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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 30 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 30 de Janeiro de 2009

Sexta-feira da 3ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Jacinta Mariscotti, virgem, +1640

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São Vicente de Paulo : «A que podemos comparar o Reino de Deus?»


Carta aos Hebreus 10,32-39.

Recordai os primeiros dias nos quais, depois de terdes sido iluminados, suportastes a grande luta dos sofrimentos, tanto sendo expostos publicamente a insultos e tribulações, como sendo solidários com os que assim eram tratados. Tomastes parte nos sofrimentos dos encarcerados, aceitastes com alegria a confiscação dos vossos bens, sabendo que possuís bens melhores e mais duradouros. Não percais, pois, a vossa confiança, à qual está reservada uma grande recompensa. Na realidade, tendes necessidade de perseverança, para que, tendo cumprido a vontade de Deus, alcanceis a promessa. Pois ainda um pouco, de facto, um pouco apenas, e o que há-de vir, virá e não tardará. O meu justo viverá pela fé, mas, se ele voltar atrás, a minha alma não encontrará nele satisfação. Nós, porém, não somos daqueles que voltam atrás para a perdição, mas homens de fé para a salvação da nossa alma.


Evangelho segundo S. Marcos 4,26-34.

Dizia ainda: «O Reino de Deus é como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce, sem ele saber como. A terra produz por si, primeiro o caule, depois a espiga e, finalmente, o trigo perfeito na espiga. E, quando o fruto amadurece, logo ele lhe mete a foice, porque chegou o tempo da ceifa.» Dizia também: «Com que havemos de comparar o Reino de Deus? Ou com qual parábola o representaremos? É como um grão de mostarda que, ao ser deitado à terra, é a mais pequena de todas as sementes que existem; mas, uma vez semeado, cresce, transforma-se na maior de todas as plantas do horto e estende tanto os ramos, que as aves do céu se podem abrigar à sua sombra.» Com muitas parábolas como estas, pregava-lhes a Palavra, conforme eram capazes de compreender. Não lhes falava senão em parábolas; mas explicava tudo aos discípulos, em particular.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Vicente de Paulo (1581-1660), presbítero, fundador de comunidades religiosas
Entrevistas; parecer de A. Durant, 1656 (Seuil 1960, p. 320)

«A que podemos comparar o Reino de Deus?»


Não tenhais a paixão de parecerdes superiores, nem mestres. Não estou de acordo com uma pessoa que me dizia, há alguns dias, que, para bem conduzir e manter a autoridade, era preciso fazer ver que se era o superior. Ó meu Deus! Nosso Senhor Jesus Cristo não falou nada assim; ele ensinou-nos o contrário, com a palavra e com o exemplo, dizendo-nos que Ele próprio veio, não para ser servido, mas para servir os outros, e que aquele que quiser ser o primeiro deve ser o escravo de todos (Mc 10, 44-45) [...].

Por isso, entregai-vos a Deus, a fim de falardes no espírito humilde de Jesus Cristo, confessando que a vossa doutrina não é vossa, nem de vós, mas do Evangelho. Imitai sobretudo a simplicidade das palavras e das comparações que Nosso Senhor fazia na Sagrada Escritura, falando ao povo. Que maravilhas não podia Ele ensinar ao povo! Que segredos não teria Ele sido capaz de desvendar sobre a Divindade e as Suas admiráveis perfeições, Ele que era a Sabedoria eterna de Seu Pai! No entanto, vede como fala inteligivelmente, e como se serve de comparações familiares, de um trabalhador, de um vinhateiro, de um campo, de uma vinha, de um grão de mostarda. Aí está como é preciso que vós faleis, se quereis fazer-vos entender pelo povo, a quem anunciais a palavra de Deus.

Outra coisa à qual deveis dar uma atenção muito particular é terdes uma grande dependência em relação à conduta do Filho de Deus; quero dizer que, quando for preciso agir, façais esta reflexão: «Isto está de acordo com as máximas do Filho de Deus?» Se achardes que está, dizei: «No momento certo, façamos»; se não, dizei: «Não o farei nunca». Mais, quando for o caso de fazer qualquer boa obra, dizei ao Filho de Deus: «Senhor, se estivésseis no meu lugar, como faríeis Vós nesta ocasião? Como instruiríeis Vós o povo? Como consolaríeis Vós este doente do espírito ou do corpo?» [...] Procuremos fazer com que Jesus Cristo reine em nós.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quinta-feira, dia 29 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 29 de Janeiro de 2009

Quinta-feira da 3ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Constâncio, bispo, mártir, + 178, São José Freinademetz, presbítero, fundador, +1908

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Santo Inácio de Antioquia : «Não há nada escondido que não venha a descobrir-se»


Carta aos Hebreus 10,19-25.

Temos, pois, irmãos, plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade e, tendo um Sumo Sacerdote à frente da casa de Deus, aproximemo-nos dele com um coração sincero, com a plena segurança da fé, com os corações purificados da má consciência e o corpo lavado com água pura. Conservemos firmemente a profissão da nossa esperança, pois aquele que fez a promessa é fiel. Estejamos atentos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras, sem abandonarmos a nossa assembleia – como é costume de alguns – mas animando-nos, tanto mais quanto mais próximo vedes o Dia.


Evangelho segundo S. Marcos 4,21-25.

Disse-lhes ainda: «Põe-se, porventura, a candeia debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser colocada no candelabro? Porque não há nada escondido que não venha a descobrir-se, nem há nada oculto que não venha à luz. Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça.» E prosseguiu: «Tomai sentido no que ouvis. Com a medida que empregardes para medir é que sereis medidos, e ainda vos será acrescentado. Pois àquele que tem, será dado; e ao que não tem, mesmo aquilo que tem lhe será tirado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Inácio de Antioquia ( ?-c. 110), bispo e mártir
Carta aos Efésios, §§ 13-15 (trad. coll. Icthus, vol. 2, p. 80)

«Não há nada escondido que não venha a descobrir-se»


Cuidai de vos reunirdes com mais frequência para oferecer a Deus a vossa eucaristia, as vossas acções de graças e os vossos louvores. Por vos reunirdes frequentemente, enfraqueceis as forças de Satanás e o seu poder pernicioso dissipa-se perante a unanimidade da vossa fé. Haverá algo melhor do que a paz, esta paz que desarma todos os nossos inimigos espirituais e carnais?

Não ignorareis nenhuma destas verdades, se tiverdes por Jesus Cristo uma fé e uma caridade perfeitas. Estas duas virtudes são o princípio e o fim da vida: a fé é o seu princípio, a caridade a sua perfeição; a união das duas, o próprio Deus; todas as outras virtudes as seguem em procissão para conduzir o homem à perfeição. A profissão da fé é incompatível com o pecado e a caridade com o ódio. «É pelos frutos que se conhece a árvore» (Mt 12,33); da mesma forma, é pelas suas obras que se reconhecem os que fazem profissão de pertencer a Cristo. Pois, neste momento, para nós, não se trata apenas de fazer profissão da nossa fé, mas efectivamente de a pôr em prática com preseverança, até ao fim.

Mais vale ser-se cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser. Fica muito bem ensinar, desde que se pratique o que se ensina. Nós temos, portanto, um só Mestre (Mt 23,8), Aquele que «disse, e tudo foi feito» (Sl 32,9). Mesmo as obras que realizou em silêncio são dignas do Pai. Aquele que compreende verdadeiramente a palavra de Jesus pode até ouvir o Seu silêncio; será então perfeito: agirá através de Sua palavra e manifestar-se-á pelo Seu silêncio. Nada escapa ao Senhor; mesmo os nossos segredos estão na Sua mão. Façamos portanto todas as nossas acções com o pensamento de que Ele habita em nós; seremos então nós mesmos Seus templos, e Ele será o nosso Deus, que habita em nós.


quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Quarta-feira, dia 28 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quarta-feira, dia 28 de Janeiro de 2009

Quarta-feira da 3ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : S. Tomás de Aquino, presbítero e Doutor da Igreja, +1274

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Beato Guerric d'Igny : «Os que ouvem a palavra e a recebem dão fruto»


Carta aos Hebreus 10,11-18.

Todo o sacerdote se apresenta diariamente para oferecer o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca podem apagar os pecados. Cristo, porém, depois de oferecer pelos pecados um único sacrifício, sentou-se para sempre à direita de Deus, esperando, por último, que os seus inimigos sejam postos como estrado dos seus pés. De facto, com uma só oferta, Ele tornou perfeitos para sempre os que são santificados. É o que o Espírito Santo também nos atesta. De facto, depois disse: Esta é a aliança que estabelecerei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: ‘Porei as minhas leis nos seus corações e gravá-las-ei nas suas mentes; e não mais me recordarei dos seus pecados nem das suas iniquidades.’ Ora, onde há perdão dos pecados, já não há necessidade de oferenda pelos pecados.


Evangelho segundo S. Marcos 4,1-20.

De novo começou a ensinar à beira-mar. Uma enorme multidão vem agrupar-se junto dele e, por isso, sobe para um barco e senta-se nele, no mar, ficando a multidão em terra, junto ao mar. Ensinava-lhes muitas coisas em parábolas e dizia nos seus ensinamentos: «Escutai: o semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho e vieram as aves e comeram-na. Outra caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra e logo brotou, por não ter profundidade de terra; mas, quando o sol se ergueu, foi queimada e, por não ter raiz, secou. Outra caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram, sufocaram-na, e não deu fruto. Outra caiu em terra boa e, crescendo e vicejando, deu fruto e produziu a trinta, a sessenta e a cem por um.» E dizia: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça.» Ao ficar só, os que o rodeavam, juntamente com os Doze, perguntaram-lhe o sentido da parábola. Respondeu: «A vós é dado conhecer o mistério do Reino de Deus; mas, aos que estão de fora, tudo se lhes propõe em parábolas, para que ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam, não vão eles converter-se e ser perdoados.» E acrescentou: «Não compreendeis esta parábola? Como compreendereis então todas as outras parábolas? O semeador semeia a palavra. Os que estão ao longo do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; e, mal a ouvem, chega Satanás e tira a palavra semeada neles. Do mesmo modo, os que recebem a semente em terreno pedregoso, são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria, mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes e, quando surge a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, logo desfalecem. Outros há que recebem a semente entre espinhos; esses ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e as restantes ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica infrutífera. Aqueles que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra, a recebem, dão fruto e produzem a trinta, a sessenta e a cem por um.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beato Guerric d'Igny (c.1080-1157), abade cisterciense
5º sermão para o Natal (trad. cf. SC 166, pp. 227 e R. Thomas, Pain de Cîteaux)

«Os que ouvem a palavra e a recebem dão fruto»


Obviamente, é uma palavra «certa e digna de toda a aceitação» (1Tim 1,15), porque a Tua Palavra é omnipotente, Senhor! Descida de um imenso e profundo silêncio, do alto, das moradas reais do Pai (Sb 18,14-15), para repousar numa manjedoura de animais, esta Palavra fala-nos melhor, por agora, através do Seu silêncio. «Quem tiver ouvidos, oiça» o que nos diz este santo e misterioso silêncio do Verbo eterno [...]

Com efeito, haverá alguma coisa que inculque a regra do silêncio com tanta força e autoridade, que reprima o mal inquieto da língua e das tempestades de palavras [...], como a Palavra de Deus, silenciosa entre os homens? «A palavra ainda não me chegou à boca» (Sl 138, 4), parece proclamar a Palavra omnipotente, desde que se submete a Sua mãe. E nós, com que loucura dizemos: «confiamos na força da nossa língua; os nossos lábios nos defenderão; quem nos poderá dominar?» (Sl 11, 5) Que doçura seria para mim, se me fosse permitido guardar silêncio, apagar-me e calar-me, sem ter sequer de falar sobre o bem, para poder prestar mais atenção, para ficar mais recolhido, para escutar as palavras secretas e os significados sagrados deste silêncio divino! Como gostaria de ir à escola do Verbo por tanto tempo quanto o que o próprio Verbo guardou silêncio, na escola de Sua mãe. [...]

«O Verbo fez-se homem e veio habitar connosco» (Jo 1,14). Ponhamos então toda a nossa devoção, irmãos, em meditar sobre Cristo envolto nos panos com os quais Sua mãe O cobriu, para que vejamos, na alegria eterna do Reino, a glória e a beleza com a qual Seu Pai O terá revestido.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Terça-feira, dia 27 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Terça-feira, dia 27 de Janeiro de 2009

Terça-feira da 3ª semana do Tempo Comum


Hoje a Igreja celebra : Santa Ângela Mérici, virgem, fundadora, +1540

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Beato Guerric d'Igny : «Esse é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe»


Carta aos Hebreus 10,1-10.

Possuindo apenas a sombra dos bens futuros e não a expressão própria das coisas, a Lei nunca pode conduzir à perfeição aqueles que participam nos sacrifícios que se oferecem constantemente cada ano. Não se teria porventura deixado de os oferecer, se os que prestam culto, purificados de uma vez por todas, já não tivessem consciência de algum pecado? Pelo contrário, com esses sacrifícios, recordam-se anualmente os pecados, uma vez que é impossível que o sangue dos touros e dos bodes apague os pecados. Por isso, ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem oferenda, mas preparaste-me um corpo. Não te agradaram holocaustos nem sacrifícios pelos pecados. Então, Eu disse: Eis que venho – como está escrito no livro a meu respeito – para fazer, ó Deus, a tua vontade. Disse primeiro: Não quiseste nem te agradaram sacrifícios, oferendas e holocaustos pelos pecados – e, no entanto, eram oferecidos segundo a Lei. Disse em seguida: Eis que venho para fazer a tua vontade. Suprime, assim, o primeiro culto, para instaurar o segundo. E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.


Evangelho segundo S. Marcos 3,31-35.

Nisto chegam sua mãe e seus irmãos que, ficando do lado de fora, o mandam chamar. A multidão estava sentada em volta dele, quando lhe disseram: «Estão lá fora a tua mãe e os teus irmãos que te procuram.» Ele respondeu: «Quem são minha mãe e meus irmãos?» E, percorrendo com o olhar os que estavam sentados à volta dele, disse: «Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Beato Guerric d'Igny (c.1080-1157), abade cisterciense
2.º Sermão para a Natividade de Maria, § 3-4 (trad. SC 202, pp. 491ss.)

«Esse é que é Meu irmão, Minha irmã e Minha mãe»


O Evangelho mostra-nos o rosto mais belo de Cristo: a Sua vida e os ensinamentos que deu, por palavras e pelo próprio exemplo. Conhecer a Cristo desta forma constitui, na vida presente, a piedade dos cristãos [...]. Por isso Paulo, sabendo que «é o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada» (Jo 6,63), quer conhecer a Cristo mas já não à maneira humana (2Co 5,16), a fim de consagrar-se por inteiro Àquele que é o Espírito que vivifica (1 Co 15,45).

Ora, Maria parece partilhar este sentimento: ao desejar fazer penetrar em todos os corações o Bem-Amado nascido de seu seio, o Bem-Amado de seus desejos, ela descreve-O não segundo a carne, mas segundo o Espírito. Também ela parece dizer, com Paulo: «Ainda que tenha conhecido a Cristo à maneira humana, agora já não O conheço assim.» (2 Co 5,16). Com efeito, também ela deseja gerar, em todos os seus filhos adoptados, o seu Filho único. Por isso, apesar de eles terem sido gerados pela palavra da verdade (Tg 1,18), Maria continua, em cada dia, a concebê-los pelo desejo e a solicitude da sua ternura maternal, até que estes cheguem «à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao homem adulto, à medida completa da Unidade de Cristo» (Ef 4,13), seu Filho, Aquele que ela concebeu e deu ao mundo [...].

Ela faz-nos assim, portanto, o elogio desse fruto de seu seio: «Sou a mãe do puro amor, do temor, do conhecimento e da digna esperança.» (Sir 24,18). - É esse então o teu Filho, ó Virgem das virgens? É esse o teu Bem-Amado, ó mais bela das mulheres? (Ct 5,9). - «Este é certamente o meu Amado; Este é o meu Filho, ó mulheres de Jerusalém (Ct 5,9). O meu Bem-Amado é, em si mesmo, o puro amor, e n'Aquele que d'Ele nasceu, do meu Bem-Amado, está o amor puro, o temor, a digna esperança e o conhecimento».

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

EVANGELHO QUOTIDIANO - Segunda-feira, dia 26 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Segunda-feira, dia 26 de Janeiro de 2009

SS. Timóteo e Tito, bispos (memória obrigatória)


Hoje a Igreja celebra : S. Tito, bispo, companheiro de S. Paulo, séc. I, S. Timóteo, bispo, companheiro de S. Paulo, séc. I

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Papa Bento XVI: São Timóteo e Tito, sucessores dos apóstolos


2ª Carta a Timóteo 1,1-8.

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, por desígnio de Deus, segundo a promessa de vida que há em Cristo Jesus, a Timóteo, meu filho querido: graça, misericórdia e paz de Deus Pai e de Cristo Jesus, Nosso Senhor. Dou graças a Deus, a quem sirvo em consciência pura, como já o fizeram os meus antepassados, ao recordar-te constantemente nas minhas orações, noite e dia. Ao lembrar-me das tuas lágrimas, anseio ver-te, para completar a minha alegria, pois trago à memória a tua fé sem fingimento, que se encontrava já na tua avó Loide e na tua mãe Eunice e que, estou seguro, se encontra também em ti. Por isso recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos, pois Deus não nos concedeu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e de bom senso. Portanto, não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor, nem de mim, seu prisioneiro, mas compartilha o meu sofrimento pelo Evangelho, apoiado na força de Deus.


Evangelho segundo S. Lucas 10,1-9.

Depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe. Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho. Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós. Ficai nessa casa, comendo e bebendo do que lá houver, pois o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os doentes que nela houver e dizei-lhes: 'O Reino de Deus já está próximo de vós.'


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Papa Bento XVI
Audiência geral de 03/05/2006 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)

São Timóteo e Tito, sucessores dos apóstolos


A comunidade que surgiu do anúncio evangélico reconhece-se convocada pela palavra daqueles que foram os primeiros a fazer a experiência do Senhor e por Ele foram enviados. Ela sabe que pode contar com a orientação dos Doze, como também com a de quantos a eles se associam pouco a pouco como sucessores no ministério da Palavra e no serviço à comunhão. Por conseguinte, a comunidade sente-se comprometida a transmitir aos outros a «feliz notícia» da presença actual do Senhor e do seu mistério pascal, que age no Espírito.
Isto é bem evidenciado nalguns textos das Epístolas de São Paulo: «Transmiti-vos o que eu próprio recebi» (1 Cor 15, 3). E isto é importante. São Paulo sabe que foi originariamente chamado por Cristo com uma vocação pessoal, que é um verdadeiro Apóstolo e, contudo, também para ele o que conta sobretudo é a fidelidade a quanto recebeu. Ele não queria «inventar» um novo cristianismo, por assim dizer «paulino». Por isso insiste: «Transmiti-vos o que eu próprio recebi.» Transmitiu o dom inicial que vem do Senhor e é a verdade que salva. Depois, no fim da vida, escreve a Timóteo: «Tu és o depositário do Evangelho. Guarda, pelo Espírito Santo que habita em nós, o precioso bem que te foi confiado» (2 Tm 1, 14).
Mostra-o também com eficiência este antigo testemunho da fé cristã, escrito por Tertuliano por volta do ano 200: «[Os Apóstolos,] no princípio, afirmaram a fé em Jesus Cristo e estabeleceram Igrejas para a Judeia e, logo a seguir, espalhados pelo mundo, anunciaram a mesma doutrina e uma mesma fé às nações e, por conseguinte, fundaram a Igreja em cada cidade. A partir destas, as outras Igrejas procederam à ramificação da sua fé e das sementes da doutrina, e continuamente o fazem, para serem verdadeiras Igrejas. Desta forma, também elas são consideradas apostólicas, como descendentes das Igrejas dos apóstolos" (De praescriptione haereticorum, 20; PL 2, 32).

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 25 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 25 de Janeiro de 2009

3º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Terceiro Domingo do Tempo Comum (semana III do saltério)
Hoje a Igreja celebra : Conversão de São Paulo

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Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] : «Deixando logo as redes, seguiram-No»


Livro de Jonas 3,1-5.10.

A palavra do Senhor foi dirigida pela segunda vez a Jonas, nestes termos: «Levanta-te e vai a Nínive, à grande cidade e apregoa nela o que Eu te ordenar.» Jonas levantou-se e foi a Nínive, segundo a ordem do Senhor. Nínive era uma cidade imensamente grande, e eram precisos três dias para a percorrer. Jonas entrou na cidade e andou um dia inteiro a apregoar: «Dentro de quarenta dias Nínive será destruída.» Os habitantes de Nínive acreditaram em Deus, ordenaram um jejum e vestiram-se de saco, do maior ao menor. Deus viu as suas obras, como se convertiam do seu mau caminho, e, arrependendo-se do mal que tinha resolvido fazer-lhes, não lho fez.


1ª Carta aos Coríntios 7,29-31.

Eis o que vos digo, irmãos: o tempo é breve. De agora em diante, os que têm mulher, vivam como se não a tivessem; e os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se não possuíssem; os que usam deste mundo, como se não o usufruíssem plenamente. Porque este mundo de aparências está a terminar.


Evangelho segundo S. Marcos 1,14-20.

Depois de João ter sido preso, Jesus foi para a Galileia, e proclamava o Evangelho de Deus, dizendo: «Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo: arrependei-vos e acreditai no Evangelho.» Passando ao longo do mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, que lançavam as redes ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes Jesus: «Vinde comigo e farei de vós pescadores de homens.» Deixando logo as redes, seguiram-no. Um pouco adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam no barco a consertar as redes, e logo os chamou. E eles deixaram no barco seu pai Zebedeu com os assalariados e partiram com Ele.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santa Teresa Benedita da Cruz [Edith Stein] (1891-1942), carmelita, mártir, co-padroeira da Europa
Para a primeira profissão de sua irmã Myriam (trad. Source caché, p. 255)

«Deixando logo as redes, seguiram-No»


Aquele que se deixa conduzir como uma criança pelo vínculo da santa obediência chegará ao Reino de Deus prometido «às criancinhas» (Mt 19,14). Esta obediência conduziu Maria, a filha de rei, da casa de David, para a modesta casa do humilde carpinteiro de Nazaré; conduziu os dois seres mais santos do mundo para fora do recinto protector do seu humilde lar, pelas grandes estradas, até ao estábulo de Belém. A obediência depositou o Filho de Deus na manjedoura.

Na pobreza, livremente escolhida, o Salvador e Sua mãe percorreram os caminhos da Judeia e da Galileia e viveram da esmola dos que acreditavam. Nu e despojado, o Senhor foi suspenso da cruz e entregou ao discípulo amado a protecção de sua mãe. (Jo 19,25ss.).

Eis o motivo por que Ele pede a pobreza àqueles que O querem seguir. O coração deve estar livre de tudo o que o prende aos bens terrenos, não deve desejá-los, não deve inquietar-se, nem deles depender, se quer pertencer totalmente ao Esposo divino.





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Em Portugal, e provavelmente noutros países, as Conferências Episcopais decidiram que, devido às comemorações dos 2000 anos do nascimento do Apóstolo Paulo, seria possível utilizar hoje as leituras da festa da Conversão de S. Paulo (e não as do 3º Domingo do tempo comum). Sendo assim, as leituras poderão ser Jn 3,1-5.10; Sl 24(25),4-9; 1Cor 7,29-31; Mc 1,14-20.

Semana de Unidade dos Cristãos - 7

Os cristãos perante o pluralismo religioso
Estarão unidos na tua mão


Is 25, 6-9 : Foi no Senhor que esperámos


Sl 117 (116), 1-2 : Louvai o Senhor, todas as nações


Rm 2, 12-16 : Os que puserem em prática a lei serão justificados.


Mc 7, 24-30 : Por causa desta palavra, vai, porque o demónio já saiu da tua filha.


Comentário


Quase todos os dias ouvimos falar das violências que, em várias regiões do mundo, opõem fiéis de diversas religiões. Em contrapartida, a Coreia apresenta-se como um país em que religiões diferentes – budistas, cristãos, confucionistas – conseguem normalmente coexistir em paz.


Num grande hino de louvor, o profeta Isaías anuncia que Deus enxugará todas as lágrimas e preparará um festim para todos os povos e todas as nações! Um dia – diz o profeta – todos os povos da terra glorificarão a Deus e exultarão pois Ele os terá salvo. O Senhor em quem esperámos é o anfitrião do banquete eterno de que fala Isaías na sua acção de graças.


Quando Jesus encontra uma mulher que não é judia e que lhe pede para curar a sua filha, ele responde de maneira surpreendente e começa por recusar ajudá-la. A mulher insiste no mesmo tom que ele: “Mas os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas do pão dos filhos”. Jesus reconhece a sagacidade desta mulher que compreendeu que a missão de Cristo se dirige aos judeus e aos não-judeus e convida-a a regressar a casa, prometendo-lhe curar a filha.


As Igrejas comprometeram-se em dialogar para promover a unidade dos cristãos. No decorrer dos últimos anos, o diálogo afirmou-se também entre os fiéis de outras religiões, em particular das religiões do “Livro” (Judaísmo e Islão). Trata-se de encontros que não são apenas enriquecedores mas que contribuem para promover o respeito e as boas relações entre uns e outros e para construir a paz nas zonas de conflitos. Se nós, cristãos, nos unirmos no nosso testemunho contra os preconceitos e contra a violência, isso tornar-se-á mais eficaz. E se escutarmos atentamente os nossos irmãos das outras religiões, não poderemos aprender mais sobre a universalidade do amor de Deus e do seu reino?


O diálogo com os outros cristãos não teria de significar uma perda da nossa própria identidade religiosa; pelo contrário, deveríamos alegrar-nos por obedecer à oração de Jesus, “que todos sejam um, como Ele é um com o Pai”. A unidade não se fará de um dia para o outro. Trata-se antes de uma peregrinação que efectuamos com os outros crentes e que nos conduz a um destino comum de amor e de salvação.


Oração


Senhor Deus, nós te agradecemos pela sabedoria que as tuas escrituras nos transmitem. Dá-nos a coragem de abrirmos o coração e o espírito ao nosso próximo, seja ele de outra confissão cristã ou de qualquer outra religião. Concede-nos a graça de ultrapassarmos as barreiras da indiferença, dos preconceitos e do ódio. Reforça a nossa visão dos últimos dias, quando todos os cristãos caminharem juntos para o banquete final e quando todas as lágrimas e todo o desacordo forem vencidos pelo amor. Amém.

Fonte:

Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 6

Os cristãos diante da doença e do sofrimento


2 Rs 20, 1-6: Ah, Senhor, digna-te lembrares de mim


Sl 22 (21), 1-11: Por que me abandonaste?


Tg 5, 13-15: A oração com fé salvará o enfermo


Mc 10, 46-52: Que queres que eu te faça?


Comentário


Quantas vezes Jesus encontrou os doentes e quis curá-los! Todas as nossas Igrejas, ainda que divididas, têm uma clara consciência da compaixão do Senhor pelos que sofrem. No que toca às doenças, os cristãos sempre procuraram seguir o exemplo do Mestre, cuidando dos enfermos, construindo hospitais e dispensários, não se preocupando apenas com “a alma”, mas também dos corpos dos pequeninos de Deus.


Contudo, isto nem sempre é tão evidente. As pessoas saudáveis tendem a considerar a saúde como uma conquista sua, e esquecem aqueles que não podem participar plenamente da comunidade por causa da sua enfermidade ou limitação. Quanto aos enfermos, muitos deles sentem-se esquecidos por Deus; distantes da sua presença, da sua graça e da sua força salvadora.


A profunda fé de Ezequias sustenta-o na doença. Nos momentos de dor, ele encontra os termos certos para recordar a Deus a sua promessa misericordiosa. Sim, aqueles que sofrem às vezes tomam da Bíblia as palavras inspiradoras para clamar por suas dores e confrontar o desígnio de Deus: “Por que me abandonaste?” Se a nossa relação com Deus é sincera, profunda, e se diz com palavras de fé e reconhecimento, ela poderá também expressar na oração a nossa aflição, a nossa dor e até mesmo a nossa ira, quando esta última for necessária.


Os doentes não são apenas objeto de cuidados. Ao contrário, são sujeitos de viva experiência de fé, como descobriram os discípulos de Jesus certa vez – no relato que lemos no Evangelho de Marcos. Aconteceu que os discípulos queriam fazer seu próprio caminho ao seguir Jesus, ignorando o homem doente marginalizado pela multidão. Quando Jesus os interpela, ele desvia-os de seus objetivos individualistas. Connosco pode acontecer algo parecido: estamos dispostos a cuidar dos doentes, desde que eles não reclamem e nos perturbem. Hoje, frequentemente, são os doentes dos países pobres que gritam para nós pedindo medicamentos; isto que nos leva a refletir sobre a concessão de patentes e do lucro. Os discípulos que antes queriam impedir o cego de se aproximar de Jesus são interpelados pelo mesmo Jesus a levar-lhe a sua mensagem de cura; uma mensagem de amor que soa completamente nova: “Coragem! Levanta-te, ele chama por ti”.


Somente quando os discípulos conduzem o doente até Jesus é que eles finalmente entendem o que quer o Senhor: dedicar o tempo para se encontrar com o doente, para lhe falar e ouvir, perguntando-lhe o que deseja e do que necessita. Uma comunidade de reconciliação só pode florescer quando os enfermos experimentam a presença de Deus nas suas relações com os irmãos e as irmãs em Cristo.


Oração


Senhor, escuta o teu povo quando este grita por ti, aflito pela doença e pela dor. Que aqueles que são saudáveis se façam dom pelo bem-estar dos outros; que eles possam servir os que sofrem com coração generoso e mãos abertas. Senhor, dá-nos viver na tua graça e pela tua providência, tornando-nos uma comunidade de reconciliação onde todos te louvem unidos. Amém.


Fonte:

Evangelho Quotidiano

Semana de Unidade dos Cristãos - 5

Os cristãos diante das discriminações e dos preconceitos sociais


Is 58, 6-12: Não te esquives daquele que é tua própria carne


Sl 133: Que prazer encontrar-se entre irmãos


Gl 3, 26-29: Todos vós sois um só em Cristo


Lc 18, 9-14: A estes, convencidos de serem justos


Comentário


No início do mundo, os seres humanos criados à imagem de Deus constituíam uma só humanidade “unidos em tua mão”.


No entanto, o pecado interferiu no coração do homem... Desde então, não cessamos de construir categorias discriminatórias. Neste mundo, muitas escolhas são feitas com base na raça ou etnia; há casos em que a identidade sexual ou o simples facto de ser homem ou mulher alimenta os preconceitos; em outros lugares, ainda, o obstáculo é a religião, usada como feitora de exclusão. Todas estas discriminações são desumanas. Elas são fontes de conflito e de grande sofrimento.


No seu ministério terrestre, Jesus mostrou-se particularmente sensível à humanidade comum, a todos os homens e mulheres. Ele denunciou sem cessar as discriminações de toda espécie e as vantagens que alguns podiam tirar disso. Jesus mostra que nem sempre os “justos” são aqueles que parecem sê-lo, e alerta que o desprezo não tem lugar no coração dos verdadeiros crentes.


Como os benefícios do óleo precioso ou do orvalho do Hermon, o Salmo 133 canta a felicidade da vida fraternalmente partilhada. Quão prazeroso e alegre é viver juntos como irmãos e irmãs: é esta a graça que saboreamos no fundo do coração em nossos encontros ecuménicos, quando renunciamos às discriminações confessionais.


Restaurar a unidade da família humana é missão comum de todos os cristãos. Importa agirmos unidos contra toda sorte de discriminação. Esta é a esperança que partilhamos: não há judeu, nem grego; nem escravo, nem livre; nem homem, nem mulher, pois todos somos “um” em Cristo Jesus.


Oração


Senhor, faz-nos perceber as discriminações e exclusões que marcam a nossa sociedade. Conduz o nosso olhar e ajuda-nos a reconhecer os preconceitos que habitam em nós. Ensina-nos a expulsar todo desprezo de nosso coração, para apreciarmos a alegria de viver jutos em unidade. Amém.


Fonte:

Evangelho Quotidiano

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 4

Os cristãos diante da crise ecológica


Gn 1, 31-2,3: Deus viu tudo o que havia feito; e eis que era muito bom


Sl 148, 1-5: Pois ele ordenou, e foram criados


Rm 8, 18-23: A criação libertada do poder do nada


Mt 13, 31-32: A menor de todas as sementes


Comentário


Deus criou o nosso mundo com sabedoria e amor; quando terminou a obra da criação, viu que tudo era bom. Mas hoje, o mundo enfrenta uma grave crise ecológica. A nossa Terra sofre com o aquecimento climático, devido ao nosso consumo excessivo de energia. A superfície das florestas sobre o Planeta diminuiu 50% nos últimos quarenta anos, enquanto cresce sempre mais a desertificação. Os coreanos, que gostam muito de peixe preocupam-se: são três quartos dos habitantes do mar que desaparecem por dia. Cada dia, são mais de cem espécies vivas que se extinguem! Esta perda de biodiversidade é uma ameaça para a própria humanidade. Com o apóstolo Paulo, nós podemos afirmar: "A criação foi libertada do poder do nada; ela geme, como nas dores do parto".


Não cubramos o rosto! Nós humanos carregamos uma grande responsabilidade nesta destruição do meio-ambiente. A ganância atrai a sombra da morte sobre o conjunto da criação.


Juntos, nós, os cristãos, devemos envolver-nos eficazmente na salvaguarda da criação. Esta imensa tarefa não permite que nós, batizados, trabalhemos sozinhos. Precisamos de conjugar os nossos esforços: atuando juntos, ser-nos-á possível proteger a obra do Criador.


No Evangelho, observamos o lugar central que os elementos da natureza ocupam nas parábolas e no ensino de Jesus. Ele valoriza até mesmo a menor de todas as sementes: o grãozinho de mostarda. Cristo manifesta grande consideração pelas criaturas. Com base na visão bíblica da Criação, nós cristãos podemos oferecer uma contribuição conjunta à reflexão e ação hodiernas pelo futuro do planeta.


Oração


Deus Criador, formaste o mundo pela tua Palavra e viste que tudo era bom. Mas hoje nós realizamos obras de morte e provocamos irremediavelmente a depredação do meio-ambiente. Dá-nos o arrependimento de nossas ganâncias; ensina-nos a cuidar das tuas criaturas. Juntos, nós queremos proteger a criação. Amém.


Fonte:

Evangelho Quotidiano

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Semana de Unidade dos Cristãos - 3

Os cristãos diante da injustiça econômica e da pobreza


Lv 25, 8-14: O jubileu como libertação


Sl 146 (145): O Senhor faz justiça aos oprimidos


1Tm 6, 9-10: O amor ao dinheiro, raiz de todos os males


Lc 4, 16-21: Jesus e o jubileu como libertação


Comentário


Nós pedimos que o Reino de Deus venha; estamos desejosos de um mundo em que as pessoas, principalmente os mais pobres, não morram prematuramente. Todavia, a ordem económica do mundo atual agrava a situação dos pobres e acentua as desigualdades sociais.


A comunidade mundial, hoje, confronta-se com a precarização crescente do trabalho humano e suas consequências. A idolatria do mercado e o amor ao dinheiro, conforme a 1ª Carta a Timóteo, surgem logo como “a raiz de todos os males”.


O que é que as Igrejas Cristãs podem e devem fazer neste contexto? Voltemo-nos juntos para o tema bíblico do jubileu, que Jesus evoca para explicar seu ministério.


Conforme o que é proposto em Levítico 25, no Jubileu anunciava-se: os emigrados económicos poderiam retornar para a sua propriedade ao lado da sua família; se alguém tivesse perdido todos os seus bens, podia também viver com o povo como residente estrangeiro; não se podia emprestar dinheiro com o interesse de cobrar juros; não se oferecia alimento para se tirar proveito.


O Jubileu implicava uma ética comunitária: a libertação dos escravos e o seu retorno para suas casas, a restauração dos direitos territoriais, o perdão das dívidas. Para quem foi vítima das estruturas sociais injustas, o Jubileu significava o restabelecimento do direito e a restituição dos seus meios de existência.


O ponto-de-chegada de um mundo que considera que “ter mais dinheiro” é o valor e o alvo absoluto da vida, só poderá ser a morte. Enquanto Igreja, ao contrário, nós somos chamados a viver no espírito do Jubileu e, a exemplo de Cristo, anunciar juntos esta boa nova. Tendo experimentado a cura de sua própria divisão, os cristãos tornar-se-iam mais sensíveis às outras divisões, promovendo a cura da humanidade e toda a criação.


Oração


Deus de Justiça, no nosso mundo há lugares em que transborda comida; mas outros em que não se tem o bastante, com uma legião de doentes e famintos.


Deus da Paz, no nosso mundo há pessoas que tiram proveito da violência e da guerra, enquanto outros, por causa da guerra e da violência, são obrigados a abandonar os seus lares e encontrar refúgio em terra estranha.


Deus de Compaixão, permite-nos compreender que não podemos viver apenas do dinheiro, mas que necessitamos da tua Palavra. Ajuda-nos a compreender que não podemos chegar à vida e à prosperidade verdadeira senão amando a Ti, na obediência à tua vontade e aos teus ensinamentos.


Nós te pedimos em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amen.


Fonte:

Evangelho Quotidiano

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Enquete

A nova explicação sobre conceitos da igreja ou sobre coisas que podem ou não e seus motivos, será por votação!!! Escolha um tema! O mais votado será comentado!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

NOVA ERA

A Nova Era é um dos movimentos religiosos mais importante e mais perigosos do mundo ocidental atual. Não se trata de uma seita, de uma igreja organizada nem propriamente de uma religião. Isso é estranho de se entender, mas ela é uma nova forma de ver, pensar e agir. Esse movimento é adotado por muitas pessoas e organizações, com a finalidade de mudar o mundo seguindo certas crenças em comum. O perigo está em não possuir um único centro de difusão de suas idéias, nem regras, doutrinas ou disciplina em comum.
Essa tendência fala de vários assuntos: Deus, o destino do homem, morte, outras vidas, meditação, arte... Com isso podemos dizer Que a Nova Era é uma salada de várias religiões com a ciência e a literatura. O resultado é uma mensagem feita de respostas fantásticas, com a finalidade de levar as pessoas a ideias e comportamento contrários à mensagem do evangelho.

Alguns ideais:
  • +O mundo entrará em paz e harmonia segundo a Astrologia , isso com a Era de Aquário
  • +A Era de Aquário será fruto de uma nova consciência para o homem. Para se alcançar tal objetivo será usado variasformas de terapias como religião, saúde, política, música , tv, etc.
  • +Cada um procurará a sua verdade. Não existe pecado.
  • +Panteísmo: A natureza é um unico ser cósmico e divina, como um deus ou uma deusa que está em tudo .
  • +Todas as religiôes são iguais
  • +Jesus é somente um mestre, e não um salvador do pecado, porque cada homem encontra seu caminho.
  • +Etc.
Origens
Cidade: Nova York
Quem criou: Sociedade Teosófica (Fundadora: a russa Helena Blavatsky, espírita, em 1875)
Sociedade Teosófica, ideais iniciais: mistura de ocultismo (esoterismo) e crenças de filosofias orientais
Toque final: Com os escritos da criadora, Alice Bailey(terceira presidente, médium) criou-se o termo Nova Era. Alice deixou a sociedade e criou a escola Arcano para desenvolver poderes parapsíquicos e fazer a prática do esoterismo. Em 1960, com o movimento hippie a Nova Era teve seu momento decisivo, pois teve mais facilidade de divulgar suas ideias. Pelo decorrer do tempo esse movimento foi ganhando força com Marilyn Ferguson.Suas conferências tem atraido pessoas das mais diferentes áreas de influência da sociedade. inclusive executivos e especialistas do mundo empresarial. Na sua lista possuia empresas como IBM, General Mill, Hallmark e Dec...

O aspecto grave da Nova Era é estar presente em programas governamentais, em estratégias comerciais e nos hábitos e costumes do dia-a-dia.

Como identificar a Nova Era?
Não dá para se dizer todos, Então vejamos alguns:
  • +Literatura com escritores populares:Louise Hay, ShirleyMaclaine, Fritjof Capra, Paulo Coelho, LauroTrevisan, Pierre Weil...
  • +Desenhos animados com fadinhas, bruxinhas, gnomos, duendes ou monstros ( por exemplo: Pokemon e Yu-gi-oh)
  • +Filmes estilo Ghost, Harry Potter, Senhor dos Anéis...
  • +Na música é comum no Rock
  • +Expressões usadas por militantes da nova era como por exemplo: Comunidade global, nave terra, guia espiritual, mestres cósmicos, Senhor Matreya, Avatar, regressão, deus interior, poder psíquico.
  • +Prática esotéricas: búzios, tarô, astrologia, grafologia, shiatsu, reiki...
  • +Certos métodos de meditação oriental:
  1. a) Ioga (não é uma simples meditação, a base dessa prática é a filosofia hindu, que é panteísta),
  2. b)Meditação Transcendental(Processo dito sem vínculo religioso, mas a prática leva a adoração de deuses hindus).
Os Dez Mandamentos da Nova Era:
  1. +Impacientemente, esperarás a era de Aquário.
  2. +Impertubavelmente, acreditarás na grande mutação.
  3. +Atentamente, despertarás a tua consciência.
  4. +Ativamente, ocupar-te-ás do seu corpo
  5. +Respeitosamente, seguirás os gurus.
  6. +Integralmente, acreditarás no irracional.
  7. +Fielmente, venerarás a deusa Gaia (a terra)
  8. +Vigorosamente, rejeitarás as religiões estabelecidas.
  9. +Muito naturalmente, falarás com os espíritos.
  10. +Serenamente, rir-te-ás da morte.
Sei que é muita informação e tem muita coisa comum no nosso dia-a-dia, mas como bons católicos devemos esquivar do maligno e de seus perversos planos. Veja os Símbolos da Nova Era I, Símbolos da Nova Era II, Símbolos da Nova Era III.

Estas postagens tinham como objetivo de previnir católicos e nossos amigos cristãos das seitas e grupos perigosos para a nossa Fé.

Postagem baseada no livro "Católico pode ou não pode? Porque?" de Pe. Alberto Gambarini.

Andressa Barragana

A moça do vídeo abaixo é um exemplo do que todo cristão deve ser. A sua religião, parece-me pelo menos, não é Católica Apostólica Romana, mas é assim que devemos ser!


EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 04 de Janeiro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 04 de Janeiro de 2009

Epifania do Senhor


Epifania do Senhor - Ano B
Hoje a Igreja celebra : Santa Isabel Ana Seton, religiosa fundadora, +1821.

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
J. B. Boussuet : «Vimos a sua estrela no Oriente»


Livro de Isaías 60,1-6.

Levanta-te e resplandece, Jerusalém, que está a chegar a tua luz! A glória do SENHOR amanhece sobre ti! Olha: as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos, mas sobre ti amanhecerá o SENHOR. A sua glória vai aparecer sobre ti. As nações caminharão à tua luz, e os reis ao esplendor da tua aurora. Levanta os olhos e vê à tua volta: todos esses se reuniram para vir ao teu encontro. Os teus filhos chegam de longe, e as tuas filhas são transportadas nos braços. Quando vires isto, ficarás radiante de alegria; o teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madian e de Efá. De Sabá virão todos trazendo ouro e incenso, e proclamando os louvores do SENHOR.


Carta aos Efésios 3,2-3.5-6.

Com certeza, ouvistes falar da graça de Deus que me foi dada para vosso benefício, a fim de realizar o seu plano: que, por revelação, me foi dado conhecer o mistério, tal como antes o descrevi resumidamente. que, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens, em gerações passadas, como agora foi revelado aos seus santos Apóstolos e Profetas, no Espírito: os gentios são admitidos à mesma herança, membros do mesmo Corpo e participantes da mesma promessa, em Cristo Jesus, por meio do Evangelho.


Evangelho segundo S. Mateus 2,1-12.

Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do Oriente. E perguntaram: «Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo.» Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes perturbou-se e toda a Jerusalém com ele. E, reunindo todos os sumos sacerdotes e escribas do povo, perguntou-lhes onde devia nascer o Messias. Eles responderam: «Em Belém da Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as principais cidades da Judeia; porque de ti vai sair o Príncipe que há-de apascentar o meu povo de Israel.» Então Herodes mandou chamar secretamente os magos e pediu-lhes informações exactas sobre a data em que a estrela lhes tinha aparecido. E, enviando-os a Belém, disse-lhes: «Ide e informai-vos cuidadosamente acerca do menino; e, depois de o encontrardes, vinde comunicar-mo para eu ir também prestar-lhe homenagem.» Depois de ter ouvido o rei, os magos puseram-se a caminho. E a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando ao lugar onde estava o menino, parou. Ao ver a estrela, sentiram imensa alegria; e, entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, adoraram-no; e, abrindo os cofres, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra. Avisados em sonhos para não voltarem junto de Herodes, regressaram ao seu país por outro caminho.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

J. B. Boussuet (1627-1704), Bispo de Meaux
Sermões sobre os mistérios, 17ª semana, nº 2

«Vimos a sua estrela no Oriente»


Que tinha esta estrela acima das outras, que anunciam no céu a glória de Deus? (Sl 18, 2). Que tinha ela a mais que as outras, para merecer ser chamada a estrela do Rei dos reis, do Cristo que acabara de nascer, para Lhe trazer os magos? Balaam, profeta entre os pagãos, em Moab e na Arábia, tinha visto Jesus Cristo como uma estrela; e tinha dito: «Uma estrela sai de Jacob» (Nm 24, 17). Esta estrela que aparece aos magos era a imagem daquele que Balaam tinha visto: e quem sabe se a profecia de Balaam não se tinha espalhado no Oriente? [...] Fosse como fosse, uma estrela que aparecesse apenas aos olhos não seria capaz de atrair os magos ao Rei recém-nascido: era preciso que a estrela de Jacob e a luz de Cristo nascessem em seus corações. Em presença do sinal que ela lhes deu exteriormente, Deus tocou-os interiormente, por esta inspiração da qual Jesus disse: «Ninguém pode vir a Mim se o Pai que Me enviou o não atrair» (Jo 6, 44).

A estrela dos magos é, pois, a inspiração nos seus corações. Não sei o que brilha dentro de vós; estais nas trevas e nas distracções, ou talvez na corrupção do mundo; voltai-vos para o Oriente, onde nascem os astros; voltai-vos para Jesus Cristo, que está a Oriente, onde se levanta como um belo astro o amor à verdade e à virtude.

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