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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Igreja na Irlanda receberá Visita Apostólica da Santa Sé

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)

 Após a Carta aos Católicos da Irlanda, no outono iniciará a Visita Apostólica a algumas dioceses do País, aos seminários e às congregações religiosas.

Tal visita deseja ser um auxílio que a Santa Sé busca oferecer aos Bispos, ao clero, aos religiosos e aos fiéis leigos para afrontar adequadamente a situação determinada dos trágicos eventos dos abusos cometidos por sacerdotes e religiosos contra menores e para contribuir com a renovação espiritual e moral desejada e já iniciada com decisão pela Igreja na Irlanda.

Acesse
.: Abusos de menores - a resposta da Igreja


Os Visitadores Apostólicos buscarão aprofundar as problemáticas vinculadas ao tratamento dos casos de abuso e a devida assistência às vítimas, bem como verificar a eficácia e possibilidade de melhoramento das atuais modalidades de prevenção dos abusos, tendo como referência o Motu proprio pontifício Sacramentorum sanctatis tutela e as normas do Safeguarding Children: Standards and Guidance Document for the Catholic Church in Ireland, comissionado e produzido pela National Board for Safeguarding Children in the Catholic Church.

A Visita iniciará nas quatro arquidioceses metropolitanas da Irlanda (Armagh, Dublin, Cashel e Emly, Tuam) e será após estendida a algumas outras dioceses.

Os Visitadores nomeados pelo Santo Padre para as dioceses são: o Arcebispo emérito de Westminster, Cardeal Cormac Murphy O’Connor, para a Arquidiocese de Armagh; o Arcebispo de Boston, CardealSean Patrick O’Malley, para a Arquidiocese de Dublin; o Arcebispo de Toronto, Dom Thomas Christopher Collins, para a Arquidiocese de Cashel e Emly; o Arcebispo de Ottawa, Dom Terrence Thomas Prendergast, para a Arquidiocese de Tuam.

No desejo de acompanhar o caminho de renovação das casas de formação dos futuros sacerdotes da Igreja na Irlanda, a Congregação para a Educação Católica coordenará a visita dos seminários na Irlanda e do Pontifício Colégio Irlandês em Roma. Tendo especial atenção às problemáticas que motivaram a Visita Apostólica, no âmbitos dos seminários ela levará em conta todos os elementos concerntes à formação sacerdotal. Como Visitador Apostólico foi nomeado o Arcebispo de Nova Iorque, Dom Timothy Dolan.

A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, por sua vez, organizará em duas fases a visita às casas religiosas. Acima de tudo conduzirá a investigação através de um questionário, enviado a todos os Superiores dos institutos religiosos presentes na Irlanda, com o propósito de chegar a uma adequada consciência da situação atual e dos projetos acerca da observância e melhoramento das normas das guidelines. Para a segunda fase os Visitadores serão padre Joseph Tobin, CSsR, e padre Gero McLaughlin, SJ, para os institutos masculinos; irmã Sharon Holland, IHM, e irmã Mairin McDonagh, RJM, para os institutos femininos. Eles farão um atento estudo de avaliação dos resultados obtidos e dos possíveis passos a se cumprir no futuro para favorecer uma época de renascimento espiritual da vida religiosa na Ilha.

O Santo Padre convida todos os membros da Comunidade católica irlandesa a sustentar com a oração este trabalho de auxílio fraterno. Ele invoca as bênção do Senhor sobre os Visitadores e todos os Bispos, sacerdotes, religiosos e fiéis leigos da Irlanda, a fim de que a Visita possa ser para eles uma ocasião de renovado fervor na vida cristã, possa aprofundar a própria fé e reforçar a esperança em Cristo nosso Salvador.

Custódio da Terra Santa e porta-voz do Vaticano criticam ataque

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

"Uma tragédia inútil e que poderia ser evitada". Foi o que disse hoje, 31, o Custódio da Terra Santa, frei Pierbattista Pizzaballa, sobre a blitz da Marinha israelense, realizada na madrugada desta segunda-feira a uma embarcação turca que transportava ajuda humanitária para os palestinos na Faixa de Gaza. Pelo menos 19 ativistas morreram e 30 ficaram feridos.

"Uma tragédia que não ajudará o processo de paz e que não contribui para criar a atmosfera necessária para que as negociações sejam factíveis", critica o frade franciscano, acrescentando que a comunidade internacional parece resignada diante desta situação, com pouca vontade e desejo de entrar nesta disputa.

"Trata-se de uma situação paralisada. O que aconteceu é um sinal evidente de que, apesar dos anúncios de negociações, os ânimos das duas partes estão voltados somente para si e com poucas perspectivas."

Por sua vez, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, declarou esta manhã que se trata "de um fato muito doloroso, em especial pela inútil perda de vidas humanas".

"O Vaticano acompanha a situação com grande atenção e preocupação", acrescentou o sacerdote, e recordou que a Santa Sé é sempre contrária ao uso da violência, independente da parte que vier, porque torna mais difícil a busca de soluções pacíficas, que são as únicas válidas.

"O Papa, que daqui a poucos dias visitará justamente a região do Oriente Médio, não deixará de propor novamente com constância a mensagem da paz", concluiu padre Lombardi, se referindo à viagem de Bento XVI a Chipre, de 4 a 6 de junho.

Sobre o ocorrido, há diversas explicações: os militares israelenses afirmam que houve disparos provenientes da frota. Já os ativistas falam de ataque ilegal em águas internacionais.

Os navios, batizados como "Frota da Liberdade", transportavam um grupo de 750 ativistas, de várias nacionalidades, e 10 mil toneladas de suprimentos para Gaza.

Imagens da televisão da Turquia mostram militares invadido as embarcações. Em comunicado, o Exército de Israel afirma que cumpriu uma ordem do governo que impede que qualquer embarcação se aproxime da Faixa de Gaza sem entrar em contato com Israel.

Entrevista com Professor Felipe Aquino

"A Eucaristia é o centro da vida da Igreja"

Por ocasião da Solenidade de Corpus Christi – para falar sobre os milagres eucarísticos – o portal cancaonova.com entrevistou professor Felipe Aquino, pregador, escritor e apresentador do programa "Escola da Fé" na TV Canção Nova.

No áudio abaixo você confere na íntegra esta entrevista



cancaonova.com: Qual a importância da Eucaristia para a vida da Igreja?

Professor Felipe: O Papa João Paulo II dizia que a Eucaristia é o centro da vida da Igreja, porque na Eucaristia nós temos o próprio Cristo presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Na Celebração da Eucaristia, nós temos a celebração do mistério da nossa fé, o mistério da redenção da humanidade, pois o Cristo veio para nos salvar, e Ele nos salva, sobretudo, na Eucaristia. O que nós chamamos de Santa Missa, é atualização do Santo Sacrifício de Nosso Senhor Cristo no Calvário, não é uma representação, e sim, a presentificação do único e eterno sacrifício de Cristo.


cancaonova.com: Em que contexto surgiu a Solenidade de Corpus Christi?

Professor Felipe: É uma festa que surgiu há muito tempo, por volta do ano de 1263 nas cidades italianas de Orvieto e Bolsena. Aconteceu um milagre eucarístico em Bolsena e a relíquia do milagre foi levada para Orvieto. É uma festa que Jesus vinha pedindo a uma santa chamada Juliana de Mont Cornillon, pois, em suas orações e em suas visões, o Senhor lhe pedia que se solicitasse à Igreja esta festa litúrgica. Aconteceu que, nessa mesma época, houve um sacerdote que se chamava Pedro de Praga que, ao celebrar uma Missa na igreja de Santa Cristina, na cidade de Bolsena, durante a consagração, na elevação da hóstia, começou a pingar sangue desta sobre o corporal. Este sacerdote mandou comunicar ao Papa Urbano IV sobre o acontecido, pois o Sumo Pontífice estava na cidade vizinha de Orvieto e pediu que trouxessem o comprovante do milagre de Bolsena para Orvieto, em procissão. O bispo de Bolsena foi até Orvieto levando a relíquia e o povo foi atrás. Quando a procissão chegou a Orvieto, o Papa foi ao encontro da relíquia e usou exatamente estas palavras: “Corpus Christi”, ou seja, o Corpo de Cristo. A partir daí teve início toda esta solenidade; no ano de 1263. Nesse mesmo ano, o Santo Padre pediu a Santo Tomás de Aquino, em Orvieto na época, que fizesse o oficio da festa, oficializado pelo Pontífice na Bula de 11 de agosto de 1264, chamada Transituru de Hoc Mundo. Nela ficava prescrito que, na primeira quinta-feira depois da oitava de Pentecostes (oito dias depois da festa de Pentecostes) fosse celebrada esta festividade.

cancaonova.com: Dentre todos os milagres eucarísticos – que são muitos no mundo – quais podemos destacar como os mais conhecidos e os mais impressionantes?

Professor Felipe: Dados registram mais de 130 milagres eucarísticos espalhados pelo mundo, e mais da metade deles ocorridos na Itália. A Igreja tem até dificuldade de analisar todos. Nós sabemos que existem aqueles que são mais conhecidos, como por exemplo, o de Lanciano, o mais antigo, ocorrido por volta do ano 700, cuja comprovação histórica e científica é muito forte. Temos o de Orvieto, que falamos acima, o qual deu origem à Festa de Corpus Christi; temos o de Ferrara ,que foi por volta de 1171; o de Offida na Itália em 1273; o de Senna em 1330; o de Turim 1453. Em Portugal também há um milagre famoso, o de Santarém em 1247, entre outros. Então me parece que existam por volta de 10 destes [milagres] aos quais a Igreja dá crédito.


cancaonova.com: Talvez o milagre que mais nos impressiona, por causa da sua característica visual, seja o de Lanciano. O que o senhor poderia falar sobre esse acontecimento extraordinário?


Sem dúvida, é o que mais nos impressiona. O milagre eucarístico de Lanciano aconteceu há mais de 12 séculos, por volta do ano 700. Os monges de São Basílio viviam no mosteiro de São Legoziano, entre eles um monge que passava por uma crise de fé na presença real de Jesus na Eucaristia. Numa certa manhã, este religioso foi celebrar a Santa Missa e, no momento da consagração, ele viu que a hóstia se transformou em carne viva e o vinho consagrado, que estava no cálice, se coagulou. Este milagre ficou guardado por muito tempo até que o Papa Paulo VI, em 1970, autorizou que especialistas italianos fizessem análises científicas bem criteriosas. Foram convidados os doutores Dr. Odoardo Linoli, chefe de serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e Livre Docente de Anatomia e de Histologia Patológica e de Química e Microscopia Clínica e ao professor Ruggero Bertelli, emérito de Anatomia Humana na Universidade de Siena. Após os trabalhos de alguns meses de análise, exatamente no dia 4 de março de 1971, os pesquisadores publicaram um relatório com o ponto de vista científico concluindo que:

* “A carne é carne verdadeira.

* O sangue é sangue verdadeiro.

* A carne é do tecido muscular do coração (contém, em seção, o miocárdio, endocárdio, o nervo vago e, no considerável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo).

* A carne e o sangue são mesmo tipo sanguíneo (AB) e pertencem à espécie humana.

* No sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os minerais cloreto, fósforo, magnésio, potássio, sódio e cálcio. As proteínas observadas no sangue foram encontradas normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação seroproteínica do sangue vivo normal. Ou seja, é sangue de uma pessoa viva.

* A conservação da carne e do sangue, deixados em estado natural por doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos constitui um fenômeno extraordinário.”

Isso é interessante porque a relíquia não fica guardada em geladeira, ela fica num relicário, num ambiente normal de temperatura e pressão, ou seja, qualquer carne e qualquer sangue entrariam em estado de decomposição em pouco tempo, e estamos diante de um fenômeno que aconteceu há 1.200 anos.

Supõe-se que o sangue "AB" é o tipo de sangue encontrado no Santo Sudário. Outro fato interessante é que os cinco fragmentos, ao serem pesados, têm exatamente o mesmo peso, não importa a combinação com que se pese. Por exemplo, tanto faz pesar um, dois ou todos fragmentos juntos, eles têm o mesmo peso. Um dos médicos, no seu laudo conclusivo, usou exatamente estas palavras “E o Verbo se fez carne”.

O Conselho da Organização das Nações Unidas (ONU), por intermédio da OMS (Organização Mundial da Saúde), em 1973, nomeou uma comissão científica e depois de 15 meses de estudo confirmou as conclusões dos especialistas italianos. Um dos resumos do trabalho foi publicado com a seguinte declaração da comissão da OMS: "A ciência, conhecedora de seus limites, se detém diante da possibilidade de dar uma explicação deste fenômeno, ou seja, a ciência não sabe explicar o que para a Igreja se caracteriza um milagre. Nestes 15 meses de trabalho os cientistas fizeram mais de 500 exames e, no final, confirmaram os resultados obtidos pelo Dr. Linoli e Bertelli". Isso é mais do que suficiente para mostrar a nós que estamos diante de um milagre eucarístico.

Confira um trecho da entrevista em vídeo:

A sua força vem da oração

Quase 100% dos sacerdotes têm acesso à internet

Mirticeli Medeiros
Canção Nova Notícias

A Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em parceria com a Universidade Suíça-Italiana, realizaram uma pesquisa sobre o uso que os sacerdotes fazem da internet em sua experiência ministerial. O resultado foi divulgado nesta segunda-feira, 31, na sede da Rádio Vaticano, em Roma.


Assista à reportagem



Os sacerdotes estão usando mais a internet como meio de evangelização e formação. Foi isso que os números demonstraram na pesquisa feita por esses professores. A iniciativa contou com o apoio da Congregação para o Clero.

De acordo com a pesquisa internacional, intitulada Picture (Priests’ ITC Use in their Religious Experience), que fez uma análise de como os sacerdotes fazem uso das novas tecnologias.

Dos 408.024 padres presentes no mundo, 94,7% têm acesso a internet. Entre os padres internautas, a maioria está na oceania: 98,7%. Os dados apontam ainda que 46% dos padres preparam as homilias com o auxílio da internet, 52,5% acreditam que a rede ajuda no processo de inculturação e 41,6% acham que ela contribui com a missão pastoral.

"O objetivo da pesquisa foi o de conhecer o que o sacerdote faz na rede. A motivação principal veio por ocasião do Ano Sacerdotal já que uma pesquisa científica sobre essa realidade nunca havia sido feita. Vendo o interesse da Igreja por isso, a começar da Jornada Mundial das Comunicações deste ano, resolvemos oferecer nossa contribuição para que todos pudessem conhecer isso", afirmou o idealizador da pesquisa, Dott. Daniel Arasa.

A pesquisa, que começou em novembro do ano passado, se tornou uma resposta ao apelo do Santo Padre que, na Jornada das Comunicações deste ano, disse que os sacerdotes devem sim usar os novos meios de comunicação para evangelizar.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 31 de Maio de 2010

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 31 de Maio de 2010

Visitação de Nossa Senhora - festa


Visitação de Nossa Senhora (ofício próprio)
Hoje a Igreja celebra : Visitação de Nossa Senhora,  São Raimundo Nonato, escravo mercedário, +1240

Bem-aventurada Teresa de Calcutá : «Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha»


Livro de Sofonias 3,14-18.

Rejubila, filha de Sião, solta gritos de alegria, povo de Israel! Alegra-te e exulta com todo o coração, filha de Jerusalém! O Senhor revogou as sentenças contra ti, e afastou o teu inimigo. O Senhor, rei de Israel, está no meio de ti. Não temerás mais a desgraça. Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião! Não se enfraqueçam as tuas mãos! O Senhor, teu Deus, está no meio de ti como poderoso salvador! Ele exulta de alegria por tua causa, pelo seu amor te renovará. Ele dança e grita de alegria por tua causa, como nos dias de festa.» Afastarei de ti a desgraça para que não pese sobre ti o opróbrio. 


Evangelho segundo S. Lucas 1,39-56.

Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.» Maria disse, então: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Porque pôs os olhos na humildade da sua serva. De hoje em diante, me chamarão bem-aventurada todas as gerações. O Todo-poderoso fez em mim maravilhas. Santo é o seu nome. A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre.» Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois regressou a sua casa. 


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
No Greater Love (a partir da trad. Pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 132)

«Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha»


Depois de ter sido visitada pelo anjo, Maria foi a correr ter com a sua prima Isabel, que estava grávida. E a criança que ia nascer, João Batista, saltou de alegria no seio de Isabel. Que maravilha! Deus todo poderoso escolheu uma criança que ia nascer para anunciar a vinda do Seu Filho!

Pelo mistério da Anunciação e da Visitação, Maria representa o próprio modelo da vida que devíamos levar. Primeiro, acolheu Jesus na sua existência; depois, partilhou o que recebeu. Cada vez que recebemos a Sagrada Comunhão, Jesus, o Verbo, torna-Se carne na nossa vida - dom de Deus, ao mesmo tempo belo, gracioso, singular. Assim foi a primeira Eucaristia: o oferecimento por Maria do seu Filho, que estava nela, nela em quem Ele tinha estabelecido o primeiro altar. Maria, a única que podia afirmar com absoluta confiança: «Isto é o meu corpo», ofereceu, a partir deste primeiro momento, o seu próprio corpo, a sua força, todo o seu ser, para a formação do Corpo de Cristo.

A nossa Mãe, a Igreja, elevou as mulheres a uma grande honra diante de Deus, ao proclamar Maria Mãe da Igreja. 

domingo, 30 de maio de 2010

Giovanni Papini

EVANGELHO QUOTIDIANO - 30 de maio de 2010

SANTÍSSIMA TRINIDADE - solenidade

Domingo da Santíssima Trindade (ofício próprio)

Hoje a Igreja celebra : Santa Joana d'Arc, virgem, mártir, (+ Rouen, França, 1431),  Beata Matilde do Sagrado Coração Tellez Robles, religiosa, fundadora, +1902
image Saber mais sobre os Santos do dia

Livro de Provérbios 8,22-31.
O Senhor criou-me, como primícias das suas obras, desde o princípio, antes que criasse coisa alguma.
Desde a eternidade fui formada, desde as origens, antes dos primórdios da terra.
Ainda não havia os abismos e eu já tinha sido concebida; ainda as fontes das águas não tinham brotado;
antes que as montanhas fossem implantadas, antes de haver outeiros, eu já tinha nascido.
Ainda Ele não tinha criado a terra nem os campos, nem os primeiros elementos do mundo.
Quando Ele formava os céus, ali estava eu; quando colocava a abóbada por cima do abismo,
quando condensava as nuvens, nas alturas, quando continha as fontes do abismo,
quando fixava ao mar os seus limites, para que as águas não ultrapassassem a sua orla; quando assentou os fundamentos da terra,
eu estava com Ele como arquitecto, e era o seu encanto, todos os dias, brincando continuamente em sua presença;
brincava sobre a superfície da Terra, e as minhas delícias é estar junto dos seres humanos.

Livro de Salmos 8,4-5.6-7.8-9.
Quando contemplo os céus, obra das tuas mãos, a Lua e as estrelas que Tu criaste:
que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?
Quase fizeste dele um ser divino; de glória e de honra o coroaste.
Deste lhe domínio sobre as obras das tuas mãos, tudo submeteste a seus pés:
rebanhos e gado, sem excepção, e até mesmo os animais bravios;
as aves do céu e os peixes do mar, tudo o que percorre os caminhos do oceano.

Carta aos Romanos 5,1-5.
Portanto, uma vez que fomos justificados pela fé, estamos em paz com Deus por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Por Ele tivemos acesso, na fé, a esta graça na qual nos encontramos firmemente e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
Mais ainda, gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência,
a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança.
Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.

Evangelho segundo S. João 16,12-15.
«Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender por agora.
Quando Ele vier, o Espírito da Verdade, há-de guiar-vos para a Verdade completa. Ele não falará por si próprio, mas há-de dar-vos a conhecer quanto ouvir e anunciar-vos o que há-de vir.
Ele há-de manifestar a minha glória, porque receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer.
Tudo o que o Pai tem é meu; por isso é que Eu disse: 'Receberá do que é meu e vo-lo dará a conhecer'.»


Comentário ao Evangelho do dia feito por
São João da Cruz (1542-1591), carmelita, Doutor da Igreja
Poema «Cantar da alma que folga em conhecer a Deus por fé», Obras completas, Edições  Carmelo, 2005 p. 68
«Um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza» (Prefácio)
Que bem sei eu a fonte que mana e corre
Mesmo sendo noite!

Aquela eterna fonte está escondida.
Bem eu sei onde tem sua guarida,
Mesmo sendo noite!

Sei que não pode haver coisa tão bela
E sei que os céus e a terra bebem dela,
Mesmo sendo noite!

Sua origem não a sei, pois não a tem,
Mas sei que toda a origem dela vem
Mesmo sendo noite!

O fundo dela, sei, não pode achar-se;
Jamais por ela a vau pode passar-se,
Mesmo sendo noite!

É claridade nunca escurecida
E sei que toda a luz dela é nascida,
Mesmo sendo noite!

Tão caudalosas são as suas correntes
Que céus e infernos regam, mais as gentes,
Mesmo sendo noite!

Nascida de tal fonte, esta corrente
Bem sei que é mui capaz e omnipotente,
Mesmo sendo noite!

Das duas a corrente que procede
Sei que nenhuma delas antecede,
Mesmo sendo noite!

Aquela eterna fonte está escondida
Neste pão vivo para dar-nos vida,
Mesmo sendo noite!

Aqui está chamando as criaturas:
Desta água se saciem, e ás escuras,
Porque é de noite!

É esta a viva fonte que desejo
E neste pão de vida é que eu a vejo,
Mesmo sendo noite!


 

©Evangelizo.org 2001-2010
 

sábado, 29 de maio de 2010

Fé cristã deve ser vivida no diálogo com outras culturas, diz Papa

Leonardo Meira
Da Redação CN

Bento XVI recordou os 400 anos da morte do missionário jesuíta padre Matteo Ricci durante um encontro com milahres de peregrinos reunidos na Sala Paulo VI, no Vaticano, na manhã deste sábado, 29.

Ricci foi protagonista da evangelização na China entre os séculos XVI e XVII e desenvolveu sua missão apoiado principalmente por quatro nativos, que se tornaram colunas da Igreja nascente naquele país.

Acesse.: Discurso de Bento XVI nos 400 anos da morte do padre Matteo Ricci

"Queridos irmãos e irmãs, a memória desses homens de Deus dedicados ao Evangelho e à Igreja, o seu exemplo de fidelidade a Cristo, amor profundo pelo povo chinês, empenho de inteligência e estudo, a vida virtuosa, são ocasiões de oração para a Igreja na China e por todo o povo chinês; [...] e também são um estímulo e encorajamento para viver com intensidade a fé cristã, no diálogo com diferentes culturas, mas na certeza de que em Cristo se realiza o verdadeiro humanismo, aberto a Deus, rico em valores morais e espirituais e capaz de responder aos desejos mais profundos da alma humana", disse.

O Papa explicou que, no trabalho de padre Ricci, ciência, razão e fé encontram uma síntese natural, de tal forma que seu trabalho missionário desenvolveu-se através de duas vertentes inseparáveis: a inculturação do anúncio evangélico e a apresentação da cultura ocidental à China.

"Também eu, como padre Matteo Ricci, exprimo hoje a minha profunda estima ao nobre povo chinês e a sua cultura milenar, convencido de que seu renovado encontro com o Cristianismo trará abundantes frutos de bem, bem como favorecer a uma coexistência pacífica entre os povos", desejou o Pontífice.

O Santo Padre também ressaltou que a história das missões católicas é marcada por personagens cheios de zelo e coragem de levar Cristo a terras novas, "mas padre Ricci é um caso singular de feliz síntese entre o anúncio do Evangelho e o diálogo com a cultura do povo a que o leva, um exemplo de equilíbrio entre a clareza doutrinal e prudente ação pastoral".

Caí mas venci!

“A vida é como andar de bicicleta. Para manter seu equilíbrio você deve continuar em movimento”, dizia Einstein. E ao aprender a andar de bicicleta você garante alguns tombos, hematomas e torções. Mas nada se compara aquele vento no rosto que sente só quem se arrisca na ladeira.

Volte um pouco comigo em sua vida, aquele tempo de engatinhar onde você arriscava ficar em pé sozinho. Com certeza caiu muito. Se você tivesse parado no primeiro tombo? Você com certeza não estaria aqui. A queda não foi capaz de parar você! Você caminhou!

Mesmo com “rodinhas” na bicicleta, você se arriscou.

O equilíbrio no andar que aparentemente era um obstáculo se tornou a vitória!

A todo instante a vida nos traz questões, hora abertas, hora de múltiplas escolhas. Mas quem dá a resposta é você! E o sentido da vida se encontra no significado que dá a cada pergunta!

Aprendi nesta manhã que a vida está cheia de obstáculos, porém quando invisto com perseverança nestes obstáculos, eles se tornam impulso para vitória.

Minha queda não tem o poder de impedir o movimento! O sentido está em não desistir!

Qual a dor que você enfrenta? Qual sofrimento? Qual angústia aperta seu coração? Se não há como mudar a situação, deixe que a situação mude você! Diga sim a vida! Diga sim a você! Diga sim a Deus.

Apesar das adversidades, das inevitáveis misérias somos capazes de responder à vida utilizando-se da capacidade de transformar criativamente os aspectos negativos em algo positivo, construtivo. Retirar do caos o melhor que puder, esse é o nosso dever. Este é o segredo da felicidade.

Não foram as quedas e os obstáculos que me impediram de caminhar, foram eles que me impulsionaram a vencer!

No cego que foi curado por Jesus, vejo minha vida. O manto da indigência não tem a ultima palavra, a margem não foi o lugar preparado para mim. As vozes querendo me calar não foram capazes de silenciar minha sede de felicidade! Eis o meu grito:

“Jesus Filho de Davi tem piedade de mim”.

Mesmo caído, não sou a queda, não sou o erro!

Hoje quero dizer a você, o obstáculo que enfrenta ou a multidão que te sufoca não são pontos finais em sua vida e sim pontos de interrogação. É a vida te perguntando: Vai parar aqui? E Deus coloca um ponto de exclamação e diz: “Você foi criado para ser feliz!”. O travessão que precisa dar é a resposta que a vida espera!

Você nasceu para ser feliz!

Maria, medianeira das graças

Santíssima Trindade

Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo

O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d'Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47).



Só existe um Deus, mas n'Ele há três Pessoas divinas distintas: Pai, Filho e Espírito Santo. Não pode haver mais que um Deus, pois este é absoluto. Se houvesse dois deuses, um deles seria menor que o outro, e Deus não pode ser menor que outro, pois não seria Deus.

A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três pessoas: “a Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).

A Profissão de Fé do Papa Dâmaso, diz: “Deus é único, mas não solitário” (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804).

A Igreja ensina que as pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras:

“Nos nomes relativos das pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três pessoas considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância” (XI Conc. Toledo, DS 675). “Tudo é uno [neles] lá onde não se encontra a oposição de relação” (Conc. Florença, em 1442, DS 1330). “Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).

Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno (330-379), “o Teólogo”, explicava:

“Antes de todas as coisas, conservai-me este bem depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe... A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro... Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).

O primeiro catecismo chamado Didaqué, do ano 90 dizia:

"No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo" (Didaqué 7,1-3).

São Clemente de Roma, papa no ano 96, ensinava: "Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça" (Carta aos Coríntios 46,6). "Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo" (Carta aos Coríntios 58,2).

Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, dizia: "Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda" (Carta aos Efésios 9,1).

"Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos Apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual" (Carta aos Magnésios 13,1-2).

São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: "Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos" (I Apologia 61).

São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista, mártir no ano 156, disse: "Eu te louvo, Deus da Verdade, te bendigo, te glorifico por teu Filho Jesus Cristo, nosso eterno e Sumo Sacerdote no céu; por Ele, com Ele e o Espírito Santo, glória seja dada a ti, agora e nos séculos futuros! Amém." ( Martírio de Policarpo 14,1-3).

Teófilo de Antioquia, ano 181: "Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus [=Pai], de seu Verbo [=Filho] e de sua Sabedoria [=Espírito Santo]" (Segundo Livro a Autólico 15,3).

S. Irineu de Lião, ano 189: "Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus..." (Contra as Heresias I,10,1).

"Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto dele antes de toda a criação" (Contra as Heresias IV,20,4).

Tertuliano, escritor romano cristão, no ano 210: "Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula: 'Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'" (Do Batismo 13).

E o Concílio de Nicéia, ano 325, confirmou toda essa verdade:

"Cremos... em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. [...] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas" (Credo de Nicéia).

Felipe Aquino

Chipre V: Bento XVI é o primeiro papa a visitar Chipre

Neste vídeo vamos conhecer padre Umberto Barato, vigário da Igreja Católica em Chipre, que receberá o Papa em Nicosia, capital da ilha, onde o santo padre ficará hospedado e os preparativos para o encontro que gera expectativa na comunidade cristã presente no país.



Em unidade com a comunidade cipriota rezemos para a que visita de Bento XVI à ilha produza frutos de santidade para a Igreja local e um novo ardor missionário a todo o mundo cristão.

Santíssima Trindade - Homilia do dia 30/05/10

EVANGELHO QUOTIDIANO - 29 de maio de 2010

Hoje a Igreja celebra : Beato Félix de Nicósia, religioso, +1787,  Nossa Senhora, Rainha dos Apóstolos,  S. Fernando, rei de Leão e Castela, +1252
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Sábado da 8a semana do Tempo Comum

Carta de S. Judas 1,17.20-25.
Caríssimos: Recordai o que vos foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Construí o vosso edifício espiritual sobre o fundamento da vossa fé santíssima. Orai em união com o Espírito Santo
e conservai-vos no amor de Deus, esperando na misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.
Procurai convencer os que hesitam 23 e salvai-os, arrancando-os do fogo; dos outros, compadecei-vos, mas com prudência, detestando até a túnica contaminada pela sua carne.
Àquele que vos pode preservar da queda e apresentar-vos diante da sua glória, na alegria duma consciência sem mancha,
ao único Deus, nosso Salvador, por Nosso Senhor Jesus Cristo, a glória e a majestade, a força e o poder, antes de todos os séculos, agora e para sempre. Amen.

Livro de Salmos 63,2.3-4.5-6.
Ó Deus, Tu és o meu Deus! Anseio por ti! A minha alma tem sede de ti; todo o meu ser anela por ti, como terra árid
Quero contemplar te no santuário, para ver o teu poder e a tua glória.
O teu amor vale mais do que a vida; por isso, os meus lábios te hão de louvar.
Quero bendizer te toda a minha vida e em teu louvor levantar as minhas mãos.
A minha alma será saciada com deliciosos manjares, com vozes de júbilo te louvarei.

Evangelho segundo S. Marcos 11,27-33.
Regressaram a Jerusalém e, andando Jesus pelo templo, os sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos aproximaram-se dele
e perguntaram-lhe: «Com que autoridade fazes estas coisas? Quem te deu autoridade para as fazeres?»
Jesus respondeu: «Também Eu vos farei uma pergunta; respondei-me e dir-vos-ei, então, com que autoridade faço estas coisas:
O baptismo de João era do Céu, ou dos homens? Respondei-me.»
Começaram a discorrer entre si, dizendo: «Se dissermos 'do Céu’, dirá: 'Então porque não acreditastes nele?’
Se, porém, dissermos 'dos homens’, tememos a multidão.» Porque todos consideravam João um verdadeiro profeta.
Por fim, responderam a Jesus: «Não sabemos.» E Jesus disse-lhes: «Nem Eu vos digo com que autoridade faço estas coisas.»

Comentário ao Evangelho do dia feito por
Santo Hilário (c. 315-367), bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
De Trinitate, VII, 26-27
«Com que autoridade fazes estas coisas?»
É de facto como Seu Pai, este Filho que Se Lhe assemelha. D'Ele procede, este Filho que podemos comparar ao Pai, pois que Lhe é semelhante. É-lhe igual, este Filho que realiza as mesmas obras que o Pai  (Jo 5, 19). [...] Sim, o Filho cumpre as obras do Pai; por isso, pede-nos que acreditemos que é o Filho de Deus. Com isto não Se arroga um título que não Lhe fosse devido; não é com base nas Suas próprias obras que Ele sustenta tal reivindicação. Não! Ele dá testemunho de que as obras que faz não são Suas, mas do Pai. E assim atesta que o esplendor das Suas acções Lhe vem do Seu nascimento divino. Mas como teriam os homens podido reconhecer n'Ele o Filho de Deus, no mistério desse corpo que Ele assumira, nesse homem nascido de Maria? Era para fazer penetrar no coração dos homens a fé n'Ele que o Senhor fazia todas aquelas obras: «Mas se as faço, embora não queirais acreditar em Mim, acreditai nas obras!» (Jo 10, 38).

Se a humilde condição do Seu corpo se afigura um obstáculo a que acreditemos na Sua palavra, Ele pede-nos para ao menos acreditarmos nas Suas obras. Com efeito, por que haveria o mistério do Seu nascimento humano de nos impedir a percepção do Seu nascimento divino ? [...] «Embora não queirais acreditar em Mim, acreditai nas obras, e assim vireis a saber e ficareis a compreender que o Pai está em Mim e Eu no Pai». [...]

Tal é a natureza que por nascimento Ele possui; tal é o mistério de uma fé que nos há-de assegurar a salvação: não dividir Os que são Um, não privar o Filho da Sua natureza, e proclamar a verdade do Deus Vivo nascido do Deus Vivo [...]. «Assim como o Pai que Me enviou vive [...], Eu vivo pelo Pai» (Jo 6, 57). «Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, também deu ao Filho o poder de ter a vida em Si mesmo» (Jo 5, 26).


 

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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Onde está Deus?

Com esse título, foi postado no You Tube esse vídeo. Em seguida eu respondi debaixo do vídeo.



Ateus são pessoas materialistas e pensam que Deus agirá fisicamente sobre nós o tempo todo e mais do que Jesus fez em alguns anos. Ateus se movem por falácias (mentiras que possuem lógica levando a credibilidade de quem ouve) para justificar a inexistência de Deus. Deus ajuda todas essas pessoas sim, sabe como? Através de você tocando seu coração. Outra pergunta: nosso amigo que postou o vídeo tá fazendo algo para a vida dessas pessoas serem melhores? A g. Católica não é rica, entanto que tem anos em que o Vaticano encerra o ano em Défice, ou seja, com dívidas. Toda a "riqueza" do Vaticano mataria a fome da Somália por um mês. E os outros meses? E os outros países. É através da fé e da evangelização que se motiva pessoas a ajudarem necessitados. Aprendi nas minhas aulas de filosofia que é preciso conhecer profundamente sobre um assunto para querer debatê-lo. Os Ateus nada conhecem de Deus e da Igreja e, mesmo assim, continuam a espalhar sofismas (o mesmo que falácia)pela Internet e a todos, e os "todos" acreditam.
A desgraça humana ocorre por culpa do próprio homem. Anomalias em pessoas serve para a conversão de pecadores para que reflitam melhor sua vida e sejam mais sábias (perguntem a pessoas que possuem filhos com problemas ou a um bom tempo e que tenham religião) ou por causa de drogas ou erros meramente humanos. Pessoas pobres e que sofrem  são assim devido o egoísmo de outras, Rousseau explica: "A desigualdade segundo Rousseau".
 Eu agradeço a Deus todos os meus sofrimentos, porque são com eles que me fortaleço. Os ateus não aceitam ideias de comportamento moral religioso, porque desejam uma vida desregrada. Eles e o resto da sociedade se movem com repulsa as dores e a uma vida correta. Quem vive sem Deus e reflete os seus atos percebe que falta algo em sua vida. O Espírito de Deus não entra em coração impuro, porque este não o quer (livre arbítrio). Quando aceita, se converte e faz maravilhas.
"Quem nunca houver pecado atire a primeira pedra!". A Igreja é santa e pecadora. Os sacerdotes são humanos; e errar, independente do tamanho do erro, é possível. Deus prometeu a Igreja a Infabilidade, mas não a impecabilidade. Nunca será imoral quanto a conduta. Sabia que só 2% do Clero mundial possui algum crime (desvio de dinheiro, pedofilia e etc.)? Muita gente sabe pouco, mas diz muito (e bobagem). Relevem ditos ignóbeis da Igreja. A sociedade quer ter uma vida devassa, mas é necessário quebrar a moral vigente pregada pela Igreja (que é a mais correta, igualitária e harmônica, porque é de Deus). Então a mídia, "pacificamente", tenta alienar o povo pelo desconhecimento para quebrar o elo povo e Igreja, que na verdade é o indestrutível elo Deus e povo.

Veja as provas em:

O Testemunho de Ateus
 Sacerdócio

Ernesto Psichari

Padres se dedicam a educação e a saúde de pessoas carentes

Pedro Teixeira
Canção Nova Notícias

Espiritualidade, boa vontade e zelo podem transformar a Saúde e a Educação no Brasil. Na última reportagem da série "Sacerdotes para Sempre", o repórter Pedro Teixeira mostra o exemplo de dois sacerdotes que dedicam suas vidas a educação e a pastoral da saúde.

Assista à reportagem



Passos cansados! Padre Ernesto carrega sobre os ombros o fardo de 90 anos de idade, 75 deles dedicados ao sacerdócio. Quando o padre de origem eslovena chegou ao Brasil para ser professor, numa faculdade de elite, se deparou com a pobreza. Não teve dúvidas: trocou o colégio dos ridos, pelo dos pobres.

Olhos fixos por onde tudo começou: Uma pequena escola, doada por uma moradora.

E quando anadamos com ele, percebemos a extensão da mudança: quase dois quarteirões inteiros ocupados por escola e oficinas de trabalho. Vontade de Deus, afirma ele.

Dom Giovanni foi designado para ajudar. O amigo assumiu a direção dos trabalhos. Em 1988, o complexo mudou de nome em homenagem a Dom Bosco. Graças ao trabalho de Padre Ernesto, cerca de 25 mil pessoas forma alfabetizadas nas últimas três decadas.

No hospital a roupa branca pode até confundir. Este homem não é médico, mas caixa de remédios que ele utiliza ajuda a curar mais do que enfermidade física, pode aliviar os sofrimentos da alma.

Tem sido assim a vida inteira. Padre Alcides e voluntários da Pastoral da saúde visitam pelo menos duas vezes por semana este hospital em Santos, litoral sul de São Paulo. Só na região da baixada santista são trezentos voluntários, que atuam em diversas frentes.

As visitas sao sempre bem vindas nos hospitais, que reconhecem o trabalho dos voluntários. Dona Elita também é voluntária. Mas hoje, com o pai enfermo, foi o dia dela de receber a visita. Para os voluntários, a visita não ajuda só os enfermos.

Graças a maleta, o padre que parece médico, também pode parecer bilheteiro e tabelião. Tudo para salvar as almas.

A dedicação sacerdotal na área de saude e educaçao são campos de atuação também escolhidos por Deus para dar respostas mais imediatas às necessidades humanas de viver e sobreviver. Sem eles, certamente, a vida seria mais dificil.

Papa recebe credenciais do primeiro embaixador do Benin

Vatican Information Service
(tradução de CN Notícias)

O primeiro embaixador do Benin junto à Santa Sé, Théodore Loko, apresentou suas cartas credenciais ao Santo Padre na manhã desta sexta-feira, 28.

O diplomata recordou em seu discurso ao Cardeal beninês Bernardin Gantin, falecido há dois anos e que foi prefeito da Congregação dos Bispos. O Papa referiu-se ao purpurado como "um autêntico construtor de pontes entre as culturas e os continentes" e afirmou que seu exemplo levará os homens e mulheres da igreja no Benin a "cumprir um serviço cada vez mais generoso e responsável em favor da nação que celebrará no próximo ano o 150º aniversário de sua evangelização".

Bento XVI falou depois da importância da "Conferência de Forças Vivas da Nação", celebrada há vinte anos. "Aquele acontecimento que não era somente político, mas que testemunhava igualmente a estreita relação entre a fé e sua expressão na vida pública no Benin determinou vosso futuro e segue inspirando vosso presente. Peço a Deus que abençoe os esforços de todos aqueles que trabalham para construir uma sociedade construída sobre a justiça e a paz, que reconhece os direitos de todos os membros da nação".

"Protagonistas de seu próprio destino, os beninenses estão convidados a promover una autêntica fraternidade. É uma condição essencial para a paz social e um fator de promoção humana integral", disse o Papa, exortando o Benin a recorrer aos valores enraizados em sua tradição, entre os que se destacam "o respeito do caráter sagrado da vida, com o que é necessário ser consequentes antes de tudo com o que atenta contra ele, sobretudo no contexto das leis".

Entre esses valores Bento XVI indicou também "a fraternidade, que deve conduzir também à busca da justiça cuja ausência é sempre causa de tensão social e dá lugar a consequências nefastas".

"A busca pessoal em detrimento do bem comum é um mal que carcome pouco a pouco as instituições públicas e freia, também, o pleno desenvolvimento dos seres humanos. Os protagonistas políticos, econômicos e sociais de uma nação são sua 'consciência crítica' que garante a transparência em suas estruturas e a ética que anima a vida de qualquer sociedade. Devem ser justos. A justiça acompanha sempre a fraternidade", ressaltou o Santo Padre.

"No desenvolvimento de uma sociedade, o trabalho ocupa um lugar prioritário [...]. Graças a ele o ser humano pode satisfazer suas necessidades básicas e contribuir para a construção de uma sociedade próspera, justa e fraterna. O lema de Benin, 'Fraternidade, Justiça, Trabalho' é um compêndio da Carta de uma nação com altos ideais humanos. Sua aplicação contribui à solidariedade com outras nações", sublinhou Bento XVI, agradecendo, neste contexto, a todos os beninenses "a fraternidade ativa que demonstraram com o povo haitiano durante o recente terremoto".

Ao final, o Pontífice saudou a comunidade católica do Benin, a qual animou a ser cada vez mais "autêntica testemunha da fé e do amor fraternal que Cristo nos ensina".

"Também quero agradecer os esforços de todos, especialmente das autoridades, para fortalecer as relações de respeito e estima entre as religiões em seu país. A liberdade de religião contribui para enriquecer a democracia e promover o desenvolvimento".

Misterios Dolorosos

Família é fundamental para futuro da sociedade, afirma Bento XVI

Leonardo Meira
Da Redação CN

Bento XVI recebeu em audiência os participantes da Assembleia Plenária do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes na manhã desta sexta-feira, 28.

"O futuro da nossa sociedade repousa sobre o encontro entre os povos, sobre o diálogo entre culturas no respeito da identidade e das legítimas diferenças. Neste cenário, a família mantém o seu papel fundamental", afirmou o Papa com relação à necessidade de favorecer não somente o indivíduo migrante, mas também sua família como "lugar e recurso da cultura da vida e fator de integração de valores", disse.

Acesse.: Discurso do Papa ao Pontifício Conselho para os Migrantes

O encontro aconteceu na Sala Clementina do Palácio Apostólico Vaticano. A Assembleia tem como tema Pastoral da mobilidade humana hoje, no contexto da corresponsabilidade dos Estados e dos Organismos Internacionais.

O Santo Padre ressaltou que o esforço de cooperação entre os organismos internacionais e os governos deve ser incentivado, indicando que "ainda não se tornou profundo o desejo em muitos de quebrar os muros que dividem e estabelecer acordos globais, também mediante disposições legislativas e práticas administrativas que favoreçam a integração, o intercâmbio e enriquecimento recíproco".

Bento XVI destacou que a aquisição de direitos anda de mãos dadas com a aceitação de deveres, sendo que ambos não são apenas um produto social, mas "brotam da própria natureza humana, como afirma a Encíclica Pacem in Terris, do Beato Papa João XXIII".

Entre as problemáticas enfrentadas pelos migrantes e elencadas pelo Papa estão o ingresso ou expulsão forçada para o estrangeiro, a usabilidade dos bens da natureza, da cultura e da arte, da ciência e da técnica, que a todos devem estar acessíveis, de acordo com ele.

O Pontífice encerrou sua intervenção desejando que "os direitos fundamentais da pessoa humana podem ser o ponto focal do compromisso de corresponsabilidade das instituições nacionais e internacionais". Da mesma forma, lembrou aos membros do Pontifício Conselho que seu setor pastoral está ligado a um fenômeno em contínua expansão.

"Portanto, o vosso papel deverá traduzir-se em respostas concretas de proximidade e acompanhamento pastoral das pessoas, tendo em conta as diferentes situações locais", finalizou.

EVANGELHO QUOTIDIANO - 28 de maio de 2010

Hoje a Igreja celebra : Santa Maria Ana de Paredes, virgem, +1645
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1ª Carta de S. Pedro 4,7-13.
Ora, o fim de todas as coisas está próximo. Sede, portanto, sensatos e sóbrios para vos poderdes dedicar à oração.
Acima de tudo, mantende entre vós uma intensa caridade, porque o amor cobre a multidão dos pecados.
Exercei a hospitalidade uns com os outros, sem queixas.
Como bons administradores das várias graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu.
Se alguém tomar a palavra, que seja para transmitir palavras de Deus; se alguém exerce um ministério, faça-o com a força que Deus lhe concede, para que em todas as coisas Deus seja glorificado por Jesus Cristo. A Ele a glória e o poder por todos os séculos dos séculos. Ámen.
Caríssimos, não estranheis a fogueira que se ateou no meio de vós para vos pôr à prova, como se vos acontecesse alguma coisa estranha.
Pelo contrário, alegrai-vos, pois assim como participais dos padecimentos de Cristo, assim também rejubilareis de alegria na altura da revelação da sua glória.

Livro de Salmos 96,10.11-12.13.
Proclamai entre os povos: "O Senhor é rei!" Por isso, a terra está firme, não vacila; Deus governa os povos com equidade.
Alegrem se os céus, exulte a terra! Ressoe o mar e tudo o que nele existe!
Alegrem se os campos e todos os seus frutos, exultem de alegria todas as árvores dos bosques
na presença do SENHOR, que se aproxima e vem para governar a terra! Ele governará o mundo com justiça e os povos, com a sua fidelidade.

Evangelho segundo S. Marcos 11,11-26.
Chegou a Jerusalém e entrou no templo. Depois de ter examinado tudo em seu redor, como a hora já ia adiantada, saiu para Betânia com os Doze.
Na manhã seguinte, ao deixarem Betânia, Jesus sentiu fome.
Vendo ao longe uma figueira com folhas, foi ver se nela encontraria alguma coisa; mas, ao chegar junto dela, não encontrou senão folhas, pois não era tempo de figos.
Disse então: «Nunca mais ninguém coma fruto de ti.» E os discípulos ouviram isto.
Chegaram a Jerusalém; e, entrando no templo, Jesus começou a expulsar os que vendiam e compravam no templo; deitou por terra as mesas dos cambistas e os bancos dos vendedores de pombas,
e não permitia que se transportasse qualquer objecto através do templo.
E ensinava-os, dizendo: «Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Os sacerdotes e os doutores da Lei ouviram isto e procuravam maneira de o matar, mas temiam-no, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu ensinamento.
Quando se fez tarde, saíram para fora da cidade.
Ao passarem na manhã seguinte, viram a figueira seca até às raízes.
Pedro, recordando-se, disse a Jesus: «Olha, Mestre, a figueira que amaldiçoaste secou!»
Jesus disse-lhes: «Tende fé em Deus.
Em verdade vos digo, se alguém disser a este monte: 'Tira-te daí e lança-te ao mar’, e não vacilar em seu coração, mas acreditar que o que diz se vai realizar, assim acontecerá.
Por isso, vos digo: tudo quanto pedirdes na oração crede que já o recebestes e haveis de obtê-lo. Quando vos levantais para orar, se tiverdes alguma coisa contra alguém, perdoai-lhe primeiro,
para que o vosso Pai que está no céu vos perdoe também as vossas ofensas.
Porque, se não perdoardes, também o vosso Pai que está no Céu não perdoará as vossas ofensas.» 



Comentário ao Evangelho do dia feito por
Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano
Sermão 46 (a partir da trad. Cervo 1980, t. 2, p. 24)
«Não está escrito: A Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Mas vós fizestes dela um covil de ladrões.»
Nosso Senhor entrou no Templo e expulsou todos os que compravam e vendiam, dizendo: «A Minha casa será chamada casa de oração. Mas vós fizestes dela um covil de ladrões». Que templo é este que se tornou um covil de ladrões? É a alma e o corpo do homem, que são muito mais o verdadeiro templo de Deus que todos os templos alguma vez edificados (1Cor 3, 17; 6, 19).

Quando Nosso Senhor quer vir a este templo, encontra-o transformado num covil de ladrões e numa feira de mercadores. Quem é o mercador? São os que dão o que têm – o seu livre árbitro – por aquilo que não têm – as coisas deste mundo. O mundo está cheio desses mercadores! Há-os entre os padres e os leigos, entre os religiosos, monges e freiras. [...] Tanta gente tão cheia da sua própria vontade [...]; tanta gente que procura em tudo o seu próprio interesse. Pelo contrário, se quisessem fazer negócio com Deus, oferecendo-Lhe a sua vontade, que feliz negócio fariam!

O homem deve querer, deve seguir, deve procurar Deus em tudo o que faz; e quando tiver feito tudo – beber, dormir, comer, falar, ouvir –, deixe então completamente as imagens das coisas e esvazie o seu templo. Uma vez o templo esvaziado, uma vez expulso esse bando de vendedores, a imaginação que te estorva, poderás ser uma casa de Deus (Ef 2, 19). Terás então a paz e a alegria do coração, e mais nada te perturbará, nada do que agora te preocupa, te deprime e te faz sofrer.


 

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quinta-feira, 27 de maio de 2010

Paul Claudel

Aprendendo a não parar nos erros

Ninguém traz em si uma bula descrevendo suas qualidades

A comunicação é a chave de todo relacionamento, mas dialogar com quem nos agrediu com palavras ou atos, muitas vezes, vai exigir de nós mais que um esforço. Podemos prevenir muitas situações desagradáveis quando nos abrimos às vias para a troca de ideias a fim de saber o que provocou feridas no outro.

Vários motivos podem levar alguém a entrar numa discussão, e recorrer a atitudes como evitar o contato ignorando a presença da pessoa com quem convivemos – como se diz popularmente: “dar o gelo” – não será a maneira mais adequada de se resolver um impasse. Comportamentos como esses em nada contribuem para solucionar um problema; ao contrário, eles abrem precedentes para que as sementes de uma separação silenciosa germinem entre as pessoas. E sabemos que, desse afastamento, muitas outras coisas poderão minar o bom convívio.



Aceitamos viver um relacionamento, porque acreditamos no comprometimento mútuo de fazer o sentimento que nos une perseverar ao longo de nossos dias. Ainda assim, seria um erro pensar que a pessoa com quem nos relacionamos seja perfeita. Ninguém traz consigo uma bula descrevendo suas qualidades, tampouco as suas “contraindicações”. Dentro do nosso convívio, invariavelmente, muitos de nós vamos nos confrontar com os efeitos “colaterais” da personalidade e do temperamento da outra pessoa.

Podemos lembrar que, em situações anteriores, após uma briga, depois da “poeira assentada”, muitas vezes, reconhecemos que as causas da discórdia poderiam ter sido resolvidas de outra maneira. Entretanto, muitas pessoas, em razão do orgulho, desistem da reflexão, a qual pode ser o início de uma mudança para controlar sua impetuosidade, por exemplo; e optam por abandonar seus relacionamentos. Sem admitir as próprias atitudes, as quais podem não condizer com a realidade a que se propunham viver – seja nas palavras, seja nos gestos ou no comportamento –, culpam o outro.

Desistir de manter o vínculo de amizade ou do compromisso com alguém em nada contribuirá para diminuir as dores daquele que se sentiu ofendido, tampouco poderá resolver a questão causadora do cisma do relacionamento.

Não há uma fórmula perfeita para se evitar crises, mas adotar algumas atitudes, como o autocontrole, a paciência e a prudência, especialmente, no trato com as palavras, nos ajudarão a desenvolver a vivência da reconciliação necessária.

Reconhecemos que as turbulências dentro das nossas convivências não acontecem de uma hora para outra e, antes de julgar e condenar uma situação ou uma pessoa pelos desentendimentos, melhor seria estudar o que teria originado o problema. Uma vez detectado, por que não assumir as possíveis adaptações para continuar a viver em harmonia quando nos sentirmos advertidos ou contestados em nossos conceitos?

A resistência em dobrar-se às exigências daquilo que é novo somente nos fará cada vez mais vulneráveis a reincidir no mesmo erro num futuro próximo.

É sempre bom considerar que um relacionamento não se faz somente em função de uma pessoa, mas entre você e o outro ou entre você e um grupo de pessoas que juntos se propõem a lutar para a eliminação das possíveis diferenças. E a maturidade em viver este compromisso está na capacidade de acreditar na mudança que o outro pode alcançar, mesmo diante das divergências de opiniões ou atitudes.

A cada um de nós caberá se abrir às descobertas que os nossos convívios podem oferecer e acreditar em nossa capacidade de mudança e na dos outros também!

Um abraço
Dado Moura

Eu queria ter outros pais

Crianças são capazes de praticar virtudes cristãs, explica cardeal

Da Redação, com Rádio Vaticano

Em entrevista concedida ao jornal vaticano L’Osservatore Romano, o Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos, o Cardeal português José Saraiva Martins, divulgou uma série de detalhes até agora desconhecidos sobre a beatificação dos dois pastorinhos de Fátima, Jacinta e Francisco Marto.

Um dos fatos foi a criação de uma comissão desejada pelo Papa João Paulo II que chegou à conclusão de que as crianças efetivamente podem viver as virtudes cristãs em grau heróico.

O cardeal explicou que a beatificação dos pastorinhos é “um evento histórico porque são as primeiras crianças não mártires a serem elevadas às honras dos altares”.

“Antes deles, de fato, não era praxe da Igreja a canonização de crianças: pensava-se, em consideração de sua idade, que não tinham a capacidade de praticar em grau heróico as virtudes cristãs, primeira condição para a beatificação. Lembro-me que, em seu caso, - continuou o purpurado - verificou-se uma coisa muito interessante: chegaram a Roma milhares de cartas de todo o mundo, não só da parte de fiéis leigos mas também de bispos e cardeais que solicitavam a beatificação dos pastorzinhos”, confidenciou o Cardeal.

Esta grande quantidade de solicitudes, destacou ainda o cardeal, “gerou uma reflexão dentro da Congregação das Causas dos Santos. João Paulo II nomeou uma comissão de peritos – teólogos, psicólogos, pedagogos – para examinar o problema. Logo depois de um estudo profundo, chegou-se a uma conclusão: as crianças são capazes de praticar as virtudes cristãs, naturalmente no modo possível para elas. Graças a esta conclusão foi possível proceder à beatificação”.

Sobre o processo de beatificação da Irmã Lúcia, a terceira vidente que faleceu há poucos anos atrás, o Cardeal recordou que este ainda está na fase diocesana dispensada dos cinco anos que se deve esperar em todos os casos para o começo do mesmo depois da morte.

Igreja anuncia Deus amigo do homem, diz Papa

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)

 O Papa Bento XVI ressaltou que para encontrar respostas adequadas aos desafios da emergência educativa, é preciso consertar um falso concetio de autonomia do homem e, também, repropor a natureza e a Revelação como fontes que orientam o caminho humano.

"A nossa resposta é o anúncio do Deus amigo do homem, que em Jesus se fez próximo de cada um", disse.

As afirmações foram ditas durante audiência aos bispos da Conferência Episcopal Italiana (CEI), reunidos em Assembleia Geral, na manhã desta quinta-feira, 27, na Sala do Sínodo.

A seguir, leia o discurso do Santo Padre na íntegra

Venerados e queridos Irmãos,

no Evangelho proclamado no domingo passado, Solenidade de Pentecostes, Jesus nos prometeu: "O Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ensinar-vos-á todas as coisas e vos recordará tudo o que vos tenho dito" (Jo 14, 26). O Espírito Santo guia a Igreja no mundo e na história. Graças a esse dom do Ressuscitado, o Senhor permanece presente no decorrer dos eventos; é no Espírito que podemos reconhecer em Cristo o sentido dos acontecimentos humanos. O Espírito Santo nos faz Igreja, comunhão e comunidade incessantemente convocada, renovada e relançada em direção ao cumprimento do Reino de Deus. Está na comunhão eclesial a raiz e a razão fundamental do vosso convergir e do meu estar novamente convosco, com alegria, por ocasião deste encontro anual; é a perspectiva com a qual vos exorto a afrontar os temas do vosso trabalho, no qual sois chamados a refletir sobre a vida e sobre a renovação da ação pastoral da Igreja na Itália. Sou grato ao Cardeal Angelo Bagnasco pelas corteses e intensas palavras que me dirigiu, fazendo-se intérprete dos vossos sentimento: o Papa sabe que pode contar sempre com os bispos italianos. Através de vós, saúdo as comunidades diocesanas confiadas aos vossos cuidados, enquanto estendo o meu pensamento e a minha proximidade espiritual a todo o povo italiano.

Fortalecidos pelo Espírito, em continuidade com o caminho indicado pelo Concílio Vaticano II, e em particular com as orientações pastorais do decênio recém-concluído, tendes escolhido assumir a educação como tema importante para os próximos dez anos. Tal horizonte temporal é proporcional à radicalidade e amplitude da questão educativa. E me parece necessário andar em direção às raízes profundas dessa emergência para encontrar também as respostas adequadas a esse desafio. Eu aqui ressalto especialmente duas. Uma raiz essencial consiste - me parece - em um falso conceito de autonomia do homem: o homem deveria desenvolver-se somente por si mesmo, sem imposições de parte dos outros, os quais poderiam assistir o seu autodesenvolvimento, mas não entrar neste desenvolvimento. Na realidade, é essencial para a pessoa humana o fato de que se torna ela mesma somente a partir do outro, o "eu" torna-se si mesmo somente a partir do "tu" e do "vós", é criado para o diálogo, para a comunhão sincrônica e diacrônica. E somente o encontro com o "tu" e com o "nós" abre o "eu" a si mesmo. Por isso a assim chamada educação antiautoritária não é educação, mas renúncia à educação: assim não nos permite saber o quanto somos devedores aos outros, a este "tu" e "nós" nos quais se abre  o "eu" a si mesmo. Então um primeiro ponto me parece este: superar esta falsa ideia de autonomia do homem, como um "eu" completo em si mesmo, enquanto torna-se "eu" também no encontro com o "tu" e com o "nós".

A outra raiz da emergência educativa eu a vejo no ceticismo e no relativismo ou, com palavras mais simples e claras, na exclusão das duas fontes que orientam o caminho humano. A primeira fonte deveria ser a natureza, seguida pela Revelação. Mas a natureza é considerada hoje como uma coisa puramente mecânica, de tal forma que não contém em si algum imperativo moral, alguma orientação de valores: é algo puramente mecânico, e então não possui alguma orientação do ser mesmo. A Revelação é considerada ou como um momento do desenvolvimento histórico, então relativo como todo o desenvolvimento histórico e cultural, ou - costuma-se dizer - embora revelação, não compreende conteúdos, somente motivações. E silenciadas essas duas fontes, a natureza e a Revelação, também a terceira fonte, a história, não fala mais, porque também a história torna-se somente um aglomerado de decisões culturais, ocasionais, arbitrárias, que não valem para o presente e para o futuro. Fundamental é, então, re-encontrar um conceito verdadeiro da natureza como criação de Deus que fala a nós; o Criador transmite o livro da criação, fala a nós e nos mostra os valores verdadeiros. E assim também, pois, re-encontrar a Revelação: reconhecer que o livro da criação, no qual Deus nos dá as orientações fundamentais, é decifrado na Revelação, é aplicado e feito próprio na história cultural e religiosa, não sem erros, mas de uma maneira substancialmente válida, sempre de novo a se desenvolver e purificar. Assim, neste "concerto" - por assim dizer - entre criação decifrada na Revelação, concretizada na história cultural que sempre vai adiante e na qual nós re-encontramos sempre mais a linguagem de Deus, abrem-se também as indicações para uma educação que não é imposição, mas realmente abertura do "eu" ao "tu", ao "nós" e ao "Tu" de Deus.

Então as dificuldades são grandes: re-encontrar as fontes, a linguagem das fontes, mas, por saber do peso dessas dificuldades, não podemos ceder à desconfiança e à resignação. Educar já não é mais tão fácil, mas não devemos nos render: falharemos no mandato que o Senhor nos confiou, chamando-nos a apascentar com amor a sua grei. Despertemos acima de tudo nas nossas comunidades aquela paixão educativa, que é uma paixão do "eu" pelo "tu", pelo "nós", por Deus, e que não se resolve através de uma didática, em um conjunto de técnicas e tampouco na transmissão de princípios áridos. Educar é formar as novas gerações, para que saibam entrar em contato com o mundo, fortalecidos por uma memória significativa que não é somente ocasional, mas acrescida da linguagem de Deus que encontramos na natureza e na revelação, de um patrimônio interior compartilhado, da verdadeira sabedoria que, enquanto reconhece o fim transcendente da vida, orienta o pensamento, os afetos e o juízo.

Os jovens carregam uma semente no seu coração, e esta semente é uma busca de signficados e relacionamentos humanos autênticos, que ajudam a não se sentir sozinhos diante dos desafios da vida. É desejo de um futuro, que torna-se menos incerto através de uma companhia segura e confiável, que se aproxima de cada um com delicadeza e respeito, propondo valores saudáveis a partir dos quais crescer rumo a objetivos elevados, mas realizáveis. A nossa resposta é o anúncio do Deus amigo do homem, que em Jesus se fez próximo de cada um. A transmissão da fé é parte irrenunciável da formação integral da pessoa, porque em Jesus Cristo se realiza o projeto de uma vida de sucesso: como ensina o Concílio Vaticano II, "aquele que segue Cristo, o homem perfeito, torna-se também ele mais homem" (Gaudium et Spes, 41). O encontro pessoal com Jesus é a chave para intuir a relevância de Deus na existência cotidiana, o segredo para manifestá-la na caridade fraterna, a condição para levantar-se sempre das quedas e mover-se constantemente à conversão.

A missão educativa, que tendes assumido como prioritária, valoriza sinais e tradições, dos quais a Itália é bastante rica. Necessita de lugares credíveis: acima de tudo a família, com o seu papel peculiar e irrenunciável; a escola; horizonte comum para além de opções ideológicas; a paróquia, "fonte da aldeia", lugar e experiência que inicia a fé no tecido das relações cotidianas. Em cada um desses ambientes é decisiva a qualidade do testemunho, via privilegiada da missão eclesial. O acolhimento da proposta cristã passa, de fato, através da relação de proximidade, lealdade e confiança. Em um tempo no qual a grande tradição do passado arrisca-se a permanecer letra morta, somos chamados a nos aproximarmos de cada um com disponibilidade sempre nova, acompanhando-o no caminho de descoberta e assimilação pessoal da verdade. E fazendo isso também nós podemos redescobrir de modo novo as realidades fundamentais.

A vontade de promover uma renovada temporada de evangelização não oculta as feridas com que as comunidades eclesiais são assinaladas, pela debilidade e pecado de alguns de seus membros. Essas humilde e dolorosa admissão não deve, no entanto, fazer esquecer o serviço gratuito e apaixonado de tantos crentes, a começar pelos sacerdotes. O ano especial a eles dedicado desejou constituir uma oportunidade para promover a renovação interior, condição para um mais incisivo empenho evangélico e ministerial. Além disso, nos ajuda também a reconhecer o testemunho de santidade de muitos - a partir do exemplo do Cura d'Ars - que se entregam sem reservas para educar à esperança, à fé e à caridade. Sob essa luz, aquilo que é motivo de escândalo deve traduzir-se para nós como uma chamada a uma "profunda necessidade de reaprender a penitência, de aceitar a purificação, de aprender por um lado o perdão, mas também a necessidade de justiça" (Bento XVI, Entrevista do Papa a jornalistas no voo entre Itália e Portugal, 11 de maio de 2010).

Queridos irmãos, vos encorajo a percorrer sem exitação a estrada do empenho educativo. O Espírito Santo vos ajude a não perder mais a confiança nos jovens, vos impinja a andar ao seu encontro. Vos leve a frequentar os ambientes de vida, inclusive aqueles constituídos pelas novas tecnologias de comunicações, que atualmente permeiam a cultura em todas as suas expressões. Não se trata de adequar o Evangelho ao mundo, mas de tirar do Evangelho aquela perene novidade, que permite em todos os tempos encontrar as formas adequadas para anunciar a Palavra que não passa, fecundando e servindo à existência humana. Tornemos, então, a propor aos jovens a medida alta e transcendente da vida, entendida como vocação: chamados à vida consagrada, ao sacerdócio, ao matrimônio, saibam responder com generosidade ao apelo do Senhor, porque somente assim poderão colher aquilo que é essencial para cada um. A fronteira educativa constitui-se como lugar para uma ampla convergência de intenções: a formação das novas gerações não pode, de fato, deixar de estar no coração de todos os homens de boa vontade, interpelando a capacidade da sociedade inteira de assegurar referências confiáveis para o desenvolvimento harmônico das pessoas.

Também na Itália a presente temporada é marcada por uma incerteza de valores, evidente no cansaço de tantos adultos a ter fé em seus compromissos: isso é indício de uma crise cultural e espiritual, tão grave quanto aquela econômica. Seria ilusório - isso desejo destacá-lo - pensar em contrastar uma ignorando a outra. Por essa razão, enquanto renovo o apelo aos responsáveis da coisa pública e aos empreendedores a fazer tudo o quanto seja possível para atenuar os efeitos da crise ocupacional, exorto todos a refletir sobre os pressupostos de uma vida boa e significativa, que fundam aquela autoridade que somente educa e retorna às verdadeiras fontes de valores. A Igreja, de fato, traz no coração o bem comum, que nos empenha a compartilhar recursos econômicos e intelectuais, morais e espirituais, aprendendo a afrontar conjuntamente, em um contexto de reciprocidade, os problemas e os desafios dos Países. Essa perspectiva, amplamente desenvolvida no vosso recente documento sobre Igreja e Mezzogiorno, encontrará ulterior aprofundamento na próxima Semana Social dos católicos italianos, prevista para outubro em Reggio Calabria, onde, em conjunto com as melhores forças do laicado católico, vos empenhareis a declinar uma agenda de esperança para a Itália, para que "as exigências da justiça tornem-se compreensíveis e politicamente realizáveis" (Deus Caritas est, 28). O vosso ministério, queridos Irmãos, e a vivacidade das comunidades diocesanas a cuja guia fostes colocados, são as melhores garantias de que a Igreja continuará responsavelmente a oferecer o seu contributo ao crescimento social e moral da Itália.

Chamado pela graça a ser pastor da Igreja universal e da esplêndida cidade de Roma, levo constantemente comigo as vossas preocupações e as vossas expectativas, que nos dias passados depositei - com aquelas de toda a humanidade - aos pés de Nossa Senhora de Fátima. A Ela vai a nossa oração:

Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe caríssima, "a tua presença faça reflorescer o deserto das nossas solidões e brilhar o sol sobre as nossas trevas, faça voltar a calma depois da tempestade, para que todo o homem veja a salvação do Senhor, que tem o nome e o rosto de Jesus, refletida nos nossos corações, para sempre unidos ao vosso! Assim seja!" (Oração de Bento XVI na consagração dos sacerdotes à Virgem Maria, Fátima, 12 de maio de 2010).

De coração vos agradeço e vos abençoo.



Clame O Dom de Milagres: com vídeo

Ligado à cura está o dom dos milagres. Certas curas são verdadeiros milagres: acontecem imediatamente de maneira extraordinária. O processo de cura é demorado, mas o milagre é imediato. Além dos milagres no campo da cura, há muitos milagres que o Senhor faz em muitos outros campos da nossa vida.

Pela fé carismática, começamos a perceber os milagres acontecendo nas nossas vidas, nos nossos grupos, em nossas comunidades. O que nunca se esperava acontece, o impossível acontece. Clique no centro e assista o vídeo com Diácono Nelsinho Corrêa:



Além da cura, Deus pode fazer milagres em nossa vida. Os santos de que fala o Evangelho foram homens repletos do Espírito, banhados em fé, em suas vidas, por isso milagres aconteceram com eles. A fé está sendo suscitada, e quando temos um povo que acredita que crê na força do Espírito, os milagres de Deus começam a acontecer no meio de nós.

É bom lembrar que Deus não está a nossa disposição como se ele fosse um escravo para atender os nossos pedidos a qualquer momento. A nós o pedido e a Deus, pela sua misericórdia, o realizar. Se ele quer o milagre, ele o fará. É importante frisar que não podemos apoiar nos milagres para termos mais fé. Pois o próprio Deus, já nos deu provas suficientes e concretas de que está zelando por nós. Para um judeu, por exemplo, os acontecimentos do dia a dia são milagres: O nascer do sol, o rio que corre das colinas, o abrir os olhos a cada manhã, o firmamento, a ordem do universo.

Tenha fé! O senhor pode tudo nos vários campos da vida: das finanças, no campo da libertação de vícios, da libertação da prostituição, do adultério. Também no campo da conversão de pessoas que recusam Deus. Ele pode fazer milagres; basta que acreditemos e de seu amor misericordioso.

Monsenhor Jonas Abib
Fundador da Comunidade Canção Nova.

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Vinde Espírito Santo!


Padre Luizinho,
Com. Canção Nova.

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