelo Papa João Paulo II, foi criado cardeal presbítero, com o título da Basílica dos santos Bonifácio e Aleixo. Participou do conclave que elegeu o Papa Bento XVI. Esteve no Rio até 2009, quando passou a função a Dom Orani João Tempesta. Após se tornar emérito, escolheu a cidade de São José dos Campos para fixar residência.

Bispos brasileiros falam da emoção de receber imposição do pálio

Kelen Galvan
Da Redação CN

 Dentre os 38 arcebispos que receberam a imposição do pálio das mãos do Papa Bento XVI nesta terça-feira, 29, dois eram brasileiros. O Arcebispo de Belem do Pará, Dom Alberto Taveira Corrêa, e o Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Antônio Fernando Saburido, falaram à nossa equipe de reportagem em Roma sobre a alegria e responsabilidade de receber esta insígnia, que é sinal do pastoreio.

Dom Alberto explicou que receber o pálio é "o sinal de que o bispo deve trazer as 'ovelhas' nos seus ombros, especialmente as desgarradas. Devem ir atrás delas para acolhê-las, e é com esse sentido que eu recebo o pálio".

O bispo recordou que recebeu a imposição do pálio, pela primeira vez, quando foi nomeado arcebispo de Palmas, há 14 anos, e agora, pela segunda vez, o recebe "agradecendo a confiança do Santo Padre", ao dar-lhe outra responsabilidade, a frente da Arquidiocese de Belém. "O recebo com um gosto muito grande pelo serviço a este povo e também pelo serviço de unidade".

Dom Fernando se disse emocionado por estar em Roma para receber este símbolo do pastoreio, e afirmou que o momento é, também, uma ocasião para estar perto do Santo Padre e "renovar o compromissio de fidelidade e amor à Igreja, através da pessoa do Papa".

Mas revelou também que, embora a alegria seja grande, o "coração está dividido", por toda situação trágica que o estado de Pernambuco tem sofrido por causa das chuvas. "Muita gente está passando dificuldades e estamos lá, unidos a eles, neste momento doloroso. Especialmente aos que estão vivendo essa situação de perda dos bens materiais e, também, uma situação dolorosa, do ponto de vista humano".

"Quero dizer a todos os pernambucanos, especialmente os da Arquidiocese de Olinda e Recife, que estamos aqui unidos a todos vocês, rezando pela nossa arquidiocese para que possamos, cada vez mais, fazer a vontade de Deus, nos dedicando sempre mais a missão, a evangelização. Porque essa é a meta da Igreja, esse é o ofício de todos nós que somos comprometidos com a causa do Evangelho", disse Dom Fernando.

O pálio arquiepiscopal (insígnia do arcebispo) é sinal de comunhão com o sucessor de São Pedro, de honra e jurisdição. É uma faixa de lã branca com seis cruzes pretas de seda.

Colaboração: Mirticeli Medeiros, em Roma

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 29 de Junho de 2010

São Pedro e São Paulo, apóstolos - Solenidade

S. Pedro e S. Paulo, Apóstolos (ofício próprio)

Hoje a Igreja celebra : S. Pedro, apóstolo,  S. Paulo, apóstolo


Leituras



Evangelho segundo S. Mateus 16,13-19.
Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?»
Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.»
Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?»
Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.»
Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu.
Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela.
Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»
Da Bíblia Sagrada

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Por que ele não fala em casamento?

Ninguém espera viver como namorado a vida toda

Muitas mulheres falam da dificuldade de encontrar um namorado; outras, por sua vez, mesmo namorando há algum tempo, reclamam da falta de compromisso do rapaz com relação ao futuro do relacionamento ou de que o namoro parece não progredir como gostariam. Medo e insegurança podem realmente rondar os pensamentos dos namorados, especialmente quando certas decisões dizem respeito a compromissos definitivos.

Assumir a responsabilidade do casamento pode causar frio na barriga de muitos ao imaginarem o futuro e as complexidades da vida a dois, o que exigirá do casal disposição recíproca em fazer de suas vidas um enxerto.

Ninguém espera viver – como namorado – por um tempo indeterminado. Mas há alguns detalhes que talvez possam facilitar a compreensão dos possíveis motivos que levam ao adiamento da tão esperada data e, por sua vez, eliminar as inseguranças quanto ao compromisso para o casamento. Todavia, muitos casais, independentemente da necessidade de preparar os enxovais, mobiliar a casa, entre outras tarefas comuns aos nubentes, justificam ser ainda muito cedo para optarem pelo matrimônio. O casal sabe que deverá abdicar de coisas comuns à vida de solteiro, as quais lhes possam parecer insubstituíveis.

Algumas pessoas têm a imagem do casamento como uma prisão, mas, diferentemente disso, nesse novo estado de vida, apenas não cabem alguns dos antigos hábitos. Contudo, vale lembrar que a vida de quem opta pela experiência conjugal não se congela no tempo simplesmente pelo fato de se estar casado. Uma vez casado, uma nova perspectiva se abre para o jovem casal, agora, entrelaçando seus interesses, partilhando responsabilidades e abrindo-se ao aprendizado do convívio a dois.

Ao fazermos nossas escolhas assumimos as responsabilidades vislumbrando algum tipo de compensação pelo esforço empreendido. É muito desagradável para alguns casais de namorados perceberem que, mesmo depois de anos, levam o namoro como se os constantes desentendimentos fossem normais; vivem como se suportassem um ao outro em meio às brigas e discussões e qualquer situação pode ser motivo para mais uma crise. Outros continuam com o namoro somente pelo fato de estarem vivendo por muitos anos o relacionamento. Quando questionados sobre o assunto, dizem estar apenas acostumados com a companhia do outro. Entretanto, por maior que possa ser a intimidade no namoro existente entre esses casais, ainda assim não estão convencidos de dar um passo mais sério.

Seria difícil imaginar um futuro promissor com alguém que não se empenha em romper com o mau humor, cujo negativismo, a baixa autoestima e a dificuldade em se fazer afável a outros estão sempre à mostra. Qualquer uma dessas características faz com que até mesmo os amigos se distanciem de alguém assim. Se tais comportamentos não conseguem manter os amigos, tampouco poderiam convencer o(a) namorado(a) de que essa pessoa é um bom partido. Ao ponderar essas dificuldades presentes no relacionamento, que vantagens o casal poderia prever para o futuro do namoro a ponto de assumir o compromisso da vida conjugal?

Esses exemplos, entre outros, podem ser um sinal para os namorados avaliarem se o esforço empreendido ao longo desse convívio tem sido compensador até mesmo para continuar o namoro. Por essa razão, os namorados precisam viver esse tempo com muita dedicação e estar atentos a tudo que não favoreça o crescimento do casal.

Antes que o namoro venha a celebrar bodas, melhor seria que os namorados – olhando para casamentos que são para eles bons modelos e procurando evitar os erros cometidos por aqueles que foram malsucedidos –, investissem na própria mudança de comportamento, fazendo-se flexíveis às novas exigências de uma vida comum.

Dado Moura
contato@dadomoura.com

Não tenha medo,ame

Papa vê esperança de avanço contínuo no diálogo Católico-Ortodoxo

Leonardo Meira
Da Redação CN

 Confiança mútua, estima e fraternidade são as características principais do diálogo entre a Igreja Católica e as Igrejas Ortodoxas, de acordo com o Papa.

Bento XVI indicou tais características durante a audiência que concedeu a uma Delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla na manhã desta segunda-feira, 28. O grupo dirigiu-se a Roma por ocasião da Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, a ser celebrada neste dia 29 pelas duas Igrejas.

Acesse.: Discurso de Bento XVI à Delegação do Patriarcado de Constantinopla

Em seu discurso, o Pontífice afirmou que "tudo isso oferece motivo para esperança de que o diálogo Católico-Ortodoxo também continuará a fazer progressos significativos". Como exemplo, afirmou que "é um sinal encorajador que o Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e o Santo Sínodo de Constantinopla compartilhem nossa firme convicção da importância deste diálogo, como Sua Santidade afirmou tão claramente na  Carta Encíclica Patriarcal e Sinodal por ocasião do Domingo da Ortodoxia, em 21 de Fevereiro de 2010".

O Santo Padre fez referência à próxima Assembléia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, que acontecerá no mês de outubro, em Roma - "estou certo de que o tema da cooperação ecumênica entre os Cristãos daquela região receberá grande atenção", disse -.

O Papa também lembrou a situação dos cristãos no Oriente Médio: "As dificuldades que os cristãos do Oriente Médio estão experienciando são, em grande medida, comuns a todos: vivem como uma minoria, e anseiam pela liberdade religiosa autêntica e pela paz. O diálogo é necessário com as comunidades Islâmica e Judaica".


A delegação

A delegação enviada pelo Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu I, é composta por Sua Eminência Gennadios (Limouris), Metropolita de Sassima, subsecretário da  Comissão Mista Internacional para o Diálogo Teológico entre a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa no seu conjunto e vice-moderador do Comitê central do Conselho Ecumênico de Igrejas (Genebra); Sua Eminência Bartholomaios (Ioannis Kessidis), Bispo de Arianzós, Assistente do Metropolita da Alemanha; Reverendo Diácono Theodoros Meimaris, da Sede patriarcal do Fanar.

O grupo participará na celebração das Vésperas na noite desta segunda-feira, 28, que será presidida pelo Papa na Basílica de São Paulo Fora dos Muros. Na terça-feira, 29, assistirão à celebração presidida por Bento XVI na Basílica Vaticana, na Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

Leia mais.: Papa preside Missa na Solenidade de Pedro e Paulo, no dia 29
.: Declaração conjunta de Bento XVI e Bartolomeu I

Canção Nova lança Game

O Programa Zoom desta semana traz uma novidade para você.
A Equipe Guibor Games, do Departamento de Tecnologia da Informação (TI) da Canção Nova, desenvolveu o primeiro game chamado ‘Game Erbot: a aventura começa aqui’.
Para evangelizar também através deste meio, a Canção Nova viu a necessidade de adentrar no mundo dos Games.
Saiba mais:

Pela oração unimos a terra ao céu

Os cientistas dizem que, por causa do buraco na camada de ozônio, o calor está aumentando de ano para ano, em escala avançada. No entanto, a sobre a terra está esfriando de dia para dia, em escala assustadora! A mentalidade atual não é de oração, mas de eficiência: somos nós que resolvemos os nossos problemas.

A luta não é contra os problemas de bebida e adultério do cônjuge, não é contra a revolta dos filhos nas drogas, no desregramento. A batalha que enfrentamos vai além das forças humanas. É uma batalha espiritual. Estamos lutando contra os inimigos do mundo espiritual que querem destruir o casamento.

"Pois não é o homem que afrontamos, mas as Autoridades, os Poderes, os Dominadores deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. Que o Espírito suscite a vossa oração sob todas as suas formas, vossos pedidos, em todas as circunstâncias; empregai as vossas vigílias em uma infatigável intercessão por todos os santos [...]" (Ef 6,12.18).

Seja qual for o seu mal, o Senhor quer dar-lhe a cura e a libertação de que você precisa. Assuma: você é predileto de Deus! Quando oramos, o Espírito Santo realiza. Quando se testemunha a cura, o poder curador se faz presente.

Deus quer tocar o seu coração, reanimá-lo, levantá-lo e levantar seu casamento. Para Ele não existe distância, e o tempo é sempre “presente”. Pela oração, unimos a terra ao céu. Deus quer escutar a sua oração, Ele quer atender você. Permita que Ele solucione o seu impossível!

O poder libertador do Altíssimo é capaz de acabar com a droga, o alcoolismo, a infidelidade, o adultério e todos os ressentimentos que você tem carregado. Até em seu temperamento Deus quer agir. Basta a sua decisão e o Espírito Santo agirá.

Trecho do livro "Homem e mulher em sintonia" de monsenhor Jonas Abib

Ser humilde é ser santo

Nossos méritos são graças de Deus

Para fazer a vontade de Deus é preciso, antes de tudo, ser humilde, "pobre de espírito" (anawin) como pediu Jesus. A Igreja, sempre iluminada e assistida pelo Espírito Santo, em sua experiência bimilenar, nos ensina que os piores pecados são aqueles chamados por ela de "capitais". "Capital" vem do latim "caput", que quer dizer "cabeça". São pecados "cabeças", isto é, que geram muitos outros. Por isso eles sempre mereceram, por parte da Igreja, uma atenção especial. São sete: soberba, ganância, luxúria, gula, ira, inveja e preguiça.

Houve um santo que disse que, se a cada ano, vencêssemos um desses sete pecados, ao fim de sete anos, seríamos santos. Portanto, vale a pena refletir sobre eles, a fim de rejeitá-los, com o auxílio da graça de Deus e de nossa vontade. O primeiro, e sem dúvida o pior de todos, é a soberba. É o pior porque foi exatamente o que levou os anjos maus a se rebelarem contra Deus, e levou Adão e Eva à desobediência mortal.

A soberba consiste na pessoa sentir-se como se fosse a geradora dos seus próprios bens materiais e espirituais. O soberbo se esquece de que é uma simples criatura, que saiu do nada pelo amor e chamado de Deus, e que, portanto, d'Ele depende em tudo. Como disse santa Catarina de Sena, esse pecado "rouba a glória de Deus", pois quer para si as homenagens e os aplausos que pertencem somente ao Senhor, já que Ele é o autor de toda graça.

A soberba é o oposto da humildade, palavra que vem de "humus", daquilo que se acha na terra, pó. O humilde é aquele que reconhece o seu "nada". Pela humildade e pela humilhação Jesus se tornou o "novo Adão" que salvou o mundo (cf. Rm 5,12s). A Santíssima Virgem Maria, a Mãe do Senhor, tornou-se a "nova Eva", como ensina a Igreja, porque na sua humildade destruiu os laços da soberba da primeira virgem. Ela disse: "Ele olhou para a humildade de sua serva" (Lc 1,39).

São João Batista também foi modelo dessa virtude [humildade] e nos ensinou a sua essência ao falar de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Importa que Ele cresça e que eu diminua!" (Jo 3,30). Isso diz tudo. Quando Cristo iniciou a vida pública, João o apresentou para o povo: "Eis o Cordeiro de Deus" e desapareceu, até ser martirizado no cárcere de Herodes. Que lição de humildade! Também Nossa Senhora, sendo, "a Mãe do Senhor" (cf. Lc 2,43), fez-se "a escrava do Senhor" (cf. Lc 1,38).

Muitos cristãos são cheios de boas virtudes, mas, infelizmente, tornam-se "inchados", pensando infantilmente que essas boas virtudes são méritos próprios e não graças de Deus, para serviço dos outros.

Ser humilde é ser santo, é viver o oposto de tudo isso: é saber descer do pedestal, é não se autoadorar, é preferir fazer a vontade dos outros à própria, é ser silencioso, discreto, escondido, é fugir das pompas e dos aplausos.

Veja também: O desafio de permanecer na humildade


Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Como superar o complexo de inferioridade?

DESCRIÇÃO


O primeiro passo para superar o complexo de inferioridade é ter uma visão realista das pessoas, do mundo e de si mesmo. É preciso trabalhar com a realidade e não julgar as coisas a partir de sua d

DETALHES


DURAÇÃO: 00:05:00
autor: Web Formação
DATA DA PUBLICAÇÃO: 28/06/2010 00:09

Anúncio do Evangelho é um serviço que Igreja presta à humanidade

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

 O Papa Bento XVI presidiu as primeiras Vésperas da solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, na tarde desta segunda-feira, 28, na Basílica de São Paulo fora de muros, em Roma. O Santo Padre acolheu com alegria e reconhecimento a delegação do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, enviada pelo Patriarca Bartolomeu I, e guiada pelo Metropolita Ortodoxo de Sassina, Gennadios.

Em sua homilia, o Papa enfatizou a vocação missionária da Igreja, citando como exemplo o Apóstolo dos Gentios. Bento XVI recordou o compromisso missionário da Igreja com Paulo VI, no Concílio Vaticano II, sobre a evangelização do mundo contemporâneo.

"O empenho de anunciar o Evangelho aos homens de nosso tempo, animados pela esperança e muitas vezes atribulados pelo medo e angústia, é sem dúvidas um serviço feito não somente à comunidade cristã, mas também a toda a humanidade", destacou.

Bento XVI recordou também o Papa João Paulo II que representou em pessoa a natureza missionária da Igreja, com suas viagens apostólicas e com a insistência em seu Magistério sobre a urgência de uma "nova evangelização".

“Também o homem do terceiro milênio deseja uma vida autêntica e plena, precisa de verdade, de liberdade profunda, de amor gratuito. Também nos desertos do mundo secularizado, a alma do homem tem sede de Deus, do Deus vivo. Por isso João Paulo II escreveu: 'a missão de Cristo Redentor, confiada à Igreja, está ainda bem longe do seu pleno cumprimento'. E acrescentou: 'uma visão de conjunto da humanidade mostra que tal missão está ainda no começo, e que devemos empenhar-nos com todas as forças no seu serviço'”, exortou o Papa.

Bento XVI acrescentou que existem regiões do mundo que ainda esperam uma primeira evangelização, outras que a receberam, mas precisam de um trabalho mais aprofundado; outras ainda nas quais o Evangelho lançou raízes há muito tempo, dando lugar a uma tradição cristã, mas onde, nos últimos séculos, com dinâmicas complexas, o processo de secularização produziu uma grave crise do sentido da fé cristã e da pertença à Igreja.

"Hoje, repito diante do sepulcro de São Paulo: a Igreja é no mundo uma imensa força renovadora, não certamente por suas forças, mas pela força do Evangelho, no qual sopra o Espírito Santo de Deus, o Deus criador e redentor do mundo. Os desafios da época atual são certamente superiores às capacidades humanas: o são os desafios históricos e sociais, e com maior razão os espirituais", ressaltou.

Nesta perspectiva, Bento XVI anunciou a criação de um novo organismo, na forma de Pontifício Conselho, com a tarefa de promover uma renovada evangelização nos países onde já ressoou o primeiro anúncio da fé e buscar meios adequados para propor novamente a perene verdade do Evangelho de Cristo.

O Papa concluiu a homilia, recordando que o desafio da nova evangelização interpela a Igreja universal, e nos pede para que "sigamos com empenho a busca da plena unidade entre cristãos".

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 28 de Junho de 2010

Segunda-feira da 13ª semana do Tempo Comum

Hoje a Igreja celebra : Santo Irineu, bispo, mártir, +200


Leituras



Evangelho segundo S. Mateus 8,18-22.
Vendo Jesus em torno de si uma grande multidão, decidiu passar à outra margem.
Saiu-lhe ao encontro um doutor da Lei, que lhe disse: «Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores.»
Respondeu-lhe Jesus: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.»
Um dos discípulos disse-lhe: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.»
Jesus, porém, respondeu-lhe: «Segue-me e deixa os mortos sepultar os seus mortos.»
Da Bíblia Sagrada

domingo, 27 de junho de 2010

Você está "encalhado(a)"?

“ENCALHADO”  você já ouviu falar nesta palavra? Tão temida por alguns e tão vividas por outros…
            Hoje um dos maiores medos nos relacionamentos é o de ficar só, sem namorado; sem namorada. Aí entra esse grande rótulo (encalhado!).

Colocado muitas vezes por nós mesmos.
            Mas eu quero te apresentar uma nova palavra… Por sinal, não a encontramos em qualquer lugar, muito menos para qualquer um…
Pense comigo!
Quantas vezes fomos para um casamento ou uma festa importante e encontramos lá bem grande:
 “RESERVADO”.
Chegamos num supermercado e vemos logo de cara aquela fila:
 “RESERVADA”.
A primeira impressão que fica é que pessoas importantes irão usufruir daquilo que foi separado, escolhido, preparado e reservado.
            Não quero só te dizer que você está reservado (a), mas existe uma pessoa separada, escolhida, preparada e reservada que na hora certa vai dar certo.
Encalhado é uma palavra tão baixa, tão vulgar que ninguém deveria ser rotulado assim. Afinal de contas quem fica encalhada é baleia e na maioria das vezes, ela não consegue soltar-se, fica presa, se ferindo até morrer. 
            Você está encalhado/a?
Não está.
Pense diferente.
Pense assim: 
Você está “Reservado/a” você é muito importante e só pessoas importantes podem usufruir, só a pessoa certa pode ter acesso.
Não se deixe levar por essa onda, mas se assuma como: RESERVADO(A)
Como fala Stª Edith Stein “O que vale apena possuir, vale a pena esperar”
 Tamu junto
Thiago Teodoro

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