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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010!

Desejo a todos um santo e abençoado 2010!!!



EVANGELHO QUOTIDIANO - Quinta-feira, dia 31 de Dezembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 31 de Dezembro de 2009

7º Dia da Oitava do Natal


Hoje a Igreja celebra : S. Silvestre I, papa, +335

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui
Guilherme de Saint-Thierry : «O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina»


1ª Carta de S. João 2,18-21.

Filhinhos, estamos na última hora. Ouvistes dizer que há-de vir um Anticristo; pois bem, já apareceram muitos anticristos; por isso reconhecemos que é a última hora. Eles saíram de entre nós, mas não eram dos nossos, porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido connosco; mas aconteceu assim para que ficasse claro que nenhum deles é dos nossos. Vós, porém, tendes uma unção recebida do Santo e todos estais instruídos. Não vos escrevi por não saberdes a verdade, mas porque a sabeis, e também que da verdade não vem nenhuma mentira.


Evangelho segundo S. João 1,1-18.

No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. No princípio Ele estava em Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam. Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele. Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus. E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.'» Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças. É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo. A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense
A Contemplação de Deus, 10 (a partir da trad. AELF; cf. SC 61, pp. 91ss.)

«O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina»


Sim, Tu amaste-nos primeiro, para que nós Te amássemos. Tu não necessitas do nosso amor, mas só poderemos atingir os Teus desígnios amando-Te. Por isso, «muitas vezes e de muitos modos falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Seu Filho», (Heb 1, 1), o Seu Verbo. Foi por Ele que «a palavra do Senhor criou os céus, e o sopro da Sua boca, todos os astros» (Sl 32, 6). Para Ti, falar através do Teu Filho não é outra coisa que mostrares, fazeres ver com brilho quanto e como nos amas, dado que não poupaste o Teu próprio Filho, mas O entregaste por todos nós (Rom 8, 32). E também Ele nos amou e a Si mesmo se entregou por nós (Gal 2, 20).

Tal é a Palavra, o Verbo Todo-poderoso que nos diriges, Senhor. Enquanto todos mergulhavam no silêncio, ou seja, na profundidade do erro, Ele desceu das moradas reais (Sab 18, 14), para abater duramente o pecado e enaltecer suavemente o amor. E tudo quanto fez, tudo quanto disse na terra, até os opróbrios, até os escárnios e as bofetadas, até a cruz e o sepulcro, não eram mais que a Tua palavra pelo Teu Filho, palavra que nos incita ao amor, palavra que desperta em nós o amor por Ti.

Sabias com efeito, Deus, Criador das almas, que as almas dos filhos dos homens não podem ser forçadas a esta afeição, mas que é necessário provocá-las. Porque, onde houver constrangimento, não há liberdade; e onde não há liberdade, não há justiça. [...] Quiseste que Te amássemos, porque em justiça não podíamos ser salvos sem Te amar. E não podíamos amar-Te a menos que o amor partisse de Ti. Por conseguinte, Senhor, como apóstolo do Teu amor o digo, Tu amaste-nos primeiro (1Jo 4, 10), e primeiramente amas todos os que Te amam. Mas nós, nós amamos-Te pela afeição de amor que puseste em nós.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Fim de ano - tudo tem seu tempo e ocasião

Ao longo do ano, vivemos envolvidos no amor do Pai

“Tudo tem seu tempo e ocasião”, diz o Eclesiastes. “Para cada coisa”, dirá outra tradução, “há um tempo debaixo do sol.” O autor continua a repetir as palavras, sem a menor pressa, criando, em sua narrativa, um ritmo que, por si só, expressa o que ele quer dizer: tudo tem seu tempo, tudo tem seu ritmo.

“Tempo de nascer, tempo de morrer;

tempo de plantar, tempo de colher;

tempo de derrubar, tempo de construir;

tempo de chorar, tempo de rir;

tempo de fazer luto, tempo de bailar;

tempo de abraçar, tempo de separar-se;

tempo de procurar, tempo de perder;

tempo de calar, tempo de falar;

tempo de amar, tempo de odiar;

tempo de guerra, tempo de paz”.

Como não rezar com esta passagem a cada final de ano? Como vivi os tempos que o Senhor providenciou? Como acertei o meu passo ao sábio compasso que marca o ritmo da vida, de tudo o que existe debaixo do sol, inclusive eu? Quem nasceu? Quem morreu? Em que nasci? Em que morri? O que plantei? O que colhi? O que derrubei? O que construí? Como chorei? Como ri? Como vivi o luto e a dança? A quem acolhi? De quem parti? A quem deixei partir?

Como falei? Como calei? O que calei? Para que calei? O que falei? Como falei? Para que falei?

Odiei? Fiz guerra? Perdi, então, todo o meu ritmo, todo o meu tempo. Gastei inutilmente os tempos que o Senhor providenciou. Atravessei o compasso que marca o ritmo da vida, inclusive da minha. Matei e morri. Plantei, mas não colhi. Destruí. Se ri, foi pantomima. Se chorei, foi de desgosto. Se dancei, foi grotesco. Se acolhi, só foi a mim mesma. A tudo e a todos enxotei. Minhas palavras destruíram, meu silêncio foi omissão, falsa proteção a mim mesma. Odiei.

Amei? Então construí e promovi a paz, encontrei, então, o sábio ritmo da vida, o tempo interior só conhecido de quem ama. Aproveitei bem os tempos que me deu a Providência. Dancei, feliz e equilibrada, conduzida por meu divino par, ora valsas, ora noturnos, ora barcarolas, ora polcas e mazurcas, ao compasso que marca o ritmo da vida, de toda vida, da minha vida, da sua vida. Dancei, com toda a criação, com Deus e com os irmãos. Deixei-me conduzir pelo hábil Cavalheiro. Nasci e dei à luz. Plantei e colhi. Derrubei feiura, colhi beleza, bem, verdade. Ri, feliz ao acolher, nas dobras da renúncia do amor, meu irmão, a vida, as circunstâncias. Rodopiei, confiante e tranquila, a guardar segredos de amor em meu coração. Amei.

Ora amei, ora odiei? Natural. Sou pecadora. Sou imperfeita. Sou humana. Simplesmente vivi. Colhi os frutos do meu ódio e do meu amor.

Uma coisa sei que, com a mais absoluta certeza, tive, eu, assim como você: o amor do Pai em toda circunstância. A salvação do Filho todos os dias do nosso ano. A ação santificadora do Espírito, disponível em toda ocasião. Criador e criatura dançamos juntos, tal pai e filha na festa dos quinze anos, tal casal de noivos nas bodas, envolvidos, sempre, por muitos outros pares, milhares, milhões, bilhões de outros pares.

Chegamos ao fim de mais um ano em nossa bela sonata da vida. É preciso dar o comando de replay e assisti-la outra vez, serenamente, ouvindo detalhes perdidos na correria, na emoção dos acontecimentos: stacatos sutis, ligaduras ressonantes, fermatas desconcertantes.

Começa uma nova página. Quantos compassos teremos? Que temas se repetirão? Que novos tons serão adotados? Que novas frases musicais serão relidas, recriadas? Que outros instrumentos entrarão? Que interpretação escolheremos dar? Que passos criaremos? Como faremos a leitura, compasso a compasso?

Deus sabe! E é nisso que reside nossa tranquilidade, nossa confiança. Não conhecemos o que virá, mas pelos temas, frases, harmonias e compassos, pelo ritmo e pelo tom já tocados, sabemos que, tocada a quatro mãos, nossa composição será bela. O ritmo, por vezes sincopado, combinará com soluços. O compasso em sua batida convencional, evocará a rotina, que também revela beleza. As notas que voam, oração. As que ficam na memória, contemplação. As que marcam a base, convicção. As que desenham a melodia, inventividade.

Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe! Que a proposta de uma vida alucinada não nos seduza. Que o ritmo da evangelização, do amor, este, sim, seja alucinado, sem medida: Jesus tem sede, tem pressa. O ritmo interior, porém, este seja aquele secreto, confiante, sábio, paciente ritmo interior de Maria: “Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe! Tudo passa! Deus fica! Deus sabe! Para tudo há um tempo debaixo do sol. Não temo! Deus sabe! Deus sabe! Deus sabe!”

Neste ano, conceda-nos Deus dançarmos tranquilos, ao ritmo interior do mistério da vida.

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por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom

Revista Shalom Maná

Maria Emmir Nogueira, Com. Shalom

"Sacramentos são o grande tesouro da Igreja", afirma o Papa

Leonardo Meira
Da Redação CN

"Os sacramentos são o grande tesouro da Igreja e cada um de nós tem a tarefa de celebrá-lo com frutos espirituais. Neles, um evento sempre surpreendente toca nossa vida: Cristo, através dos sinais visíveis, que vêm ao nosso encontro, nos purifica, nos transforma e nos torna participantes de sua amizade divina", exortou Bento XVI durante a última Catequese do ano, nesta quarta-feira, 30.

O Papa centrou suas reflexões no teólogo Pedro Lombardo, que viveu no século XII e ganhou fama graças aos quatro livros de Sentenças, obra adotada como um manual de Teologia durante muitos séculos.

"A apresentação orgânica da fé é uma exigência irrenunciável. De fato, as verdades singulares da fé iluminam os outros e, em sua visão total e unitária, amparam a harmonia do plano de salvação de Deus e a centralidade do mistério de Cristo", disse Bento XVI, com base no exemplo de Lombardo.

O Pontífice fez um apelo a quem é responsável por ensinar os fiéis católicos. "Convido todos os teólogos e padres a manter sempre presente a visão integral do conjunto da doutrina cristã contra os riscos modernos de fragmentação e desvalorização daquelas verdades singulares".

Na luta contra esses riscos, Bento XVI destaca que o Catecismo da Igreja Católica e o Compêndio do mesmo Catecismo são aliados positivos.

"Se apresentam como um panorama muito completo da Revelação cristã, e devem ser acolhidos com fé e gratidão. Gostaria, portanto, de encorajar também os fiéis e comunidades cristãs a fazer uso dessas ferramenta para conhecer e aprofundar o conteúdo de nossa fé. Isso se tornará semelhante a uma maravilhosa sinfonia, em que se fala de Deus e de seu amor e se convida a nossa firma adesão e ativa resposta", disse.

Atual ainda hoje

Para explicar o interesse que ainda hoje pode suscitar a obra de Pedro Lombardo, Bento XVI salientou dois exemplos de seu trabalho.

O primeiro é sobre o comentário de Lombardo acerca do porquê de a mulher ter sido criada da costela de Adão, e não de sua cabeça ou pés. "Não foi formada como uma dominadora ou uma escrava do homem, mas sua companheira" (Sentenças 3, 18, 3), explica o teólogo da Idade Média. É nessa reflexão que se enraiza o ensinamento que faz analogia da relação esponsal entre Cristo e a Igreja.

Já o segundo exemplo destacado pelo Papa é com relação às virtudes de Cristo e uma pergunta lançada por Pedro Lombardo. "Por qual razão, então, [Cristo] quis sofrer e morrer, se suas virtudes já eram suficientes para obter todo o mérito?".

O Papa explica: "Sua resposta é incisiva e eficaz: 'Por ti, não para si mesmo!'. Ele continua com outra pergunta e outra resposta, que parecem reproduzir as discussões que tiveram lugar durante as aulas dos mestres de teologia da Idade Média: 'E, nesse sentido, ele sofreu e morreu por mim? Sua paixão e sua morte foram para ti exemplo e causa. Exemplo de virtude e humildade, causa de glória e libertação; exemplo dado por Deus obediente até à morte, por causa de tua liberdade e felicidade' (Sentenças 3, 18, 5)".

Sacramentos

A contribuição mais importante de Lombardo à Teologia, segundo o Papa, é sua definição sobre o que são os sacramentos. O Papa destaca e explica esse ensinamento:

"'O sacramento, em sentido estrito, é um sinal da graça de Deus e forma visível da graça invisível, de tal modo que leva à imagem e essência da causa' (4, 1, 4). Com esta definição, Pedro Lombardo capta a essência dos sacramentos: são a causa da graça e tem a capacidade de comunicar realmente a vida divina".

Por ocasião da celebração do Ano Ano Sacerdotal, Bento XVI exortou os sacerdotes a terem uma intensa vida sacramental. "A celebração dos sacramentos seja marcada pela dignidade e decoro, favoreça o recolhimento pessoal e a participação da comunidade, no sentido da presença de Deus e o ardor missionário".

Menino que teve corpo perfurado por agulhas é visitado por Cardeal

Leonardo Meira
Da Redação CN

A contar pelos movimentos mais amplos e conversas, parece que as dores começam a ficar no passado. O menino de 2 anos, que teve o corpo perfurado por agulhas pelo padrasto, em Salvador, apresenta um quadro de melhora bastante positivo.

Na manhã desta quarta-feira, 30, às 11h30min, ele recebeu uma visita diferente. O Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Cardeal Dom Geraldo Majella Agnelo, levou a bênção para a criança e seus familiares.

"Ele está muitíssimo bem, graças a Deus, reagindo bem ao tratamento. Fiquei bastante comovido ao vê-lo e a mãe agradeceu bastante", explica.

Dom Geraldo levou um brinquedo e uma "coroazinha" de balas para o pequeno. "Eu descasquei a bala e dei para a mãe colocar na boca dele", conta, com zelo, o sacerdote.

O caso suscitou uma avalanche de solidariedade nas paróquias da região, com diversas intenções de oração.

"A vitória final não será do mal, mas do amor de Deus. Somos perdoados pelo amor e é nele que podemos fazer tudo", destaca o cardeal, admirado com as manifestações de apoio em torno do caso.

O garoto está internado na ala pediátrica do Hospital Ana Néri, na capital baiana, e deve receber alta dentro de duas semanas. De acordo com os médicos, ele precisará de acompanhamento pelos próximos cinco anos.

.: Ouça a entrevista com o Cardeal


Sem justificativas

Com relação às possíveis correlações da atitude do padrasto e rituais de magia de negra, o Cardeal é taxativo: "Não existe justificativas para o sacrifício de um ser humano, em especial quando é uma criança".

Ao elencar algumas características do mundo contemporâneo, como a vingância, violência e o aborto procurado, por exemplo, Dom Geraldo explica que se criou uma cultura de desprezo da vida.

"Frente a este caminho, que conduz a um abismo de miséria, devemos salientar o valor e a dignidade do dom da vida. Deus criou os homens para o bem, não para o mal", conclui o prelado brasileiro.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Mensagem para Dia Mundial da Paz pode ser aprofundada com folheto

Da Redação CN, com Fátima Missionária

O Movimento católico Pax Christi lançou, em Portugal, um folheto que pretende ajudar no aprofundamento da Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz.

O folheto também disponibiliza a liturgia do dia, sugestões de atividades para o Dia Mundial da Paz e uma coletânea de orações e ideias de como trabalhar o tema com as crianças.

Entre os cinco textos para reflexão estão temas como "Uma visão cristã sobre as alterações climáticas" e "Decálogo para um ambiente à medida do homem".

De acordo com a Pax Christi, é indispensável que a humanidade "renove e reforce aquela aliança entre o ser humano e o ambiente que deve ser espelho do amor criador de Deus, de Quem provimos e para Quem estamos a caminho".

Presidente francês deseja recuperação do Cardeal Etchegaray

Leonardo Meira
Da Redação CN, com Rádio Vaticano

O presidente francês Nicolas Sarkozy expressou votos de "perfeita e rápida" recuperação ao Cardeal Roger Etchegaray. A mensagem de Sarkozy foi enviada nesta segunda-feira, 28, e destaca:

“Quero manifestar a minha solidariedade e meus fervorosos pensamentos. [...] O trágico e infeliz incidente que o senhor sofreu durante a celebração da Festa do Natal tocou-me particularmente”.

O cardeal francês, de 87 anos, foi operado na manhã do último domingo, 27. Ele sofreu uma fratura no fêmur durante uma queda na procissão de entrada da Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A vida pública da Jesus

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Família é esperança de futuro, destaca cardeal

Leonardo Meira
Da Redação CN, com Rádio Vaticano e Hazteoir.org


As exclamações em defesa da família cristã ecoaram pela Praça de Lima, em Madrid (Espanha), neste domingo, 27, Festa da Sagrada Família.

"O futuro da Europa, seu futuro moral, espiritual e, inclusive, biológico, passa pela família realizada em sua primordial e plena verdade. O futuro da Europa passa por vós, queridas famílias cristãs", indicou o presidente da Conferência Episcopal Espanhola e Arcebispo de Madrid, Cardeal Rouco Varela.

Segundo o cardeal, desde a Assembleia Especial para a Europa do Sínodo dos Bispos, realizada em 1999, o "estado de saúde" da família europeia se agravou ainda mais.

Os motivos para esse agravamento seriam as medidas legais que facilitam o divórcio, a eliminação cultural e legal do matrimônio enquanto união entre homem e mulher, o crescimento vertiginoso das rupturas matrimoniais e familiares e suas consequências para as crianças e jovens, bem como a crise econômica, que provocaria inevitável desgaste na vida da família.

"A Europa, sem vós, queridas famílias cristãs, acabria praticamente sem filhos, isto é, sem o futuro da vida. Sem vós, a Europa acabaria sem o futuro do amor, conhecido e exercitado gratuitamente; ficaria sem a riqueza da experiência do ser amado pelo que se é, e não pelo que se tem", complementou o cardeal espanhol.

Rouco Varela também criticou fortemente a degradação na consciência moral da sociedade em respeito ao direito do nascituro. "O direito à vida, mesmo que no ventre materno - do 'nasciturus' -, lamentavelmente, encontra-se suplantado na consciência moral de setores importantes da sociedade, bem como na legislação, que a acompanha e estimula, devido a um suposto direito ao aborto nos primeiros meses de gravidez".

Embora o panorama seja "obscuro e desolador" à primeira vista, o cardeal incentivou as famílias a "dar testemunho da esperança cristã e confirmá-la".

Com relação à Sagrada Família, o sacerdote destacou: "Com a Sagrada Família, formada por Jesus, Maria e José, inicia-se o capítulo da nova e definitiva história da família: da familia que, fundada pelo Criador no verdadeiro matrimônio entre o homem e a mulher, acaba liberta da escravidão do pecado e transformada pela graça do Redentor".

Milhares de famílias espanholas e de outros cantos da Europa, bem como 40 bispos e cardenais espanhóis, além de prelados da França, Alemanha, Holanda, Itália e Áustria estiveram presentes na Festa.

O Papa Bento XVI enviou uma mensagem especial aos participantes da cerimônia.

"Deus, vindo ao mundo no seio de uma família, manifesta que esta instituição é caminho seguro para encontrá-Lo e conhecê-Lo, bem como faz um chamamento permanente a trabalhar pela unidade de todos em torno do amor. [...] Com efeito, a família é a melhor escola para se aprender a viver aqueles valores que dignificam a pessoa e tornam grandes os povos", disse o Pontífice aos participantes do evento espanhol, logo após a recitação do Angelus de domingo, 27.

Deus quis ter uma família

Por que a Igreja no primeiro domingo depois do Natal nos apresenta a Sagrada Família? Porque a família é sagrada, não só a de Jesus e Maria. Por que é sagrada? Porque é instituída por Deus.

Para salvar a humanidade, o Verbo de Deus se fez carne e assumiu tudo que precisava para sermos resgatados. Ele veio como criança, adolescente, jovem, adulto e foi para o céu abrir as portas para nós. Até pela realidade do túmulo Ele passou, e em tudo que a humanidade precisava passar, por isso Ele começou pela família. A humanidade não pode ficar de pé sem a família.

Deus é uma família, são três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deus é um só e subsiste em três pessoas.

Quando Deus quis que humanidade existisse, Ele fez um projeto. Quem faz alguma coisa sem projeto faz tudo errado.

Deus disse ao homem: “Deixa seu pai e sua mãe e se una a uma mulher”. O homem e a mulher unidos por Deus para serem uma só carne. Tem muito casal que vive junto, mas não estão unidos.

Nós casados, noivos, namorados temos que ter a coragem de diante de Deus perguntar: “Estamos unidos ou apenas juntos?” Ou somos casados de verdade, ou é melhor não casar?

A Igreja hoje coloca diante de nós a Sagrada Família para que a gente se espelhe n’Ela. A vida da Sagrada Família foi muito mais dura que a sua família. Logo que o Menino Jesus nasceu o velho Simeão fez a profecia dizendo que uma espada de dor ia atravessar o peito de Maria. Mudar para o Egito para não matarem o Menino, num sol abrasador do deserto. A perda do Menino em Jerusalém por três dias. Depois encontra Seu Filho a caminho do calvário cheio de sangue e depois O ver pregado na cruz. Veja quanta dor, por isso Deus coloca a Sagrada Família como modelo.

Ficar vendo filme pornográfico na internet é infidelidade. Se você busca Deus em primeiro lugar, nada vai faltar para sua família. Não tenha medo de ser um pai honesto que não aceita dinheiro sujo. Seja humilde, silencioso, o último. José era assim. José foi um homem excelente que só falou pelos seus gestos, quando Jesus começou sua vida pública ele já tinha morrido.
Mulheres sejam submissas aos seus esposos. O homem sustenta o lar e a mulher sustenta o homem nessa missão. É uma ajuda amorosa por causa de Deus. Hoje as mulheres trabalham muito mais do que antigamente, ela era mais protegida porque ficava em casa, mas ela pode continuar essa submissão.

São Paulo diz: “maridos amai vossas esposas como Cristo amou a Igreja”. As famílias estão arrebentas por causa do amor falso entre os casais. Se você construir sua família com amor falso ela não vai subsistir. Há casamentos que não foram válidos porque não aconteceu por amor. A Igreja não anula casamento, mas declara quando ele não foi válido. Não é fácil cumprir a promessa de fidelidade até a morte, viver com a mesma pessoa a vida inteira, mas a Igreja sabe que é esta luta que nos santifica.

Deus deu a nós casais duas missões: fazer o outro crescer e multiplicar, ou seja, ter filhos. A beleza do casamento não é só entrar no navio com sua esposa e fazer uma turnê pelo mundo, mas pegar a sua mulher e fazê-la crescer para Deus.

Tem muitos pais que não têm coragem de dizer “não” para os filhos, e eles se estragam. Temos que corrigir nossos filhos na hora certa, do jeito certo e no lugar certo. O primeiro catequista da criança precisa ser o pai e a mãe.

Infelizmente a moral foi jogada no lixo só interessa o prazer do corpo, por isso estamos vendo as famílias sendo destruídas. As crianças têm direito de ter um pai, “seja homem rapaz, assuma essa criança”. A imoralidade do sexo antes do casamento arrebenta a família. A criança não é infeliz porque não tem roupa, mas porque não tem pai e mãe.

Felipe Aquino

felipeaquino@cancaonova.com

domingo, 27 de dezembro de 2009

Obtivemos as 1500 visitas!!!

Obrigado senhor por ter tido esses 1500 visitas. pois eu sei que alguns te ouviram através de mim e de meu irmão. A recusa é grande, eu sei, mas também sei que fiz minha partte!
Que muitos outros entrem e indiquem esse blog para enviar muitos pro céu. Amém!

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 27 de Dezembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 27 de Dezembro de 2009

SAGRADA FAMÍLIA (Festa)


Hoje a Igreja celebra : São João, Apóstolo e Evangelista

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Santo António de Lisboa : «Desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso»


Livro de 1º Samuel 1,20-22.24-28.

Ana concebeu e, passado o seu tempo, deu à luz um filho, ao qual pôs o nome de Samuel, porque dizia: «eu o pedi ao Senhor.» Elcana, seu marido, foi, com toda a sua casa, oferecer ao Senhor o sacrifício anual e cumprir o seu voto. Ana, porém, não foi e disse ao marido: «Só irei quando o menino estiver desmamado; então o levarei para o apresentar ao Senhor e lá ficará para sempre.» Após tê-lo desmamado, tomou-o consigo e, levando também três novilhos, uma medida de farinha e um odre de vinho, conduziu-o ao templo do Senhor em Silo. O menino era ainda muito pequeno. Imolaram um novilho e apresentaram o menino a Eli. Ana disse-lhe: «Ouve, meu senhor, por tua vida: eu sou aquela mulher que esteve aqui a orar ao Senhor, na tua presença. Eis o menino por quem orei. O Senhor ouviu a minha súplica. Por isso, o ofereço ao Senhor, a fim de que só a Ele sirva todos os dias da sua vida.» E ele prostrou-se ali diante do Senhor.


1ª Carta de S. João 3,1-2.21-24.

Vede que amor tão grande o Pai nos concedeu, a ponto de nos podermos chamar filhos de Deus; e, realmente, o somos! É por isso que o mundo não nos conhece, uma vez que o não conheceu a Ele. Caríssimos, agora já somos filhos de Deus, mas não se manifestou ainda o que havemos de ser. O que sabemos é que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque o veremos tal como Ele é. Caríssimos, se o coração não nos acusa, então temos plena confiança diante de Deus, e recebemos dele tudo o que pedirmos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que lhe é agradável. E este é o seu mandamento: que acreditemos no Nome de seu Filho, Jesus Cristo e que nos amemos uns aos outros, conforme o mandamento que Ele nos deu. Aquele que guarda os seus mandamentos permanece em Deus e Deus nele; e é por isto que reconhecemos que Ele permanece em nós: graças ao Espírito que nos deu.


Evangelho segundo S. Lucas 2,41-52.

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. Quando Ele chegou aos doze anos, subiram até lá, segundo o costume da festa. Terminados esses dias, regressaram a casa e o menino ficou em Jerusalém, sem que os pais o soubessem. Pensando que Ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém, à sua procura. Três dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos quantos o ouviam, estavam estupefactos com a sua inteligência e as suas respostas. Ao vê-lo, ficaram assombrados e sua mãe disse-lhe: «Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura!» Ele respondeu-lhes: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar em casa de meu Pai?» Mas eles não compreenderam as palavras que lhes disse. Depois desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso. Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo António de Lisboa (c. 1195-1231), franciscano, Doutor da Igreja
Sermões para o domingo e as festas dos santos (a partir da trad. Eds. Franciscaines 1944, p. 66)

«Desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso»


«Era-lhes submisso». Que todo o orgulho derreta diante destas palavras, que toda a soberba se desfaça, que toda a desobediência se submeta. «Era-lhes submisso». Quem? Aquele que, com uma só palavra, tudo criou do nada. Aquele que, como diz Isaías, «mediu o mar com a concavidade da Sua mão, e mediu o céu com o Seu palmo; que mediu com o alqueire a massa terrestre e pesou as montanhas na báscula e as colinas na balança» (40, 12). Aquele que, como diz Job, «sacode a terra do seu lugar e abala as suas colunas, ordena ao sol e o sol não nasce, e guarda sob selo as estrelas. [...] Aquele que fez grandes e insondáveis maravilhas, prodígios incalculáveis» (9, 6-10). [...] É Ele, o grande e poderoso, que assim Se submete. E submete-se a quem? A um operário e a uma pobre virgem.

Oh «primeiro e último» (Ap 1, 17)! Oh Senhor dos anjos, submisso aos homens! O Criador do céu, submisso a um operário; o Deus da eterna glória, submisso a uma pobre virgem! Quem viu jamais coisa parecida? Quem ouviu jamais contar coisa semelhante?

Não hesiteis, pois, em obedecer, em ser submissos. [...] Descer, voltar para Nazaré, ser submisso, obedecer na perfeição: eis o cúmulo da sabedoria. [...] Eis a sabedoria com sobriedade. A pura simplicidade é «como as águas de Siloé, que correm tranquilas» (Is 8, 6). Há sábios nas ordens religiosas; mas foi através dos homens simples que Deus os congregou. Deus escolheu os loucos e os enfermos, os fracos e os ignorantes, para através deles congregar aqueles que eram sábios, poderosos e nobres, a fim de que ninguém se vanglorie diante de Deus (1Cor 1, 26-29), mas todos se gloriem Naquele que desceu, que voltou para Nazaré e que era submisso.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Santas Festas

«Gloria in excelsis Deo, et in terra pax hominibus bonae voluntatis!» Nesta santa noite de Natal, os Anjos vão entoar este cântico à volta do altar, tal como o fizeram outrora à volta do Presépio. Cantam a felicidade do universo: Glória a Deus! Paz aos homens!

A noite envolvia o mundo inteiro antes que se erguesse a luz verdadeira, antes do nascimento de Cristo. Hoje, abundam as maravilhas, multiplicam-se as riquezas, porque o tesouro está aberto: aquela que dá à luz é mãe e virgem, aquele que nasce é Deus e homem…

«O Verbo, a Palavra de Deus, que é Deus, Filho de Deus, que estava junto de Deus no princípio, por quem tudo foi feito e sem o qual nada foi feito tornou-se homem para libertar o homem de uma morte eterna. Humilhou-se para tomar a nossa condição sem que a Sua majestade fosse diminuída. Permanecendo o que era e assumindo o que não era, uniu a nossa condição de escravos à Sua condição de igual ao Pai… A majestade reveste-se de humildade, a força de fraqueza, a eternidade de mortalidade: verdadeiro Deus e verdadeiro homem» (S. Leão Magno, homilia para a Natividade do Senhor).

Que esta festa de Natal seja ocasião de partilhar as alegrias familiares e de aprofundar a nossa compreensão do mistério de Cristo!

Papa é atacado na solenidade de ontem

Após ter sido derrubado por uma mulher no caminho para a Missa do Galo na noite desta quinta-feira, o Papa Bento XVI transmitiu nesta sexta (25) a mensagem de Natal deste ano.

Ao chegar à Praça São Pedro, no Vaticano, Bento XVI proferiu seu discurso seguido de uma mensagem de feliz Natal em 65 línguas, incluindo o português. Em sua fala, o Papa mencionou os imigrantes e defendeu o acolhimento das pessoas que são obrigadas a fugir de seus países. Ele recomendou a Honduras "retomar seu caminho institucional" e disse que "existem épocas submetidas à violência e injustiça, mas permanece a determinação de contribuir para a construção de uma sociedade oposta à lógica do conflito e da rejeição a seus vizinhos."

Enquanto o papa falava a dezenas de milhares de pessoas que estavam na praça abaixo, o Vaticano seguia concentrado no incidente da noite de quinta-feira, que trouxe dúvidas sobre se Bento XVI pode ser protegido durante momentos de contato próximo com o povo. Na noite desta quinta, uma mulher saltou a barreira de proteção e tentou atacá-lo quando este se dirigia para iniciar a missa do Galo. Segundo o reverendo Ciro Benedettini, porta-voz do Vaticano, o Papa caiu rapidamente, mas foi auxiliado e se levantou logo em seguida.

Bento XVI não teve ferimentos sérios e continuou a celebração após o susto. Sua agenda não mudará em função do incidente.

De acordo com um informe oficial do Vaticano, a mulher foi identificada como Susanna Maiolo, de 25 anos, de origem italiana-suíça. Ela estava desarmada, foi presa e levada a uma instituição médica para realização de exames.

O cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos de idade e saúde frágil, caiu "na confusão" e foi transportado em cadeira de rodas. Ele sofreu uma fratura no fêmur e deverá ser operado, mas seu estado não é grave.


Fonte: G1

Santo do Dia - 25/12

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo

No Natal de 1953, comentando num artigo a célebre frase de São João "A Luz brilhou nas trevas (1, 5), o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira assim escreveu: "Foi com estas palavras que o Discípulo amado anunciou, para seu tempo e para os séculos vindouros, o grande acontecimento que celebramos neste mês. Fórmula sintética, sem dúvida, mas que exprime o conteúdo inexaurivelmente rico, do grande fato: havia trevas por toda a parte, e na obscuridade dessas trevas se acendeu a Luz. Qual a razão destas metáforas? Por que luz? Por que trevas? Os comentadores são unânimes em afirmar que as trevas que cobriam a terra quando o Salvador nasceu eram a idolatria dos gentios, o ceticismo dos filósofos, a cegueira dos judeus, a dureza dos ricos, a rebeldia e o ócio dos pobres, a crueldade dos soberanos, a ganância dos homens de negócio, a injustiça das leis, a conformação defeituosa do Estado e da sociedade, a sujeição do mundo inteiro à prepotência de Roma. Foi na mais profunda escuridão dessas trevas que Jesus Cristo apareceu como uma luz. Qual a missão da luz? Evidentemente, dissipar as trevas. De fato, aos poucos, foram elas cedendo. E, na ordem das realidades visíveis, a vitória da luz consistiu na instauração da Civilização Cristã que, ao tempo de sua integridade, foi, embora com as falhas inerentes ao que é humano, autêntico Reino de Cristo na terra" (transcrito de "Catolicismo", dezembro de 1953).


(Fonte: "Cada dia tem seu Santo", de A. de França Andrade - Artpress)

EVANGELHO QUOTIDIANO - Sexta-feira, dia 25 de Dezembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Sexta-feira, dia 25 de Dezembro de 2009

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, solenidade com Oitava. - Missa do dia


Natal do Senhor
Hoje a Igreja celebra : Natal do Senhor Jesus

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São Leão Magno : «E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco»


Livro de Isaías 52,7-10.

Que formosos são sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que apregoa a boa-nova, e que proclama a salvação! Que diz a Sião: «O rei é o teu Deus!» Ouve: as tuas sentinelas gritam, cantam em coro, porque vêem olhos nos olhos o regresso do SENHOR a Sião. Ruínas de Jerusalém, irrompei em cânticos de alegria, porque o SENHOR consola o seu povo, com a libertação de Jerusalém. O SENHOR mostra a força do seu braço poderoso aos olhos das nações, e todos os confins da terra verão o triunfo do nosso Deus.


Carta aos Hebreus 1,1-6.

Muitas vezes e de muitos modos, falou Deus aos nossos pais, nos tempos antigos, por meio dos profetas. Nestes dias, que são os últimos, Deus falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, e por meio de quem fez o mundo. Este Filho, que é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e que tudo sustenta com a sua palavra poderosa, depois de ter realizado a purificação dos pecados, sentou-se à direita da Majestade nas alturas, tão superior aos anjos quanto superior ao deles é o nome que recebeu em herança. Com efeito, a qual dos anjos disse Deus alguma vez: Tu és meu Filho, Eu hoje te gerei? E ainda: Eu serei para Ele um Pai e Ele será para mim um Filho? E de novo, quando introduz o Primogénito no mundo, diz: Adorem--no todos os anjos de Deus.


Evangelho segundo S. João 1,1-18.

No princípio existia o Verbo; o Verbo estava em Deus; e o Verbo era Deus. No princípio Ele estava em Deus. Por Ele é que tudo começou a existir; e sem Ele nada veio à existência. Nele é que estava a Vida de tudo o que veio a existir. E a Vida era a Luz dos homens. A Luz brilhou nas trevas, mas as trevas não a receberam. Apareceu um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este vinha como testemunha, para dar testemunho da Luz e todos crerem por meio dele. Ele não era a Luz, mas vinha para dar testemunho da Luz. O Verbo era a Luz verdadeira, que, ao vir ao mundo, a todo o homem ilumina. Ele estava no mundo e por Ele o mundo veio à existência, mas o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a quantos o receberam, aos que nele crêem, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram de laços de sangue, nem de um impulso da carne, nem da vontade de um homem, mas sim de Deus. E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco. E nós contemplámos a sua glória, a glória que possui como Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. João deu testemunho dele ao clamar: «Este era aquele de quem eu disse: 'O que vem depois de mim passou-me à frente, porque existia antes de mim.'» Sim, todos nós participamos da sua plenitude, recebendo graças sobre graças. É que a Lei foi dada por Moisés, mas a graça e a verdade vieram-nos por Jesus Cristo. A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigénito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer.


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São Leão Magno (?-c. 461), papa e Doutor da Igreja
1º sermão para a Natividade do Senhor; PL 59,190 (a partir da trad. cf SC 22 bis, pp. 67ss., breviário e Orval)

«E o Verbo fez-se homem e veio habitar connosco»


Nosso Senhor, irmãos bem-amados, nasceu hoje: regozijemo-nos! Não é permitido estarmos tristes neste dia em que nasce a vida. Este dia destrói o receio da morte e enche-nos da alegria que a promessa da eternidade dá. Ninguém ficou afastado desta alegria; um único e mesmo motivo de alegria é comum a todos. Pois Nosso Senhor, ao vir destruir o pecado e a morte [...], veio libertar todos os homens. Que o santo exulte, pois aproxima-se da vitória. Que o pecador se alegre, pois é convidado ao perdão. Que o pagão tome coragem, pois é chamado à vida. Com efeito, quando chegou a plenitude dos tempos determinada pela profundidade insondável do plano divino, o Filho de Deus desposou a nossa natureza humana para reconciliá-la com o seu Criador. [...]

O Verbo, a Palavra de Deus, que é Deus, Filho de Deus, que «no princípio estava em Deus, por Quem tudo começou a existir, e sem Quem nada veio à existência», tornou-Se homem para libertar o homem de uma morte eterna. Baixou-Se para assumir a nossa condição humilde sem que a Sua majestade ficasse diminuída. Continuando a ser o que era e assumindo o que não era, Ele uniu a nossa condição de escravos à Sua condição de igual a Deus Pai. [...] A majestade reveste-Se de humildade, a força de fraqueza, a eternidade de mortalidade: verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade de um único Senhor, «único mediador entre Deus e os homens» (1Tim 2, 5). [...]

Demos graças, portanto, irmãos bem-amados a Deus Pai, pelo Seu Filho, no Espírito Santo. Porque, na Sua grande misericórdia e no Seu amor por nós, Ele teve piedade de nós. «Quando estávamos mortos pelo pecado, Ele fez-nos tornar a viver por Cristo», querendo que sejamos n'Ele uma nova criação, uma nova obra das Suas mãos (Ef 2, 4-5; 2Cor 5,1 7). [...] Cristão, toma consciência da tua dignidade.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Feliz Natal!!!

super mensagens



EVANGELHO QUOTIDIANO - Quinta-feira, dia 24 de Dezembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Quinta-feira, dia 24 de Dezembro de 2009

NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, solenidade com Oitava - Missa da meia-noite


Vigília de Natal
Hoje a Igreja celebra : S. Charbel Makhlouf, monge, eremita, +1898

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Santo Afonso-Maria de Liguori : «Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo»


Livro de Isaías 9,1-6.

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; habitavam numa terra de sombras, mas uma luz brilhou sobre eles. Multiplicaste a alegria, aumentaste o júbilo; alegram-se diante de ti como os que se alegram no tempo da colheita, como se regozijam os que repartem os despojos. Pois Tu quebraste o seu jugo pesado, a vara que lhe feria o ombro e o bastão do seu capataz, como na jornada de Madian. Porque a bota que pisa o solo com arrogância e a capa empapada em sangue serão queimadas e serão pasto das chamas. Porquanto um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado; tem a soberania sobre os seus ombros, e o seu nome é: Conselheiro-Admirável, Deus herói, Pai-Eterno, Príncipe da paz. Dilatará o seu domínio com uma paz sem limites, sobre o trono de David e sobre o seu reino. Ele o estabelecerá e o consolidará com o direito e com a justiça, desde agora e para sempre. Assim fará o amor ardente do SENHOR do universo.


Carta a Tito 2,11-14.

Com efeito, manifestou-se a graça de Deus, portadora de salvação para todos os homens, para nos ensinar a renúncia à impiedade e aos desejos mundanos, a fim de vivermos no século presente com sobriedade, justiça e piedade, aguardando a bem-aventurada esperança e a gloriosa manifestação do nosso grande Deus e Salvador Jesus Cristo. Ele entregou-se por nós, a fim de nos resgatar de toda a iniquidade e de purificar e constituir um povo de sua exclusiva posse e zeloso na prática do bem.


Evangelho segundo S. Lucas 2,1-14.

Por aqueles dias, saiu um édito da parte de César Augusto para ser recenseada toda a terra. Este recenseamento foi o primeiro que se fez, sendo Quirino governador da Síria. Todos iam recensear-se, cada qual à sua própria cidade. Também José, deixando a cidade de Nazaré, na Galileia, subiu até à Judeia, à cidade de David, chamada Belém, por ser da casa e linhagem de David, a fim de se recensear com Maria, sua esposa, que se encontrava grávida. E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria. Na mesma região encontravam-se uns pastores que pernoitavam nos campos, guardando os seus rebanhos durante a noite. Um anjo do Senhor apareceu-lhes, e a glória do Senhor refulgiu em volta deles; e tiveram muito medo. O anjo disse-lhes: «Não temais, pois anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo: Hoje, na cidade de David, nasceu-vos um Salvador, que é o Messias Senhor. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.» De repente, juntou-se ao anjo uma multidão do exército celeste, louvando a Deus e dizendo: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Santo Afonso-Maria de Liguori (1696-1787), bispo e Doutor da Igreja
Discurso para a novena de Natal, n.º 10 (a partir da trad. das Eds. Saint Paul, 1993, pp.133ss. rev.)

«Anuncio-vos uma grande alegria, que o será para todo o povo»


«Anuncio-vos uma grande alegria». Tais são as palavras do anjo aos pastores de Belém. Repito-vo-las hoje, almas fiéis: trago-vos uma notícia que vos causará uma grande alegria. Para uns pobres exilados, condenados à morte, haverá notícia mais feliz do que a da aparição do seu Salvador, vindo não só para os libertar da morte, mas para lhes conceder o regresso à pátria? É precisamente isto o que eu vos anuncio: «Nasceu-vos um Salvador» [...].

Quando um monarca entra pela primeira vez numa cidade do seu reino, são-lhe rendidas as maiores honras; quantas ruas engalanadas, quantos arcos do triunfo! Prepara-te, pois, ó bem-aventurada Belém, para receberes condignamente o teu Rei. [...] Que saibas, como te diz o profeta (Mi 5, 1), que de entre todas as cidades da terra, és a mais favorecida, pois foi a ti que o Rei do céu escolheu para lugar do Seu nascimento aqui na terra, para depois reinar não apenas na Judeia, mas nos corações dos homens, em todos os sítios [...]. O que não terão dito os anjos ao verem a Mãe de Deus entrar numa gruta para aí dar à luz o Rei dos reis! Os filhos dos príncipes vêm ao mundo em aposentos cintilantes de ouro [...]; estão rodeados pelos mais altos dignitários do reino. Ele, o Rei do céu, quis vir nascer num estábulo frio e sem lume, tendo para Se cobrir apenas uns pobres farrapos; e, para Se deitar, apenas uma miserável manjedoira com um pouco de palha [...].

Ah! A própria consideração do nascimento de Jesus Cristo e das circunstâncias que o acompanharam deverá embrasar-nos de amor; e as próprias palavras «gruta», «manjedoira», «palha», «leite», «gemidos», ao porem-nos diante dos olhos o Menino de Belém, deverão ter sobre nós o efeito de setas inflamadas ferindo-nos de amor o coração. Bendita gruta, bendita manjedoira, bendita palha! Mas muito mais benditas ainda sejam as almas que com fervor e ternura amam este Senhor tão digno de amor, almas que, ardendo de inflamada caridade, O recebem na santa comunhão. Com que ardor, com que alegria, Jesus vem descansar nas almas que verdadeiramente O amam!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Saiba do nascimento de Jesus em Belém






São Lucas, 2; 1 - 39.
1. Naqueles tempos apareceu um decreto de César Augusto, ordenando o recenseamento de toda a terra.
2. Este recenseamento foi feito antes do governo de Quirino, na Síria.
3. Todos iam alistar-se, cada um na sua cidade.
4. Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,
5. para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida.
6. Estando eles ali, completaram-se os dias dela.
7. E deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.
8. Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite.
9. Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor.
10. O anjo disse-lhes: Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo:
11. hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor.
12. Isto vos servirá de sinal: achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.
13. E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia:
14. Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos da benevolência (divina).
15. Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou.
16. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura.
17. Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino.
18. Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores.
19. Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração.
20. Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito.
21. Completados que foram os oito dias para ser circuncidado o menino, foi-lhe posto o nome de Jesus, como lhe tinha chamado o anjo, antes de ser concebido no seio materno.
22. Concluídos os dias da sua purificação segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém para o apresentar ao Senhor,
23. conforme o que está escrito na lei do Senhor: Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor (Ex 13,2);
24. e para oferecerem o sacrifício prescrito pela lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos.
25. Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele.
26. Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor.
27. Impelido pelo Espírito Santo, foi ao templo. E tendo os pais apresentado o menino Jesus, para cumprirem a respeito dele os preceitos da lei,
28. tomou-o em seus braços e louvou a Deus nestes termos:
29. Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra.
30. Porque os meus olhos viram a vossa salvação
31. que preparastes diante de todos os povos,
32. como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel.
33. Seu pai e sua mãe estavam admirados das coisas que dele se diziam.
34. Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições,
35. a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma.
36. Havia também uma profetisa chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser; era de idade avançada.
37. Depois de ter vivido sete anos com seu marido desde a sua virgindade, ficara viúva, e agora com oitenta e quatro anos não se apartava do templo, servindo a Deus noite e dia em jejuns e orações.
38. Chegando ela à mesma hora, louvava a Deus e falava de Jesus a todos aqueles que em Jerusalém esperavam a libertação.
39. Após terem observado tudo segundo a lei do Senhor, voltaram para a Galiléia, à sua cidade de Nazaré.

Natal

Assim falava o profeta Isaías aos seus contemporâneos: “Apalpamos como cegos a parede, andamos tateando; jazemos como mortos nas trevas; rugimos como ursos e gememos como pombas” (Is 59, 10-11). Porém, anunciamos uma grande alegria: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz” (Is 9, 1), eis o nosso Deus. Hoje nasceu para nós o Salvador, Cristo Senhor; esta é a nossa alegre certeza. Embora muitos homens ainda vivam as primeiras palavras de Isaías, nossos ouvidos escutaram no meio da noite: a estrela da manhã se levantou; um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado (cf. Is 9, 5). O seu nome é “Deus vem salvar-nos”!; “Salvador” é, em nossa língua, o nome mais elevado para Jesus de Nazaré; salvador significa certeza. Um salvador na figura de uma criança, um salvador tão vulnerável, tão frágil e desarmado como uma criança.

Para reconquistar os homens, para elevá-los a si, para falar com eles, Deus veio a este mundo como uma criança, como um balbucio que é fácil de sufocar. Jesus não é uma tradição anual, por ocasião do fim de ano (25 de dezembro), não é uma fábula. Jesus é parte verdadeira da nossa história humana. Hoje, nasceu para vós o Salvador; porém, a voz ainda não foi ouvida. Não é somente aos pastores de Belém que Deus envia sua mensagem. Para todos os tempos se renova aquilo que o final do evangelho de Lucas fala: “Vós sois as testemunhas de tudo isso, sereis revestidos da força do alto” (Lc 24, 48ss). Por todos os que dão testemunho, hoje ou amanhã, juntamente com o anúncio da vida e morte gloriosa de Cristo será dito aos homens: “nasceu para vós um Salvador que é o Cristo Senhor” (Lc 2, 11). Esta palavra do anjo continuará sua missão por séculos afora, enquanto houver um homem que ainda não a ouviu. Hoje, somos nós os destinatários, não só da palavra do anjo, mas do júbilo divino desta mensagem. Hoje nos nasceu, a ti... a mim... o Salvador!

Celebrar o Natal significa receber em nós a sabedoria de Deus como nossa sabedoria. Natal não é só o nascer de Deus para este mundo, mas o nascer de Deus dentro do homem novo, dentro de nós. O Natal é a exaltação da graça, é epifania da bondade de Deus e de seu amor pelos homens (cf. Tt 2, 11; 3, 4); é o dia, é o tempo da ação de graças, do puro louvor. A oração do hino “Glória a Deus nos mais alto dos céus e paz na terra aos homens que ele ama” (Lc 2, 14) deve ser o verso para uma meditação e para uma oração verdadeiramente natalícia. O Natal é a exaltação da contemplação, do estupor: “os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido” (Lc 2, 20).

Peçamos, para nós, no Natal de Cristo, um pouco menos de “religião tradicional” e um pouco mais de fé. Para que nós sejamos seus, ele se torna um dos nossos, até na pobreza, até na morte. E este é o divino intercâmbio da noite e do dia de Natal, na qual o céu e a terra trocam seus dons, seus presentes. Não só na gruta do nascimento em Belém, mas em todos os lugares é Natal, é glória divina, onde sempre for anunciado este nascimento e onde alguém ouvir e crer na ternura e misericórdia divinas.

Pe. Pedro Alberto Kunrath
Pároco Santuário N. Sª da Paz

Fonte: http://www.nspaz.hd1.com.br/paroco0004.htm

"Papai Noel existiu?"

É uma explicação muito simples, mas vale a pena a gente conferir. Então, vamos lá:

Todos os anos, no mês de dezembro, aparece a figura de um bom velhinho de barba branca chamado Papai Noel,que traz presentes na noite de Natal. Esse costume tem a sua origem na veneração muito antiga de São Nicolau, bispo de Mira (Turquia). Foi chamado de bispo das crianças e dos necessitados.

Poucos santos gozaram de tanta popularidade, e a poucos se atribui tão grande número de milagres.

É reconhecido como padroeiro dos marinheiros, porque, estando um navio em meio a uma terrível tempestade em alto-mar, seus tripulantes começaram a rezar: "Oh Deus, pelas orações de nosso bom bispo Nicolau, salva-nos". E imediatamente viram aparecer no barco São Nicolau. Ele abençoou o mar, veio a calmaria, e a seguir desapareceu.

O costume de esperar algum presente de São Nicolau vem do modo como socorria os mais pobres. Saía à noite para ninguém saber quem os ajudava. Famosa é a história do modo como ajudou três moças a realizarem seu casamento. Naquele tempo era necessário dar um dote para o noivo, e o pai das moças era pobre. Não tendo como resolver esse problema, o pai pensava mandá-las para uma casa de prostituição. Sabendo do fato, São Nicolau certa noite jogou uma bolsa com moedas de ouro no quarto do pai. O pai, maravilhado com o dinheiro inesperado, casou a filha mais velha. O bom bispo usou mesmo o recurso para o casamento da segunda. Quando o santo se preparava para entregar escondido o dote da terceira, foi descoberto. O pai reconheceu-o, atirou-se aos seus pés arrependido e agradecido. Espalhou para toda a região como São Nicolau havia presenteado suas filhas. Sua generosidade se espalhou, e as pessoas recorriam a ele em suas necessidades. Com sua morte os milagres começaram a se multiplicar, assim como a sua fama.

EM MUITOS PAÍSES DA EUROPA E DE OUTROS CONTINENTES, DEVIDO AO GESTO DE PRESENTEAR QUEM NECESSITAVA, FOI TRANSFORMADO EM UM DOS SÍMBOLOS DA FESTA DE NATAL.

DE SÃO NICOLAU A PAPAI NOEL.

No século XVI, os holandeses emigraram para os Estados Unidos levando a tradição de celebrar São Nicolau (Sinter Klaas em holandês).
Começa o processo de americanização,isto é, mudança de história e imagem.
LENTAMENTE DESAPARECE A IMAGEM DO HOMEM CHEIO DO AMOR DE DEUS QUE SOCORRE QUEM PRECISA.Transforma-se em um velhindo simpático em um trenó puxado por renas, que dá fortes risadas e saudações e que entra pelas chaminés para deixar os presentes para as crianças boas...
A POPULARIDADE MUNDIAL DESSE PAPAI NOEL COM JAQUETA, CALÇA E GORRO VERMELHOS ACONTECEU EM UMA CAMPANHA PUBLICITÁRIA DA COCA-COLA EM 1931.

O CRISTÃO E PAPAI NOEL

As crianças esperam com ansiedade a noite de Natal para receber algum presente de Papai Noel e NEM SEMPRE ASSOCIAM ESSE MOMENTO COM O NASCIMENTO DO FILHO DE DEUS.
Por isso, é importante resgatar a bonita origem da história do bom velhinho,associando-o ao acontecimento do Natal.
A BONDADE DE SÃO NICOLAU ERA O MODO DE AGRADECER A DEUS PELO GRANDE PRESENTE DE NATAL: JESUS CRISTO. Quem tem a Ele é bom com seus semelhantes.
Para São Nicolau presentear uma criança ou necessitado era o melhor modo para testemunhar o amor a Deus.O VERDADEIRO AMOR MANIFESTA-SE POR GESTOS.Cada pessoa é a oportunidade para amar a Jesus:"TIVE FOME E ME DESTES DE COMER: TIVE SEDE E ME DESTES DE BEBER; ERA PEREGRINO E ME ACOLHESTES; NU E ME VESTISTES; ENFERMO E ME VISITASTES;ESTAVA NA PRISÃO E VIESTES A MIM...TODAS AS VEZES QUE FIZESTES ISTO A UM DESTES MEUS IRMÃOS MAIS PEQUENINOS, FOI A MIM MESMO QUE O FIZESTES". (Mt 25,35-36.40)

O RESGATE DA FIGURA DE SÃO NICOLAU COMO UM DOS SÍMBOLOS DO NATAL AJUDA AS CRIANÇAS A SEREM TAMBÉM GENEROSAS COM OUTRAS CRIANÇAS.

FONTE DE PESQUISA: Livro: Católico pode ou não pode? Por que?
Pe. Alberto Gambarini - Editora Ágape - Ano 2003 - 14ª Edição.

Deus vence a violência sem armas, diz Papa sobre o Natal

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

"No Natal Deus vem sem armas, sem a força, não quer conquistar de fora: faz-se menino inerme para vencer a violência, a soberba, o desejo de poder do homem", afirmou o Papa Bento XVI na Catequese desta quarta-feira, 23.

Ao aproximarmo-nos do Natal, recordou o Papa, a Igreja convida a nos dispor com fervor e simplicidade à celebração do Nascimento do Salvador. "[Deus] Tornou-se verdadeiramente Emanuel - Deus conosco. Naquele menino, Deus tornou-se tão próximo que podemos tratá-lo por tu, numa relação de profundo afeto, como fazemos com um recém-nascido".

"O desejo que todos trazemos no coração é que a próxima festa de Natal nos dê, no meio da atividade frenética dos nossos dias, serena e profunda alegria para nos fazer tocar com a mão a bondade do nosso Deus e nos infunda nova coragem", acrescentou.

O ano litúrgico da Igreja não se desenvolveu inicialmente partindo do nascimento de Cristo, mas da fé na sua ressurreição, recordou Bento XVI. Portanto, a festa mais antiga da cristandade não é o Natal, mas sim a Páscoa.

A Ressurreição fundamenta a fé cristã, está na base do anúncio do Evangelho e faz nascer a Igreja. "Ser cristãos, portanto, significa viver de maneira pascal, fazendo-nos envolver no dinamismo que é originado pelo Batismo e que leva a morrer ao pecado para viver com Deus".

A liturgia do Natal foi se aprimorando com o passar do tempo. A primeira pessoa que afirmou que Jesus nasceu em 25 de dezembro foi Hipólito de Roma, por volta do século III, no seu comentário ao Livro do Profeta Daniel.

Porém, a atmosfera particular que se respira nesta celebração natalina foi favorecida sobretudo por São Francisco de Assis, devido ao especial amor e devoção que este santo professava ao mistério da encarnação do Filho de Deus.

Tomás de Celano, o biógrafo de São Francisco, narra a intensidade com que São Francisco vivia e celebrava a noite de Natal, a partir da maravilhosa experiência que teve diante do presépio de Greccio.

Ao final da Catequese, o Papa Bento XVI saudou os peregrinos em diversos idiomas. Em português, disse:

"Queridos irmãos e irmãs, a tradição natalícia mais bela, que é o presépio, foi criada por São Francisco de Assis, para recordar a todos como Deus Se revela nos ternos braços de um Menino. A sua condição de criança indica-nos como podemos encontrar Deus e gozar da sua presença. É à luz do Natal que melhor se compreendem estas palavras do Senhor: 'Se não vos converterdes e não vos tornardes como as crianças, não entrareis no Reino dos Céus'. Amados peregrinos de língua portuguesa, a todos desejo um Santo Natal, portador das consolações e graças do Deus Menino, a quem vos encomendo ao dar-vos a minha Bênção".

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O que pode e não pode no namoro?

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Primeira casa da época de Jesus é encontrada em Nazaré

Reuters

Foram encontrados em Nazaré, Israel, resquícios de uma casa construída na época de Jesus, a primeira descoberta do tipo feita no lugar onde Cristo passou sua infância, anunciou nesta segunda-feira, 21, a Autoridade de Antiguidades de Israel.

Arqueólogos não traçaram uma ligação direta entre a casa em Nazaré e Jesus.

Muitos fiéis cristãos acreditam que quando a mãe de Jesus, Maria, era criança, viveu numa caverna sobre a qual hoje fica a imponente Igreja da Anunciação, em Nazaré.

Yardenna Alexandre, que comandou a escavação perto da igreja, disse que ela expôs as paredes de uma casa do século 1 composta de dois cômodos e um pátio.

"A descoberta tem enorme importância porque revela pela primeira vez uma casa do vilarejo judaico de Nazaré", disse Alexandre em comunicado divulgado pela Autoridade de Antiguidades.

"A construção que encontramos é pequena e modesta. É provável que seja típica das moradias de Nazaré daquela época", disse a arqueóloga.

"Até agora já tinham sido encontrados vários túmulos em Nazaré do tempo de Jesus, mas não tinham sido descobertos resquícios de um assentamento na região atribuídos a essa época".

Yardenna descreveu Nazaré, hoje a maior cidade árabe de Israel, com cerca de 65 mil habitantes, como um "pequeno vilarejo" no tempo de Jesus.

Assim seja o nosso NATAL!

Que o NATAL seja celebrado em todas as culturas, por todas as raças, nas esquinas, nas oficinas e nas praças; entre as famílias que partilham o pão, na grande cidade e arredores e nos confins do sertão.

Que o NATAL seja celebrado com gestos, poesias, canções, danças, salmos e orações. Que seja uma festa, uma ceia sagrada fazendo de cada moradia um presépio e de cada coração uma manjedoura, que acolhe com alegria e amor, o Menino-Deus, o Messias, o Salvador!

Que o NATAL seja celebrado como um sinal de aliança, esperança e luz. Que ninguém seja excluído de contemplar o Menino Jesus.

Ele há de vir para fazer-nos sorrir, prosperar; para fazer-nos sonhar e viver numa nova sociedade com justiça, paz e fraternidade, em manhãs risonhas e noites felizes.

Assim seja o nosso Natal!

(Luizinho Bastos, Mensagens para o ano todo).

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Como ter fé no sofrimento - Pe. Fábio de Melo

Que a paz de Cristo nao deixe o Pe Fabio em Paz.. Nesta pregacao podemos sentir a coragem que vem somente de Deus para nos disciplinar na perseveranca e confianca absoluta que tudo passa , somente Deus basta.

Papa deixa mensagem de Natal aos membros da Cúria Romana

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

"Reaprender a capacidade de reconhecer a culpa e dar o primeiro passo em direção ao outro para construir a paz". Este foi o pedido do Papa Bento XVI no tradicional encontro de final de ano com a Cúria Romana para os cumprimentos de Natal esta manhã, 21, na Sala Clementina no Vaticano.

Em seu discurso, o Santo Padre manifestou sua gratidão aos membros da Cúria Romana, do Governo e representantes pontifícios pelo serviços generosos prestados à Igreja e destacou o amor de Deus manifestado no nascimento do Menino Jesus. "Aquele Menino que adoramos em Belém nos convida a sentir o imenso amor de Deus, aquele Deus que desceu do Céu e tornou-se perto de cada um de nós para nos tornar seus filhos, parte da sua própria família".

Bento XVI recordou ainda os importantes acontecimentos deste ano: suas viagens apostólicas à África, Terra Santa e República Tcheca, e a realização do Sínodo para a África e do Ano Sacerdotal.

Em seguida, o decano do Colégio dos Cardeais, Cardeal Angelo Sodano, dirigiu uma saudação ao Papa destacando a proximidade que une a todos no Natal. "O Natal é, para as nossas famílias cristãs, uma boa oportunidade para se unir e reforçar os seus laços de amor mútuo. Em tais circunstâncias, a Família Pontifícia quer se reunir em torno de você, Santo Padre, para renovar os sentimentos de profunda comunhão eclesial e para desejar um Feliz e Santo Natal".

Dom Angelo também expressou o desejo da Cúria Romana, em vivenciar com o Sucessor de Pedro, uma "Última Ceia de 'aprendizagem', dedicada ao avanço do Reino de Deus", expressão usada pelo Papa Paulo VI.

Assim, o cardeal reafirmou o compromisso dos membros do Colégio Cardinalício de "colaborar com Vossa Santidade, para a expansão do Reino de Deus no mundo de hoje".

Férias com Deus e não sem Ele

Será que o Senhor aprovaria os locais que escolhemos para descansar?

Mesmo não querendo desenvolver uma teologia de férias ou de descanso, nos propomos a olhar a Palavra de Deus com esse tema em mente. Ao fazer isso, deparamos com alguns fatos que deveriam nos conduzir a uma reflexão pessoal de como encaramos esse período de descanso e como esse tempo é vivido para a glória do Criador.

Nas primeiras páginas da Bíblia, vemos um fato que não pode passar despercebido para quem pensa nesse assunto. Vemos ali como Deus nos apresenta, pelo exemplo, o que deveria ser nossa atitude para com o trabalho e para com o descanso. “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gn 2, 2.3).

O Altíssimo não nos dá um exemplo de alguém que busca “sombra e água fresca”, Ele trabalhara muito fazendo com que a criação toda chegasse à existência. Mesmo que não precisasse tanto como nós de descanso após um esforço intenso, o Senhor nos mostra que o descanso tem o seu lugar. E mais ainda: Ele abençoa esse dia e o santifica. Mesmo sendo muito dedicado e esforçado, mesmo que não seja preguiçoso, o Todo-poderoso também não está viciado em trabalho e proporciona a si mesmo um momento de descanso.

O primeiro ensinamento a respeito de descanso e de férias é dado pelo exemplo de Deus, logo após a criação. Mas logo em seguida, nas próximas páginas da Bíblia, encontramos uma palavra de Deus a esse respeito, em forma de ordenação. “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao SENHOR, o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades” (Ex 20, 8-10).

Certamente, Deus não faz nada sem propósito. Se Ele ordena que descansemos no sétimo dia, então, além de usarmos este dia para a glória do Criador, o Senhor está consciente do fato de precisarmos regularmente do descanso. O Novo Testamento nos diz que o nosso corpo é o templo de Espírito Santo. Diante disso é difícil de imaginar que Deus Pai queira para si um templo que esteja cansado e exausto. Isso não seria um lugar agradável para morar.

Virando várias páginas da Sagrada Escritura, chegamos ao Novo Testamento. Ali deparamos com um fato bem interessante com relação ao descanso e, por que não dizer, com relação às férias. “Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco” (Mc 6, 30.31). Os apóstolos acabam de retornar de um esforço missionário evangelístico. Além disso, recebem a notícia de que João Batista fora decapitado. O movimento em torno de Nosso Senhor Jesus Cristo estava tão intenso que nem mesmo há condições para alimentação adequada. Naquele momento, Cristo entra em ação com esta proposta brilhante: Ele afirma que devem procurar um lugar deserto, isto é, um lugar em que não haja tantas pessoas, um lugar que proporcione tempo e oportunidade de estarem a sós com Ele. Apesar do sucesso do Seu ministério, o Senhor está consciente de que precisa prevenir o estresse, como resultado de atividades tão intensas.

Ainda outro assunto é discutido na Bíblia e bem destacado. Lemos em Êxodo 20 que todos da unidade doméstica estariam incluídos no descanso regular semanal. Interessante notar ali também que inclusive os animais não deveriam fazer tarefa alguma no dia do descanso. Isso fez com que eu me desse conta de que o Criador prevê o descanso para a natureza. Veja, por exemplo, o que lemos em Levítico 25,2-5 “Diga o seguinte aos israelitas: Quando vocês entrarem na terra que lhes dou, a própria terra guardará um sábado para o SENHOR. Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um sábado dedicado ao SENHOR. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas”. Assim como os homens e os animais precisam de descanso, a natureza também precisa dessa pausa e Deus já estabeleceu isso junto ao Seu povo.

Há mais um momento na vida de Jesus Cristo que merece a nossa atenção nesse contexto. Mesmo que anteriormente tenha estimulado o descanso ao levar os discípulos a uma viagem de recreação, o Senhor aponta agora que o repouso também pode ocorrer em hora errada. Ele diz aos Seus seguidores, ali no Getsémani, o seguinte: “Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores” (Mc 14, 41). Há momentos em que não comportam descanso e ócio; é preciso adotar uma atitude bem diferente. Na realidade, não se pode indicar os momentos não apropriados para o descanso, mas certamente teremos a devida orientação por parte de Deus a respeito dessa questão.

Ciente de não ter esgotado esse pano de fundo para as férias e descanso, nós nos propomos agora a fazer algumas indagações e reflexões. Deus quer que tenhamos tempo para restaurar as forças físicas, mentais e espirituais. Nossa inquietação, no entanto, é o que nós chamamos de descanso, o que nós praticamos como descanso e que nós, por isso, encaramos como as bem merecidas férias. Estaria o Senhor contente com o repouso que praticamos? Ele convidou os discípulos para uma viagem de férias para estarem com Ele e terem tempo para estar em sintonia com o Filho de Deus. Será que planejamos as nossas férias para alcançar esse propósito?

Podemos nos perguntar também: “Será que Deus aprovaria os locais que escolhemos para descansar?” Os lugares mais badalados e também procurados são as praias e os balneários das termas. Será que esses lugares nos proporcionam descanso e restauração física, mental e espiritual? Uma vez que ali há um aglomerado tão grande de pessoas, sempre há alguma coisa acontecendo e nos convidando para envolvimento. Por outro lado, corre solta a sensualidade em todas as formas, ela parece ser o fator principal nesses “locais de férias”. Se formos honestos e atenciosos não descobriremos que, em vez de descanso, alcançamos algo bem mais forte em emoções e adrenalina e, por que não dizer, em estímulos sexuais? Como se isso não bastasse ainda, muitos ali ficarão com a autoestima tão abalada ao verem que o corpo não está dentro dos padrões de beleza estabelecidos por aqueles que procuram e desenvolvem os padrões de beleza em nossos dias. Toda a mídia se esforça a desenvolver um modelo de repouso que prevê e precisa que as férias sejam regadas a muita bebida alcoólica.

É mais do que evidente que em nossos dias realmente precisamos de férias, precisamos de descanso e precisamos “recarregar as nossas baterias”. O nosso esgotamento ocorre nas três áreas que já indicamos anteriormente: física, mental e espiritual. Muitas vezes, somos exigidos de forma tão vigorosa fisicamente que o corpo fica arrasado. Isso tem consequências sobre a mente e certamente também sobre a parte espiritual.

Outras vezes, e isso depende da nossa atividade, a mente é exigida tanto que afeta o corpo também e, em consequência disso, o nosso espírito. Já outras atividades exigem tanto do “coração e do espírito”, que nos deixam arrasados nessa área. E se estamos exaustos, este cansaço também afeta o corpo e a mente. Mesmo que teoricamente funcionemos em áreas, nós formamos um todo e o todo sofre com dificuldades em uma ou outra área. Dentro desse raciocínio deve-se ter uma inquietação: nossas férias facilmente se tornam o momento ou o período em que nós também damos férias a Deus? As coisas parecem estar tão perfeitas e gostosas que não precisamos do Senhor. Ou então dormimos tanto pela manhã para já não haver mais tempo para um período devocional antes de irmos aos passeios. Por outro lado, esses passeios nos cansam tanto que à tarde temos de ter aquela soneca gostosa. À noite, muitas vezes, acontece alguma festa com amigos ou parentes que estão no mesmo lugar e a hora fica avançada demais para ainda termos tempo para Deus. Dentro dessa linha uma pergunta: Será que Deus aprovaria o fato de darmos, em nossas férias, férias também para Ele?

Pe. Anderson Marçal

Salmo, 4 - Oração da Noite

Salmo, 4
1. Ao mestre de canto. Com instrumentos de corda. Salmo de Davi.
2. Quando vos invoco, respondei-me, ó Deus de minha justiça, vós que na hora da angústia me reconfortastes. Tende piedade de mim e ouvi minha oração.
3. Ó poderosos, até quando tereis o coração endurecido, no amor das vaidades e na busca da mentira?
4. O Senhor escolheu como eleito uma pessoa admirável, o Senhor me ouviu quando o invoquei.
5. Tremei, mas sem pecar; refleti em vossos corações, quando estiverdes em vossos leitos, e calai.
6. Oferecei vossos sacrifícios com sinceridade e esperai no Senhor.
7. Dizem muitos: Quem nos fará ver a felicidade? Fazei brilhar sobre nós, Senhor, a luz de vossa face.
8. Pusestes em meu coração mais alegria do que quando abundam o trigo e o vinho.
9. Apenas me deito, logo adormeço em paz, porque a segurança de meu repouso vem de vós só, Senhor.

Bíblia Ave Maria - Todos os direitos reservados.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Por que ir a Santa Missa?

"Na hora da morte, as Missas de que houveres participado serão a tua maior consolação.
Toda Missa perora o teu perdão junto da justiça divina.
Em toda Missa, podes diminuir a pena temporal devida aos teus pecados, e diminuí-las, mais ou menos, consoante o teu fervor.
Participando, com devoção, da Missa, prestas a maior das honras à santa umanidade de Jesus Cristo.
Ele compadece-se das tuas negligências e omições.
Perdoa-te os pecados venias, não confessados, dos quais, porém, te arrependestes.
Diminui o império de Satanás sobre tí.
Sufraga as almas do purgatório, da melhor maneira possível.
Uma só Missa de que houveres participado em vida, ser-te-a mais salutar que muitas de que outros participarem, por ti, depois de tua morte, pois pela Missa, participas da Paixão, Morte, e Ressurreição de Cristo.
A Missa preserva-te de muitos perigos e desgraças que te abateriam.
Toda Missa diminui teu purgatório.
Toda Missa alcan ça-te um grau de glória maior no céu.
Na Missa, recebes a benção do sacerdote, que Nosso Senhor ratifica, no céu.
És abençoado, em teus negócios e intereces pessoais.
Fica sabendo , ó cristão, que mais se merece com a devota participação de uma Missa do que com se distribuírem todas a s riquezas aos pobres e peregrinar toda a terra."

"Nosso Senhor concede-nos tudo o que lhe pedimos, na Santa Missa; e o que mais vale é que nos dá ainda o que nem se quer cogitamos pedir-lhe e que, entretanto, nos é necessário."

"Se conhecêssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa, que zelo não teríamos em dela participado!"

"A Missa é o sol da Igreja"
São Francisco de Sales

Natal é resposta ao drama da humanidade em busca da paz, diz Papa

Da Redação CN, com Rádio Vaticano

"O Natal não é uma fábula para meninos. É a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz", disse o Papa Bento XVI aos peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano, para o Ângelus deste domingo, 20.

O Santo Padre recordou o anúncio do profeta Miqueias proposto pela liturgia deste quarto domingo do Advento. A profecia refere Belém, a cidade de Davi, como a terra onde terá lugar um misterioso nascimento ligado a um tempo de reconciliação e de paz entre os filhos de Israel.

"Existe um projeto divino que compreende e expõe os tempos e lugares da vinda do Filho de Deus no mundo. É um projeto de paz, como anuncia ainda o profeta falando do Messias: 'Levantar-se-á e apascentará com a força do Senhor, com a majestade do nome do Senhor seu Deus… Ele próprio será a paz!'".

E o Papa prosseguiu detendo-se neste "último aspecto da profecia – o que diz respeito à paz messiânica", ligada ao simbolismo de Belém.

"Belém é também uma cidade - símbolo da paz, na Terra Santa e no mundo inteiro. Infelizmente, nos nossos dias, Belém não representa uma paz alcançada e estável, mas uma paz arduamente procurada e aguardada".

Em todo o caso, Deus não se resigna a este estado de coisas:

"Também este ano, em Belém e no mundo inteiro, se renovará na Igreja o mistério do Natal, profecia de paz para cada homem, que empenha os cristãos a inserir-se nos bloqueios, nos dramas, muitas vezes desconhecidos e escondidos, e nos conflitos do contexto em que se vive, com os sentimentos de Jesus, para se tornarem por toda a parte instrumentos e mensageiros de paz, para levar amor onde há ódio, perdão onde há ofensa, alegria onde há tristeza e verdade onde há erro, segundo as belas expressões de uma conhecida oração franciscana".

"Hoje, como nos tempos de Jesus, o Natal não é uma fábula para meninos, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade em busca da verdadeira paz. ‘Ele mesmo será a paz!’, diz o profeta referindo-se ao Messias. Toca a nós abrir, de par em par, as portas, para O acolher".

Os símbolos do advento

MEU ANIVERSÁRIO ESTE ANO

Como você sabe, está chegando novamente a data de meu aniversário.
Todos os anos fazem festa em minha honra e creio que este ano acontecerá a mesma coisa.
Nesses dias as pessoas fazem muitas compras. O rádio e a TV fazem centenas de anúncios.
Por todo canto não se fala de outra coisa a não ser dos preparativos para o grande dia. É bom saber que ao menos um dia por ano algumas pessoas pensam um pouco em mim. Como você sabe, há muitos anos começaram a festejar meu aniversário. No começo, pareciam compreender e agradecer o que fiz por eles, mas HOJE em dia, ninguém sabe por que razão o celebram. As pessoas se reúnem e se divertem muito, mas não sabem do que se trata... Estou me lembrando do ano passado: ao chegar o dia do meu aniversário, fizeram uma grande festa em minha honra.
Havia coisas deliciosas na mesa, tudo estava decorado e havia muitos presentes... mas sabe de uma coisa? Não me convidaram! Eu era o convidado de honra e ninguém se lembrou de me convidar! A festa era para mim e quando chegou o grande dia, fecharam a porta na minha cara.
Bem que eu queria partilhar a mesa com eles... A verdade não me surpreendeu porque, nos últimos anos, muitos me fecham a porta. Como não me convidaram, ocorreu-me entrar sem fazer ruído. Entrei e fiquei num cantinho. Estavam todos brindando, alguns já estavam embriagados, contando piadas, rindo, divertindo-se. Aí chegou um VELHO GORDO, VESTIDO DE VERMELHO, COM BARBA BRANCA E GRITANDO: HO! HO! HO!. Parecia ter bebido demais... Deixou-se cair pesadamente numa cadeira e todos correram para ele dizendo: Papai Noel! Papai Noel! – como se a festa fosse para ele! Quando chegou meia-noite, todos começaram a abraçar-se. Eu estendi meus braços esperando que alguém me abraçasse... Quer saber?
Ninguém me abraçou. De repente, todos começaram a entregar presentes. Um a um, os pacotes foram sendo abertos. Cheguei perto para ver se, por acaso, havia algum para mim – nada! O que você sentiria se no dia de seu aniversário todos se presenteassem e não dessem nenhum presente para você?
Compreendi, então, que estava sobrando na festa... Saí sem fazer barulho, fechei a porta, fui embora... Cada ano que passa é pior: as pessoas só se lembram da ceia, dos presentes, das festas... De mim ninguém se lembra. Gostaria que, neste Natal, você me permitisse entrar na sua vida, reconhecendo que há mais de dois mil anos vim ao mundo para lhe dar minha vida na cruz e, assim, poder salvar você... Hoje só quero que acredites nisso com todo seu coração... Vou dizer-lhe uma coisa. Já que muitos não me convidam para a festa que fazem, vou fazer minha própria festa – uma festa grandiosa como ninguém jamais fez, uma festa espetacular. Estou nos últimos preparativos e expedindo os convites. Este é especial para você.
Só quero que você me diga se quer vir: reservarei um lugar para você e incluirei seu nome na lista dos que confirmaram... Os que não aceitarem, ficarão de fora.
Prepare-se porque quando tudo estiver pronto, quando menos se esperar, darei minha grande festa.
Não se esqueça de enviar este convite também aos seus amigos...

Feliz Natal!

EVANGELHO QUOTIDIANO - Domingo, dia 20 de Dezembro de 2009


Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna. João 6, 68


Domingo, dia 20 de Dezembro de 2009

4º Domingo do Advento - C


Quarto Domingo do Advento (semana IV do saltério)
Hoje a Igreja celebra : S. Domingos de Silos, abade, +1073

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São João Crisóstomo : «O menino saltou de alegria no meu seio»


Livro de Miqueias 5,1-4.

Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena entre as famílias de Judá, é de ti que me há-de sair aquele que governará em Israel. As suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias de um passado longínquo. Por isso, Deus abandonará o seu povo até ao tempo em que der à luz aquela que há-de dar à luz, e em que o resto dos seus irmãos há-de voltar para junto dos filhos de Israel. Ele permanecerá firme e apascentará o seu rebanho com a força do Senhor e com a majestade do nome do Senhor, seu Deus. Estarão tranquilos, porque ele será grande até aos confins da terra. Ele próprio será a paz. Se a Assíria vier ao nosso país e calcar aos pés os nossos palácios, opor-lhe-emos sete pastores e oito governadores de homens.


Carta aos Hebreus 10,5-10.

Por isso, ao entrar no mundo, Cristo diz: Tu não quiseste sacrifício nem oferenda, mas preparaste-me um corpo. Não te agradaram holocaustos nem sacrifícios pelos pecados. Então, Eu disse: Eis que venho – como está escrito no livro a meu respeito – para fazer, ó Deus, a tua vontade. Disse primeiro: Não quiseste nem te agradaram sacrifícios, oferendas e holocaustos pelos pecados – e, no entanto, eram oferecidos segundo a Lei. Disse em seguida: Eis que venho para fazer a tua vontade. Suprime, assim, o primeiro culto, para instaurar o segundo. E foi por essa vontade que nós fomos santificados, pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez para sempre.


Evangelho segundo S. Lucas 1,39-45.

Por aqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se à pressa para a montanha, a uma cidade da Judeia. Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Pois, logo que chegou aos meus ouvidos a tua saudação, o menino saltou de alegria no meu seio. Feliz de ti que acreditaste, porque se vai cumprir tudo o que te foi dito da parte do Senhor.»


Da Bíblia Sagrada



Comentário ao Evangelho do dia feito por :

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia e depois Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja
Homilia atribuída (a partir da trad. de Solesmes, Leccionário, t. 3, p. 1039 rev.)

«O menino saltou de alegria no meu seio»


Que mistério novo e admirável! João não nasceu ainda e já fala através dos seus saltos. Ainda não apareceu e já profere anúncios. Ainda não pode gritar e já se faz ouvir através dos seus actos. Ainda não começou a sua vida e já prega a Deus. Ainda não vê a luz e já aponta para o Sol. Ainda não foi dado ao mundo e já se apressa a agir como precursor. O Senhor está ali: ele não é capaz de se conter, não suporta os limites fixados pela natureza, esforça-se por romper a prisão do seio materno e procura dar a conhecer antecipadamente a vinda do Salvador. Ele diz: «Aquele que rompe as cadeias chegou e eu continuo em cadeias, sou forçado a continuar aqui? O Verbo vem para restabelecer tudo e eu permaneço cativo? Vou sair e vou correr diante d'Ele e proclamarei a todos: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!» (Jo 1, 29)

Mas diz-nos, João: ainda retido na obscuridade do seio da tua mãe, como é que vês e ouves? Como contemplas as coisas divinas? Como podes tu saltar e exultar? Ele responde: «Grande é o mistério que se cumpre – é um feito que escapa à compreensão do homem. Tenho o direito de inovar na ordem natural por causa d'Aquele que deve inovar na ordem sobrenatural. Vejo antes mesmo de nascer, porque vejo em gestação o Sol de Justiça (Ml 3, 20). Apercebo-me pelo ouvido porque, vindo ao mundo, sou a voz que precede o grande Verbo. Grito porque contemplo, revestido da Sua carne, o Filho único do Pai. Exulto porque vejo o Criador do universo receber a forma humana. Salto de alegria porque penso que o Redentor do mundo tomou corpo. Sou o precursor da Sua vinda e antecipo o vosso testemunho com o meu.»

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