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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O cônjuge como um caminho para Deus

O cônjuge como um caminho para Deus, um lugar de encontro com o Senhor

O encontro de duas pessoas em Deus – por intermédio da oração ou da vivência religiosa compartilhada – é uma das formas mais ricas e profundas de elas se encontrarem com o melhor que cada um possui, já que estão diante do Senhor. Diante d’Ele, elas se desprendem de tudo o que normalmente dificulta o encontro e vão assumindo, com mais objetividade, a atitude compreensiva, benigna e compassiva do amor de Deus.

A união de duas pessoas pelo sacramento do matrimônio abre-lhes uma nova possibilidade de amor sobrenatural: o cônjuge como um caminho para Deus, um lugar de encontro com o Senhor. No momento solene das bodas, Cristo diz a cada um: “Eu, desde agora, vou amá-los especialmente por meio do cônjuge, vou convertê-lo em santuário do meu encontro contigo”.


Descoberta de Cristo no cônjuge

Com isso, o Senhor nos deixa o grande desafio de O buscarmos no coração do outro, onde, desde agora, Ele está nos esperando. O desafio de descobrir o rosto de Cristo no rosto do cônjuge, de acolher Seu amor como transparente e reflexo do amor divino. Em contrapartida, eu devo ser Cristo para o outro, dar a Ele o amor, a luz e a força que necessita para crescer e chegar até Deus. Assim, cada um se aceita e se doa ao outro como lugar privilegiado de encontro com o Senhor.

Por isso, em todo matrimônio cristão está sempre Deus como terceiro, como quem se faz de ponte e laço de união entre os cônjuges. Mas quando o Senhor não ocupa esse lugar dentro do matrimônio, há sempre lugar para outro terceiro, que destrói a aliança matrimonial.

No matrimônio precisar ter amor

O casamento é uma comunidade de salvação unida por um vínculo sobrenatural. O amor de Cristo e de Maria selam nosso amor. Estamos unidos como a videira e os brotos. Nossa salvação está unida ao outro e vem por meio dele. Nossa santidade repercute no outro, nosso pecado também.

Tão profunda é essa aliança [matrimonial] e esse conhecimento mútuo, que os esposos deveriam chegar a ser diretores espirituais um do outro. Tanto se conhecem que podem ajudar o outro em seu caminho de santidade. Essa aliança de amor se dá entre os esposos e deles com Deus. Por isso é comunidade de salvação, de amor, vida e tarefas com Cristo e Maria.

Leia mais:
.: Como construir um matrimônio sadio?
.: Verdades fundamentais sobre o matrimônio
.: Como ter um matrimônio feliz?
.: Será que tenho vocação para o matrimônio?


Compartilhamos Sua missão e junto com Ele caminhamos para Deus Pai. Em caso de os contraentes humanos entrem em crise, o Terceiro os ampara. Cristo carrega com eles o matrimônio.

Fonte de salvação um para o outro

Depois de nossa consagração, a Virgem também começa a ser uma aliada nossa e nos ajuda no caminho. Ela também nos ampara. O que dissemos sobre o matrimônio vale para todos os membros da família: pais, filhos, irmãos… Cada um é Cristo para os demais, reflexo do Senhor. Cada um é e há de ser, para o outro, um caminho para o Senhor, caminho privilegiado de amor a Ele.

Nisso encontramos o sentido da aliança matrimonial e o sentido da aliança familiar: todos juntos, unidos e aliados com a Virgem Maria, caminhamos para Deus. Todos juntos, amando-nos mutuamente como ao Senhor, nos consagramos a Maria e, mediante ela, entregamo-nos para sempre a Deus.

Queridos irmãos, se nos deixarmos educar e guiar pela Virgem Maria, então a aliança com ela será como uma grande escola de amor. Nela aprendemos a amar para percorrer os caminhos do amor divino e chegar ao coração do Pai. E é assim que se tornará realidade em nossa vida a aliança com Deus.

Por Padre Nicolás Schwizer
Movimento apostólico Shoenstatt

domingo, 15 de janeiro de 2017

O que fazer? Tenho dependência afetiva

Saiba com identificar e tratar a dependência afetiva


A dependência afetiva é um estado que faz parte da natureza humana por nascermos dependentes tanto no campo físico (alimentação, cuidados etc.) quanto no campo afetivo. As experiências que vamos adquirindo em nosso desenvolvimento farão com que tenhamos ou não nossa independência afetiva.

É muito importante esclarecer que essa independência não significa individualismo, muito menos solidão. É, sim, a capacidade de não nos vincularmos excessivamente a alguém, é a possibilidade de tomarmos nossas decisões, escolhas e dar passos na capacidade e na autonomia de cuidar de nós mesmos e assumir o que fizemos de certo ou errado.


Aprenda a observar

Para que você possa perceber se é uma pessoa excessivamente dependente de alguém, é importante observar alguns pontos:

  • - Você precisa de alguém para sentir-se seguro e tranquilo?
  • - Percebe que, mesmo em situações simples de escolha e decisão, precisa dessa pessoa ao seu lado?
  • - Sente-se dependente para fazer escolhas, precisando da aprovação dessa pessoa?
  • - Sente que sua autonomia é prejudicada, ou seja, é difícil fazer algo sem aquela pessoa?


É claro que muitos de nós gostamos que uma outra pessoa dê uma opinião a nosso respeito (se a roupa está bonita em nós, se devemos comprar algo, se devemos mudar de emprego e tantas outras decisões), o que não significa que sejamos dependentes. A dependência se caracteriza sempre que há algum excesso, aquela dificuldade em sair do lugar sem que o outro nos apoie, como uma muleta, um suporte, que precisamos e fazemos questão de carregar em toda nossa vida.

Leia mais:
.: Sinais de dependência afetiva nas mulheres
.: A diferença entre gestos de amor e carência afetiva
.: Como lidar com a dependência emocional
.: Sou uma pessoa afetivamente madura?


O que fazer?

Quando estamos nessa situação, geralmente temos dificuldade para perceber, negamos essa dificuldade e nos irritamos quando somos apontados como dependentes. Temos também dificuldades com a autoestima e a maturidade emocional, e costumamos fazer outras coisas em excesso, como trabalhar, comer, beber, falar, jogar entre outros. Podemos ainda viver sentimentos muito extremos (amar demais, odiar demais), bem como sensação de vazio e falta de significado em nossa vida, sem compreender exatamente o que está ocorrendo.

Nem sempre as escolhas afetivas dependentes são conscientes e claras para quem passa por isso. Dependências podem se dar com coisas, objetivos, drogas, jogos, chegando a pessoas e a palavras amigas. A dependência afetiva faz com que procuremos exteriormente o apoio e a proteção para suportarmos os problemas vividos nos relacionamentos e nas situações sociais. Somos humanos e somos efetivamente influenciados o tempo todo. Vale lembrar que, como seres sociais que somos, efetivamente seremos influenciados e influenciaremos o tempo todo, e isso faz parte de nossa natureza.

Limites nos relacionamentos

Das relações sadias, por meio das quais os pais estimulam e acreditam no potencial de uma criança, – fazendo com que ela supere desafios e aprenda a ganhar e a perder –, é que nasce uma autoestima positiva e a sensação de segurança pessoal, bem como a capacidade de cuidar de si. No entanto, quando isso não ocorre, muitas vezes, vamos buscar essa dependência a fim de que outra pessoa nos estimule, mas quando entra o excesso, passamos a não viver mais sem a ajuda dela, mesmo em pequenas decisões. É interessante, pois, nessa relação “disfuncional” sempre haverá o outro, ou seja, aquele que é a pessoa mais segura na relação, mas que, de alguma forma, também alimenta essa dependência.

Sendo assim, é muito importante que a pessoa dependente estabeleça limites em seus relacionamentos, reconhecendo sua realidade, que, muitas vezes, passa pela negação dos fatos e a ilusão de viver em situações fantasiosas. Da mesma forma, ela deve assumir a responsabilidade em administrar suas necessidades, reconhecer suas atitudes, emoções e seus comportamentos, sejam eles positivos ou não, percebendo as vivências da raiva, do medo, da vergonha, da culpa e, com isso, reconhecendo essas questões em sua vida e comprometendo-se com a mudança.


Elaine Ribeiro dos Santos
Elaine Ribeiro, Psicóloga Clínica e Organizacional, colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Blog: temasempsicologia.wordpress.com
Facebook: elaine.ribeiropsicologia Twitter: @elaineribeirosp

sábado, 14 de janeiro de 2017

Como superar a inquietação?

Assim como o Senhor quer a paz de nosso coração, o adversário promove a inquietação


Santa Teresa D’Ávila compôs uma oração que podia bem se chamar “a oração dos valentes guerreiros”. Nada te perturbe, nada te amedronte, tudo passa, a paciência tudo alcança. A quem tem Deus nada falta! Só Deus basta!

“Nada te perturbe”, essa é a vontade de Deus. Santa Teresa não fez poesia nem romance. Ela era mulher que enfrentava problemas nos carmelos. Foi uma valente guerreira que recebeu de Deus a incumbência de fazer a renovação dos carmelos: ia de mosteiro em mosteiro enfrentando grandes problemas. Foi nessa situação que ela fez esta oração: “Nada te perturbe”. Dizia isso para si mesma em primeiro lugar, e depois para suas irmãs.

“A paciência tudo alcança.” Essa virtude é ativa, é força e coragem. Por ela tudo se alcança. A paciência é a virtude do guerreiro que quer ser valente, que deseja fazer parte da tropa de elite do Senhor. “A quem tem Deus, nada falta! Só Deus basta!” Deus é suficiente para suprir tudo, nós é que somos “guerreiros de pouca fé”. 

Precisamos voltar a crer na plena suficiência do Senhor.Nossa vida é um “carmelo relaxado” e o Senhor quer que o reformemos. A primeira condição para isso é paz, mas é preciso saber que o inimigo é esperto e sua tática é suja!

História


Certa vez, uma pessoa queria exterminar as formigas que estavam acabando com sua plantação. Ela queria colocar veneno na boca de cada formigueiro, mas não dava conta devido à grande quantidade deles.Um agrônomo, então, lhe ensinou: “Não precisa se incomodar! Pegue esse veneno e jogue-o em qualquer lugar: ele atrai as formigas com o seu cheiro atraente e sabor agradável. Elas o pegam sem saber do que se trata e o levam para o formigueiro. Lá dentro, num clima favorável, com calor e umidade, o veneno  começa a desprender-se. O gás tóxico acaba matando as formigas”.

É isso que o diabo faz conosco. Ele vai lançando seu veneno e nós não percebemos que é tóxico, pois é atraente, até mesmo saboroso. Já que ele não pode impedir que sejamos filhos de Deus, eleitos do Senhor; já que não pode retirar de nós a efusão do Espírito Santo nem a graça de sermos combatentes, ele tenta infernizar nossa vida. Vamos acumulando tudo dentro de nós sem nenhum discernimento; não percebemos quanto veneno estamos levando para nosso interior. No clima favorável de nosso coração, esse veneno começa a soltar gases tóxicos, envenenando-nos por dentro.

Levamos para nosso coração ressentimentos, enquanto a Palavra de Deus nos alerta: “Não se ponha o sol sobre vossa ira” (Ef 4,26).


Reflexão


Se temos de nos lavar todos os dias, também temos de lavar nosso coração diariamente. Não podemos dormir com as bactérias que conviveram conosco o dia inteiro. Da mesma forma, não podemos dormir com as bactérias vindas do próprio inferno. Esses sentimentos nos tiram a paz. Acumulados em nós, torna-se um entulho perigoso que vai, aos poucos, nos envenenando. É preciso convencer-se de que a primeira virtude do guerreiro é a paz do coração; não podemos perdê-la por nada.

Enfrentamos muitos problemas: desemprego, falta de dinheiro, dificuldades com os pais, com os filhos, consumo de drogas, bebidas, doenças… Mas nada disso pode nos tirar a paz. O Senhor nos diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31). Ele quer nos convencer, Ele está no controle de tudo. A tempestade é forte, o vento é impetuoso, mas Jesus está no barco. Mesmo que pareça estar dormindo, Ele está no controle de tudo. Ele está no controle de todos os acontecimentos de nossa vida e no diz: “Nada pode tirar a vossa paz”.É na paz, na serenidade, que vamos receber a força, a sabedoria de Deus para enfrentar os grandes problemas. 

O diabo é mestre em aumentar as coisas. Ele abusa de nossa sensibilidade, gosta de dramatizar as coisas e fazer “tempestade num copo de água”. Ele nos incentiva a perder a paz. Mas confie: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8,31-35). A resposta é: ninguém, pois é o amor de Deus derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos sustenta.

Assim como o Senhor quer a paz de nosso coração, o adversário quer destruí-la. Ele sabe que é nela que habita o Espírito de Deus. Você precisa fazer de tudo para não perder a paz e, quando perdê-la, readquiri-la logo, imediatamente.

O guerreiro não pode perder a paz do coração: ela é sua principal arma de defesa e de ataque. No momento em que você a perde e os acontecimentos fazem seu barco balançar, grite por socorro. Se você estiver se afogando, estenda a mão, grite, chame pelo Senhor. Tenha a certeza de que Deus virá em seu socorro. Ele lhe devolverá a paz. Você é guerreiro de Deus. Ele virá em seu socorro.

Esteja vigilante! De modo especial, não deixe de passar por uma inspeção as coisas novas que surgem em sua vida: um amor novo, um trabalho, um apostolado… Qualquer coisa nova que entre em sua vida. Não vá pelo primeiro impulso, seja de entusiamos ou medo; passe tudo pela inspeção do Espírito Santo, na oração e na escuta.

Artigo extraído do livro ‘Combatentes na provação’, de monsenhor Jonas Abib.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Para seguir Jesus é preciso mover-se, diz Papa

Na homilia de hoje, Papa falou da importância de seguir Jesus em vez de ficar parado apenas olhando, como faziam os escribas


Da Redação CN, com Rádio Vaticano

Papa durante homilia na Casa Santa Marta / Foto: Arquivo-RV

Para seguir Jesus é preciso caminhar, não ficar com “alma sentada”, disse o Papa Francisco na Missa desta sexta-feira, 13, na Casa Santa Marta. Francisco destacou que a fé, se é autêntica, sempre faz correr riscos, mas dá a verdadeira esperança.

O povo segue Jesus por interesse ou por uma palavra de conforto. O Santo Padre se concentrou no Evangelho do dia para destacar que, mesmo se a pureza de intenção não é “total”, perfeita, é importante seguir Jesus, caminhar atrás Dele. As pessoas se sentiam atraídas por sua autoridade; pelas coisas que dizia e como dizia se fazia entender e também curava.

Algumas vezes, explicou o Papa, Jesus repreendia o povo que o seguia porque estava mais interessando em uma conveniência que na Palavra de Deus. Mas o Senhor se deixava seguir por todos, porque sabia que todos são pecadores. O problema maior era os que ficavam parados.

“Os parados! Aqueles que estavam à beira do caminho, olhavam. Ficavam sentados. Ficavam sentados lá alguns escribas: estes não seguiam, olhavam. Olhavam do balcão. Não iam caminhando na própria vida: ‘balconavam’ a vida! Justamente ali: não arriscavam nunca! Somente julgavam. Também os juízes eram fortes, não? Em seu coração: ‘que povo ignorante! Que gente supersticiosa!’ E quantas vezes também nós, quando vemos a piedade do povo simples, nos vem em mente aquele clericalismo que faz tanto mal à Igreja”.

Essas pessoas que seguiam Jesus não ficavam paradas, mas arriscavam para encontrá-Lo, para encontrar aquilo que queriam. O Papa citou como exemplo o caso da cananeia, da pecadora na casa de Simão e da Samaritana. Todas arriscaram e encontraram, a salvação.

“Seguir Jesus não é fácil, mas é belo! E sempre se arrisca (…) Seguir Jesus, porque precisamos de algo ou seguir Jesus arriscando e isso significa seguir Jesus com fé: esta é a fé. Confiar em Jesus. ‘Confio em Jesus, confio a minha vida a Jesus? Estou em caminho atrás de Jesus, mesmo se pareço ridículo às vezes? Ou estou sentado olhando como faziam os outros, olhando a vida, ou estou com a alma sentada – digamos assim – com a alma fechada para a amargura, a falta de esperança?’ Cada um de nós pode se fazer estas perguntas hoje”.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Fecundidade e Método Billings no matrimônio

Gravidez, fecundidade e paternidade são assuntos no programa ‘Escola da Fé’


O matrimônio é a base de uma família, e para isso contamos com a bênção da fecundidade. Diante de tantas dúvidas em relação ao que se fazer para entender e acompanhar a Igreja nos direcionamentos à fecundidade, professor Felipe Aquino explica o que significa a paternidade responsável e o Método Billings.

“A fecundidade é um dom, enfim, do matrimônio, porque o amor conjugal tende naturalmente a ser fecundo”(CIC 2366).



Aborto? Nunca!


“A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção”(CIC 2270).


Sobre o programa:

Apresentado pelo professor Felipe Aquino, às quintas-feiras, a partir das 20h30, com reprise aos sábados, às 03h30, na TVCN, o programa ‘Escola da Fé’ tem como objetivo refletir sobre assuntos referentes à Doutrina Católica e aos ensinamentos de Jesus Cristo para ajudar os fiéis a se aprofundarem na vivência da fé.

A cada semana, o programa exibe notícias atuais relacionadas à Igreja, deixando os fiéis informados sobre o que acontece no Brasil e mundo. Com isso, os telespectadores têm acesso ao posicionamento da Igreja diante de cada fato.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Namoro: cinco valores de ouro para vivê-lo bem

Namoro é sinônimo de correspondência e afinidade


Em algum momento de nossa vida, descobrimo-nos cativados por uma pessoa em especial. Podemos afirmar que nada se compara à presença desse alguém, e nosso carinho se fortalece à medida que somos correspondidos nas atenções e nos detalhes que, mutuamente, procuramos no parceiro. Lamentavelmente, poucos são os casais que puderam servir de modelo para ilustrar como dever viver-se o namoro.

Os mais nobres sentimentos parecem estar submetidos a encontros casuais, ao prazer sensual, à rendição do nosso juízo e à vontade e exigência da outra pessoa. Talvez a modernidade proponha uma vida sem compromissos, onde, afinal de contas, o importante é passar bons momentos.

Namoro é sinônimo de correspondência e afinidade, mas afinidade em quê? Primeiramente, em valores, sentimentos, interesses, gostos e afeições. Isso é o importante! A atração física e a diversão são os elementos decorativos de uma relação profunda, mas nunca o motivo da união e da entrega absoluta.



Se desejamos que o namoro seja um meio para o desenvolvimento individual e o crescimento como parceiros, é necessário pôr em prática alguns valores necessários e importantes para obter esse objetivo:

Respeito


Sempre se fala em respeitar ideias, gostos, hábitos e costumes, mas isso não significa estar de acordo com tudo ou permanecer indiferente. O correto será ajudar-se mutuamente a corrigi-los. Recordemos que, quando existe um interesse e carinho autênticos, sempre se buscará o bem da outra pessoa.

O respeito entre o casal também deve ser vivido nas manifestações de carinho: carícias, abraços, beijos e palavras. Como saber que estamos atuando corretamente? Alguém dizia a uma jovem: “Quando estiver só com seu namorado, comporte-se da mesma forma que estivesse diante de seus pais ou de outras; assim, não se equivocarão nem cometerão alguma imprudência”.

Com nosso digno comportamento, também demonstramos respeito por nossos pais, a família e todos os princípios morais recebidos em casa, na escola e na religião.

Decência


No namoro, é sempre necessário evitar tudo aquilo que seja provocativo: roupas, posturas, carícias, palavras e até alguns tipos de festa. Esses são recursos que as pessoas utilizam para aproveitar da situação, e o que elas buscam são relações passageiras. Se deseja que o levem a sério e o apreciem verdadeiramente, é preciso evitar esses recursos; assim, não dará a impressão de ser uma pessoa fácil. Também é conveniente ter um horário adequado para sair, pois sempre haverá murmurações a respeito desses casais.

Depois de tudo, qualquer pessoa prefere começar uma relação séria com alguém que viva esse valor, pois não existe nada em sua conduta que seja reprovável, nem rumores nem calúnias, somente comentários positivos. O comportamento decente garante sua boa fama.

Santa diversão


Um dos maiores perigos que existem nos namoros é a busca constante de novas diversões. O mais difícil é encontrar atividades que nos permitam viver os valores e conduzir-nos com respeito.

A ociosidade e a falta de prudência entre os casais constituem a causa de todos os desacertos que se cometem. Por isso, ajuda muito a presença em lugares públicos com adequada iluminação, participar de atividades em conjunto, conversar em casa ou ver filmes com as portas abertas; além disso, certificar-se de que alguma pessoa se encontra no lugar, ter algum hobby: esportes, música, pintura, coleções; utilizar o carro para transportar-se e não como refúgio para ter certa intimidade.

Convém recordar que os lugares e as atividades onde circula o álcool e as drogas, ou prevalece um ambiente sensual, diminui nossa capacidade de autodomínio; portanto, não devem ser considerados como a melhor opção para divertir-se.

Autoestima


Aparentemente, a autoestima é um valor egoísta, onde proteger nosso eu íntimo é o mais importante para não sair lastimado.

Na realidade, a autoestima nos permite descobrir tudo de bom que temos (qualidades, habilidades, hábitos), assim como nossos defeitos. Isso nos permite desenvolver nossas qualidades e buscar a melhor forma de superar nossas falhas. O conhecimento de si próprio nos brinda segurança e confiança, tomando consciência do valor que temos como pessoa.

Quando a autoestima está bem fundamentada, aprende-se a aceitar os conselhos e críticas para melhorar nossa pessoa: modos, vocabulário, forma de vestir, disposição ao trabalho ou ao estudo, relação familiar etc. Mas também nos ajuda a defender nossos princípios morais, rechaçar a manipulação de nossas ideias e sentimentos para ceder aos caprichos de outra pessoa, seja mudando nossa conduta, crenças, amizades ou dar nosso corpo por medo de perder esse carinho.

Apesar de nossos sentimentos, a autoestima nos permite abandonar uma relação que não prospera pelas discussões, a falta de entendimento e de respeito, o que definitivamente nos impede de comportarmo-nos com dignidade.

Compromisso


Compromisso no namoro? Isso sim que é novidade! Ainda que pareça exagerado e fora de contexto, não deveria estranhar-nos falando desse valor se o consideramos como elemento indispensável para desenvolver nossa personalidade.

A formalidade em nossa conduta nos leva a cumprir o melhor possível os compromissos adquiridos, isto é, corresponder à confiança depositada, demonstrar que nossa palavra empenhada vale tanto o mais que um contrato escrito, viver a sinceridade evitando a mentira e a dupla personalidade, discretos para não revelar as confidências recebidas. O mesmo que em um trabalho profissional, com os amigos ou em família. Esse é o primeiro compromisso que temos: ser honestos com nós mesmos para poder cumprir integramente com os demais.

Em todas as relações humanas, faz falta comportar-se com maturidade e seriedade; o namoro não é uma relação de segunda categoria por ser uma ‘relação informal’. Isso significa evitar jogar com os sentimentos da outra pessoa, enganar várias pessoas de uma vez ou buscar a companhia delas para quando não haja algo melhor que fazer.

De alguma maneira, ao viver o melhor possível nosso namoro, estamos nos preparando para adquirir maiores compromissos, como pode ser o matrimônio. O certo é que a falta de compromisso em qualquer atividade ou relação termina por levar-nos à superficialidade, à apatia e ao engano. É possível confiar em alguém assim? Isso não quer dizer que, ao ter um parceiro, devemos permanecer atados indefinidamente. Trata-se de pôr em ordem nossos interesses, planos, atividades e sentimentos, para encontrar o momento justo e a pessoa adequada para empreender uma relação. Comportar-se deste modo dá-nos personalidade, maturidade e qualidade humana.

Devolver o encanto ao namoro é algo mais que ver a ‘vida cor-de-rosa’, é recuperar o respeito e a dignidade de homens e mulheres, convertendo-se em pessoas com a capacidade de formar uma família que vive e transmite valores humanos à sociedade.

Formação Canção Nova

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O que foi a reforma protestante

A Reforma protestante é longa e complicada. Neste texto, vamos dar apenas as informações mais importantes


A Reforma aconteceu no século XVI com o frade agostiniano alemão Martinho Lutero. Foi uma questão religiosa, mas, dado o clima da época, tomou proporções eclesiásticas e políticas que ninguém imaginava. O povo e os príncipes cristãos alemães esperavam a renovação da Igreja, no século XVI, pela eliminação dos abusos, sem alteração da fé e da constituição da Igreja. Isso gerou o “caldo de cultura” da Reforma.

Quem foi Lutero?

Martinho Lutero nasceu, em 10 de novembro de 1483, em Eisleben. Teve infância dura, sujeita, em casa e na escola, à disciplina severa. A partir de 1501, na Universidade de Erfurt, estudou filosofia nominalista com tendência relativista, que eliminava a harmonia entre a ciência e a fé.



O que foi a reforma protestante

Certa vez, a caminho da Universidade (02/07/1505), foi quase fulminado por um raio; em consequência, fez o voto a Santa Ana de entrar no convento se não morresse. Lutero tinha um temperamento escrupuloso e pessimista, temia o juízo de Deus sobre os seus pecados; algo que o deixava inquieto.

Em julho de 1505, à revelia do pai, Lutero entrou no convento dos Agostinianos de Erfurt. Em 1507, foi ordenado presbítero. Em 1510 ou 1511, passou quatro semanas em Roma, onde conheceu a vida da Cúria. Isso tudo, porém, não o impressionou muito nem abalou a sua fidelidade à lgreja. Foi nomeado professor de Sagrada Escritura em Wittenberg. Vivia, porém, inquieto ao pensar na sua fragilidade moral e nos juízos de Deus. Jejuava, praticava vigílias de oração, mas sem conseguir paz.

Estudando as Cartas de São Paulo aos Gálatas e aos Romanos, encontrou uma solução: achou que não deveria se importar tanto com aquilo que fazia, precisava apenas ficar firme na fé e na confiança em Jesus Salvador. Ele dizia: “É a fé, e não as obras boas, que salvam o homem”. Para Lutero, o homem foi totalmente corrompido pelo pecado original e, então, só pode pecar; o livre-arbítrio está vendido ao pecado; não se pode apelar para ele. E a concupiscência desregrada, que é o próprio pecado, é inextinguível no homem. Só lhe resta confiar (ter fé) nos méritos de Cristo, porque ninguém tem mérito próprio.

O surgimento das 95 teses de Lutero

Para Lutero, quando Deus declara o homem justo, não lhe está apagando os pecados, mas apenas resolve não os considerar, cobrindo-os com o manto da justiça ou da santidade de Cristo. Lutero baseava-se especialmente em Rm 1,17: “O justo vive pela fé”; por isso, desprezava a Carta de São Tiago que fala da importância das obras.

Essa doutrina era como que o “Evangelho” de Lutero. Era uma revolução dentro do Cristianismo. Lutero juntou a isso outras teses: a rejeição dos sacramentos, do sacerdócio ministerial, do sacrifício da Missa, da Tradição da Igreja e da hierarquia. Enfim, tudo aquilo que fazia a vida da lgreja Católica.

Lutero era professor em Wittenberg, quando surgiu a questão das indulgências na Alemanha; e já havia a prevenção contra elas por causa de abusos de oficiais eclesiásticos. Lutero insurgiu-se contra o pregador das indulgências, Tetzel, em 31 de outubro de 1517, e afixou na porta da igreja de Wittenbergu, conforme o costume das disputas acadêmicas, uma lista de 95 teses em latim sobre as indulgências.

As teses de Lutero espalharam-se rapidamente pela Alemanha e fora dela, chegando até Roma. A Santa Sé mandou o Cardeal Caetano a Augsburgo para ouvir Lutero (12-14/10/1518), mas não conseguiu demovê-lo de suas posições doutrinárias.

A ruptura com a Igreja

O brado de revolta de Lutero encontrou ressonância fácil entre os príncipes da Alemanha, que tinham antigos ressentimentos contra a Santa Sé por questões políticas. Entre os protetores de Lutero, começou a destacar-se o príncipe Frederico, o Sábio, da Saxônia.

Em 1519, houve, em Leipzig, uma famosa disputa pública, na qual Lutero expôs mais claramente sua doutrina: só é verdade religiosa aquilo que se pode provar pela Sagrada Escritura (princípio básico do protestantismo). Ele atacou o primado do Papa e desprezou a Tradição e o Magistério da Igreja. Então, em 1520, no dia 15 de junho, o Papa Leão X publicou a Bula Exsurge, que condenava 41 sentenças de Lutero e o ameaçava de excomunhão, caso não se submetesse dentro de 60 dias. Em dezembro desse mesmo ano, o frade queimou a Bula e um livro de Direito Eclesiástico em praça pública. O Papa excomungou formalmente Lutero em 3 de janeiro de 1521.

Lutero, então, convocou seus compatriotas alemães para se unirem a ele em três obras: o “Manifesto à Nobreza Alemã”, no qual exortava os príncipes a assumir a reforma da Cristandade, constituindo uma Igreja alemã independente; o “Cativeiro da Babilônia”, que considerava os sacramentos, regulamentados pela Igreja, como um cativeiro – só ficariam o batismo e a ceia operando pela fé do sujeito; e “A Liberdade Cristã”, que concebe a lgreja como uma comunidade invisível, da qual só fazem parte os que vivem da verdadeira fé.

Em 1521, houve a Dieta de Worms, à qual Lutero compareceu na presença do Imperador Carlos V; recusou retratar-se e foi condenado à morte. Mas Frederico o Sábio escondeu o frade no Castelo de Wartburg, onde ficou dez meses (maio 1521 – março 1522) sob o pseudônimo de “Cavaleiro Jorge”. Começou, então, a tradução da Bíblia para o alemão a partir dos originais; foi completada em 1534. No castelo de Wartburg, Lutero sofreu crises nervosas violentas, que ele considerava como assaltos diabólicos.

Enquanto Lutero estava preso, a agitação crescia em Wittenberg; os clérigos casavam-se; a Missa era substituída pelo rito da Ceia do Senhor, em que se recebiam pão e vinho sem confissão prévia nem jejum eucarístico; as imagens dos santos eram removidas. Em 1525, Lutero casou-se com Catarina de Bora, monja cisterciense apóstata, e teve seus filhos.

Fim da vida de Lutero

Os últimos anos de vida de Lutero foram angustiosos para o reformador: além dos aborrecimentos e das decepções, ele sofria achaques corporais; se alastravam a indisciplina e a procura de interesses particulares nos territórios reformados; os príncipes dominavam as questões religiosas. Lutero depositava suas esperanças num próximo fim de mundo. Em 1543, escreveu ansioso: “Vinde, Senhor Jesus, vinde, que os males ultrapassaram a medida. É preciso que tudo estoure. Amém”. – Finalmente, morreu em 18 de fevereiro de 1546, em sua cidade natal de Eisleben. (D. Estevão Bettencourt)

As ideias e o movimento de Lutero tiveram seus ecos fora da Alemanha. Vários reformadores surgiram, partindo todos do mesmo princípio: a única fonte de fé é a Bíblia (Sola Scriptura), lida independentemente do Magistério da Igreja e da Tradição. Entre esses chefes destacam-se: Ulrico Zwingli (1484-1531), que pregou em Zürich (Suiça) e cujos seguidores sem demora se agregaram ao Calvinismo. Outro reformador notável foi João Calvino, em Genebra.

As ideias reformistas de Lutero não eram novas; ele teve vários precursores que defendiam as mesmas teses em séculos anteriores: John Wiclef, na Inglaterra; João Huss, na Polônia; Jerônimo de Praga, Guilherme de Occan e outros.

Prof. Felipe Aquino

Fonte: http://formacao.cancaonova.com/igreja/historia-da-igreja/o-que-foi-a-reforma-protestante/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Como não me esforçar à toa?

Esforçar-se em muitas coisas e fazer tudo correndo pode nos levar à perda de tempo e de força por nada

No programa ‘Sorrindo pra Vida’ desta segunda-feira, 9, às 8h, Márcio Mendes meditou a Palavra para nos orientar sobre como não nos esforçar à toa, colocando nossas forças em muitas coisas ao mesmo tempo.

Baseado em Eclesiástico 11,10-13, Márcio nos mostrou que essa passagem traz um retrato de duas realidades que podem acontecer conosco. A primeira é de alguém que, por si mesmo, sem contar com Deus, apressa-se para fazer a vida acontecer, e quanto mais tenta, menos consegue. Com todo esforço que faz, além de não conseguir a meta que desejava, ainda fica desprovido de força, porque a gastou tentando alcançar o objetivo.

A segunda realidade é de alguém ainda mais carente e rico só em miséria, mas tem uma diferença do primeiro: conta com Deus. Por isso, os olhos do Senhor estão sobre ele, levantando-o de toda humilhação.

“Por isso, temos de ter foco no que fazemos, saber o que queremos e colocar a mira na meta correta. Nossa meta tem de estar nas coisas de Deus, naquilo que não passa. Deus vem nos dizer isso, para que não nos apressemos, querendo fazer muitas coisas, porque fazendo tudo correndo podemos cometer erros”, disse o missionário.



Leia a passagem de Eclesiástico 11,10-13:

“Meu filho, não empreendas coisas em demasia, porque, se adquirires riquezas, não ficarás isento de culpa; se empreenderes muitos negócios, não poderás abrangê-los; se te antecipares, não te sairás bem deles.
Há ímpio que trabalha, se apressa e se queixa, porém só se torna menos rico.
Há homem esgotado e em grande necessidade de alívio, pobre de energia e rico em necessidades, que o olhar de Deus considera com benevolência, e tira do desalento para lhe dar ânimo; muitos, ao verem isso, ficam surpreendidos e dão glória a Deus.”

Papa: conhecer, adorar e seguir Jesus, único Salvador

Papa retomou hoje Missas na Casa Santa Marta; na homilia, um convite a conhecer, adorar e seguir Jesus


Da Redação CN, com Rádio Vaticano


Papa durante Missa na Casa Santa Marta / Foto: Rádio Vaticano

Após as festas de fim de ano, o Papa Francisco retomou nesta segunda-feira, 9, as Missas diárias na Casa Santa Marta. O Santo Padre lembrou que agora a Igreja volta ao Tempo Comum, no ano litúrgico, mas Jesus continua sempre sendo o centro da vida cristã.

“Este é o centro de nossa vida: Jesus Cristo. Jesus Cristo que se manifesta, se mostra e nós somos convidados a conhecê-lo, a reconhecê-lo na vida, nas várias circunstâncias da vida, reconhecer Jesus, conhecer Jesus”.

Francisco destacou a necessidade de conhecer e reconhecer Jesus. “É preciso se perguntar: “Me interessa conhecer Jesus? Ou me interessam mais as novelas, as fofocas, as ambições, o saber da vida dos outros?” A oração e o Espírito Santo me levam a conhecer Jesus”, explicou o Papa Francisco.

O Evangelho também leva a conhecer Jesus, destacou o Papa, e deve estar sempre à mão para que possa ser lida uma passagem todos os dias. “É a única maneira para conhecer Jesus. Depois, o Espírito Santo faz o trabalho. Esta é a semente. Quem faz germinar e crescer a semente é o Espírito santo”.

Adorar

A segunda tarefa é adorar Jesus; não apenas pedir e agradecer. O Papa pensou em duas maneiras para adorar Jesus: com a oração de adoração em silêncio e tirando do coração as outras coisas que são adoradas, para ter somente Deus.

“Há uma pequena oração que nós rezamos: o Glória. Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, mas muitas vezes a proferimos como papagaios. Esta oração é adoração! Glória! Adoro o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Adorar, com pequenas orações, com o silêncio diante da grandeza de Deus, adorar Jesus e dizer: Tu és meu amigo, és o princípio e o fim e contigo quero permanecer por toda a vida, toda a eternidade. És único. Expulsar as coisas que me impedem de adorar Jesus”.

Seguir

A terceira tarefa é a do Evangelho de hoje em que Jesus chama os primeiros discípulos para segui-lo. Significa colocar Jesus no centro da vida.

“A vida cristã é simples, muito simples, mas precisamos da graça do Espírito Santo para que desperte em nós o desejo de conhecer Jesus, adorar Jesus e segui-Lo. Por isso, pedimos ao Senhor no início da oração da Coleta para saber o que devemos fazer, para ter a força de fazer o que devemos. Para ser cristãos todos os dias não são necessárias coisas estranhas, difíceis, coisas supérfluas, não. É simples: Que na simplicidade de todos os dias o Senhor nos dê a graça de conhecer Jesus, adorar e seguir Jesus”.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Descubra o que é necessário para ser feliz

Via https://padrepauloricardo.org/blog/descubra-o-que-e-necessario-para-ser-feliz

A verdadeira felicidade está reservada para aqueles que se deixam consumir pelo amor de Deus.

É possível sorrir, mesmo quando tudo parece estar dando errado? Como agir quando as crises e os problemas batem à nossa porta? O que os santos faziam em meio à dor e ao sofrimento, que nós também podemos fazer?
Neste pequeno vídeo, Padre Paulo Ricardo ensina o segredo da verdadeira felicidade, reservada para aqueles que se deixam consumir pelo amor de Deus.

domingo, 1 de janeiro de 2017

No Angelus, Papa fala da estreita ligação entre Jesus e Maria

Na Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, Papa convida a voltar o olhar para a Mãe

Da redação, com Rádio Vaticano
Via Canção Nova
O Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus deste domingo, 1º, com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, 50º Dia Mundial da Paz.
Na alocução que precedeu a oração, o Pontífice recordou que, “nos últimos dias, voltamos o nosso olhar de adoração ao Filho de Deus, que nasceu em Belém. Hoje, Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, voltamos os nossos olhos para a Mãe”, vendo em Jesus e Maria uma ligação estreita. 
angelus papa
“Esta ligação não se exaure no fato de ela ter gerado e no fato de Ele ter sido gerado”, disse Francisco. “Jesus nasceu de uma mulher para uma missão de salvação e sua mãe não foi excluída dessa missão, pelo contrário, é associada intimamente a esta missão. Maria é consciente disso e não se fecha em sua relação materna com Jesus, mas permanece aberta e observa tudo o que acontece ao redor Dele: conserva e medita, analisa e aprofunda, como nos recorda o Evangelho de hoje. Ela já disse o seu sim e se disponibilizou a ser envolvida na realização do plano de salvação de Deus, ‘que dispersa os soberbos de coração, derruba do trono os poderosos e eleva os humildes; aos famintos enche de bens, e despede os ricos de mãos vazias’. Agora, silenciosa e atenta, procura entender o que Deus quer dela a cada dia.”
Segundo o Papa, a visita dos pastores oferece a Maria a ocasião de ver algum elemento da vontade de Deus que se manifesta na presença dessas pessoas humildes e pobres:
“O Evangelista Lucas nos fala da visita dos pastores à gruta com verbos que expressam movimento: eles foram às pressas e encontraram Maria e José, e o Menino, o veem, referem o que Dele tinha sido dito, e glorificam a Deus. Maria acompanha atentamente esta passagem, o que dizem os pastores, o que aconteceu a eles, pois vê nela o movimento de salvação que surgirá da obra de Jesus, e se adapta, pronta para qualquer pedido do Senhor. Deus pede a Maria não somente para ser a mãe de seu Filho Unigênito, mas também para colaborar com o Filho e para o Filho no plano de salvação a fim de que nela, serva humilde, se cumpra as grandes obras da misericórdia divina.” 
Contemplando o ícone do Menino nos braços de sua Mãe, sentimos aumentar em nosso coração um sentido de reconhecimento imenso por Aquela que deu ao mundo o Salvador. Por isso, no primeiro dia do Ano Novo, dizemos a ela:
 
Obrigado, ó Santa Mãe do Filho de Deus Jesus, Santa Mãe de Deus!
Obrigado pela sua humildade que atraiu o olhar de Deus.
Obrigado pela fé com a qual acolheu a sua Palavra.
Obrigado pela coragem com que disse: eis-me aqui, esquecendo-se de si, fascinada pelo Santo Amor e tornando-se uma só coisa com a sua esperança. 
Obrigado, ó Santa Mãe de Deus!
Reza por nós, peregrinos no tempo. Ajude-nos a caminhar na via da paz.  Amém
Após o Angelus, Francisco lembrou do atentado que matou 39 pessoas na madrugada deste domingo na Turquia.

Terço da Providência

Este terço que tem sido um meio para alcançar muitas graças.

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Nas contas grandes reza-se: Mãe da Divina Providência, providenciai!
Nas contas pequenas reza-se: Deus provê, Deus proverá, Sua misericórdia não faltará!
Oração final: Vinde Maria, chegou o momento. Valei-nos agora e em todo o tormento. Mãe da Providência, prestai-nos auxílio no sofrimento da terra e no exílio. Mostrai que sois Mãe de Amor e de Bondade, agora que é grande a necessidade. Amém.

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