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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Cuidado com o uso indevido da Palavra de Deus

Muitas vezes, usamos o nome do Senhor, interpretando inadequadamente a Palavra de Deus a nosso favor

Muitas vezes, adaptamos a Palavra de Deus a nosso favor, mas Ele não tem dois pesos e duas medidas. Quando falamos d’Ele com o coração distante, é porque falta coerência religiosa; é preciso viver de acordo com o que se crê. Outros podem tirar proveito da imagem de Jesus, seja na política, nos negócios ou na busca de status para seu bel prazer. O Senhor condenou a tradição vazia dos fariseus: “Alguns fariseus e escribas vindos de Jerusalém dirigiram-se a Jesus perguntando: ‘Por que os teus discípulos desobedecem à tradição dos antigos? Eles não lavam as mãos quando vão comer!’ Ele respondeu-lhes: ‘E vós, por que desobedeceis aos mandamentos de Deus em nome de vossa tradição?’”.

Será que também não fazemos o mesmo? Jesus esclarece que não é comer carne de porco ou deixar de lavar as mãos que faz de alguém impuro, mas “o que sai do coração”, isto é, o pecado. Toda regra criada pelo homem anula a de Deus, se ela não estiver de acordo com a vontade d’Ele. Muitas vezes, usamos de subterfúgios para fazer o que queremos e, de certa forma, “usamos Deus”, interpretando inadequadamente a Sua Palavra a nosso favor. São Paulo também afirma que “procuramos convencer as pessoas, sendo sempre transparentes para Deus. “Espero que sejamos transparentes também para as vossas consciências” (2Cor 5,11).Fazemos as obras de Deus quando estamos unidos a Ele, e isso nos faz uma nova pessoa. Coração e mente são, então, recriados, totalmente transformados; a descrença é substituída pela fé.Seu irmão,Wellington Jardim (Eto)
Cofundador da Comunidade Canção Nova e administrador da FJPII

Fonte: http://eto.cancaonova.com/mensagem-do-dia/cuidado-com-o-uso-indevido-da-palavra-de-deus/

Tenha um diário espiritual


O diário espiritual não deixa que as palavras que Deus nos deu se percam

É bom cultivar o costume de ter um “diário espiritual”. Basta que seja um bloco, um caderninho, fácil de levar na bolsa. Leve-o sempre consigo, para que, quando o Senhor lhe falar, você possa anotar no seu livrinho.É meu costume levar o meu “diário espiritual” para onde eu for. Em casa, no meu escritório, nas minhas viagens. Isto é sabedoria!Ao ler a vida de todos os santos, vemos que eles anotavam as suas experiências com o Senhor. Santo Inácio indicava este caminho para os seus.
Quando o Senhor lhe falar, quer seja por uma profecia ou uma palavra inspirada, anote, não perca nada. Seu irmão,
Monsenhor Jonas Abib

Fonte: http://padrejonas.cancaonova.com/mensagem-do-dia/tenha-um-diario-espiritual/

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Santa Cecília, exemplo de mulher cristã

Santa CecíliaSanta Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto que uma basílica foi construída em sua honra no século V
Hoje celebramos a santidade da virgem que foi exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, pois em tudo glorificou a Jesus. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto que uma basílica foi construída em sua honra no século V. Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja, que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas.
No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da sua Paixão Cecília fora uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um anjo guardava sua decisão.
Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o anjo. Desse desafio ela conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. Esse ser celeste colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia.
Colocada diante da alternativa de fazer sacrifícios aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, ela respondeu: “É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida”. Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou que lhe decapitassem a cabeça.
Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: “Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro Esposo”. Essas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.
Santa Cecília, rogai por nós!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Dicas que ajudam no processo de cura interior

Cura interior, o processo de reorganizar a casa do coração

Tudo aquilo que está em nosso meio pode dizer muito de como está o nosso coração.
Também somos responsáveis pelo ambiente que nos cerca. Existe um clima que é somatória dos aspectos emocionais, compostos de bons sentimentos e tensões, e dos aspectos materiais, ou seja, a disposição dos objetos e impressão visual destes. As coisas que possuímos ou utilizamos ficam impregnadas com a nossa marca, são como nossa extensão. Por exemplo: É fácil o acesso à pesquisa em que encontramos resultados que ligam a cor do automóvel com o temperamento do proprietário, a estampa da roupa com o ânimo no dia de quem a veste.



Não como via de regra, mas quando observamos alguém com um desleixo com seus pertences e com sua apresentação e asseio, pode ser um indicativo de que esse indivíduo está deixando de acreditar em si e de gostar de si mesmo. Um dos sintomas da depressão é a pessoa não reagir e não se importar muito com nada que a circunda.

Organize o seu interior

A via inversa também pode ser um meio de começar a organizar o interior. Se estamos desanimados, se chegamos à conclusão de que necessitamos de uma cura interior, a partir de cuidados com coisas que utilizamos e deixam um ambiente mais agradável, podemos iniciar esse processo de reorganizar a casa do coração.

Arrumar a cama, pintá-la, desfazer-se de roupas que não mais usamos, tirar papéis velhos da gaveta, criar a coragem de jogar fora fotos de relacionamentos passados e que não nos fizeram bem, desentulhar as coisas que estão naquele cômodo dos fundos, e claro, o cuidado com si mesmo são o pontapé inicial para muitas mudanças no todo da vida e um gesto concreto e material de renunciar aos desacertos. Há muitas coisas guardadas em nossas casas, no escritório, na garagem, que correspondem a tralhas antigas no coração. Algumas têm ligação direta, são lembrancinhas para um saudosismo, mas outras coisas significarão somente a vontade de uma vida nova, de mudança.

Leia mais:
:: O perdão não nasce do nosso sentimento
:: Encontrar motivos para seguir adiante em meio a dor
:: É possível perdoar?
.: Tenho autoestima baixa. E agora?

Pare e pense

Faça hoje sua reflexão. O que tenho comigo que não me faz crescer?Ainda que num primeiro momento tenhamos que fazer um grande esforço para começarmos a faxina da alma (pois somos apegados até mesmo aos males sofridos), o resultado será compensador. Quando nos dermos conta, até mesmo sensações, feridas e autoestima podem melhorar muito.

Com toda certeza, não é modificando o exterior que preencheremos de sentido a nossa alma.

Boa faxina!

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Quem não sabe perder perde sempre

É preciso saber perder

Nem sempre as coisas são como queremos e idealizamos, e é bom que isso seja assim, pois nem sempre o que queremos é o melhor para nós. Toda existência humana é marcada pela “condição de contradição”, ou seja, pela fraqueza, pelo pecado e, consequentemente, pela queda. Perder faz parte da vida, e aceitar a própria condição limitada é sinal de sabedoria. É horrível conviver com alguém que crê ser absoluto e que acredita que todos têm o dever de satisfazer suas vontades.



Humildade, o segredo para aprender a perder

Há muitos pais que estragam seus filhos, porque não lhes ensinam que o ‘“não’” também faz crescer, e que a queda pode também ensinar. E há filhos que não aprendem em casa que na vida a gente também perde, e que precisamos aprender a lidar com nossos fracassos. Há muitos que não suportam os fracassos próprios da vida, porque foram educados somente para ganhar. Para superar as quedas impostas pela vida, precisamos ter a humildade de saber perder.

As pessoas não são obrigadas a ser e a fazer o que queremos. Elas não são obrigadas a corresponder às nossas expectativas. A maturidade se expressa quando o coração consegue deixar livre um outro coração, que não quis lhe pertencer nem corresponder aos seus desejos.

O ser “contrariado” é uma experiência que nos faz mais fortes, pois assim compreendemos que nossa maneira de pensar não é a única nem a melhor, e que não estamos sempre certos. Precisamos saber perder e sair de cena quando erramos e não estamos com a razão.

Insuportável e arrogante

Perfeição cristã não significa ausência de erro, mas sim capacidade de perdoar e recomeçar sempre. Não temos a obrigação de acertar sempre, mas sim o dever de aprender com nossos erros. Quem não sabe perder, perde sempre, pois acaba sendo humilhado pelo fato de não aceitar a própria fraqueza; querendo, assim, ser o que não é, e fazer o que ainda não é capaz.

Quem não sabe perder, busca sempre levar vantagem sobre tudo e todos, tornando-se alguém insuportável e arrogante.

Leia mais:
::  É preciso saber perder
:: Como lidar com as perdas da vida?
:: Como lidar com a decepção?
:: É possível superar

A humildade é escola da virtude, e grandeza é aceitar com ternura aquilo que se é.

A vida não diz sempre ‘sim’, e a alma se torna grande quando é capaz de sorrir também no ‘não’. Aceitar que nem todos nos amam, que não somos bons em tudo e que nem sempre somos os melhores são expressões de um coração que compreendeu verdadeiramente o que significa “viver bem”. A derrota é sempre uma possibilidade de recomeço e crescimento para quem sabe bem aproveitá-la. Que este não seja para nós motivo de paralisia, mas um trampolim a nos lançar nos braços da vitória.

Deus abençoe!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Dez dicas para viver bem o noivado

É possível trilhar um caminho maduro em preparação para o noivado

Há um bom tempo, Renata e eu escrevemos dois textos sobre nossa história para o site Destrave. Conhecemo-nos e fizemos o caminho de namoro, namoramos e agora estamos noivos, perto de nos casar!

Diante de tudo o que estamos vivendo, queremos partilhar com os solteiros, namorados e noivos sobre a época do noivado. A nossa intenção não é esgotar o assunto, mas fornecer algumas dicas de como aproveitar bem essa época com base nas experiências vividas e nas palavras do Papa.



Vamos lá, direto para as dicas!

1 – Busque a bênção de Deus. Quando estávamos namorando, descobrimos que havia um rito de bênção próprio para o noivado. Nós podemos dizer, com toda certeza, que esse momento é único, especial. Portanto, não podemos deixar essa graça passar quando chegar a hora.

2 – Deus provê, Deus proverá. Sem dúvida, surgirão muitas situações difíceis. Porém, Jesus nos ensinou a oração do Pai-Nosso que contempla: “O pão nosso de cada dia nos dai hoje”. Acredite: um Pai sempre olha para as necessidades de seus filhos, assim como a Mãe que, ao ver faltar vinho nas bodas de Caná, pediu a intervenção de Jesus. Deus providencia com generosidade! Somos testemunhas disso nas diversas situações!

Leia também:
:: A maturidade exigida no noivado
:: Vou me casar! O que fazer?
:: Escrevi uma carta para Nossa Senhora encontrar minha namorada
:: Namoro e o noivado são passos em preparação para o casamento

3 – Aprofundar-se na realidade do casamento: como é a vida de casado? Que atitudes eu, esposo/esposa, devo ter nesse novo contexto? O que esperar do outro? Qual tipo de vida em comum está sendo projetada? Antes de casar, discutam quais acordos devem ser feitos para viver bem o dia a dia no matrimônio.

4 – Aprofundar-se no conhecimento de si e do outro. Conversem sobre tudo: sonhos e frustrações, caminhada espiritual, família, realização profissional, sexo, morte. É também no diálogo que aprendemos mais sobre nós mesmos.

5 – Acompanhamento. É de grande auxílio que o casal seja acompanhado por pessoas mais experientes e aptas com a vivência da fé. Isso colabora para o amadurecimento em todas as áreas da vida e na preparação para a construção da futura família.

6 – Abraçar uma vida de sacrifício. O rapaz e a moça devem aproveitar as pequenas oportunidades que surgem para renunciar a sua vontade a favor do parceiro. Fazendo nas coisas pequenas, será mais fácil também nas coisas maiores.

7 – O sacramento do matrimônio é o principal. Papa Francisco nos ensina: “É bom que o matrimônio de vocês seja sóbrio e faça sobressair o que é realmente importante. Alguns estão mais preocupados com os sinais exteriores, com banquete, fotografias, roupas e flores. São coisas importantes em uma festa, mas somente se forem capazes de apontar o verdadeiro motivo da alegria de vocês: a bênção do Senhor sobre o amor do casal.” O Pontífice também disse: “Não vos deixeis devorar pela sociedade do consumo e da aparência”.

8 – Praticar a receita “com licença, desculpe, obrigado”. O Santo Padre nos ensina: “Posso?”. É um pedido gentil para poder entrar na vida de outra pessoa com respeito e atenção. “Obrigado”. No relacionamento de vocês, e amanhã na vida conjugal, o agradecimento é importante para manter viva a consciência de que a outra pessoa é um dom de Deus, e dar graças sempre (…). “Desculpe”. Na vida, nós cometemos tantos erros, tantos enganos! Todos nós. Talvez, haja um dia em que nós não façamos algo errado. Eis, então, a necessidade de usar essa simples palavra: “desculpe-me”.

9 – Perseverar na busca pelas virtudes. Entre as virtudes, destacamos principalmente a castidade, a qual, segundo o Papa Francisco, “resulta ser condição preciosa para o crescimento genuíno do amor interpessoal”. A castidade nos orienta a amar de forma pura. É bom fugir das ocasiões que podem levar ao pecado, pois a carne é fraca. Somente com a graça de Deus é possível viver a castidade. Por isso, a oração, a Palavra, o jejum, o terço e a Eucaristia não podem faltar na vida do casal.

10 – Conselho do Santo Padre. Quando se casarem (e nós acrescentamos, antes e depois também), rezem juntos “um pelo outro, pedindo ajuda a Deus para serem fiéis e generosos, perguntando a Ele o que espera, inclusive, consagrando o amor de vocês diante de uma imagem de Maria”.

Esperamos que tudo o que foi dito seja de boa valia. São tantas coisas boas a serem escritas! Desejamos, do fundo do coração, que o seu relacionamento seja fundado na rocha, que é Cristo. Aos solteiros vocacionados ao matrimônio, vale a pena esperar pelo grande tesouro que há de vir.

Deus abençoe! Santa Teresinha e seus pais, São Luís e Santa Zélia, rogai por nós!

Thiago Thomaz Puccini e Renata Sayuri Habiro

Jubileu: fechadas as Portas Santas nas igrejas catedrais do mundo

Conclusão do Jubileu será no próximo domingo


Da redação CN, com Rádio Vaticano

Enquanto avançamos para a conclusão do Jubileu da Misericórdia, com o fechamento da Porta Santa na Basílica de São Pedro no próximo domingo, 20, foram fechadas neste domingo, 13, as Portas Santas em todas as catedrais do mundo. Entre elas, a Porta Santa de Bangui, na África Central, a primeira a ser aberta pelo Papa Francisco, em novembro do ano passado, e as das Basílicas romanas de São João de Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo fora dos Muros.

A Porta Santa de Bangui foi a primeira a ser aberta em novembro do ano passado pelo Papa Francisco, que, apesar do encerramento oficial – como sublinhou o Arcebispo da cidade e Presidente da Conferência Episcopal local, Dom Dieudonné Nzapalainga – na catedral permanecerá aberta a “significar que todos os dias é o tempo de misericórdia”.

“Que o fruto deste Ano Santo seja o fim da guerra e a justiça para todas as vítimas do conflito, em particular para os deslocados”, acrescentou no seu apelo pela paz na África Central o arcebispo, que no sábado será acompanhado pelo “imã de Bangui e pelo líder dos evangélicos ao Vaticano, onde vai receber o chapéu cardinalício das mãos do Papa Francisco.



São João de Latrão, em Roma. Vallini: a misericórdia não é fraqueza

Fechada também a Porta Santa de São João de Latrão, em Roma Santa, com uma celebração presidida pelo Cardeal Vigário Agostino Vallini. “O destino final do mundo não está nas mãos dos homens, mas na misericórdia de Deus”: este, de acordo com o cardeal, o ensinamento do Jubileu da Misericórdia, “tempo favorável” para a Igreja, que tornou mais forte e mais eficaz o nosso testemunho de fiéis.

“A Misericórdia não é um sinal de fraqueza – acrescentou o cardeal – pelo contrário, de força, magnanimidade e irradiação poderosa da onipotência amorosa do Pai”. Em seguida, a recordação do convite do Papa a viver mais conscientemente as parábolas da misericórdia: a da ovelha perdida, a da moeda perdida e do pai misericordioso.

Sobre essa última, em particular, se deteve o Cardeal Vallini: “Assim o Senhor nos trata: Ele não nós mortifica, mas nos acolhe e se alegra com o nosso retorno”. Enfim, outra característica distintiva da misericórdia, fruto do Ano Santo: cuidar dos pobres. “A única verdadeira realização da vida é dar amor e viver segundo justiça os nossos relacionamentos humanos”.

Santa Maria Maior, em Roma. Abril y Castello: nossa guia à santidade é Maria

Sobre o amor e a fraternidade, se concentraram as palavras do Cardeal Santos Abril y Castello que presidiu a celebração de Santa Maria Maior, em Roma. “A Porta Santa simboliza Jesus, que se apresentou com este título,”Eu sou a porta das ovelhas”, disse, e agora quando estamos no fim do Ano Santo da Misericórdia “Jesus nos examina sobre o nosso amor a Deus e aos irmãos”.

Neste caminho rumo à santidade, continuou o cardeal, “precisamos de um guia, ou seja, da mão materna de Maria”, aquela que indica o caminho para Cristo. Enfim, o cardeal recordou as palavras pronunciadas pelo Papa Francisco em 1º de janeiro, quando abriu a Porta Santa de Santa Maria Maior: “Qualquer um que passe por esta porta – disse o Papa – pode partir desta Basílica com a certeza de que terá a seu lado a companhia de Maria”.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

domingo, 9 de outubro de 2016

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Nossa Senhora do Rosário

Nossa Senhora do Rosário
Meditemos os Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus
Esta festa foi instituída pelo Papa Pio V em 1571, quando celebrou-se a vitória dos cristãos na batalha naval de Lepanto. Nesta batalha os cristãos católicos, em meio a recitação do Rosário, resistiram aos ataques dos turcos otomanos vencendo-os em combate.
A celebração de hoje convida-nos à meditação dos Mistérios de Cristo, os quais nos guiam à Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus.
A origem do Rosário é muito antiga, pois conta-se que os monges anacoretas usavam pedrinhas para contar o número das orações vocais. Desta forma, nos conventos medievais, os irmãos leigos dispensados da recitação do Saltério (pela pouca familiaridade com o latim), completavam suas práticas de piedade com a recitação de Pai-Nossos e, para a contagem, o Doutor da Igreja São Beda, o Venerável (séc. VII-VIII), havia sugerido a adoção de vários grãos enfiados em um barbante.
Na história também encontramos Maria que apareceu a São Domingos e indicou-lhe o Rosário como potente arma para a conversão: “Quero que saiba que, a principal peça de combate, tem sido sempre o Saltério Angélico (Rosário) que é a pedra fundamental do Novo Testamento. Assim quero que alcances estas almas endurecidas e as conquiste para Deus, com a oração do meu Saltério”.
Essa devoção, propagada principalmente pelos filhos de São Domingos, recebe da Igreja a melhor aprovação e foi enriquecida por muitas indulgências. Essa grinalda de 200 rosas – por isso Rosário – é rezado praticamente em todas as línguas, e o saudoso Papa João Paulo II e tantos outros Papas que o precederam recomendaram esta singela e poderosa oração, com a qual, por intercessão da Virgem Maria, alcançamos muitas graças de Jesus, como nos ensina a própria Virgem Santíssima em todas as suas aparições.
Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PACIÊNCIA: QUEM TEM A CULPA DA IMPACIÊNCIA?

Se alguém nos perguntasse agora mesmo: – “Por que você fica impaciente?”, logo apontaríamos o culpado: – “Tal contrariedade mais ou menos frequente, mais ou menos constante”, “o caráter de tal pessoa”… O culpado, o agente provocador, é sempre a pessoa ou a situação que azucrina e faz sofrer.
Caso pensemos assim – com esta simplificação tão cândida –, será bom que observemos um fenômeno: nem todo o mundo fica impaciente diante das mesmas coisas ou o mesmo tipo de pessoas. Há, portanto, “algo” dentro de nós que nos faz receber “determinadas” contrariedades – muitas ou poucas – de um modo negativo, que desemboca na impaciência. O que é esse “algo”? Se conseguirmos enxergá-lo, teremos aberto um bom caminho para diagnosticar as causas da impaciência e para ver os remédios que conduzem à mais saudável paciência.
Pensemos, além disso, que – tal como acontece com a preguiça –, afora os casos raros de infecção generalizada (como a “preguiça integral” e a “impaciência permanente”), o defeito da impaciência costuma ser “especializado”. Cada um de nós tem as “suas” impaciências particulares, mexe-se dentro do campo da sua especialização.
Pode ser que pertençamos, por exemplo, à turma daqueles “especialistas” que não têm paciência para escutar o próximo, sobretudo o mais próximo (marido, mulher, filhos). Sempre me recordarei de um bispo velhinho, a quem – por razões de trabalho – visitava faz muitos anos com certa frequência. Como muitos anciãos, gostava de recordar coisas passadas, e eu – por respeito e inibição, pois era muito jovem – ficava a ouvi-lo, de modo que praticamente nunca abria a boca: limitava-me a deixá-lo falar e aquiescer. Passado algum tempo, soube com espanto que ele comentou com um meu colega que eu “tinha uma conversa muito agradável”! Senti vergonha, e aprendi uma lição.
Para mencionar outro exemplo: não pertenceremos por acaso à turma especializada dos que jamais admitem interrupções? Estão “na deles” e dali não saem. Por mais que um filho, ou a esposa ou qualquer outra pessoa precise da sua atenção, da sua palavra ou da sua ajuda, o “homem-intrinsecamente-ocupado-em-suas-coisas-muito-importantes” vai limitar-se a “responder” fulminando-os com um olhar de poucos amigos, unido a um ronco gutural ininteligível, mas perfeitamente interpretável.
E, ainda, não pertenceremos talvez àquele outro rol de pós-graduados, conhecido como “a turma dos impacientes mascarados”? – “Sou muito paciente, dizem esses tais. Não brigo nunca!” Mas sempre, sistematicamente, fogem, lisos como uma cobra d’água, de enfrentar questões difíceis e aborrecidas (uma conversa a fundo com o filho, muito necessária), de aceitar compromissos  ou de assumir responsabilidades. A razão disso não está nem na falta de tempo nem na falta de habilidade, mas no fato puro e simples de que “não querem saber”, “não querem ter trabalho”, ou seja, não querem sofrer.
Pois bem, está na hora de lembrar que a virtude da paciência é “a arte de sofrer”, e que a paciência cristã é “a arte de sofrer com fé, esperança e amor”. Entende, por isso,  por que a aparente paciência de quem se esquiva de enfrentar os sacrifícios da vida, na realidade é a mais envenenada “antipaciência”? Porque fugir das dificuldades é muito cômodo, mas não é virtude nenhuma, é antivirtude, é uma lamentável falta de generosidade para aceitar com responsabilidade – e com espírito de fé, com confiança na ajuda de Deus e com compreensão − os sacrifícios e os sofrimentos que Deus nos pede abraçar.
Adaptação de um trecho do livro de F. Faus A paciência, 3a edição, Quadrante 2015

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