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quarta-feira, 31 de março de 2010

Semana Santa e dinheiro

Quando na economia se instala o demônio da exploração

Com o Domingo de Ramos se conclui a Campanha da Fraternidade, culminando com a sugestão de um gesto que simbolize as boas motivações despertadas por ela. Desta vez o tema destacou a economia, e o lema advertiu que o dinheiro não pode usurpar o lugar de Deus.

Agora entramos na Semana Santa. Poderia parecer que é hora de esquecer o dinheiro e pensar só em Cristo. Mas para nossa surpresa, em cada dia da semana, o dinheiro comparece, mostrando como ele pode ser usado com intenções bem diferentes.

A liturgia da segunda-feira traz a narrativa do óleo derramado sobre os pés de Jesus, por Maria, que os enxugava com seus cabelos. Maria, irmã de Lázaro, enternecida de amor e de gratidão por seu Mestre. Judas, frio e calculista, fazendo suas contas, cotando o desperdício em trezentos denários. Instado, o Mestre toma posição e acrescenta ao amor de Maria um preço ainda maior para o óleo que ela tinha derramado: serviria para a Sua sepultura!

Na verdade, Jesus estava colocando critérios para o uso de dinheiro. Depende das causas a serviço das quais ele é posto. Daí ele adquire o seu verdadeiro valor.

Na terça-feira o Evangelho descreve Judas, partindo para a traição, amparado nas aparências das boas intenções do seu ofício. Pensavam que ele fosse comprar alguma coisa para a festa ou dar alguma coisa para os pobres. Na verdade, com os olhos fixos no dinheiro que lhe fora prometido, partia resoluto para a traição.

De novo, a destinação [do dinheiro] faz a diferença. Se o dinheiro serve para a festa da vida ou para a ajuda aos pobres, ele é abençoado. Se usado para trair inocentes, ele vira perverso.

Quantos ainda hoje se valem das boas aparências das administrações, ou do seu ofício, para desviar dinheiro e impedir que ele seja colocado a serviço da vida.

Na quarta-feira o Evangelho mostra Judas negociando a traição. Acertou o preço em trinta moedas. Entenderam-se no valor da traição. Mas ignoraram o valor da vida, que não tem preço e que estava sendo sacrificada em nome do dinheiro.

Na quinta-feira a liturgia destaca o contraste entre o amor total de Cristo e a fria traição de Judas. O Evangelho observa que o demônio já tinha seduzido Judas e suas ações eram inexoráveis.

A fidelidade ao contrato de trinta moedas eximia Judas da fidelidade ao amor gratuito do Mestre.

Quando na economia se instala o demônio da exploração, ela adquire uma lógica perversa sacrificando vidas humanas em nome da inexorabilidade de suas leis.

Na Sexta-feira Santa, no final do solene relato da Paixão do Senhor, comparecem, quem sabe tardiamente, Nicodemos e José de Arimatéia, homens de posses, trazendo uma quantia muito grande de perfumes, para ungir o Corpo do Senhor morto. Se tivessem, em tempo, pago um advogado, ao menos para apontar as inúmeras irregularidades jurídicas do processo sumário contra Cristo, talvez o dinheiro deles teria valido mais. Quantas vezes o dinheiro acumulado perde oportunidade de estar a serviço da vida.

No Sábado Santo a liturgia se detém ao redor do túmulo, onde fora depositado o Senhor. Era um túmulo emprestado, provisório, destinado a testemunhar que o Corpo nele depositado sairia de lá ressuscitado, para mostrar que a vida tem muito mais força do que a morte, quando impregnada do mesmo espírito que levara Jesus a morrer por nosso amor. Assim deveriam ser os empréstimos, para permitir que as pessoas saiam depressa da dependência que as explora. E não serem túmulos definitivos, de onde os pobres nunca mais conseguem sair.

O Domingo de Páscoa mostra o túmulo vazio, mas os corações cheios de alegria. Em vestes simples de jardineiro, ou de viandante, com um pouco de pão, Jesus restituiu a felicidade inaudita a quem tinha mergulhado na tristeza incomensurável. Com poucos recursos, mas com muito amor, é possível descobrir a verdadeira felicidade da vida e a esperança na futura ressurreição.

Assim, em cada dia da Semana Santa, poderíamos nos deter na reflexão que o Evangelho nos sugere (www.diocesedejales.org.br). Associada à Páscoa, esta campanha refaz o caminho de Emaús, no qual podemos descobrir que o Senhor Ressuscitado caminha conosco e se revela nos gestos de nossa partilha fraterna.

D.Demétrio Valentini
Bispo Diocesano de Jale domdemetrio@diocesedejales

Congresso Americano Missionário acontece na Venezuela, em 2013

Imprensa Missionária, com informações das POM

O 4º Congresso Missionário Americano e o 9º Congresso Missionário Latino Americano (CAM 4 - Comla 9) acontecerão entre os dias 22 e 27 de janeiro de 2013 na cidade de Maracaibo, na Venezuela.

O tema do CAM 4 - Comla 9 será definido com base nos desafios da Missão evangelizadora no mundo pluricultural e secularizado. O último Congresso foi realizado em 2008, em Quito, Equador.

Visando a preparação do Congresso, os diretores Nacionais das Pontifícias Obras Missionárias (POM) do continente Americano, reunidos entre os dias 14 e 21 de março em Orlando (USA), programaram dois simpósios: um para janeiro de 2011, na Venezuela, e outro para janeiro de 2012, no Panamá.

Participaram da reunião, além dos 23 diretores Nacionais do Continente, o secretário-geral da Pontifícia Obra da Propagação da Fé, padre Timothy Lehane, SVD, e o Bispo Auxiliar de Maracaibo, Dom Osvaldo Azuaje, que será o secretário-geral do CAM 4 - Comla 9.

Um instrumento de trabalho já foi enviado aos diretores nacionais das POM para estudo e contribuições.

Segundo o diretor das POM no Brasil, padre Daniel Lagni, outros temas tratados na reunião foram: o Ano de Paulina Jaricot (Lyon, França, 1799-1862), fundadora da Obra da Propagação da Fé; a Missão Continental; a situação do Haiti após o terremoto e a partilha de experiências missionárias.

As reuniões anuais dos diretores Nacionais das POM no Continente Americano ocorrem desde 2005, com o objetivo de partilhar as atividades em curso nos vários países e planejar estratégias comuns na articulação da Missão "ad gentes". A próxima reunião será em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, entre os dias 14 e 18 de março de 2011.

Papa ensina o significado das celebrações da Semana Santa

Leonardo Meira
Da Redação CN


Bento XVI refletiu sobre o Tríduo Pascal na Catequese desta quarta-feira, 31, definindo-o como "ponto de apoio de todo o ano litúrgico, em que somos chamados ao silêncio e à oração para contemplar o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor".

.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI na Quarta-feira Santa 2010

O encontro aconteceu na Praça de São Pedro, às 10h30min (em Roma - 5h30min em Brasília). "A morte, que, por sua natureza, é o fim, a destruição de toda a relação, torna-se em Jesus ato de comunicação de si, instrumento de salvação e proclamação da vitória do amor", disse o Papa aos milhares de peregrinos.

O Pontífice fez um convite a viver esses dias de modo a orientar "decisivamente a vida de cada um à adesão generosa e convicta a Cristo, morto e ressuscitado por nós".

Ao meditar sobre a Quinta-feira Santa como momento fundador da Eucaristia, o Santo Padre citou a Carta de São Paulo aos Coríntios para mostrar a real intenção de Cristo.

"Sob as espécies do pão e do vinho, Ele está presente de modo real, com seu corpo doado e seu Sangue derramado como sacrifício da Nova Aliança. Ao mesmo tempo, Ele constitui os Apóstolos e seus sucessores ministros deste sacramento, que ele dá a sua Igreja como a prova suprema do seu amor".

Bento XVI concluiu sua reflexão desejando que o Tríduo Pascal seja oportunidade para todos serem inseridos mais profundamente no Mistério de Cristo, desejando a todos uma santa Páscoa.

Ficar ou Namorar?

Assuma a sua sexualidade

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta-feira, dia 31 de Março de 2010

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EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 31 de Março de 2010

4a-FEIRA DA SEMANA SANTA


4º feira da Semana Santa
Hoje a Igreja celebra : Santa Balbina, virgem, mártir (+132), S. Benjamim, diácono, mártir, +420, Santo Acácio, bispo, +250

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
Santa Teresa Benedita da Cruz : «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»


Livro de Isaías 50,4-9.

«O Senhor DEUS ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado. O meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um processo? Compareçamos juntos diante do juiz! Apresente-se quem tiver qualquer coisa contra mim. O Senhor DEUS vem em meu auxílio; quem ousará condenar-me? Cairão todos esfrangalhados, como roupa velha, roída pela traça.»


Evangelho segundo S. Mateus 26,14-25.

Então um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?» Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de um certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos.’» Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa. Ao cair da tarde, sentou-se à mesa com os Doze. Enquanto comiam, disse: «Em verdade vos digo: Um de vós me há-de entregar.» Profundamente entristecidos, começaram a perguntar-lhe, cada um por sua vez: «Porventura serei eu, Senhor?» Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará. O Filho do Homem segue o seu caminho, como está escrito acerca dele; mas ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue. Seria melhor para esse homem não ter nascido!» Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei eu, Mestre?» «Tu o disseste» respondeu Jesus.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A Oração da Igreja (a partir da trad. Paris, 1955, pp. 19-22; cf. Source cachée, p. 54)

«Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?»


Sabemos, pelos relatos evangélicos, que Cristo orou como judeu crente e fiel à Lei. [...] Ele pronunciou as velhas orações de bênção do pão, do vinho e dos frutos da terra que ainda hoje se recitam, como testemunham os relatos da Última Ceia, totalmente consagrada a uma das mais sagradas obrigações religiosas: a solene refeição pascal, que comemorava a libertação da servidão do Egipto. Talvez seja aqui que temos a visão mais profunda da oração de Cristo, e como que a chave que nos introduz na oração de toda a Igreja. [...]

A bênção e a partilha do pão e do vinho faziam parte do rito da refeição pascal. Mas uma e outra recebem aqui um sentido inteiramente novo. Aqui nasce a vida da Igreja. É certo que só no Pentecostes é que a Igreja nasce como comunidade espiritual e visível; mas aqui, na Ceia, cumpre-se o enxerto do sarmento na cepa que torna possível a efusão do Espírito. As antigas orações de bênção tornaram-se, nos lábios de Cristo, palavras criadoras de vida. Os frutos da terra transformaram-se na Sua carne e no Seu sangue, encheram-se da Sua vida. [...] A Páscoa da Antiga Aliança veio a ser a Páscoa da Nova Aliança.


terça-feira, 30 de março de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 30 de Março de 2010

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EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 30 de Março de 2010

3a-FEIRA DA SEMANA SANTA


3ª feira da Semana Santa
Hoje a Igreja celebra : S. João Clímaco, religioso, +615, S. Leonardo Murialdo, confessor, +1900, Santa Irene, virgem (séc. IX)

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Santo Agostinho : «Molhando um bocado de pão, deu-o a Judas»


Livro de Isaías 49,1-6.

«Ouvi-me, habitantes das ilhas, prestai atenção, povos de longe. Quando ainda estava no ventre materno, o SENHOR chamou-me, quando ainda estava no seio da minha mãe, pronunciou o meu nome. Fez da minha palavra uma espada afiada, escondeu-me na concha da sua mão. Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na sua aljava. Disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado.» Eu dizia a mim mesmo: «Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as minhas forças.» Porém, o meu direito está nas mãos do SENHOR, e no meu Deus a minha recompensa. E agora o SENHOR declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser o seu servo, para lhe reconduzir Jacob, e para lhe congregar Israel. Assim me honrou o SENHOR. O meu Deus tornou-se a minha força. Disse-me: «Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de Jacob, e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.»


Evangelho segundo S. João 13,21-33.36-38.

Tendo dito isto, Jesus perturbou-se interiormente e declarou: «Em verdade, em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar!» Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem a quem se referia. Um dos discípulos, aquele que Jesus amava, estava à mesa reclinado no seu peito. Simão Pedro fez-lhe sinal para que lhe perguntasse a quem se referia. Então ele, apoiando-se naturalmente sobre o peito de Jesus, perguntou: «Senhor, quem é?» Jesus respondeu: «É aquele a quem Eu der o bocado de pão ensopado.» E molhando o bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. E, logo após o bocado, entrou nele Satanás. Jesus disse-lhe, então: «O que tens a fazer fá-lo depressa.» Nenhum dos que estavam com Ele à mesa entendeu, porém, com que fim lho dissera. Alguns pensavam que, como Judas tinha a bolsa, Jesus lhe tinha dito: 'Compra o que precisamos para a Festa', ou que desse alguma coisa aos pobres. Tendo tomado o bocado de pão, saiu logo. Fazia-se noite. Depois de Judas ter saído, Jesus disse: «Agora é que se revela a glória do Filho do Homem e assim se revela nele a glória de Deus. E, se Deus revela nele a sua glória, também o próprio Deus revelará a glória do Filho do Homem, e há-de revelá-la muito em breve.» «Filhinhos, já pouco tempo vou estar convosco. Haveis de me procurar, e, assim como Eu disse aos judeus: 'Para onde Eu for vós não podereis ir', também agora o digo a vós. Disse-lhe Simão Pedro: «Senhor, para onde vais?» Jesus respondeu-lhe: «Para onde Eu vou, tu não me podes seguir por agora; hás-de seguir-me mais tarde.» Disse-lhe Pedro: «Senhor, porque não posso seguir-te agora? Eu daria a vida por ti!» Replicou Jesus: «Darias a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo, antes de me teres negado três vezes!»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermões sobre o Evangelho de São João, 62, 63 (a partir da trad. En Calcat rev.)

«Molhando um bocado de pão, deu-o a Judas»


Quando o Senhor, Pão da Vida (Jo 6, 35), deu pão a este homem morto e marcado, entregando a quem traía o pão vivo, disse-lhe: «O que tens a fazer, fá-lo depressa». Não ordenava o crime; descobria o mal em Judas, e anunciava-nos o nosso bem. O facto de Cristo ser entregue não terá sido o pior para Judas e o melhor para nós? Por conseguinte, Judas prejudica-se, beneficiando-nos sem o saber.

«O que tens a fazer, fá-lo depressa.» Palavras de um homem que está pronto, não de um homem irritado. Palavras que não anunciam a punição de quem trai, mas a recompensa do Redentor, Daquele que resgata. Ao dizer: «O que tens a fazer, fá-lo depressa», Cristo, mais que condenar o crime de infidelidade, procura apressar a salvação dos crentes. «Foi entregue por causa das nossas faltas; como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela» (Rom 4, 25; Ef 5, 25). É isso que leva o apóstolo Paulo a dizer: «Amou-me e a Si mesmo Se entregou por mim» (Gal 2, 20). De facto, ninguém entregava Cristo se Ele mesmo não Se tivesse entregado. [...] Quando Judas O trai, é Cristo que Se entrega; um negocia a sua venda, o Outro o nosso resgate. «O que tens a fazer, fá-lo depressa»: não que tenhas poder para tal, mas porque é a vontade Daquele que pode tudo. [...]

«Tendo tomado o bocado de pão, saiu logo. Fazia-se noite». E aquele que saía era a noite. Então, quando a noite saiu, Jesus disse: «Agora o Filho do Homem foi glorificado!» «Um dia passa ao outro esta mensagem» (Sl 18, 3), ou seja, Cristo confiou-Se aos Seus discípulos para que O escutassem e O seguissem no amor. [...] Algo de semelhante acontecerá quando este mundo, vencido por Cristo, acabar. Então, o joio deixará de se misturar com o trigo, «então, os justos resplandecerão como o Sol, no Reino de seu Pai» (Mt 13, 43).

Réplica do Santo Sudário é exposta em Curitiba

Da Redação CN

Pela primeira vez na América Latina, acontece uma exposição científica sobre o Santo Sudário - o lençol de linho que, segundo a tradição, cobriu o corpo de Jesus Cristo após sua morte e que conserva Sua imagem gravada no tecido.

A exposição "Quem é o Homem do Sudário" acontece no Palladium Shopping Center de Curitiba (PR) e vai até o dia 30 de junho.

A iniciativa é de um grupo de empresários da cidade, que patrocinou a vinda das peças e, após a exposição, doará o material à Arquidiocese de Curitiba.

Segundo a assessora da mostra, Paula Batista, todos os estudos feitos até hoje no Santo Sudário - o último foi em 2006, com o holograma - serão apresentados na exposição.

O público poderá ver o fac-símile (reprodução fiel) do Sudário que está em Turim, na Itália, as réplicas dos flagelos, da coroa de espinhos e dos pregos feitos em Israel, assim como os hologramas, em tamanho natural da imagem, produzidos pelo cientista holandês Petrus Soons, além de ilustrações, painéis e infográficos que explicam, de forma dinâmica, os resultados do estudo sobre o tema.

Também estão na exibição moedas originais da época de Pôncio Pilatos e uma estátua de bronze que reproduz a posição em que o Homem do Sudário se encontrava quando a imagem foi produzida no pano.

A assessora conta que o Arcebispo de Curitiba, Dom Moacyr José Vitti, visitou a exposição no domingo e deu sua benção. Ela explica ainda que já se pensa na possibilidade de levar a mostra para outros lugares do Brasil, mas não há nada confirmado, pois a exposição conta com algumas peças muito pesadas, principalmente a estátua, que é a réplica do tamanho original, e para isso será preciso estudar melhor a logística para que isso aconteça.

O ingresso para a exposição custa R$ 5,00. Estudantes, professores, idosos e doadores de sangue pagam meia-entrada e crianças com menos de 10 anos não pagam. Mais informações no site www.homemdosudario.com.br.

O verdadeiro Santo Sudário está na Catedral de Turim, na Itália, e depois da restauração, feita em 2002, será exposto ao público de 10 de abril a 23 de maio deste ano. O Papa Bento XVI irá a Turim, no dia 2 de maio, para vê-lo de perto.

Conspiração contra a Igreja

O jornal do Vaticano L´Osservatore Romano criticou a imprensa internacional acusando-a de fazer campanha para desmoralizar o Papa. Em um editorial publicado em 25 de março de 2010, diz que os relatos sobre supostos abusos sexuais contra crianças cometidos por padres são uma “tentativa vil” da mídia de desmoralizar o papa Bento XVI “a qualquer preço”.
(Folha Online - 25/03/2010 - 17h09).

Diz o jornal católico que “há uma tendência que prevalece na mídia, de ignorar os fatos e fazer interpretações, com o objetivo de espalhar a imagem da Igreja Católica como a única responsável por abusos sexuais, algo que não corresponde à realidade”, disse o editorial do jornal do Vaticano.

No editorial, o Vaticano também questionou a reportagem do jornal “New York Times” sobre o caso envolvendo o reverendo Lawrence Murphy, acusado de abusar de garotos surdos entre 1950 e 1970. Afirma o jornal que “não houve acobertamento no caso envolvendo o padre Murphy. O Vaticano já disse, anteriormente, que ele não foi punido porque as leis da Igreja não preveem punição automática”.

O padre morreu no mesmo ano das acusações.

Sabemos que houve e há casos de homossexualismo de padres que se relacionam com crianças e jovens, mas em proporção muito menor do que se publica. E os Papas tem tomado medidas para impedir que pessoas com arraigada tendência homossexual sejam ordenadas sacerdotes. O Papa Bento XVI tem exigido investigação e rigor com aqueles que cometem esses erros.

O jornal Folha de São Paulo publicou uma matéria (23/3/2010 – Padres e pedófilos - ilustrada) de João Pereria Coutinho, onde ele afirma sobre os casos de pedofia na Alemanha:

“… existiram na Alemanha, desde 1995, 210 mil denúncias de abusos a menores. Dessas 210 mil, 300 lidaram com padres católicos. Ou seja, menos de 0,2%. Será isso a maior ameaça à sobrevivência da Igreja desde a Reforma?” (pcoutinho@folha.com.br).

Outra fonte de notícias afirma, porém, que esse número não passa de 0.044%. Diz que dos 210 mil casos de pedofilia na Alemanha, desde 1995, apenas 94 casos afetam as pessoas da Igreja Católica. Este dado é oferecido pelo veterano periodista Luigi Accattoli em um artigo publicado no Liberal (9 de março - file en pdf). In http://www.laiglesiaenlaprensa.com/.

O cardeal José Saraiva Martins denunciou uma “conspiração” contra a Igreja Católica. Disse que “Isso é um pretexto para atacar a Igreja”. “Há um plano bem organizado, com um objetivo muito claro”. Nós não devemos ficar escandalizados, porque alguns bispos sabiam e mantiveram segredo. É isso o que acontece em todas as famílias, não se lava a roupa suja em público”.

O cardeal Martins acusou ainda advogados de pretender “fazer muito dinheiro” por meio da descoberta de casos de abusos ocorridos há décadas e da abertura de processos judiciais. Como sabemos, nos EUA a Igreja foi obrigada a pagar cerca de US$ 600 mil por casos desse tipo. Muitos se enriqueceram com isso.

Na verdade, muitos querem calar a voz da Igreja e desacreditá-la diante do povo, porque ela denuncia o pecado. Ela faz a luz de Cristo brilhar nas trevas do pecado do mundo (aprovação ao aborto, eutanásia, uso de células tronco, pornografia, prostituição, casamento de pessoas do mesmo sexo, corrupções etc). Isso incomoda o mundo pecador, porque dói na sua consciência. Por isso é preciso calar a Igreja. Os profetas viveram isso como o Cristo o viveu, mas a Igreja não se cala, porque a sua voz è voz de Deus.

Felipe Aquino


A Igreja está passando pela mesma dificuldade que passou nos primeiros séculos. No início eramos perseguidos fisicamente e, agora, moralmente. Devemos ter Fé e perseverança. Não esqueçam que até o rei mais querido por Deus, o rei Davi, também pecou. Deus vos abençôe e ajude.

O Cristo libertador

Novo Testamento: Registro da História

segunda-feira, 29 de março de 2010

Semana Santa

O Senhor é minha luz e salvação

Fizemos cinco semanas de Retiro Popular. Agora, bem preparados, somos conduzidos à Páscoa. Entremos na Semana Santa purificados pelo Sacramento da Penitência, dispostos a participar de todas as celebrações da Igreja.

A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém.

Prepare-se para as celebrações diárias da Semana Santa, meditando as leituras da Liturgia da Igreja.

Com a prática das cinco semanas da Quaresma, utilize o roteiro da Leitura Orante da Bíblia.

Dia 28 de março, Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor – “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?”

Bênção de Ramos: Lc 19,28-40

Missa: Is 50,4-7

Sl 21 (22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R/. 2a)

Fl 2,6-11

Lc 22,14-23,56

Dia 29 de março, segunda-feira – “O Senhor é minha luz e salvação”.

Is 42,1-7

Sl 26 (27),1.2.3. 13-14 (R/. 1a)

Jo 12,1-11

Dia 30 de março, terça-feira – “Minha boca anunciará vossa justiça”.

Is 49,1-6

Sl 70 (71),1-2. 3-4a. 5-6ab. 15 e 17 (R/. cf. 15)

Jo 13,21-33.36-38

Dia 31 de março, quarta-feira – “Respondeime pelo vosso imenso amor, neste tempo favorável,

Senhor Deus”.

Is 50,4-9a

Sl 68 (69),8-10. 21bcd-22.31 e 33-34 (R/.

14c e b)

Mt 26,14-25

Dia 1° de abril, quinta-feira – “O cálice por nós abençoado é a nossa comunhão com o sangue

do Senhor”.

Missa do Crisma:

Is 61,1-3a.6a. 8b-9

Sl 88 (89),21-22.25 e 27 (R/. cf. 2a)

Ap 1,5-8

Lc 4,16-21

O Tríduo Pascal não é preparação do Domingo da Ressurreição, mas é, segundo as palavras de Santo Agostinho, o sacratíssimo Tríduo do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado.

Missa Vespertina da Ceia do Senhor:

Ex 12,1-8.11-14

Sl 115 (116B),12-13.15-16bc.17-18 (R/. cf.

1Cor 10,16)

1Cor 11,23-26

Jo 13,1-15

Dia 2 de abril, Sexta-feira da Paixão do Senhor – “Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito”

Is 52,13 – 53,12

Sl 30 (31),2.6.12-13.15-16.17.25 (R/. Lc

23, 46)

Hb 4,14-16;5,7-9

Jo 18,1 – 19,42

Para a Vigília Pascal, o ponto mais alto do Ano Litúrgico, cada pessoa deve levar à celebração uma vela, a qual será acesa no Círio Pascal, para a renovação das promessas batismais. A Vigília Pascal é celebrada na Noite Santa de Páscoa, do dia 3 para o dia 4 de abril, com a bênção do fogo novo, as leituras que nos fazem acompanhar a história da salvação, a Liturgia Batismal, com a renovação das promessas, e a Liturgia Eucarística.

1. Gn 1,1 – 2,2 ou abrev. 1,1.26-31a

Sl 103 (104),1-2a. 5-6.10.12.13-14.24.35c

(R/. cf. 30) ou Sl 32 (33),4-5.6-7.12-13.20.22

(R/. 5b)

2. Gn 22,1-8 ou abrev. 22,1-2.9a.10-13.15-18

Sl 15 (16),5.8.9-10.11 (R/. 1a)

3. Ex 14,15 – 15,1

Cântico: Ex 15,1-2.3-4.5-6.17-18 (R/. 15, 1a)

4. Is 54,5-14

Sl 29 (30),2.4.5-6.11.12a.13b (R/. 2a)

5. Is 55,1-11

Cântico: Is 12,2-3. 4bcd. 5-6 (R/. 3)

6. Br 3,9-15.32 – 4,4

Sl 18 (19),8.9.10.11 (R/. Jo 6, 68c)

7. Ez 36,16-17a.18-28

Sl 41 (42),3.5 bcd; 42, 3.4 (R/. 41,2);

Ou quando há batismos: Is 12,2-3. 4bcd. 5-6 (R/. 3)

Ou Sl 50 (51),12-13.14-15.18-19 (R/. 12a)

8. Epístola: Rm 6,3-11

Sl 117 (118),1-2. 16ab-17.22-23 (R/. Aleluia,

aleluia, aleluia)

9. Evangelho: Lc 24,1-12

D. Alberto Taveira
Arcebispo de Belém - PA

Cristãos participam da procissão de Domingo de Ramos na Terra Santa

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

Cristãos de todos os continentes participaram neste domingo, 28, na Terra Santa, da procissão do Domingo de Ramos, no Monte das Oliveiras.

A celebração, que marca o início das celebrações da Semana Santa, partiu da Igreja de Betfagé, numa aldeia palestina na encosta nordeste do Monte das Oliveiras, sobre a pedra na qual, segundo a tradição, Jesus se apoiou para subir no lombo do jumento, antes de seu ingresso em Jerusalém.

No local, uma comitiva de peregrinos e religiosos de várias Igrejas cristãs se uniu à procissão. Entoando cantos em diversos idiomas, desceram pela corrente de Cedrón até o Portão dos Leões ou de São Estevão.

A entrada, de pedra branca, conduz à antiga cidade de Jerusalém pela Via Dolorosa, caminho percorrido por Jesus desde o palácio de Pilatos até o Gólgota, onde foi crucificado. Neste lugar, hoje se encontra a Igreja do Santo Sepulcro.

Grupos de jovens palestinos com uniformes coloridos animaram a caminhada marchando ritmicamente, enquanto seus vizinhos muçulmanos da localidade apreciaram o espetáculo das janelas e terraços.

“É um dia de glória, de festa e pode-se ver no ambiente que é um dia de alegria no qual o povo lembra esse grande acontecimento, a chegada de Jesus desde Jericó e sua entrada solene em Jerusalém”, disse franciscano Artemio Vítores, padre da Custódia da Terra Santa.

O religioso destacou que uma das partes mais bonitas da procissão é “a chegada ao Dominus Flevit (em latim: O Senhor chorou) onde Jesus chorou sobre Jerusalém e onde os fiéis cantam: 'Alegra-te Jerusalém' e 'Que alegria quando me disseram, vamos à casa do senhor', entre outras canções em lembrança dos antigos peregrinos que vinham à Cidade Santa”.

Os participantes entoaram cânticos e rezaram salmos em árabe, espanhol, inglês, francês e grego, tocando pequenos pandeiros, tambores, violões e violinos.

Dezenas de policiais e soldados israelenses circundaram as ruas pelas quais a procissão passou e helicópteros sobrevoaram a cidade para garantir que tudo transcorresse sem incidentes.

Na vizinha Cisjordânia, palestinos cristãos organizaram um protesto contra a proibição de acesso imposta por Israel, que impede que centenas de milhares de fiéis residentes nesse território ocupado participem das celebrações religiosas da Semana Santa.

Este ano, a Semana Santa cristã coincide com a Pessach, a Páscoa judaica, que celebra a libertação da escravidão no Egito faraônico há 3,5 mil anos e a chegada da primavera.

Bento XVI celebra Missa pelo 5º ano da morte de João Paulo II

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI preside no final da tarde desta segunda-feira, 29, uma Missa em sufrágio pelo Papa João Paulo II, no quinto aniversário do seu falecimento. A Celebração acontecerá na Basílica de São Pedro, às 18h (locais).

.: ACESSE o Livreto da Celebração

João Paulo II faleceu no dia 2 de abril de 2005, mas este ano a data coincide com a Sexta-feira Santa, motivo pelo qual a Missa foi antecipada.

Na Celebração está previsto que, durante a oração dos fiéis, seja feita esta pequena oração em polonês: “Pelo venerável Papa João Paulo II, que serviu a Igreja até o limite das suas forças, para que, do céu, interceda para infundir a esperança que se realiza plenamente participando da glória da ressurreição”.

A graça presente no sofrimento

domingo, 28 de março de 2010

Saber Católico 3000

O blog recebeu 3030 visitas até o exato momento. Muito obrigado pela confiança e preferência. A meta desse primeiro semestre de 2010 (1500 vis.) foi alcançada em menos de 4 meses. Esse mês (1/03 - 28/03) teve sozinho 789 visitas.
Ajude-nos a evangelizar e fazer mais pessoas conhecerem Cristo e as verdades sobre a verdadeira Igreja. Só a Oceania não acessou. Veja os 24 paises visitantes:

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OBS.: a taxa de regeição ainda é alta (pessoas que saem logo quando entram). Se entrarem leiam algo para vosso cressimento espiritual.

Católico ou espírita? por Padre Alberto Gambarini

Católico ou espírita?
Uma coisa não tem nada a ver com a outra...
Qual a origem do espiritismo?
Desde os tempos antigos o homem buscou o contato com os mortos. A organização do espiritismo foi feita somente no século passado, em 1848, quando nos Estados Unidos, as irmãs Fox divulgaram fatos estranhos atribuídos a contatos com o além. Todavia, em 1888 as mesmas irmãs Fox, em entrevistas reveladas a um jornal americano, revelaram ser tudo uma fraude(mentira inventada). Neste meio tempo, na França, um homem conhecido como Allan Kardec, influenciado por essa onda de pensamento, publica em 1857 o "livro dos espíritos". Esta data é tida como da fundação do espiritismo.

O que pretende o espiritismo?
O espiritismo se apresenta como a verdadeira religião. Para os espíritas a Bíblia contém uma mensagem "de valor secundário, ou revogada em 90% de seu texto". É importante lembrar Apocalipse 22,19: "E se alguém dele tirar qualquer coisa, Deus lhe tirará a sua parte da árvore da vida e da Cidade Santa, descrita neste livro". Aqui percebemos um dos motivos pelo qual o cristão não pode ser espírita.
O espiritismo acredita na reencarnação, a Bíblia nos ensina o contrário. Hb 9,27:"Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo".

Como explicar os fenômenos espíritas? Será que de fato os espíritos baixam?
Começamos esta explicação com uma afirmação de Allan Kardec: "Posso dizer que nestes 40 anos quase todos os médiuns célebres passaram por meu salão e a quase todos surpreendi em fraude". Ao lado desta colocação existem as experiências feitas em sessões espíritas e em sua maioria concluem: "Não existem provas da presença dos espíritos, pois os espíritos nunca puderam provar que sabem qualquer coisa". Todavia, não podemos cair no extremo de afirmar que tudo é mentira ou embuste.

Então existe a manifestação de espíritos?
Aqui é preciso ter claro dois pontos:
a) Algumas incorporações(baixar espírito) não passam de um condicionamento psíquico produzido pela própria pessoa ou pelo ambiente do centro espírita ou do terreiro.
b) Existem aquelas manifestações de espíritos que são manifestações de maus espíritos. Os espíritas geralmente dizem:"Existem bons e maus espíritos, nós lidamos somente com os bons". O que é uma contradição, pois os bons espíritos conhecem a Palavra de Deus, e não a desobedem.
A Bíblia sempre nos diz que existem anjos que podem com a permissão de Deus comunicar-se conosco. Por exemplo, em Lc 1,26, o anjo Gabriel é enviado a Maria, mãe de Jesus. A diferença entre essa aparição bíblica e o que acontece nos centros ou terreiros é evidente: Maria não evocou e nem incorporou, ele foi enviado por Deus; já nos centros e terreiros os espíritas são evocados, e isto é proibido pela Palavra de Deus:(Dt 18,10-14; Lv 19,31; Lv 20,6; Lv 20,27).
A atitude correta é não se envolver com essas práticas e destruir todos os objetos a ela ligados, e estar unidos a Jesus, pela prática da sua Palavra.

Padre Alberto Gambarini
extraído do livro "Perguntas e respostas sobre a fé"

Evangelizar Somente

“Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva-nos a nós! Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplício? Para nós isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.” (São Lucas 23,39-43)

Maurício Valente
Maurício Valente

Deus planta no coração de cada um de nós uma semente e ela precisa ser regada todos os dias da nossa vida. Você precisa acreditar que existe dentro de você uma força que o impulsiona. O que está dentro de nós precisa sair de uma maneira diferente para os nossos. Muitos deles esperam que nós falemos de Jesus para eles, mas há algumas pessoas que endureceram o coração. Por essa razão, é preciso mais do que falar, nós temos de “ser” Jesus para eles; temos de passar esse mesmo Jesus por meio de nossos atos e reações para elas. O demônio não quer que nós as evangelizemos. Existe uma certeza que não muda: o demônio nunca foi pai e nunca o será. Por isso, ele não conhece esse relacionamento humano, que se torna divino quando escolhemos evangelizar.

Jesus se tornou um só com o ladrão. Nós precisamos nos tornar um também como nossos irmãos.

Nós devemos evangelizar somente. Eu preciso viver todos os dias uma novidade do Espírito que me faça evangelizar. Não desanime de sua missão, o mundo precisa de você, o seu grupo de oração, os seus e os meus precisam de nós. Você precisa se fazer um “ladrão” com eles, isto é, não sendo um “ladrão” com eles, mas entrando na humanidade deles; foi isso que Jesus fez com o “bom ladrão”.

Quando evangelizamos Deus pode resgatá-los. A misericórdia resgata. Quando Jesus diz para o ladrão: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso” é porque Ele salva até o extremo. Mas quem tem a missão de levar as pessoas até o Senhor é você. Cristo não o [ladrão] condenou, Ele não estava interessado no que esse homem fez de errado. Jesus queria o pecador e não o pecado dele.

Deus ama você e os seus, mas escolheu você para “encarnar” Jesus, para “gerar” Jesus no seu ser. Ele só pode nos salvar se tiver uma contribuição humana. Acenda em você o dom da [evangelização.]]

Dê livre acesso para Jesus], deixe-O se fazer em você. Não desanime, evangelize! Aqueles que estão lá fora não merecem o nosso desânimo, estejam bem todos os dias nessa luta! O ser de Deus em você não sai, não se separa de você. Num abraço, num dizer que ama alguém, o ser de Deus, que está impregnado em você, passa também no outro. Dessa forma, você é Jesus para eles.

Nosso Senhor Jesus Cristo está do seu lado, o Espírito Santo está mexendo dentro de você. Deus o ama; Deus o escolheu! Não busque os frutos, busque evangelizar. Evangelize e ame aqueles que Deus lhe deu. Encontre em um olhar sofrido uma esperança de eternidade. Seja como Jesus, que da cruz, disse para o bom ladrão ao lado: “Hoje mesmo estarás comigo no paraíso”. Você pode plantar a semente da eternidade nas pessoas, depende da sua disposição. Abrace estes que Deus lhe deu. O bom ladrão reconheceu Jesus Cristo, deixe as pessoas reconhecerem-No em você também.

Os frutos quem colhe é Deus; e quem os vê é Jesus. Não os busque; busque ser instrumento, busque evangelizar. O Todo-poderoso respeita a liberdade humana, mas Ele fica muito mais feliz quando você sabe utilizá-la. Use a sua para ser um em Jesus. Cumpra a missão que Deus lhe deu. A nossa missão será sempre evangelizar.

Jesus não levou em conta o que o ladrão havia feito; Ele pensou no hoje. Continue seguindo o Senhor. Se Deus o trouxe aqui é para que você O experimente. Você pode também entregar sua vida ao Altíssimo. Abra as portas do seu coração, dê livre acesso a Jesus. Seja Jesus para as pessoas.

Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/Evangelizar_Somente 

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 28 de Março de 2010

http://evangelizo.org/img/croix_253.gif

EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 28 de Março de 2010

DOMINGO DE RAMOS E DA PAIXÃO DO SENHOR


Domingo de Ramos (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065, S. Sisto III, papa, +440

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
Proclo de Constantinopla : «Bendito Aquele que vem, o nosso Rei»


Livro de Isaías 50,4-7.

«O Senhor DEUS ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado.


Carta aos Filipenses 2,6-11.

Ele, que é de condição divina, não considerou como uma usurpação ser igual a Deus; no entanto, esvaziou-se a si mesmo, tomando a condição de servo. Tornando-se semelhante aos homens e sendo, ao manifestar-se, identificado como homem, rebaixou-se a si mesmo, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz. Por isso mesmo é que Deus o elevou acima de tudo e lhe concedeu o nome que está acima de todo o nome, para que, ao nome de Jesus, se dobrem todos os joelhos, os dos seres que estão no céu, na terra e debaixo da terra; e toda a língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor!”, para glória de Deus Pai.


Evangelho segundo S. Lucas 22,14-71.23,1-56.

Quando chegou a hora, pôs-se à mesa e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes: «Tenho ardentemente desejado comer esta Páscoa convosco, antes de padecer, pois digo-vos que já não a voltarei a comer até ela ter pleno cumprimento no Reino de Deus.» Tomando uma taça, deu graças e disse: «Tomai e reparti entre vós, pois digo-vos que não tornarei a beber do fruto da videira, até chegar o Reino de Deus.» Tomou, então, o pão e, depois de dar graças, partiu-o e distribuiu-o por eles, dizendo: «Isto é o meu corpo, que vai ser entregue por vós; fazei isto em minha memória.» Depois da ceia, fez o mesmo com o cálice, dizendo: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós.» «No entanto, vede: a mão daquele que me vai entregar está comigo à mesa! O Filho do Homem segue o seu caminho, como está determinado; mas ai daquele por meio de quem vai ser entregue!» Começaram a perguntar uns aos outros qual deles iria fazer semelhante coisa. Levantou-se entre eles uma discussão sobre qual deles devia ser considerado o maior. Jesus disse-lhes: «Os reis das nações imperam sobre elas e os que nelas exercem a autoridade são chamados benfeitores. Convosco, não deve ser assim; o que fôr maior entre vós seja como o menor, e aquele que mandar, como aquele que serve. Pois, quem é maior: o que está sentado à mesa, ou o que serve? Não é o que está sentado à mesa? Ora, Eu estou no meio de vós como aquele que serve. Vós sois os que permaneceram sempre junto de mim nas minhas provações, e Eu disponho do Reino a vosso favor, como meu Pai dispõe dele a meu favor, a fim de que comais e bebais à minha mesa, no meu Reino. E haveis de sentar-vos, em tronos, para julgar as doze tribos de Israel.» E o Senhor disse: «Simão, Simão, olha que Satanás pediu para vos joeirar como trigo. Mas Eu roguei por ti, para que a tua fé não desapareça. E tu, uma vez convertido, fortalece os teus irmãos.» Ele respondeu-lhe: «Senhor, estou pronto a ir contigo até para a prisão e para a morte.» Jesus disse-lhe: «Eu te digo, Pedro: o galo não cantará hoje sem que, por três vezes, tenhas negado conhecer-me.» Depois, acrescentou: «Quando vos enviei sem bolsa, nem alforge, nem sandálias, faltou-vos alguma coisa?» Eles responderam: «Nada.» E Ele acrescentou: «Mas agora, quem tem uma bolsa que a tome, assim como o alforge, e quem não tem espada venda a capa e compre uma. Porque, digo-vo-lo Eu, deve cumprir-se em mim esta palavra da Escritura: Foi contado entre os malfeitores. Efectivamente, o que me diz respeito chega ao seu termo.» Disseram-lhe eles: «Senhor, aqui estão duas espadas.» Mas Ele respondeu-lhes: «Basta!» Saiu então e foi, como de costume, para o Monte das Oliveiras. E os discípulos seguiram também com Ele. Quando chegou ao local, disse-lhes: «Orai, para que não entreis em tentação.» Depois afastou-se deles, à distância de um tiro de pedra, aproximadamente; e, pondo-se de joelhos, começou a orar, dizendo: «Pai, se quiseres, afasta de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» Então, vindo do Céu, apareceu-lhe um anjo que o confortava. Cheio de angústia, pôs-se a orar mais instantemente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que caíam na terra. Depois de orar, levantou-se e foi ter com os discípulos, encontrando-os a dormir, devido à tristeza. Disse-lhes: «Porque dormis? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.» Ainda Ele estava a falar quando surgiu uma multidão de gente. Um dos Doze, o chamado Judas, caminhava à frente e aproximou-se de Jesus para o beijar. Jesus disse-lhe: «Judas, é com um beijo que entregas o Filho do Homem?» Vendo o que ia suceder, aqueles que o cercavam perguntaram-lhe: «Senhor, ferimo-los à espada?» E um deles feriu um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. Mas Jesus interveio, dizendo: «Basta, deixai-os.» E, tocando na orelha do servo, curou-o. Depois, disse aos que tinham vindo contra Ele, aos sumos sacerdotes, aos oficiais do templo e aos anciãos: «Vós saístes com espadas e varapaus, como se fôsseis ao encontro de um salteador! Estando Eu todos os dias convosco no templo, não me deitastes as mãos; mas esta é a vossa hora e o domínio das trevas.» Apoderando-se, então, de Jesus, levaram-no e introduziram-no em casa do Sumo Sacerdote. Pedro seguia de longe. Tendo acendido uma fogueira no meio do pátio, sentaram-se e Pedro sentou-se no meio deles. Ora, uma criada, ao vê-lo sentado ao lume, fitandoo, disse: «Este também estava com Ele.» Mas Pedro negou-o, dizendo: «Não o conheço, mulher.» Pouco depois, disse outro, ao vê-lo: «Tu também és dos tais.» Mas Pedro disse: «Homem, não sou.» Cerca de uma hora mais tarde, um outro afirmou com insistência: «Com certeza este estava com Ele; além disso, é galileu.» Pedro respondeu: «Homem, não sei o que dizes.» E, no mesmo instante, estando ele ainda a falar, cantou um galo. Voltando-se, o Senhor fixou os olhos em Pedro; e Pedro recordou-se da palavra do Senhor, quando lhe disse: «Hoje, antes de o galo cantar, irás negar-me três vezes.» E, vindo para fora, chorou amargamente. Entretanto, os que guardavam Jesus troçavam dele e maltratavam-no. Cobriam-lhe o rosto e perguntavam-lhe: «Adivinha! Quem te bateu?» E proferiam muitos outros insultos contra Ele. Quando amanheceu, reuniu-se o Conselho dos anciãos do povo, sumos sacerdotes e doutores da Lei, que o levaram ao seu tribunal. Disseram-lhe: «Declara-nos se Tu és o Messias.» Ele respondeu-lhes: «Se vo-lo disser, não me acreditareis e, se vos perguntar, não respondereis. Mas doravante, o Filho do Homem vai sentar-se à direita de Deus todo-poderoso.» Disseram todos: «Tu és, então, o Filho de Deus?» Ele respondeu-lhes: «Vós o dizeis; Eu sou.» Então, exclamaram: «Que necessidade temos já de testemunhas? Nós próprios o ouvimos da sua boca.» Levantando-se todos, levaram-no a Pilatos e começaram a acusá-lo, nestes termos: «Encontrámos este homem a sublevar o povo, a impedir que se pagasse tributo a César e a dizer-se Ele próprio o Messias Rei.» Pilatos interrogou-o: «Tu és o rei dos judeus?» Jesus respondeu: «Tu o dizes.» Pilatos disse, então, aos sumos sacerdotes e à multidão: «Nada encontro de culpável neste homem.» Mas eles insistiram, dizendo: «Ele amotina o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia até aqui.» Ao ouvir isto, Pilatos perguntou-se o homem era galileu; e, ao saber que era da jurisdição de Herodes, enviou-o a Herodes, que também se encontrava em Jerusalém nesses dias. Ao ver Jesus, Herodes ficou extremamente satisfeito, pois havia bastante tempo que o queria ver, devido ao que ouvia dizer dele, esperando que fizesse algum milagre na sua presença. Fez-lhe muitas perguntas, mas Ele nada respondeu. Os sumos sacerdotes e os doutores da Lei, que lá estavam, acusavam-no com veemência. Herodes, com os seus oficiais, tratou-o com desprezo e, por troça, mandou-o cobrir com uma capa vistosa, enviando-o de novo a Pilatos. Nesse dia, Herodes e Pilatos ficaram amigos, pois eram inimigos um do outro. Pilatos convocou os sumos sacerdotes, os chefes e o povo, e disse-lhes: «Trouxestes este homem à minha presença como se andasse a revoltar o povo. Interroguei-o diante de vós e não encontrei nele nenhum dos crimes de que o acusais. Herodes tão pouco, visto que no-lo mandou de novo. Como vedes, Ele nada praticou que mereça a morte. Vou, portanto, libertá-lo, depois de o castigar.» Ora, em cada festa, Pilatos era obrigado a soltar-lhes um preso. E todos se puseram a gritar: «A esse mata-o e solta-nos Barrabás!» Este último fora metido na prisão por causa de uma insurreição desencadeada na cidade, e por homicídio. De novo, Pilatos dirigiu-lhes a palavra, querendo libertar Jesus. Mas eles gritavam: «Crucifica-o! Crucifica-o!» Pilatos disse-lhes pela terceira vez: «Que mal fez Ele, então? Nada encontrei nele que mereça a morte. Por isso, vou libertá-lo, depois de o castigar.» Mas eles insistiam em altos brados, pedindo que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência. Então, Pilatos decidiu que se fizesse o que eles pediam. Libertou o que fora preso por sedição e homicídio, que eles reclamavam, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam. Quando o iam conduzindo, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e carregaram-no com a cruz, para a levar atrás de Jesus. Seguiam Jesus uma grande multidão de povo e umas mulheres que batiam no peito e se lamentavam por Ele. Jesus voltou-se para elas e disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não choreis por mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos filhos; pois virão dias em que se dirá: 'Felizes as estéreis, os ventres que não geraram e os peitos que não amamentaram.' Hão-de, então, dizer aos montes: 'Caí sobre nós!' E às colinas: 'Cobri-nos!' Porque, se tratam assim a árvore verde, o que não acontecerá à seca?» E levavam também dois malfeitores, para serem executados com Ele. Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, crucificaram-no a Ele e aos malfeitores, um à direita e outro à esquerda. Jesus dizia: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem.» Depois, deitaram sortes para dividirem entre si as suas vestes. O povo permanecia ali, a observar; e os chefes zombavam, dizendo: «Salvou os outros; salve-se a si mesmo, se é o Messias de Deus, o Eleito.» Os soldados também troçavam dele. Aproximando-se para lhe oferecerem vinagre, diziam: «Se és o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo!» E por cima dele havia uma inscrição: «Este é o rei dos judeus.» Ora, um dos malfeitores que tinham sido crucificados insultava-o, dizendo: «Não és Tu o Messias? Salva-te a ti mesmo e a nós também.» Mas o outro, tomando a palavra, repreendeu-o: «Nem sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se justiça, pois recebemos o castigo que as nossas acções mereciam; mas Ele nada praticou de condenável.» E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu Reino.» Ele respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.» Por volta do meio-dia, as trevas cobriram toda a região até às três horas da tarde. O Sol tinha-se eclipsado e o véu do templo rasgou-se ao meio. Dando um forte grito, Jesus exclamou: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.» Dito isto, expirou. Ao ver o que se passava, o centurião deu glória a Deus, dizendo: «Verdadeiramente, este homem era justo!» E toda a multidão que se tinha aglomerado para este espectáculo, vendo o que acontecera, regressava batendo no peito. Todos os seus conhecidos e as mulheres que o tinham acompanhado desde a Galileia mantinham-se à distância, observando estas coisas. Um membro do Conselho, chamado José, homem recto e justo, não tinha concordado com a decisão nem com o procedimento dos outros. Era natural de Arimateia, cidade da Judeia, e esperava o Reino de Deus. Foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Descendo-o da cruz, envolveu-o num lençol e depositou-o num sepulcro talhado na rocha, onde ainda ninguém tinha sido sepultado. Era o dia da Preparação e já começava o sábado. Entretanto, as mulheres que tinham vindo com Ele da Galileia acompanharam José, observaram o túmulo e viram como o corpo de Jesus fora depositado. Ao regressar, prepararam aromas e perfumes; e, durante o sábado, observaram o descanso, conforme o preceito.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Proclo de Constantinopla (c. 390-446), bispo
Sermão 9, para o Dia de Ramos; PG 65, 772 (a patir da trad. Brésard, 2000 anos, ano C, p. 108)

«Bendito Aquele que vem, o nosso Rei»


O dia de hoje, meus bem-amados, é da maior importância. É um dia que nos solicita um grande desejo, uma pressa imensa, um alento vivo, para nos conduzir ao encontro do Rei dos Céus. Paulo, o mensageiro da Boa Nova, dizia-nos: «O Senhor está perto. Não vos inquieteis» (Fil 4, 5-6). [...]

Acendamos, pois, as lamparinas da fé; à semelhança das cinco virgens sensatas (Mt 25, 1ss.), enchamo-las do óleo da misericórdia para com os pobres; acolhamos a Cristo bem despertos, e cantemos-Lhe com as palmas da justiça na mão. Beijemo-Lo, derramando sobre Ele o perfume de Maria (Jo 12, 3). Oiçamos o cântico da ressurreição: que as nossas vozes se elevem, dignas da majestade divina, e brademos com o povo, soltando esse grito que se escapa das bocas da multidão: «Hossana nas alturas! Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel». É razoável chamar-Lhe «Aquele que vem», porque Ele vem sem cessar, porque Ele nunca nos falta: «O Senhor está próximo de quantos O invocam em verdade» (Sl 144, 18). «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor».

O Rei manso e pacífico está à nossa porta. Aquele que tem o trono nos céus, acima dos querubins, senta-Se, cá em baixo, sobre uma burrinha. Preparemos a casa da nossa alma, limpemos as teias de aranha que são os mal-entendidos fraternos, que não haja em nós a poeira da maledicência. Difundamos às mãos-cheias a água do amor, e apaziguemos todas as feridas criadas pela animosidade; semeemos o vestíbulo dos nossos lábios com as flores da piedade. E soltemos então, na companhia do povo, esse grito que brota dos lábios da multidão: «Bendito seja Aquele que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel».

Papa autoriza decretos de 15 Servos de Deus e uma Beata

Bollettino della Sala Stampa della Santa Sede
(tradução de CN Notícias)

Na manhã deste sábado, 27, o Santo Padre Bento XVI recebeu em Audiência privada o prefeito da Congregação da Causa dos Santos, Dom Angelo Amato.

Durante a Audiência, o Sumo Pontífice autorização a Congregação a promulgar os Decretos a seguir:

- um milagre, atribuído à intercessão da Beata Bonifacia Rodriguez De Castro, fundadora da Congregação das Missionárias Servas de São José; nascida em Salamanca (Espanha) em 6 de junho de 1837 e falecida em Zamora (Espanha) em 8 de agosto de 1905;

- um milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus João De Palafox y Mendoza, primeiro Bispo de Puebla de los Angeles e, após, Bispo di Osma; nascido em Fitero (Espanha) em 24 de junho de 1600 e falecido em Osma (Espanha) em 1º de outubro de 1659;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria Barbara da Santíssima Trindade (no século: Barbara Maix), fundadora da COngregação das Irmãs do Imaculado Coração de Maria; nascida em Vienna (Áustria) em 27 de junho de 1818 e falecida em Catumbi (Brasil) em 17 de março de 1873;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Anna Maria Adorni, fundadora da Congregação das Servas da Beata Maria Imaculada e do Instituto do Bom Pastor de Parma; nascida em Fivizzano (Itália) em 19 de junho de 1805 e falecida em Parma (Itália) em 7 de fevereiro de 1893;

- um milagre, atribuído à intercessão da Venerável Serva de Deus Maria da Imaculada Conceição (no século: Maria Isabella Salvat y Romero), Superiora Geral da COngregação das Irmãs da Companhia da Cruz; nascida em Madrid (Espanha) em 20 de fevereiro de 1926 e falecida em Sevilha (Espanha) em 31 de outubro de 1998;

- um milagre, atribuído à intercessão do Venerável Servo de Deus Stefano (no século: Giuseppe Nehmé), Religioso professo da Ordem Libanesa dos Maronitas; nascido em Lehfed (Líbano) em março de 1889 e falecido em Kfifane (Líbano) em 30 de agosto de 1938;

- o martírio do Servo de Deus Szilárd Bogdánffy, Bispo de Oradea Mare dos Latinos; nascido em Feketetó (Romênia) em 21 de fevereiro de 1911 e falecido no cárcere de Nagyenyed (Romênia) em 2 de outubro de 1953;

- o martírio do Servo de Deus Gerardo Hirschfelder, Sacerdote diocesano; nascido em Glatz (Alemanha) em 17 de fevereiro de 1907 e morto no campo de concentração de Dachau (Alemanha) em 1° de agosto de 1942;

- o martírio do Servo de Deus Luigi Grozde, Leigo, Membro da Ação Católica; nascido em Gorenje Vodale (Eslovênia) em 27 de maio de 1923 e morto, por ódio à fé, em Mirna (Eslovênia) em 1° de janeiro de 1943;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Francesco Antonio Marcucci, Arcebispo-Bispo de Montalto; nascido em Force (Itália) em 27 de novembro de 1717 e falecido em Montalto (Italia) em 12 de julho de 1798;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Giovanni Francesco Gnidovec, Bispo de Skopje-Prizren; nascido em Veliki Lipovec (Eslovênia) em 29 de setembro de 1873 e falecido em Ljubljana (Eslovênia) em 3 de fevereiro de 1939;

- as virtudes heroicas do Servo de Deus Luigi Novarese, Sacerdote Diocesano e fundador dos Silenciosos Operários da Cruz; nascido em Casale Monferrato (Itália) em 29 de julho de 1914 e falecido em Rocca Priora (Itália) em 20 de julho de 1984;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Enrichetta Delille, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família; nascida em Nova Orleans (Estados Unidos da América) entre 1812 e 1813 e ali falecida em 17 de novembro de 1862;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Teresa (no século: Regina Cristina Guglielmina Bonzel), fundadora do Instituto das Pobres Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua da Ordem Terceira de São Francisco; nascida em Olpe (Alemanha) em 17 de setembro de 1830 e falecida no mesmo lugar em 6 de fevereiro de 1905;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Francisca da Cruz (no século: Amalia Francesca Rosa Streitel), fundadora do Instituto das Irmãs das Dores; nascida em Mellrichstadt (Alemnha) em 24 de novembro de 1844 e falecida em Castel Sant'Elia (Itália) em 6 de março de 1911;

- as virtudes heroicas da Serva de Deus Maria Felicia de Jesus Sacramentado (no século: Maria Felicia Guggiari Echeverría), Irmã professa da Ordem das Carmelitas Descalças; nascida em Villarrica del Espíritu Santo (Paraguai) em 12 de janeiro de 1925 e falecida em Asunción (Paraguai) em 28 de abril de 1959.

Papa recorda 25º aniversário do Dia Mundial da Juventude

Da Redação, com Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI presidiu a oração mariana do Angelus deste domingo, 28, na Praça São Pedro com os fiéis e peregrinos. Na mensagem que precedeu a oração, o Papa recordou que hoje se celebra o 25° aniversário do Dia Mundial da Juventude, criado pelo Papa João Paulo II, em 1985, declarado pelas Nações Unidas, Ano da Juventude.

Na ocasião, João Paulo II, comemorando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, deu início ao Dia Mundial da Juventude. Desde então, celebramos essa data no Domingo de Ramos.

O Papa recordou que há 25 anos, João Paulo II convidou os jovens a professarem sua fé em Cristo. "Hoje eu renovo esse apelo à nova geração para que dê testemunho com a força humilde e luminosa da verdade, a fim de que aos homens e as mulheres do terceiro milênio não faltem o modelo autêntico: Jesus Cristo. Entrego este mandado em particular aos 300 delegados do Fórum Internacional de Jovens, que vieram a Roma de todas as partes do mundo, convocados pelo Pontifício Conselho para os Leigos", frisou o Pontífice.

A seguir Bento XVI saudou, em vários idiomas, os peregrinos reunidos na Praça São Pedro, destacando que, neste momento, o nosso pensamento e o nosso coração se dirigem em particular a Jerusalém, onde se realizou o Mistério Pascal.

"Estou profundamente triste pelos recentes conflitos e pelas tensões perpetradas mais uma vez naquela cidade, que é a pátria espiritual de Cristãos, Judeus e Muçulmanos, profecia e promessa daquela reconciliação universal que Deus deseja para toda a família humana. A paz é um dom que Deus confia à responsabilidade humana, para que o cultive através do diálogo e do respeito dos direitos de todos, a reconciliação e o perdão", ressaltou o Papa.

O Santo Padre fez um apelo para que os responsáveis pelo futuro de Jerusalém tomem com coragem o caminho da paz e o sigam com perseverança. Enfim, concedeu a todos sua bênção apostólica.

Bento XVI: Renúncias devem ter um porquê

sábado, 27 de março de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sabado, dia 27 de Março de 2010

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EVANGELHO QUOTIDIANO

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 27 de Março de 2010

Sábado da 5ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. João do Egipto, eremita, +374, S. João Damasceno, presbítero, Doutor da Igreja, +749, Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326, Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
São Cirilo de Jerusalém : «Para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos»


Livro de Ezequiel 37,21-28.

E então lhes dirás: Assim fala o Senhor DEUS: Eis que Eu tomarei os filhos de Israel de entre as nações, por onde se dispersaram; vou reuni-los de toda a parte e reconduzi-los ao seu país. Farei deles uma só nação na minha terra, nas montanhas de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles; nunca mais serão duas nações, nem serão divididos em dois reinos. Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os salvarei das suas rebeldias, pelas quais pecaram, e os purificarei; eles serão o meu povo e Eu serei o seu Deus. O meu servo David será o seu rei e eles terão um só pastor; caminharão segundo os meus preceitos, observarão os meus mandamentos e os porão em prática. Habitarão o país que Eu dei ao meu servo Jacob e no qual habitaram seus pais; aí ficarão eles, os seus filhos e os filhos de seus filhos para sempre. David, meu servo, será para sempre o seu chefe. Farei com eles uma aliança de paz; será uma aliança eterna; Eu os estabelecerei e os multiplicarei; e colocarei o meu santuário no meio deles para sempre. A minha morada será no meio deles. Serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Então, reconhecerão as nações que Eu sou o SENHOR que santifica Israel, quando tiver colocado o meu santuário no meio deles para sempre."


Evangelho segundo S. João 11,45-56.

Então, muitos dos judeus que tinham vindo a casa de Maria, ao verem o que Jesus fez, creram nele. Alguns deles, porém, foram ter com os fariseus e contaram-lhes o que Jesus tinha feito. Os sumos sacerdotes e os fari- seus convocaram então o Conselho e diziam: «Que havemos nós de fazer, dado que este homem realiza muitos sinais miraculosos? Se o deixarmos assim, todos irão crer nele e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar santo e a nossa nação.» Mas um deles, Caifás, que era Sumo Sacerdote naquele ano, disse-lhes: «Vós não entendeis nada, nem vos dais conta de que vos convém que morra um só homem pelo povo, e não pereça a nação inteira.» Ora ele não disse isto por si mesmo; mas, como era Sumo Sacerdote naquele ano, profetizou que Jesus devia morrer pela nação. E não só pela nação, mas também para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos. Assim, a partir desse dia, resolveram dar-lhe a morte. Por isso, Jesus já não andava em público, mas retirou-se dali para uma região vizinha do deserto, para uma cidade chamada Efraim e lá ficou com os discípulos. Estava próxima a Páscoa dos judeus e muita gente do país subiu a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Ele virá à Festa?»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo e Doutor da Igreja
Comentário sobre a Carta aos Romanos, 15, 7 (a partir da trad. Breviário)

«Para congregar na unidade os filhos de Deus que estavam dispersos»


Está escrito: «Nós, que somos muitos, constituímos um só corpo em Cristo» (Rom 12, 5), porque Cristo nos congrega na unidade, pelos laços do amor: «Ele que, de dois povos, fez um só, destruindo o muro de inimizade que os separava, anulando pela Sua carne a Lei, os preceitos e as prescrições» (Ef 2, 14-15). Temos, pois, de ter os mesmos sentimentos recíprocos: «Se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele» (1Cor 12, 26). Por isso, prossegue São Paulo, «acolhei-vos uns aos outros, como Cristo também vos acolheu, para glória de Deus» (Rom 15, 7). Acolhamo-nos uns aos outros, se queremos ter os mesmos sentimentos, «suportando-nos uns aos outros com caridade, solícitos em conservar a unidade de espírito, mediante o vículo da paz» (Ef 4, 2-3) Foi assim que Deus nos acolheu em Cristo, que disse: «Deus amou de tal modo o mundo, que lhe deu o Seu Filho único» (Jo 3, 16). Com efeito, o Filho foi dado em resgate pela vida de todos nós, e nós fomos libertados da morte, resgatados da morte e do pecado.

São Paulo esclarece as perspectivas deste plano de salvação quando afirma que «Cristo Se fez servidor dos circuncisos, a fim de mostrar a veracidade de Deus» (Rom 15, 8). Porque Deus tinha prometido aos patriarcas, pais dos judeus, que abençoaria a sua descendência, que seria tão numerosa como as estrelas do céu. Foi por isso que o Verbo, que é Deus, Se manifestou na carne e Se fez homem. Ele mantém na existência toda a criação e assegura o bem de tudo quanto existe, pois é Deus. Mas veio a este mundo e encarnou, «não para ser servido, mas», como Ele próprio afirmou, «para servir e dar a vida em resgate pela multidão» (Mc 10, 45).

Sofrimentos atuais purificam a Igreja, diz pregador do Papa

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI participou nesta sexta-feira, 26, da terceira e última meditação da Quaresma, conduzida pelo Pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, que refletiu sobre as tentações que podem colocar o sacerdócio em crise.

"Cristo sofre mais do que nós pela humilhação de seus sacerdotes e a aflição de sua Igreja. Se o permite é porque conhece o bem que delas pode nascer em vista de uma maior pureza da Igreja". Com essas palavras, o religioso franciscano concluiu suas pregações da Quaresma deste ano, na Capela Redemptoris Mater da residência pontifícia, no Vaticano.

Dentro da Igreja, como os últimos eventos dolorosamente estão mostrando, há "necessidade de uma purificação" a "partir do clero", enfatizou.

As sete Cartas às comunidades cristãs contidas no Livro do Apocalipse inspiraram parte da reflexão do Pregador pontifício.

Na Carta à comunidade de Esmirna sobressai-se, entre outros, o apelo à fidelidade dos sacerdotes. E observando como o termo "fidelidade" pode ser entendido na dúplice ordem de significado de "constância, perseverança", bem como de "lealdade, honestidade e retidão", ou seja, as qualidades específicas de um sacerdote, observou frei Cantalamessa. "A traição da confiança da Igreja e de Cristo, a vida dúplice, o faltar aos deveres do próprio estado, sobretudo no que concerne ao celibato e à castidade, se opõe a essa fidelidade. Sabemos por dolorosa experiência quanto dano esse tipo de infidelidade pode provocar à Igreja e às almas. Talvez seja a provação mais dura que a Igreja está atravessando neste momento".

Frei Cantalamessa explicou que na Carta à comunidade de Esmirna, bem como nas outras seis, vibra com conotações diferentes um único apelo à conversão. Na Carta aos cristãos de Laodiceia Cristo é duro, sobretudo, com os mornos na fé. E é a "falta zelo e a inércia apostólica" que "enfraquece a Igreja mais ainda do que os escândalos ocasionais de alguns sacerdotes", explicou.

"Não se deve generalizar, absolutamente: a Igreja de hoje é rica de sacerdotes santos que cumprem silenciosamente o seu dever. Em linha geral, quem conhece um pouco a história da Igreja sabe que o nível do clero de hoje é muito melhor do que de outras épocas da Igreja. Um leigo engajado me dizia com tristeza: 'A população do nosso país nos últimos 20 anos cresceu em mais de três milhões de habitantes, mas nós católicos somos a mesma quantidade de antes. Algo não está certo na Igreja'. Conhecendo aquele clero local por ter pregado ali, sabia que, de fato, algo estava errado: a preocupação de muitos deles não era o bem espiritual das pessoas, mas o dinheiro e as comodidades."

Para ajudar essa análise sem meios termos, que delineou por contraste a sobriedade de gestos e palavras que deve ser própria de um sacerdote, Frei Cantalamessa trouxe o exemplo de Santa Teresa d'Avila que, em seus escritos, confessa ter buscado conjugar forçadamente, por um certo tempo, as coisas de Deus com as coisas do mundo, condenando-se substancialmente à infelicidade. Escreveu a mística:

"Caía e me levantava, mas me levantava tão mal que voltava a cair (...) Posso dizer que a minha vida era das mais penosas que se possa imaginar, porque não me contentava com Deus nem me sentia satisfeita com o mundo. Quando me encontrava em passatempos mundanos, o pensamento da minha falta diante de Deus me fazia transcorrê-los penosamente, e quando estava com Deus os efeitos do mundo me inquietavam." Creio que muitos sacerdotes poderiam descobrir nessa análise o motivo profundo da própria insatisfação e descontentamento."

E prosseguindo com a meditação sobre outras possíveis causas de crise de uma vocação – da tentação do dinheiro à indiferença para com o bem espiritual dos fiéis, substituída pela preferência pelas comodidades – o pregador da Casa Pontifícia reconheceu às agregações de leigos aquelas capacidades de zelo que por vezes faltam aos sacerdotes.

Devemos ser "modelos do rebanho" e não os "donos da fé"; pobres como foi o Santo Cura d'Ars, destacou.

A meditação – introduzida pela citação da lamentação de Jeremias, que desiludido de seu sacerdócio escolhe inicialmente dar as costas a Deus – foi concluída pelo frade capuchinho com as palavras que o próprio Jeremias descobre dentro de si quando compreende que Deus não o abandonará se ele for capaz de converter-se. É dessa consciência, dessa solidez de fé que o Papa e a Igreja precisam nesta fase delicada e sofrida:

"O que é necessário, neste momento, é um ímpeto de esperança (...) Cristo sofre mais do que nós pela humilhação de seus sacerdotes e a aflição de sua Igreja. Se o permite é porque conhece o bem que dela pode nascer em vista de uma maior pureza da Igreja (...) O convite de Cristo "Vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei" sabemos que era dirigido em primeiro lugar aos discípulos, aos Apóstolos que havia em torno a si e, portanto, hoje a nós sacerdotes. Ele nós diz: "Vinde a mim, a mim, não a vós mesmos, aos vossos recursos. Vinde a mim e encontrareis revigoramento"."

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