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sexta-feira, 30 de abril de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 30 de Abril de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 30 de Abril de 2010

Sexta-feira da 4ª semana da Páscoa


Hoje a Igreja celebra : S. Pio V, papa, +1572, S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
Santa Teresa do Menino Jesus : «Na casa de Meu Pai há muitas moradas»


Livro dos Actos dos Apóstolos 13,26-33.

Irmãos, filhos da estirpe de Abraão, e os que de entre vós são tementes a Deus, a nós é que foi dirigida a palavra de salvação. Sem dúvida, os habitantes de Jerusalém e os seus chefes não quiseram reconhecer Jesus, mas, condenando-o, cumpriram, sem disso se aperceberem, as profecias que são lidas todos os sábados. Embora não tivessem encontrado nele motivo algum de morte, exigiram a Pilatos que o mandasse matar. Quando cumpriram tudo o que acerca dele estava escrito, desceram-no do madeiro e sepultaram-no. Mas Deus ressuscitou-o dos mortos e, durante muitos dias, apareceu aos que tinham subido com Ele da Galileia a Jerusalém, os quais são agora suas testemunhas diante do povo. E nós estamos aqui para vos anunciar a Boa-Nova de que a promessa feita a nossos pais, Deus a cumpriu em nosso benefício, para nós, seus filhos, ressuscitando Jesus, como está escrito no Salmo segundo: Tu és meu filho, Eu hoje te gerei!


Evangelho segundo S. João 14,1-6.

Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus; crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, como teria dito Eu que vos vou preparar um lugar? E quando Eu tiver ido e vos tiver preparado lugar, virei novamente e hei-de levar-vos para junto de mim, a fim de que, onde Eu estou, vós estejais também. E, para onde Eu vou, vós sabeis o caminho.» Disse-lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais, como podemos nós saber o caminho?» Jesus respondeu-lhe: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém pode ir até ao Pai senão por mim.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Manuscrito autobiográfico A, 2vº-3vº

«Na casa de Meu Pai há muitas moradas»


Durante muito tempo, perguntei a mim própria porque é que o Bom Deus tinha preferências, porque é que as almas não recebiam todas o mesmo grau de graças. [...] Jesus dignou-Se instruir-me neste mistério: pôs em frente dos meus olhos o livro da natureza e eu percebi que todas as flores que Ele criou são belas, que o esplendor da rosa e a brancura do lírio não apagam o perfume da pequena violeta ou a simplicidade encantadora da margarida. Percebi que, se todas as florinhas quisessem ser rosas, a natureza perdia o seu ornamento primaveril, os campos já não estariam esmaltados de flores

Assim é também no mundo das almas, que é o jardim de Jesus. Ele quis criar grandes santos, que podem ser comparados aos lírios e às rosas, mas criou também santos menores, que se devem contentar em ser margaridas ou violetas, destinadas a alegrar os olhos do Bom Deus quando Ele Se debruça sobre elas; a perfeição consiste em fazer a Sua vontade, em ser o que Ele quer que sejamos.

Compreendi ainda que o amor de Nosso Senhor se revela tanto na alma mais simples que não opõe nenhuma resistência à Sua graça, como na alma mais sublime. Com efeito é próprio do amor abaixar-se; se todas as almas se assemelhassem às dos Santos Doutores que iluminaram a Igreja com a clareza da sua doutrina, parece-me que o Bom Deus não Se abaixaria suficientemente vindo apenas aos seus corações; mas Ele criou a criança que não sabe nada e apenas emite fracos bramidos, criou o pobre selvagem que só tem para se conduzir a lei da natureza, e é exactamente ao seu coração que Se digna descer, estas são as Suas flores dos campos, cuja simplicidade O deleita. Abaixando-Se assim, o Bom Deus mostra a Sua grandeza infinita. Tal como o sol ilumina ao mesmo tempo os cedros e cada florinha como se ela fosse a única na terra, assim também Nosso Senhor Se ocupa particularmente de cada alma, como se não houvesse outra semelhante a ela.

Igreja não é contra a ciência, diz especialista

Leonardo Meira
Da Redação CN


"A ciência avança numa velocidade galopante e se recorrer aos princípios éticos, biomédicos, morais e religiosos para fazer uma reflexão a respeito. Em hipótese nenhuma a Igreja é contra a ciência; ambas comungam de discussões, falas. O que precisamos é, na medida em que a ciência avança - e isso deve ser incentivado -, ter a oportunidade de fazer reflexões antes de serem tomadas decisões sobre leis que, muitas vezes, podem ferir valores essenciais da vida humana".

É o que destaca o coordenador do Conselho Arquidiocesano Pró-Vida de Belo Horizonte (MG) e pós-doutor em Reprodução Humana pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), professor Paulo Franco Taitson.

Acesse
.: OUÇA a entrevista com o professor Paulo Taitson

O Conselho existe na capital mineira há cerca de dois anos e é integrado por consultores e peritos com o intuito de debater e discutir, no âmbito da Saúde e do Direito, os valores da vida humana.

"Para que seja entendido que o embrião é vida humana e que a morte deve ser sempre recebida como algo digno e respeitoso às condições o ser humano; quando houver interferência, que seja sempre em prol do paciente e buscando a valorização do ser humano", complementa.

Taitson é um entusiasta de que mais dioceses adotem a ideia lançada pelo Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, formando um grupo estruturado por profissionais das áreas de Biologia, Medicina, Farmácia, Direito e Teologia para fundamentar, em conjunto, a discussão dos valores da vida humana.

"Nossas discussões estão fundamentadas na saúde, em conceitos científicos, com marcos teóricos muito bem fundamentados", explica o professor. Um exemplo é a questão dos projetos que preveem a aprovação irrestrita do aborto em casos de anencefalia (quando a criança nasce sem cérebro). Taitson conta que integrantes do Conselho foram recebidos em audiência pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ficaram impressionados porque os conceitos pró-vida não discutem valores da religião, mas da saúde do embrião, da vida humana.

"Queremos que nossa fala científica, a base jurídica, possa contribuir com a discussão daquelas pessoas que darão o ponto final destes novos marcos legislativos no Brasil", assegura.


Senso comum

Em meio a discussões delicadas, como o direito de morrer, clonagem humana, doação de órgãos, identidade de gênero (preceito que afirma que o sexo é uma construção social, não um dado biológico), uma das frentes de atuação do Conselho é na formação do senso comum. O professor Taitson explica:

"No meio jurídico, sempre há aquele fala de que antes de haver a lei, há o senso comum. O Conselho busca instruir ao máximo cada cristão acerca desses "novos" ora propostos, com seus pontos positivos e negativos. Aí sim nós vamos um gerar meio de discussão mais salutar e uma sociedade mais consciente de determinados valores".

Nesse sentido, o coordenador do Conselho explicita que cada pessoa deve fazer sua parte.

"Numa sociedade plural, muitas vezes, a omissão dos bons acaba no favorecimento do surgir de pessoas com tendências que não são adequadas, até certo ponto nem escrupulosas. Há aí uma chamada importante para que cada cristão participe ativamente na sociedade, no conhecimento e estudo desses valores cristãos que estão sempre alicerçados em valores científicos. O cristão tem um papel importante, não somente a instituição Igreja", finaliza.

Dom da Piedade

O Saber Católico, através do Seminário de Dons do Espírito Santo, traz hoje a você, internauta, uma reflexão sobre o dom da piedade. Esta graça produz nos cristãos uma afeição filial com Deus. Ela aprimora a virtude da justiça, sob todas as formas, assim como a da religião, da piedade e da gratidão.

:: Participe do Acampamento de Pentecostes

Assista ao vídeo:




:: Saiba mais sobre o dom da piedade

Veja também:

Fraqueza e fortaleza

Que não falte ao rebanho a fortaleza do Pastor

No IV Domingo da Páscoa, a Igreja, na oração coleta, pede a Deus que não falte ao rebanho, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do Pastor. Essa prece adquire um sentido especial ao celebrar-se, a cada ano, o Domingo do Bom Pastor. No imaginário humano é muito real a relação entre rebanho e pastor e na atividade pastoril é muito forte a afinidade que se estabelece entre ambos. É uma relação interativa. A fraqueza no rebanho de ovelhas se revela de muitas maneiras: na fome, quando falta a pastagem, no perigo de morte pelo ataque de lobos, na perda da segurança, ao dar-se o desgarre do rebanho, no comprometimento da qualidade de vida por conta da conduta mercantil do pastor.

Na linguagem dos profetas e nos lábios de Jesus, o rebanho dos campos é a representação do povo, as ovelhas são imagens das pessoas. No rebanho humano, a fraqueza se evidencia de forma muito acentuada, diversificada e permanente. Esse rebanho é o povo de Deus; nele estão presentes todas as pessoas, com sua respectiva missão e seu peculiar ofício no seio da comunidade cristã. Sendo povo de Deus, todos fazem parte desse corpo: papa, bispos, sacerdotes, diáconos, consagrados/as e leigos/as. Na abrangência desse universo, a fraqueza do pastor se manifesta na pessoa de cada um de seus membros. A fraqueza do rebanho humano faz parte do ser das pessoas e compreende a conduta desviada do povo. São Paulo tinha plena consciência da fraqueza humana: “Quem julga estar de pé tome cuidado para não cair” (I Cor 10,12); “Ora trazemos esse tesouro em vasos de barro, para que todos reconheçam que este poder extraordinário vem de Deus e não de nós” (II Cor 4,7).

Na história da Igreja, da era primitiva aos dias de hoje, a fraqueza do rebanho está bem caracterizada, desde a autoridade mais destacada na hierarquia eclesiástica ao anônimo fiel de uma comunidade interiorana. Ninguém está isento de erro, nenhuma pessoa está impermeabilizada diante das ingerências institucionais, das interferências sociais e das influências humanas. A face do pecado se evidencia, com muita frequência, na vida das comunidades, a reincidência nos erros está demonstrada no dia a dia das pessoas, a prática de crimes envolve indivíduos absolutamente insuspeitos. Na etiologia de fatos dessa natureza, via de regra, há defeitos na educação familiar, elementos do contexto social e falhas no processo de sua formação eclesiástica. Portanto, são componentes da personalidade de seus autores que estão diretamente ligados à sua própria história de vida. Esses fatos têm uma repercussão maior quando os pecadores e criminosos são pessoas revestidas de ofícios sagrados. Porém, a comunidade cristã e a própria sociedade têm capacidade de discernir, identificando o pecado, sinal da fraqueza humana, e o crime que fere a lei divina e a lei humana, por isso, é inaceitável em qualquer contexto. Assim, diante da divulgação de casos de pedofilia e efebofilia, registrados num passado mais distante ou recente, e no presente, tendo como autores bispos, sacerdotes e religiosos, é necessário reconhecer a gravidade da conduta desses membros da Igreja que vai muito além da fraqueza humana. Embora o percentual dos casos envolvendo pessoas consagradas seja infinitamente menor do que os casos de pedofilia dentro dos lares, esses pedófilos são responsabilizados perante Deus, por sua situação de pecado, e devem ser responsabilizados perante a lei, pela prática de crime. Esta é a orientação da Igreja.

A fortaleza do Pastor é fator de segurança para o rebanho. A sua retidão e sua santidade constituem as melhores referências e iluminações para o rebanho. Jesus se apresenta como Bom Pastor e considera ovelhas de Seu rebanho todos aqueles que ouvem Sua voz e trilham Seus caminhos. Os membros do rebanho, qualquer que seja o seu lugar e sua função, devem pautar sua vida e sua conduta segundo a fortaleza do Pastor, Jesus Cristo, porque n'Ele não há pecado, nem cometeu crime algum.

Dom Genival Saraiva
Bispo de Palmares - PE

O amor é a base de tudo e nele tudo tem valor

É amando como Jesus que a terra se une ao céu

O ser humano egoísta, fechado em si mesmo, procura a própria glória. Jesus, cumprindo a vontade do Pai, dá glória a Deus e mostra que o projeto divino é ser plenamente humano: as pessoas o escutarão vivendo o amor que tem como único ponto de referência a vida e ação de Jesus. Para realizar esse projeto, que é, ao mesmo tempo, divino e humano, os cristãos são convidados a reforçar constantemente suas opções, a fim de superar, vitoriosos, as tribulações, mantendo-se unidos na fé e no amor.

Em Jesus, Deus se tornou um de nós, tornando possível a intimidade do Pai com as pessoas. Jesus dera o exemplo. Pouco antes, lavara os pés dos discípulos, mostrando o que é amar. “Como eu os amei.” O amor é gratuito. Ele não pede amor para Ele, mas para os irmãos.

O Amor é ativo. Deve ser manifestado em gestos. Dessa forma, a revelação de Jesus se prolonga no amor das pessoas na comunidade: “Nisso conhecerão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns para com os outros.”

O mundo, diante do amor, que é uma maneira de Cristo estar presente, acreditará n'Ele. Esse mandamento, característico de Jesus, é, antes de tudo, um novo modo de vida, um novo objetivo.

Para Cristo, e também para a Igreja, o amor é a base de tudo e nele tudo tem valor, enquanto que, sem ele, nada é agradável a Deus. Esse amor de que Jesus fala não é senão o amor divino que nos foi dado pelo Espírito Santo.

Percebido no Batismo, ele nos insere na Trindade, fazendo-nos filhos de Deus. É amando como Jesus que a terra se une ao céu. E é por meio desse amor que a realidade divina vive na terra, dando-nos a certeza de que o paraíso se constrói aqui, como uma antecipação da graça definitiva no céu.

Somos cristãos à medida que amamos e expressamos esse amor como Jesus: fazendo a vontade do Pai, construindo seu Reino, deixando cair por terra à mentira que nos impede de dar ao mundo a resposta que Deus deseja. Nunca deixemos de amar, particularmente os que nos perseguem, caluniam e injuriam. Mais do que amar por fora, devemos amar em gestos concretos de tolerância, de amor e de recuperação dos que insistem em não amar. Amar a Deus no próximo e nos que são pedra em nossos sapatos é a gênese da vida cristã, ensinada pelo Ressuscitado!

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo emérito de Juiz de Fora (MG)

Papa diz que Economia deve ser "exercício de responsabilidade"

Leonardo Meira
Da Redação CN

Arquivo

Bento XVI durante visita à sede da Academia, em 2005
A economia como espécie de mecanismo de autorregulação com interesses próprios e fins lucrativos é uma visão empobrecida, que deve ser substituída pela dimensão da vida econômica enquanto "exercício de responsabilidade humana, intrinsecamente orientada para a promoção da dignidade da pessoa, a busca do bem comum e do desenvolvimento integral - político, cultural e espiritual - dos indivíduos, famílias e sociedades", definiu Bento XVI aos membros da Pontifícia Academia das Ciências Sociais.

Acesse
.: Discurso de Bento XVI à Pontifícia Academia das Ciências Sociais
.: Mais detalhes da Sessão Plenária

O Papa recebeu em audiência os participantes da XVI Sessão Plenária da Academia na manhã desta sexta-feira, 30, na Sala do Consistório do Palácio Apostólico Vaticano. O tema do encontro do organismo da Santa Sé é Crisis in a Global Economy. Re-planning the Journey [Crise na Economia Global. Replanejar o caminho] e acontece na Casina Pio IV, entre 30 de abril e 4 de maio.

Bento XVI destacou que a quebra do sistema financeiro mundial, além de demonstrar a fragilidade desse sistema e das instituição a ele vinculadas, também mostra o "erro do pressuposto de que o mercado é capaz de autorregular-se, para além da intervenção pública e o apoio de padrões morais internalizados".

Nesse sentido, o Pontífice lembrou que não se pode negligenciar a natureza da economia enquanto atividade de e para os seres humanos.


Lei natural

Ao ressaltar a necessidade de uma reflexão e investigação interdisciplinar sobre o assunto, o Santo Padre lembrou que replanejar o caminho implica avaliar os padrões de avaliação da vida econômica.

"A Igreja, baseada em sua fé em Deus o Criador, afirma a existência de uma lei universal natural que é a fonte última desses critérios, [...] acessíveis à razão humana e, como tal, devem ser adotados como base para decisões práticas. Como parte do grande patrimônio da sabedoria humana, a lei moral natural, que a Igreja apropriou, purificada e desenvolvida à luz da revelação Cristã, serve como um farol guiando os esforços de indivíduos e comunidades para exercer o bem e evitar o mal, enquanto direcionam seus compromissos para construir autenticamente uma sociedade justa e humana".

Bento XVI salientou que o aumento, em escala global, das preocupações com o bem comum exige a responsabilidade com as gerações futuras. "A solidariedade intergeracional deve passar a ser reconhecida como um critério ético fundamental para julgar qualquer sistema social".

Por fim, o Papa declarou que "todas as decisões econômicas e políticas devem ser orientadas para a 'caridade na verdade', na medida em que a verdade preserva e canaliza o poder libertador da caridade em meio às sempre contingentes estruturas e acontecimentos humanos.

Eu não gosto do meu corpo, e aí?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Papa afirma que educação é fator decisivo para o desenvolvimento

Leonardo Meira
Da Redação CN


H2Onews
''Através de vosso ensinamento, o Senhor preserva o seu povo do mal, ignorância e superstição, e o transforma em filhos de seu Reino''
"A luta contra a pobreza deve ser realizada com respeito pela dignidade de todos os envolvidos, encorajando-os a serem protagonistas do próprio desenvolvimento integral. Muito bem pode ser feito através de compromissos comunitários em pequena escala e iniciativas microeconômicas ao serviço das famílias. No desenvolvimento e manutenção de tais estratégias, melhorar a educação será sempre um fator decisivo".

É o que indicou o Papa ao receber os bispos da Conferência Episcopal da Libéria, Gâmbia e Serra Leoa, por ocasião da Visita ad Limina Apostolorum, na manhã desta quinta-feira, 29.

Acesse
.: Discurso de Bento XVI a bispos de países africanos

Nesse sentido, Bento XVI incentivou-os a providenciar programas escolares que incentivem as novas gerações a serem cidadãs responsáveis e socialmente ativas.

o Santo Padre disse que os bispos estão certos ao incentivar as pessoas em posição de autoridade a lutar contra a corrupção, "chamando a atenção para a gravidade e a injustiça de tais pecados. Neste contexto, a formação espiritual e moral dos leigos, homens e mulheres, para a liderança, através de cursos de especialização na Doutrina Social da Igreja, é um importante contributo para o bem comum".

O Pontífice também expressou sua alegria ao perceber, através dos relatórios quinquenais enviados pelos responsáveis diocesanos, o esforço dos bispos na pregação do Evangelho.

"Através de vosso ensinamento, o Senhor preserva o seu povo do mal, ignorância e superstição, e o transforma em filhos de seu Reino. Esforçai-vos para construir comunidades vibrantes e expansivas de homens e mulheres fortes na fé, contemplativos e alegres na liturgia, e bem instruídos sobre 'como viver da maneira que agrada a Deus'".


Família e vocação

O Papa pediu que os bispos promovam a unidade e o bem-estar da família cristã, em meio a um cenário marcado pelo divórcio e poligamia, através de associações e iniciativas nesse sentido.

Da mesma forma, pediu que continue a defesa da dignidade das mulheres e a proteção "contra as tentativas de introduzir uma mentalidade antinatalista disfarçada como uma forma de progresso cultural".

O discernimento vocacional adequado e a formação permanente do sacerdócio também são elementos imprescindíveis, bem como o oferecimento de um testemunho claro e sólido.


Diálogo interreligioso

"Em vosso serviço à paz, continuai a promover o diálogo com outras religiões, especialmente com o Islã, de modo a sustentar as boas relações existentes e evitar qualquer forma de intolerância, injustiça ou opressão, prejudicial à promoção da confiança mútua".

Tal missão pode ser concretizada através do trabalho conjunto na defesa da vida e na luta contra as doenças e a desnutrição, exemplificou Bento XVI.

"A Igreja, como sinal e instrumento da única família de Deus, deve dar testemunho claro do amor de Jesus, nosso Senhor e Salvador, que se estende para além das fronteiras étnicas e abraça todos os homens e mulheres", concluiu.

O caráter divino da Igreja

'Onde está a Igreja aí está o Espírito Santo'

Pela vida da Igreja, e sua história, podemos ver com clareza a sua transcendência e divindade. Nenhuma instituição humana sobreviveu a tantos golpes, perseguições, martírios e massacres. A sua divindade provém, antes de tudo, d'Aquele que é a sua Cabeça, Jesus Cristo. Ele fez da Igreja o Seu próprio Corpo (cf. Cl 1,18).

Podemos dizer que, humanamente falando, a Igreja, como começou, tinha tudo para não dar certo. Em vez de escolher os "melhores" homens do Seu tempo: generais, filósofos gregos e romanos, entre outros, Jesus preferiu escolher doze homens simples da Galileia, naquela região desacreditada pelos próprios judeus. "Será que pode sair alguma coisa boa da Galileia?" (Jo 1,46).

Para deixar claro a todos os homens de todos os tempos e lugares, o Senhor preferiu "escolher os fracos para confundir os fortes" (I Cor 1, 27), e também para mostrar que "todo este poder extraordinário provém de Deus e não de nós" (II Cor 4,7); para que ninguém se vanglorie do serviço de Deus.

Aqueles doze homens simples, pescadores na maioria, "ganharam o mundo para Deus" na força do Espírito Santo, que o Senhor lhes deu no dia de Pentecostes. "Sereis minhas testemunhas... até os confins do mundo"(At 1, 8). Pedro e Paulo, depois de levarem a Boa Nova da salvação aos judeus e aos gentios da Ásia e Oriente Próximo, chegaram a Roma, a capital do mundo na época, e ali implantaram o Cristianismo. Pagaram com suas vidas sob a mão criminosa de Nero, no ano 64, juntamente com tantos outros mártires, que fizeram o escritor cristão Tertuliano (220) dizer que: "o sangue dos mártires era semente de novos cristãos". Estimam os historiadores da Igreja em cem mil mártires nos três primeiros séculos. Talvez isso tenha feito os Padres da Igreja dizerem que "christianus alter Christus" (o cristão é um outro Cristo).

Mas esses homens simples venceram o maior império que até hoje o mundo já conheceu. Aquele que conquistou todo o mundo civilizado da época, não conseguiu dominar a força da fé. As perseguições se sucederam com os Césares romanos, até que Constantino, cuja mãe se tornara cristã, Santa Helena, se converteu ao Cristianismo. No ano 313 ele assinava o edito de Milão, proibindo a perseguição aos cristãos, depois de três séculos de sangue.

Mesmo depois disso surgiu um outro imperador que quis acabar com o Cristianismo, Juliano, mas deu-se por vencido, e no leito de morte exclamou: "Tu venceste, ó galileu!". Por fim, por volta do ano 380, o imperador Teodósio tornava o Cristianismo a religião do Império. Roma fora vencida pela força da fé.

"Tu és Pedro; e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [...] e as portas do inferno jamais prevalecerão contra ela" (Mt 16,18). Depois da perseguição romana, vieram as terríveis heresias. Já que o demônio não conseguiu destruir a Igreja, a partir de fora, tentava agora fazê-lo a partir de dentro. De alguns patriarcas das grandes sedes da Igreja, Constantinopla, Alexandria, etc., surgiam as falsas doutrinas, ameaçando dilacerar a Igreja por dentro. Mas, ao mesmo tempo, o Espírito Santo suscitava os grandes defensores da fé e da sã doutrina, os Padres da Igreja: Inácio de Antioquia (†107), Clemente de Roma (102), Ireneu de Lião (202), Cipriano de Cartago (258), Hilário de Poitiers (367), Cirilo de Jerusalém (386), Anastácio de Alexandria (373), Basílio (379), Gregório de Nazianzo (394), Gregório de Nissa (394), João Crisóstomo de Constantinopla (407), Ambrósio de Milão (397), Agostinho de Hipona (430), Jerônimo (420), Éfrem (373), Paulino de Nola (431), Cirilo de Alexandria (444), Leão Magno (461) e tantos outros que o Espírito Santo usou para derrotar as heresias nos diversos Concílios dos primeiros séculos.

Assim, foi vencido o perigo do arianismo de Ário, o macedonismo de Macedônio, o monofisismo de Êutiques, o monotelitismo de Sérgio, o novacionismo de Novaciano, o nestorianismo de Nestório, além de muitos erros de doutrina.

E assim, guiada pelo Espírito da Verdade (cf. Jo 16,13), que haveria de conduzi-la "a toda a verdade", infalível e invencível, a Igreja foi caminhando até nossos dias. Entre tantos outros combates, venceu a própria miséria dos seus filhos, muitas vezes, mergulhados nas trevas do pecado; venceu os bárbaros que queriam destruir Roma e a fé; venceu os iconoclastas que queriam suprimir as imagens sagradas; venceu os déspotas e reis que queriam tomar as suas rédeas sagradas; venceu o nazismo, venceu a força diabólica do comunismo que fez tantos mártires; enfim, venceu... venceu... e venceu...., não com a força das armas e do ódio, mas com a força invencível da fé e do amor.

Certa vez Stalin, ditador soviético, para desafiar a Igreja, perguntou quantas legiões de soldados tinha o Papa; é pena que não sobrevivesse até hoje para ver o que aconteceu com o comunismo. Jesus deixou a Sua Igreja na terra, como "Lumen Gentium", a luz do mundo, até que Ele volte. Todas as outras igrejas cristãs são derivadas da Igreja Católica; as ortodoxas romperam com ela em 1050; as protestantes em 1517; a anglicana, em 1534, entre outras. Só a Igreja Católica existia no século I, no século V, no século X, no século XX; só ela tem uma história ininterrupta de 20 séculos; ensinando, sem erro, o que Cristo entregou aos Apóstolos, sem omitir nada. A sucessão dos Papas é ininterrupta desde São Pedro. Isso é um fato inigualado por qualquer outra instituição humana em toda a história. Por isso, nenhuma outra igreja pode pretender ser a Igreja que Jesus fundou. Só ela é como Jesus quis: una, santa, católica e apostólica.

A Igreja, portanto, é mais do que uma simples instituição humana, é divina; por isso, ela é como afirmou São Paulo: "A coluna e o sustentáculo da verdade" (cf. I Tm 3, 15). Assim como aquela coluna de fogo guiou os israelitas no deserto, a Igreja nos guia até o céu. Os Padres da Igreja cunharam aquela frase que ficou marcada: "Ubi Petrus, ibi ecclesia; ubi ecclesia ibi Christus" (Onde está Pedro, está a Igreja; onde está a Igreja está Cristo).

Santo Ireneu (140-202) dizia que "onde está a Igreja aí está o Espírito Santo". E Santo Inácio de Antioquia (†107), já no primeiro século, ensinava: "Onde está Cristo Jesus, aí está a Igreja Católica". No século IV, Santo Agostinho repetia que: "Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus. Na medida que alguém ama a Igreja é que possui o Espírito Santo [...]. Fazei-vos Corpo de Cristo se quereis viver do Espírito de Cristo. Somente o Corpo de Cristo vive do seu Espírito".

Felipe Aquino

As duas dimensões da família

O casal que reza junto não se separa diante das dificuldades

São Paulo diz que os maridos devem amar as suas esposas. Você está disposto a amar a sua esposa a ponto de se entregar por ela?

É dogma de fé que a Igreja é santa, nunca podemos dizer que a instituição criada por Cristo tem pecado, pois os pecados são dos filhos dela [Igreja], os pecados são nossos. E por que a Igreja é santa? Porque Cristo entregou-se por ela na cruz, para que ela fosse sem mácula.

Pela mentira o demônio quer destruir os casamentos, quando se mente para o marido ou para a esposa, você está dando ocasião para o maligno.

A porta por onde o demônio entra tem nome, se chama pecado, por isso o casal não pode pecar.

Quando o casal está unido no amor de Deus, ninguém o separa. O amor é que une o casal, São Paulo diz que o amor é paciente, é bondoso, não busca os próprios interesses, não acaba nunca, só o amor faz com que perdoemos uns aos outros até mesmo quando um errou com o outro.

É preciso que nos alimentemos do amor de Deus. E isso vai acontecer onde? Na Igreja, na Eucaristia, na oração, pois o casal que reza junto não se separa diante das dificuldades, pois tem forças para superar todos os problemas.

A família tem duas dimensões: a primeira dimensão é o “casal” e a segunda, são os “filhos”. A família é sagrada, ela não foi instituída por homem, por um papa, mas por Deus. Deus Pai quis dar uma ajuda adequada ao homem, por isso, deu-lhe a mulher como vemos no livro do Gênesis. A mulher foi a última criação do Senhor, foi o ápice da criação.

O Todo-poderoso quis que, na raiz da família, houvesse uma aliança e por essa razão os casais hoje trazem uma aliança em suas mãos. O Papa João Paulo II pedia: “casais cristãos sejam para o mundo um sinal do amor de Deus”, de forma que – quando os demais os [casais] virem superando os problemas existentes no mundo – possam ver o amor de Deus.

O Criador deseja que, através do sacramento do matrimônio, homem e mulher sejam uma só carne, que sejam um só coração, uma só alma, um só espírito. Infelizmente, existem pessoas que estão casadas há anos, porém, ainda não parecem estar casadas.

Falo também aos jovens: se você brincar com seu namoro, você já está destruindo seu casamento, pois ele [namoro] é o alicerce para um casamento, é a preparação, a parte mais demorada, mais difícil. O Papa lá em Sidney, na Austrália, pede ao jovens que aceitem o desafio de viver na castidade, pois um casal só pode se unir e ter uma relação sexual após o casamento, que é o tempo propício para isso.

Jovens cristãos, está na hora de dar uma lição ao mundo. Na África, onde a AIDS mais acontece, em Uganda eles conseguiram baixar [a AIDS] de 26% para 5% a contaminação da população do país, pois o presidente católico fez uma campanha para que vivessem o sexo somente no casamento, tantos os jovens como os casais já casados.

Hoje estão colocando máquinas de camisinha nas escolas para que os jovens as usem; porém, eu digo: ensine seu filho a não fazer isso, pois eles devem aprender que seus corpos são um templo santo e não podem viver como o mundo ensina.

O remédio não é empurrar os jovens para o sexo fácil, mas sim, viver a castidade!

Veja também: "Os problemas que afetam as famílias"



Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com

Aborto: ONG de São Paulo evita mais de 8 mil mortes

Fernanda Postigo
Canção Nova Notícias, SP


Há dez anos uma ONG da capital paulista luta para evitar que mães pratiquem o aborto. O importante trabalho tem alcançado resultados positivos. Pelo menos oito mil abortos foram evitados.

Assista à reportagem




Há quatro anos, ao descobrir que estava grávida, Natália Isabel Damasceno decidiu interromper a gestação.

Mesmo nesse momento de desespero, o amor pelo pequeno feto no ventre fez a jovem tomar uma decisão que, segundo ela, foi a mais importante e feliz de sua vida.

Duas vidas que foram salvas através da dedicação de uma ONG em São Paulo. Há dez anos o Centro de Reestruturação para a Vida (Cervi), luta para evitar que as mães desesperadas pratiquem essa violência.

Quarenta e cinco voluntários fazem um trabalho incansável. No local, as mães recebem o atendimento necessário para ter o bebê. Para isso, vários serviços são oferecidos: o teste de gravidez, o acompanhamento médico, acompanhamento psicológico, palestras sobre gravidez.

Muitas mulheres não poderiam estar aqui para contar essa bela história se não fosse o amor e a dedicação da ONG.

Mais de oito mil mulheres tiveram a oportunidade de serem ouvidas. O grupo busca valorizar a pessoa resgatando a sua dignidade. E não há preço que pague quando o resultado final é dizer sim à vida e não ao aborto.

"Madre Tereza de Calcutá disse que, 'há muita gente no mundo que é capaz de morrer por um pedaço de pão, mas tem muito mais gente que é capaz de dar a vida por uma migalha de amor', e foi isso que Jesus fez. Então hoje, depois do Cervi, eu sou outra Rose, por ver tantas vidas transformadas, não por mim, porque eu sou o instrumento, mas porque o amor de Deus ficou ali", recordou a fundadora do Cervi, Rose Santiago.

Paz é "resposta humana em harmonia com o plano de Deus", diz Papa

Leonardo Meira
Da Redação CN


H2Onews
Papa Bento XVI no encontro com novo embaixador do Congo junto à Santa Sé, Jean-Pierre Hamuli Mupenda
"A paz não é meramente a ausência de conflitos, ela também é um dom e uma missão que exige dos cidadãos e do Estado. A Igreja está convita de que a paz não pode ser alcançada sem o respeito pela 'gramática' escrita no coração do homem pelo divino Criador, ou seja, através de uma resposta humana em harmonia com o plano de Deus".

O Papa fez essa afirmação ao receber as Cartas credenciais do novo Embaixador do Congo ante a Santa Sé, Jean-Pierre Hamuli Mupenda, após longos anos de vacância. A retomada mais estreita das relações entre o país africano e o Vaticano é um dos frutos da visita que o Pontífice fez àquele país em 2008.

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.: Discurso de Bento XVI ao novo Embaixador do Congo

Bento XVI destacou a comemoração dos 50 anos de independência da nação, desejando que "possa esse Jubileu permitir à nação empreender um novo começo".

O Santo Padre destacou os episódios trágicos e difíceis da história do país, como a violência e violação de direitos humanos fundamentais contra mulheres, jovens e crianças.

"Gostaria de vos expressar minha solicitude e assegurar-vos as minhas orações. A Igreja Católica, por sua vez, foi ferida em muitos dos seus membros e suas estruturas. Ela deseja promover a cura interior e a fraternidade. [...] A Igreja Católica, Senhor Embaixador, deseja continuar a oferecer sua contribuição a essa nobre tarefa através de todas as estruturas das quais dispõe, graças à sua tradição espiritual, educativa e sanitária".

Bento XVI também disse que país precisa entrar decididamente no caminho de reconcialiação nacional, ressaltando o papel da educação nesse propósito.

"É essencial que as crianças e os jovens sejam educados com paciência e tenacidade, especialmente aqueles que foram privados de instrução e treinados para matar. Deve-se não apenas ensinar-lhes conhecimentos que os ajudarão em sua futura vida adulta e profissional, mas oferecer-lhes sólidos fundamentos morais e espirituais que lhes ajudem a rejeitar a tentação da violência e do ressentimento para escolher o que é certo e verdadeiro. Através de suas estruturas educacionais e de acordo com suas possibilidades, a Igreja pode ajudar e complementar as do Estado", concluiu.

Saiba mais sobre o embaixador

O Embaixador da República Democrática do Congo, Jean-Pierre Hamuli Mupenda, nasceu em Mungombe (Província de Kivu do Sul) no dia 29 de setembro de 1944. Ele é casado e tem cinco filhos.

Formado em Humanidade Moderna e Economia pela Faculdade Notre-Dame de la Victoire (Bukavu, 1966) obteve uma licença em ciências administrativas e diplomáticas da l’Ecole Nationale de Droit et Administration (Kinshasa, 1970).

Ocupou os seguintes cargos: Chefe do Gabinete Jurídico e dos Serviços Jurídicos do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Delegado para as negociações bilaterais e internacionais com vários países de África, Ásia, Europa e nas Américas (1970 -1973); Representante do Ministério Ministério das Relações Exteriores no Conselho Superior de Aviação Civil (1973-1974); Conselheiro do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1974-1976); Conselheiro da Embaixada de Camarões e Senegal (1977 - 1980); Conselheiro da Embaixada da Índia (1980-1982); Chefe da Divisão Jurídica do Ministério dos Negócios Estrangeiros (1982-1987); Ministro Conselheiro da Embaixada da Bélgica (1997-2003); Secretário-Geral da Administração Pública (2003 - 2004); Assessor do Ministro responsável dos Negócios Estrangeiros e da Cultura, Artes e Comunicação da Delegação Geral da Francofonia (2004-2009). Assessor Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros (2009-2010).

quarta-feira, 28 de abril de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta-feira, dia 28 de Abril de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 28 de Abril de 2010

Quarta-feira da 4ª semana da Páscoa


Hoje a Igreja celebra : S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero, +1716, S. Pedro Chanel, presbítero, mártir, padroeiro da Oceânia, +1841

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
Santo Anselmo : «Eu vim ao mundo para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas»


Livro dos Actos dos Apóstolos 12,24-25.13,1-5.

Entretanto, a palavra de Deus crescia e multiplicava-se. Barnabé e Saulo, depois de terem cumprido a sua missão, regressaram de Jerusalém, levando consigo João, de sobrenome Marcos. Havia na igreja, estabelecida em Antioquia, profetas e doutores: Barnabé, Simeão, chamado ‘Níger’, Lúcio de Cirene, Manaen, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo. Estando eles a celebrar o culto em honra do Senhor e a jejuar, disse-lhes o Espírito Santo: «Separai Barnabé e Saulo para o trabalho a que Eu os chamei.» Então, depois de terem jejuado e orado, impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir. Enviados, pois, pelo Espírito Santo, Barnabé e Saulo desceram a Selêucia e ali meteram-se num barco, rumo à ilha de Chipre. Chegados que foram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus. Tinham também João como auxiliar.


Evangelho segundo S. João 12,44-50.

Jesus levantou a voz e disse: «Quem crê em mim não é em mim que crê, mas sim naquele que me enviou; e quem me vê a mim vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo o que crê em mim não fique nas trevas. Se alguém ouve as minhas palavras e não as cumpre, não sou Eu que o julgo, pois não vim para condenar o mundo, mas sim para o salvar. Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras tem quem o julgue: a palavra que Eu anunciei, essa é que o há-de julgar no último dia; porque Eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, é que me encarregou do que devo dizer e anunciar. E Eu bem sei que este seu mandato traz consigo a vida eterna; por isso, as coisas que Eu anuncio, anuncio-as tal como o Pai as disse a mim.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Anselmo (1033-1109), monge, bispo, Doutor da Igreja
Meditações (a partir da trad. Maredsous 1923, p. 142 rev. Tournay)

«Eu vim ao mundo para que todo o que crê em Mim não fique nas trevas»


Ó bom Mestre, Jesus Cristo, estava eu sem amparo, não pedia nada, nem sequer pensava nisso, e a Tua luz iluminou a minha noite. [...] Afastaste de mim a carga que me esmagava, afastaste os que me assaltavam, chamaste-me com um novo nome (Ap 2, 17), emprestando-me o Teu, o nome de cristão. Sentia-me oprimido e Tu reergueste-me. Tu disseste-me: «Tem confiança, Eu resgatei-te, dei a Minha vida por ti. Se quiseres unir-te a Mim, escaparás ao mal e ao abismo para onde corres, e conduzir-te-ei ao Meu Reino.»

Sim, Senhor, fizeste tudo por mim! Estava nas trevas e não sabia nada [...], descia para o abismo da injustiça, tinha caído na miséria dos tempos para descer ainda mais baixo. Quando me encontrava desamparado, iluminaste-me. Sem eu To ter pedido, iluminaste-me. Na Tua luz, vi quem eram os outros e aquilo que eu sou [...]; deste-me confiança e a salvação, Tu que deste a Tua vida por mim [...]. Reconheço-o, ó Cristo, entrego-me inteiramente ao Teu amor.

Simpósio de Bioética pretende formar promotores da vida

Ariane Fonseca
Da Redação CN



“Queremos fomentar uma cultura da vida, começando pelo respeito da dignidade da pessoa humana e da família”. Essa é a expectativa do responsável pelo Simpósio de Bioética, padre Eduardo Peters, para a atividade inédita, que faz parte da programação do Congresso Eucarístico Nacional. O evento acontece de 13 a 16 de maio, em Brasília (DF), e é um dos pontos-chaves das celebrações dos 50 anos da capital brasileira.

Abordando temas como aborto, planejamento familiar, cuidados no final da vida e valor da sexualidade, o simpósio pretende contribuir para que, no Brasil, a vida seja amplamente defendida e amada pelos cristãos nos trabalhos pastorais. Dentre os palestrantes, estão Dom Antônio Augusto Duarte, presidente do Setor Vida do CELAM (Conselho Episcopal Latinoamericano); padre Dr. Aníbal Gil Lopes, membro titular da Pontifícia Academia Pro Vita; e o professor Dr. André Marcelo Soares, membro da Comissão de Bioética da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

:: Saiba mais sobre a Bioética no prisma da Igreja

Para padre Peters, que também é presidente da Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília, mais do que um encontro meramente técnico, o simpósio visa ser informativo, pastoral e celebrativo. “Informativo porque queremos dar a conhecer alguns temas mais relevantes sobre a vida; pastoral pois não queremos estar indiferentes aos desafios que, hoje, a temática da vida e da família nos apresentam; e celebrativo porque na Eucaristia queremos viver a nossa vida, fazendo com que seja plena em Jesus”.

É a primeira vez que acontece um Simpósio de Bioética durante a realização do Congresso Eucarístico. Segundo padre Peters, a ideia de realizar a atividade no evento nasceu da Comissão Arquidiocesana de Bioética e Defesa da Vida de Brasília. “Queríamos aproveitar a ocasião do evento para discutir o tema da vida. Quando levamos ao Dom João [arcebispo da capital] nossa proposta, ele achou o tema tão importante e tão eucarístico, pois a Eucaristia é o pão da vida, que o incluiu dentro da programação”, explica o sacerdote que ainda acrescenta: “Queremos também propor para todo o Brasil um jeito novo e digno de reconhecer na pessoa do outro esse Deus que nos chama à comunhão”.

A oração, feita exclusivamente para o CEN 2010, convida os cristãos a serem promotores da vida na sua totalidade. “Nós pedimos, com nossa Mãe Aparecida, que sejamos promotores da vida em plenitude. Por isso um Simpósio de Bioética, para nos ajudar a amar a vida natural e sobrenatural, pois ambas são de Deus e estão orientadas para o próprio Jesus”.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que todos os anos, 46 milhões de mulheres grávidas abortam. Desses, 44% são feitos em clínicas clandestinas. No Brasil, o Ministério da Saúde prevê que um milhão de gestações terminam em aborto.

Expectativa

O Simpósio de Bioética espera receber cerca de 900 participantes de todo o Brasil. Ainda há vagas, os interessados devem procurar a secretaria do Congresso Eucarístico Nacional pelo telefone (61) 3213 3339. A confirmação da participação só é concluída mediante assinatura do Bispo da paróquia do interessado na ficha de inscrição.

Assista o vídeo sobre o que é Bioética

A sensatez em nossas decisões

A impulsividade nos incita a fazer aquilo que mais nos agrada

Todos os dias, precisamos tomar nossas decisões e algumas delas, às vezes, são assumidas sem profundas avaliações sobre as consequências que poderiam trazer para a nossa vida. Dentro da vida conjugal, com o passar dos anos, vamos percebendo que as decisões vividas em casa são mais tranquilas quando há um consenso entre marido e mulher, as quais vão desde aquilo que será colocado no carrinho de compras até a maneira de educar os filhos.

Divergências podem surgir, especialmente, quando decidimos por nós mesmos o que fazer, pois, diante da possibilidade de erro, o nosso cônjuge poderá nos culpar, dizendo: “Era óbvio que isso não ia dar certo!”. A vida a dois se torna mais fácil quando o casal percebe que a sensatez se encontra na concordância entre marido e mulher, os quais, de maneira harmoniosa, a estabelecem dentro do relacionamento.

Contudo, independentemente do nosso estado de vida: solteiro, casado ou viúvo, no momento em que estamos imbuídos de fazer alguma coisa, a impulsividade nos incita a fazer aquilo que mais nos agrada ou nos parece mais fácil. Na tentativa de fazer acontecer a nossa vontade, focamos nosso objetivo em uma única opção, a qual acreditamos ser a melhor alternativa e, dessa forma, nos arriscamos. Por muitas vezes, obstinados em nossa verdade, fechamos os ouvidos para qualquer outro parecer diferente daquilo que achamos ser o certo; e cegos nesse propósito, podemos perder a noção sobre a real importância do que decidimos realizar.

Como indivíduos, temos o direito de formar nossa própria opinião acerca das coisas, mas temos de ter noção dos impactos causados por nossas atitudes em nossas vidas, como também na vida daqueles que estão ao nosso lado. No trânsito, vemos, com frequência, conversões perigosas, ultrapassagens forçadas, simplesmente para economizar alguns minutos, muitas vezes, em nada significativos para a viagem. Todavia, estariam os passageiros desses veículos cientes e unânimes em acolher para si as consequências da decisão assumida pelo motorista?

Sabemos que algumas atitudes impensadas, tomadas deliberadamente por nós, de alguma maneira, tiveram grandes consequências, cujos reflexos ainda repercutem em nossas vidas, no ambiente de trabalho, na família e até podem ter ofuscado nossa imagem perante outras pessoas.

Diante das futuras situações, simples ou complexas, tomemos como tática a partilha de opiniões com o outro sobre aquilo que pretendemos fazer. Assim, evitaremos que a ausência de sensatez nos faça tomar os pés pelas mãos com atitudes que poderão comprometer a nós e ao nosso semelhante. Para isso, colher informações sobre os fatos, estudar o que temos nas mãos, determinar os prós e os contras sobre aquilo que se pretende assumir são sinais de maturidade, equilíbrio e prudência.

Um abraço
Dado Moura

Papa convida a refletir sobre o trabalho na Festa de São José

Vatican Information Service
(tradução de CN Notícias)


Entre as saudações ao final da Catequese desta quarta-feira, 28, na praça de São Pedro, o Papa recordou que no sábado, 1º de maio, é a festa de São José operário, "guardião da Sagrada Família e patrono das pessoas que, com seu próprio trabalho, conquistam os meios para viver".

"Que esta jornada seja uma ocasão para aprofundar na reflexão sobre o sentido do trabalho e sobre seu papel adequado na vida das famílias. Confio aos aqui presentes e a todos os trabalhadores à proteção de São José".

"O Senhor sempre coloca sinais em nosso caminho", destaca Papa

Leonardo Meira
Da Redação CN

O Papa dedicou a Catequese desta quarta-feira, 28, a dois santos sacerdotes - São Leonardo Murialdo e São José Benedito Cottolengo -, na sequência de reflexões devido à proximidade do encerramento do Ano Sacerdotal.

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.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI sobre dois santos sacerdotes
.: OUÇA a Catequese do Papa (em italiano)

"O Senhor sempre coloca sinais em nosso caminho para guiar-nos, segundo a Sua vontade, ao nosso verdadeiro bem", afirmou o Pontífice, recordando as intervenções divinas que conduziram São Cottolengo a encontrar a missão que Deus lhe confiava.

Com relação à confiança desse santo na Divina Providência, o Papa disse: "Esteve sempre pronto a seguir e servir a Divina Providência, nunca questioná-la. Dizia: 'Sou um covarde e nem sequer sei o que estou fazendo. A Divina Providência, no entanto, sabe certamente o que deseja. A mim, cabe somente concordar. Avanti in Domino'".

Já a espiritualidade de São Murialdo teve como núcleo central a convicção do amor misericordioso de Deus:

"Ele sempre se considerou um homem agraciado por Deus misericordioso: por isso, viveu o sentido alegre da gratidão ao Senhor, a serena consciência do próprio limite, o desejo ardente de penitência, o empenho constante e generoso de conversão. Ele via toda a sua existência não apenas iluminada, guiada, apoiada por esse amor, mas continuamente imersa na infinita misericórdia de Deus. Escreve em seu Testamento espiritual: 'A tua misericórdia me envolve, ó Senhor ... Como Deus está sempre em toda a parte, assim está sempre em toda a parte o amor, está sempre em toda a parte a misericórdia'".

A propósito do sacerdócio, Murialdo viveu sua vocação como dom gratuito da misericórdia de Deus, com sentimentos de alegria e gratidão.

"Sublinhando a grandeza da missão do sacerdote, que deve 'continuar a obra da redenção, a grande obra de Jesus Cristo, a obra do Salvador do mundo', isto é, aquele de 'salvar almas', São Leonardo recordava sempre a si mesmo e aos irmãos a responsabilidade de uma vida coerente com o sacramento recebido. Amor de Deus e amor a Deus: foi essa a força de seu caminho de santidade, a lei de seu sacerdócio, o significado mais profundo do seu apostolado entre os jovens pobres e a fonte da sua oração", disse o Santo Padre.

Por fim, Bento XVI ressaltou que os dois santos viveram a entrega total da vida aos mais necessitados "encontrando sempre as raízes profundas, a fonte inesgotável da própria ação no relacionamento com Deus, atraídos por seu amor, na profunda convicção de que não é possível exercitar a caridade sem viver em Cristo a na Igreja. A sua intercessão e seu exemplo continuam a iluminar o ministério de muitos sacerdotes que se gastam generosamente por Deus e pelo rebanho a eles confiado, e ajudam cada um a doar-se com alegria e generosidade a Deus e ao próximo".

Santa Gianna: Ela preferiu a vida contra o Aborto

Por Padre Luizinho no dia abr 28th, 2010 sobre Devoção aos Santos.

Eis um grande testemunho neste mundo abortista, como dizia o Papa João Paulo II: “Nós vivemos em meio a “cultura de morte”, mas ela preferiu a vida mesmo pagando com a sua. Isso é a prova de que o amor é mais forte que a morte. Nasceu em Magenta perto de Milão em 4 de outubro de 1922.

Gianna era a décima de 13 filhos e foi educada por pais piedosos que a ensinaram que a vida era um grande presente de Deus para ser abraçado com graça. Conseqüentemente ela tinha uma forte esperança na Providencia Divina e estava confiante no poder das preces. Como adolescente e como adulta ela foi membro da Sociedade São Vicente de Paulo e voluntária para trabalhar com os pobres e os idosos. Ao mesmo tempo ela diligentemente estudou e conseguiu se formar em medicina e cirurgia na Universidade de Pávia em 1949. No ano seguinte ela abriu uma clinica em Mesero perto de sua terra natal. Ela se especializou em pediatria na Universidade de Milão em 1952, e após ela deu especial atenção às mães, as crianças, aos idosos e aos pobres.

Giana via a medicina como um meio de servir ao Criador, assim ela aumentou seu generoso serviço para a Ação Católica. Mas em oposição à maioria dos santos Gianna exibia uma verdadeira alegria para viver. Ela amava esquiar e o “trekking” nas montanhas. Alguns pensavam que tão boa cristã iria entrar para um convento, mas após varias reflexões ela viu que sua vocação era para o casamento e cooperando com Deus em “formar uma verdadeira família Cristã”.

Em 24 de setembro de 1955, ela casou-se com Pietro Molla na Basílica de São Martinho em Magenta, e ela tornou-se uma feliz esposa. Gianna não era uma santa comum. Ela alegremente abraçou o casamento e balanceou as suas obrigações como mulher de carreira, esposa e mãe. Em novembro 1956 ela se tornou mãe de Pierluigi, em dezembro de 1957 de Mariolina, e em julho de 1959 de Laura. Em setembro de 1961, no segundo mês de gravidez ela descobriu que tinha um fibroma no útero. Era necessário uma cirurgia e ela estava, como médica, perfeitamente consciente dos riscos de continuar a sua gravidez, mas ela pediu ao cirurgião para salvar o filho que ela carregava e deixou a si própria nas mãos de Deus. Ela passou os sete meses seguintes na alegria de seus afazeres de mãe e médica, mas, contudo preocupada que o bebê em seu útero pudesse nascer com problemas e para prevenir isso, orou muito a Deus.

Alguns dias antes da criança nascer, embora confiante na Divina Providencia, ela estava decidida a dar sua vida para salvar a da criança. “Se você precisar decidir entre eu e a criança escolha a criança insistiu ela ao seu médico”. Assim Gianna Emanuela nasceu na manhã de 21 de abril de 1962. Apesar de todos os esforços para salva-la, Santa Gianna veio há falecer uma semana depois, com horríveis dores.

Mas ela sempre dizia: “Jesus, Jesus eu te amo, eu te amo” e veio a falecer exclamando esta frase no dia 28 de abril. Ela tinha apenas 39 anos de idade. Seu funeral foi ocasião de grande tristeza, fé e oração. O seu corpo está no cemitério de Mesero perto de Magenta.

Ela foi beatificada em 24 de abril de 1994 e canonizada em 16 de maio de 2004 pelo Papa João Paulo II.

Novena: Ó Deus, amante da vida, que doaste à SANTA GIANNA responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e de mãe, concede também a nós, por intercessão dela, a graça (… faça o pedido…) e também seguir fielmente os teus desígnios, a fim de que resplandeça sempre nas nossas famílias a graça que consagra o amor eterno e a vida humana.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, teu Filho, que é Deus, e vive e reina contigo na unidade do espírito Santo. Amém.

Conheça virtualmente e tridimencionalmente as basílicas e capelas papais no Vaticano!!!!!

San Pedro

São João de Latrão

São Paulo Fora dos Muros

Santa Maria Major

Capela Redemptoris Mater (flash) ou (Shockwave)

Necrópole Vaticana

Capela Sistina

Capela Paulina

Curta Bastante!!!

E quando as forças vão embora?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Vale a pena ser íntegro?

Por que estudar o Antigo Testamento

Nele conhecemos o anúncio profético da vinda de Cristo

É preciso entender a ligação existente entre os livros contidos no Antigo e no Novo Testamento.

De maneira equivocada, muitos cristãos acreditam que não é necessário estudar o Antigo Testamento porque Jesus veio substituí-lo.

É por meio da parte mais antiga da Bíblia que conhecemos o anúncio profético da vinda de Cristo, simbolizado por várias imagens, e também por meio de seus livros tomamos conhecimento do povo escolhido por Deus, que os fez depositários de Suas promessas e para os quais o Senhor se revelou de maneira misericordiosa e justa.

Neste vídeo, Denis Duarte explica algumas imagens contidas nas narrações do Antigo Testamento.

Igreja em Portugal se prepara para acolher Bento XVI

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

O Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Dom Jorge Ortiga, saudou a visita de Bento XVI a Portugal, sublinhando que ela será "uma grande ajuda espiritual e, ao mesmo tempo, eclesial", para a Igreja Católica do país.

Dom Jorge afirmou que a Igreja Católica em Portugal "vive este momento com grande alegria" e apelou aos portugueses para que recebam o Papa "em festa", mas também que se preparem para acolher a mensagem que ele vai trazer.

"Queremos caminhar com ele, no sentimento interno, na oração e na abertura a tudo quanto nos comunicará, particularmente nos momentos mais significativos da sua visita", referiu.

E acrescentou que "hoje saibamos merecer esta visita do Santo Padre, prestando-lhe o carinho e dedicação e particularmente acolhimento de uma mensagem que nos vai dirigir".

Bento XVI visita Portugal de 11 a 14 de maio, com passagens por Lisboa, Fátima e Porto.

Cresce número de católicos no mundo, indica estudo do Vaticano

Leonardo Meira
Da Redação CN

O número de católicos no mundo cresceu 11,54%, passando de 1.045 bilhão em 2000 para 1.166 bilhão em 2008. O índice é um pouco maior que a taxa de crescimento da população mundial, que foi de 10,77% no período.

É o que indica o Annuarium Statisticum Ecclesiae (Anuário Estatístico da Igreja), preparado pelo Departamento Central de Estatísticas da Igreja e editado pela Libreria Editrice Vaticana, divulgado pelo Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé nesta terça-feira, 27.

Acesse.: NA ÍNTEGRA: Anuário Pontifício 2010: estatísticas da Igreja no mundo

A África é o continente em que o crescimento foi mais amplo (33,02%), enquando a Europa é a região em que a evolução foi menor (apenas 1,17%). A Ásia (15,61%), a Oceania (11,39%) e a América (10,93%) também apresentaram incremento no número de fiéis católicos batizados.

O estudo também mostra que, nos oito anos que vão desde 2000 a 2008, o número dos bispos passou de 4.541 para 5.002, com um aumento relativo que supera os 10%, evidenciando uma melhor e mais harmônica distribuição do episcopado nas realidades continentais, bem como um significativo equilíbrio quantitativo entre sacerdotes e bispos no transcorrer do tempo.

O número total dos sacerdotes no período mostra uma tendência de crescimento positiva, especialmente na África e na Ásia, onde registra-se um aumento de 33,1% e 23,8%, respectivamente. Já na América a situação é estável, na Europa há uma queda de mais de 7% e, na Oceania, a diminuição é de 4%. A Áfria e a Ásia já contribuem com 21,9% do total de sacerdotes do mundo, enquanto a Europa caiu de 51% (em 2000) para 47% do total (em 2008).

Os diáconos permanentes passaram de cerca de 28 mil em 2000 para 37 mil em 2008, com uma variação relativa de 33,7%. Já os religiosos professos não sacerdotes tiveram uma queda de 55.057 para 54.541, especialmente na Europa (-16,6%) e Oceania (-22,1%).

Por sua vez, as r
eligiosas professas representam, em 2008, uma população global de 740 mil pessoas, cerca de duas vezes maior que a dos sacerdotes. 41% desse total está na Europa, seguida pela América, que conta outras 203 mil consagradas, e pela Ásia, que soma 161 mil. Em respeito ao ano 2000, o grupo sofreu uma diminuição de 7,75%.

Também registra-se uma clara tendência ao crescimento dos estudantes de Filosofia e Teologia presentes nos centros diocesanos e religiosos: no mundo, passou-se dos quase 110 mil candidatos em 2000 para 117 mil em 2008, com uma variação positiva de 28,6%.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 27 de Abril de 2010

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 27 de Abril de 2010

Terça-feira da 4ª semana da Páscoa


Hoje a Igreja celebra : Santa Zita, virgem, +1278, S. Pedro Canísio, presbítero, doutor da Igreja, +1597

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Bem-Aventurada Teresa de Calcutá : «As Minhas ovelhas escutam a Minha voz»


Livro dos Actos dos Apóstolos 11,19-26.

Entretanto, os que se tinham dispersado, devido à perseguição desencadeada por causa de Estêvão, adiantaram-se até à Fenícia, Chipre e Antioquia, mas não anunciavam a palavra senão aos judeus. Houve, porém, alguns deles, homens de Chipre e Cirene que, chegando a Antioquia, falaram também aos gregos, anunciando-lhes a Boa-Nova do Senhor Jesus. A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que abraçaram a fé e se converteram ao Senhor. A notícia chegou aos ouvidos da igreja de Jerusalém, e mandaram Barnabé a Antioquia. Assim que ele chegou e viu a graça concedida por Deus, regozijou-se com isso e exortou-os a todos a que se conservassem unidos ao Senhor, de coração firme; ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. Assim, uma grande multidão aderiu ao Senhor. Então, Barnabé foi a Tarso procurar Saulo. Encontrou-o e levou-o para Antioquia. Durante um ano inteiro, mantiveram-se juntos nesta igreja e ensinaram muita gente. Foi em Antioquia que, pela primeira vez, os discípulos começaram a ser tratados pelo nome de «cristãos.»


Evangelho segundo S. João 10,22-30.

Em Jerusalém celebrava-se, então, a festa da Dedicação do templo. Era Inverno. Jesus passeava pelo templo, debaixo do pórtico de Salomão. Rodearam-no, então, os judeus e começaram a perguntar-lhe: «Até quando nos deixarás na incerteza? Se és o Messias, di-lo claramente.» Jesus respondeu-lhes: «Já vo-lo disse, mas não credes. As obras que Eu faço em nome de meu Pai, essas dão testemunho a meu favor; mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas escutam a minha voz: Eu conheço-as e elas seguem-me. Dou-lhes a vida eterna, e nem elas hão-de perecer jamais, nem ninguém as arrancará da minha mão. O que o meu Pai me deu vale mais que tudo e ninguém o pode arrancar da mão do Pai. Eu e o Pai somos Um.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-Aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionários da Caridade
No Greater Love (a partir da trad. Pas de plus grand amour, Lattès 1997, p. 22 rev.)

«As Minhas ovelhas escutam a Minha voz»


Terás dificuldade em rezar se não souberes como. Temos de nos ajudar a rezar: em primeiro lugar, recorrendo ao silêncio, porque não podemos pôr-nos na presença de Deus se não praticarmos o silêncio, tanto interior como exterior. Não é fácil fazer silêncio dentro de nós, mas é um esforço indispensável. Só no silêncio encontraremos novas forças e a verdadeira unidade. A força de Deus tornar-se-á a nossa, para realizarmos todas as coisas como devemos; o mesmo acontecerá com a unidade dos nossos pensamentos aos Seus pensamentos, a unidade das nossas orações às Suas orações, a unidade das nossas acções às Suas acções, da nossa vida à Sua vida. A unidade é o fruto da oração, da humildade, do amor.

É no silêncio do coração que Deus fala; se te colocares perante Deus em silêncio e em oração, Deus falar-te-á. Então saberás que não és nada. Só quando conheceres o teu nada, a tua vacuidade, é que Deus poderá preencher-te Consigo. As almas dos grandes orantes são almas de grande silêncio.

O silêncio faz-nos ver cada coisa de modo diferente. Necessitamos do silêncio para tocar as almas dos outros. O essencial não é o que dizemos, mas o que Deus diz - aquilo que nos diz, e o que diz através de nós. No silêncio, Ele ouvir-nos-á; no silêncio, falará à nossa alma, e ouviremos a Sua voz.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

O perdão ressuscita as famílias (Mons. Jonas)


                   

Papel espiritual da Mãe


                   

"Igreja atua pelo bem comum", diz Papa


                   

Cristãos no Iraque constróem Cristo Redentor no país

Rádio Vaticano

Para lançar uma mensagem de "paz e de esperança" a todo o Iraque, os cristãos no norte do país construíram uma estátua de Jesus que lembra o Cristo Redentor no Corcovado, no Rio de Janeiro. A escultura tem quatro metros de altura (1/10 em relação à original), mas se tornou meta contínua de fiéis e peregrinos. A estátua foi inaugurada dias atrás pelo Presidente do Comitê para Assuntos Religiosos, padre Louis Kassab.

O Cristo está posicionado no posto de controle número 1 de Baghdeda, na região de Nínive. O responsável pelo check-point, Najib Attallah, refere que a ideia nasceu justamente dos guardas que trabalham no local. "No Natal, montamos um presépio. Para festejar a Páscoa, os guardas quiseram construir uma estátua nos moldes do Cristo Redentor, no Brasil." A estátua foi construída por dois guardas do posto de controle, Alaa Nasir Kithya e Amaar Anay, e custou cerca de 130 dólares.

O coordenador do Comitê para Assuntos Religiosos, Bashar Jarjees Habash, destaca que a construção é uma mensagem de paz para todos. "A estátua é de pedra e pode ser removida a qualquer momento, mas a história dos cristãos iraquianos não pode ser cancelada." Bashar acrescenta que os cristãos têm uma história milenar no país e mostram lealdade à pátria.

A região de Nínive foi uma das mais atingidas por uma onda de violência anticristã. Em fevereiro passado, em apenas 10 dias, oito cristãos foram assassinados em Mossul, capital da região.

Livro relata espionagem de polícia comunista contra João Paulo II

Leonardo Meira
Da Redação CN, com ReligionenLibertad

 O Instituto Nacional da Memória da Polônia publicou um livro em que compila os documentos que detalham como a Polícia secreta comunista mantinha sob vigilância ao futuro Papa João Paulo II, bem como buscava elementos que permitissem chantageá-lo. O Pontífice exerceu um papel fundamental na queda do bloco comunista, em 1989.

"Como sacerdote, professor e pastor, e depois como bispo e metropolitano de Cracóvia, Karol Wojtyla foi visto pelo Governo como um perigoso inimigo ideológico", assegura o editor do livro, Marek Lasota, na introdução de "Até a Verdade e a Liberdade: A Polícia Secreta Comunista e Karol Wojtyla".

"Isso é comprovado pelo uso de uma gama completa de métodos operativos e técnicos contra ele, desde grampear o telefone e violar a correspondência, até a observação direta através de uma rede de agentes destinada a trabalhos de contrainformação", continua Lasota.

As 687 páginas do volume iniciam com um documento policial de maio de 1946, quando o futuro pontífice era ainda seminarista, no qual investigam-se possíveis conexões com um grupo patriótico de estudantes em Cracóvia.

O último dos documentos recolhidos no livro é um criptograma destinado ao Ministério do Interior em Varsóvia, datado de 24 de maio de 1978, em que se cita um pedido do então Cardeal Wojtyla, pedindo permissão para realizar uma procissão por ocasião da festividade de Corpus Christi a partir da Catedral de Wawel, e se expõem as razões de seu rechaço oficial.

A coleção de documentos mostra como a vigilância e o assédio se incrementaram depois que o padre Wojtyla foi nomeado bispo, em 1958, circunstância em que aumentaram os pedidos da Polícia secreta comunista de mais informação e, sobretudo, de mais informação precisa sobre sua vida e o trabalho que desempenhava, segundo recolhe a Catholic News Agency.

Entre as dezenas de questões que eram enviadas aos informantes, a Polícia secreta perguntava pelas roupas do bispo, como se barbeava, bem como sobre a rádio que escutava, sua máquina de escrever e quem lhe ajudava a manter esses equipamentos.

Relatório aponta desafios enfrentados por sacerdotes no mundo

Da Redação CN, com ACI Digital

 A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) acaba de lançar um relatório sobre as dificuldades por que passam milhares de sacerdotes em todo o mundo devido ao cumprimento da sua missão religiosa e social.

.: NA ÍNTEGRA: Relatório da AIS
No marco do Ano Sacerdotal, a AIS quis colocar-se ao lado dos padres, particularmente dos mais necessitados, acreditando no seu trabalho e rezando por eles, ajudando-os em suas necessidades materiais.

Ao afirmar sobre os trabalhos dos sacerdotes no mundo, especialmente naquelas regiões de mais escassos recursos, bem como as dificuldades que os religiosos encontram, o relatório da AIS indica que "muitos destes sacerdotes dão a sua própria vida pelos outros, ao serviço do bem comum, ajudando os mais pobres e desfavorecidos, promovendo a educação e o desenvolvimento integral das pessoas. Só em 2009, trinta sacerdotes morreram ao serviço da Igreja".

A Fundação AIS nasceu concretamente como obra de apoio aos sacerdotes e faz dessa preocupação uma prioridade, com ajuda de subsistência, formação de seminaristas e formação contínua de padres, apoio ao trabalho pastoral, oferta de meios de transporte, construção das capelas, igrejas, seminários e casas paroquiais, difusão de bíblias e material catequético, entre outros.

A AIS também continua a promover uma campanha de adoção de padres através da oração. "Todos os padres do Haiti foram apadrinhados pelos benfeitores portugueses da Fundação AIS, mas também muitos padres da Nigéria, de Moçambique, da Uganda e de tantas outras partes do mundo", assinala a Fundação.

Como parte da mesma campanha, a AIS lançará um terço sacerdotal, abençoado pelo Papa Bento XVI, juntamente com o livro "Pensamentos sobre o Sacerdócio", compêndio de reflexões do Pontífice.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 26 de Abril de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 26 de Abril de 2010

Segunda-feira da 4ª semana da Páscoa


Hoje a Igreja celebra : Santo Anacleto (Cleto), papa, mártir, séc. I, S. Pedro de Rates, mártir, 1º bispo de Braga, séc. I (?)

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
São Tomás de Aquino : O Bom Pastor e a porta das ovelhas


Livro dos Actos dos Apóstolos 11,1-18.

Os Apóstolos e os irmãos da Judeia ouviram, entretanto, dizer que também os pagãos tinham recebido a palavra de Deus. E, quando Pedro subiu a Jerusalém, os circuncisos começaram a censurá-lo, dizendo-lhe: «Tu entraste em casa de incircuncisos e comeste com eles.» Pedro expôs-lhes, então, o caso, do princípio ao fim, dizendo: «Estava eu em oração na cidade de Jope quando, em êxtase, tive uma visão: um objecto semelhante a uma grande toalha, descia do céu, preso pelas quatro pontas, e chegou até junto de mim. Fitando os olhos nele, pus-me a observar e vi os quadrúpedes da terra, os animais ferozes, os répteis e as aves do céu. Ouvi também uma voz que me dizia: ‘Vamos, Pedro, mata e come.’ Mas eu respondi: ‘De modo algum, Senhor! Nunca entrou na minha boca nada de profano ou impuro!’ A voz fez-se ouvir do Céu, pela segunda vez: ‘O que Deus purificou não o consideres tu impuro.’ Isto repetiu-se três vezes; depois, tudo foi novamente elevado ao Céu. Nesse instante, apresentaram-se três homens na casa em que estávamos, enviados de Cesareia à minha presença. O Espírito disse-me que os acompanhasse, sem hesitar. Vieram também comigo os seis irmãos, aqui presentes, e entrámos em casa do homem. Ele contou-nos que tinha visto um anjo apresentar-se em sua casa, dizendo-lhe: ‘Envia alguém a Jope e manda chamar Simão, cujo sobrenome é Pedro; ele dir-te-á palavras que te hão-de trazer a salvação, a ti e a toda a tua casa.’ Ora, quando principiei a falar, o Espírito Santo desceu sobre eles, como sobre nós, ao princípio. Recordei-me, então, da palavra do Senhor, quando Ele dizia: ‘João baptizou em água; vós, porém, sereis baptizados no Espírito Santo.’ Se Deus, portanto, lhes concedeu o mesmo dom que a nós, por terem acreditado no Senhor Jesus Cristo, quem era eu para me opor a Deus?» Estas palavras apaziguaram-nos, e eles deram glória a Deus, dizendo: «Deus também concedeu aos pagãos o arrependimento que conduz à Vida!»


Evangelho segundo S. João 10,1-10.

«Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outro lado, é um ladrão e salteador. Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A esse o porteiro abre-a e as ovelhas escutam a sua voz. E ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes e fá-las sair. Depois de tirar todas as que são suas, vai à frente delas, e as ovelhas seguem-no, porque reconhecem a sua voz. Mas, a um estranho, jamais o seguiriam; pelo contrário, fugiriam dele, porque não reconhecem a voz dos estranhos.» Jesus propôs-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. Então, Jesus retomou a palavra: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes prestaram atenção. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem. O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, Doutor da Igreja
Comentário ao Evangelho de João, 10, 3 (a partir da trad. Orval)

O Bom Pastor e a porta das ovelhas


Jesus disse: «Eu sou o Bom Pastor.» E é evidente que o título de pastor convém a Cristo porque, assim como o pastor leva o rebanho a pastar, assim também Cristo restaura os fiéis através do alimento espiritual que é o Seu próprio Corpo e o Seu próprio Sangue.

Para se distinguir do mau pastor e do ladrão, Jesus precisa que é o «bom pastor». É bom porque defende o rebanho com a dedicação com que o bom soldado defende a sua pátria. Por outro lado, Cristo afirmou que o pastor entra pela porta e que Ele é essa porta. Assim, pois quando aqui afirma ser o Pastor, temos de compreender que é Ele que entra e que entra por Si mesmo. E é bem verdade, porque Ele afirma que conhece o Pai por Si mesmo, enquanto nós entramos por meio Dele e é Ele que nos dá a felicidade. Reparemos bem que não há outro que seja a porta, porque mais ninguém é a luz, a não ser por participação. João Baptista não era a luz, antes tinha vindo para dar testemunho da luz (Jo 1, 8). Mas Cristo «era a luz que ilumina todo o homem» (v. 9). Ninguém pode, por conseguinte, dizer de si mesmo que é a porta, porque Cristo reservou para Si esse título.

Mas o título de pastor, esse comunicou-o a outros, deu-o a alguns dos Seus membros. Com efeito, também Pedro o foi, e os outros apóstolos, e também o são todos os bispos. «Dar-vos-ei pastores segundo o Meu coração», diz Jeremias
(3, 15). Ora, ainda que os chefes da Igreja - que são filhos da mesma Igreja - sejam todos pastores, Cristo afirma «Eu sou o Bom Pastor» para nos mostrar a singular força do Seu amor. Nenhum pastor será bom se não estiver unido a Cristo pela caridade, tornando-se assim membro do verdadeiro Pastor.

domingo, 25 de abril de 2010

4040 desde 4/07/09







Recebemos 4040 visitas até esta postagem.
Mas o que preocupa é a alta taxa de rejeição. Ela aumenta cada vez que alguém entra e logo sai. Bem, é como eu disse numa postagem, As visitas são as vezes que bati numa porta, e as sem rejeição são as vezes que me abriram para eu falar do Senhor. Deus os abençoe para que sempre abrem as portas. Clique nas imagens para ver melhor.

Criança é curada no ventre materno através da fé em Jesus Eucarístico

Bebê é curado no ventre materno e a mãe afirma que o milagre aconteceu por meio de sua fé em Jesus Cristo na Eucaristia.

Márcia Santos, grávida do quinto filho, recebeu a notícia de que o feto tinha um cisto no cérebro. Numa quarta-feira, ouvindo a Santa Missa pela Rádio Canção Nova, ela viveu uma experiência que mudou a sua vida. Após trinta dias comungando na celebração da Santa Missa, os resultados dos exames demonstraram que a criança havia sido curada. "Hoje, para a honra e a glória do Senhor, eu posso dizer: O Corpo e o Sangue de Cristo salvam, curam e libertam", comemora.
“Olá, internautas! Meu nome é Márcia Santos, sou de Cachoeira Paulista (SP), tenho 37 anos, e gostaria de passar para vocês uma experiência que tive com Jesus na Eucaristia. Neste tempo de gestação do meu filho, que se chamará Miguel, recebi esta graça através do Corpo e do Sangue de Jesus Eucarístico.

Eu estou com 33 semanas de gravidez, mas eu não sabia que estava grávida no início. Tive pneumonia, estava tomando remédios fortes e foi nesse período que o médico descobriu que eu estava grávida de três para quatro meses. Ao fazer os exames ele descobriu um cisto no cérebro do neném e um líquido numa certa parte desse órgão, por isso disse que era necessário fazer uma cirurgia, pois aquele cisto poderia crescer e que precisaria de acompanhamento.

Numa quarta-feira, ouvindo a Missa com padre Roger Luís pela Rádio Canção Nova, eu ouvi quando ele falou assim: “Deixe Jesus entrar na sua casa hoje, deixe-O fazer um milagre na sua vida!”. Eu me lembro bem de que eu estava sentada no sofá da minha casa, com os olhos até colados de tanto chorar e vi quando, lá no fundo do meu coração, Jesus entrou, tocou na minha barriga e falou para mim: 'Em trinta dias Eu curo o seu filho. Em trinta dias Eu faço um milagre na sua vida se você buscar o Meu Corpo e o Meu Sangue, se você buscar a Eucaristia. A cada Eucaristia que você tomar Eu troco o líquido pelo sólido'. Foram essas as palavras de Jesus para mim.

Eu comecei a ir à Missa no meu bairro todos os sábados, quando tinha Missa na quinta-feira eu também participava. Trinta dias depois, eu fiz um outro exame e já não tinha mais cisto nenhum, não tinha mais líquido nenhum! E hoje para honra e glória do Senhor, eu posso dizer: O Corpo e o Sangue de Cristo salvam, curam e libertam!

Eu gostaria de falar com você que é sócio desta obra de Deus, onde quer que você se encontre, talvez você esteja sofrendo com a mesma dificuldade ou quem sabe esperando por um milagre como eu estava. Eu gostaria de agradecer a você, porque é por sua causa, por sua boa vontade e contribuição que o padre Roger chegou à minha casa através das ondas da Rádio”.

A Missa do Clube da Evangelização é presidida pelo padre Roger Luís em Cachoeira Paulista (SP), sede do Sistema Canção Nova de Comunicação. Mensalmente milhares de pessoas participam desta celebração e se fossem contar o número de graças e milagres alcançados não haveria espaço suficiente para isso. Por essa razão, você, internauta, pode deixar seu comentário contando sua experiência de fé assim como a vivida pela Márcia, que a testemunhou para o cancaonova.com.

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