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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta-feira, dia 30 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 30 de Setembro de 2009

Quarta-feira da 26ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Jerónimo, presbítero, cardeal, Doutor da Igreja, séc. IV

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Santo Inácio de Loyola : «Segue-Me»


Livro de Neemias 2,1-8.

No mês de Nisan, no vigésimo ano do rei Artaxerxes, como o vinho estivesse diante do rei, tomei-o e ofereci-lho. Ora, jamais eu estivera triste na sua presença. O rei disse-me: «Porque tens o semblante tão sombrio? Não estás doente. Portanto, isso só pode ser tristeza do coração.» Eu fiquei muito conturbado, e respondi ao rei: «Viva o rei para sempre! Como não hei-de estar triste quando a cidade onde se encontram os túmulos dos meus pais está em ruínas, e as suas portas consumidas pelo fogo?» E o rei disse-me: «Que queres?» Então, fiz uma oração ao Deus do céu e disse ao rei: «Se aprouver ao rei, e se o teu servo achar graça diante de ti, deixa-me ir ao país de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos dos meus pais, a fim de a reconstruir.» O rei, junto de quem a rainha se sentara, perguntou-me: «Quanto tempo durará essa viagem? Quando será o regresso?» Aprouve ao rei deixar-me partir, e eu indiquei-lhe a data do regresso. Prossegui: «Se o rei achar bem, dêem-me cartas para os governadores da outra margem do rio, de modo que me deixem passar para Judá; e também outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, a fim de que me forneça madeira para construir as portas da cidadela do templo, para as muralhas da cidade e para a casa que eu habitar.» O rei concordou com o meu pedido porque me favorecia a bondosa mão de Deus.


Evangelho segundo S. Lucas 9,57-62.

Enquanto iam a caminho, disse-lhe alguém: «Hei-de seguir-te para onde quer que fores.» Jesus respondeu-lhe: «As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.» E disse a outro: «Segue-me.» Mas ele respondeu: «Senhor, deixa-me ir primeiro sepultar o meu pai.» Jesus disse-lhe: «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. Quanto a ti, vai anunciar o Reino de Deus.» Disse-lhe ainda outro: «Eu vou seguir-te, Senhor, mas primeiro permite que me despeça da minha família.» Jesus respondeu-lhe: «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado, não está apto para o Reino de Deus.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Inácio de Loyola (1491-1556), fundador dos jesuítas
Exercícios espirituais, 2ª semana, 12º dia (a partir da trad. DDB 1986, p. 103)

«Segue-Me»


Os três tipos de humildade: o primeiro tipo de humildade é necessário à salvação eterna. E consiste em me rebaixar e me humilhar tanto quanto me for possível, para obedecer em tudo à Lei de Deus Nosso Senhor. De tal modo que, mesmo que me tornassem senhor de todas as coisas criadas neste mundo ou mesmo que estivesse em risco a minha própria vida temporal, nunca pensaria em transgredir um mandamento, fosse ele divino ou humano. [...]

O segundo tipo de humildade é uma humildade mais perfeita que a primeira. E consiste nisto: encontro-me num ponto em que não desejo nem tendo a possuir a riqueza mais do que a pobreza, a querer a honra mais do que a desonra, a desejar uma vida longa mais do que uma vida curta, quando as alternativas não afectam o serviço de Deus Nosso Senhor e a salvação da minha alma. [...]

O terceiro tipo de humildade é a humildade mais perfeita: é quando, incluindo a primeira e a segunda, sendo iguais o louvor e a glória da Sua divina majestade, para imitar Cristo Nosso Senhor e me assemelhar a Ele mais eficazmente, desejo e escolho a pobreza com Cristo pobre em vez da riqueza, o opróbrio com Cristo coberto de opróbrios em lugar de honrarias; e desejo mais ser tido por insensato e louco para Cristo, que antes de todos foi tido como tal, do que «sábio e prudente» neste mundo (Mt 11, 25).

terça-feira, 29 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 29 de Setembro de 2009

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 29 de Setembro de 2009
S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, Arcanjos – Festa

S. Miguel, S. Gabriel e S. Rafael, Arcanjos
Hoje a Igreja celebra : S. Miguel, arcanjo, São Gabriel, arcanjo, São Rafael, arcanjo

Ver comentário em baixo, 
São Simeão: «Os anjos nos céus vêem constantemente a face de Meu Pai» (Mt 18, 10)


Livro de Daniel 7,9-10.13-14.

«Continuava eu a olhar, até que foram preparados uns tronos, e um Ancião sentou-se. Branco como a neve era o seu vestuário, e os cabelos da cabeça eram como de lã pura; o trono era feito de chamas, com rodas de fogo flamejante. Corria um rio de fogo que jorrava da parte da frente dele. Mil milhares o serviam, dez mil miríades lhe assistiam. O tribunal reuniu-se em sessão e foram abertos os livros. Contemplando sempre a visão nocturna, vi aproximar-se, sobre as nuvens do céu, um ser semelhante a um filho de homem. Avançou até ao Ancião, diante do qual o conduziram. Foram-lhe dadas as soberanias, a glória e a realeza. Todos os povos, todas as nações e as gentes de todas as línguas o serviram. O seu império é um império eterno que não passará jamais, e o seu reino nunca será destruído.»

Evangelho segundo S. João 1,47-51.

Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!» Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: 'Vi-te debaixo da figueira'? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.»

Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Simeão, o Novo Teólogo (c. 949-1022), monge grego
Hino 2

«Os anjos nos céus vêem constantemente a face de Meu Pai» (Mt 18, 10)


Eu Te dou graças, porque me concedeste a vida,
e conhecer-Te e adorar-Te, meu Deus.
Porque «a vida, é conhecer-te, a Ti, único Deus verdadeiro» (Jo 17, 3),
criador e autor de tudo,
não gerado, não criado, sem princípio, único,
e Teu Filho, gerado de ti,
e o Espírito santíssimo, procedente de Ti,
a trina unidade digna de todo o louvor. [...]

O que há nos anjos, nos arcanjos,
nas dominações, nos querubins e nos serafins
e em todos os outros exércitos celestes,
como glória ou como luz de imortalidade,
que alegria, que esplendor de vida imaterial,
senão a única luz da Santíssima Trindade? [...]

Cita-me um ser incorporal ou corpóreo,
e encontrarás que foi Deus que tudo fez.
Se te falam de um ser qualquer, os do céu,
os da terra ou os dos abismos,
para esses também, para todos, não há senão uma única vida, uma glória,
um desejo e um reino,
uma única riqueza, alegria, coroa, vitória, paz,
ou qualquer outro brilho; e consiste isto:
no conhecimento do Princípio e da Causa
de onde tudo veio, onde tudo teve a sua origem.
Lá está quem mantém as coisas nas alturas e as coisas daqui de baixo,
Lá está quem põe ordem em todos os seres espirituais,
Lá está quem reina sobre todos os seres visíveis. [...]

Eles cresceram em conhecimento e redobraram o temor
ao verem Satanás cair
e os seus companheiros arrebatados pela presunção.
Os que caíram esqueceram tudo isso,
escravos do seu orgulho;
enquanto que todos os que conservaram o conhecimento,
elevados pelo temor e pelo amor,
se uniram ao seu Senhor.
Assim, o reconhecimento do senhorio
produziu também o crescimento do seu amor
porque viram melhor e mais claramente
o brilho fulgurante da Trindade.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 28 de Setembro de 2009

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

Segunda-feira, dia 28 de Setembro de 2009

Segunda-feira da 26ª semana do Tempo Comum

Hoje a Igreja celebra : S. Venceslau, rei da Boémia, mártir, +935, S. Lourenço Ruiz e companheiros, mártires, ++1633-37

Ver comentário em baixo: «Vinde e aprendei de Mim» (Mt 11, 28-29)

Livro de Zacarias 8,1-8.
A palavra do Senhor do universo foi-me dirigida de novo nestes termos: «Assim fala o Senhor do universo: ‘Sinto por Sião um amor ardente, que me provoca ciúme e grande cólera.’» Assim fala o Senhor do universo: «Volto a Sião e vou habitar no meio de Jerusalém. Jerusalém será chamada ‘Cidade Fiel’, e a montanha do Senhor do universo, ‘Montanha Santa’.» Assim fala o Senhor do universo: «Velhos e velhas sentar-se-ão ainda nas praças de Jerusalém; cada um terá na mão o seu bastão, por causa da sua muita idade. As praças da cidade ficarão cheias de meninos e meninas que brincarão nelas.» Assim fala o Senhor do universo: «Se isto parece um milagre aos olhos do resto deste povo, acaso será impossível aos meus olhos, naqueles dias?» –oráculo do Senhor do universo. Assim fala o Senhor do universo: «Eis que Eu salvo o meu povo dos países do Oriente e dos países do Ocidente. Eu os levarei a habitarem em Jerusalém. Eles serão o meu povo e Eu serei o seu Deus em fidelidade e em justiça.»

Evangelho segundo S. Lucas 9,46-50.
Veio-lhes então ao pensamento qual deles seria o maior. Conhecendo Jesus os seus pensamentos, tomou um menino, colocou-o junto de si e disse-lhes: «Quem acolher este menino em meu nome, é a mim que acolhe, e quem me acolher a mim, acolhe aquele que me enviou; pois quem for o mais pequeno entre vós, esse é que é grande.» João tomou a palavra e disse: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome e impedimo-lo, porque ele não te segue juntamente connosco.» Jesus disse-lhe: «Não o impeçais, pois quem não é contra vós é por vós.»
Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :
João Cassiano (c. 360-435), fundador do mosteiro de Marselha Conferências, n°15, 6-7 (a partir da trad. de SC 54, p. 216 e de Bourguet, L'Evangile médité, p. 53 rev.)
«Vinde e aprendei de Mim» (Mt 11, 28-29)
Os grandes da fé não tiravam nenhum partido do poder que detinham de operar maravilhas. Confessavam que não tinham mérito nenhum nisso e que quem fazia tudo era a misericórdia do Senhor. Se alguém admirava os seus milagres rejeitavam a glória humana com palavras recolhidas dos apóstolos: «Homens de Israel, porque vos admirais com isto? Porque nos olhais, como se tivéssemos feito andar este homem por nosso próprio poder ou piedade?» (Act 3, 12) No seu entender, ninguém devia ser louvado pelos dons e maravilhas de Deus. [...]
Mas por vezes acontece que homens inclinados ao mal, condenáveis a respeito da fé, expulsam demónios e operam prodígios em nome do Senhor. Foi disso que os apóstolos se queixaram um dia: «Mestre – disseram eles – vimos um homem expulsar demónios em Teu nome e impedimo-lo porque não é dos nossos». Nessa altura Cristo respondeu: «Não o impeçais porque quem não está contra nós é por nós». Mas quando, no fim dos tempos, Lhe disserem: «Senhor, Senhor, não foi em Teu nome que profetizámos, em Teu nome que expulsámos os demónios e em Teu nome que fizemos muitos milagres?», Jesus afirma que responderá: «Nunca vos conheci; afastai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade» (Mt 7, 22ss).
E àqueles a quem Ele próprio concedeu a graça gloriosa dos sinais e dos milagres, o Senhor avisa que não se ensoberbeçam com isso: «Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos no céu» (Lc 10, 20). O Autor de todos os sinais e milagres chama os Seus discípulos a guardar a Sua doutrina: «Vinde – diz-lhes – e aprendei de Mim», não a expulsar demónios pelo poder do céu, nem a curar os leprosos, nem a dar luz aos cegos, nem a ressuscitar os mortos, mas, diz Ele: «Aprendei de Mim porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 29).

domingo, 27 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 27 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 27 de Setembro de 2009

26º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Vigésimo Sexto Domingo do Tempo Comum (semana II do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Vicente de Paulo, presbítero, fundador, +1660

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Santo Agostinho : «Seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de


Livro de Números 11,25-29.

O Senhor desceu na nuvem e falou-lhe; tomando do espírito que estava sobre ele, deu-o aos setenta anciãos. Quando o espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas depois não o conseguiam. Dois desses homens tinham ficado no acampamento. O nome de um era Eldad e o nome do outro era Medad. O espírito desceu também sobre eles, porque estavam entre os inscritos, embora não tivessem ido para a tenda, e começaram a profetizar no acampamento. Um rapaz, porém, correu a anunciar isso a Moisés: «Eldad e Medad estão a profetizar no acampamento.» Então Josué, filho de Nun, servo de Moisés desde a juventude, ripostou: «Moisés, meu senhor, não lho consintas.» Respondeu-lhe Moisés: «Tens ciúmes por mim? Quem dera que todo o povo do Senhor profetizasse, que o Senhor enviasse o seu espírito sobre ele!»


Carta de S. Tiago 5,1-6.

E agora vós, ó ricos, chorai em altos gritos por causa das desgraças que virão sobre vós. As vossas riquezas estão podres e as vossas vestes comidas pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se e a sua ferrugem servirá de testemunho contra vós e devorará a vossa carne como o fogo. Entesourastes, afinal, para os vossos últimos dias! Olhai que o salário que não pagastes aos trabalhadores que ceifaram os vossos campos está a clamar; e os clamores dos ceifeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do universo! Tendes vivido na terra, entregues ao luxo e aos prazeres, cevando assim os vossos apetites… para o dia da matança! Condenastes e destes a morte ao inocente, e Deus não vai opor-se?


Evangelho segundo S. Marcos 9,38-43.45.47-48.

Disse-lhe João: «Mestre, vimos alguém expulsar demónios em teu nome, alguém que não nos segue, e quisemos impedi-lo porque não nos segue.» Jesus disse-lhes: «Não o impeçais, porque não há ninguém que faça um milagre em meu nome e vá logo dizer mal de mim. Quem não é contra nós é por nós. Sim, seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de Cristo, em verdade vos digo que não perderá a sua recompensa.» «E se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria para ele atarem-lhe ao pescoço uma dessas mós que são giradas pelos jumentos, e lançarem-no ao mar. Se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a; mais vale entrares mutilado na vida, do que, com as duas mãos, ires para a Geena, para o fogo que não se apaga, Se o teu pé é para ti ocasião de queda, corta-o; mais vale entrares coxo na vida, do que, com os dois pés, seres lançado à Geena, E se um dos teus olhos é para ti ocasião de queda, arranca-o; mais vale entrares com um só no Reino de Deus, do que, com os dois olhos, seres lançado à Geena, onde o verme não morre e o fogo não se apaga.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
3º Sermão sobre o Salmo 36 (a partir da trad. de Solesmes,

«Seja quem for que vos der a beber um copo de água por serdes de


Dá os bens deste mundo e receberás os bens eternos. Dá a terra e
receberás o céu. Mas a quem os dar? [...] Escuta o que a Escritura te
diz sobre como emprestar ao próprio Senhor: «Quem dá ao pobre empresta
ao Senhor» (Pr 19,17). Deus não precisa de ti, seguramente: mas outro
precisará. O que deres a um, outro o receberá. Porque o pobre nada tem
para te dar; bem o queria, mas nada encontra para dar; nele há
apenas essa vigilante vontade de rezar por ti. Mas quando um pobre
reza por ti, é como se dissesse a Deus: «Senhor, recebi um empréstimo,
sê a minha caução». E então, se o pobre com quem lidas está
insolvente, tem um bom fiador, pois Deus diz-te: «Dá em segurança, sou
Eu quem responde por ele [...], sou Eu quem dará, sou Eu quem recebe, é
a Mim que dás.»

Acreditas que Deus te diz: «Sou Eu quem recebe, é a Mim que dás»? Sim,
seguramente, pois Cristo é Deus, e nisto não pode haver dúvida. Porque
Ele disse: «Tive fome e destes-Me de comer». E como lhe perguntamos:
«Senhor, quando foi que te vimos com fome?», Ele quer mostrar que é de
facto o fiador dos pobres, que responde por todos os seus membros
[...]. Ele declara-nos: «Sempre que fizestes isto a um destes Meus
irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 35ss).


sábado, 26 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sabado, dia 26 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 26 de Setembro de 2009

Sábado da 25ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Cosme e S. Damião, médicos, mártires, +303

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São Tomás de Aquino : O nosso título de glória é o Filho do Homem entregue nas mãos dos homens


Livro de Zacarias 2,5-9.14-15.

Então levantei os olhos e tive uma visão: Era um homem que tinha na mão um cordel de medir. Eu disse-lhe: «Para onde vais?» Ele respondeu-me: «Vou medir Jerusalém, para ver qual é a sua largura e qual é o seu comprimento.» Então o anjo que falava comigo mantinha-se imóvel, quando veio ao seu encontro outro anjo que lhe disse: «Corre, fala àquele jovem e diz-lhe: ‘Jerusalém ficará sem muros, por causa da multidão de homens e de animais que haverá no meio dela. Mas eu serei para ela – oráculo do Senhor – como um muro de fogo à sua volta e serei no meio dela a sua glória.’» Rejubila e alegra-te, filha de Sião, porque eis que Eu venho para morar no meio de ti – oráculo do Senhor. Naqueles dias, muitas nações se unirão ao Senhor e serão meu povo; habitarei no meio de ti, e saberás que o Senhor do universo me enviou a ti.


Evangelho segundo S. Lucas 9,43-45.

E todos estavam maravilhados com a grandeza de Deus. Estando todos admirados com tudo o que Ele fazia, Jesus disse aos seus discípulos : «Prestai bem atenção ao que vou dizer-vos: O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens.» Eles, porém, não entendiam aquela linguagem, porque lhes estava velada, de modo que não compreendiam e tinham receio de o interrogar a esse respeito.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Tomás de Aquino (1225-1274), teólogo dominicano, Doutor da Igreja
Comentário sobre a Epístola aos Gálatas, 6 (a partir da trad. de Mennessier, Saint Thomas d'Aquin, Cerf 1965 ; cf. Orval)

O nosso título de glória é o Filho do Homem entregue nas mãos dos homens


«Quanto a mim, Deus me livre de me gloriar a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo», diz São Paulo (Gal 6, 14). Repara, observa Santo Agostinho: aonde o sábio segundo este mundo julgou encontrar a vergonha, aí descobriu o apóstolo Paulo um tesouro; pois aquilo que para outro é loucura é para ele sabedoria (1Cor 1, 17ss.) e título de glória.

Com efeito, cada um retira a sua glória daquilo que, a seus olhos, o torna grande. Se julga ser um homem importante por ser rico, glorifica-se nos seus bens. Mas aquele que não encontra grandeza para si senão em Jesus Cristo põe a sua glória apenas em Jesus; assim era o apóstolo Paulo, que dizia: «Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim»(Gal 2, 20). É por isso que apenas se gloria em Cristo, e sobretudo na cruz de Cristo. É que nesta cruz estão reunidos todos os motivos de glória que um homem pode ter.

Há pessoas que retiram a sua glória da amizade com os grandes e poderosos; Paulo, porém, apenas tem necessidade da cruz de Cristo, aonde descobre o sinal mais evidente da amizade de Deus: «Deus demonstra o Seu amor para connosco pelo facto de Cristo haver morrido por nós quando ainda éramos pecadores» (Rom 5, 8). Não, nada manifesta tão bem o amor de Deus oara connosco como a morte de Cristo. «Oh, testemunho inestimável do amor!», exclama São Gregório. «Para resgatar o escravo, entregastes o Filho!»

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 25 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 25 de Setembro de 2009

Sexta-feira da 25ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Firmino, bispo, mártir, séc. III

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Santa Teresa do Menino Jesus : «"E Eu, quando for levantado da terra, atrirei todos a Mim". E dizia isto para indicar de que morte ia morrer» (Jo, 12, 32-33)


Livro de Ageu 1,15.2,1-9.

Era o vigésimo quarto dia do sexto mês. No segundo ano do rei Dario, no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, a palavra do Senhor fez-se ouvir por meio do profeta Ageu, nestes termos: «Fala ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, ao Sumo Sacerdote Josué, filho de Joçadac, e ao resto do povo: Quem é que resta entre vós que tenha visto este templo na sua glória passada? E como o vedes agora? Não vos parece que não é nada? Mas agora coragem, Zorobabel! Coragem, Josué, Sumo Sacerdote, filho de Joçadac! Coragem, povo todo do país! Mãos à obra! Pois Eu estou convosco – oráculo do Senhor do universo. Segundo a aliança que fiz convosco quando saístes do Egipto, o meu espírito permanece no meio de vós. Não temais. Porque assim fala o Senhor do universo: Ainda um pouco de tempo e Eu abalarei o céu e a terra, os mares e os continentes. Sacudirei todas as nações para que afluam os tesouros de todas as nações e encherei de glória este templo – diz o Senhor do universo. A prata e o ouro me pertencem –diz o Senhor do universo. O esplendor futuro deste templo será maior que o primeiro – oráculo do Senhor do universo, e neste lugar Eu darei a paz» –diz o Senhor do universo.


Evangelho segundo S. Lucas 9,18-22.

Um dia, quando orava em particular, estando com Ele apenas os discípulos, perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?» Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado.» Disse-lhes Ele: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.» Ele proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse; e acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, Doutora da Igreja
Pesia 52, «O abandono é o fruto delicioso do amor»

«"E Eu, quando for levantado da terra, atrirei todos a Mim". E dizia isto para indicar de que morte ia morrer» (Jo, 12, 32-33)


Há nesta terra
uma Árvore maravilhosa
cuja raíz, oh mistério!
se encontra nos céus.

À sombra dos seus ramos
nada pode ferir;
aí se pode repousar
sem temer a tempestade.

Esta Árvore inefável
tem por nome Amor;
e seu fruto deleitável
chama-se abandono.

É um fruto que me torna feliz
já nesta vida;
e minha alma se alegra
com seu odor divino.

Este fruto, quando lhe toco,
é para mim um tesouro;
ao levá-lo à boca
mais doce ainda o sinto.

Ele me dá neste mundo
um oceano de paz;
e nesta paz profunda
repouso para sempre.

Só o abandono me entrega
em Teus braços, Jesus.
Ele me faz viver
a vida dos eleitos.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quinta-feira, dia 24 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 24 de Setembro de 2009

Quinta-feira da 25ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Nossa Senhora das Mercês, S. Vicente Maria Strambi, bispo, +1824, Beata Rita Amada de Jesus, religiosa, fundadora

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São Clemente de Roma: Deus torna-Se visível em Jesus, Seu Filho bem-amado


Livro de Ageu 1,1-8.

No segundo ano do reinado de Dario, no primeiro dia do sexto mês, a palavra do Senhor foi dirigida, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Salatiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Joçadac, Sumo Sacerdote, nestes termos: «Eis o que diz o Senhor do universo: Este povo diz: ‘Não chegou ainda o momento de reedificar o templo do Senhor.’» E a palavra do Senhor foi dirigida por meio do profeta Ageu, nestes termos: «É então tempo para vós habitardes em casas confortáveis, enquanto esta casa está em ruínas?» Eis, pois, o que declara o Senhor do universo: «Reflecti, no vosso coração, sobre o caminho que tomastes. Semeastes muito mas recolhestes pouco; comestes mas não vos saciastes; bebestes mas não apagastes a vossa sede; vestistes-vos mas não vos aquecestes. O operário ganhou o seu salário mas meteu-o em saco roto.» Assim fala o Senhor do universo: «Reflecti no vosso coração, sobre o caminho que tomastes. Subi à montanha, trazei madeira e reedificai a casa; ela me será agradável e nela serei glorificado – diz o Senhor.


Evangelho segundo S. Lucas 9,7-9.

O tetrarca Herodes ouviu dizer tudo o que se passava; e andava perplexo, pois alguns diziam que João ressuscitara dos mortos; outros, que Elias aparecera, e outros, que um dos antigos profetas ressuscitara. Herodes disse: «A João mandei-o eu decapitar, mas quem é este de quem oiço dizer semelhantes coisas?» E procurava vê-lo.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Clemente de Roma, papa de cerca de 90 a 100
Carta aos Coríntios; oração universal (a partir da trad. de col. Icthus, vol. 2, p. 68)

Deus torna-Se visível em Jesus, Seu Filho bem-amado


Que o Artesão do Universo
conserve intacto na terra
o número dos Seus eleitos,
pelo seu Filho bem-amado, Jesus Cristo.

Por Ele nos chamou das trevas à luz
da ignorância ao conhecimento da glória do Seu nome.
Em Ti pomos a nossa esperança,
princípio de toda a criação.

Abriste os olhos do nosso coração,
a fim de Te reconhecessem,
a Ti, o único Altíssimo nos céus,
Santo que repousa entre os santos.

Tu abates a insolência dos soberbos,
alteras os cálculos das nações,
elevas os humildes e derrubas os poderosos,
Tu nos enriqueces e nos empobreces,
tomas e dás a vida.

Único benfeitor dos espíritos
e Deus de toda a carne,
perscrutas as profundezas,
vigias as obras dos homens,
és socorro nos perigos,
Salvador dos desesperados,
Criador e Guardião de todo o espírito vivente. [...]

Nós Te pedimos, ó Todo-Poderoso,
sê nosso auxílio e nosso defensor.
Salva os oprimidos,
tem piedade dos pequenos,
levanta os que caíram.
Mostra-Te aos que estão em necessidade,
cura os enfermos,
reconduz os que do Teu povo se perderam,
dá alimento aos que têm fome,
a liberdade aos prisioneiros;
corrige os fracos,
consola os pusilânimes;
e que todos os povos reconheçam,
que só Tu és Deus,
que Jesus Cristo é Teu Filho,
que somos o Teu povo, as ovelhas do Teu redil.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta-feira, dia 23 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 23 de Setembro de 2009

Quarta-feira da 25ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : São Pio de Petrelcina (Padre Pio), presbítero, +1968

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Santo Hilário : «Iam de aldeia em aldeia, anunciando a Boa Nova»


Livro de Esdras 9,5-9.

Na hora da oblação da tarde, levantei-me da minha aflição, com as minhas vestes e o meu manto rasgados; e, então, caindo de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus, e disse: «Meu Deus, estou envergonhado e confuso, ao levantar a minha face para ti, meu Deus; porque as nossas iniquidades acumulam-se sobre as nossas cabeças, e os nossos pecados chegam até ao céu. Desde o tempo dos nossos pais até ao dia de hoje, temos sido gravemente culpados; e, por causa das nossas iniquidades, fomos escravizados, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, entregues à mercê dos reis dos outros países, à espada, ao cativeiro, à pilhagem e à vergonha que nos cobre ainda o rosto nos dias de hoje. Entretanto, o Senhor, nosso Deus, testemunhou-nos a sua misericórdia, deixando subsistir um resto do nosso povo e concedeu-nos refúgio no seu lugar santo. O nosso Deus quis, assim, fazer brilhar aos nossos olhos a sua luz e dar-nos um pouco de vida no meio da nossa servidão. Porque nós somos escravos, mas o nosso Deus não nos abandonou no nosso cativeiro. Ele concedeu-nos a benevolência dos reis da Pérsia, conservando-nos a vida para reconstruirmos a morada do nosso Deus e reerguermos as suas ruínas, e prometeu-nos um refúgio seguro em Judá e em Jerusalém.


Evangelho segundo S. Lucas 9,1-6.

Tendo convocado os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem doenças. Depois, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os doentes, e disse-lhes: «Nada leveis para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas. Em qualquer casa em que entrardes, ficai lá até ao vosso regresso. Quanto aos que vos não receberem, saí dessa cidade e sacudi o pó dos vossos pés, para servir de testemunho contra eles.» Eles puseram-se a caminho e foram de aldeia em aldeia, anunciando a Boa-Nova e realizando curas por toda a parte.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Hilário (c. 315-367), Bispo de Poitiers e Doutor da Igreja
Comentário ao salmo 65, §§ 19-29

«Iam de aldeia em aldeia, anunciando a Boa Nova»


Qual é «a palavra de louvor» (Sl 65, 8) que é preciso proclamar? Seguramente aquela: «Ele deu a vida à alma» dos crentes (v. 9); porque Deus atribuiu a constância e a perseverança na profissão da fé à pregação dos apóstolos e à confissão dos mártires, e o anúncio do Reino dos céus percorreu a terra em todos os sentidos como que por passos. Com efeito, «a sua mensagem espalhou-se por toda a terra» (Sl 18, 5). E o Espírito Santo proclama a glória desta corrida espiritual: «Como são belos os pés dos que anunciam a boa nova, dos que anunciam a paz» (Is 52, 7). É pois esta palavra de louvor a Deus que é necessário proclamar, segundo o testemunho do salmista: «Deu a vida à minha alma e não deixou que os meus passos vacilassem». Com efeito, os apóstolos não se deixaram desviar do curso espiritual da sua pregação pelo terror das ameaças humanas, e a firmeza dos seus passos solidamente colocados não os deixou afastarem-se do caminho da fé. [...]

Contudo, depois de ter dito: «Ele não deixou que meus passos vacilassem», o salmista acrescenta: «Ó Deus, tu provaste-nos, purificaste-nos pelo fogo como se purifica a prata» (v. 10). Esta palavra, começada no singular, refere-se portanto a muitos. Pois único é o Espírito e uma a fé dos crentes, segundo o que está dito nos Actos dos Apóstolos: «Os crentes tinham uma só alma e um só coração» (Act 4, 32). [...]

Mas o que significa esta comparação: «Foram purificados pelo fogo, como se purifica a prata»? Para mim, purifica-se a prata, apenas para dela separar o lixo que adere à matéria ainda em bruto. [...] É por isso que, quando Deus põe à prova os que crêem Nele, não é porque ignore a sua fé, mas porque «a perseverança produz a virtude» como diz o apóstolo Paulo (Rom 5, 4). Deus submete-os à prova, não para os conhecer, mas para os levar à consumação da virtude. Assim, purificados pelo fogo e separados de qualquer ligação aos vícios da carne, poderão resplandecer no brilho de uma inocência que estas provas lhes proporcionaram.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 22 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 22 de Setembro de 2009

Terça-feira da 25ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Maurício e companheiros (soldados romanos), mártires, séc. III, Beato José Calasanz e companheiros, mártires, +1648

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Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] : «A Minha mãe e os Meus irmãos»


Livro de Esdras 6,7-8.12.14-20.

Deixai continuar os trabalhos do templo de Deus e que o governador dos judeus e seus anciãos o reconstruam no seu lugar. Também ordeno como se deve proceder para com esses anciãos dos judeus a fim de que seja reconstruído o templo de Deus: das receitas reais, provenientes dos impostos, pagos na outra margem do rio, pague-se integralmente a esses homens, para que a obra não sofra interrupção; E Deus, que ali faz habitar o seu nome, destrua todo o rei e todo o povo que levantar a mão para mudar este decreto e destruir a morada de Deus que está em Jerusalém! Eu, Dario, dei esta ordem. Que ela seja pontualmente executada.» Os anciãos dos judeus prosseguiram com êxito a reconstrução do templo, segundo as profecias de Ageu, o profeta, e de Zacarias, filho de Ido. Terminaram a construção, segundo a ordem do Deus de Israel e segundo a ordem de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, reis da Pérsia. Concluiu-se o edifício no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado de Dario. Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e os demais repatriados celebraram com júbilo a dedicação do templo de Deus. Ofereceram, para esta dedicação, cem touros, duzentos carneiros, quatrocentos cordeiros e doze bodes, como vítimas expiatórias pelos pecados de todo o Israel. Distribuíram os sacerdotes segundo as suas classes e os levitas segundo as suas divisões, para celebrarem o culto de Deus em Jerusalém, conforme as prescrições do livro de Moisés. Os repatriados celebraram a Páscoa no dia catorze do primeiro mês. Os sacerdotes e os levitas, sem excepção, purificaram-se e, assim, todos estavam puros. Imolaram a Páscoa por todos os repatriados, pelos seus irmãos sacerdotes e por eles mesmos.


Evangelho segundo S. Lucas 8,19-21.

Sua mãe e seus irmãos vieram ter com Ele, mas não podiam aproximar-se por causa da multidão. Anunciaram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem ver-te.» Mas Ele respondeu-lhes: «Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A mulher e o seu destino (a partir da trad. Amiot-Dumont, 1956, p. 126; cf Orval)

«A Minha mãe e os Meus irmãos»


Apesar da unidade orgânica real da cabeça e do corpo, a Igreja mantém-se ao lado de Cristo como uma pessoa independente. Enquanto Filho do Pai eterno, Cristo vivia antes do começo dos tempos e antes de toda a existência humana. Em seguida, pelo acto da criação, a humanidade vivia antes de Cristo ter assumido a sua natureza e Se ter integrado nela. Mas, pela Sua encarnação, Ele trouxe-lhe a Sua vida divina; pela Sua obra de redenção, tornou-a capaz de receber a graça, de tal modo que a recriou uma segunda vez. [...] A Igreja é a humanidade resgatada, novamente criada da própria substância de Cristo.

A célula primitiva desta humanidade resgatada é Maria; foi nela que se realizou pela primeira vez a purificação e a santificação por Cristo, foi Ela a primeira a ter ficado cheia do Espírito Santo. Antes de o Filho de Deus ter nascido da Santa Virgem, Ele criou esta Virgem cheia de graça e nela e com Ela a Igreja. [...]

Qualquer alma purificada pelo baptismo eleva-se ao estado de graça e é, por isso mesmo, criada por Cristo e nascida para Cristo. Mas é criada dentro da Igreja e nasce pela Igreja. [...] Assim sendo, a Igreja é a mãe de todos aqueles a que a redenção se dirige. E é-o pela sua união íntima com Cristo e porque se mantém a seu lado na qualidade de esposa de Cristo, para colaborar na Sua obra de redenção.

sábado, 19 de setembro de 2009

A Espiritualidade bíblica

ARTIGOS - Prof. Pe. Pedro Alberto Kunrath

Setembro é o mês da Bíblia, do Livro sagrado dos cristãos, em comemoração a São Jerônimo, padroeiro principal dos leitores, estudiosos e amantes da Palavra de Deus, cuja memória celebramos no dia 30 de setembro.

A espiritualidade de Jerônimo contém um binômio indissolúvel: a leitura do sagrado Livro e a oração1, pois não está um sem o outro. Repetidas vezes, nos conselhos que dá a seus destinatários, podemos constatar este princípio: primeiro a oração seguida da leitura ou a leitura e após a oração2.A oração contínua consiste em não afastar-se da Bíblia ou dos livros que a comentam; é o conselho que dá a Rústico: “Que da tua mão e dos teus olhos nunca esteja longe algum livro; aprende o saltério de memória, que tua oração não conheça pausa”3. A leitura, informada pela oração, deixa de ser uma rotina de estudo e se converte em prazer. A lectio divina é um encontro de amor para alegrar-se com Cristo. A Palavra não diz somente aquilo que é preciso crer ou fazer, mas cria, ao mesmo tempo, uma relação pessoal com Jesus presente nela; pois, “quando oras, falas ao teu Esposo; quando lês, ele fala a ti”4.

Quando lês, ele (Cristo) fala a ti”, pois as palavras da Bíblia são todas elas palavras de Cristo ao discípulo; é ele quem toma a iniciativa no diálogo, ele diz a primeira palavra. Por isso, não podiam, Jerônimo e os seus, viver sem as palavras de Cristo; e era norma aprender de memória a Bíblia, ao menos, boa parte dela. “Quando oras, tu falas ao teu Esposo”, pois, na lectio divina, não só fala Cristo, também o leitor pode responder e, enfatiza Jerônimo, as únicas palavras que estão à altura de tal diálogo são as palavras das Escrituras. Na própria Bíblia, o Espírito oferece as respostas a Cristo que interpela; e é a prática que o mestre Jerônimo descobre em sua discípula Asela: “Com seu Esposo (Cristo) falava orando ou cantando salmos”5 O mesmo Cristo tem sede de ouvir-nos e quer beber de nosso coração erudito, quer dizer, repleto da abundância da Palavra de Deus: “Oferece-lhe teu peito e bebe de teu coração erudito e descansa”6. Se Cristo fala ao leitor do sagrado Livro com as palavras da Escritura, o leitor não pode senão responder com as mesmas palavras, as únicas aptas para dirigir-se a Deus (Sl 118, 103: “Quão saborosas são para mim vossas palavras, mais doces que o mel à minha boca”; cf. Ct 4, 11).




1. V. GROSSI. Girolamo. In: Il grande libro dei Santi, p. 955: “O diálogo do leitor com as páginas bíblicas se concretiza, pois, em um diálogo com Cristo, porque todas as Escrituras falam dele. A Bíblia, por isso, é o lugar privilegiado do encontro com Cristo, é o grande sacramentum do Salvador; e ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”.


2. Cf. Epistula 107, 9: “Orationi lectio, lectioni succedat oratio”.


3. Cf. Epistula 125, 11.


4. Cf. Epistula 22, 25: “Oras, loqueris ad sponsum; legis, ille tibi loquitur”.


5. Cf. Epistula 24, 4.


6. Cf. Epistula 66, 10.





Fonte: Santuário da Paz

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sabado, dia 19 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sabado, dia 19 de Setembro de 2009

Sábado da 24ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Januário, bispo, mártir, +305, Nossa Senhora da Salette

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São João Crisóstomo : «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»


1ª Carta a Timóteo 6,13-16.

Na presença de Deus, que dá a vida a todas as coisas, e de Jesus Cristo, que deu testemunho perante Pôncio Pilatos numa bela profissão de fé, recomendo-te que guardes o mandato, sem mancha nem culpa, até à manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esta manifestação será feita nos tempos estabelecidos, pelo bem-aventurado e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que possui a imortalidade, que habita numa luz inacessível, que nenhum homem viu nem pode ver. A Ele, honra e poder eterno! Ámen!


Evangelho segundo S. Lucas 8,4-15.

Como estivesse reunida uma grande multidão, e de todas as cidades viessem ter com Ele, disse esta parábola: «Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na. Outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade. Outra caiu no meio de espinhos, e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na. Uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu fruto centuplicado.» Dizendo isto, clamava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!» Os discípulos perguntaram-lhe o significado desta parábola. Disse-lhes: «A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros fala-se-lhes em parábolas, a fim de que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.» «O significado da parábola é este: a semente é a Palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas em seguida vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não se salvarem, acreditando. Os que estão sobre a rocha são os que, ao ouvirem, recebem a palavra com alegria; mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação. A que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, indo pelo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, pela riqueza, pelos prazeres da vida e não chegam a dar fruto. E a que caiu em terra boa são aqueles que, tendo ouvido a palavra, com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João Crisóstomo (v. 345-407), presbítero em Antioquia seguidamente Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Sermão n° 44 sobre S. Mateus; PG 57, 467 (a partir da trad. Véricel, o Evangelho comentado, p. 140)

«Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»


Se a semente seca, não é devido ao calor. Jesus não disse que a semente secou por causa do calor, mas sim pela «falta de raiz». Se a Palavra é asfixiada, não será por causa dos espinhos, mas de quem os deixou crescer em liberdade. Se quiseres, podes impedir que cresçam, podes fazer bom uso da riqueza. É por isso que o Salvador não fala «do mundo» mas dos «cuidados do mundo», não fala «da riqueza» mas da «sedução da riqueza». Por conseguinte, não acusemos as coisas em si mesmas, mas a corrupção da nossa consciência. [...]

Não é o agricultor, como vês, não é a semente, é a terra onde ela é recebida que explica tudo, ou seja as disposições do nosso coração. Também aí a bondade de Deus para com o homem é imensa, dado que, longe de exigir a mesma medida de virtude, acolhe os primeiros, não repudia os segundos e dá lugar aos terceiros. [...]

É necessário, pois, começar por ouvir atentamente a Palavra, depois guardá-la fielmente na memória, em seguida encher-se de coragem, depois desprezar a riqueza e livrar-se do amor aos bens do mundo. Se Jesus coloca em primeiro lugar a Palavra, antes de todas as outras condições, é porque é a condição fundamental. «E como hão-de acreditar Naquele de Quem não ouviram falar?» (Rom, 10, 14). Também nós, se não dermos atenção ao que nos é dito, não conheceremos os deveres a cumprir. Só depois vem a coragem e o desprezo pelos bens deste mundo. Para pôr a render estas lições, fortifiquemo-nos de todas as maneiras: estejamos atentos à Palavra, façamos crescer profundamente as nossas raízes e desembaracemo-nos de todas as preocupaçõess do mundo.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 18 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 18 de Setembro de 2009

Sexta-feira da 24ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. José de Cupertino, religioso, +1663

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Papa João Paulo II: «Acompanhavam-No os Doze e algumas mulheres»


1ª Carta a Timóteo 6,2-12.

E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes, devem servi-los melhor, porque os que beneficiam do seu trabalho são fiéis e amados de Deus. Isto é o que deves ensinar e recomendar. Se alguém ensinar outra doutrina e não aderir às sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao ensinamento conforme à piedade, é um obcecado pelo orgulho, um ignorante, um espírito doentio dado a querelas e contendas de palavras. Daí nascem invejas, rixas, injúrias, suspeitas maldosas, altercações entre homens de espírito corrompido e desprovidos de verdade, que julgam ser a piedade uma fonte de lucro. A piedade é, realmente, uma grande fonte de lucro para quem se contenta com o que tem. Pois nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele. Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso. Mas os que querem enriquecer caem na tentação, na armadilha e em múltiplos desejos insensatos e nocivos que precipitam os homens na ruína e na perdição. Porque a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro. Arrastados por ele, muitos se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições. Mas tu, ó homem de Deus, foge dessas coisas. Procura antes a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual foste chamado e da qual fizeste uma bela profissão na presença de muitas testemunhas.


Evangelho segundo S. Lucas 8,1-3.

Em seguida, Jesus ia de cidade em cidade, de aldeia em aldeia, proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Acompanhavam-no os Doze e algumas mulheres, que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demónios; Joana, mulher de Cuza, administrador de Herodes; Susana e muitas outras, que os serviam com os seus bens.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa João Paulo II
Mulieris Dignitatem, § 16 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

«Acompanhavam-No os Doze e algumas mulheres»


Desde o início da missão de Cristo, a mulher demonstra para com Ele e para com o Seu ministério uma sensibilidade especial, que corresponde a uma característica da sua feminilidade. Convém referir igualmente que tal é particularmente confirmado face ao mistério pascal, não só no momento da cruz, mas também na manhã da ressurreição. As mulheres são as primeiras junto à sepultura. São as primeiras a encontrá-la vazia. São as primeiras a ouvir: «Não está aqui, ressuscitou como tinha dito» (Mt 28, 6). São as primeiras a abraçar-Lhe os pés (Mt 28, 9). São também as primeiras a ser chamadas a anunciar esta verdade aos apóstolos (Mt 28, 1-10; Lc 24, 8-11).

O evangelho de João (cf. também Mc 16, 9) coloca em destaque a função particular de Maria Madalena, que é a primeira a encontrar Cristo ressuscitado. [...] Por isso, é conhecida também como a «apóstola dos apóstolos». Maria Madalena foi testemunha ocular do Cristo ressuscitado antes dos apóstolos e, por essa razão, foi também a primeira a dar testemunho diante dos apóstolos.

Este acontecimento coroa, em certo sentido, tudo quanto foi precedentemente dito sobre o facto de Cristo confiar as verdades divinas às mulheres, em pé de igualdade com os homens. Pode-se dizer que assim se cumpriram as palavras do profeta: «Derramarei o Meu Espírito sobre todo o homem e tornar-se-ão profetas os vossos filhos e as vossas filhas» (Jl 3, 1). Cinquenta dias depois da ressurreição de Cristo, estas palavras são novamente confirmadas no cenáculo de Jerusalém, durante a vinda do Espírito Santo Paráclito (Act 2, 17). Tudo o que se disse até aqui sobre o comportamento de Cristo em relação às mulheres confirma e esclarece, no Espírito Santo, a verdade sobre a igualdade dos dois, homem e mulher.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Reunião de Papa com todos os Patriarcas de Rito Oriental

Pela primeira vez na história da Igreja, o Santo Padre vai reunir-se, com os cinco Patriarcas Católicos de Rito Oriental (das igrejas maronita, melquita, síria, arménia e caldeia), ao mesmo tempo, no dia 19 deste mês. É um encontro muito importante para o futuro das relações entre todos nós e para a imagem pública de Igreja de Jesus Cristo.

Rezemos por este encontro.

Fonte: EAQ

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quinta-feira, dia 17 de Setembro de 2009

 

Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68

Quinta-feira, dia 17 de Setembro de 2009

Quinta-feira da 24ª semana do Tempo Comum

Hoje a Igreja celebra : S. Roberto Belarmino, bispo, Doutor da Igreja, +1621
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São Bernardo : «Por causa do seu grande amor»
1ª Carta a Timóteo 4,12-16.
Ninguém escarneça da tua juventude; antes, sê modelo dos fiéis, na palavra, na conduta, no amor, na fé, na castidade. Enquanto aguardas a minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino. Não descures o carisma que está em ti, e que te foi dado através de uma profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros. Toma a peito estas coisas e persevera nelas, a fim de que o teu progresso seja manifesto a todos. Cuida de ti mesmo e da doutrina, persevera nestas coisas, porque, agindo assim, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem.
Evangelho segundo S. Lucas 7,36-50.
Um fariseu convidou-o para comer consigo. Entrou em casa do fariseu, e pôs-se à mesa. Ora certa mulher, conhecida naquela cidade como pecadora, ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um frasco de alabastro com perfume. Colocando-se por detrás dele e chorando, começou a banhar-lhe os pés com lágrimas; enxugava-os com os cabelos e beijava-os, ungindo-os com perfume. Vendo isto, o fariseu que o convidara disse para consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia quem é e de que espécie é a mulher que lhe está a tocar, porque é uma pecadora!» Então, Jesus disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa para te dizer.» «Fala, Mestre» respondeu ele. «Um prestamista tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. Não tendo eles com que pagar, perdoou aos dois. Qual deles o amará mais?» Simão respondeu: «Aquele a quem perdoou mais, creio eu.» Jesus disse-lhe: «Julgaste bem.» E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não me deste água para os pés; ela, porém, banhou-me os pés com as suas lágrimas e enxugou-os com os seus cabelos. Não me deste um ósculo; mas ela, desde que entrou, não deixou de beijar-me os pés. Não me ungiste a cabeça com óleo, e ela ungiu-me os pés com perfume. Por isso, digo-te que lhe são perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas àquele a quem pouco se perdoa pouco ama.» Depois, disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados.» Começaram, então, os convivas a dizer entre si: «Quem é este que até perdoa os pecados?» E Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz.»
Da Bíblia Sagrada
Comentário ao Evangelho do dia feito por :
São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e Doutor da Igreja
Sermão 7 sobre o Cântico dos Cânticos

«Por causa do seu grande amor»

«Beija-me com ósculos da tua boca» (Ct 1, 2). Quem fala assim? A esposa [do Cântico dos cânticos]. E quem é esta esposa? É a alma associada a Deus. E a quem fala ela? Ao seu Deus. [...] Não se saberia encontrar palavras mais ternas, para exprimir a ternura recíproca de Deus e da alma, que estas do Esposo e da esposa. Tudo lhes é comum, não possuem nada próprio nem à parte. Única é a sua herança, única a sua mesa, única a sua casa, única mesmo a carne que em conjunto eles constituem (Gn 2, 24). [...]
Se a palavra amar convém especialmente e em primeiro lugar aos esposos, não é sem boas razões que se dá o nome de esposa à alma que ama Deus. A prova de que ela ama é que pede a Deus um beijo. Não deseja nem a liberdade, nem uma recompensa, nem uma herança, nem mesmo um ensinamento, mas um beijo, ao jeito de uma esposa casta, elevada por um santo amor e incapaz de esconder a chama que a queima. [...]
Sim, o seu amor é casto pois ela deseja apenas Aquele que ama, e não qualquer coisa que lhe pertença. O seu amor é santo, porque ela ama não num desejo pesado da carne, mas na pureza do espírito. O seu amor é ardente pois, inebriada por este mesmo amor, esquece a grandeza de Quem ama. Não é Ele, com efeito, que com um olhar faz tremer a terra? (Sl 103, 32). E é a Ele que ela pede um beijo? Não estará embriagada? Sim, está embriagada de amor pelo seu Deus. [...] Que força a do amor! Que confiança e que liberdade no Espírito! Nem há maneira mais clara de manifestar que «o amor perfeito afasta o temor» (1Jo 4, 18).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 15 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 15 de Setembro de 2009

Nossa Senhora das Dores – Memória


Hoje a Igreja celebra : Nossa Senhora das Dores

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Rupert de Deutz : «Eis a tua mãe!»


Carta aos Hebreus 5,7-9.

Nos dias da sua vida terrena, apresentou orações e súplicas àquele que o podia salvar da morte, com grande clamor e lágrimas, e foi atendido por causa da sua piedade. Apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a obediência por aquilo que sofreu e, tornado perfeito, tornou-se para todos os que lhe obedecem fonte de salvação eterna,


Evangelho segundo S. João 19,25-27.

Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, sua mãe e a irmã da sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. Então, Jesus, ao ver ali ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o discípulo acolheu-a como sua.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Rupert de Deutz (c. 1075-1130), monge beneditino
Comentário sobre o Evangelho de João, 13; PL 169, 789 (a partir da trad. Tournay rev.)

«Eis a tua mãe!»


«Mulher, eis o teu filho!» «Eis a tua mãe!» Com que direito passa o discípulo que Jesus amava a ser filho da Mãe do Senhor? Com que direito é Ela sua Mãe? É que Aquela que trouxera ao mundo, então de forma indolor, a causa da salvação de todos, ao dar à luz na carne o Deus feito homem, é com enorme dor que agora dá à luz, de pé junto à cruz.

Na hora da Sua paixão, o Senhor tinha comparado os Seus apóstolos a uma mulher que dá à luz, ao dizer: «A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz o menino, já se não lembra da aflição, pela alegria de ter vindo ao mundo um homem» (Jo 16, 21). Quanto mais compararia tal Filho tal Mãe - essa Mãe que esteve de pé junto à cruz - a uma mulher que dá à luz! Comparar? Mas Ela é verdadeiramente mulher e verdadeiramente mãe e, nesta hora, tem verdadeiras dores de parto. Ela não tinha sofrido as dores do parto como as outras mulheres quando lhe nascera o Filho; é agora que as sofre, que é crucificada, que sente a tristeza de quem dá à luz porque chegou a sua hora (cf Jo 13, 1; 17, 1). [...]

Quando tiver passado esta hora, quando esta espada de dor tiver trespassado por completo a sua alma que dá à luz (Lc 2, 35), também Ela já se não lembrará da aflição, pela alegria de ter vindo ao mundo um homem, o homem novo, que renova todo o género humano e reina sem fim sobre o mundo inteiro, verdadeiramente nascido, ultrapassado todo o sofrimento, imortal, primogénito de entre os mortos. Tendo assim trazido ao mundo a salvação de todos nós na paixão de seu único Filho, a Virgem é claramente a Mãe de todos nós.

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 14 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 14 de Setembro de 2009

Exaltação da Santa Cruz – Festa


Exaltação da Santa Cruz
Hoje a Igreja celebra : Exaltação da Santa Cruz

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Papa Bento XVI: «Ele entregou-Se a si mesmo à morte e, pela ressurreição, destruiu a morte e renovou a vida» (Oração eucarística IV)


Livro de Números 21,4-9.

Do monte Hor, os israelitas partiram pelo caminho do Mar dos Juncos para contornar a terra de Edom, mas cansaram-se na caminhada. O povo falou contra Deus e contra Moisés: «Porque nos fizestes sair do Egipto? Foi para morrer no deserto, onde não há pão nem água, estando enjoados com este pão levíssimo?» Mas o Senhor enviou contra o povo serpentes ardentes, que mordiam o povo, e por isso morreu muita gente de Israel. O povo foi ter com Moisés e disse-lhe: «Pecámos ao protestarmos contra o Senhor e contra ti. Intercede junto do Senhor para que afaste de nós as serpentes.» E Moisés intercedeu pelo povo. O Senhor disse a Moisés: «Faz para ti uma serpente abrasadora e coloca-a num poste. Sucederá que todo aquele que tiver sido mordido, se olhar para ela, ficará vivo.» Moisés fez, pois, uma serpente de bronze e fixou-a sobre um poste. Quando alguém era mordido por uma serpente e olhava para a serpente de bronze, vivia.


Evangelho segundo S. João 3,13-17.

Pois ninguém subiu ao Céu a não ser aquele que desceu do Céu, o Filho do Homem. Assim como Moisés ergueu a serpente no deserto, assim também é necessário que o Filho do Homem seja erguido ao alto, a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Homilia para a Vigília pascal, 07/04/2007 © copyright Libreria Editrice Vaticana.

«Ele entregou-Se a si mesmo à morte e, pela ressurreição, destruiu a morte e renovou a vida» (Oração eucarística IV)


No Credo proclamamos, a propósito do caminho de Cristo: «Desceu à mansão dos mortos». [...] A liturgia aplica à descida de Jesus à noite da morte as palavras do salmo 24 (23): «Ó portas, levantai os vossos umbrais! Alteai-vos, pórticos eternos!» A porta da morte está fechada: ninguém pode passar através dela. Não há chave para essa porta de ferro. No entanto, Cristo tem a chave. A Sua cruz abre de par em par todas as portas invioláveis da morte, que deixaram de ser inexpugnáveis. A Sua cruz, a radicalidade do Seu amor, é a chave que abre essa porta. O amor Daquele que, sendo Deus, Se fez homem para poder morrer tem força para abrir a porta. É um amor mais forte do que a morte.

Os ícones pascais da Igreja do Oriente mostram como Cristo entra no mundo dos mortos. As Suas vestes são luminosas, porque Deus é luz. «A noite seria, para Ti, brilhante como o dia» (Sl 139 (138), 12). Jesus entra no mundo dos mortos com os estigmas; as Suas chagas, os Seus sofrimentos tornaram-se poderosos: são amor capaz de vencer a morte. Jesus encontra Adão e todos os homens que esperam nas sombras da morte. Vendo-os, quase podemos ouvir a oração de Jonas: «Clamei a Ti do meio da morada dos mortos e Tu ouviste a minha voz» (Jn 2, 3).

Pela encarnação, o Filho de Deus fez-Se um com os seres humanos, com Adão. Mas só quando realizou o supremo acto de amor, descendo da noite da morte, levou a bom termo o caminho da encarnação. Pela Sua morte, tomou pela mão Adão e toda a humanidade expectante e guiou-os para a luz.

domingo, 13 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 13 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 13 de Setembro de 2009

24º Domingo do Tempo Comum - Ano B


XXIV Domingo do Tempo Comum (IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. João Crisóstomo, bispo, Doutor da Igreja, +407

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Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] : «Tome a sua cruz e siga-Me»


Livro de Isaías 50,4-9.

«O Senhor DEUS ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado. O meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um processo? Compareçamos juntos diante do juiz! Apresente-se quem tiver qualquer coisa contra mim. O Senhor DEUS vem em meu auxílio; quem ousará condenar-me? Cairão todos esfrangalhados, como roupa velha, roída pela traça.»


Carta de S. Tiago 2,14-18.

De que aproveita, irmãos, que alguém diga que tem fé, se não tiver obras de fé? Acaso essa fé poderá salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e precisarem de alimento quotidiano, e um de vós lhes disser: «Ide em paz, tratai de vos aquecer e de matar a fome», mas não lhes dais o que é necessário ao corpo, de que lhes aproveitará? Assim também a fé: se ela não tiver obras, está completamente morta. Mais ainda: poderá alguém alegar sensatamente: «Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me então a tua fé sem obras, que eu, pelas minhas obras, te mostrarei a minha fé.


Evangelho segundo S. Marcos 8,27-35.

Jesus partiu com os discípulos para as aldeias de Cesareia de Filipe. No caminho, fez aos discípulos esta pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?» Disseram-lhe: «João Baptista; outros, Elias; e outros, que és um dos profetas.» «E vós, quem dizeis que Eu sou?» perguntou-lhes. Pedro tomou a palavra, e disse: «Tu és o Messias.» Ordenou-lhes, então, que não dissessem isto a ninguém. Começou, depois, a ensinar-lhes que o Filho do Homem tinha de sofrer muito e ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, e ser morto e ressuscitar depois de três dias. E dizia claramente estas coisas. Pedro, desviando-se com Ele um pouco, começou a repreendê-lo. Mas Jesus, voltando-se e olhando para os discípulos, repreendeu Pedro, dizendo-lhe: «Vai-te da minha frente, Satanás, porque os teus pensamentos não são os de Deus, mas os dos homens.» Chamando a si a multidão, juntamente com os discípulos, disse-lhes: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, há-de salvá-la.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
A expiação mística / Amor à cruz, 24/11/1934 (trad. a partir de Source Cachée, 1999, p. 234)

«Tome a sua cruz e siga-Me»


A união com Cristo é a nossa bem-aventurança e o aprofundamento dessa união com Ele traz-nos a felicidade terrena. Portanto, O amor à cruz não está, de forma nenhuma, em contradição com a alegria de sermos filhos de Deus. Ajudar a levar a cruz de Cristo dá uma alegria forte e pura aos que são chamados e são capazes de o fazer. Dessa forma, os verdadeiros filhos de Deus participam na edificação do Seu Reino. Assim, a predilecção pelo caminho da cruz também não significa que nos desagrade ver ultrapassada a sexta-feira Ssnta e cumprida a obra da Redenção. Só os resgatados, só os filhos da graça podem verdadeiramente carregar a cruz de Cristo. Só através da união com a divina Cabeça é que o sofrimento humano adquire a sua potencialidade redentora.

Sofrer e sentir-se bem-aventurado no sofrimento, permanecer firme de pé, seguir pelos caminhos poeirentos e pedregosos desta terra e estar ao mesmo tempo sentado com Cristo à direita do Pai (cf. Col 3, 1), rir-se e chorar com as crianças deste mundo sem deixar de cantar com os coros angélicos os louvores de Deus, eis a vida do cristão, até que rompa a aurora da eternidade.


sábado, 12 de setembro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 11 de Setembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 11 de Setembro de 2009

Sexta-feira da 23ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : São João Gabriel Perboyre, presbítero, mártir, +1840

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Santo Agostinho : A palha e o argueiro


1ª Carta a Timóteo 1,1-2.12-14.

Paulo, apóstolo de Cristo Jesus, por mandato de Deus, nosso Salvador, e de Cristo Jesus, nossa esperança, a Timóteo, verdadeiro filho na fé: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor. Dou graças àquele que me confortou, Cristo Jesus Nosso Senhor, por me ter considerado digno de confiança, pondo-me ao seu serviço, a mim que antes fora blasfemo, perseguidor e violento. Mas alcancei misericórdia, porque agi por ignorância, sem ter fé ainda. E a graça de Nosso Senhor manifestou-se em mim com superabundância, juntamente com a fé e o amor que está em Cristo Jesus.


Evangelho segundo S. Lucas 6,39-42.

Jesus disse-lhes ainda esta parábola: «Um cego pode guiar outro cego? Não cairão os dois nalguma cova? Não está o discípulo acima do mestre, mas o discípulo bem formado será como o mestre. Porque reparas no argueiro que está na vista do teu irmão, e não reparas na trave que está na tua própria vista? Como podes dizer ao teu irmão: 'Irmão, deixa-me tirar o argueiro da tua vista', tu que não vês a trave que está na tua? Hipócrita, tira primeiro a trave da tua vista e, então, verás para tirar o argueiro da vista do teu irmão.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (norte de África) e Doutor da Igreja
Explicação do Sermão da Montanha , 19, 63 (a partir da trad. DDB 1978, p.133)

A palha e o argueiro


Nesta passagem, o Senhor previne-nos contra os juízos temerários e injustos, pois pretende que ajamos com um coração simples, olhando sempre só para Deus. Dado que ignoramos o motivo de muitas acções, seria temerário da nossa parte julgá-las. Os mais dispostos a fazer juízos temerários e a condenar os outros são aqueles que preferem condená-los a corrigi-los e trazê-los ao bem, uma atitude que denota orgulho e mesquinhez. [...] Por exemplo, um homem peca por cólera, e tu repreende-lo com ódio. Entre a cólera e o ódio vai a mesma distância que separa a palha do argueiro. O ódio é uma cólera inveterada que, com o tempo, assumiu proporções tais, que bem merece o nome de argueiro. Pode acontecer que te encolerizes quando pretendias corrigir, mas não deves nunca deixar-te levar pelo ódio. [...] Afasta primeiro o ódio para longe de ti, e poderás depois corrigir aquele que amas.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Prof. Felipe Aquino e a Bíblia





Optar por Cristo

Todos nós temos dificuldade para assimilar as palavras de Jesus

Diariamente somos “experimentados” em nossa liberdade de escolha. Ao mesmo tempo, somos convidados a fazer o mal e solicitados a praticar o bem; assim como a seguir os critérios do mundo e a não nos conformar com ele, mas a transformar-nos renovando a nossa maneira de pensar e julgar, buscando o que é da vontade de Deus (cf. Romanos 12, 1-2).

Quem de nós não foi tentado a “olhar para trás” (cf. Lucas 9, 62) depois de ter prometido amor e fidelidade a Deus, ao cônjuge, ao amigo? Aliás, falar de “fidelidade” em nossos dias tornou-se algo complicado e problemático...

Ontem, como hoje, Jesus é “sinal de contradição”. Segui-Lo, comprometer-se com Ele, com o Seu projeto, com a causa do Reino que Ele veio implantar, não é para quem costuma ficar “em cima do muro”. A opção por Ele deve ser definitiva e incondicional. Não há lugar para o descomprometimento. Escolher um caminho é preciso. É necessário tomar uma posição concreta e transparente: servir a Cristo ou aos variados ídolos que o mundo apresenta e segue. Não se pode ficar indiferente. “Se vos desagrada servir o Senhor, escolhei hoje quem quereis servir” (Josué 24, 15). Não há outra opção nem uma terceira via. Continuar com Cristo ou ir embora. Há “Caminho” melhor do que optar por Cristo?

É possível cansar-me de ser bom e fiel, de praticar o bem, de me comprometer com a verdade, a justiça, a caridade, o amor? É possível fartar-me da Eucaristia dominical, da frequência dos sacramentos, da leitura e meditação da Palavra de Deus? E o que fazer quando a fidelidade conjugal e familiar começar a pesar, a descrença me assediar e o Evangelho a ser palavra dura?

Murmurando, “muitos discípulos o abandonaram e não mais andavam com Ele [Jesus Cristo]” (João 6, 66), porque a Sua palavra era “insuportável” aos ouvidos e incompreensível à razão humana.

“Também vós quereis ir embora”? (João 6, 67).

No seguimento de Jesus só se aceitam voluntários e incondicionais. Os milhares de pessoas na multiplicação dos pães ficaram reduzidos ao pequeno grupo dos amigos mais íntimos de Cristo. Para receber regalias e benefícios pessoais jamais faltarão multidões entusiastas. Ao contrário disso, os verdadeiros discípulos de Jesus são sempre minoria.

Quando as exigências da fé crescem, a debandada é geral. A maioria entende mais de pão do que de discipulado. Quando tudo corre bem, a adesão a Cristo fica mais convidativa. Mas a fé não pode ser confundida com seguro de vida ou convênio de saúde. Ela traz em si exigências que inquietam e levam à “desinstalação”.

“A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna” (João 6, 68). Cristo apresenta-se como opção única e absoluta. Não há outro messias a escolher, não há outro caminho a seguir.

Todos temos dificuldade para assimilar as palavras de Jesus em nossa vida. Justamente porque pensavam em categorias “carnais”, muitos ouvintes de Jesus não podiam aceitar um Messias que viesse numa “carne” humana, isto é, humilde, manso, servo, alheio ao sonho de grandeza, fato próprio de quem se deixa seduzir pelo mundo materialista e pagão. A “carne” de Jesus não combina muito com a nossa sede de sucesso, com o incômodo da partilha, com a entrega da nossa “carne” para a vida do mundo. Confundimos a “glória” de Cristo com “espetáculos religiosos”. Viramos o rosto para Sua imagem desfigurada na pessoa de mendigos, de drogados, de bandidos e sofredores de rua. Essa é uma “carne” que nos incomoda e seria melhor passarmos longe dela, mesmo sabendo que as pessoas sofridas podem ser, também, alimento para a nossa caminhada e certeza da posse do Reino que o Pai preparou para os seus “benditos” (cf. Mateus 25, 33. 34).

Tudo passará. Inexoravelmente. Só Cristo permanece como única esperança para o ser humano sedento de valores perenes. Só a Sua Palavra é mais resistente do que o tempo, capaz de assegurar a vida eterna.

Enquanto perdurar nossa peregrinação na fé e na esperança rumo à eternidade, cabe a nós a decisão da escolha entre o Bem e o Mal, entre Deus e outros ídolos. Na vida de todo ser humano chegará o momento da escolha definitiva. A minha opção, a minha única opção é por Cristo. Só Ele tem palavras de vida eterna.

Dom Nelson Westrupp
Bispo da diocese de Santo André (SP)

Seminário inicia preparação da Campanha da Fraternidade 2011

Acontece na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), desta sexta-feira, 11, até o sábado, 12, o seminário preparatório para a Campanha da Fraternidade 2011 (CF 2011), cujo tema será “Fraternidade e a Vida no Planeta e lema “A Criação Geme em Dores de Parto”. O objetivo da reunião é levantar e ordenar o conteúdo do texto-base e dos demais subsídios que farão parte dos instrumentos de realização da Campanha.

Nesta manhã, foram feitos o levantamento e a organização dos tópicos que serão abordados com a finalidade de estabelecer o diagnóstico do objetivo geral da CF 2011 e desdobrar este objetivo em objetivos específicos. O método utilizado é o "ver, julgar e agir", consagrado pela Igreja latino-americana.

Segundo o secretário-executivo da CF, padre José Adalberto Vanzella, nesta sexta-feira, os trabalhos serão organizados para desenvolver o esquema do "agir" da Campanha.

Além de padre José Adalberto Vanzella, participam da reunião o professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sociólogo Paulo Baia, o teólogo da Diocese de São José dos Campos (SP), Antônio Aparecido Alves, o assessor da Cáritas Brasileira, Vitélio Pasa, o irmão marista, professor e ambientalista Afonso Murad, a secretaria da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, irmã Magnólia Santos Rodrigues, a socióloga e professora da Universidade Católica de Brasília (UCB), Valéria Duarte, e o secretário secretário nacional do Mutirão pela Superação da Miséria e da Fome, padre Nelito Dornelas.

Veja também: Dom Dimas e presidente do Conic falam sobre CF 2010

Fonte: Canção Nova

Quem sabe sofrer?

Muitas pessoas, em meio ao sofrimento, descontrolam-se e – por causa de suas limitações – acabam ofendendo a quem está ao seu redor.

Aprendi com a Eliana Sá, minha mulher, que é sinal de amadurecimento na dor, quando alguém sofre e não faz mais ninguém sofrer. Não descarrega nos outros suas dores e sabe estar na cruz sem crucificar ninguém.

Penso que o mistério da dor é o mesmo mistério do amor.

Fonte: Canção Nova

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bíblia e Revelação

Uma síntese da relação entre a Bíblia e a Tradição Divina em perguntas e respostas

O que é a Revelação?

A revelação é a manifestação que Deus fez aos homens de Si mesmo e daquelas outras verdades necessárias ou convenientes para a salvação eterna.

Onde se encontra a Revelação?


A Revelação - também chamada Doutrina cristã ou Depósito da fé- encontra-se na Sagrada Escritura e na Tradição.

A quem foi confiada a Revelação?


Jesus Cristo confiou a Revelação à Igreja Católica. Por meio de seus Apóstolos, porthttp://www.blogger.com/img/blank.gifanto, só a Igreja tem autoridade para custodiá-la, ensiná-la e interpretá-la sem erro.

O que é a Sagrada Escritura?

A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus posta por escrito sob a inspiração do Espírito Santo. O conjunto dos livros inspirados é chamado Bíblia.

O que é a Tradição?

A Tradição é a Palavra de Deus não contida na Bíblia, e sim transmitida por Jesus Cristo aos Apóstolos e por estos à Igreja.

Os ensinamentos da Tradição estão contidos nos Símbolos ou Profissões de fé (por exemplo, o Credo), nos documentos dos Concílios, nos escritos dos Santos Padres da Igreja e nos ritos da Sagrada Liturgia.

Quem é o Autor da Bíblia?


O Autor principal da Bíblia é Deus. O autor secundário ou instrumental da Bíblia é o escritor sagrado ou hagiógrafo. Por exemplo, Moisés, o profeta Isaías, São Mateus, São Paulo etc.

O que é a Inspiração bíblica?

A inspiração bíblica é uma graça específica que o Espírito Santo concede, pela qual o escritor sagrado é movido a colocar por escrito as coisas que Deus quer comunicar aos demais homens.

Quais são as propriedades da Bíblia?

As propriedades da Bíblia são:

- A Unidade entre o Antigo e o Novo Testamento, e entre todas as partes de todos os livros.
- A Infalibilidade (não contém erros no que compete à nossa salvação) e a Veracidade (contém as verdades necessárias para nossa salvação).
- A Santidade (procede de Deus, ensina uma doutrina e nos conduz à santidade).

Como a Bíblia é dividida?


A Bíblia se divide em duas partes: Antigo e Novo Testamento. Por sua vez os livros do Antigo e Novo Testamentos se dividem em: livros históricos, didáticos e proféticos. E cada livro é dividido em capítulos e versículos.

O que o Antigo Testamento contém?


O Antigo Testamento contém os livros inspirados escritos antes da vinda de Jesus Cristo. São 46. Os livros históricos do Antigo Testamento são 21: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio (que formam o Pentateuco), Josué, Juízes, Rute, I e II Crônicas, I e II Esdras (o 2º chamado também Neemias), Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus.

Os livros didáticos do Antigo Testamento são 7: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria e Eclesiástico.

Os livros proféticos do Antigo Testamento são 18: Os quatro Profetas Maiores: Isaías, Jeremias (com Lamentações e Baruc), Ezequiel, Daniel, e os doze Profetas Menores: Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

O que o Novo Testamento contém?

O Novo Testamento contém os livros inspirados escritos depois da vinda de Jesus Cristo. São 27. Os livros históricos do Novo Testamento são 5: Os quatro Evangelhos (segundo São Mateus, São Marcos, São Lucas, São João) e os Atos dos Apóstolos.

Os livros didáticos do Novo Testamento são 21: As 14 Epístolas ou Cartas de São Paulo: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemón e Hebreus.

As 7 Epístolas ou Cartas chamadas católicas são: I e II de São Pedro: I, II e III de São João, a de Tiago e a de São Judas.

O único livro profético do Novo Testamento é o Apocalipse de São João.

O que é o Cânon bíblico?

O Cânon bíblico é o catálogo dos setenta e três livros do Antigo e do Novo Testamentos que formam a Bíblia e que a Igreja declarou como divinamente inspirados.

Em que período foi escrita a Bíblia?

Os livros do Antigo Testamento foram escritos entre o século XV e II antes de Cristo.
Os livros do Novo testamento foram escritos na segunda metade do século I. Os Livros Sagrados foram escritos em princípio em papiro e mais tarde em pergaminho. O papiro é uma planta que abunda no Egito, o pergaminho é uma pele de cabrito que permite escrever nas duas faces.

Originalmente a Bíblia estava em rolos, quer dizer, longas faixas de papiro ou de pele unida nas extremidades a dois bastões em torno a um dos quais girava.

O que é a Hermenêutica bíblica?

A Hermenêutica bíblica é a ciência que trata das normas para interpretar retamente os Livros Sagrados. A Igreja Católica é a única capacitada para interpretar autenticamente (com pleno direito e sem possibilidade de errar) a Sagrada Escritura porque Deus confiou somente a Ela a missão de guardar, ensinar e esclarecer aos fiéis sua Palavra.

Quais outras Bíblias existem?

Além da Bíblia católica, que é a única completa e verdadeira, existem a Bíblia Hebraica e as Bíblias protestantes. A Bíblia Hebraica contém somente trinta e nove livros do Antigo Testamento. Portanto, rejeitam sete livros do Antigo Testamento e todos os do Novo Testamento que formam a Bíblia católica. Os protestantes, por sua vez, admitem somente a "livre interpretação" quer dizer, que cada um dever ler e interpretar a Bíblia à sua maneira, sem necessidade de submeter-se à autoridade da Igreja. As Bíblias protestantes suprimiram alguns livros que estão na Bíblia católica; além dos livros que conservam, modificam algumas palavras para apoiar suas idéias errôneas. Além disso, carecem de notas e comentários, não têm aprovação da autoridade da Igreja; muitas são editadas pelas "Sociedades Bíblicas", algumas dizem: "Versão do original realizado por Cipriano de Valera e C. Reyna"; a maioria delas suprime vários livros do Antigo Testamento (Sabedoria, Judite, Tobias, Eclesiástico, Macabeus I e II, entre outros) e algumas também suprimem livros do Novo (Epístolas de Tiago, de São Pedro e de São João)

Qualquer Bíblia pode ser lida?


Não. Porque pode conter erros doutrinais ou morais. Para evitar esses erros, um católico só deve ler Bíblias com notas e explicações aprovadas pela Igreja Católica, quer dizer, que tenham "Nihil Obstat" e "Imprimatur".

Como ler a Bíblia?

A Igreja recomenda a leitura da Bíblia porque é alimento constante para a vida da alma; produz frutos de santidade, é fonte de oração, grande ajuda para o ensinamento da doutrina cristã e para a pregação. O Concílio Vaticano II "exorta a todos os fiéis com insistência a que, pela freqüente leitura das Escrituras, aprendam a ciência eminente de Cristo" (Constituição Dei Verbum, n. 25). As disposições que se devem ter para ler e estudar a Bíblia são: fé e amor à Palavra de Deus, reta intenção, piedade e humildade para aceitar o que Deus diz. É recomendável ler os Evangelhos diariamente durante alguns minutos. São Jerônimo diz "Leia com muita freqüência as divinas Escrituras; e mais, nunca abandone a leitura sagrada". À luz dos ensinamentos da Igreja, a Bíblia nos permite conhecer o modo de salvar-nos e reconciliar-nos, e isso só pode se dar conhecendo, amando e encarnando a vida de Jesus Cristo.
(aci digital)

Dom Estêvão Bettencourt OSB

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