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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Papa convida cristãos a meditarem Palavra de Deus nesta quaresma

Da Redação, com Rádio Vaticano

Com a conclusão neste sábado, 27, dos exercícios espirituais de Quaresma, junto a seus colaboradores, o Papa Bento XVI retornou neste domingo, 28, às suas atividades públicas, comparecendo à Praça São Pedro para rezar o Angelus com os fiéis.

Neste segundo domingo de Quaresma, o Papa discorreu sobre o episódio da Transfiguração, inspirando-se na liturgia de hoje, que reflete sobre o convite do Mestre, assim como consta no Evangelho de São Lucas: "Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me!" (Lc 9,23). "Este foi um evento extraordinário; um encorajamento na sequela de Jesus", disse Bento XVI.

Neste período de Quaresma, o Papa convidou todos a meditar assiduamente sobre o Evangelho. "Jesus é a única voz que devemos ouvir, a única que devemos seguir. A sua Palavra, seja o critério que guia a nossa existência", destacou Bento XVI.

O Santo Padre pediu ainda aos pastores que neste Ano Sacerdotal, "sejam realmente permeados pela Palavra de Deus, a conheçam profundamente e amem-na ao ponto que lhes dê vida e forme seu pensamento".

Iraque


Após a reflexão litúrgica e a oração mariana, o Papa dirigiu palavras de apelo às autoridades iraquianas e à comunidade internacional, em relação à delicada fase política que o Iraque está atravessando.

Aos políticos, o Pontífice pediu que façam todo esforço possível para que a população se sinta segura, de modo especial as minorias religiosas, mais vulneráveis.

Representantes e religiosos da Igreja iraquiana e de outras Igrejas do Oriente Médio encontraram-se esta manhã na Praça São Pedro para se manifestar em favor dos cristãos perseguidos, antes da oração do Angelus.

Dirigindo-se a eles, o Papa exortou também a comunidade internacional a esforçar-se em prol de um futuro de reconciliação e de justiça para os iraquianos, e invocou de Deus, todo-poderoso, o dom precioso da paz.

Bento XVI disse ter recebido com profunda tristeza as trágicas notícias de assassinatos de cristãos na cidade de Mossul e ter acompanhado com muita preocupação outros episódios de violência perpetrados contra pessoas indefesas, de diversas pertenças religiosas, no Iraque.

O Pontífice esclareceu que sua preocupação é por todas as pessoas injustamente perseguidas, não apenas pelos católicos. Bento XVI, que passou a última semana em retiro com a Cúria, revelou ter rezado bastante por todas as vítimas daqueles atentados. Neste sentido, disse unir-se à oração pela paz e pelo retorno da segurança, promovida pelo Conselho de Bispos de Nínive; e animou as comunidades cristãs do Iraque a “não se cansarem de ser fermento de bem pela pátria à qual, há séculos, pertencem plenamente”.

Enfim, Bento XVI alertou os políticos do país para que não cedam à tentação de priorizar interesses temporários e parciais em detrimento da incolumidade e dos direitos fundamentais da cidadania.

Chile


Em seguida, Bento XVI manifestou seu pesar pelas vítimas do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que abalou o Chile no sábado, 27, e afirmou sentir-se próximo das pessoas atingidas pela grave calamidade. O Papa pediu orações e solidariedade, garantindo o apoio das organizações eclesiásticas às vítimas.

Cristãos iraquianos fazem protesto em silêncio

Rádio Vaticano

Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos iraquianos realizam neste domingo, 28, em Mossul uma marcha de protesto, pacífica e silenciosa, contra o cotidiano massacre sofrido pela comunidade cristã, em meio à indiferença total das autoridades.

Dom Georges Casmoussa, arcebispo sírio-católico de Mossul, declarou que manifestações serão realizadas em Mossul e em outras dez cidades e aldeias cristãs do território circunstante. O arcebispo ressalta que a iniciativa não tem alguma motivação política ou eleitoral; mas exclusivamente religiosa, acrescentando que “os cristãos desejam apenas permanecer no Iraque, vivendo sua fé de modo pacífico”.

A data de hoje coincide com o segundo aniversário do seqüestro de Dom Paulos Faraj Rahho, bispo caldeu de Mossul, morto por terroristas islâmicos.

O patriarca da Igreja Caldeia, Cardeal Emmanuel III Delly, que visitou a cidade recentemente, expressou a sua solidariedade à comunidade cristã.

Bento XVI manifesta pesar por terremoto no Chile e pede orações

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

O Papa Bento XVI manifestou neste domingo, 28, seu pesar às vítimas do terremoto de 8,8 graus na escala Richter que abalou o Chile no sábado, 27. O país conta com mais de 300 mortos até o momento.

O Santo Padre disse sentir-se próximo das pessoas atingidas pela grave calamidade; e implorou a Deus que lhes alivie o sofrimento e os encoraje, neste momento tão adverso. “Me sinto particularmente próximo à amada população chilena afetada por um grande terremoto em seu país. Em um momento como este, brota naturalmente uma oração ao Senhor para as vítimas de uma mensagem de encorajamento a todos para superar esta grande prova", ressaltou.

O Papa pediu orações e solidariedade, garantindo o apoio das organizações eclesiásticas às vítimas.

.: Veja site com fotos do terremoto no Chile

Viver um mundo sem Deus

Jornada Arquidiocesana da Juventude

A Jornada Arquidiocesana da Juventude é fruto das Jornadas Mundiais da Juventude. A Jornada Mundial da Juventude nasceu em 1986 como resposta do Papa João Paulo II a uma iniciativa dos jovens. Ela quer oferecer aos jovens "momentos significativos de parada no constante peregrinar da fé". Sua principal finalidade é colocar no centro da fé e da vida de cada jovem a pessoa de Jesus, para que Ele se torne um constante ponto de referência e para que Ele seja a luz de cada iniciativa promovida em favor das novas gerações.

A Jornada Mundial da Juventude acontece a cada três anos. Entre as Jornadas acontecem as assim chamadas Jornadas (Arqui) Diocesanas. A Arquidiocese de Belo Horizonte, em comunhão com a Igreja no mundo todo, celebra em nível diocesano a Jornada Mundial da Juventude com a Jornada Arquidiocesana da Juventude.

Esse grande evento articula-se com os outros eventos de massa da juventude assumidos pelo Secretariado Arquidiocesano da Juventude: Caminhada Marial ao Santuário de Nossa Senhora da Piedade (Serra da Piedade), 15 de agosto e Dia Nacional da Juventude (DNJ), normalmente quarto domingo de outubro.

A Jornada Arquidiocesana da Juventude acontece no Domingo de Ramos, conforme a orientação do Setor Juventude da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Objetivos

Propiciar aos jovens a vivência, em nível diocesano, da espiritualidade oferecida pelas Jornadas Mundiais da Juventude; enriquecer a experiência juvenil da Arquidiocese; unir forças no serviço comum à juventude; celebrar e vivenciar a pluralidade de carismas e espiritualidades voltadas para a juventude; despertar o interesse pelas vocações de especial consagração e promover a articulação dos grupos juvenis na Arquidiocese.

Destinatários

Jovens dos 28 (vinte e oito) municípios que compõem a Arquidiocese de Belo Horizonte: são 263 Paróquias, e cerca de 2000 comunidades de fé.

Descrição do Evento

A Jornada Arquidiocesana da Juventude se realizará dia 28 de março de 2010. Iniciarse-á às 15h com a concentração dos jovens na Catedral da Boa Viagem. Segue-se a Peregrinação Jovem com a Cruz da Jornada pela Avenida Afonso Pena e se conclui com uma Celebração e Momento Cultural na Praça do Papa, convocando a Juventude para a Caminhada Marial à Serra da Piedade no próximo 15 de agosto.

26/02/2010

Fonte: http://www.pucminas.br/pucinforma/materia.php?codigo=6078

Arquidiocese de BH lança concurso para Hino da Jornada Arquidiocesana da Juventude 2010

Arquidiocese de BH lança concurso para Hino da Jornada Arquidiocesana da Juventude 2010

O Vicariato Episcopal para a Pastoral da Arquidiocese de Belo Horizonte comunica o lançamento do Concurso para o Hino da Jornada Arquidiocesana da Juventude de 2010, evento juvenil que se realizará dia 28 de março – Domingo de Ramos. O tema deste ano é: "Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?" (Mc 10,17).

O Hino deve ter as seguintes características

- Linguagem poética, que traduzirá o tema proposto pelo Santo Padre para a

- Jornada Mundial da Juventude de 2010;

- Coerência entre fé, vida e linguagem juvenil;

- Mesmo número de sílabas e acentos em todas as estrofes, ou seja, uma métrica regular e fluente;

- Rima, embora possam ser usados versos livres;

- Refrão a ser cantado entre as estrofes (mínimo de 3 e máximo de 5 estrofes).


No dia 7 de março, o Vicariato Episcopal para a Pastoral constituirá uma banca examinadora que fará o julgamento dos hinos enviados ao Vicariato, observadas as orientações dadas. No dia 10 de março, a Rede Catedral de Comunicação Católica, composta pelas emissoras da Arquidiocese de BH (TV Horizonte, Rádios América e Cultura e Jornal de Opinião) divulgará o hino vencedor.

O edital completo você confere no site http://www.arquidiocesebh.org.br/vicariato/


26/02/2010

Fonte : PUC Informa - PUCMINAS

Dom Walmor convoca sociedade a acompanhar projeto Ficha Limpa no Congresso Nacional

O grão-chanceler da PUC Minas, o arcebispo da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, convoca os cristãos de boa vontade para o acompanhamento da tramitação do Projeto Ficha Limpa no Congresso Nacional, subscrevendo nota conjunta da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) – rede que congrega 43 organizações da sociedade civil responsáveis pela realização da Campanha Ficha Limpa – e tendo em vista os debates em curso na Câmara dos Deputados acerca do Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLP) 518/2009 sobre a vida pregressa dos candidatos. Veja abaixo a declaração de Dom Walmor.

É de suma importância que a sociedade continue atenta, conferindo o mesmo e intenso apoio que vem dando à Campanha Ficha Limpa – expresso na coleta de mais de 1,5 milhão de assinaturas que viabilizaram a introdução do projeto – para que se acelere a tramitação do PLP 518/2009 no Congresso Nacional.

A participação efetiva dos cristãos com ações concretas é decisiva para que não ocorram novos adiamentos na discussão e na aprovação dessa matéria, pautada na defesa da ética na política e na salvaguarda dos interesses públicos.

Muitas são as ações concretas possíveis e urgentes ao nosso alcance:

Cada cidadão procure o deputado federal ou senador em quem votou para solicitar o apoio do parlamentar ao Projeto de Lei. Da mesma forma, pode enviar aos parlamentares e outras pessoas mensagens eletrônicas, cartas e abaixo-assinados para sublinhar e fortalecer a urgência da aprovação dessa matéria.

As comunidades e grupos eclesiais organizem eventos (debates, reuniões) para articular a adesão do maior número possível de cristãos empenhados nessa ação de mobilização social e política pela tramitação e aprovação do referido projeto.

A Arquidiocese de Belo Horizonte disponibiliza os trabalhos do Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política e do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp) para eventual assessoria a comunidades, movimentos e organizações sociais interessados na mobilização pela aprovação do Projeto.

Neste momento decisivo para que o Projeto de Lei de Iniciativa Popular 518/2009 seja aprovado e traga mudanças importantes para o cenário eleitoral e político do país, é fundamental que a sociedade civil se empenhe para que o tema não saia da pauta de discussão do Congresso e se converta em legislação o mais rapidamente possível.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo

26/02/2010

Fonte: PUC Informa - PUCMINAS

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 28 de Fevereiro de 2010

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 28 de Fevereiro de 2010
2º Domingo da Quaresma - Ano C

2º Domingo da Quaresma (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Beato Daniel Brottier, presbítero, +1936, S. Torcato, bispo, séc. I

 
Anastásio do Sinai : «Moisés e Elias [...] falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém»


Livro de Génesis 15,5-12.17-18.

E, conduzindo-o para fora, disse-lhe: «Levanta os olhos para o céu e conta as estrelas, se fores capaz de as contar.» E acrescentou: «Pois bem, será assim a tua descendência.» Abrão confiou no Senhor, e Ele considerou-lhe isso como mérito. O Senhor disse-lhe depois: «Eu sou o Senhor que te mandou sair de Ur, na Caldeia, para te dar esta terra.» Perguntou-lhe Abrão: «Senhor Deus, como saberei que tomarei posse dela?» Disse-lhe o Senhor: «Toma uma novilha de três anos, uma cabra de três anos, um carneiro de três anos, uma rola e um pombo ainda novo.» Abrão foi procurar todos estes animais, cortou-os ao meio e dispôs cada metade em frente uma da outra; não cortou, porém, as aves. As aves de rapina desciam sobre as carnes mortas, mas Abrão afugentava-as. Ao pôr-do-sol, apoderou-se dele um sono profundo; ao mesmo tempo, sentiu-se apavorado e foi envolvido por densa treva. Quando o Sol desapareceu, e sendo completa a escuridão, surgiu um braseiro fumegante e uma chama ardente, que passou entre as metades dos animais. Naquele dia, o Senhor concluiu uma aliança com Abrão, dizendo-lhe: «Dou esta terra à tua descendência, desde o rio do Egipto até ao grande rio, o Eufrates,

Carta aos Filipenses 3,17-21.4,1.

Sede todos meus imitadores, irmãos, e olhai atentamente para aqueles que procedem conforme o modelo que tendes em nós. É que muitos –de quem várias vezes vos falei e agora até falo a chorar – são, no seu procedimento, inimigos da cruz de Cristo: o seu fim é a perdição, o seu Deus é o ventre, e gloriam-se da sua vergonha – esses que estão presos às coisas da terra. É que, para nós, a cidade a que pertencemos está nos céus, de onde certamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transfigurará o nosso pobre corpo, conformando-o ao seu corpo glorioso, com aquela energia que o torna capaz de a si mesmo sujeitar todas as coisas. Portanto, meus caríssimos e saudosos irmãos, minha coroa e alegria, permanecei assim firmes no Senhor, caríssimos.

Evangelho segundo S. Lucas 9,28-36.

Uns oito dias depois destas palavras, levando consigo Pedro, João e Tiago, Jesus subiu ao monte para orar. Enquanto orava, o aspecto do seu rosto modificou-se, e as suas vestes tornaram-se de uma brancura fulgurante. E dois homens conversavam com Ele: Moisés e Elias, os quais, aparecendo rodeados de glória, falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono; mas, despertando, viram a glória de Jesus e os dois homens que estavam com Ele. Quando eles iam separar-se de Jesus, Pedro disse-lhe: «Mestre, é bom estarmos aqui. Façamos três tendas: uma para ti, uma para Moisés e outra para Elias.» Não sabia o que estava a dizer. Enquanto dizia isto, surgiu uma nuvem que os cobriu e, quando entraram na nuvem, ficaram atemorizados. E da nuvem veio uma voz que disse: «Este é o meu Filho predilecto. Escutai-o.» Quando a voz se fez ouvir, Jesus ficou só. Os discípulos guardaram silêncio e, naqueles dias, nada contaram a ninguém do que tinham visto.

Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Anastásio do Sinai (?-depois de 700), monge
Homilia sobre a Transfiguração

«Moisés e Elias [...] falavam da sua morte, que ia acontecer em Jerusalém»


Neste dia apareceu misteriosamente no Monte Tabor a condição da vida futura e do Reino da alegria. Neste dia, os mensageiros da Antiga e da Nova Aliança reuniram-se de forma extraordinária em torno de Deus na montanha, portadores de um mistério cheio de paradoxo. Neste dia, desenha-se no Monte Tabor o mistério da Cruz que, pela morte, dá a vida: assim como Cristo foi crucificado entre dois homens no Monte Calvário, assim também Se apresentou na majestade divina entre Moisés e Elias. E a festa de hoje mostra-nos este outro Sinai, montanha ó quão mais preciosa que o Sinai, pelas suas maravilhas e os seus eventos, que ultrapassa, pela teofania que nela se deu, as visões divinas figuradas e obscuras. [...]

Rejubila, ó Criador de todas as coisas, Cristo Rei, Filho de Deus resplandecente de luz, que transfiguraste à Tua imagem toda a criação e de forma misteriosa a recriaste. [...] E rejubila, ó imagem do Reino celeste, santíssimo Monte Tabor, que ultrapassas em beleza todas as montanhas! Monte Gólgota e Monte das Oliveiras, cantai juntos um hino e rejubilai; cantai a Cristo a uma só voz no Monte Tabor e celebrai-O juntos!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Papa conclui Exercícios Espirituais: homem não é perfeito sozinho

Leonardo Meira
Da Redação CN


Os Exercícios Espirituais do Papa e da Cúria Romana foram concluídos na manhã deste sábado, 27, às 9 horas (em Roma - 5 horas em Brasília), com o canto das Laudes e a meditação final.

.: Leia o Discurso do Papa ao concluir os Exercícios Espirituais da Quaresma

O Papa destacou que toda a visão cristã do homem pode ser resumida em que ele não é perfeito apenas em si mesmo.

"O homem necessita da relação, é um ser em relação. [...] Há necessidade da escuta, de escuta do outro, sobretudo do Outro com 'o' maiúsculo, de Deus. Somente assim ele pode conhecer a si próprio, somente então torna-se 'si' mesmo".

Bento XVI agradeceu pelo "modo apaixonado e muito pessoal" com que o padre salesiano Enrico Dal Covolo conduziu as meditações, que iniciaram no último domingo, 21.

Os Exercícios aconteceram na Capela Redemptoris Mater, do Palácio Apostólico Vaticano, e tiveram como tema Lições de Deus e da Igreja sobre a vocação sacerdotal.

O Santo Padre também ressaltou o papel de Maria como a mulher que escuta, bem como a realidade de que é apenas no 'nós' da Igreja que se pode realmente ouvir a Palavra de Deus.

"Vós também enfatizastes que a consagração se destina à missão, é destinado a se tornar uma missão. Nesses dias, aprofundamos, com a ajuda Deus, a nossa consagração. Assim, com nova coragem, desejamos afrontar a nossa missão. O Senhor nos ajude. Obrigado a vós pela ajuda, padre Enrico", finalizou Bento XVI.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sabado, dia 27 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 27 de Fevereiro de 2010

Sábado da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Gabriel de Nossa Senhora das Dores, confessor, +1862, S. Leandro, bispo, +600

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Santo Isaac o Sírio : «Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus»


Livro de Deuteronómio 26,16-19.

«Hoje, o Senhor, teu Deus, ordena-te que cumpras estas leis e preceitos. Observa-os e cumpre-os com todo o teu coração e com toda a tua alma. Hoje, declaraste ao Senhor que Ele seria o teu Deus e que andarias nos seus caminhos, observando as suas leis, os seus preceitos e os seus mandamentos. Por sua vez, o Senhor declarou-te hoje que serias o seu povo particular, como te tinha dito, e que deverias observar todos os seus mandamentos; que te tornaria superior em honra, fama e esplendor a todos os povos que Ele tinha criado; que serias um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, como Ele tinha dito.»


Evangelho segundo S. Mateus 5,43-48.

«Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. Fazendo assim, tornar-vos-eis filhos do vosso Pai que está no Céu, pois Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores. Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem já isso os cobradores de impostos? E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? Portanto, sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Isaac o Sírio (séc. VII), monge em Nínive, perto de Mossoul, no actual Iraque
Discursos ascéticos, 2ª série, 38,5 et 39,3 (a partir da trad. Alfeyev, Bellefontaine 2001, p. 46)

«Ele faz com que o Sol se levante sobre os bons e os maus»


No Criador, não há mudança, não há intenções anteriores ou posteriores; na Sua natureza, não há ódio nem ressentimentos, não há lugar maior ou menor no Seu amor, nem antes nem depois no Seu conhecimento. Pois, se todos crêem que a criação começou a existir como consequência da bondade e do amor do Criador, nós sabemos que esta primeira motivação não diminui nem se altera no Criador em consequência do curso desordenado da Sua criação.

Seria profundamente odioso e perfeitamente blasfemo supor que há em Deus ódio e ressentimento - sequer para com os próprios demónios -, ou imaginar Nele alguma fraqueza ou paixão. [...] Muito pelo contrário, Deus age sempre connosco pelos caminhos que sabe serem para nossa vantagem, quer estes sejam para nós causa de sofrimento ou de consolo, de alegria ou de tristeza, quer sejam insignificantes ou gloriosos. Todos eles são orientados para os mesmos bens eternos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 26 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 26 de Fevereiro de 2010

Sexta-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Porfírio de Gaza, bispo, +420, Santo Alexandre, bispo, +328

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Santo Agostinho : «Se te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti»


Livro de Ezequiel 18,21-28.

"Mas se o pecador renuncia a todos os pecados que cometeu, se observa todas as minhas leis e pratica o direito e a justiça, ele deve viver, não morrerá. Não serão lembradas as faltas que cometeu, viverá por causa da justiça que praticou. Porventura me hei-de comprazer com a morte do pecador - oráculo do Senhor DEUS - e não com o facto de ele se converter e viver? Mas se o justo se desvia da sua justiça e pratica o mal, imitando os crimes abomináveis a que se entrega o pecador, porventura viverá? A justiça que praticou não será recordada; por causa da infidelidade a que se entregou e do pecado que cometeu, morrerá. Porém, vós dizeis: 'O modo de proceder do Senhor não é justo.' Escutai, pois, casa de Israel: Então é o meu modo de agir que não é justo? Ou é o vosso que o não é ? Se o justo se afasta da sua justiça para praticar o mal e morre por causa disto, é por causa do mal que praticou que ele morrerá. Se o pecador se afasta do pecado que cometeu para praticar o direito e a justiça, ele merece viver. Se ele se afasta dos pecados que cometeu, viverá certamente, não morrerá.


Evangelho segundo S. Mateus 5,20-26.

Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino do Céu.» «Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás. Aquele que matar terá de responder em juízo. Eu, porém, digo-vos: Quem se irritar contra o seu irmão será réu perante o tribunal; quem lhe chamar 'imbecil’ será réu diante do Conselho; e quem lhe chamar 'louco’ será réu da Geena do fogo. Se fores, portanto, apresentar uma oferta sobre o altar e ali te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão; depois, volta para apresentar a tua oferta. Com o teu adversário mostra-te conciliador, enquanto caminhardes juntos, para não acontecer que ele te entregue ao juiz e este à guarda e te mandem para a prisão. Em verdade te digo: Não sairás de lá até que pagues o último centavo.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (Norte de África) e Doutor da Igreja
Sermão 357

«Se te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti»


«Deus faz que o sol se levante sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores» (Mt 5, 45). Ele mostra a sua paciência; não lamenta o Seu poder. Também tu [...], renuncia à provocação, não aumentes a tribulação dos que semeiam o tumulto. És amigo da paz? Mantém-te tranquilo dentro de ti mesmo. [...] Deixa de lado as querelas, e volta-te para a oração. Não respondas à injúria com a injúria, mas reza por esse homem.

Queres opor-te a ele: fala a Deus por ele. Não digo que te cales: escolhe o meio conveniente, e vê Aquele a quem falas, em silêncio, com um grito do coração. Onde o teu adversário não te vê, aí mesmo, sê bom para ele. A esse adversário da paz, a esse amigo da disputa, responde tu, amigo da paz: «Diz tudo o que quiseres, porque, seja qual for a tua inimizade, tu és meu irmão» [...].

«Bem me podes odiar e repelir: tu és meu irmão! Reconhece em ti o sinal do meu Pai; é esta a Palavra do meu Pai: és um irmão quezilento, mas és meu irmão, porque tu dizes tal como eu: «Pai nosso que estais nos céus». Se invocamos um único Pai, por que não somos um só? Peço-te, reconhece o que dizes comigo e reprova o que fazes contra mim. [...] Temos uma única voz diante do Pai; por que não havemos de ter juntos uma única paz?»

Pe. Roger: " todo cristão tem que ler a Biblia".

Por que a Igreja é contra o aborto?



Veja também:


Aborto e Igreja Católica I

Aborto e Igreja Católica II
Aborto e Igreja Católica III
Complemento sobre o aborto
O que é o pecado de excomunhão?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quinta-feira, dia 25 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 25 de Fevereiro de 2010

Quinta-feira da 1ª da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Sebastião de Aparício, leigo, confessor, +1600, S. Luis Versiglia, bispo, mártir, +1930, S. Calisto Caravário, presbítero, mártir, +1930

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São Pedro Crisólogo : «Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?»


Livro de Ester 14,1.3-5.12-14.

Naqueles dias, a rainha Ester, tomada de angústia mortal, procurou refúgio no Senhor e fez esta súplica ao Senhor, Deus de Israel: «Meu Senhor, nosso único Rei, vinde socorrer-me, porque estou só e não tenho outro auxílio senão Vós e corre perigo a minha vida. Desde criança, ouvi dizer na minha tribo paterna que Vós, Senhor, escolhestes Israel entre todos os povos e os nossos pais entre os seus antepassados, para serem a vossa herança perpétua, e cumpristes tudo o que lhes tínheis prometido. Lembrai-Vos de nós, Senhor, e manifestai-Vos no dia da nossa tribulação. Fortalecei-me, Rei dos deuses e Senhor dos poderosos. Ponde em meus lábios palavras harmoniosas, quando estiver na presença do leão, e mudai o seu coração, para que deteste o nosso inimigo e o arruíne com todos os seus cúmplices. Livrai-nos com a vossa mão; vinde socorrer-me no meu abandono, porque não tenho ninguém senão Vós, Senhor».


Evangelho segundo S. Mateus 7,7-12.

«Pedi, e ser-vos-á dado; procurai, e encontrareis; batei, e hão-de abrir-vos. Pois, quem pede, recebe; e quem procura, encontra; e ao que bate, hão-de abrir. Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Ora bem, se vós, sendo maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai que está no Céu dará coisas boas àqueles que lhas pedirem.» «Portanto, o que quiserdes que vos façam os homens, fazei-o também a eles, porque isto é a Lei e os Profetas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Pedro Crisólogo (c. 406-450), Bispo de Ravena, Doutor da Igreja
Sermão 55; PL 52, 352-354 (a partir da trad. En Calcat)

«Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?»


Se Deus quis que fosses pai [...], foi para que, dando também a vida, soubesses o que é a ternura paternal, de modo a experimentares em ti o amor do Teu criador na medida em que podes sentir em ti mesmo afeição para com teus próprios filhos. [...] Se, por conseguinte, crês em Deus, e confessas que é Pai, então crê que tudo quanto ordena, tudo quanto escolhe a teu respeito, é para tua salvação, é vida para ti. Não se podem anular os dons de uma mãe, não se podem recusar as advertências de um pai; ainda que as ordens paternas pareçam austeras, são na realidade salvadoras e vivificantes.

Assim, quando compreendeu que Deus era Pai, Abraão não se deteve na aparente dureza e aspereza dos mandamentos; mas glorificou o que o Pai dos céus ordenou [...]; logo que Deus ordena, ele entrega-se inteiramente ao Seu amor. [...] Quando se conhece Deus, para quê contestar os Seus dons de Pai, em vez de os acolher como coisas boas e vantajosas, tal como o pequeno e o inocente espera tudo de seu pai?

Examinai mais de perto a comparação que o Senhor emprega no Seu Evangelho: «Qual de vós, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?» Cristo veio para os filhos, ou seja, para o Seu povo eleito, mesmo que tenha tido pena de o ter gerado e tenha gritado: «Criei filhos e fi-los crescer mas eles revoltaram-se contra Mim» (Is 1, 2); por conseguinte, veio para os filhos, Ele, o verdadeiro pão do céu que dizia: «Eu sou o pão que desceu do céu» (Jo 6, 41).

A beleza da moral católica

O comportamento do cristão é uma resposta ao amor de Deus

A moral católica tem como objetivo levar o cristão à realização da sua vocação suprema que é a santidade. Ela tem como objetivo dirigir o comportamento do homem para o seu Fim Supremo que é Deus, que se revelou ao homem de modo especial em Jesus Cristo e sua Igreja.

A Moral vai além do Direito que se baseia em leis humanas; mas nem sempre perscruta a consciência. Pode acontecer de alguém estar agindo de acordo com o Direito, mas não de acordo com a consciência. Nem tudo que é legal é moral.

A Moral cristã leva em conta que o pecado enfraqueceu a natureza humana e que ela precisa da graça de Deus para se libertar de suas tendências desregradas e viver de acordo com a vontade de Deus.

Portanto, a Moral cristã e a Religião estão intimamente ligadas, tendo como referência Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Ser cristão é viver em comunhão com Cristo, vivendo Nele, por Ele e para Ele. É de dentro do coração do cristão que nasce a vontade de viver a “Lei de Cristo”, a Moral cristã, e isto é obra do Espírito Santo. Não é um peso, é uma libertação.

O comportamento do cristão é uma resposta ao amor de Deus. Dizia S. João da Cruz que “amor só se paga com amor”.

“Deus é amor” (1Jo 4, 16) e Ele “nos amou primeiro” (1Jo 4, 19).

Ninguém deve viver a Lei de Cristo, por medo, mas por amor ao Senhor que desceu do céu, e imolou-se por cada um de nós. Nosso amor a Deus não deve ser o amor do escravo que lhe obedece por medo do castigo, e nem do mercenário que o obedece por amor ao dinheiro, mas sim o amor do filho que obedece ao pai simplesmente porque é amado por ele.

São Paulo dizia: “O amor de Cristo me constrange” (2Cor 5,14).

Ninguém será verdadeiramente espiritual enquanto não viver a lei de Deus simplesmente por amor a Deus e não por medo de castigos.

Por outro lado, devemos viver a lei de Deus porque ela é, de fato, o caminho para a nossa verdadeira felicidade. Ele nos ama e é Deus; não erra e não pode nos enganar; logo, sua Lei, é o melhor para nós.

Quem não obedece ao catálogo do projetista de uma máquina, acaba estragando-a; assim, quem não obedece a Lei de Deus, acaba destruindo a sua maior obra que é a pessoa humana.

A Lei de Cristo se resume em “amar a Deus e amar ao próximo como a si mesmo” (cf. Mt 22, 37-40). Mas esse amor ao próximo não é apenas por uma questão de simpatia ou afinidade com ele, mas pelo exemplo de Cristo, que “nos amou quando ainda éramos pecadores”, como disse S. Paulo. Por isso, o cristão odeia o pecado mas sempre ama o pecador. A Igreja ensina que não se deve impor a verdade sem caridade, mas também não se deve sacrificar a verdade em nome da caridade.

Deus sempre exigiu do povo escolhido, consagrado a Iahweh (Dt 7,6; 14,2.21), a observância das Suas Leis, para que este povo fosse sempre feliz e abençoado.

“Observareis os mandamentos de Iahweh vosso Deus tais como vo-los prescrevo” (Dt 4,2).

“Iahweh é o único Deus... Observa os seus estatutos e seus mandamentos que eu hoje te ordeno, para que tudo corra bem a ti e aos teus filhos depois de ti, para que prolongues teus dias sobre a terra que Iahweh teu Deus te dará, para todo o sempre” (Dt 14,40).

Deus tem um grande ciúme do seu povo, e não aceita que este deixe de cumprir suas Leis para adorar os deuses pagãos.

“Eu, Iahweh teu Deus, sou um Deus ciumento...” (Dt 5,9).

O Apóstolo São Tiago, lembra-nos esse ciúme de Deus por cada um de nós, ao dizer que:

“Sois amados até ao ciúme pelo Espírito que habita em vós” (Tg 4,5).

Deus não aceita ser o segundo na nossa vida, Ele exige ser o primeiro, porque para Ele cada um de nós é o primeiro.

Esse amor a Deus se manifesta exatamente na obediência aos mandamentos: “Andareis em todo o caminho que Iahweh vosso Deus vos ordenou, para que vivais, sendo felizes e prolongando os vossos dias na terra que ides conquistar” (Dt 5,33).

E as bençãos que Deus promete são abundantes:

“Se de fato obedecerdes aos mandamentos que hoje vos ordeno, amando a Iahweh vosso Deus e servindo-o com todo o vosso coração e com toda a vossa alma, darei chuva para a vossa terra no tempo certo: chuvas de outono e de primavera. Poderás assim recolher teu trigo, teu vinho novo e teu óleo; darei erva no campo para o teu rebanho, de modo que poderás comer e ficar saciado” (Dt 11.13-15; Lv 26; Dt 28).

Jesus disse aos Apóstolos: “Se me amais guardareis os meus mandamentos” (Jo 14,23).

“Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor, entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai ...“ (Mt 7,21) .

O nosso Papa Bento XVI tem falado do perigo da “ditadura do relativismo”. Na homilia que proferiu na missa que precedeu o início do Conclave que o elegeu, ele deixou claro as suas maiores preocupações:

“...que nos tornemos adultos em nossa fé. Não devemos permanecer crianças na fé, em estado de menoridade. Em que consiste sermos crianças na fé? Responde São Paulo: “Significa sermos arrastados para lá e para cá por qualquer vento doutrinário. Uma descrição muito atual!””

“Quantos ventos doutrinários experimentamos nesses últimos decênios, quantas correntes ideológicas, quantos modos de pensamentos... O pequeno barco do pensamento de muitos cristãos se viu freqüentemente agitado por essas ondas arremessado de um extremo ao outro: do marxismo ao liberalismo, e até mesmo a libertinagem; do coletivismo ao individualismo radical; do agnosticismo ao sincretismo, e muito mais. A cada dia nascem novas seitas, e as palavras de São Paulo sobre a possibilidade de que a astúcia nos homens, seja causa de erros são confirmadas.”

“Ter uma fé clara, de acordo com o Credo da Igreja, muitas vezes foi rotulado como fundamentalista. Enquanto que o relativismo, ou seja, o deixar-se levar «guiados por qualquer vento de doutrina», parece ser a única atitude que está na moda. Vai-se construindo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que só deixa como última medida o próprio eu e suas vontades. Nós temos outra medida: o Filho de Deus, o verdadeiro homem. Ele é a medida do verdadeiro humanismo. «Adulta» não é uma fé que segue as ondas da moda e da última novidade; adulta e madura é uma fé profundamente arraigada na amizade com Cristo.”

O relativismo religioso é aquele em que cada um faz a “sua” própria doutrina moral, e não mais segue os Mandamentos dados por Deus. E quem não age segundo esta perversa ótica, é então menosprezado e chamado de retrógrado, obscurantista, etc.

Mas a Igreja nunca trairá o seu Senhor. Demos graças a Deus por este novo Pedro que Ele pos à frente do Seu Rebanho! Caminhemos com alegria e coragem, pois: “Ubi Petrus, ibi Ecclesia, ubi Ecclesia ibi Christus” – Onde está Pedro está a Igreja, onde está a Igreja está Jesus Cristo. (São Basílio Magno)

Viver a Moral católica é ser fiel a Jesus Cristo e a tudo o que Ele ensina através da sua Igreja.

Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Bento XVI pede respeito aos direitos dos cristãos no Iraque

Leonardo Meira
Da Redação, com Vatican Information Service (tradução de CN Notícias)


O Papa Bento XVI, empenhado nos Exercícios espirituais ao longo desta semana, tomou conhecimento, com profunda tristeza, que continua o assassinato de cristãos na zona de Mossul, no Iraque. O último aconteceu na quarta-feira, 24, quando foram mortos três membros de uma família sírio-católica. O Pontífice está próximo de quem sofre as consequências da violência através da oração e do afeto.

Sobre a violência contra as minorias, especialmente contra cristãos, o Cardeal secretário de Estado, Tarcísio Bertone, reivindicou a atenção do primeiro-ministro Nouri Kamil Mohammed al-Maliki, já no início de janeiro.

Leia a mensagem na íntegra

Sua Excelência
Nouri Kamil Mohammed Hasan al-Maliki
Primeiro-Ministro da República do Iraque
Bagdá


Excelência,
recordo com prazer sua importante visita ao Vaticano em 2008, quando Sua Santidade, o Papa Bento XVI, a acolheu e, após a reunião, foi expressa a esperança comum de que, através do diálogo e da cooperação entre grupos étnicos e religiosos de seu país, incluindo as suas minorias, a República do Iraque seria capaz de efetuar uma reconstrução moral e civil, no pleno respeito da identidade individual daqueles grupos, em um espírito de reconciliação e de busca do bem comum.

Também há de recordar como Sua Santidade exortou ao respeito, no Iraque, à liberdade de culto e apelou à proteção dos cristãos e de suas igrejas. Naquela ocasião, também eu levantei tal questão com Sua Excelência, que me assegurou que seu governo está levando a sério a situação da minoria cristã que vive há tantos séculos com a maioria muçulmana, contribuindo de modo significativo para o bem-estar econômico, cultural e social da nação.

O Santo Padre pediu-me que lhe escrevesse agora para transmitir a sua sincera solidariedade com Vossa Excelência, e a todos os que foram assassinados ou feridos na recente série de ataques a prédios públicos e locais de culto no Iraque, sejam islâmicos ou cristãos. O Papa ora fervorosamente para o fim da violência e apela a que o vosso Governo faça todo o possível para aumentar a segurança em torno dos locais de culto em todo o país, particularmente à luz da solenidade do Natal.

Finalmente, permita-me manifestar o meu apreço pelas várias iniciativas tomadas em benefício da comunidade iraquiana como um todo.

Aproveito esta oportunidade para renovar a Vossa Excelência a garantia de minha mais alta consideração.

Dado no Vaticano, aos 2 de janeiro de 2010

Cardeal Tarcisio Bertone
Secretário de Estado

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Compaixão ou cultura da morte?

O drama da eutanásia

Na semana passada, diversos jornais do mundo publicaram a notícia do apresentador britânico Ray Gosling, que confessou na TV ter matado por piedade seu amante em estado terminal. Gosling afirmou em programa da BBC que sufocara no hospital o namorado que sofria terríveis dores por ter contraído o vírus HIV. Seu comportamento teve como motivação um pacto, selado por ambos, no qual se afirmava o suicídio assistido como solução para o sofrimento insuportável. De acordo com os noticiários, tal caso reacendeu a discussão no Reino Unido sobre eutanásia e suicídio assistido.

Como avaliar, do ponto de vista da moral cristã, a decisão de Gosling? Será que tal comportamento, motivado pela compaixão, se justifica?

Para respondermos a tais questões, devemos entender primeiramente o significado de eutanásia. Do grego "eu", bom, e "thanatos", morte, o termo "eutanásia" significa a “boa ou doce morte”. Na encíclica "O Evangelho da Vida", o Papa João Paulo II afirma o seguinte: “Por eutanásia, em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma ação ou uma omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento” (n. 65). O saudoso Sumo Pontífice vê nessa prática um dos sintomas da “cultura da morte” e denuncia o crescimento de uma mentalidade que marginaliza as pessoas idosas, deficientes e vulneráveis. A partir de critérios de eficiência e produtividade, essas vidas são consideradas descartáveis. Sendo assim, o melhor a fazer é eliminar tais pessoas, recorrendo a argumentos, como: respeito à autonomia e direito à morte.

No entanto, antes ainda de falar do direito à morte, temos de lutar para que o direito à vida já existente seja honrado, até porque muitas vezes este maravilhoso dom é abreviado “antes do tempo”, em escala social, por causa da violência, da pobreza, da falta de recursos socioeconômicos que garantam a todos o direito não só a viver, mas a viver com dignidade. É chocante, e até irônico, constatar que a mesma sociedade que negou o pão, o emprego, a saúde, a educação, para o ser humano viver, esta mesma sociedade pretenda oferecer-lhe, como prêmio de consolação, a mais alta tecnologia para “bem morrer”.

A decisão tomada pelo apresentador britânico recai em um caso particular de eutanásia, ou seja, o suicídio assistido. Também na encíclica "O Evangelho da Vida", o Papa esclarece que o suicídio, sob o perfil objetivo, é um ato gravemente imoral, “embora certos condicionamentos psicológicos, culturais e sociais possam levar (uma pessoa) a realizar um gesto que tão radicalmente contradiz a inclinação natural de cada um à vida, atenuando ou anulando a responsabilidade subjetiva”. A tradição da Igreja sempre recusou o suicídio como escolha gravemente má, porque “comporta a recusa do amor por si mesmo e a renúncia aos deveres de justiça e caridade para com o próximo, com as várias comunidades (família, amigos, Igreja, trabalho etc.) de que se faz parte, e com a sociedade no seu conjunto”. E continua o Papa João Paulo II: “No seu núcleo mais profundo, o suicídio constitui uma rejeição da soberania absoluta de Deus sobre a vida e sobre a morte” (n. 66). Sendo assim, o chamado "suicídio assistido", ou seja, compartilhar a intenção de alguém que quer se suicidar e ajudando-o a realizar tal ato, significa “fazer-se colaborador e, por vezes, autor em primeira pessoa de uma injustiça que nunca pode ser justificada, nem sequer quando requerida”.

A avaliação moral da eutanásia e do suicídio assistido deverá sempre considerar que a vida humana é inviolável, ainda que marcada pelo drama da dor e do sofrimento. Ninguém, por sua própria vontade, se dá o direito a vir à existência; a vida é dom de Deus. Da mesma forma, ninguém tem o direito a matar quem quer que seja ou destruir a própria vida. Além disso, devemos rejeitar toda e qualquer consideração utilitarista da vida humana. Explico-me melhor. Motivados por visões ideologizadas a respeito do significado de qualidade de vida, alguns consideram os doentes em fase terminal ou os deficientes físicos como pessoas cuja vida tem pouca ou nenhuma “qualidade”. Em tais visões, identificamos o perigo da arbitrariedade, isto é, a manipulação ideológica e indiscriminada da vida destas pessoas por parte da autoridade política ou dos profissionais da área da saúde, criando, assim, uma mentalidade favorável à cultura da morte.

Deve-se buscar sempre o verdadeiro motivo que leva alguém a pedir a morte. No fundo das várias solicitações de eutanásia e de suicídio assistido existem profundas angústias, experiências de solidão, abandono e falta de solidariedade. O que a pessoa realmente necessita é de melhor assistência, tratamento personalizado, espiritualidade e muita ternura humana. A pessoa deve ser valorizada de modo integral, não só como um “corpo” doente, mas uma pessoa, um filho de Deus, alguém que possui um nome, um rosto, uma história, uma dignidade a ser defendida e promovida. É fundamental que o cuidado integral em relação ao enfermo na fase terminal seja ainda mais humanizado.

Ao paciente que se encontra diante da morte iminente e inevitável, e também àqueles que estão ao seu redor – sejam familiares, amigos, profissionais de saúde –, deve ser dada toda ajuda possível para que enfrente, com naturalidade, a realidade dos fatos, encarando o fim da vida não como uma doença para a qual se deva achar a cura a todo custo, mas sim, como condição que faz parte do nosso ciclo natural. A fé cristã ainda possibilita ao enfermo perceber o drama do sofrimento como oportunidade de fazer comunhão com o mistério do sofrimento de Cristo, cujas chagas gloriosas são esperança de uma imortalidade feliz.

Padre Wagner Ferreira da Silva
Doutor em Teologia Moral
Formador Geral da Comunidade Canção Nova


Papa e Cúria Romana continuam Exercícios Espirituais

Leonardo Meira
Da Redação CN, com Vatican Information Service (tradução de CN Notícias)


O Santo Padre e a Cúria Romana prosseguem os Exercícios Espirituais em preparação à Quaresma, dedicados ao tema Lições de Deus e da Igreja sobre a vocação sacerdotal, até o final desta semana.

As meditações são conduzidas pelo sacerdote salesiano Enrico dal Covolo, que é posturador geral da Família Salesiana, membro do Comitê Pontifício de Ciências Históricas, consultor da Congregação para a Doutrina da Fé e professor de literatura cristã antiga na Pontifícia Universidade Salesiana.

Até o término das atividades, todas as audiências do Pontífice foram canceladas, inclusive a tradicional Audiência Geral (Catequese) das quartas-feiras.

Após a reflexão sobre a figura de Santo Agostinho, na segunda-feira, 22, e a oração pelas vocações sacerdotais, na terça-feira, 23, a oração foi pelos missionários e o tema da meditação foi a figura de Santo Cura de Ars.

Nesta quarta-feira, 24, é a jornada da penitência, na qual se analisarão outras histórias bíblicas sobre a vocação: a tentação, a dúvida e as resistências fazem parte de nossa história (cf. Marcos, 1-8); sempre pecadores e sempre perdoados (cf. Lucas, 7, 36-50 e Gálatas, 5, 1.13 – 25). Na meditação da tarde se falará da obra "Diário de uma padre rural", de Georges Bernanos.

A quinta-feira, 25, jornada cristológica, será dedicada à vocação dos primeiros discípulos e se analisará a figura do Venerável Servo de Deus Giuseppe Quadrio, S.D.B. (1921-1963).

Na sexta-feira, 26, dia mariano, as meditações se concentrarão nos temas: o Magnificat de Maria (cf. Lucas, 1, 46-55); o quinto ato das histórias bíblicas de vocação: a aprovação de Deus. O relato da Anunciação (cf. Lucas, 1, 26-38). À tarde, se refletirá sobre o Venerável Servo de Deus João Paulo II.

Já no sábado, 27, conclusão dos Exercícios Espirituais, a Capela Redemptoris Mater acolherá, às 9 horas, a celebração das Laudes e a meditação conclusiva, sobre o chamado dos primeiros "diáconos".

Vamos falar de dinheiro?

É preciso colocar a vida em primeiro lugar

A Quaresma, como sabemos, é um tempo propício para a nossa conversão, um período de renovação espiritual. Um tempo para "rever a vida", abandonar o que nos faz mal e viver o que Jesus recomendou: "Vigiai e orai, porque o espírito é forte, mas a carne é fraca".

Para nos ajudar ainda mais nesse período de conversão, revisão e renovação, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) incorporou, na Quaresma, a Campanha da Fraternidade (CF). Para aproveitarmos esse tempo forte de espiritualidade de forma melhor, a CF nos apresenta um tema específico para que, dessa forma, colhamos frutos bem práticos desse período de penitência e de conversão.

Neste ano a Campanha da Fraternidade nos propõe o tema: "Economia e Vida". E o lema: "Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro". Um assunto fundamental e que precisa ser colocado em pauta, não somente por causa das crises econômicas no mundo, mas por causa das propostas de mercado existentes e também para refletirmos como nós cristãos lidamos com nosso dinheiro no dia a dia.

Para muitas pessoas é um drama relacionar a vida de fé com a vida financeira. E para nos ajudar, a CNBB, juntamente com as demais Igrejas do CONIC, nos apresenta estratégias para trabalharmos esse assunto de modo mais eficiente, especialmente nesse período quaresmal. Vamos a elas.

Denunciar: mostrar abertamente os modelos econômicos que visam acima de tudo o lucro e não levam em consideração a vida das pessoas. É preciso denunciar as situações nas quais o interesse econômico se sobrepõe à defesa da vida.

Educar: é preciso colocar a vida em primeiro lugar. A economia deve ser colocada à disposição das pessoas e não as pessoas a serviço da economia. E uma educação também no âmbito pessoal. Para lidarmos com dinheiro é preciso responsabilidade e para isso é necessária a educação financeira.

Conclamar: que quer dizer agir. Espalhar essa notícia e convidar a outros tantos para participarem conosco dessa iniciativa. Promover também, por meio de ações políticas, sociais e pessoais situações que favoreçam a solidariedade nas propostas econômicas e o equilíbrio no uso pessoal do dinheiro.

Depois de perceber e demonstrar o que há de errado (denunciar); aprender a como lidarmos corretamente com o dinheiro (educar); resta-nos convidar a outros e agir da melhor maneira em relação à questão financeira (conclamar). Não é difícil. A Campanha da Fraternidade já nos dá as dicas de que passos seguir para entendermos de forma mais profunda e vivermos a nossa relação com o dinheiro segundo a perspectiva da fé cristã.

Que o Espírito Santo nos conceda o dom da coragem para vivermos a penitência quaresmal e ressuscitarmos com Cristo na Páscoa para uma vida nova, inclusive no âmbito financeiro.

Denis Duarte
contato@denisduarte.com
Denis Duarte Especialista em Bíblia e Cientista da Religião.
www.denisduarte.com

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta-feira, dia 24 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 24 de Fevereiro de 2010

Quarta-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Sérgio, mártir, +304, S. Lázaro, monge, séc. IX

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Santo Ireneu de Lião : O sinal de Jonas


Livro de Jonas 3,1-10.

A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos: «Levanta-te e vai a Nínive, à grande cidade e apregoa nela o que Eu te ordenar.» Jonas levantou-se e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era uma cidade imensamente grande, e eram precisos três dias para a percorrer. Jonas entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: «Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.» Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e vestiram-se de saco, do maior ao menor. A notícia chegou ao conhecimento do rei de Nínive; ele levantou-se do seu trono, tirou o seu manto, cobriu-se de saco e sentou-se sobre a cinza. Em seguida, foi publicado na cidade, por ordem do rei e dos príncipes, este decreto: «Os homens e os animais, os bois e as ovelhas não comam nada, não sejam levados a pastar nem bebam água. Os homens e animais cubram-se de roupas grosseiras, e clamem a Deus com força; converta-se cada um do seu mau caminho e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se Deus não se arrependerá e acalmará o ardor da sua ira, de modo que não pereçamos?» Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez.


Evangelho segundo S. Lucas 11,29-32.

Como as multidões afluíssem em massa, começou a dizer: «Esta geração é uma geração perversa; pede um sinal, mas não lhe será dado sinal algum, a não ser o de Jonas. Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim o será também o Filho do Homem para esta geração. A rainha do Sul há-de levantar-se, na altura do juízo, contra os homens desta geração e há-de condená-los, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; ora, aqui está quem é maior do que Salomão! Os ninivitas hão-de levantar-se, na altura do juízo, contra esta geração e hão-de condená-la, porque fizeram penitência ao ouvir a pregação de Jonas; ora, aqui está quem é maior do que Jonas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ireneu de Lião (c. 130 - c. 208), bispo, teólogo e mártir
Contra as heresias, III, 20, 1 (a partir da trad. Rousseau, Cerf 1984, p. 370 rev. ; cf SC 34, p. 339)

O sinal de Jonas


Deus deu provas de paciência perante a fraqueza do homem, porque conhecia antecipadamente a vitória que lhe daria pelo Seu Verbo; pois, quando o poder se revelou na fraqueza (2Cor 12, 9), o Verbo deu a conhecer a bondade de Deus e o Seu poder magnífico.

Com efeito, aconteceu ao homem o mesmo que ao profeta Jonas. Deus não permitiu que este fosse engolido por um monstro marinho para que desaparecesse e perecesse por completo, mas para que, depois de ter sido rejeitado pelo monstro, se mostrasse mais submisso a Deus e glorificasse mais Aquele que o tinha salvado de forma inesperada. Foi também para conduzir os niinivitas a um firme arrependimento e à conversão Àquele que os livraria da morte, impressionados que ficaram pelo sinal que se tinha realizado em Jonas. [...] Da mesma maneira, no princípio, Deus não permitiu que o homem fosse engolido pelo grande monstro, autor da desobediência, para que desaparecesse e perecesse por completo, mas porque tinha antecipadamente preparado a salvação realizada pelo Seu Verbo, por meio do «sinal de Jonas». Salvação que foi preparada para aqueles que tiverem por Deus os mesmos sentimentos que Jonas e que como ele Lhe confessarem: «Adoro o Senhor, Deus do céu, que fez os mares e a terra» (Jon 1, 9).

Deus quis que o homem, Dele recebendo inesperadamente a salvação, ressuscite de entre os mortos e glorifique a Deus, dizendo com Jonas: «Na minha aflição invoquei o Senhor e Ele ouviu-me. Clamei a Vós do meio da morada dos mortos e ouvistes a minha voz» (Jon 2, 3). Deus quis que o homem continuasse fielmente a glorificá-Lo e a dar-Lhe graças sem cessar pela salvação que Dele recebeu.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Quando o casal reza

Oração de São Bento

(pedidos de proteção contra o inimigo)

A Cruz sagrada seja minha Luz
Não seja o Dragão meu guia
Retira-te Satanas
Nunca me aconse-lhes coisas vãs
É mal o que tu me ofereces
Bebe tu mesmo do teu veneno
(Afasta-te de mim satanás
Porque pertenço a Jesus e só a ele eu quero servir)

Rogai por nós bem aventurado São Bento
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo

Em Latim
Crux Sacra Sit Mihi Lux
Non Draco Sit Mihi Dux
Vade Retro Sátana
Nunquam Suade Mihi Vana
Sunt Mala Quae Libas
Ipse Venena Bibas

As Cinco Fases da Tentação e como Vencê-las!

A Liturgia sempre coloca Jesus no Evangelho do Primeiro Domingo da Quaresma vencendo as tentações do Demônio (cf. Lucas 4, 1-13). O Nosso Senhor e Mestre não só vence, mas nos dá as dicas para vencer também o nosso inimigo e as tentações pequenas e grandes que enfrentamos todos os dias. O objetivo desta reflexão de hoje será avaliar a nossa defesa e aumentar as nossas resistências frente às tentações e celebrar a vitória com o Senhor Jesus.

O Senhor derrotou o inimigo através da Docilidade ao Espírito Santo, pois “no deserto, ele era guiado pelo Espírito”, da Palavra: “A Escritura diz: ‘Não só de pão vive o homem” ; da Oração: “Terminada toda a tentação, o diabo afastou-se de Jesus”; do Jejum: “Não comeu nada naqueles dias e, depois disso, sentiu fome”, e pela Adoração: “Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás”. Exercendo Sua autoridade que vinha de uma vida coerente e santa. Isso fica bem claro na leitura deste Evangelho.

“O diabo usa cinco formas para atacar o homem. Tentarei explicar, resumidamente, estes cinco modos, que são:

Tentação: a tentação verifica-se quando o diabo tenta você a fazer o que não tem que ser feito, ou que você não faça o que tem que fazer. É sempre uma questão de obediência a Deus. Uma coisa a se manter bem em mente é que nem toda a tentação vem do diabo. A nossa própria natureza ferida pelo pecado nos sugere que façamos o mal, pelo qual somos atraídos.

Opressão: Significa que o diabo, como bom lutador, achando o ponto fraco da minha personalidade dirige o seu ataque nessa direção: poderia ser o poder, a ambição, o ciúme, o ser apegado ao dinheiro, ao sexo, à sensualidade, etc. Cada um de nós tem um ou mais pontos fracos na sua natureza. É bom lembrar de tudo isto especialmente quando procuramos amparo no Sacramento da Reconciliação, se queremos que este seja frutífero ao máximo. A graça deste sacramento, de fato, não consiste somente no perdão do pecado, mas também na cura e libertação.

Vexação: Acontece quando o inimigo ataca pessoas superiores. Temos o caso de Padre Pio, por exemplo, quando o diabo tremia a cama dele e fazia todo aquele teatro. A vexação existe realmente, basta ler a vida dos santos, e veremos quando ela é realidade.

Infestação: Acontece quando o diabo tenta incomodar não a pessoa, mas seus objetos e locais onde ela vive. Também neste caso precisamos ser prudentes e cautelosos na análise desses fenômenos, não excluindo a possibilidade de serem verdadeiros.

Possessão: Acontece quando o diabo toma como sua morada, o corpo de uma pessoa, domina sua mente, domina sua psique, sua vontade. O domínio da alma pelo diabo só se dá pelo pecado. Na possessão, o maligno somente consegue chegar a pisque, à vontade, ao intelecto, não podendo chegar à alma. Ele não pode obrigá-lo a cometer o pecado, mas somente a fazer a ação do pecado, esses casos são os mais sérios e também os mais difíceis de acontecer. Esses são os três modos de possessão:

- Quando se abre todas as portas para se entregar ao inimigo;
- Quando se abre as janelas, através da prática do ocultismo;
- Quando, com a permissão de Deus, o diabo pega alguém como refém”.

Trecho tirado do livro: Cura do mal e libertação do maligno - Frei Elias Vella.

Por isso, não devemos temer o inimigo, mas conhecer as suas artimanhas e usar de todas as armas espirituais e fugir das ocasiões de pecado, porque na graça é muito mais difícil do demônio conseguir nos vencer. Fortaleçamo-nos na Oração, no Jejum, no poder da Palavra de Deus e principalmente na vivencia da Caridade. “Somos mais que vencedores, graças Aquele que nos amou”.

Clique em comentários e partilhe como você vence as tentações do mal? Deixe também seus pedidos de orações.

Jejuando quarenta dias no deserto, Jesus consagrou a abstinência quaresmal. Desarmando as ciladas do antigo inimigo, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade. Celebrando agora o mistério pascal, nós nos preparamos para a Páscoa definitiva. (Prefácio do 1° Domingo da Quaresma). Senhor proclamando o Teu senhorio em minha vida e adorando unicamente a Ti reconheço todas as minhas fraquezas perante as tentações, mas pela Tua graça reconheço também que em Ti sou mais que vencedor. Quero escutar a Tua Palavra e ser dócil ao Teu Espírito e a Tua vontade mesmo vivendo o deserto e a solidão em minha vida. Jesus Cristo Tu és o meu único Senhor e salvador.

Oração a Nossa Senhora, diante das tentações:

Mãe querida acolhe-me em teu regaço, cobre-me com teu manto protetor e, com esse doce carinho que tens por teus filhos afasta de mim as ciladas do inimigo, e intercede intensamente para impedir que suas astúcias me façam cair. A ti me confio e em tua intercessão espero. e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém

Reze também a Oração de São Bento e de São Miguel Arcanjo.

Conte com as minhas orações.
Padre Luizinho, Com. Canção Nova.

Fiéis com consciência eucarística, destaca Arcebispo de Brasília

Leonardo Meira
Da Redação CN


Com grande consciência eucarística. É assim que o Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, avalia a aproximação dos fiéis da arquidiocese do Sacramento que é "dom por excelência", como disse João Paulo II na Carta Encíclica Ecclesia de Eucharistia.

A menos de três meses do início do XVI Congresso Eucarístico Nacional (CEN), Dom João ressalta os motivos e os frutos dessa consciência, que permaneceu mesmo quando inúmeras dioceses Brasil afora enfrentaram sérias dificuldades, que surgiram de uma "linha bastante ideológica da pastoral".

"Isso se deve, em especial, devido a um cuidado bastante próximo dos bispos, o cuidado com uma catequese eucarísitica e a prática dos sacramentos. Há uma sensibilidade muito grande e existe uma sede também pela Adoração ao Santíssimo Sacramento", explica o arcebispo.

.: Ouça a entrevista com Dom João Braz de Aviz
.: Oração do XVI CEN


O Ano da Eucaristia, vivenciado pela Igreja de todo o mundo entre os meses de outubro de 2004 e 2005, trouxe vários frutos para a Arquidiocese.

"Restauramos a adoração perpétua, constituindo o Santuário Arquidiocesano da Adoração Perpétua a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento da Eucaristia", destaca.

O modo como os fiéis tratam e frequentam o Sacramento também é ressaltado pelo arcebispo. "É uma frequência muito assídua, também pelo fato de que a Confissão Sacramental ficou bastante preservada em Brasília. Isso conservou esse grande patrimônio que, com o Congresso Eucarístico, é super valorizado e se torna momento de grande graça pra nós", finaliza.


Sobre o Congresso

O Congresso acontecerá de 13 a 16 de maio de 2010, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A capital brasileira sediará o Congresso Eucarístico pela segunda vez - a primeira foi durante os 10 anos da fundação da cidade.

Nos mesmos dias do Congresso, acontece um Simpósio Teológico. Representantes delegados das dioceses refletirão sobre o tema e lema do evento.

A inscrição para o Congresso pode ser feita até o dia 26 de fevereiro. Para acessar a ficha de inscrição e obter melhores informações, clique aqui.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 23 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 23 de Fevereiro de 2010

Terça-feira da 1ª semana da Quaresma


Hoje a Igreja celebra : S. Policarpo, bispo, mártir, +155, Beata Rafaela Ibarra, leiga, fundadora, +1900

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Santa Teresa Benedita da Cruz |Edith Stein| : O Pai Nosso e a Eucaristia


Livro de Isaías 55,10-11.

Assim como a chuva e a neve descem do céu, e não voltam mais para lá, senão depois de empapar a terra, de a fecundar e fazer germinar, para que dê semente ao semeador e pão para comer, o mesmo sucede à palavra que sai da minha boca: não voltará para mim vazia, sem ter realizado a minha vontade e sem cumprir a sua missão.


Evangelho segundo S. Mateus 6,7-15.

Nas vossas orações, não sejais como os gentios, que usam de vãs repetições, porque pensam que, por muito falarem, serão atendidos. Não façais como eles, porque o vosso Pai celeste sabe do que necessitais antes de vós lho pedirdes.» «Rezai, pois, assim:'Pai nosso, que estás no Céu, santificado seja o teu nome, venha o teu Reino; faça-se a tua vontade, como no Céu, assim também na terra. Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia; perdoa as nossas ofensas, como nós perdoámos a quem nos tem ofendido; e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do Mal.’ Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai vos não perdoará as vossas.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa Benedita da Cruz |Edith Stein| (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A oração da Igreja (a partir da (trad. Source cachée, Cerf 1999, p. 60)

O Pai Nosso e a Eucaristia


Tudo aquilo de que precisamos para sermos recebidos na comunhão dos espíritos bem-aventurados está resumido nas sete petições do Pai Nosso, que o Senhor rezou, não em Seu nome, mas para nos servir de exemplo. Recitamo-lo antes da sagrada comunhão e, sempre que o rezamos com toda a sinceridade e de todo o coração, e que recebemos a sagrada comunhão com as disposições de uma alma recta, obtemos a realização de todos os nossos pedidos.

Esta comunhão livra-nos do mal porque nos purifica de todas as ofensas cometidas, e nos dá aquela paz do coração que suprime o aguilhão de todos os outros males. Traz-nos o perdão dos pecados cometidos e torna-nos firmes na resistência à tentação. É em si mesma o pão da vida, de que precisamos diariamente para crescer, até à nossa entrada na vida eterna. Faz da nossa vontade um instrumento dócil da vontade de Deus. E, desse modo, coloca em nós os fundamentos do Reino de Deus e purifica os nossos lábios e o nosso coração, para que possamos glorificar o santo Nome de Deus.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 22 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 22 de Fevereiro de 2010

Cádeira de São Pedro, apóstolo, festa.


Cadeira de S. Pedro (ofício próprio)
Hoje a Igreja celebra : Cadeira de São Pedro, Beato Diogo Carvalho, presbítero, mártir, +1624

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Santo Agostinho : «Chamar-te-ás Pedro» (Jo 1, 42)


1ª Carta de S. Pedro 5,1-4.

Aos presbíteros que há entre vós, eu – presbítero como eles e que fui testemunha dos padecimentos de Cristo e também participante da glória que se há-de manifestar – dirijo-vos esta exortação: Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, governando-o não à força, mas de boa vontade, tal como Deus quer; não por um mesquinho espírito de lucro, mas com zelo; não com um poder autoritário sobre a herança do Senhor, mas como modelos do rebanho. E, quando o supremo Pastor se manifestar, então recebereis a coroa imperecível da glória.


Evangelho segundo S. Mateus 16,13-19.

Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. Dar-te ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão atribuído (a partir da trad. Bouchet, Lectionnaire, p. 399)

«Chamar-te-ás Pedro» (Jo 1, 42)


«Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja.» Este nome, Pedro, foi-lhe dado porque ele foi o primeiro a criar, entre as nações, os fundamentos da fé, e porque ele é a rocha indestrutível sobre a qual assentam os pilares e o conjunto do edifício de Jesus Cristo. Foi pela sua fidelidade que lhe chamaram pedra, enquanto o Senhor recebe este mesmo nome pelo Seu poder, segundo a palavra de São Paulo: «Eles bebiam a água da pedra espiritual que os seguia, e esta Pedra é Jesus Cristo» (1Cor 10, 4). Sim, ele merecia partilhar o nome com Jesus Cristo, pois foi o apóstolo escolhido para ser o colaborador da Sua obra. Em conjunto, construiram o mesmo edifício. É Pedro quem planta, é o Senhor que dá o crescimento, é o Senhor que envia aqueles que deverão regar (cf 1Cor 3, 6ss.).

Vós sabeis, irmãos muito amados, que foi a partir das suas próprias faltas, no momento em que o seu Salvador sofria, que o bem-aventurado Pedro foi educado. Foi depois de ter negado o Senhor que ele se tornou o primeiro perante Ele. Ao tornar-se mais fiel por chorar sobre a fé que tinha traído, recebeu uma graça ainda maior do que aquela que tinha perdido. Cristo confiou-lhe o Seu rebanho para que o conduzisse como o bom pastor e, ele que tinha sido tão fraco, tornou-se então o apoio de todos. Ele que, interrogado na sua fé, tinha sucumbido, precisava de confirmar os outros no fundamento inabalável da fé. E por isso que é chamado a pedra fundamental da piedade das Igrejas.

Cristãos melhoram o mundo, melhorando a si próprios, diz Papa

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

"Cristo veio ao mundo para nos libertar do pecado e do fascínio ambíguo de projetar a nossa vida sem Deus. Ele o fez lutando em primeira pessoa contra o Maligno, até a Cruz. Este exemplo vale também para nós: podemos melhorar o mundo começando por nós mesmos, mudando com a graça de Deus, aquilo que está errado em nossa vida".

Este é um trecho da mensagem do Papa Bento XVI, antes da oração mariana do Angelus, neste domingo, na Praça São Pedro, no Vaticano.

Diante de milhares de fiéis e peregrinos de várias partes do mundo, o Papa lembrou que a Quaresma é tempo de renovação espiritual em preparação à Páscoa.

"Mas o que significa entrar no caminho quaresmal?" – perguntou o papa. A resposta foi apontada no Evangelho deste domingo que mostra Jesus conduzido pelo Espírito Santo ao deserto, onde foi tentado durante quarenta dias pelo diabo.

O Santo Padre ressaltou que as tentações são consequências da escolha de Jesus por seguir a missão que o Pai lhe confiou, de viver profundamente a sua realidade de Filho amado, que confia totalmente no Pai.

"A Quaresma é como um longo retiro, durante o qual se tem de voltar para si mesmo e ouvir a voz de Deus, a fim de vencer a tentação do Maligno. Um tempo de exercício espiritual que deve ser vivido junto com Jesus, não com orgulho e presunção, mas usando as armas da fé, ou seja, a oração, a escuta da Palavra de Deus e a penitência. Deste modo poderemos celebrar a Páscoa na verdade, prontos para renovar as promessas de nosso Batismo", destacou.

O Santo Padre pediu a intercessão da Virgem Maria por ele e seus colaboradores da Cúria Romana iniciarão hoje o retiro espiritual da Quaresma.

O Homem e a mulher são os pastores de sua casa - Pe. Fábio de Melo

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tema da campanha da fraternidade

"Centenário" português no Saber

Desde 4 de julho de 2009, tivemos mais de cem visitas de Portugal (5,29%das visitas),sendo o segundo pais a mais visitar (Brasil é o primeiro). Desde o ano passado teve 2062 visitas e este ano 535.

Atravez dele nós batemos na porta de seus corações

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 21 de Fevereiro de 2010


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 21 de Fevereiro de 2010

1º Domingo da Quaresma - Ano C


1º Domingo da Quaresma (semana I do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Pedro Damião, bispo, Doutor da Igreja, +1072

Santo Ambrósio : «Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto [...], onde era tentado pelo diabo»


Livro de Deuteronómio 26,4-10.

O sacerdote receberá o cesto da tua mão e o depositará diante do altar do Senhor, teu Deus. Proclamarás, então, em voz alta, diante do Senhor, teu Deus: ‘Meu pai era um arameu errante: desceu ao Egipto com um pequeno número e ali viveu como estrangeiro, mas depois tornou-se um povo forte e numeroso. Então os egípcios maltrataram-nos, oprimindo-nos e impondo-nos dura escravidão. Clamámos ao Senhor, Deus de nossos pais, e o Senhor ouviu o nosso clamor, viu a nossa humilhação, os nossos trabalhos e a nossa angústia, e tirou-nos do Egipto, com sua mão forte e seu braço estendido, com grandes milagres, sinais e prodígios. Introduziu-nos nesta região e deu-nos esta terra, terra onde corre leite e mel. Por isso, aqui trago agora os primeiros frutos da terra que me deste, Senhor!’ Depois, colocarás isso diante do Senhor, teu Deus, e prostrar-te-ás diante do Senhor, teu Deus.


Carta aos Romanos 10,8-13.

Que diz a Escritura, afinal? É junto de ti que está a palavra: na tua boca e no teu coração. Esta palavra é a da fé que anunciamos. Porque, se confessares com a tua boca: «Jesus é o Senhor», e acreditares no teu coração que Deus o ressuscitou de entre os mortos, serás salvo. É que acreditar de coração leva a obter a justiça, e confessar com a boca leva a obter a salvação. É a Escritura que o diz: Todo o que nele acreditar não ficará frustrado. Assim, não há diferença entre judeu e grego, pois todos têm o mesmo Senhor, rico para com todos os que o invocam. De facto, todo o que invocar o nome do Senhor será salvo. Culpa de Israel: a falta de fé


Evangelho segundo S. Lucas 4,1-13.

Cheio do Espírito Santo, Jesus retirou-se do Jordão e foi levado pelo Espírito ao deserto, onde esteve durante quarenta dias, e era tentado pelo diabo. Não comeu nada durante esses dias e, quando eles terminaram, sentiu fome. Disse-lhe o diabo: «Se és Filho de Deus, diz a esta pedra que se transforme em pão.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Nem só de pão vive o homem.» Levando-o a um lugar alto, o diabo mostrou-lhe, num instante, todos os reinos do universo e disse-lhe: «Dar-te-ei todo este poderio e a sua glória, porque me foi entregue e dou-o a quem me aprouver. Se te prostrares diante de mim, tudo será teu.» Jesus respondeu-lhe: «Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele prestarás culto.» Em seguida, conduziu-o a Jerusalém, colocou-o sobre o pináculo do templo e disse-lhe: «Se és Filho de Deus, atira-te daqui abaixo, pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, a fim de que eles te guardem; e também: Hão-de levar-te nas suas mãos, com receio de que firas o teu pé nalguma pedra.» Disse-lhe Jesus: «Não tentarás ao Senhor, teu Deus.» Tendo esgotado toda a espécie de tentação, o diabo retirou-se de junto dele, até um certo tempo.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Ambrósio (c. 340-397), Bispo de Milão e Doutor da Igreja
Comentário sobre o Evangelho de Lucas, IV, 7-12 ; PL 15,1614 (a partir da trad. Brésard, 2000 ans A, p. 88)

«Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto [...], onde era tentado pelo diabo»


Recordemos que o primeiro Adão foi expulso do paraíso para o deserto, para que a nossa atenção se concentre na maneira como o segundo Adão (1Cor 15, 45) regressa do deserto ao paraíso. Vede, com efeito, como a primeira condenação é desenredada, depois de ter sido enredada, como são restabelecidos os benefícios divinos sobre os vestígios dos benefícios antigos. Adão vem de uma terra virgem, Cristo vem da Virgem; aquele foi feito à imagem de Deus, Este é a imagem de Deus (Col 1, 15); aquele foi colocado acima de todos os animais irracionais, Este acima de todos os seres vivos. Por uma mulher veio a insensatez, por uma virgem a sabedoria; a morte veio de uma árvore, a vida pela cruz. Um, despido das vestes espirituais, concebeu para si uma veste de folhas de árvore; o Outro, despido da veste deste mundo, deixou de desejar uma veste material (Jo 19, 23).

Adão foi expulso do deserto, Cristo vem do deserto; porque Ele sabia onde se encontrava o condenado que queria reconduzir ao paraíso, já liberto do seu pecado. [...] Aquele que tinha perdido a rota que seguia no paraíso não era capaz de reencontrar a rota perdida no deserto, sem ter quem o guiasse. As tentações são numerosas, o esforço com vista à virtude é difícil, é fácil dar passos em falso e cair no erro. [...] Sigamos pois a Cristo, conforme está escrito: «É ao Senhor vosso Deus que deveis temer e seguir» (Dt 13, 5). [...] Sigamos, pois, os Seus passos, e poderemos passar do deserto ao paraíso.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Universidade e Arquidiocese, juntas, em campanha pelos haitianos

A PUC Minas, por meio da Pastoral na Universidade, e a Arquidiocese de Belo Horizonte participam da campanha em prol dos haitianos. As contribuições em alimentos não perecíveis, podem ser entregues na sala da Pastoral do campus Coração Eucarístico (prédio 30, no subsolo).

Para doações em dinheiro, os interessados podem realizar depósito em conta bancária, conforme divulgado pelo Vicariato de Ação Social da Arquidiocese de Belo Horizonte.

DADOS PARA CONTRIBUIÇÃO

- Banco do Brasil

- Agência: 3494-0

- Conta Corrente: 24847-9

- Em nome de: Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte/Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política

- CNPJ: 17.505.249/0280-80 (para as contribuições por meio de DOC)

Mais informações: 3319-4327

Arquidiocese de BH Pró-Haiti

A Arquidiocese de Belo Horizonte, sensibilizada com o sofrimento do povo do Haiti, concentra esforços e investimentos em uma campanha de solidariedade que está sendo realizada por suas instituições: Vicariato de Ação Social e Política (que tem entre as suas atividades sociais a Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa) e as paróquias.

Toda a arrecadação será destinada à Organização Humanitária da Igreja Católica no Haiti. As contribuições devem ser depositadas na conta do Banco do Brasil (mencionada anteriormente) e a prestação de contas será divulgada trimestralmente no site da Arquidiocese de BH.

No Vicariato para a Ação Social e Política, todos os brasileiros e, em especial, os mineiros, podem obter as informações para participar e contribuir no Núcleo de Apoio Social Paroquial, Secretaria do Vicariato Social e Secretaria de Alianças Estratégicas: (31) 3422-7033 / 3422-6122 / 3422-4430 / 3428-8046.

Arquidiocese de BH Pró-Haiti é uma iniciativa que será realizada ao longo de todo este ano. É um gesto solidário e também uma homenagem especial aos brasileiros falecidos e à médica Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa.

Campanha SOS Haiti

A CNBB e a Cáritas Brasileira também realizam campanha de ajuda às vítimas do terremoto. As doações em dinheiro podem ser depositadas nas contas bancárias abertas exclusivamente para a campanha e serão destinadas às ações de socorro imediato, reconstrução e recuperação das condições de vida do povo haitiano.

As contas para depósito são:

- Banco Bradesco | Agência: 0606 | Conta Corrente: 70.000-2

- Caixa Econômica Federal | Agência: 1041 | Conta Corrente: 1132-1

- Banco do Brasil | Agência: 3475-4 | Conta Corrente: 23.969-0

Para mais informações, acesse o site da Cáritas Brasileira, www.caritas.org.br ou ligue (61) 3214-5400.

Apostolado da Oração inaugurou um novo site

No dia 17 de Fevereiro, o Apostolado da Oração inaugurou um novo site: www.passo-a-rezar.net.
Para download gratuito ou escuta imediata, uma oração (de segunda a sexta-feira), com cerca de 10 minutos, em formato mp3 (voz e música), inspirada num dos textos bíblicos da liturgia do dia.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sabado, dia 20 de Fevereiro de 2010

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 20 de Fevereiro de 2010
Sábado depois das Cinzas

Hoje a Igreja celebra : Beato Francisco Marto, vidente de Fátima, +1919, Beata Jacinta Marto, vidente de Fátima, +1920

 
Bem-aventurada Teresa de Calcutá : Chamados a ser santos


Livro de Isaías 58,9-14.

Então invocarás o SENHOR e Ele te atenderá, pedirás auxílio e te dirá: «Aqui estou!» se repartires o teu pão com o faminto e matares a fome ao pobre, a tua luz brilhará na tua escuridão, e as tuas trevas tornar-se-ão como o meio dia. O SENHOR te guiará constantemente, saciará a tua alma no árido deserto, dará vigor aos teus ossos. Serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas inesgotáveis. Reconstruirás ruínas antigas, levantarás sobre antigas fundações. Serás chamado: «Reparador de brechas, restaurador de casas em ruínas.» Se te abstiveres de trabalhar ao sábado, de te ocupares dos teus negócios no meu dia santo, se chamares ao sábado a tua delícia, consagrando-o à glória do SENHOR; se o solenizares, abstendo-te de viagens, de procurares os teus interesses, e de tratares os teus negócios, então, encontrarás a tua felicidade no SENHOR. Far-te-ei desfilar sobre as alturas da terra, alimentar-te-ei com a herança do teu pai Jacob. É o próprio SENHOR quem o diz!

Evangelho segundo S. Lucas 5,27-32.

Depois disto, Jesus saiu e viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado no posto de cobrança. Disse-lhe: «Segue-me.» E ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-o. Levi ofereceu-lhe, em sua casa, um grande banquete; e encontravam-se com eles, à mesa, grande número de cobradores de impostos e de outras pessoas. Os fariseus e os doutores da Lei murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?» Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes. Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores.»

Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997), fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
No Greater Love (a partir da trad. Il n'y a pas de plus grand amour, Lattès, 1997, p. 67)

Chamados a ser santos


Qual é a vontade perfeita de Deus a nosso respeito ? Deves tornar-te santo. A santidade é a maior dádiva que Deus nos pode fazer, porque Ele criou-nos para esse fim. Para aquele ou aquela que ama, submeter-se é mais do que um dever, é o próprio segredo da santidade.

Como dizia São Francisco, todos nós somos quem somos aos olhos de Deus – nada mais, nada menos. Todos somos chamados a ser santos. Não há nada de extraordinário nessa chamada. Todos fomos criados à imagem de Deus, a fim de amarmos e sermos amados. Jesus deseja a nossa perfeição com um ardor indizível. «Eis a vontade de Deus: a vossa santificação» (1Tess 4, 3). O Seu Sagrado Coração transborda de uma vontade insaciável de nos ver caminhar em direcção à santidade.

Devemos renovar todos os dias a nossa decisão de nos elevarmos com mais fervor, como se se tratasse do primeiro dia da nossa conversão, dizendo: «Ajuda-me, Senhor meu Deus, nas minhas boas resoluções ao Teu santo serviço e dá-me hoje mesmo a graça de começar verdadeiramente, pois tudo o que fiz até agora não é nada.» Só podemos ser renovados se tivermos a humildade de reconhecer aquilo que em nós tem necessidade de o ser.

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